Sekena

Links rápidos para seções importantes

Sekena

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Sekena

O que é o Sekena: Definição e Classe Farmacológica

Propriedade Descrição
Substância ativa Mesalazina (ácido 5-aminossalicílico, 5-ASA)
Formas farmacêuticas Comprimidos, Supositórios, Enemas
Classe farmacológica Aminossalicilato, Agente anti-inflamatório
Objetivo comum Gestão da inflamação intestinal
Origem Composto sintético

O Sekena é um medicamento sujeito a receita médica cujo componente ativo é a Mesalazina, o nome internacionalmente reconhecido para o composto químico ácido 5-aminossalicílico (5-ASA). É classificado farmacologicamente como um aminossalicilato, pertencendo a um grupo específico de agentes anti-inflamatórios sintéticos. A investigação confirma que os aminossalicilatos são um pilar da terapia devido à sua capacidade bem estabelecida de reduzir a inflamação. A prática clínica reconhece a eficácia deste medicamento no sentido de visar e acalmar processos inflamatórios no organismo. O composto de origem, o ácido 5-aminossalicílico, é uma amina aromática estruturalmente relacionada com os salicilatos. A Mesalazina é considerada um produto de substância ativa única. Esta classificação é vital porque a ação do fármaco foi concebida para ser altamente localizada, visando diretamente o revestimento intestinal onde ocorre a inflamação, uma característica fundamental que o distingue dos medicamentos anti-inflamatórios sistémicos.

Mesalazina: Composição, Formas e Objetivo Geral

A composição do Sekena centra-se no componente ativo Mesalazina, combinado com vários excipientes farmacêuticos que facilitam a libertação direcionada. Como componente ativo fundamental na gestão da doença inflamatória intestinal, a Mesalazina é fornecida em múltiplas formas, incluindo diversos comprimidos orais (tais como formulações de libertação retardada ou prolongada) e formas retais, como supositórios e enemas. Estas diferentes formas representam um fator de diferenciação central, permitindo flexibilidade no tratamento com base na área da inflamação. O fármaco pode ser administrado por via oral, para libertação no trato intestinal inferior, ou por via retal, para uma ação local no cólon distal. Ao concentrar o seu efeito localmente e ao trabalhar para suprimir o processo inflamatório no trato digestivo, o principal objetivo geral da Mesalazina é apoiar a gestão a longo prazo de condições crónicas caracterizadas por inflamação intestinal persistente, como na manutenção da remissão em doentes.

Quais efeitos secundários são possíveis com Sekena?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Sekena (Mesalazina) está estabelecido através de documentação oficial, que classifica as potenciais reações adversas de acordo com a sua frequência e o sistema orgânico afetado.

Reações Adversas Comuns e Esperadas

As reações adversas classificadas como comuns (ocorrendo em 1% a 10% dos doentes) envolvem frequentemente os sistemas das Doenças gastrointestinais e Doenças do sistema nervoso. Os efeitos reportados com maior frequência incluem cefaleia, náuseas, dor abdominal, diarreia e vómitos.

Classe de Sistema de Órgãos Exemplos de Efeitos Documentados
Doenças gastrointestinais Dor abdominal, Náuseas, Diarreia, Pancreatite aguda
Doenças do sistema nervoso Cefaleia, Tonturas
Doenças renais e urinárias Disfunção renal, Nefrolitíase, Alteração da cor da urina

Reações Adversas Graves

As informações oficiais destacam várias reações adversas graves que, embora pouco frequentes, possuem relevância clínica. Estas incluem a Síndrome de Intolerância Aguda induzida pela Mesalazina, que se pode apresentar com cólicas e diarreia com sangue. As toxicidades orgânicas graves documentadas incluem a Disfunção Renal (como a nefrite intersticial) e a Falência Hepática.

Foram também reportadas Reações Adversas Cutâneas Graves raras mas sérias, tais como a síndrome de Stevens-Johnson e a Necrólise Epidérmica Tóxica. A Miocardite e a Pericardite são outros exemplos de efeitos sistémicos invulgares observados na documentação oficial.

Notas de Segurança para Grupos Específicos

Existe recomendação de precaução para grupos específicos de doentes. O uso geralmente não é recomendado, ou exige cautela particular, em indivíduos com compromisso renal ou hepático grave. Além disso, recomenda-se que a função renal seja avaliada antes do início e periodicamente durante a terapia. Para os idosos, aconselha-se prudência devido à potencial suscetibilidade acrescida a efeitos adversos, tais como distúrbios sanguíneos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil oficial do Sekena (Mesalazina) centra-se na gestão do potencial de toxicidade sistémica grave, em vez de uma síndrome de sobredosagem massiva distinta. Refere-se frequentemente que não foram reportados casos específicos de sobredosagem massiva aguda em seres humanos. No entanto, devido à classificação do fármaco, as manifestações de uma eventual sobredosagem podem incluir sinais de toxicidade por salicilatos, tais como náuseas, vómitos, dor abdominal, cefaleia, confusão e acufenos (zumbidos nos ouvidos).

Quando é Necessária Ajuda Médica Imediata:

A avaliação médica imediata é obrigatória se forem observados sintomas de desfechos graves com risco de vida, uma vez que estas complicações estão documentadas em associação com uma elevada exposição sistémica ou reações de hipersensibilidade severas. Estas manifestações críticas incluem sinais de envolvimento de órgãos, tais como miocardite (inflamação do músculo cardíaco), pericardite, nefrite que pode levar a insuficiência renal, insuficiência hepática e reações adversas cutâneas graves (como a síndrome de Stevens-Johnson). Caso se suspeite de uma síndrome de intolerância aguda — indicada por dor abdominal severa ou diarreia com sangue — é necessária a suspensão imediata do tratamento.

Gestão Oficial e Monitorização:

Em casos de suspeita de exposição excessiva, a resposta de emergência oficial consiste no tratamento sintomático e de suporte em meio hospitalar. Não existe um antídoto específico conhecido ou documentado na informação de prescrição. A gestão requer uma monitorização rigorosa da função renal, o que é fundamental dado que os doentes com compromisso das funções hepática ou renal enfrentam um risco potencialmente aumentado de toxicidade devido à eliminação reduzida do fármaco.

Usos terapêuticos de Sekena

Para que é utilizado o Sekena: Principais Indicações e Benefícios

O Sekena (Mesalazina) é habitualmente utilizado para auxiliar na gestão de sintomas associados a estados inflamatórios e a manifestações de doenças intestinais crónicas. Trata-se de um agente anti-inflamatório indicado para tratar condições que causam edema e lesões no revestimento do cólon. O seu papel terapêutico envolve, geralmente, a gestão de períodos sintomáticos ativos e o contributo para a estabilidade a longo prazo em condições onde os sintomas se podem intensificar temporariamente.

“O Sekena é considerado relevante para doentes com patologias como a Colite Ulcerosa, a Proctite Ulcerosa e certas formas de Doença de Crohn, apoiando o doente durante episódios difíceis através do alívio do mal-estar.”

Tratamento da Doença Ativa e Manutenção da Estabilidade

Este medicamento atua sobre sintomas relacionados com condições inflamatórias que se caracterizam por períodos de agravamento das queixas. É aplicado para aliviar sintomas desafiantes, tais como sintomas associados ao desconforto físico, como a frequência e urgência das dejeções, o desconforto abdominal e a perda de sangue pelo reto. O Sekena é também comummente utilizado para a gestão a longo prazo, de modo a ajudar a prevenir o regresso cíclico de sintomas que interferem com o funcionamento diário em doentes com a patologia estabelecida. Este benefício terapêutico de suporte auxilia geralmente na manutenção da estabilidade funcional e pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.

Facto Rápido: Alívio de Sintomas de Origem Inflamatória

Gestão Localizada e Sistémica

O medicamento é relevante para a gestão da inflamação localizada na parte inferior do intestino, como o reto e o cólon sigmoide, sendo aplicável em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou disruptivos ao longo do cólon. Contribui para a melhoria do conforto durante os períodos sintomáticos e apoia o bem-estar geral durante estas fases.

Critérios de utilização e restrições

O uso do Sekena (Mesalazina) é definido por regras específicas de elegibilidade populacional estabelecidas na rotulagem regulamentar oficial.

Contraindicações (Quem não deve utilizar)

O medicamento é estritamente contraindicado para doentes com hipersensibilidade conhecida aos salicilatos, aminossalicilatos ou a qualquer um dos componentes do produto. O uso é também proibido em indivíduos com insuficiência renal grave (tipicamente com uma Taxa de Filtração Glomerular inferior a 30 ml/min/1,73 m²) ou insuficiência hepática grave, conforme documentado na informação de prescrição. A reintrodução é contraindicada se houver suspeita de uma reação cardíaca alérgica induzida pela mesalazina.

Elegibilidade por Grupo Etário e Condições

O Sekena está aprovado para adultos e para doentes pediátricos específicos que cumpram requisitos mínimos de idade e peso, designadamente crianças com cinco ou mais anos de idade e com um peso mínimo de 24 kg. O uso não é recomendado ou é contraindicado em bebés e crianças muito pequenas. Os idosos devem utilizar o medicamento com precaução, necessitando habitualmente de monitorização da função renal.

Restrições Especiais

Doentes com condições pré-existentes, incluindo insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada, compromisso crónico da função pulmonar (como asma) ou uma úlcera péptica ativa, só devem utilizar o Sekena com precaução e requerem frequentemente uma monitorização específica. Durante a gravidez e a amamentação, o uso é restrito e permitido apenas quando o médico determinar que os benefícios terapêuticos superam claramente os riscos potenciais, de acordo com as orientações regulamentares.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Sekena (Mesalazina) baseia-se em padrões documentados de interações farmacodinâmicas e de alteração da exposição com categorias específicas de fármacos, conforme descrito na informação oficial. Toda a informação foca-se estritamente em padrões de interação e restrições oficialmente registados.

Interações Farmacodinâmicas e de Alteração da Exposição

A coadministração com certos medicamentos exige precaução devido ao potencial aumento do risco de resultados adversos.

Quanto à Azatioprina e à 6-Mercaptopurina, o uso concomitante de Mesalazina com estes antimetabolitos análogos da purina pode aumentar o risco de discrasias sanguíneas graves, incluindo leucopenia e depressão profunda da medula óssea. Este é um resultado de interação oficialmente descrito e está associado à alteração da exposição do metabolito ativo destes fármacos.

No que respeita aos Agentes Nefrotóxicos (incluindo AINEs), a combinação de Mesalazina com outros medicamentos que apresentam risco de toxicidade renal, como os Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs), pode resultar num aumento do risco de reações renais devido a um efeito farmacodinâmico aditivo.

Interferência em Procedimentos

A Mesalazina pode também causar interferência em testes laboratoriais clínicos específicos. O principal metabolito do fármaco, o N-Ac-5-ASA, interfere com a medição da normetanefrina urinária. Isto pode originar resultados falsamente elevados quando as análises são efetuadas por cromatografia líquida com deteção eletroquímica.

Não constam nas informações oficiais quaisquer regras obrigatórias de separação temporal para substâncias coadministradas, nem estão formalmente listadas interações específicas com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas.

Mecanismo de ação

Mecanismo Farmacodinâmico da Mesalazina

O mecanismo de ação da Mesalazina é estritamente localizado e de alvos múltiplos, dependendo do contacto físico direto com a mucosa intestinal. A molécula exerce a sua influência anti-inflamatória através de três domínios mecanísticos distintos, mas coordenados entre si.

Em primeiro lugar, a Mesalazina funciona como um inibidor de enzimas fundamentais na cascata do ácido araquidónico, especificamente a Ciclooxigenase (COX) e a 5-Lipoxigenase (5-LOX). Esta interação reduz diretamente a síntese local de mediadores pró-inflamatórios, incluindo certas prostaglandinas e leucotrienos (como o LTB4).

Em segundo lugar, a molécula modula a sinalização intracelular ao interferir com a ativação do fator de transcrição fator nuclear kappa B (NF-kappa B) e ao atuar como um agonista parcial do recetor nuclear PPAR-gamma. Estas ações influenciam a expressão genética, alterando o perfil celular para um estado de produção reduzida de proteínas inflamatórias.

Em terceiro lugar, a Mesalazina atua como um agente neutralizador direto de Espécies Reativas de Oxigénio (ROS) e de Radicais Livres gerados durante o processo inflamatório. Esta neutralização química mitiga o potencial de danos oxidativos no tecido da mucosa. A combinação destes eventos moleculares resulta numa supressão localizada e sustentada da cascata inflamatória na parede intestinal.

Informações sobre dosagem e administração

O Sekena (Mesalazina) é oficialmente administrado por via oral e por via retal, uma estrutura concebida para atingir a inflamação diretamente no trato gastrointestinal inferior. A administração oral utiliza formulações especializadas, tais como comprimidos de libertação retardada ou cápsulas de libertação prolongada, ao passo que a administração retal é efetuada através de supositórios e enemas.

A posologia diária oral total para a indução da remissão varia habitualmente entre 2,4 g e 4,8 g, que podem ser tomados numa dose única diária ou em doses divididas, dependendo da formulação específica do produto. Para a manutenção da remissão, o regime oral padrão situa-se geralmente entre 1,2 g e 2,4 g por dia. A dosagem retal, como o supositório de 1000 mg, é tipicamente administrada uma vez por dia, ao deitar, para uma ação localizada. A terapia para a doença ativa segue geralmente um curso de tempo limitado, durando frequentemente de 6 a 8 semanas, antes da transição para um padrão de manutenção a longo prazo.

A administração correta exige o cumprimento rigoroso de requisitos específicos de manuseamento. Os comprimidos e cápsulas orais devem ser engolidos inteiros e não devem ser esmagados, cortados ou mastigados, uma vez que esta ação compromete o mecanismo de libertação controlada necessário para a entrega direcionada do fármaco. A instrução sobre a toma da dose, seja com alimentos ou com o estômago vazio, é específica para cada formulação e deve ser respeitada. As formas retais, como o enema, requerem um tempo de retenção especificado para maximizar a exposição local. No caso de uma dose esquecida, as orientações regulamentares instruem o utilizador a tomá-la o mais rapidamente possível, mas é explicitamente indicado que não se deve duplicar a dose para compensar. Além disso, as informações oficiais aconselham a avaliação da função renal antes de iniciar o medicamento.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Sekena (Mesalazina)


Evidência na Colite Ulcerosa Ativa

A investigação que analisa as situações clínicas relacionadas com a Colite Ulcerosa ativa inclui, predominantemente, Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de curto prazo e revisões sistemáticas. Os estudos focaram-se em doentes adultos com gravidade ligeira a moderada da doença, em contextos que envolvem sintomas flutuantes ou instáveis. Os ensaios foram realizados durante períodos de maior atividade sintomática e analisaram resultados relacionados com o desconforto físico, tais como a obtenção da remissão, a frequência das dejeções e o estado registado de hemorragia retal.

Os estudos monitorizaram as respostas das populações observadas ao longo de intervalos de tempo definidos, variando habitualmente entre 6 a 12 semanas. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, sendo que os padrões relativos ao estado clínico foram reportados no final da fase de indução a curto prazo. Os efeitos a longo prazo que se estendem para além destas conclusões iniciais ainda não estão totalmente estabelecidos.


Evidência para a Manutenção da Remissão na Colite Ulcerosa Quiescente

Estudos que exploram o uso do Sekena a longo prazo focam-se na terapia de manutenção para condições caracterizadas por ciclos de estabilidade e agudizações (flare-ups). Esta investigação analisou o tempo até à recidiva e a manutenção de estados de quiescência em grupos de estudo após a obtenção da remissão. A evidência inclui ECAs de longo prazo que compararam o Sekena com placebo, bem como estudos de coorte observacionais extensos.

Estes estudos monitorizaram populações por períodos prolongados, frequentemente um ano ou mais, acompanhando resultados associados a estados inflamatórios ou irritativos e medindo o tempo decorrido até ao regresso dos sintomas. Os estudos reportam padrões relacionados com a estabilidade da remissão observada ao longo dos períodos de estudo. A evidência derivada de contextos com cargas sintomáticas variadas indica que se observou que a adesão à terapia a longo prazo influencia significativamente os resultados, o que torna complexa a interpretação de padrões sustentados.


Lacunas na Investigação e Incertezas Remanescentes

Embora tenha sido realizada investigação extensiva sobre o Sekena, certos aspetos não estão totalmente estabelecidos. Existe uma falta de evidência comparativa direta (head-to-head) entre todas as diferentes formulações orais disponíveis no mercado, o que significa que as conclusões foram mistas ou inconsistentes em áreas específicas de comparação de formulações.

Adicionalmente, os dados para certos grupos permanecem insuficientes, particularmente no que diz respeito a ECAs dedicados ao estudo de resultados em populações pediátricas. A investigação é contínua e as conclusões descrevem padrões de grupo, não resultados pessoais; isto significa que a investigação fornece contexto, mas não previsões individuais relativas ao controlo dos sintomas e à estabilidade a longo prazo. O foco principal da investigação centra-se na Colite Ulcerosa. A evidência para outras formas de doença inflamatória intestinal, como a Doença de Crohn, indica que a certeza permanece baixa devido a conclusões inconsistentes e amostras de pequena dimensão.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Sekena (FAQ)


P: Quanto tempo demora o Sekena a começar a fazer efeito na minha condição?

R: Os estudos clínicos para a doença ativa avaliam habitualmente os efeitos do medicamento num período de 6 a 12 semanas. O ciclo de tratamento inicial é frequentemente prescrito por um tempo limitado, como 6 a 8 semanas, antes de se transitar para um regime de manutenção a longo prazo. Os estudos clínicos avaliam os resultados durante esta fase inicial, mas os tempos de resposta individual podem variar.

P: Posso tomar o Sekena em segurança se também tomar um multivitamínico diário ou um suplemento à base de plantas?

R: A rotulagem regulamentar oficial não lista formalmente quaisquer interações específicas com alimentos em geral, álcool ou produtos à base de plantas. A informação relativa a todos os produtos tomados em simultâneo, incluindo vitaminas e suplementos, deve ser habitualmente revista por um profissional de saúde.

P: Quanto tempo é que o Sekena permanece no organismo após interromper a toma?

R: Dados farmacocinéticos de fontes regulamentares indicam que a substância ativa, a Mesalazina, tem uma semivida terminal de aproximadamente 7 a 8,5 horas para certas formulações orais. A semivida refere-se ao tempo necessário para que a quantidade de medicamento no corpo diminua para metade.

P: É normal sentir algumas náuseas ou tonturas ao iniciar o Sekena?

R: A rotulagem oficial lista as náuseas e as tonturas como reações adversas comuns, o que significa que foram reportadas em 1% a 10% dos doentes nos ensaios clínicos. A ocorrência destes efeitos é consistente com o perfil de segurança oficial do produto.

P: Quais são os sinais de que o Sekena está realmente a melhorar a minha condição?

R: A eficácia nos ensaios clínicos é geralmente avaliada através da medição de alterações nos sinais de inflamação. Estes indicadores incluem a obtenção da remissão, uma redução na frequência das dejeções e uma diminuição no estado de sangramento retal.

P: Qual é a diferença entre o Sekena e o placebo utilizado nos ensaios clínicos?

R: O Sekena é o medicamento ativo que contém a substância Mesalazina, estudada pelos seus efeitos anti-inflamatórios. Um placebo é uma substância inativa utilizada como controlo em ensaios clínicos para ajudar os investigadores a medir o efeito real do Sekena face à ausência de tratamento.

P: Existem efeitos a longo prazo ao tomar o Sekena que eu deva conhecer?

R: O medicamento foi examinado em estudos de longo prazo, com duração de um ano ou mais, para a manutenção da remissão. Efeitos graves a longo prazo referidos na documentação oficial, embora pouco comuns, incluem relatos de compromisso renal (afetando os rins) e falência hepática (afetando o fígado).

P: A que sinais devo estar atento que possam sugerir uma reação mais grave ao Sekena?

R: Os avisos oficiais descrevem um agravamento dos sintomas que pode estar associado à Síndrome de Intolerância Aguda, que inclui cólicas graves, diarreia com sangue, febre, dor de cabeça e erupção cutânea. Outras reações graves podem incluir sinais de hipersensibilidade ou reações cutâneas graves (SCARs).

P: Existem alimentos ou bebidas específicos (como sumo de toranja ou álcool) que devam ser evitados durante o tratamento com Sekena?

R: Os documentos regulamentares oficiais não listam restrições ou interações específicas com alimentos comuns, sumo de toranja ou álcool. As decisões sobre a dieta e o uso de substâncias concomitantes são habitualmente tomadas após consulta com um profissional de saúde.

P: O Sekena pode afetar a fertilidade ou o planeamento familiar?

R: A informação regulamentar oficial refere que o Sekena tem sido associado a infertilidade reversível nalguns homens. Este é um fator de risco documentado em seres humanos, que é habitualmente revisto como parte das discussões de planeamento familiar.

P: Existe uma versão genérica do Sekena disponível ou apenas de marca?

R: A substância ativa do Sekena, a Mesalazina, está amplamente disponível numa variedade de produtos genéricos autorizados, bem como em diferentes formulações de marca. A disponibilidade pode variar dependendo da localização e da formulação.

P: O tratamento com Sekena requer análises ao sangue ou monitorização regular?

R: As orientações oficiais indicam que a função renal de uma pessoa é habitualmente avaliada antes e periodicamente durante a terapia. Para quem toma Mesalazina simultaneamente com certos outros medicamentos imunossupressores, os hemogramas também requerem monitorização.

P: O Sekena pode causar um sabor metálico ou alterações no apetite?

R: A rotulagem oficial lista a perda de apetite (anorexia) como um efeito comum para algumas formulações. No entanto, o sabor metálico não está especificamente listado entre as reações adversas comuns, pouco comuns ou raras na documentação oficial.

P: Qual é a probabilidade de ter um efeito secundário raro mencionado no folheto?

R: A rotulagem oficial classifica as reações adversas por frequência. Os efeitos secundários listados como Comuns ocorrem em 1% a 10% dos doentes, Pouco Comuns em 0,1% a 1% e Raros em menos de 0,1%. Por exemplo, a Síndrome de Intolerância Aguda foi reportada em aproximadamente 3% dos doentes em ensaios controlados.

P: O Sekena torna a pessoa mais sensível ao sol?

R: A informação oficial do produto inclui um aviso sobre reações de fotossensibilidade. As recomendações regulamentares sugerem frequentemente minimizar a exposição solar, usar vestuário de proteção e aplicar protetor solar de amplo espetro ao ar livre.

P: O Sekena causa ganho ou perda de peso?

R: A documentação oficial lista a perda de apetite como um efeito comum para algumas formulações. Adicionalmente, o aumento de peso foi notado em relatórios pós-comercialização, embora a taxa de incidência para o ganho de peso não seja precisamente conhecida.

P: Existem efeitos secundários não graves a longo prazo conhecidos, como a queda de cabelo?

R: Os relatórios oficiais de reações adversas incluem a perda ou enfraquecimento do cabelo (alopécia) como um efeito secundário menos comum associado a algumas formulações do medicamento.

P: O Sekena pode interagir com meios de contraste usados em exames de imagem (como RM ou TAC)?

R: Demonstrou-se que o principal metabolito do Sekena pode interferir com a medição da normetanefrina urinária, uma substância medida em certos testes laboratoriais. Esta interferência pode levar a resultados falsamente elevados, mas a documentação oficial não se refere especificamente aos meios de contraste em si.

P: O Sekena pode afetar os padrões de sono, causando insónia ou sonolência excessiva?

R: A ansiedade está listada como um efeito secundário raro para algumas formulações, o que poderia afetar indiretamente o sono. No entanto, distúrbios do sono específicos, como insónia ou sonolência excessiva, não estão explicitamente listados como reações adversas comuns ou pouco comuns na rotulagem oficial para esta classe de fármacos.

Como Sekena deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Sekena (Mesalazina)

O Sekena (Mesalazina) deve ser conservado e manuseado de acordo com condições específicas para garantir a manutenção da sua estabilidade e eficácia.

Requisitos Oficiais de Conservação

Componente de Conservação Requisito Oficial
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C), sendo permitidas variações pontuais.
Proteção Proteger da luz e da humidade excessiva. Manter o recipiente bem fechado.
Proibições Não congelar e não refrigerar o produto.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções para Eliminação

O Sekena não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais. O medicamento não deve ser deitado na sanita nem eliminado no esgoto ou no lixo doméstico; recomenda-se a utilização de programas oficiais de recolha de medicamentos para descartar o produto indesejado. Qualquer porção do fármaco preparada para uso imediato deve ser eliminada imediatamente após a administração.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Sekena encontrado em:

ÍNDICE A-Z: