selenase

Links rápidos para seções importantes

selenase

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de selenase

O selenase é um produto farmacêutico formulado para fornecer ao organismo o oligoelemento essencial selénio. O seu princípio ativo, o selenito de sódio, é classificado farmacologicamente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um suplemento de elementos residuais essenciais (código ATC A12CE02 para formas orais). Esta classificação confirma o papel do medicamento na abordagem de uma necessidade mineral vital para a saúde e o desenvolvimento humano.

Composição, Formas e Origem do Ingrediente

O componente ativo, selenito de sódio (fórmula química Na2SeO3), é uma substância química inorgânica. A marca selenase é reconhecida por disponibilizar solução oral, solução injetável para administração parentérica e comprimidos. Este formato dual é frequentemente reconhecido clinicamente por oferecer opções de gestão abrangentes, particularmente para doentes impossibilitados de absorver nutrientes por via oral. A forma injetável é crítica em contextos clínicos quando é necessária uma entrega intravenosa direta e rápida, como durante a Nutrição Parentérica Total especializada.

Objetivo Geral e Papel Fisiológico

O principal objetivo geral do selenase é a correção de uma deficiência comprovada de selénio, garantindo assim que o corpo possa sintetizar proteínas vitais. Estudos farmacológicos sustentam que o selénio é necessário para a construção de selenoproteínas, nomeadamente a enzima glutationa peroxidase. Esta enzima funciona como um componente major do sistema de defesa antioxidante intrínseco do organismo. A capacidade do selenase para repor rapidamente as reservas de selénio é essencial para restaurar o equilíbrio elementar fundamental exigido para estes processos protetores e metabólicos.

Quais efeitos secundários são possíveis com selenase?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do selenito de sódio (selenase), quando utilizado para a correção de uma deficiência comprovada, é caracterizado por uma taxa mínima de reações adversas em doses terapêuticas.

De acordo com os documentos regulamentares oficiais, não são observados efeitos adversos quando o produto é utilizado em condições normais. No entanto, a documentação regulamentar inclui uma reação adversa associada à administração:

Reação Adversa Classe de sistemas de órgãos Classificação de frequência
Dor local Perturbações gerais e alterações no local de administração Frequência desconhecida

Esta reação é tipicamente comunicada após a administração intramuscular da solução injetável. A classificação de "Frequência desconhecida" significa que a incidência não pode ser estimada de forma fiável a partir dos dados disponíveis.


Restrições de Segurança Principais e Padrões de Sobredosagem

O produto é estritamente contraindicado (não deve ser utilizado) em duas situações principais: em casos de hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da formulação e quando já existe intoxicação por selénio (selenose). As consequências de uma sobredosagem acidental definem o risco de segurança elevado, que é categorizado em manifestações agudas e crónicas:

  • Sobredosagem Aguda: Os sintomas podem incluir um odor a alho característico no hálito, bem como efeitos gastrointestinais, cansaço, náuseas, diarreia e dor abdominal.
  • Sobredosagem Crónica: A exposição excessiva a longo prazo está associada a alterações no crescimento do cabelo e das unhas, podendo levar a polineuropatia periférica.

Notas para Populações Especiais

As informações oficiais de rotulagem referem que não são previstos efeitos adversos quando o selenito de sódio é utilizado para corrigir uma deficiência comprovada em mulheres grávidas ou a amamentar. Além disso, as fontes regulamentares indicam que não existe evidência científica que exija o ajuste obrigatório da dose para doentes com insuficiência renal ou hepática.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com selenase (selénio) pode manifestar-se como uma condição aguda ou crónica, exigindo ambas atenção médica.

Sinais de Sobredosagem Aguda

Os quadros de sobredosagem aguda estão tipicamente associados a uma exposição extremamente elevada, por vezes milhares de vezes superior à dose normal. Os sintomas podem incluir um odor distinto a alho no hálito, cansaço, náuseas, diarreia e dor abdominal. Casos de toxicidade aguda mais grave podem envolver ritmo cardíaco acelerado, pressão arterial baixa e, em situações extremas, dificuldade respiratória.

Sobredosagem Crónica (Selenose)

A exposição prolongada e crónica a elevadas quantidades de selénio, como a ingestão de 850 mcg/dia ou mais, é conhecida como selenose. Os sinais característicos envolvem frequentemente a pele, o cabelo e as unhas. Esta condição pode afetar o crescimento do cabelo (alopecia) e das unhas, fazendo com que estas se tornem quebradiças, descoloradas ou que caiam. Podem também desenvolver-se fadiga, irritabilidade e anomalias do sistema nervoso periférico.

Medidas de Emergência e Assistência Médica

É necessária assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem ou quando ocorrem sintomas graves. As medidas de emergência descritas em documentos regulamentares oficiais incluem lavagem gástrica, diurese forçada ou a administração de doses elevadas de Vitamina C como contramedidas. Em casos de sobredosagem extrema, podem ser necessárias tentativas de eliminação do selénio através de diálise. Está explicitamente declarado que a administração de dimercaprol não é recomendada, uma vez que pode agravar o efeito tóxico do selénio.

Usos terapêuticos de selenase

O que o selenase trata: principais utilizações e benefícios

O selenase é utilizado primordialmente para tratar uma deficiência de selénio comprovada e quantificável, um oligoelemento essencial. De acordo com as características oficiais do produto, a sua aplicação clínica destina-se ao tratamento da carência de selénio confirmada que não pode ser compensada apenas através da nutrição. O medicamento é comummente utilizado em patologias que apresentam episódios agudos de depleção, como em doentes com sépsis grave ou choque sético, e em cenários crónicos como as síndromes de malabsorção ou a Nutrição Parentérica Total (NPT) de longa duração. É também aplicado na abordagem de condições específicas causadas por esta deficiência, como a doença de Keshan e a doença de Kashin-Beck.

O benefício terapêutico apoia o equilíbrio elementar do corpo para a função sistémica, o que, por sua vez, pode auxiliar o bem-estar geral durante as fases sintomáticas. Facto Rápido: Alívio para a fadiga persistente. Esta ação ajuda a gerir conjuntos de sintomas resultantes da falta crónica deste elemento, incluindo a fraqueza muscular generalizada e anomalias no cabelo e nas unhas.

“Garantir o suporte para as necessidades elementares do organismo é relevante para atenuar os sintomas durante períodos de desequilíbrio nutricional.”

O fármaco proporciona um alívio de suporte que contribui para diminuir a carga global de sintomas associados a estas manifestações.

Critérios de utilização e restrições

O Selenase (Selenito de Sódio) está regulamentado para utilização apenas quando existe uma deficiência de selénio comprovada e quantificável que não possa ser corrigida através de meios nutricionais. Esta carência confirmada constitui o requisito fundamental de elegibilidade para o tratamento na população em geral.

Contraindicações Oficiais e Inelegibilidade

O uso de Selenase é estritamente proibido em indivíduos que apresentem:

Classificação População/Condição Base Regulamentar
Contraindicação Absoluta Hipersensibilidade conhecida ao Selenito de Sódio ou a qualquer um dos seus excipientes. RCM/FDA
Contraindicação Absoluta Um estado atual de Selenose (sobredosagem aguda ou crónica de selénio). RCM/FDA

Elegibilidade por Idade e Restrições

A utilização está estabelecida para doentes adultos. O medicamento está também indicado para doentes pediátricos, particularmente como fonte de selénio em nutrição parentérica. No entanto, é assinalada uma advertência relativa a recém-nascidos prematuros que recebam formas injetáveis, devido a um risco acrescido de toxicidade pelo alumínio.

Uso Condicional e Limitações de Dados

A utilização do medicamento é permitida durante a gravidez e a amamentação, desde que exista uma deficiência comprovada. A documentação regulamentar observa a escassez de evidência científica relativa ao ajuste posológico em doentes com insuficiência renal ou hepática pré-existente.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Selenase (penta-hidrato de selenito de sódio) apresenta interações específicas documentadas, baseadas principalmente na incompatibilidade química, o que pode afetar a sua biodisponibilidade.

Interações Documentadas

Categoria do Produto Medicamento com Interação Específica Mecanismo de Interação Gestão e Restrições
Substâncias Redutoras Vitamina C (Ácido Ascórbico) Redução química do sal de selénio a selénio elementar, resultando em precipitação. Não misturar a solução oral ou a solução injetável com substâncias redutoras (ex.: Vitamina C). Para administração oral, é necessário um intervalo de 4 horas entre o Selenase e a Vitamina C.

Restrições Procedimentais e Ambientais

As interações mais críticas para o Selenase são de natureza procedimental e requerem atenção durante a preparação e a administração. A incompatibilidade com substâncias redutoras significa que, tanto para as soluções orais como para as injetáveis, a mistura não deve ser preparada simultaneamente com tais substâncias, de forma a prevenir a formação de selénio elementar, que não possui disponibilidade biológica. A precipitação não específica em soluções de perfusão também deve ser evitada por motivos de segurança, o que é sustentado pelo requisito de que o valor de pH das soluções preparadas não deve ser inferior a 7,0. Não existem interações farmacocinéticas clínicas amplamente documentadas envolvendo as principais enzimas metabolizadoras de fármacos ou transportadores para o Selenase.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do selenito de sódio define-se pela sua função como um precursor elementar, fornecendo ao organismo o oligoelemento selénio necessário para a síntese do aminoácido essencial selenocisteína. A selenocisteína é, posteriormente, incorporada na estrutura de enzimas fundamentais conhecidas como selenoproteínas (por exemplo, a glutationa peroxidase ou GPx). Esta incorporação elementar apoia a reversão da capacidade de síntese enzimática prejudicada que resulta de uma carência elementar, sendo um pré-requisito para os efeitos biológicos do fármaco.


A enzima GPx sintetizada atua na via de defesa antioxidante primária do organismo, catalisando rapidamente a redução de espécies reativas de oxigénio (ERO) destrutivas, como o peróxido de hidrogénio, em substâncias inofensivas. Esta atividade resulta na redução catalítica das ERO e na subsequente moderação do impacto oxidativo nos componentes celulares, influenciando a dinâmica das vias imunitárias e metabólicas.


A função biológica está estritamente dependente da existência de uma deficiência de selénio; o mecanismo não se aplica quando as concentrações de selénio são suficientes. Além disso, o restabelecimento resultante da função enzimática antioxidante é um processo gradual, uma vez que é ditado pelo tempo necessário para a transcrição genética e para a síntese de novo de selenoproteínas funcionais até completar a síntese da reserva enzimática sistémica.

Informações sobre dosagem e administração

A administração de selenase (selenito de sódio) é regida por instruções específicas descritas nos documentos regulamentares oficiais, que definem as vias necessárias, a dosagem e as etapas de preparação.

Vias de Administração, Formas e Esquema

O medicamento é fornecido em formulações aprovadas para três vias principais: administração via oral através de solução, e tanto a injeção ou perfusão intravenosa (IV) lenta, como a injeção intramuscular (IM) para a solução parentérica. O esquema padrão, tanto para a manutenção nutricional como para o tratamento de carências de curto prazo, é de uma vez ao dia.


Intervalos de Dosagem e Duração

A dosagem para adultos é determinada pelo requisito clínico. Para a manutenção nutricional contínua, a dose é tipicamente de 60 mu g a 100 mu g de selénio por dia. Para o tratamento de curto prazo de uma deficiência confirmada, a quantidade diária pode ser aumentada até um máximo de 400 mu g. A duração deste tratamento de dose mais elevada está especificamente ligada à monitorização das concentrações de selénio no sangue, continuando apenas até que os valores laboratoriais normalizem, enquanto a dosagem de manutenção pode ser de longo prazo.


Regras de Administração Contextuais

Instruções específicas garantem a utilização adequada. A solução oral deve ser mantida na boca durante aproximadamente 30 a 60 segundos antes de ser engolida. Para os doentes que recebem a forma oral, o rótulo regulamentar exige uma separação de 4 horas entre a toma de selenase e qualquer dose de vitamina C por via oral. Quando a solução injetável é administrada por via intravenosa, não é administrada diretamente; deve primeiro ser diluída numa solução isotónica ou numa solução de nutrição parentérica. Outras restrições para a preparação IV incluem a manutenção do valor de pH acima de 7,0 e a prevenção da mistura da solução com substâncias redutoras para evitar a precipitação química.


Utilização em Populações

Para doentes pediátricos, a administração é estritamente definida pelo peso, utilizando tipicamente um cálculo de mu g/kg, em vez de uma dose fixa padrão para adultos. A informação regulamentar oficial não recomenda ajustes posológicos específicos para doentes com insuficiência renal ou hepática, devido à falta de evidência científica de suporte.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Selenase

O selenase (selenito de sódio) foi estudado pela sua capacidade de corrigir níveis baixos comprovados de selénio, um oligoelemento essencial. O conjunto da investigação inclui ensaios que analisam a correção da deficiência elementar geral e estudos específicos realizados em contextos de cuidados intensivos e em regiões geográficas com carências graves.


Evidência na Correção de Deficiência Comprovada (Geral)

A investigação sobre a principal utilização regulamentada do selenase abrange vários ensaios controlados aleatorizados (ECA) de curto prazo e estudos observacionais. Estes ensaios foram realizados em contextos onde os doentes tinham uma carência documentada de selénio, tais como indivíduos a receber nutrição parentérica total (NPT) ou com doenças crónicas como a cirrose. A investigação avaliou se a administração de selenito de sódio estava associada a aumentos mensuráveis nas concentrações de selénio no sangue e a atividade das selenoproteínas, enzimas que necessitam de selénio.

Os estudos reportaram consistentemente que, quando o selenase foi administrado, os níveis sanguíneos de selénio e a atividade das selenoproteínas associaram-se a aumentos mensuráveis e a uma tendência de aproximação aos valores normais. A consistência dos dados dos biomarcadores desta base de evidência foi frequentemente observada na literatura científica.

A evidência é limitada quanto à relação direta entre as alterações nos biomarcadores e mudanças sustentadas e observáveis nos sintomas de deficiência crónica, como fraqueza muscular ou alterações nas unhas, em grupos gerais de doentes. A duração do acompanhamento foi limitada em muitos destes ensaios, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos além do período necessário para tratar a deficiência.


Evidência em Sepsis Grave e Choque Séptico

O uso de selenase em doentes críticos, especificamente com sepsis grave e choque séptico, foi estudado através de numerosos ECA, que frequentemente utilizaram a administração intravenosa. A investigação examinou resultados relacionados com o stress fisiológico, incluindo a mortalidade por todas as causas em períodos definidos, a duração da permanência na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e no hospital, e alterações nos sistemas de pontuação de falência orgânica.

Revisões sistemáticas e meta-análises indicaram que os resultados foram mistos e que a qualidade da evidência varia entre os estudos. Para a medida principal de mortalidade aos 28 dias, os dados globais mostram padrões de inconsistência entre os ensaios. Observaram-se análises de subgrupos em alguns ensaios, onde foram detetados certos padrões de mudança em estudos focados em doentes com uma deficiência basal de selénio particularmente grave.

As principais limitações nesta investigação incluem a elevada heterogeneidade no desenho dos ensaios, as diferentes doses de selenito administradas e o facto de a certeza permanecer baixa para resultados major, como a sobrevivência. Escasseia evidência comparativa para estabelecer definitivamente padrões claros de resposta em todos os grupos de doentes críticos.


Evidência em Doenças de Deficiência Endémica

Foi realizada investigação específica sobre a deficiência de selénio associada a doenças endémicas, nomeadamente a doença de Keshan (um tipo de condição cardíaca) e a doença de Kashin-Beck (uma osteoartropatia). Esta evidência provém principalmente de ensaios de intervenção de longo prazo em larga escala e estudos epidemiológicos realizados em regiões geograficamente específicas e com elevada carência de selénio.

Estes estudos monitorizaram a incidência (taxa de novos casos) e a prevalência destas condições. A investigação destaca alterações medidas durante o período do estudo, com resultados que descrevem uma redução significativa na incidência da doença de Keshan em populações endémicas que receberam suplementação.

Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas nestes contextos geográficos específicos. Uma vez que estas doenças são multifatoriais, a interação entre o selénio e outros fatores potenciais, como as micotoxinas, é uma área onde os dados ainda estão a emergir.


Estudos a Longo Prazo e Dados de Acompanhamento

A investigação examinou vários intervalos de tempo para avaliar as alterações medidas com o selenase. Para a indicação geral, a investigação explora mudanças de sintomas a curto prazo e a correção elementar, o que significa que a duração do acompanhamento foi limitada à fase aguda do tratamento ou às primeiras semanas após a administração.

Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo quanto à manutenção sustentada dos níveis de selénio corrigidos durante muitos meses ou anos sem suplementação contínua. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para doentes em cuidados intensivos, uma vez que a maioria dos estudos acompanha os resultados apenas até alguns meses após a alta hospitalar. Isto significa que os dados ainda estão a emergir relativamente à durabilidade de qualquer resposta observada nestas populações.


Evidência em Populações Especiais e Subgrupos

A maioria dos estudos formais focou-se na população adulta geral, particularmente no contexto de cuidados intensivos. A investigação foi avaliada em subgrupos definidos pela gravidade da doença ou pelos seus níveis de deficiência basal grave, com alguns estudos a mostrarem padrões diferentes nestes grupos em comparação com a população global do estudo.

Os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Por exemplo, embora a investigação de doenças endémicas tenha envolvido crianças e adolescentes, a evidência alargada para os resultados da administração de selenase em crianças e idosos, em diversas condições, é limitada. Os resultados dos subgrupos são incertos quando se tenta generalizar os achados da investigação para diferentes grupos de doentes, tais como aqueles com doenças concomitantes específicas ou diferentes graus de deficiência elementar.


Principais Limitações e Incerteza na Investigação

A base de evidência para o selenase contribui para a compreensão dos padrões de sintomas relacionados com a deficiência, mas foram identificadas limitações fundamentais. Para as indicações geral e de cuidados intensivos, a qualidade da evidência varia entre os estudos e os resultados foram mistos para parâmetros clínicos major, como a mortalidade.

A investigação realça que uma incerteza central reside na generalização dos achados entre o espectro de condições nas quais a deficiência é um fator. A certeza permanece baixa quanto ao regime ideal necessário para alcançar resultados clínicos em vez de apenas corrigir biomarcadores. A investigação não determina se um indivíduo irá responder de forma semelhante aos padrões de grupo observados, e a falta de evidência comparativa em certos subgrupos torna difícil contextualizar totalmente os padrões de mudança observados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o selenase (FAQ)

Q: Posso parar de tomar o selenase assim que me sentir melhor?

De acordo com as informações oficiais do produto, o tratamento de uma deficiência de selénio confirmada é monitorizado num laboratório com base nas concentrações de selénio no sangue. A duração e a continuidade do regime de doses mais elevadas são determinadas por estes resultados laboratoriais e não apenas por uma alteração nos sintomas relatada pelo doente.

Q: O que devo fazer se me esquecer de tomar uma dose de selenase?

As informações oficiais do produto contêm geralmente orientações indicando que não deve ser tomada uma dose duplicada para compensar uma dose esquecida. Os doentes devem seguir as instruções específicas do profissional de saúde que prescreveu o medicamento.

Q: Tomar selenase interfere com analgésicos comuns, como o ibuprofeno?

O rótulo oficial aborda geralmente incompatibilidades químicas, como a interação com a Vitamina C. As informações do produto não documentam especificamente interações farmacocinéticas clínicas com as principais enzimas metabolizadoras de fármacos, que são responsáveis pelo processamento de vários medicamentos.

Q: Posso utilizar o selenase se estiver a tomar medicação para a tiroide?

Os documentos regulamentares não listam explicitamente interações específicas entre o Selenase e medicamentos comuns para a tiroide. É prática regulamentar padrão que o profissional que prescreve o medicamento esteja plenamente informado sobre todos os fármacos que o doente está a tomar.

Q: Existem restrições alimentares ou de bebidas durante o uso de selenase?

A principal restrição listada na documentação oficial refere-se à Vitamina C (ácido ascórbico). No caso da solução oral, o rótulo do produto exige que a ingestão seja separada de qualquer dose de Vitamina C por, pelo menos, 4 horas. Não são especificadas outras restrições gerais de alimentos ou bebidas no rótulo oficial.

Q: O selenase interage com medicamentos para a diabetes habitualmente prescritos?

As informações oficiais do produto não documentam explicitamente interações específicas com medicamentos para a diabetes habitualmente prescritos (como a metformina). Esta informação é avaliada pelo profissional de saúde que gere a lista completa de medicação do doente.

Q: O selenase afeta o funcionamento das pílulas contracetivas?

As fontes regulamentares oficiais não documentam uma interação específica entre o Selenase e contracetivos hormonais, como as pílulas. É prática padrão discutir todos os medicamentos concomitantes com o profissional de saúde.

Q: São recomendadas alterações específicas no estilo de vida ao tomar selenase?

O rótulo oficial do produto define a restrição de procedimento de separar a toma do medicamento por via oral da ingestão de Vitamina C. Não são exigidas pelo rótulo regulamentar outras alterações gerais no estilo de vida, tais como modificações na dieta ou nos hábitos de exercício.

Q: O selenase está aprovado para utilização em todos os países?

O selenase foi aprovado por vários organismos reguladores de grande dimensão, incluindo a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a U.S. Food and Drug Administration (FDA). No entanto, a aprovação regulamentar é gerida país a país, o que significa que o produto não está necessariamente registado para utilização em todos os países do mundo.

Q: Que tipo de especialista prescreve habitualmente o selenase?

A informação oficial indica que o produto é utilizado para corrigir a deficiência de oligoelementos e foi estudado em contextos como cuidados intensivos e nutrição intravenosa especializada. Estes cenários envolvem profissionais experientes na gestão do equilíbrio de minerais e oligoelementos.

Q: O selenase contém lactose ou glúten?

A substância ativa, Selenito de Sódio, é uma substância inorgânica e não contém glúten. No entanto, a composição precisa dos ingredientes inativos (excipientes) pode variar consoante a forma específica do produto e o fabricante. Os doentes devem verificar a composição completa no rótulo do produto.

Q: Existem avisos sobre operar máquinas durante a utilização de selenase?

Os documentos regulamentares oficiais não listam quaisquer avisos ou precauções específicas relativamente aos efeitos da utilização de Selenase na capacidade de o doente conduzir um veículo ou operar máquinas pesadas.

Q: O que devo fazer se um efeito secundário for listado como 'raro'?

Os documentos regulamentares oficiais definem efeitos secundários 'raros' como aqueles que podem ser observados em até 1 em cada 1.000 pessoas. Se uma reação adversa for listada como 'frequência desconhecida', significa que a incidência não pode ser estimada com fiabilidade a partir dos dados disponíveis.

Q: O selenase interage com medicamentos para a tensão arterial?

As informações oficiais do produto não documentam explicitamente interações específicas entre o Selenase e medicamentos para a tensão arterial comummente utilizados. Facultar uma lista completa da medicação ao profissional de saúde é um requisito padrão ao iniciar o tratamento.

Como selenase deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Selenase (Informação Regulamentar Oficial)

As diretrizes regulamentares oficiais definem rigorosamente as condições necessárias para conservar e eliminar o selenase (penta-hidrato de selenito de sódio), de forma a garantir a estabilidade do produto e a segurança pública.

Requisitos de Conservação e Manuseamento

Condição Requisito
Temperatura Não conservar a solução oral acima de 25 °C.
Utilização do Recipiente Utilizar os recipientes de dose única (ampolas/frascos) imediatamente após a abertura; rejeitar qualquer conteúdo não utilizado.
Segurança Infantil Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Misturas Soluções preparadas (ex.: em nutrição parentérica) podem necessitar de refrigeração e proteção contra a luz, devendo a perfusão ser concluída num prazo de 24 horas.

Instruções para Eliminação

A eliminação deve ser gerida de acordo com as normas de proteção ambiental. Não deite fora o selenase não utilizado ou fora do prazo de validade no lixo doméstico, nem o verta no esgoto. Para eliminar corretamente o medicamento, devolva-o a um farmacêutico para processamento através dos programas adequados de retoma de produtos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a selenase encontrado em:

ÍNDICE A-Z: