Setra

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Setra

Setra é um medicamento que contém a substância ativa sertralina, pertencente a um grupo de fármacos denominados Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS). Estes medicamentos atuam no sistema nervoso central para ajudar a regular os níveis de serotonina, uma substância natural no cérebro que desempenha um papel fundamental no equilíbrio emocional e no bem-estar mental.

Este medicamento é habitualmente indicado para o tratamento de diversas condições do foro psicológico e emocional. Entre as suas principais utilizações destaca-se o tratamento da depressão, bem como a prevenção da recorrência de episódios depressivos. Além disso, o Setra é utilizado em perturbações de ansiedade, incluindo a perturbação de pânico, a perturbação de ansiedade social e a perturbação de stress pós-traumático. É também prescrito para o tratamento da perturbação obsessivo-compulsiva (POC) em adultos e, em casos específicos, em crianças e adolescentes.

O objetivo do tratamento com Setra é aliviar os sintomas associados a estas condições, permitindo que o paciente recupere a sua funcionalidade e qualidade de vida. O medicamento atua de forma gradual, sendo geralmente necessário um período de algumas semanas de administração contínua para que os efeitos terapêuticos se tornem plenamente percetíveis.

Quais efeitos secundários são possíveis com Setra?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Setra (Sertralina) é definido formalmente pelas agências reguladoras, que classificam as potenciais reações adversas de acordo com a sua frequência e o sistema fisiológico afetado. Enquanto Inibidor Seletivo da Recaptação da Serotonina (ISRS), o seu perfil inclui efeitos nos sistemas gastrointestinal e nervoso, conforme documentado nas informações oficiais de prescrição.


Reações adversas oficiais por frequência

As reações adversas são classificadas de acordo com a incidência observada em ensaios clínicos:

  • Muito frequentes (ocorrem em 10% ou mais dos utilizadores): Náuseas, diarreia ou fezes moles, insónia, tonturas e falha ejaculatória (especificamente observada em indivíduos do sexo masculino).
  • Frequentes (ocorrem entre 1% a menos de 10% dos utilizadores): Boca seca, vómitos, diminuição do apetite, sonolência (sonolência diurna), tremor, dor de cabeça, fadiga, aumento da sudação (hiperidrose), diminuição da libido e anorgasmia feminina.

Considerações de segurança graves

Os documentos regulamentares enfatizam preocupações de segurança específicas e clinicamente significativas. Existe um risco documentado de Síndrome Serotoninérgica, uma condição potencialmente grave que envolve alterações do estado mental e anomalias neuromusculares, particularmente quando administrado em conjunto com outros agentes serotoninérgicos. A rotulagem oficial também observa um risco aumentado de hemorragia anormal e o potencial para a ativação de mania ou hipomania, o que requer uma triagem para o historial de perturbação bipolar.

Notas específicas para populações

Existem considerações de segurança específicas para determinados grupos. Em crianças e adolescentes, verifica-se um risco aumentado de comportamentos relacionados com o suicídio e hostilidade. Os adultos mais velhos podem apresentar um risco maior de desenvolver hiponatremia (níveis baixos de sódio no sangue). Além disso, a insuficiência hepática exige cautela, e o uso em doenças hepáticas moderadas a graves geralmente não é recomendado devido à redução da depuração do fármaco pelo organismo.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Âmbito da Sobredosagem

Manifestações documentadas de sobredosagem: A toma de uma dose excessiva resulta tipicamente em efeitos no sistema nervoso central, incluindo sonolência, agitação, tremores, tonturas e alteração do estado mental. Perturbações gastrointestinais, como náuseas e vómitos, são também comummente documentadas. Podem ocorrer efeitos cardiovasculares, tais como taquicardia (batimento cardíaco rápido).

Sistemas fisiológicos afetados: Os principais sistemas afetados são o sistema nervoso central e o trato gastrointestinal. No entanto, os documentos regulamentares citam o risco de toxicidade cardiovascular significativa, incluindo o prolongamento do intervalo QTc, o que exige uma monitorização cuidadosa.

Fatores relacionados com a dose ou exposição: Foram relatados desfechos fatais, principalmente quando a Sertralina foi ingerida em combinação com outros fármacos e/ou álcool. A sobredosagem de Sertralina isolada está geralmente associada a uma margem de segurança mais alargada.

Notas sobre sobredosagem em populações específicas: Recomenda-se precaução em doentes com insuficiência hepática existente devido à redução da eliminação do fármaco. Adicionalmente, os doentes idosos podem apresentar um risco maior de desenvolver hiponatrémia, uma condição que pode levar a complicações graves, como convulsões ou coma.


Classificações de Sobredosagem

Classificação de gravidade: O potencial para complicações graves e potencialmente fatais, incluindo Síndrome Serotoninérgica, convulsões e coma, está oficialmente documentado, exigindo tratamento médico intensivo.

Base regulamentar: O protocolo de gestão baseia-se em orientações regulamentares que detalham a monitorização necessária e os condicionalismos procedimentais.

Limitações no contexto de sobredosagem: Não são conhecidos antídotos específicos para a sobredosagem com Sertralina. Intervenções procedimentais como a diurese forçada ou a diálise são oficialmente declaradas como sendo pouco prováveis de trazer benefícios.


Estrutura Resultante da Sobredosagem

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

  • Os sintomas incluem sonolência, agitação, tremores e taquicardia.
  • Os desfechos graves incluem a Síndrome Serotoninérgica e o risco de prolongamento do intervalo QTc.
  • É necessária assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem.
  • A gestão exige medidas gerais sintomáticas e de suporte, juntamente com a monitorização contínua cardíaca (ECG) e dos sinais vitais.

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem pelo seu potencial de causar efeitos graves no sistema nervoso central e efeitos sistémicos, o que exige uma intervenção médica imediata. A gestão necessária foca-se nos cuidados de suporte e na monitorização cardíaca intensiva, uma vez que a documentação oficial confirma que não está disponível nenhum antídoto específico.

Usos terapêuticos de Setra

Para que é utilizado o Setra: Principais Indicações e Benefícios

O Setra (sertralina) é habitualmente utilizado para facultar suporte sintomático em diversos contextos clínicos, incluindo condições caracterizadas por períodos de sintomas intensos, tais como a Perturbação Depressiva Maior e a Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC).

Este medicamento é aplicado em áreas onde é necessário um suporte sintomático adicional, sendo relevante para o alívio de sintomas associados a múltiplas condições: Perturbação Depressiva Maior, POC, Perturbação de Pânico, Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT), Perturbação de Ansiedade Social e Perturbação Disfórica Pré-menstrual.

Foco Terapêutico e Alívio

O medicamento auxilia na abordagem de grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, tais como os sintomas relacionados com desequilíbrios sistémicos (baixo humor) e com o aumento da atividade fisiológica (medo extremo). O Setra é geralmente aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, sendo relevante para atenuar sintomas que interferem com o funcionamento diário.

Este alívio de suporte é considerado relevante para a gestão de manifestações graves em adultos e em pacientes pediátricos. Auxilia na manutenção da estabilidade funcional e contribui para reduzir a carga global dos sintomas.


Facto Rápido: Alívio de Sintomas de Desconforto e Tensão

O Setra é frequentemente utilizado para ajudar na gestão sintomática da Perturbação de Pânico e da Perturbação de Ansiedade Social, apoiando os pacientes durante episódios de maior desconforto e contribuindo para o alívio de sintomas resultantes de um aumento da atividade neurológica ou muscular.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Setra?

A elegibilidade para a utilização de Setra (Sertralina) é determinada por classificações regulamentares oficiais que especificam quem está autorizado a utilizar o medicamento e quem está formalmente impedido de o fazer.

O medicamento é contraindicado e não deve ser utilizado por indivíduos com hipersensibilidade conhecida à sertralina, ou por doentes que estejam a tomar simultaneamente Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO) ou o fármaco Pimozida.

A elegibilidade entre os diferentes grupos etários é limitada. O uso está aprovado em adultos para todas as indicações constantes na rotulagem. Em doentes pediátricos (com idades compreendidas entre os 6 e os 17 anos), a utilização está aprovada apenas para a Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC); o uso em crianças com menos de 6 anos não é oficialmente recomendado.

Doentes com condições de saúde específicas requerem uma utilização restrita ou condicional. Aqueles que apresentam insuficiência hepática ligeira devem utilizar Setra com precaução, o que frequentemente exige uma dose inferior. O uso não é recomendado para doentes com insuficiência hepática moderada a grave devido à insuficiência de dados, embora não seja necessário qualquer ajuste para doentes com insuficiência renal. Recomenda-se também prudência em doentes com antecedentes de mania, hipomania ou perturbações convulsivas.

O Setra não é geralmente recomendado para utilização durante a gravidez ou a amamentação, a menos que o benefício clínico previsto para a mãe seja considerado superior ao risco potencial para a criança, um estatuto definido na rotulagem regulamentar oficial.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Os documentos regulamentares oficiais estabelecem restrições específicas relativas à utilização de Setra com outros medicamentos, devido a efeitos farmacodinâmicos e farmacocinéticos.

Combinações Contraindicadas

O Setra é contraindicado em conjunto com Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO), incluindo a linezolida e o azul de metileno. É necessário um período de intervalo de 14 dias após a interrupção de um IMAO antes de iniciar o Setra, ou vice-versa, para evitar o risco de reações adversas graves. O uso com Pimozida e Tioridazina também é contraindicado. Adicionalmente, a formulação em solução oral de Setra é contraindicada em caso de utilização de Dissulfiram.

Interações Farmacodinâmicas e Farmacocinéticas

A administração concomitante com outros agentes serotoninérgicos (por exemplo, outros ISRS, triptanos ou opioides) pode aumentar o risco de Síndrome Serotoninérgica e requer cautela. O uso simultâneo com fármacos que afetam a hemostase — tais como a aspirina, Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINE) ou anticoagulantes como a Varfarina — pode aumentar o risco de sangramento. Esta combinação exige uma monitorização clínica próxima. O Setra é também um inibidor da enzima CYP2D6. Quando administrado com outros medicamentos que são metabolizados principalmente pela CYP2D6, a dosagem desses fármacos pode necessitar de redução.

Mecanismo de ação

Como o Setra atua no organismo

O Setra pertence a um grupo de medicamentos conhecidos como Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS). O seu funcionamento baseia-se no ajuste dos níveis de serotonina no cérebro, uma substância química natural designada como neurotransmissor, que desempenha um papel fundamental na regulação do humor, do sono e da ansiedade.

Em circunstâncias normais, a serotonina é libertada pelas células nervosas para transmitir mensagens entre elas. Após cumprir essa função, a substância é habitualmente reabsorvida pelas próprias células nervosas. O Setra atua bloqueando especificamente essa reabsorção, o que permite que uma maior quantidade de serotonina permaneça disponível no espaço entre os neurónios por mais tempo.

Ao prolongar a presença da serotonina, o medicamento ajuda a melhorar a comunicação entre as células nervosas envolvidas na regulação das emoções. Este processo auxilia o sistema nervoso a recuperar o equilíbrio químico, contribuindo para a redução dos sintomas de depressão e de vários tipos de perturbações de ansiedade. É importante notar que o efeito terapêutico do Setra não é imediato, uma vez que o organismo necessita de um período de adaptação para que as alterações nos níveis de neurotransmissores resultem numa melhoria clínica visível.

Informações sobre dosagem e administração

Mapa de Instruções: Como utilizar Setra — orientações oficiais de administração

Esta secção descreve os requisitos procedimentais oficiais para a administração de Setra (concentrado oral de Sertralina), baseando-se estritamente na documentação governamental e regulamentar.

Âmbito da administração

Via de administração: Oral.

Esquema posológico: A dose é habitualmente administrada uma vez por dia, de manhã ou à noite. O intervalo de dosagem varia, sendo que as doses diárias máximas para adultos geralmente não excedem os 200 mg para a maioria das indicações. Caso sejam necessários ajustamentos na dose, estes não devem ocorrer em intervalos inferiores a uma semana.

Momento da toma em relação às refeições: Pode ser tomado com ou sem alimentos.

Requisitos de preparação: A solução em concentrado oral necessita de ser diluída imediatamente antes da administração. A quantidade necessária deve ser medida com o conta-gotas calibrado fornecido e misturada com 120 ml (meio copo) de um diluente específico: apenas água, ginger ale, refrigerante de lima-limão, limonada ou sumo de laranja. A mistura diluída pode apresentar um aspeto turvo, o que é considerado normal. Não misturar com quaisquer outros líquidos.

Regras de administração por grupo etário: O uso em crianças dos 6 aos 12 anos está restrito à perturbação obsessivo-compulsiva (POC), iniciando-se com uma dose inicial de 25 mg diários. Para adolescentes (13 a 17 anos) com POC, a dose inicial é de 50 mg diários.

Regras para doses esquecidas: Se uma dose for esquecida, deve-se tomar a dose seguinte no horário habitual previsto. Não se deve duplicar a dose para compensar a que foi esquecida.


Classificações da instrução

Tipo de método de administração: Oral. Padrão de frequência: Diário (uma vez por dia) ou Intermitente (por exemplo, dosagem diária apenas durante a fase lútea do ciclo menstrual em indicações específicas).


Estrutura procedimental resultante

Sequência oficial de passos:

  • Medir a dose prescrita de concentrado oral utilizando o conta-gotas calibrado.
  • Diluir o concentrado misturando-o imediatamente com 120 ml de um líquido aprovado (água, ginger ale, refrigerante de lima-limão, limonada ou sumo de laranja).
  • Beber a totalidade da solução diluída de imediato.
  • Repetir uma vez por dia, à mesma hora, de acordo com o esquema prescrito.

O protocolo oficial de administração enfatiza a via oral obrigatória uma vez por dia e o requisito crítico de diluição do concentrado imediatamente antes da ingestão para evitar efeitos adstringentes. A dosagem é altamente específica à idade do paciente e à utilização clínica, respeitando os limites máximos definidos. A adesão ao horário programado e ao procedimento correto de diluição é parte integrante da utilização global segura e eficaz do medicamento.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Setra


Evidência para o uso na Perturbação Depressiva Maior (PDM) e na POC

A base de investigação sobre a forma como o Setra tem sido estudado na Perturbação Depressiva Maior (PDM) fundamenta-se principalmente em Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e em meta-análises. Estes estudos foram utilizados em investigação para explorar a forma como os sintomas evoluem ao longo do tempo, especificamente em doentes idosos e adultos acompanhados em regime de ambulatório. Os resultados monitorizados incluíram a evolução das pontuações de gravidade da depressão durante o período do estudo e o tempo decorrido até ao reaparecimento dos sintomas (recorrência) em ensaios de continuação de maior duração.

No caso da Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC), a investigação explorou a utilização do Setra tanto em populações adultas como pediátricas (crianças e adolescentes), recorrendo a Ensaios em Dupla Ocultação Controlados por Placebo (EDOCP). Estes estudos foram aplicados em contextos de investigação que envolveram sintomas flutuantes ou instáveis, com resultados relacionados com a gravidade dos pensamentos obsessivos e dos atos compulsivos. As conclusões descrevem os padrões observados nestes estudos, focando-se na evolução das medidas dos sintomas ao longo de períodos de acompanhamento que se estenderam até às 80 semanas.


Evidência para Ansiedade e Condições Relacionadas com o Stresse

O Setra foi estudado para a sua utilização em diversas condições relacionadas com a ansiedade, incluindo a Perturbação de Pânico (PP), a Perturbação de Stresse Pós-Traumático (PSPT) e a Perturbação de Ansiedade Social (PAS). Para a PP, os estudos foram aplicados em contextos de investigação que envolveram alterações episódicas ou agudas, focando-se em resultados como a frequência dos ataques de pânico. Relativamente à PSPT, a investigação analisou tanto populações civis como de veteranos através de EDOCP, avaliando as alterações nos principais grupos de sintomas.

Para a PAS, os estudos foram relevantes em ensaios que avaliaram padrões de sintomas a curto prazo, geralmente ao longo de 12 a 20 semanas. A investigação explorou as alterações sintomáticas a curto prazo e descreveu padrões relacionados com as mudanças nas pontuações dos sintomas de fobia social. Contudo, a evidência é limitada no que diz respeito à evolução dos sintomas em resultados de longo prazo.


O que permanece incerto na investigação

A investigação contribui para o panorama geral da evidência, mas também realça o que ainda permanece incerto. As limitações em todo o corpo de investigação incluem o facto de o tamanho das amostras ter sido modesto em alguns subgrupos, pelo que a certeza resultante nessas análises específicas permanece baixa. A qualidade da evidência varia entre os estudos e os resultados foram mistos na comparação de certas populações. A evidência comparativa entre o Setra e outros tratamentos é limitada em alguns contextos, e os dados relativos a indivíduos com condições médicas ou psiquiátricas graves concomitantes permanecem insuficientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Setra (FAQ)

P: Quanto tempo demora o Setra a começar a fazer efeito?

Os estudos e as informações oficiais indicam que a substância ativa do Setra demora cerca de uma semana de administração uma vez ao dia para atingir um nível estável no organismo. Embora o fármaco comece a atuar imediatamente, o início de uma melhoria clínica percetível varia entre indivíduos. O efeito clínico e o cronograma devem ser discutidos com um profissional de saúde.


P: O Setra pode ser tomado com analgésicos de venda livre, como o ibuprofeno?

Recomenda-se precaução ao combinar o Setra com analgésicos que afetam a hemostase, como os Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINE), onde se inclui o ibuprofeno. De acordo com os documentos regulamentares, esta combinação pode aumentar o risco de sangramento. Deve consultar-se um profissional de saúde antes de combinar estes medicamentos.


P: É normal sentir cansaço ou tonturas ao iniciar o Setra?

Sim, as tonturas e a sonolência estão listadas como reações adversas frequentes na informação oficial do produto. Isto significa que ocorreram em 1% a menos de 10% dos doentes nos ensaios clínicos. Qualquer efeito secundário grave ou preocupante deve ser revisto por um profissional de saúde.


P: Existem alimentos ou bebidas que deva evitar enquanto tomo Setra?

Se estiver a utilizar a solução em concentrado oral, a informação do produto refere que esta deve ser misturada apenas com líquidos aprovados, como água, ginger ale ou sumo de laranja. O concentrado oral requer diluição apenas com líquidos aprovados antes da ingestão. No caso dos comprimidos, os documentos regulamentares não listam restrições alimentares específicas, embora a absorção possa ser ligeiramente afetada pelos alimentos.


P: Como posso saber se o Setra está a funcionar no meu caso?

Durante os ensaios clínicos, a eficácia foi acompanhada através da monitorização das alterações nas pontuações de gravidade dos sintomas (por exemplo, escalas de depressão ou ansiedade). A resposta terapêutica é avaliada por um médico ao longo do tratamento, frequentemente utilizando medidas clínicas relacionadas com a gravidade dos sintomas. A determinação da eficácia deve ser sempre feita por um profissional de saúde.


P: O Setra causa mal-estar estomacal ou problemas digestivos?

Sim, as náuseas e a diarreia ou fezes moles estão entre os efeitos secundários comunicados com maior frequência. A informação oficial do produto classifica-os como reações adversas muito frequentes, o que significa que ocorreram em 10% dos doentes nos ensaios clínicos. Este é um efeito conhecido no sistema gastrointestinal.


P: É melhor tomar o Setra de manhã ou à noite?

Os documentos regulamentares referem que o Setra é administrado uma vez ao dia, podendo ser tomado de manhã ou à noite. A escolha entre a administração matinal ou noturna é flexível e é tipicamente determinada em consulta com um profissional de saúde.


P: Quanto tempo permanece o Setra no sistema após a interrupção?

A semivida (o tempo necessário para que metade do fármaco seja eliminado) do Setra é de aproximadamente 26 horas. No entanto, o seu principal metabolito, que também é ativo, tem uma semivida mais longa, variando entre 62 e 104 horas. Devido à semivida mais longa do metabolito ativo, a depuração completa do organismo demora vários dias.


P: O Setra é seguro para idosos?

A informação oficial refere que, geralmente, não existem problemas relacionados com a geriatria que limitem a utilização do fármaco em idosos. No entanto, esta população pode ter um risco acrescido de desenvolver hiponatrémia (baixos níveis de sódio), e podem ser necessários ajustes na dose devido à redução da eliminação do fármaco.


P: Que tipo de monitorização é necessária durante a toma de Setra?

É necessária uma monitorização próxima por um médico, particularmente ao iniciar o fármaco ou ao alterar a dose. Os avisos regulamentares enfatizam a monitorização de sinais de pensamentos/comportamentos suicidas, o aparecimento de Síndrome Serotoninérgica, a ativação de mania/hypomania e sangramento anormal.


P: O Setra tem impacto no humor?

Setra é indicado para, e atua na modulação de, condições que envolvem sofrimento relacionado com o humor, como a Perturbação Depressiva Maior. No entanto, os avisos oficiais também observam o potencial para a ativação de mania ou hipomania em certos indivíduos suscetíveis, exigindo uma monitorização cuidadosa.


P: Existe uma versão genérica do Setra disponível?

Sim, a substância ativa do Setra, o cloridrato de sertralina, é um composto amplamente disponível. Está aprovado e é distribuído pelos reguladores nas formas de genérico em comprimido e solução oral.


P: Existem grupos específicos de doentes que respondem melhor ao Setra?

Os ensaios clínicos demonstraram eficácia nas populações estudadas, que incluíram adultos e doentes pediátricos com POC. Os documentos regulamentares não destacam especificamente um grupo demográfico como tendo garantia de uma melhor resposta, embora os resultados individuais variem.


P: Há evidências de que o Setra atue de forma diferente em homens vs. mulheres?

Os dados regulamentares oficiais sugerem que a forma como o corpo processa o fármaco (farmacocinética) geralmente não difere entre sexos. No entanto, as tabelas de reações adversas listam efeitos secundários sexuais específicos, como a falha ejaculatória e a anorgasmia feminina, separadamente para homens e mulheres.


P: Estão documentados casos de sintomas de privação com o Setra?

Sim, os documentos regulamentares mencionam o risco de Síndrome de Descontinuação. Isto significa que podem ocorrer reações adversas quando o Setra é interrompido. Os sintomas comuns podem incluir tonturas, náuseas, dores de cabeça e distúrbios sensoriais; a descontinuação deve ser gerida por um profissional de saúde.


P: O Setra é considerado uma substância controlada?

Não, o Setra (sertralina) não é classificado como uma substância controlada pelos principais organismos reguladores, como a Drug Enforcement Administration (DEA) dos EUA.


P: O Setra é eficaz para condições crónicas?

Os ensaios regulamentares incluem estudos de continuação a longo prazo para condições como a Perturbação Depressiva Maior e a POC para avaliar a manutenção do efeito ao longo do tempo. A necessidade de uma utilização prolongada ou crónica está sujeita a uma reavaliação periódica por um médico, conforme estabelecido nas diretrizes regulamentares.

Como Setra deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Setra (Sertralina)


A conservação e a eliminação do Setra (Sertralina) devem seguir requisitos regulamentares obrigatórios para garantir a qualidade do produto e a segurança ambiental.

Condições de conservação

O medicamento, incluindo a apresentação em comprimidos, deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada entre os 20°C e os 25°C. É necessário manter o recipiente bem fechado e proteger o medicamento do congelamento, do calor excessivo e da humidade. Todas as formas de Setra devem ser guardadas fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de eliminação

Se utilizar a solução em concentrado oral, elimine o frasco 30 dias após a primeira abertura. O medicamento não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com a regulamentação local e nacional, como, por exemplo, através de um programa de recolha específico. A eliminação em águas residuais ou no meio ambiente é restrita, uma vez que a substância ativa é classificada como tóxica para a vida aquática.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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