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Sertraline

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Sertraline

A Sertralina é um composto sintético de administração por via oral, classificado como um Inibidor Seletivo da Recaptação da Serotonina (ISRS), sendo um agente psicotrópico utilizado para a modulação do humor.

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de Sertralina
Forma Comprimido, Concentrado oral, Cápsula
Classe farmacológica Inibidor Seletivo da Recaptação da Serotonina (ISRS)
Objetivo comum Apoio ao equilíbrio emocional e do humor
Origem Sintética, Antidepressivo de segunda geração

Que Tipo de Medicamento é a Sertralina?

A sertralina é um antidepressivo de segunda geração que funciona como um ISRS, atuando sobre os mensageiros químicos no cérebro. A sua classificação é amplamente reconhecida na prática clínica como um dos medicamentos psicoativos mais frequentemente prescritos a nível mundial, com o suporte de estudos farmacológicos publicados por instituições de referência em saúde. A principal ação farmacológica da sertralina é a inibição seletiva da recaptação da serotonina na fenda sináptica, o que a distingue de compostos mais antigos, como os tricíclicos. Enquanto DCI (Denominação Comum Internacional), sertralina é o nome químico utilizado em todo o mundo, ao passo que é comercializada sob inúmeras marcas populares, partilhando todas a mesma formulação de Cloridrato de Sertralina.


A Composição Química e Apresentação da Sertralina

O medicamento contém Cloridrato de Sertralina como o seu princípio ativo. Foi concebido para administração oral e está disponível em múltiplas formas de dosagem, incluindo o comprimido sólido e a solução em concentrado oral líquida. Para os pacientes que possam ter dificuldade em engolir comprimidos, o concentrado constitui uma alternativa importante para a administração da substância ativa. A formulação é um produto de princípio ativo único, o que é uma característica fundamental do seu modo de ação específico.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Sertraline?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança da Sertralina, um Inibidor Seletivo da Recaptação da Serotonina (ISRS), está formalmente documentado de acordo com as normas regulamentares relativas à frequência e ao sistema afetado por reações adversas.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas são classificadas com base na sua taxa de ocorrência documentada em contexto clínico:

  • Muito Frequentes (ocorrem em ge 1 em cada 10 utilizadores): Náuseas, diarreia/fezes moles, insónia, cefaleia (dor de cabeça) e falha ejaculatória (em homens).
  • Frequentes (ocorrem em ge 1 em cada 100 utilizadores): Tonturas, sonolência, tremor, diminuição do apetite, boca seca, fadiga e hiperidrose (aumento da sudação).

Muitos dos efeitos mais frequentes são frequentemente citados como sendo transitórios com a continuação da utilização.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Os documentos regulamentares listam certas reações adversas raras, mas graves, e condicionantes de segurança fundamentais, que são agrupadas pelos sistemas de órgãos afetados:

  • Sistema Psiquiátrico/Nervoso: O risco de pensamentos e comportamentos suicidas está explicitamente documentado, particularmente em crianças, adolescentes e jovens adultos durante a fase inicial do tratamento e após ajustes na dose. Reações graves como a Síndrome Serotoninérgica e crises epiléticas/convulsões estão oficialmente registadas.
  • Metabolismo/Vascular: As informações de segurança assinalam o risco de hiponatremia (níveis baixos de sódio no sangue), especialmente em doentes geriátricos, e o potencial para eventos hemorrágicos (por exemplo, hemorragia gastrointestinal).

Notas de Segurança Específicas para Determinadas Populações

O rótulo oficial inclui precauções específicas para determinados grupos de doentes. A eliminação da Sertralina está reduzida em doentes com comprometimento hepático, podendo exigir a modificação da dose. No que diz respeito ao uso pediátrico, o medicamento apenas está aprovado para indicações específicas, existindo riscos documentados relativos aos efeitos na taxa de crescimento e ao aumento da incidência de ideação suicida.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem de Sertralina e quando procurar ajuda

A documentação regulamentar oficial descreve a sobredosagem de Sertralina como tendo um perfil clínico caracterizado por manifestações no sistema nervoso central (SNC) e cardiovasculares. Os quadros de sobredosagem documentados incluem habitualmente sonolência, agitação, confusão, batimentos cardíacos acelerados (taquicardia), tremor, náuseas, vómitos, tonturas, febre, sudação e perda de coordenação.

Consequências graves e risco de vida

A sobredosagem acarreta o potencial para desfechos graves com risco de vida, incluindo convulsões e coma (perda de consciência). Foram comunicadas complicações cardiovasculares críticas, tais como o prolongamento do intervalo QTc e arritmias cardíacas graves. A condição clínica especializada, Síndrome Serotoninérgica, está também documentada como um risco. As informações regulamentares referem que os desfechos fatais estão principalmente associados à sobredosagem em conjunto com a ingestão concomitante de outros fármacos e/ou álcool.

Ações de emergência necessárias

Deve ser procurada assistência médica imediata em caso de suspeita de qualquer sobredosagem. Devido ao potencial de agravamento grave, os serviços de emergência (por exemplo, o 112) devem ser contactados imediatamente se o indivíduo tiver colapsado, estiver a ter uma convulsão, apresentar dificuldades respiratórias ou não conseguir despertar. As orientações regulamentares indicam que não existe um antídoto específico para a Sertralina. O acompanhamento foca-se estritamente em cuidados de suporte e sintomáticos, incluindo o estabelecimento de uma via aérea, monitorização contínua dos sinais vitais e a consideração de carvão ativado. A indução do vómito não é recomendada nos procedimentos oficiais.

Usos terapêuticos de Sertraline

O Que a Sertralina Trata: Principais Utilizações e Benefícios

A sertralina é habitualmente utilizada para ajudar a aliviar a carga global de sintomas dentro dos seus domínios terapêuticos. O medicamento é aplicado em condições caracterizadas por períodos de intensificação de sintomas, incluindo a Perturbação Depressiva Maior (PDM), a Perturbação de Pânico (PP), a Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT), a Perturbação de Ansiedade Social (PAS) e as manifestações recorrentes da Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC). É também relevante para proporcionar benefícios terapêuticos de apoio nas oscilações de humor severas associadas à Perturbação Disfórica Pré-menstrual (PDPM).


A sua utilização é geralmente considerada pertinente quando a gestão de apoio dos sintomas é adequada, sendo utilizada para gerir conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, tais como tristeza persistente, pensamentos intrusivos e medo paralisante. O apoio oferecido pela sertralina auxilia na manutenção da estabilidade funcional, contribuindo para uma melhoria do conforto durante os períodos sintomáticos. O medicamento é considerado relevante para a gestão de sintomas tanto em crianças como em idosos.


Facto Rápido: Alívio para a Ansiedade e Pensamentos Intrusivos
A sertralina é utilizada para ajudar a gerir a intensidade de obsessões e compulsões recorrentes, bem como de ataques de pânico súbitos e inesperados.
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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Sertralina?

A elegibilidade da população para o uso de Sertralina é definida por critérios regulamentares rigorosos, que classificam os indivíduos como contraindicados, elegíveis sob condição ou sujeitos a limitações específicas de idade.

Contraindicações Absolutas

A Sertralina está contraindicada em doentes com hipersensibilidade conhecida ao medicamento ou aos seus excipientes. Não deve ser utilizada em simultâneo com Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO), incluindo a linezolida e o azul de metileno intravenoso; é obrigatório um período de intervalo (“washout”) de 14 dias ao alternar entre estes agentes. O uso concomitante com pimozida é também proibido.

Elegibilidade por Grupo Etário

Grupo Etário Estado de Elegibilidade
Adultos (18+) Elegíveis para todos os usos terapêuticos aprovados.
Pediátrico (6–17 anos) A elegibilidade está restrita apenas ao tratamento da Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC).
Crianças (< 6 anos) A segurança e eficácia não foram estabelecidas.

Restrições Baseadas em Condições de Saúde

A utilização é aconselhada com precaução em doentes com historial de mania ou hipomania e naqueles com distúrbios convulsivos; o uso deve ser evitado em casos de epilepsia instável. Doentes com comprometimento hepático são elegíveis apenas sob condição de cautela, requerendo uma dose menor ou menos frequente em casos ligeiros. Não é reportada a necessidade de ajuste posológico para o compromisso renal. A utilização durante o terceiro trimestre da gravidez está associada a avisos regulamentares relativos a riscos neonatais.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações da Sertralina descreve diversos condicionalismos relacionados com a coadministração. As combinações contraindicadas incluem os Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO), tais como o antibiótico linezolida, devido ao risco grave e documentado de Síndrome Serotoninérgica. É obrigatório um período de intervalo (“washout”) de 14 dias ao alternar entre a Sertralina e um IMAO, em qualquer uma das direções. O agente antipsicótico Pimozida está também contraindicado, com base no potencial de aumento dos seus níveis plasmáticos e no risco cardíaco associado. A solução em concentrado oral é especificamente contraindicada com o Dissulfiram, devido ao conteúdo alcoólico do concentrado.

A Sertralina é classificada como um inibidor da isoenzima CYP2D6. Esta interação farmacocinética pode levar ao aumento das concentrações plasmáticas de fármacos coadministrados que sejam metabolizados principalmente pela CYP2D6, como é o caso de certos antidepressivos tricíclicos. Esta interação requer monitorização e uma eventual modificação da dose do medicamento coadministrado.

As interações farmacodinâmicas incluem um aumento do risco de hemorragia quando a Sertralina é combinada com outros agentes antiagregantes plaquetários (como anti-inflamatórios não esteroides ou aspirina) ou anticoagulantes (como a varfarina). A coadministração com outros agentes serotonérgicos (por exemplo, Triptanos) aumenta o risco coletivo de Síndrome Serotoninérgica. O rótulo regulamentar desaconselha o uso concomitante de álcool e de Erva de S. João. Além disso, para a formulação em comprimidos, está documentado que a coadministração com alimentos aumenta a concentração plasmática máxima (Cmax). Na presença de comprometimento hepático, está documentado que a exposição global do doente à Sertralina e ao seu metabolito ativo aumenta significativamente.

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Mecanismo de ação

Como Funciona a Sertralina

A função primordial da sertralina é a de inibidor seletivo do transportador de serotonina (SERT). O SERT é uma proteína transmembranar responsável pela recaptação do neurotransmissor serotonina (5-HT) da fenda sináptica de volta para o neurónio pré-sináptico.

Ao ligar-se ao SERT, a sertralina bloqueia este processo de recaptação. Esta interação constitui o alvo biológico inicial e a cascata mecanística resultante é uma concentração elevada de 5-HT na fenda sináptica. Este aumento da concentração modula a atividade de diversos recetores pós-sinápticos de 5-HT, o que se traduz numa modulação da via do sistema serotonérgico global.

A sertralina apresenta uma afinidade mínima para outros transportadores principais de monoaminas, especificamente o transportador de norepinefrina (NET) e o transportador de dopamina (DAT). Esta seletividade relativa define o perfil de ação do fármaco enquanto consequência fisiológica ao nível do sistema, focando-se prioritariamente nas vias serotonérgicas.

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Informações sobre dosagem e administração

Princípios de Administração e Esquemas Posológicos

A sertralina está aprovada para administração por via oral e é tomada uma vez ao dia para todas as indicações previstas. Os comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos. Os documentos regulamentares definem doses iniciais específicas dependendo da condição a ser tratada. Para a Perturbação Depressiva Maior e a Perturbação Obsessivo-Compulsiva, a dose inicial é habitualmente de 50 mg/dia. Em contraste, é especificada uma dose inicial inferior de 25 mg/dia para condições como a Perturbação de Pânico, a Perturbação de Stress Pós-Traumático e a Perturbação de Ansiedade Social.


Ajuste de Dose e Limites Máximos

Grupo de Condições Dose Inicial Padrão Dose Máxima Autorizada
PDM, POC 50 mg/dia 200 mg/dia
PP, PSPT, PAS 25 mg/dia 200 mg/dia

Os ajustes posológicos, ou titulação, devem ocorrer gradualmente, sendo estipulado que as alterações não devem ser feitas com uma frequência superior a uma vez por semana. A dose diária máxima para a maioria das indicações é de 200 mg. O uso a longo prazo está estabelecido para prevenir a recorrência de sintomas, e a interrupção requer uma redução gradual (desmame) da dosagem.


Instruções de População e Formas Específicas

Para a solução em concentrado oral, a administração é altamente condicionada: esta deve ser diluída imediatamente antes da utilização apenas com líquidos específicos, tais como água ou bebidas gaseificadas de citrinos. O uso em pacientes pediátricos está formalmente restrito à Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC), com uma dose inicial de 25 mg/dia para crianças entre os 6 e os 12 anos. As instruções oficiais estipulam também uma redução de 50% na dosagem inicial e máxima para pacientes com compromisso hepático ligeiro.

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Evidência clínica recente

Visão Geral das Evidências Clínicas Recentes

A investigação clínica sobre a sertralina, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS), continua a focar-se no aperfeiçoamento do seu perfil terapêutico nas indicações já estabelecidas, incluindo a Perturbação Depressiva Maior (PDM), a Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC), a Perturbação de Pânico e a Perturbação de Ansiedade Social.


Tempo para o Efeito e Resposta dos Sintomas

Uma análise recente de um ensaio clínico aleatorizado de grande escala em doentes com sintomas depressivos explorou o início da resposta ao nível detalhado de cada sintoma. As descobertas iniciais sugeriram que a sertralina foi associada a uma redução mais acentuada dos sintomas de ansiedade e dos sintomas emocionais da depressão nas primeiras duas a seis semanas, em comparação com o efeito na pontuação depressiva global. Foi reportado que sintomas emocionais específicos, tais como o humor baixo, a autoaversão e os pensamentos suicidas, apresentaram melhorias mais cedo do que se compreendia anteriormente, por vezes no espaço de duas semanas.

Estes estudos sugerem que a perceção global da eficácia pode ser influenciada por certos efeitos secundários somáticos, tais como alterações no sono ou na libido, que podem surgir no início do tratamento. A investigação sublinha que a amplitude total dos benefícios potenciais pode não ser observada até às 12 semanas de tratamento ou mais tarde.


Foco em Populações Específicas

A investigação clínica em curso está a analisar o efeito da sertralina em diversas populações e para condições fora das suas indicações primárias, tais como:

  • POC Resistente ao Tratamento: Exploração de terapias combinadas, tais como a adição de outros medicamentos à sertralina, para doentes que não respondem adequadamente à monoterapia inicial com um ISRS.
  • Novas Aplicações: Estão a decorrer ensaios para avaliar o papel potencial da sertralina na gestão de sintomas de depressão e ansiedade em contextos médicos específicos, tais como a insuficiência cardíaca e após uma lesão cerebral traumática (LCT).
  • Resposta Individualizada: Diversos estudos trabalham na identificação de marcadores biológicos (biomarcadores) que possam prever a resposta de um doente individual ao tratamento com sertralina, visando decisões de prescrição mais precisas no futuro.
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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Sertralina (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente a sentir-se o efeito principal da Sertralina?

R: Os documentos regulamentares indicam que, nos ensaios clínicos, foi observada uma melhoria em alguns sintomas físicos logo nas primeiras uma a duas semanas de tratamento. No entanto, a amplitude total dos benefícios potenciais, incluindo uma alteração percetível nos sintomas emocionais, demora frequentemente mais tempo, requerendo por vezes 8 a 12 semanas de utilização consistente ou mais.


P: A perda de interesse na atividade sexual é um efeito secundário comum da Sertralina?

R: A disfunção sexual é um risco conhecido descrito em documentos oficiais. Isto abrange diversos problemas, incluindo a redução do desejo sexual (libido), dificuldade de excitação e desafios em atingir o orgasmo. A falha ejaculatória nos homens é especificamente classificada como um efeito secundário muito frequente.


P: A toma de Sertralina pode causar alterações no peso corporal?

R: Os dados clínicos descrevem alterações no peso corporal associadas à Sertralina. Foi reportada a diminuição do apetite, mas o uso deste medicamento está também associado a relatos de aumento de peso. Estas alterações são observadas em toda a população de doentes.


P: Os efeitos secundários iniciais, como náuseas ou ansiedade, costumam diminuir com o tempo?

R: A documentação regulamentar descreve muitos efeitos indesejáveis frequentes, incluindo as náuseas, como sendo de natureza transitória, o que significa que se observou a sua diminuição com a continuação do tratamento. O risco de ansiedade e agitação também é referido, especialmente no início do tratamento ou após alterações na dose.


P: A Sertralina pode afetar os padrões de sono, causando insónia ou sonhos vívidos?

R: A insónia (dificuldade em dormir) está classificada como uma reação adversa muito frequente nas informações oficiais de segurança. Os sonhos vívidos também constam nos documentos regulamentares como uma reação adversa reportada associada à utilização do fármaco.


P: É possível que a Sertralina piore os sintomas da perturbação bipolar ou cause um episódio maníaco?

R: As informações de segurança regulamentares alertam para o facto de a Sertralina poder levar à ativação da mania ou hipomania (uma forma menos grave de mania). Em doentes com historial de perturbação bipolar, a informação regulamentar refere a necessidade de monitorização quanto ao aparecimento de um episódio maníaco.


P: Que tipo de monitorização é recomendada durante a toma prolongada de Sertralina?

R: Os documentos oficiais descrevem a necessidade de monitorizar o agravamento clínico e o aparecimento de novos sintomas, particularmente no início do tratamento ou após ajustes na dose. A monitorização de questões específicas, como os níveis baixos de sódio no sangue (hiponatremia) e a função hepática, é também descrita como apropriada para determinados indivíduos.


P: O cansaço ou a fadiga sentidos com a Sertralina são geralmente temporários?

R: A fadiga e a sonolência (sonolência excessiva) são descritas como reações adversas comuns. Fontes oficiais referem que muitos efeitos frequentes são muitas vezes transitórios e observou-se que melhoram à medida que o tratamento prossegue.


P: Quais são os equívocos comuns sobre a rapidez com que a Sertralina começa a fazer efeito?

R: Um equívoco comum é que o fármaco produz um efeito percetível imediato. Embora a melhoria inicial dos sintomas físicos possa começar numa a duas semanas, demora tipicamente várias semanas, frequentemente 8 ou mais, para atingir o efeito benéfico total no bem-estar emocional.


P: A Sertralina pode afetar o ciclo menstrual ou a regularidade do período na mulher?

R: A Sertralina está aprovada para o tratamento da Perturbação Disfórica Pré-menstrual (PDPM), uma condição relacionada com o ciclo menstrual. Além desta aprovação, dados pós-comercialização registaram relatos de alterações no ciclo menstrual, como o atraso do período, associados a ISRS como a Sertralina.


P: A Sertralina tem potencial para uso indevido?

R: Nos estudos clínicos, o fármaco não exibiu características sugestivas de potencial para uso indevido. No entanto, os documentos regulamentares referem que a interrupção abrupta pode produzir sintomas de descontinuação. Os documentos regulamentares indicam que os profissionais de saúde devem monitorizar os doentes quanto a sinais sugestivos de utilização indevida.


P: A toranja ou o sumo de toranja podem afetar o funcionamento da Sertralina?

R: As informações oficiais para o doente referem que a toranja ou o sumo de toranja podem aumentar a quantidade de Sertralina no organismo. Esta interação pode aumentar o potencial de efeitos secundários.


P: Qual é a finalidade da forma líquida em concentrado de Sertralina?

R: A solução em concentrado oral é disponibilizada como uma forma farmacêutica alternativa. O seu principal objetivo é permitir que indivíduos que possam ter dificuldade em engolir comprimidos possam tomar o medicamento.


P: É normal sentir mais ansiedade ou inquietação ao começar a tomar Sertralina?

R: O aumento da ansiedade e da agitação são efeitos referidos nas informações de segurança regulamentares, particularmente ao iniciar o tratamento ou ajustar a dose. A inquietação ou ansiedade, especialmente se graves, são também sintomas que podem estar associados a reações mais sérias, como a Síndrome Serotoninérgica ou a ativação da hipomania.


P: Qual é a possibilidade de ocorrer uma reação alérgica à Sertralina?

R: A Sertralina está contraindicada se a pessoa tiver uma hipersensibilidade conhecida (uma reação alérgica) à substância ativa ou aos seus componentes inativos. Reações graves, como erupção cutânea, urticária ou inchaço, são descritas como podendo ocorrer e devem ser imediatamente comunicadas a um profissional de saúde.


P: A Sertralina afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: O medicamento pode causar tonturas ou sonolência como efeitos secundários comuns. Devido ao potencial para estes efeitos, é recomendada precaução na realização de tarefas que exijam alerta mental, como conduzir ou operar máquinas pesadas.


P: É necessário tomar a Sertralina exatamente à mesma hora todos os dias?

R: O medicamento é prescrito para administração uma vez ao dia. Manter uma rotina consistente para a toma diária ajuda a garantir níveis estáveis do medicamento no organismo, de acordo com as orientações oficiais.


P: O que acontece no organismo quando se interrompe a toma de Sertralina subitamente?

R: A descontinuação abrupta é descrita como podendo levar à síndrome de descontinuação (por vezes designada como sintomas de privação). Estes sintomas podem incluir tonturas, perturbações sensoriais (como formigueiro), agitação, ansiedade e perturbações do sono.


P: Existem estudos de investigação que comparem o perfil de segurança da Sertralina com o de um placebo?

R: As aprovações regulamentares da Sertralina baseiam-se em ensaios clínicos controlados. Estes ensaios, que comparam os efeitos e a segurança do fármaco com um placebo inativo, são a fonte das frequências oficiais documentadas das reações adversas.


P: A toma de Sertralina aumenta o risco de hemorragias ou nódoas negras?

R: O rótulo oficial refere um aumento do risco de hemorragia ou de hematomas (nódoas negras). Isto acontece particularmente ao nível da pele ou do trato gastrointestinal, e o risco pode ocorrer quando a Sertralina é tomada isoladamente ou com outros medicamentos que afetem a coagulação.


P: Os comprimidos contêm algum alergénio comum de que os utilizadores devam ter conhecimento?

R: A Sertralina está contraindicada em doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou aos seus excipientes (ingredientes inativos). A lista completa de ingredientes inativos de um produto específico está detalhada nas informações de prescrição oficiais para consulta dos utilizadores.


P: Quais são os sinais de um nível de sódio muito baixo (hiponatremia) que pode estar associado ao uso de Sertralina?

R: A hiponatremia (baixo teor de sódio no sangue) é um risco assinalado. Os sinais desta condição podem incluir dor de cabeça, fraqueza, instabilidade, confusão ou problemas de memória. Casos graves podem levar a convulsões e outros problemas neurológicos e médicos sérios.


P: A toma de Sertralina pode estar relacionada com o apertar dos maxilares ou o ranger dos dentes (bruxismo)?

R: O bruxismo (apertar os maxilares ou ranger os dentes) está listado nos documentos regulamentares como uma reação adversa que foi comunicada durante o uso de Sertralina, tipicamente registada em experiência pós-comercialização.


P: Como é que o uso da Sertralina se relaciona com perturbações de ansiedade, como a Perturbação de Pânico ou a Perturbação de Ansiedade Social?

R: A Sertralina está oficialmente indicada e aprovada para o tratamento de múltiplas condições relacionadas com a ansiedade, incluindo a Perturbação de Pânico, a Perturbação de Ansiedade Social e a Perturbação de Stress Pós-Traumático. A sua aprovação regulamentar confirma o seu uso estabelecido nestas áreas.


P: Que componentes não medicamentosos são utilizados para diluir o concentrado oral de Sertralina?

R: As instruções de dosagem oficiais especificam que o concentrado líquido deve ser diluído imediatamente antes da utilização apenas com líquidos específicos. Estes componentes aprovados incluem água, bebida gaseificada de lima-limão, sumo de laranja ou ginger ale.


P: Existe alguma diferença de efeito entre o medicamento de marca e a forma genérica da Sertralina?

R: De acordo com as normas regulamentares, a forma genérica da Sertralina contém a substância ativa idêntica na mesma dosagem. Para receber aprovação, deve ser bioequivalente ao produto de marca, o que significa que atua da mesma forma e produz o mesmo efeito terapêutico no organismo.

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Como Sertraline deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar a Sertralina

A Sertralina deve ser conservada a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C, sendo permitidas variações até aos 30°C. O medicamento deve ser mantido no seu recipiente original bem fechado, protegido do calor e da humidade excessivos. Relativamente à solução em concentrado oral, esta deve ser utilizada no prazo de 28 dias após a primeira abertura do frasco. Para prevenir a ingestão acidental, a sertralina deve ser sempre guardada fora da vista e do alcance das crianças.

A eliminação deve seguir as orientações oficiais. Os medicamentos não utilizados ou fora de prazo devem ser entregues num ponto de recolha autorizado (como os existentes em farmácias). Se não estiver disponível um programa de recolha, misture o medicamento com uma substância indesejável, coloque-o num saco de plástico selado e elimine-o no lixo doméstico. Não deve eliminar a sertralina na sanita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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