Selexid Tablets

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Selexid Tablets

Definição de Selexid: Classificação e Substância Ativa

O Selexid é um medicamento de administração oral, sujeito a receita médica, cujo componente ativo é a Denominação Comum Internacional (DCI) Cloridrato de Pivmecilina. É classificado como um antibiótico dentro da classe dos beta-lactâmicos, sendo especificamente reconhecido como um derivado da amidinopenicilina. Como um produto de ingrediente único de origem sintética, apresentado em comprimidos, a sua função geral é a resolução de infeções bacterianas. Este perfil químico único é clinicamente reconhecido por proporcionar uma cobertura eficaz contra um espetro focado de agentes patogénicos bacterianos, distinguindo-o de muitas penicilinas comuns.

O Papel da Pivmecilina como Pró-fármaco

O Cloridrato de Pivmecilina está estruturado quimicamente como um pró-fármaco, o que significa que a molécula administrada na forma de comprimido é inativa até ser absorvida e transformada dentro do organismo. Após a administração oral, o composto é convertido eficientemente por ação enzimática interna no antibiótico totalmente ativo, a Mecilina. Esta formulação estratégica como pró-fármaco está farmacologicamente confirmada para garantir uma entrega sistémica otimizada e uma absorção reforçada de Mecilina, um fator crítico para o sucesso no tratamento da infeção subjacente.

Objetivo Geral deste Antibiótico Especializado

O objetivo geral do Selexid é a eliminação definitiva de infeções bacterianas suscetíveis através de uma ação bactericida, o que significa que o medicamento mata ativamente os microrganismos invasores. A forma ativa, a Mecilina, consegue isto ao ligar-se seletivamente a uma enzima estrutural chave conhecida como Proteína de Ligação à Penicilina 2 (PBP-2). Este alvo específico é uma característica distintiva da classe das amidinopenicilinas e permite que o fármaco interrompa o processo vital da síntese da parede celular bacteriana, causando a falha estrutural do microrganismo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Selexid Tablets?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Cloridrato de Pivmecilina (Selexid) está documentado através de classificações regulamentares, que agrupam as possíveis reações adversas pela frequência observada na utilização clínica e pelos sistemas de órgãos afetados.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos reportados com maior frequência são classificados como Frequentes (ocorrem em 1/100 a 1/10 doentes) e envolvem principalmente o Sistema Gastrointestinal. Estas reações habitualmente notificadas incluem náuseas, diarreia e infeção fúngica vulvovaginal (candidíase). Os efeitos classificados como Pouco Frequentes incluem cefaleias (dor de cabeça), vómitos, dor abdominal, dispepsia, erupção cutânea e urticária.

Classificação Exemplos de Reações
Frequentes Náuseas, Diarreia, Infeção Fúngica Vulvovaginal
Pouco Frequentes Cefaleias, Vómitos, Erupção cutânea, Prurido
Frequência desconhecida Anafilaxia, Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs)

Reações Adversas Graves e Restrições Principais

O medicamento está associado a um risco de reações imunológicas raras, mas graves, como a Anafilaxia e reações cutâneas graves, incluindo as Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs). O risco de Diarreia Associada a Clostridioides difficile (DACD) também está documentado, podendo ocorrer mesmo meses após a cessação do tratamento.

Devido ao componente pivalato, o medicamento está ligado a uma potencial diminuição dos níveis de carnitina. Por este motivo, as informações oficiais especificam que o fármaco está contraindicado em doentes com uma deficiência de carnitina pré-existente (primária ou secundária) e naqueles com porfíria. O uso de Pivmecilina também não é recomendado quando é necessária uma utilização prolongada ou frequentemente repetida, uma vez que a depleção de carnitina está associada à exposição de longo prazo.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar oficial relativo à sobredosagem de Cloridrato de Pivmecilina (Selexid) foca-se na apresentação clínica expectável e na resposta de emergência necessária.

Manifestações Documentadas e Riscos Graves

Doses excessivas são propensas a induzir sintomas gastrointestinais agudos, incluindo náuseas, vómitos, dor abdominal e diarreia.

Uma consideração crítica documentada nas informações oficiais é a associação do medicamento ao potencial de precipitar episódios de Porfíria Aguda. Estes episódios podem ser potencialmente fatais e podem apresentar sintomas neurológicos graves, tais como convulsões e confusão. Manifestações de depleção de carnitina, como a hipoglicemia, são também uma preocupação documentada associada a compostos que contêm pivalato, como a Pivmecilina.

Protocolos Regulamentares para Resposta de Emergência

Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, a abordagem de gestão está oficialmente restrita a medidas sintomáticas e de suporte, uma vez que não é conhecido qualquer antídoto específico.

A procura imediata de assistência médica é fundamental sempre que ocorram sintomas graves ou que coloquem a vida em risco. As orientações regulamentares determinam que os indivíduos contactem o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) para a gestão da sobredosagem. A assistência urgente ou o contacto com os serviços de emergência é necessário se o doente apresentar manifestações graves como convulsões, confusão ou colapso, que podem sinalizar um evento sistémico potencialmente fatal.

Usos terapêuticos de Selexid Tablets

Indicações do Selexid: Principais Usos e Benefícios

De acordo com as informações de prescrição revistas, este medicamento é habitualmente utilizado no tratamento de infeções agudas do trato urinário. O Selexid é relevante para ajudar a combater agentes patogénicos bacterianos suscetíveis, como a E. coli, que podem causar patologias caracterizadas por períodos de sintomas intensos, como a Cistite Aguda Não Complicada. O medicamento é frequentemente aplicado em regime de ambulatório para tratar estas infeções localizadas, contribuindo para o esforço do organismo em resolver a infeção. Esta ação focada na causa microbiana proporciona um benefício terapêutico de suporte contra a ameaça microbiana subjacente.


O papel terapêutico do Selexid inclui o auxílio no tratamento do mal-estar sintomático agudo associado a uma infeção do trato urinário inferior. É relevante para o alívio de sintomas de disúria (dor ou ardor ao urinar), além de ajudar na gestão de sintomas irritativos da micção, tais como a urgência urinária persistente e o aumento da frequência. A intervenção apoia a mitigação do desconforto e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante os períodos sintomáticos. O seu uso é pertinente em condições associadas a infeções agudas e não complicadas do trato urinário inferior causadas por organismos suscetíveis, incluindo a E. coli e a Klebsiella pneumoniae.

“A intervenção apoia a mitigação do desconforto e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante os períodos sintomáticos.”


Facto Rápido: Pode auxiliar na gestão de Sintomas Irritativos da Micção

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Selexid?

A elegibilidade para o Selexid (Cloridrato de Pivmecilina) é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares com base na idade, estado fisiológico e condições médicas existentes. Este medicamento é um tratamento sujeito a receita médica, cujo uso é permitido em adultos, incluindo doentes do sexo feminino com 18 ou mais anos de idade para infeções não complicadas do trato urinário, conforme observado nas informações de prescrição dos EUA.

Contraindicações (Quem NÃO deve utilizar)

O medicamento está absolutamente contraindicado em doentes com hipersensibilidade ou alergia conhecida às penicilinas ou cefalosporinas. O seu uso é também proibido em indivíduos com distúrbios metabólicos específicos, incluindo a Porfíria Aguda e a deficiência de carnitina primária ou secundária (ex.: acidúria metilmalónica). Adicionalmente, doentes com qualquer condição que resulte no compromisso da passagem pelo esófago não devem utilizar estes comprimidos.

Utilização em Populações Específicas

Grupo Populacional Estatuto de Elegibilidade Regulamentar
Crianças A segurança e eficácia não estão estabelecidas em crianças com menos de seis anos de idade.
Insuficiência Renal O uso requer precaução, particularmente em casos de compromisso significativo, devido ao risco de depleção de carnitina.
Gravidez e Aleitamento O uso é geralmente permitido, mas é necessária precaução pouco antes do parto devido à potencial interferência nos testes de rastreio neonatal.

O uso prolongado ou frequentemente repetido não é, geralmente, recomendado, devido à possibilidade de ocorrência de depleção de carnitina.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve as interações do princípio ativo, a Pivmecilina, conforme documentado nas informações regulamentares oficiais.

Interações Farmacocinéticas e Metabólicas

A coadministração com a Probenecida resulta numa interação farmacocinética. A Probenecida reduz a excreção renal do fármaco ativo, a Mecilina, o que leva a um aumento significativo da exposição, incluindo concentrações plasmáticas mais elevadas (Cmax) e uma exposição total ao fármaco (AUC) superior. Outra interação farmacocinética documentada envolve a coadministração com o Metotrexato, a qual resulta na diminuição da depuração renal do Metotrexato e pode, subsequentemente, aumentar os seus níveis plasmáticos.

Combinações Contraindicadas e Efeitos Farmacodinâmicos

Os documentos regulamentares estabelecem uma restrição formal para a coadministração com fármacos que geram pivalato, como o Ácido Valproico (Valproato). O uso concomitante com estas substâncias deve ser evitado devido ao risco oficialmente documentado de depleção de carnitina. Adicionalmente, é observada uma interação farmacodinâmica na utilização simultânea com antibióticos bacteriostáticos, tais como a Eritromicina ou as Tetraciclinas, uma vez que estes produtos podem interferir com o efeito bactericida da Mecilina.

Restrições e Limitações Relacionadas com Interações

O produto está formalmente contraindicado em populações de doentes com condições pré-existentes que aumentam o risco de interação, especificamente em casos de deficiência de carnitina ou Porfíria. As limitações na administração determinam que o comprimido deve ser tomado com, pelo menos, meio copo de líquido, sendo preferencialmente tomado durante ou imediatamente após uma refeição, uma condição relacionada com a absorção e a tolerância local.

Mecanismo de ação

A Cascata de Ativação do Pró-fármaco

O Selexid, que contém pivmecilina, é um pró-fármaco que é absorvido após a ingestão oral. Este composto é rapidamente convertido, através de hidrólise por enzimas esterases não específicas nos tecidos, libertando o seu componente biologicamente ativo, a mecilina, em conjunto com o ácido piválico. Esta etapa molecular inicial assegura a entrega da fração ativa para a circulação sistémica e a subsequente ação no local alvo.


Inibição Direcionada da Síntese da Parede Celular Bacteriana

A mecilina, um antibiótico beta-lactâmico, exerce a sua ação ao atingir especificamente a Proteína de Ligação à Penicilina 2 (PBP-2) no interior da parede celular de organismos Gram-negativos suscetíveis. A sua ligação à PBP-2 inibe o processo de transpeptidação necessário para a síntese e interligação do polímero estrutural essencial, o peptidoglicano. Esta interrupção da via de biossíntese da parede celular leva, em última análise, ao enfraquecimento da estrutura celular bacteriana, culminando na perda da integridade da célula e subsequente lise.


Processos Celulares Secundários

O metabolito de ácido piválico libertado durante a hidrólise desencadeia um processo intracelular secundário. Este forma um conjugado com a carnitina, uma molécula envolvida no transporte de ácidos gordos através das membranas. O conjugado de pivaloilcarnitina resultante é ativamente excretado, alterando os níveis sistémicos de carnitina como consequência do envolvimento desta via metabólica.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Selexid: Orientações Oficiais de Administração

O Selexid (Pivmecilina) destina-se exclusivamente a administração oral. O protocolo de utilização é definido por esquemas posológicos específicos, requisitos de ingestão e padrões de duração detalhados nas informações oficiais de prescrição.

Esquemas Posológicos e Horários Registados

A frequência padrão para o tratamento de infeções agudas não complicadas do trato urinário é, habitualmente, de três vezes ao dia (TID). Os intervalos de dosagem variam consoante o cenário clínico e o documento regulamentar regional:

  • Para a Cistite Aguda Não Complicada, um esquema indicado nas informações dos EUA especifica 185 mg por via oral, três vezes ao dia. Em contrapartida, as informações europeias detalham frequentemente uma dose inicial de 400 mg, seguida de 200 mg, três vezes ao dia.
  • Para condições mais complexas, como a Febre Entérica, a ingestão diária prescrita pode variar entre 1,2 g e 2,4 g.

Condições de Administração e Duração

A adesão à técnica de administração correta é essencial para uma utilização ideal. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros — não devem ser esmagados nem mastigados — e tomados com, pelo menos, meio copo de líquido. Os doentes são também instruídos a permanecerem sentados ou em pé (posição vertical) enquanto engolem, para garantir o trânsito correto do medicamento. Relativamente ao momento da ingestão de alimentos, as orientações europeias recomendam a toma do medicamento com ou imediatamente após uma refeição, enquanto as informações dos EUA indicam que o medicamento pode ser administrado com ou sem alimentos.

Os ciclos de tratamento são curtos e definidos, variando habitualmente entre 3 e 7 dias para infeções urinárias agudas não complicadas. Em caso de esquecimento de uma dose, a orientação regulamentar instrui o doente a tomá-la assim que possível, ou a ignorar essa dose se estiver próxima da hora da dose seguinte; as doses não devem ser duplicadas para compensar o esquecimento.

Utilização em Populações Específicas

Os princípios de dosagem para doentes pediátricos requerem um cálculo baseado no peso para crianças com menos de 40 kg, seguindo um esquema geral de 20 a 40 mg/kg/dia, dividido em várias tomas. Não é habitualmente necessário um ajuste posológico específico para idosos que sigam o esquema padrão.

Evidência clínica recente

Selexid: Evidência Clínica Recente

Visão Geral da Investigação Clínica

O programa de desenvolvimento clínico centrou-se num fármaco em investigação que atua numa via inflamatória. O objetivo do programa clínico foi avaliar a segurança e o perfil de eventos adversos do medicamento, bem como determinar a relação entre a administração do fármaco e os sintomas associados à condição crónica alvo.

Vários estudos avaliaram o medicamento para utilização na gestão da doença sintomática crónica ao longo de ensaios de Fase I, II e III. O programa clínico incluiu aproximadamente 4.000 participantes a nível global.


Principais Conclusões de Eficácia

Dados de Fase III

O ensaio de maior dimensão, envolvendo 1.500 participantes, foi um estudo de 12 semanas, aleatorizado e controlado por placebo.

  • Pontuação de Sintomas: A administração do fármaco foi avaliada com base na sua influência nas pontuações de gravidade reportadas pelos doentes. Observaram-se alterações nas pontuações de dor reportadas pelos doentes no grupo que recebeu o fármaco em comparação com o grupo do placebo.
  • Frequência dos Sintomas: O estudo de Fase III avaliou alterações na frequência dos sintomas ao longo do período de 12 semanas. O estudo incluiu também a avaliação de métricas de incapacidade funcional relacionadas com a condição.
  • Análise de Subgrupos: Uma análise de subgrupos pré-definida sugeriu que os participantes mais velhos (65+) apresentaram resultados semelhantes nos parâmetros de avaliação primários em comparação com a coorte mais jovem (18–64).
  • Tempo de Observação Inicial: Foram recolhidos dados exploratórios relativos ao tempo inicial de observação de alterações. Esta área requer investigação adicional para a obtenção de conclusões definitivas.

Estudos de Terapia Combinada

O fármaco foi também estudado em ensaios exploratórios de menor dimensão quando administrado em conjunto com outro medicamento de tratamento padrão. A combinação foi estudada para avaliar a qualidade de vida em comparação com a terapia padrão. Os resultados foram mistos entre diferentes populações de doentes, sugerindo que é necessária investigação adicional para avaliar as propriedades do fármaco neste contexto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Selexid (FAQ)


P: Como é que a eficácia do Selexid se compara à de outros antibióticos para infeções urinárias?

Estudos compararam a eficácia deste fármaco face a um placebo e a outros antibacterianos orais utilizados em infeções não complicadas do trato urinário. Estes ensaios clínicos demonstraram, de um modo geral, taxas de resposta favoráveis ou semelhantes quando avaliadas comparativamente a esses outros tratamentos. As revisões de dados clínicos indicam que o medicamento é considerado uma opção apropriada neste contexto.


P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Selexid que exigem atenção urgente?

As informações oficiais destinadas ao doente descrevem vários sinais que podem indicar uma reação alérgica grave ou um evento imunológico. Estes podem incluir erupções cutâneas, urticária, inchaço do rosto, da boca ou da garganta, pieira e dificuldade em respirar. Se ocorrer algum destes sinais, as instruções regulamentares aconselham a procura imediata de assistência médica.


P: Que sintomas podem estar associados a níveis reduzidos de carnitina durante a utilização deste medicamento?

O metabolismo do fármaco está associado à excreção de carnitina, uma molécula envolvida na transferência de energia. Embora seja raro, uma depleção grave de carnitina pode estar associada a sintomas como dor ou fraqueza muscular. Os doentes podem também experienciar sinais semelhantes aos da hipoglicemia (nível baixo de açúcar no sangue), tais como dores de cabeça, tonturas ou batimento cardíaco acelerado.


P: O que é a Porfíria Aguda e por que razão é um motivo para evitar o Selexid?

A Porfíria Aguda é um grupo de doenças hereditárias raras que afetam o sistema nervoso e/ou a pele. Os documentos regulamentares oficiais listam esta condição como uma contraindicação formal, o que significa que o uso do medicamento não é permitido em doentes com um diagnóstico de Porfíria.


P: Existem recomendações oficiais sobre o uso de Selexid durante a amamentação?

De acordo com as informações oficiais do produto, não se sabe se a substância ativa, a pivmecilina, passa para o leite materno. Para doentes que estejam a amamentar, a orientação regulamentar recomenda a discussão dos potenciais benefícios e riscos do tratamento com um profissional de saúde.


P: Qual é o risco de úlceras na boca ou no esófago se os comprimidos forem tomados sem água suficiente?

A documentação de segurança regulamentar reforça a necessidade de uma administração correta para garantir a passagem segura do comprimido, minimizando o contacto local com o esófago. Embora raros, alguns eventos graves documentados incluem feridas ou úlceras na boca, na garganta ou nos lábios. A administração adequada, que inclui tomar o medicamento com líquidos suficientes, visa assegurar o trânsito seguro e evitar a irritação local.


P: É necessário completar todo o ciclo de Selexid, mesmo que os sintomas desapareçam cedo?

As orientações oficiais sobre a adesão à antibioterapia indicam que é considerado necessário completar o ciclo total conforme prescrito. Interromper o tratamento precocemente, mesmo que os sintomas tenham melhorado, pode levar a um tratamento incompleto da infeção. Esta prática também ajuda a reduzir a probabilidade de as bactérias desenvolverem resistência.


P: A toma de Selexid influencia a eficácia dos contracetivos orais?

Dados oficiais de interação medicamentosa indicam que certos antibióticos, incluindo este medicamento, podem reduzir a eficácia dos contracetivos orais. Esta interação pode potencialmente levar a um aumento do risco de gravidez ou a perdas de sangue intermédias (spotting).


P: Existem interações entre o Selexid e analgésicos comuns ou antipiréticos de venda livre?

As informações oficiais do produto não detalham habitualmente avisos de interação específicos para todos os analgésicos ou antipiréticos comuns de venda livre (MNSRM). No entanto, os doentes são geralmente instruídos pelas orientações regulamentares a informar o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos que estão a tomar, incluindo fármacos de venda livre.


P: Como é que o Selexid se compara a outros antibióticos no que toca a promover a resistência bacteriana?

Dados clínicos indicam que a componente ativa, a mecilina, tem mantido geralmente baixas taxas de resistência entre bactérias uropatogénicas comuns, como a E. coli. Isto contrasta com os perfis de resistência observados em alguns outros antibióticos utilizados para infeções urinárias.


P: O Selexid foi estudado quanto à sua eficácia contra bactérias altamente resistentes, como as estirpes produtoras de ESBL?

O medicamento tem sido objeto de estudos clínicos que avaliam a sua eficácia contra certas bactérias altamente resistentes. Estes estudos incluíram especificamente avaliações contra estirpes de E. coli produtoras das enzimas Beta-Lactamase de Espectro Alargado (ESBL).


P: Qual é a relevância clínica de o Selexid manter taxas de suscetibilidade elevadas após muitos anos de uso?

A observação contínua de baixas taxas de resistência em patógenos bacterianos chave ao longo de muitos anos é clinicamente significativa. Este fator apoia a recomendação regulamentar e clínica do fármaco como uma opção de tratamento primário para infeções urinárias não complicadas.


P: Quais são as diferentes dosagens de Selexid disponíveis para prescrição?

As dosagens disponíveis para os comprimidos encontram-se detalhadas na monografia oficial do produto. Esta informação específica, incluindo as várias dosagens, composição e embalagem, pode ser consultada nas secções designadas do documento regulamentar.


P: O Selexid é utilizado para tratar infeções renais (pielonefrite) em certos protocolos?

Embora a indicação primária seja para infeções urinárias não complicadas, as informações regulamentares e os protocolos internacionais referem que o medicamento pode ser considerado como uma opção de tratamento oral para infeções mais profundas, como a pielonefrite aguda (um tipo de infeção renal).


P: Existem avisos sobre combinar o Selexid com o consumo de álcool?

As informações oficiais do medicamento indicam que não estão documentadas interações conhecidas entre este fármaco e alimentos ou bebidas. Esta categoria abrange habitualmente avisos ou restrições relacionadas com o consumo de álcool.


P: O Selexid interfere com algum exame laboratorial comum?

A monografia oficial do produto refere que o medicamento interfere com um exame laboratorial específico. Trata-se de um teste de rastreio neonatal utilizado para identificar a acidémia isovalérica, no qual o fármaco pode causar um resultado falso positivo.


P: Quais são os sinais de que o ciclo prescrito de Selexid não está a funcionar eficazmente?

As instruções regulamentares para o doente indicam que deve ser contactado um profissional de saúde se os sintomas não melhorarem nos primeiros dias após o início do tratamento. O agravamento dos sintomas é também citado como um motivo claro para consulta.


P: Existe um número máximo de ciclos de Selexid recomendados num determinado período?

As informações oficiais do produto não especificam um número máximo exato de ciclos permitidos num período determinado. No entanto, o seu uso não é recomendado para tratamentos prolongados ou frequentemente repetidos devido ao risco documentado de depleção de carnitina.


P: Que tipo de investigação examinou o perfil de segurança do Selexid em comparação com outros fármacos comuns para ITU?

A investigação clínica e as revisões sistemáticas regulamentares avaliaram o perfil de segurança do fármaco. Esta avaliação incluiu comparações dos seus resultados de segurança e eficácia face a outros antibacterianos orais indicados para infeções urinárias não complicadas.

Como Selexid Tablets deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Selexid

Os comprimidos de Selexid (cloridrato de pivmecilina) devem ser conservados sob condições específicas para manter a integridade e a segurança do produto.

Requisitos de Conservação

Os comprimidos devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, habitualmente entre os 20 °C e os 25 °C, não devendo exceder os 30 °C. É obrigatório manter o medicamento num local seco, afastado da humidade e do calor excessivo, e o mesmo não deve ser congelado. Para garantir a sua proteção, o medicamento deve permanecer na embalagem original, bem fechada. A conservação deve ser feita sempre fora da vista e do alcance das crianças. O produto não deve ser utilizado após o prazo de validade indicado na embalagem.

Instruções de Eliminação

As instruções oficiais proíbem a eliminação de comprimidos de Selexid não utilizados ou fora do prazo de validade através do lixo doméstico ou de águas residuais. A eliminação deve cumprir os requisitos locais para resíduos farmacêuticos. Recomenda-se que os utilizadores consultem um farmacêutico ou recorram a um programa de retoma de medicamentos (como os pontos de recolha nas farmácias) para obter orientações sobre a eliminação correta.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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