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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Sintel

O que é o Sintel?

Propriedade Descrição
Princípio ativo Albendazol (DCI)
Forma farmacêutica Comprimido, Suspensão Oral
Classe farmacológica Anti-helmíntico, Antiparasitário
Objetivo geral Eliminação de infeções por vermes parasitas
Origem Composto sintético (derivado do Benzimidazol)

O Sintel é uma preparação farmacêutica oral que contém a substância química ativa Albendazol. É classificado como um anti-helmíntico e um fármaco antiparasitário de largo espectro, designado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um Medicamento Essencial. Estudos farmacológicos confirmaram a eficácia deste agente contra uma vasta gama de infeções, reforçando o seu reconhecimento clínico no tratamento de cargas parasitárias significativas.

Definição do Sintel: Composição e Classificação Farmacológica

O Sintel é um medicamento de substância única cujo componente principal é a Denominação Comum Internacional (DCI) Albendazol. A substância pertence à classe dos derivados do benzimidazol. Enquanto anti-helmíntico, a sua função terapêutica é específica para a eliminação de vermes parasitas e de certos organismos protozoários. O Albendazol é habitualmente utilizado em seres humanos para o tratamento sistémico de tipos específicos de doenças parasitárias (tais como as causadas por ténias ou nemátodos). Isto significa que o medicamento é absorvido pela corrente sanguínea, o que lhe permite atingir e visar infeções em todo o corpo.

O Albendazol é um fármaco sintético e qual é a sua forma?

O princípio ativo, o Albendazol, é um composto sintético derivado quimicamente do carbamato de benzimidazol, o que o distingue de terapias de origem natural. O Sintel é disponibilizado tipicamente tanto na forma de comprimido normal como em suspensão oral, sendo esta última frequentemente preferida para doentes que possam ter dificuldade em deglutir medicação sólida. Ambas as formulações destinam-se à administração oral, facilitando a necessária absorção sistémica da substância ativa.

Qual é o objetivo geral do Sintel?

O objetivo geral do Sintel é proporcionar uma intervenção sistémica para a eliminação da helmintíase, que se refere a infeções causadas por vermes parasitas. O fármaco atua visando processos vitais internos essenciais nas células parasitárias. Esta ação é fundamental porque conduz à erradicação do parasita — incluindo as suas larvas e ovos — definindo o papel terapêutico benéfico deste medicamento como um agente antiparasitário abrangente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Sintel?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficialmente documentado do Sintel (Albendazol) baseia-se em potenciais reações adversas que podem afetar múltiplos sistemas fisiológicos, juntamente com restrições de segurança específicas definidas nos documentos regulamentares. Os efeitos adversos são categorizados por frequência, com base em dados clínicos.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

  • Muito Frequentes (Afetam 1 em cada 10 doentes ou mais): Elevação das enzimas hepáticas (transaminases), que estão frequentemente associadas ao tratamento da hidatidose. As dores de cabeça (cefaleias) também podem ser muito frequentes, particularmente em casos de neurocisticercose.
  • Frequentes (Afetam até 1 em cada 10 doentes): Problemas gastrointestinais, tais como dor abdominal, náuseas e vómitos. Outros efeitos comuns incluem febre, tonturas/vertigens e alopecia reversível (perda de cabelo ou desbaste capilar).
  • Raros (Afetam menos de 1 em cada 1.000 doentes): Reações raras, mas graves, que incluem diminuições acentuadas nas contagens de células sanguíneas (leucopénia, pancitopénia, agranulocitose) e hepatite.

Classes de Órgãos e Sistemas e Reações Graves

Os principais sistemas orgânicos associados a efeitos adversos são o sistema Hepatobiliar (fígado) e o sistema Sanguíneo e Linfático. A documentação oficial destaca o risco de reações adversas graves, nomeadamente a Supressão da Medula Óssea e a Hepatotoxicidade severa. Estes riscos são particularmente observados durante terapias prolongadas com doses mais elevadas e requerem monitorização laboratorial obrigatória.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

O medicamento está contraindicado na gravidez; as mulheres com potencial engravidável são oficialmente aconselhadas a utilizar métodos contracetivos eficazes. Doentes com insuficiência hepática pré-existente apresentam um risco acrescido de hepatotoxicidade e de supressão da medula óssea, o que exige supervisão cuidadosa e monitorização das enzimas hepáticas e das contagens de células sanguíneas. O uso em crianças com menos de dois anos de idade não é, geralmente, recomendado devido aos dados de segurança limitados.

Esta estrutura garante que toda a informação de segurança, desde as reações comuns e esperadas até aos riscos críticos e raros, esteja oficialmente definida e categorizada de acordo com os padrões regulamentares.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem de Sintel (Albendazol) define-se primordialmente pelo potencial de toxicidade sistémica grave e dependente da dose, visando especificamente o sangue e o fígado. As manifestações oficialmente documentadas de uma exposição elevada ou sobredosagem incluem cefaleias, febre, prurido (comichão) e o sinal reversível de alopecia. Os desfechos mais graves detalhados nos avisos regulamentares estão associados ao efeito do fármaco no sistema hematológico, podendo levar à supressão da medula óssea, pancitopénia, agranulocitose e anemia aplástica. Estas anomalias severas, a par de elevações significativas das enzimas hepáticas, classificam a sobredosagem como um cenário de perigo de vida.

Perante a suspeita de uma sobredosagem, é necessária assistência médica imediata. Os documentos regulamentares estabelecem explicitamente que deve ser contactado imediatamente um centro de informação antivenenos (em Portugal, o CIAV). O contacto urgente com os serviços de emergência é obrigatório se surgirem sinais clínicos graves, tais como convulsões, colapso súbito, dificuldade respiratória ou incapacidade de despertar.

As diretrizes de gestão confirmam que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por Sintel. Consequentemente, a intervenção recomendada foca-se no tratamento sintomático e de suporte. Como medidas imediatas, as autoridades reguladoras descrevem a potencial adoção de procedimentos médicos como a lavagem gástrica. A monitorização rigorosa do doente é crítica, particularmente a observação contínua do hemograma e das enzimas hepáticas, devido aos riscos identificados de toxicidade grave. Nas considerações específicas para certas populações, refere-se que doentes com doença hepática pré-existente correm um risco acrescido de supressão da medula óssea, o que justifica uma vigilância redobrada.

Usos terapêuticos de Sintel

O Sintel (Albendazol) é um medicamento anti-helmíntico utilizado no tratamento de uma grande variedade de infeções parasitárias em doentes. O seu principal benefício consiste em proporcionar um alívio de suporte através da eliminação da fonte da infeção, o que contribui para atenuar a carga global de sintomas e ajuda a manter a estabilidade funcional.

Tratamento de Infeções Sistémicas por Ténias

O medicamento é comummente utilizado em patologias que apresentam lesões ativas de larvas de ténia, nomeadamente a Neurocisticercose e a Hidatidose Quística. Esta utilização é considerada relevante para abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores, tais como convulsões, dores de cabeça crónicas e problemas de visão. O tratamento apoia os doentes durante episódios de maior desconforto, proporcionando uma intervenção sistémica de suporte contra os parasitas.

Eliminação da Carga de Vermes Intestinais

O Sintel é indicado para a eliminação das principais Helmintíases Transmitidas pelo Solo, incluindo lombrigas (ascaridíase), ancilostomídeos e tricurídeos. Esta aplicação ajuda a tratar grupos de sintomas como a dor abdominal crónica, défices nutricionais e anemia. Frequentemente, auxilia na manutenção da estabilidade funcional ao apoiar a eliminação da população parasitária e ao contribuir para o alívio de sintomas relacionados com carências nutricionais.

Facto Rápido: Auxílio em casos de Dor Abdominal Crónica e Sintomas Neurológicos.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Não Pode Utilizar o Sintel

O perfil de elegibilidade do Sintel (Albendazol) é definido pela documentação regulamentar oficial, que estabelece restrições e contraindicações claras baseadas no estado do doente, na função dos órgãos e na idade.

Âmbito Estatuto Regulamentar / Classificação
Populações para as quais o uso está contraindicado Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez; doentes com hipersensibilidade conhecida ao albendazol, a outros derivados benzimidazólicos ou a qualquer componente da formulação.
Regras de elegibilidade por idade O uso rotineiro em lactentes com menos de 6 meses não é, geralmente, recomendado. Crianças com mais de 6 meses são elegíveis para regimes específicos. A experiência em idosos (65 anos ou mais) é limitada, exigindo cautela caso exista disfunção hepática.
Regras de elegibilidade por condição clínica A insuficiência hepática ou doença hepática ativa exige uma utilização com cautela e a monitorização obrigatória das enzimas hepáticas e do hemograma. Problemas pré-existentes na medula óssea também requerem vigilância apertada.
Restrições relacionadas com a elegibilidade Mulheres com potencial engravidável devem obter um teste de gravidez negativo antes do início do tratamento e são obrigadas a utilizar contraceção eficaz durante a terapia e por um período definido após a toma da dose final.

Ligação ao Perfil Global de Elegibilidade

Os documentos regulamentares estabelecem os critérios ao definir contraindicações absolutas que proíbem o uso em grupos de alto risco, como grávidas e indivíduos com alergias conhecidas a esta classe farmacológica. Para os doentes elegíveis, o uso é frequentemente condicional, obrigando a protocolos de monitorização específicos e precaução em indivíduos com a função hepática comprometida ou outras comorbilidades, garantindo que a utilização ocorra apenas sob supervisão regulamentar definida.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Sintel detalha diversas interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas que podem modificar a exposição sistémica ou o perfil de toxicidade do fármaco. O foco principal destas interações documentadas é o seu metabolito ativo, o Sulfóxido de Albendazol.

Principais Modificadores de Interação

Substância / Categoria Resultado Oficial da Interação Nota Regulamentar
Dexametasona Aumenta as concentrações plasmáticas mínimas em estado estacionário do metabolito ativo em aproximadamente 56%. Efeito farmacocinético
Praziquantel Aumenta a concentração plasmática máxima e a exposição global do metabolito ativo em cerca de 50%. Efeito farmacocinético
Cimetidina Aumenta as concentrações do metabolito ativo na bílis e no fluido cístico em aproximadamente o dobro. Efeito farmacocinético
Anticonvulsivantes Substâncias como a Fenitoína e a Carbamazepina podem reduzir a concentração plasmática do metabolito ativo. Indução de enzimas hepáticas
Teofilina O rótulo indica que o Sintel induz o CYP1A in vitro, requerendo a monitorização das concentrações plasmáticas de Teofilina. Condicionalismo de procedimento
Acalabrutinib Está documentado o risco de toxicidade aditiva, especificamente a mielossupressão (supressão da medula óssea). Efeito farmacodinâmico

Restrições Específicas de Substâncias e Populações

A absorção do Sintel é significativamente potenciada pelos alimentos; a rotulagem oficial indica que a administração com uma refeição rica em gorduras maximiza a biodisponibilidade do metabolito ativo. O sumo de toranja também está documentado como capaz de aumentar a concentração do fármaco.

Além disso, os documentos regulamentares oficiais referem que doentes com insuficiência hepática ou doença do fígado podem apresentar um risco acrescido de hepatotoxicidade e de supressão da medula óssea ao tomar Sintel, o que exige uma monitorização clínica mais estreita.

Mecanismo de ação

Mecanismo Dual: Ativação de Recetores e Reforço de Neurotransmissores

O Sintel atua através de dois mecanismos distintos em simultâneo. Primeiro, funciona como um agonista no recetor opioide mu (mu-OR), uma proteína que modula o tráfego de sinais dentro do sistema nervoso central. Segundo, atua como um inibidor do transportador de noradrenalina (NET), impedindo a recaptação rápida do neurotransmissor noradrenalina da fenda sináptica. Esta interação combinada inicia cascatas moleculares que diminuem a excitabilidade das células nervosas.

Modulação das Vias de Regulação Central

O mecanismo do fármaco conduz a duas alterações fisiológicas complementares. A ativação do mu-OR abranda imediatamente a transmissão de sinais através das sinapses nervosas, enquanto a inibição do NET potencia a ação da noradrenalina dentro da via descendente inibidora. Este aumento da sinalização da noradrenalina reforça a atividade das vias inibidoras descendentes, levando a uma alteração da função neuronal. Esta modulação dupla de vias de sinalização distintas determina os ajustes fisiológicos globais resultantes.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Sintel (Albendazol)

A utilização do Sintel é regida por diretrizes oficiais de administração que definem a via, o esquema e as condições específicas de ingestão, dependendo estritamente do tipo de infeção parasitária a ser tratada. O medicamento é uma preparação farmacêutica de administração oral, disponível nas formas de comprimido e de suspensão oral.


Condições de Administração e Dosagem

A dose diária total da substância ativa não deve exceder os 800 mg.

Tipo de Infeção Dosagem Padrão em Adultos (Típica) Contexto de Administração
Sistémica (ex: Hidatidose) 400 mg duas vezes ao dia (BID) Com uma refeição rica em gorduras para maximizar a absorção
Intestinal (ex: Ascaridíase/Lombrigas) 400 mg em dose única Pode ser tomado em jejum

Nas infeções sistémicas, a dosagem para doentes com peso inferior a 60 kg é ajustada para 15 mg/kg/dia, repartidos em duas tomas diárias. No caso de haver dificuldade na ingestão do comprimido inteiro, este pode ser triturado ou mastigado e deglutido com água.


Duração e Frequência do Tratamento

A duração do tratamento varia significativamente consoante a patologia. Para a Neurocisticercose, o Sintel é habitualmente administrado de forma contínua por um período de 8 a 30 dias. Em contraste, a terapia para a Hidatidose Quística é frequentemente estruturada em ciclos de 28 dias, intercalados por um intervalo de 14 dias sem medicação, podendo este esquema ser repetido até três vezes. Caso uma dose programada seja esquecida, esta deve ser omitida se estiver próxima da hora da toma seguinte, devendo evitar-se a ingestão de uma dose dupla para compensar o esquecimento.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Sintel

A avaliação clínica do Sintel (Albendazol) foi estudada em condições que envolvem infeções causadas por helmintas (vermes parasitas), de acordo com organismos científicos e regulamentares oficiais. A base de investigação inclui ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECCA), revisões sistemáticas e estudos observacionais que examinaram diferentes populações e monitorizaram resultados específicos relacionados com o estado do parasita e os padrões de sintomas associados.


Evidência em Infeções Sistémicas: Neurocisticercose

A investigação relativa a esta patologia, caracterizada por quistos de Taenia solium no cérebro, utiliza predominantemente Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Estes ensaios examinaram o Sintel em comparação com grupos que receberam uma intervenção de controlo ou placebo em doentes com quistos ativos. Os resultados estudados para esta condição incluíram a eliminação radiológica ou desaparecimento de quistos ativos e a frequência e taxa de recorrência de crises convulsivas.

Estudos monitorizaram o estado dos quistos e reportaram padrões onde foi observada uma diferença nas taxas medidas de alteração do estado dos quistos entre os grupos Sintel e os grupos de controlo. Os resultados foram mistos quando a investigação examinou a recorrência de convulsões a longo prazo. A certeza permanece baixa relativamente à abordagem ideal para quistos encontrados em localizações não parenquimatosas, uma vez que os dados para estes grupos permanecem insuficientes.


Evidência na Eliminação de Carga Parasitária Intestinal

A evidência relativa a helmintas transmitidos pelo solo provém de ECCA e de estudos de vigilância de eficácia em larga escala. As principais medidas avaliadas nestes estudos foram a ausência de ovos do parasita na amostra de fezes (por vezes referida como taxa de cura) e a Taxa de Redução de Ovos (ERR) (que mede a alteração no número de ovos por grama de fezes).

Estudos indicaram taxas de cura específicas e mediram taxas de alteração na concentração de ovos contra Ascaris lumbricoides (lombriga) após uma dose única. Os estudos de vigilância de eficácia reportaram consistentemente resultados microbiológicos mais baixos e mais variáveis contra Trichuris trichiura. As taxas de cura inferiores observadas contra T. trichiura com uma dose única continuam a ser uma área de estudo em investigação ativa.


Áreas de Incerteza e Lacunas na Investigação

Verifica-se uma falta de consistência em relação ao efeito a longo prazo nos desfechos neurológicos, como a recorrência de crises na Neurocisticercose. As durações do acompanhamento foram limitadas em muitos ensaios clínicos, o que significa que o impacto alargado nos resultados funcionais não está totalmente estabelecido. Adicionalmente, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas, e os dados para grupos demográficos específicos permanecem frequentemente insuficientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Sintel (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente o Sintel a começar a fazer efeito?

A informação oficial do produto esclarece que o Sintel é rapidamente convertido na sua principal substância ativa, o sulfóxido de albendazol, assim que entra no organismo. Esta substância ativa atinge geralmente o seu nível mais elevado na corrente sanguínea — conhecido como concentração plasmática máxima — num período de 2 a 5 horas após a toma da dose. Esta medição indica o momento em que o medicamento se encontra mais amplamente distribuído e ativo a nível sistémico.


P: O Sintel pode ser utilizado para outras condições além das principais indicadas?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais, o Sintel apenas está aprovado para o tratamento de infeções parasitárias específicas: neurocisticercose e doença hidática cística que afete o fígado, os pulmões e o peritoneu. A utilização para qualquer outra condição de saúde é considerada fora da sua finalidade oficial indicada.


P: Pessoas com problemas renais podem utilizar o Sintel com segurança?

A informação regulamentar oficial refere que os efeitos do Sintel não foram estudados em doentes com função renal gravemente comprometida (problemas de rins). Devido a esta falta de dados, não foram estabelecidas oficialmente recomendações específicas ou ajustes de dose para este grupo.


P: Porque é que algumas pessoas referem sentir cansaço após tomar Sintel?

Embora o cansaço extremo ou a fadiga não constem da lista de efeitos secundários muito comuns ou comuns nos ensaios clínicos, a informação oficial destinada ao doente refere que tal pode ocorrer. Por vezes, este sintoma é mencionado a par de outros efeitos secundários mais graves, como uma fraqueza invulgar. Esta menção descreve um sintoma potencial observado em perfis de segurança mais abrangentes.


P: O Sintel pode ser tomado juntamente com analgésicos comuns de venda livre?

Os documentos oficiais que detalham as interações medicamentosas não listam analgésicos comuns sem receita médica, como o paracetamol ou o ibuprofeno, como tendo interações major documentadas com o Sintel. No entanto, as normas de segurança regulamentares reforçam a importância de discutir todos os medicamentos com um profissional de saúde.


P: O Sintel é conhecido por causar habituação ou dependência?

O Sintel, cujo princípio ativo é o Albendazol, é classificado como um anti-helmíntico, que é um tipo de medicamento antiparasitário. Os organismos regulamentares não listam o Sintel nas tabelas de substâncias controladas ou que causam habituação, o que significa que não é considerado como tendo risco de dependência física ou vício.


P: O Sintel interage com pílulas contracetivas?

A informação oficial de prescrição não detalha especificamente uma interação cinética com contracetivos orais, mas destaca o risco de danos fetais. Os documentos regulamentares especificam que as mulheres com potencial reprodutivo são obrigadas a utilizar um método contracetivo eficaz durante a terapia e por um período definido após a última dose.


P: Posso beber álcool com moderação enquanto utilizo o Sintel?

As informações de segurança regulamentares sugerem que os doentes devem limitar ou evitar o consumo de álcool durante o tratamento com Sintel. Tanto o álcool como o Sintel são metabolizados pelo fígado e a sua combinação pode aumentar o esforço sobre este órgão, o que poderia potencialmente levar a um risco mais elevado de danos hepáticos.


P: O que devo fazer se sentir um efeito secundário raro ou grave mencionado no folheto?

Os documentos regulamentares clarificam que, se um doente notar sinais de uma reação adversa grave, tais como febre, hemorragias invulgares ou sintomas neurológicos como convulsões, a orientação regulamentar é procurar assistência médica imediata. Adicionalmente, todos os doentes têm a opção de reportar reações adversas diretamente à autoridade regulamentar relevante.


P: Existem avisos sobre conduzir ou utilizar máquinas sob o efeito do Sintel?

Embora possa não existir um aviso isolado contra a condução, o perfil de segurança oficial lista tonturas/vertigens como um efeito secundário comum do Sintel. A documentação de segurança oficial refere que os doentes que sintam estes efeitos são geralmente aconselhados a abster-se de operar máquinas pesadas ou complexas.


P: O Sintel interage com suplementos comuns como os multivitamínicos?

Os rótulos regulamentares oficiais focam-se em interações entre medicamentos e, geralmente, não incluem uma lista de suplementos comuns como multivitamínicos. As orientações de segurança oficiais enfatizam a importância de partilhar informações sobre todos os suplementos e produtos fitoterápicos com o médico prescritor.


P: O Sintel é um tratamento de primeira linha para a sua indicação aprovada?

O Sintel é oficialmente indicado para a neurocisticercose e a doença hidática cística; no entanto, o seu estatuto como terapia de primeira linha não é definido no rótulo regulamentar principal do fármaco. A decisão sobre a sua utilização em relação a outros tratamentos depende de diretrizes nacionais de prática clínica externas e do estádio específico da doença do doente.


P: Qual é a semivida do Sintel?

Os dados farmacocinéticos oficiais indicam que o metabolito ativo, o sulfóxido de albendazol, tem uma semivida de eliminação terminal média que varia entre 8 a 12 horas. A semivida descreve o tempo necessário para que a quantidade da substância ativa no corpo se reduza para metade.


P: O Sintel causa efeitos secundários psicológicos como alterações de humor?

Os rótulos regulamentares oficiais relacionados com o perfil de segurança do fármaco não listam explicitamente alterações de humor comuns como uma reação adversa. No entanto, a documentação inclui avisos sobre outros efeitos no sistema nervoso central, tais como sintomas neurológicos e mudanças de comportamento, particularmente quando o fármaco é utilizado para infeções no cérebro.


P: Qual é o objetivo da advertência especial (boxed warning), se o Sintel tiver uma?

Os avisos oficiais enfatizam o potencial de lesão grave induzida pelo fármaco, especificamente os riscos de supressão da medula óssea (que reduz a contagem de células sanguíneas) e de hepatotoxicidade (danos no fígado). A exigência de monitorização laboratorial obrigatória do hemograma e das enzimas hepáticas sublinha a gravidade destes riscos, funcionando como uma advertência especial para os prescritores.


P: Qual é o intervalo de tempo típico para consultas de acompanhamento após iniciar o Sintel?

O rótulo regulamentar oficial especifica que, devido ao risco, é obrigatório monitorizar o hemograma e as enzimas hepáticas no início de cada ciclo de tratamento de 28 dias e a cada duas semanas enquanto o doente estiver a receber a terapia.

Como Sintel deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação do Sintel (Albendazol)

As diretrizes regulamentares oficiais definem condições específicas para o armazenamento e a eliminação do Sintel, com o objetivo de manter a integridade do produto e a segurança.


Requisitos de Conservação

O Sintel deve ser armazenado a uma Temperatura Ambiente Controlada, que varia entre os 20°C e os 25°C. O produto deve ser protegido da humidade e mantido no seu recipiente original bem fechado.

Condição Requisito
Temperatura 20°C a 25°C
Manuseamento Não congelar a suspensão oral.
Recipiente Manter bem fechado.

Instruções de Eliminação

Para evitar a contaminação ambiental, não elimine o Sintel através do lixo doméstico ou das águas residuais. Os medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser descartados de acordo com os requisitos locais, tipicamente através da utilização de um programa de recolha de medicamentos ou consultando um farmacêutico para orientação.

Segurança Infantil

Tal como exigido pelos documentos regulamentares, este medicamento deve ser sempre mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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