Sefazol

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Sefazol

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Sefazol

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Cefazolina (DCI)
Forma farmacêutica Pó para solução injetável (requer reconstituição)
Classe farmacológica Antibiótico (Cefalosporina de primeira geração)
Objetivo geral Eliminação de infeções bacterianas suscetíveis
Origem Semissintética

O que é o Sefazol e que tipo de antibiótico é este?

O Sefazol é o nome comercial de um agente antimicrobiano sujeito a receita médica cujo princípio ativo é a Cefazolina (DCI). Trata-se de um fármaco semissintético utilizado para tratar infeções causadas por bactérias suscetíveis. Pertence à família de antibióticos das cefalosporinas, sendo classificado especificamente como um agente de primeira geração. O objetivo central da Cefazolina é auxiliar o organismo a eliminar eficazmente infeções bacterianas.

As cefalosporinas de primeira geração, derivadas do ácido 7-aminocefalosporânico, são reconhecidas pela sua atividade potente contra muitas bactérias Gram-positivas comuns. Esta classe de medicamentos é considerada essencial nos cuidados de saúde globais devido aos seus efeitos terapêuticos comprovados contra agentes patogénicos suscetíveis. Esta classificação estabelece a Cefazolina como uma opção terapêutica padrão para a gestão de condições onde a cobertura contra bactérias Gram-positivas é uma necessidade prioritária.


Composição e forma física da Cefazolina

O medicamento é um produto de substância única, apresentado como um pó liofilizado estéril para injeção num frasco-ampola, contendo Cefazolina (sob a forma de cefazolina sódica) como a sua substância ativa central. Esta forma sólida exige a sua reconstituição através de um solvente aquoso estéril adequado, como soro fisiológico ou água para preparações injetáveis, imediatamente antes da utilização. O fármaco é administrado exclusivamente por via parentérica — quer seja por via intravenosa ou intramuscular. Esta via é necessária porque a Cefazolina não seria absorvida de forma adequada ou eficiente se fosse tomada por via oral, garantindo que o medicamento seja entregue diretamente na circulação sistémica para um efeito terapêutico ideal.


Como é que a Cefazolina atua, em termos simples?

A Cefazolina é classificada como um antibiótico bactericida, o que significa que o fármaco mata ativamente as bactérias visadas, em vez de apenas inibir o seu crescimento. O seu mecanismo envolve a interrupção da capacidade das bactérias de construir e manter a sua camada protetora externa, conhecida como parede celular. Ao interferir com as enzimas essenciais para a integridade estrutural, a Cefazolina compromete a estrutura microbiana, o que acaba por garantir a eliminação da população microbiana suscetível.

Quais efeitos secundários são possíveis com Sefazol?

Informações de Segurança e Possíveis Efeitos Secundários

O perfil de segurança oficial da Cefazolina (Sefazol) está estruturado em torno de categorias de reações adversas reportadas e de limitações regulamentares específicas. As informações derivam estritamente de documentos aprovados por entidades governamentais e instâncias internacionais de referência.


Abrangência das Reações Adversas

As reações adversas são oficialmente classificadas com base na sua frequência em contexto clínico. Os efeitos comuns envolvem tipicamente o sistema gastrointestinal, tais como náuseas transitórias, vómitos ou diarreia. Reações locais no local da injeção, incluindo dor ou flebite, também estão frequentemente documentadas.

Categoria Exemplos (Documentados Oficialmente)
Comuns/Pouco Comuns Diarreia, vómitos, náuseas, erupção cutânea, dor no local da injeção, prurido
Classes de Sistemas de Órgãos Doenças Gastrointestinais, Doenças da Pele e Tecidos Subcutâneos, Doenças do Sangue e Sistema Linfático

Reações Adversas Graves e Condicionalismos de Segurança

As reações adversas graves, embora raras, constituem preocupações de segurança formalmente documentadas. Estas incluem reações anafiláticas potencialmente fatais e reações cutâneas graves, como a síndrome de Stevens-Johnson. Um risco gastrointestinal crítico é a diarreia associada a Clostridium difficile (DACD), que pode ocorrer durante o tratamento ou após a sua conclusão.

Existem considerações de segurança específicas para determinadas populações. As informações técnicas observam que podem ocorrer convulsões em doentes com insuficiência renal se forem administradas doses excessivamente elevadas, o que exige precaução e ajustes posológicos regulamentares. A Cefazolina está contraindicada em indivíduos com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade imediata à classe de antibacterianos das cefalosporinas, refletindo a possibilidade de sensibilidade cruzada em doentes com historial de alergia à penicilina. As orientações oficiais referem ainda que a utilização prolongada pode resultar no sobrecrescimento de microrganismos não suscetíveis.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil regulamentar oficial relativo à sobredosagem por Cefazolina centra-se no risco de toxicidade neurológica e na resposta de emergência necessária. A apresentação clínica documentada de sobre-exposição, ou de concentrações plasmáticas inadequadamente elevadas, é o aparecimento de convulsões e outros sinais de toxicidade grave do Sistema Nervoso Central (SNC). O risco desta acumulação é significativamente superior em doentes com função renal comprometida, cuja depuração reduzida do fármaco pode levar aos níveis plasmáticos associados a estes eventos neurológicos graves.

Em qualquer caso suspeito de sobredosagem, as orientações regulamentares determinam que deve ser procurada assistência médica imediata através do contacto com um centro de controlo de antivenenos ou um serviço de urgência. Caso ocorram convulsões relacionadas com a sobredosagem, a medicação deve ser imediatamente interrompida.

O tratamento oficial é definido como terapia sintomática e de suporte. Não existe nenhum antídoto específico documentado para a sobredosagem por Cefazolina. A gestão pode exigir a administração de terapia anticonvulsivante e uma monitorização minuciosa dos sinais vitais e dos eletrólitos séricos. Procedimentos como a hemodiálise podem ser considerados em casos graves, particularmente quando a acumulação é motivada por insuficiência renal, como parte da estratégia de suporte.

Usos terapêuticos de Sefazol

O que o Sefazol trata: principais utilizações e benefícios

O Sefazol é habitualmente utilizado para tratar infeções causadas por bactérias suscetíveis, sendo aplicado em domínios terapêuticos onde é necessário suporte sintomático adicional. De acordo com fontes farmacológicas de referência, este medicamento é relevante para a gestão de condições caracterizadas por sintomas acentuados, tais como septicemia, endocardite, pneumonia, infeções graves da pele e dos tecidos moles, e infeções ósseas e articulares. Esta estratégia é também considerada pertinente para a profilaxia perioperatória em situações onde a prevenção de infeções do local cirúrgico seja apropriada.

O tratamento é utilizado para abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, incluindo febre pronunciada, arrepios, dor e inchaço associados a estados inflamatórios ou irritativos. O benefício central é que o tratamento ajuda a reduzir a carga sintomática global, o que apoia a gestão de indicadores sistémicos de doença grave.

“O Sefazol auxilia na manutenção da estabilidade funcional e ajuda a apoiar o retorno ao conforto durante episódios difíceis, ao atenuar o mal-estar.”


Facto Rápido: Alívio da Inflamação Aguda

Foco Terapêutico Domínios de Sintomas Geridos Principal Benefício para o Doente
Infeções Sistémicas/Profundas Febre, arrepios, stress funcional Ajuda a manter o conforto e a estabilidade
Infeções de Tecidos Dor, vermelhidão, inchaço, calor Contribui para atenuar a carga de sintomas
Contexto Cirúrgico Gestão de suporte de riscos pós-operatórios Auxilia na manutenção do conforto

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Sefazol (Cefazolina)

O perfil oficial de elegibilidade do Sefazol é definido pelas autoridades regulamentares com base nos fatores de risco documentados para os doentes e nos dados estabelecidos, classificando a sua utilização como contraindicada, condicional ou estabelecida.


Populações para as quais o Uso é Contraindicado

O Sefazol está contraindicado e não deve ser utilizado em doentes com historial de reações de hipersensibilidade imediata à Cefazolina ou à classe de antibacterianos das cefalosporinas. A utilização é também estritamente proibida em indivíduos alérgicos a penicilinas ou outros beta-lactâmicos, devido ao risco documentado de sensibilidade cruzada.


Regras de Elegibilidade por Idade

A utilização está estabelecida para doentes com idade igual ou superior a 1 mês (adultos, crianças e adolescentes). A segurança e a eficácia não foram estabelecidas para bebés prematuros e recém-nascidos (com menos de 1 mês de idade).


Restrições e Regras de Elegibilidade por Condição Específica

A utilização requer precaução específica e, frequentemente, um ajuste obrigatório da dose em indivíduos com função renal comprometida. É também recomendada precaução em doentes com historial de colite ou certas doenças gastrointestinais. No que respeita a mulheres grávidas, a utilização é permitida apenas se for claramente necessária. O fármaco está presente no leite materno em concentrações muito baixas durante a lactação.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Sefazol (Cefazolina) apresenta vários padrões de interação oficialmente documentados que envolvem combinações entre medicamentos e outras substâncias, com base nas informações regulamentares.

Uma interação farmacocinética significativa ocorre com o Probenecide, uma substância que reduz a depuração renal da Cefazolina. Esta interferência na secreção tubular renal leva a concentrações de Cefazolina mais elevadas e mais prolongadas na corrente sanguínea. Consequentemente, os documentos regulamentares indicam que a coadministração de Probenecide com Cefazolina não é recomendada.

Existe uma interação farmacodinâmica com anticoagulantes orais, como a Varfarina. As cefalosporinas podem estar associadas a uma queda na atividade da protrombina, o que pode levar a um aumento do risco de hemorragia. Refere-se que este risco é mais acentuado em certas populações, incluindo indivíduos com insuficiência renal ou hepática ou com um estado nutricional precário.

A Cefazolina apresenta também um risco de nefrotoxicidade aditiva quando utilizada concomitantemente com outros fármacos nefrotóxicos (por exemplo, aminoglicosídeos). Devido a este potencial impacto combinado nos rins, as informações oficiais de prescrição determinam a monitorização cuidadosa dos testes de função renal durante a coadministração.

Por último, existe uma interação documentada com procedimentos laboratoriais. A Cefazolina pode causar uma reação falso-positiva para a presença de glicose na urina quando são utilizados métodos de teste não enzimáticos, tais como os que utilizam a solução de Benedict, a solução de Fehling ou comprimidos CLINITEST.

Mecanismo de ação

Inibição das Enzimas Bacterianas Essenciais (PBPs)

O mecanismo de ação da Cefazolina (Sefazol) envolve uma ação irreversível contra as Proteínas de Ligação à Penicilina (PBPs), que são enzimas bacterianas necessárias para a construção da parede celular protetora externa. A Cefazolina forma uma ligação covalente com o centro ativo destas enzimas, tais como as transpeptidases, resultando na sua inativação funcional. Este alvo molecular inicia a cascata subsequente de falha estrutural celular.


Rutura da Integridade da Parede Celular e Lise

Ao bloquear a função das PBPs, a Cefazolina impede as ligações cruzadas críticas das cadeias de peptidoglicano, que são os componentes estruturais fundamentais que conferem rigidez à parede celular bacteriana. Esta falha na integridade estrutural, combinada com a ativação de enzimas autolíticas bacterianas internas, leva ao inchaço da célula e à lise osmótica. Esta destruição física é a definição do efeito bactericida da Cefazolina, resultando no efeito bactericida contra microrganismos suscetíveis.


Limitações do Mecanismo Beta-lactâmico

A ação deste mecanismo é condicionada por estratégias de resistência bacteriana. Estas incluem a degradação enzimática do anel beta-lactâmico do fármaco por enzimas beta-lactamases antes que este consiga atingir o seu alvo, e a modificação estrutural das próprias PBPs, o que reduz a afinidade do fármaco. Estas limitações impedem que a etapa de ligação molecular ocorra, prevenindo assim a cascata bactericida pretendida contra estirpes resistentes.

Informações sobre dosagem e administração

O Sefazol é administrado exclusivamente por via parentérica, geralmente através de uma injeção ou perfusão intravenosa (IV), embora a via intramuscular (IM) também esteja oficialmente documentada. O medicamento é fornecido sob a forma de um pó estéril que requer reconstituição com um solvente aquoso estéril imediatamente antes da sua utilização sob supervisão profissional.

A dosagem oficial é padronizada com base no cenário clínico. Para o tratamento de infeções moderadas a graves, a dose para adultos varia entre 500 mg e 1 grama (g), sendo habitualmente administrada a cada 6 ou 8 horas. Em casos que envolvam condições graves e com risco de vida, a dose pode ser aumentada até 1,5 g, estando citada nas orientações regulamentares uma dose máxima diária de até 12 g.

No contexto da profilaxia perioperatória (prevenção de infeção no local cirúrgico), a dose inicial é tipicamente de 1 g a 2 g e deve ser administrada por via intravenosa 30 minutos a 1 hora antes do início do procedimento cirúrgico. Este protocolo é geralmente seguido por doses adicionais de 500 mg a 1 g, frequentemente mantidas até 24 horas após a cirurgia.

Um padrão de utilização essencial envolve o ajuste posológico em doentes adultos com insuficiência renal conhecida. Os documentos regulamentares fornecem tabelas específicas que determinam a modificação da dose ou do intervalo entre administrações com base na depuração da creatinina (CL cr) do doente, de forma a cumprir as instruções oficiais. No que diz respeito à população pediátrica, a dosagem é determinada em função do peso corporal da criança.

Evidência clínica recente

Sefazol: Evidência Clínica Recente


Evidência na Prevenção de Infeções do Local Cirúrgico (Profilaxia Perioperatória)

A investigação tem explorado a utilização da Cefazolina na prevenção, principalmente através de ensaios clínicos aleatorizados (ECA) e de metanálises que combinam resultados de ensaios independentes. Estes estudos analisaram doentes submetidos a variados procedimentos, focando-se em resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico, como a incidência de Infeção do Local Cirúrgico (ILC) aos 30 e 90 dias. Os dados mostram padrões relacionados com os resultados medidos quando comparados com agentes alternativos em ensaios desenhados para avaliar a frequência de infeções pós-operatórias. No entanto, a investigação sobre efeitos a longo prazo não está bem caracterizada, uma vez que os períodos de acompanhamento foram limitados nalguns ensaios.


Evidência no Tratamento de Infeções Bacterianas Profundas

A investigação incidiu também sobre a utilização em infeções profundas, tais como infeções da corrente sanguínea (septicemia) e aquelas que afetam os ossos e as válvulas cardíacas. A base de evidência inclui largamente estudos de coorte observacionais que comparam a Cefazolina com as penicilinas anti-estafilocócicas tradicionais. Os estudos monitorizaram padrões de sobrevivência e de recaída da infeção. O que permanece incerto é o facto de grande parte desta evidência assentar em contextos observacionais, o que pode introduzir diferenças que não foram totalmente contabilizadas. Uma preocupação teórica conhecida como Efeito de Inoculado da Cefazolina também continua a ser uma área ativa de investigação.


Duração do Acompanhamento e Investigação a Longo Prazo

Quando a Cefazolina foi estudada para infeções graves, os períodos de acompanhamento limitaram-se a períodos intermédios (por exemplo, 90 dias). A monitorização de resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico além de um ano é menos comum. Isto significa que dados sustentados ao longo de vários anos podem não estar bem estabelecidos para todas as indicações.


Estudos em Populações Especiais de Doentes

A Cefazolina foi avaliada em várias populações, incluindo doentes pediátricos. Contudo, os dados para certos grupos permanecem insuficientes, como no caso de adultos com comorbilidades complexas (múltiplos problemas de saúde crónicos). Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas, e as conclusões para estes subgrupos especializados podem ser incertas.


Áreas de Incerteza e Lacunas na Investigação

A investigação analisou a Cefazolina em diversos contextos. A qualidade da evidência varia entre os estudos devido à combinação de ensaios clínicos aleatorizados e estudos de coorte observacionais significativos. Conforme referido, o significado clínico do efeito teórico de inoculado da Cefazolina permanece um foco de investigação, e a certeza continua baixa quanto ao seu impacto exato em casos complexos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Sefazol (FAQ)

P: Para que patologias está o Sefazol oficialmente aprovado?

As informações oficiais da Cefazolina indicam a sua utilização no tratamento de diversas infeções graves causadas por organismos suscetíveis. Estas incluem infeções dos tratos respiratório e urinário, das estruturas da pele e do sistema biliar. Está também indicada para infeções profundas graves, tais como septicemia (infeções da corrente sanguínea) e endocardite (infeções das válvulas cardíacas).


P: O Sefazol causa fadiga ou cansaço excessivo?

Embora não esteja geralmente listado como um efeito secundário comum, os relatórios oficiais da experiência clínica incluíram instâncias de mal-estar (uma sensação geral de desconforto), fraqueza e fadiga. Estes tipos de reações são comunicados raramente e a sua frequência precisa não está claramente definida em todos os documentos oficiais.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo ou tardios associados ao uso de Sefazol?

De acordo com as informações de segurança regulamentares, a utilização prolongada de qualquer antibiótico, incluindo a Cefazolina, pode levar ao crescimento excessivo de organismos não suscetíveis. Isto significa que bactérias ou fungos não afetados pelo medicamento podem multiplicar-se. Os estudos oficiais sobre a sua utilização em infeções graves têm, frequentemente, durações de acompanhamento a longo prazo limitadas.


P: Quais são os sinais reconhecidos de um potencial problema com o Sefazol que requerem atenção?

Os avisos oficiais destacam várias reações graves, mas raras, que são preocupações de segurança oficialmente documentadas. Estas incluem sinais de uma reação alérgica grave, como inchaço do rosto ou dificuldade em respirar (anafilaxia), e reações cutâneas graves. Outras preocupações documentadas são as convulsões e a diarreia associada a Clostridium difficile (DACD), que se pode apresentar como uma diarreia aquosa grave.


P: Qual é o período de tempo geralmente associado ao tratamento com Sefazol?

A duração do tratamento com Sefazol depende fortemente do tipo e da gravidade da infeção a tratar. Para muitas infeções, o fármaco é administrado em intervalos fixos, tais como de 6, 8 ou 12 em 12 horas. No caso da profilaxia perioperatória (prevenção de infeções durante a cirurgia), os documentos oficiais descrevem a duração como sendo tipicamente limitada a um período de 24 horas após a operação.


P: Com que rapidez é que o Sefazol começa tipicamente a atuar no organismo?

Quando administrada por via intravenosa (IV), a Cefazolina atua rapidamente. Os dados farmacológicos oficiais indicam que as concentrações máximas do fármaco na corrente sanguínea são atingidas rapidamente, geralmente num período de 5 a 15 minutos após a conclusão de uma dose IV.


P: Quanto tempo demora o organismo a eliminar o Sefazol após a última dose?

A taxa de eliminação do fármaco baseia-se na semivida, que é o tempo que a concentração no organismo demora a ser reduzida para metade. Para doentes com função renal normal, a semivida sérica da Cefazolina é de aproximadamente 1,8 horas após a administração intravenosa.


P: Existem avisos específicos para o uso de Sefazol em idosos?

Os documentos oficiais não incluem avisos específicos adaptados apenas a idosos como um grupo geral. No entanto, como os doentes mais velhos têm maior probabilidade de ter uma função renal diminuída (redução do desempenho dos rins), os documentos regulamentares especificam o ajuste da dose com base no desempenho renal para todos os adultos com tal compromisso.


P: Que informação está disponível nas informações oficiais sobre doses esquecidas de Sefazol?

A informação descreve que uma dose esquecida pode ser administrada quando lembrada. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a rotulagem indica que se deve saltar a dose esquecida para manter o calendário. Também é especificado que não é recomendada a combinação de doses para compensar uma dose esquecida.


P: O Sefazol é adequado para doentes com problemas na função hepática?

As informações oficiais de segurança referem que a Cefazolina é utilizada com precaução em doentes com insuficiência hepática (problemas no fígado). Isto deve-se ao facto de a classe de antibióticos das cefalosporinas poder estar associada a um risco aumentado de hemorragia devido a uma diminuição na atividade da protrombina. Além disso, os relatórios regulamentares observaram ocasionalmente aumentos temporários nos níveis de certas enzimas hepáticas.


P: O Sefazol pode afetar os níveis de açúcar no sangue, especialmente em pessoas com diabetes?

Os relatórios oficiais de reações adversas listam tanto o aumento da glicose no sangue (hiperglicemia) como a diminuição da glicose no sangue (hipoglicemia) como efeitos raros associados à utilização de Sefazol. É importante notar que o fármaco também pode causar uma reação falso-positiva para a glicose na urina quando são utilizados testes laboratoriais não enzimáticos.


P: O Sefazol pode reduzir a eficácia dos contracetivos orais?

A informação incluída nos folhetos para o doente indica que os antibióticos, incluindo a Cefazolina, podem potencialmente reduzir a eficácia dos contracetivos orais (pílula contracetiva) em algumas mulheres.


P: O que acontece se o Sefazol for administrado demasiado depressa?

A Cefazolina destina-se a uma administração lenta, sendo tipicamente injetada por via intravenosa durante 30 minutos ou infundida durante um período mais longo. Os documentos oficiais referem que a administração de doses elevadas demasiado rapidamente pode aumentar a probabilidade de reações adversas, especialmente em doentes que já têm a função renal comprometida.


P: O Sefazol é conhecido por outros nomes comerciais comuns a nível internacional?

Sim, a substância ativa Cefazolina é vendida sob vários outros nomes comerciais internacionalmente. Dois nomes comerciais comuns encontrados na rotulagem oficial de medicamentos são Ancef e Kefzol.


P: O Sefazol está disponível como medicamento genérico?

Sim, o fármaco Cefazolina está amplamente disponível como medicamento genérico, em vez de apenas sob um nome comercial específico. As versões genéricas contêm exatamente a mesma substância ativa e cumprem os mesmos padrões de qualidade oficiais que o produto original de marca.


P: Quais são os ingredientes não ativos típicos nas formulações de Sefazol?

O Sefazol é fornecido como um pó estéril contendo o sal ativo, Cefazolina sódica. Embora os excipientes específicos não sejam amplamente listados, o próprio componente de sódio é observado. A informação regulamentar especifica que cada grama de Cefazolina contém aproximadamente 46 mg (2 mEq) de sódio.


P: Qual é o mecanismo habitual pelo qual o Sefazol é eliminado do organismo?

Os dados farmacológicos oficiais explicam que a principal via de remoção da Cefazolina do organismo é através dos rins. É eliminada principalmente por excreção renal, o que significa que o fármaco é expelido do corpo em grande parte inalterado na urina.


P: Que tipo de monitorização é recomendada para doentes a receber Sefazol?

As informações oficiais de prescrição enfatizam a observação clínica cuidadosa durante o tratamento, particularmente em utilizações prolongadas. A monitorização laboratorial específica é detalhada para certos doentes, tal como a monitorização do tempo de protrombina (uma medida da coagulação do sangue) em indivíduos de risco. Os testes de função renal são uma parte especificada da monitorização quando o fármaco é utilizado em conjunto com outros medicamentos que podem afetar os rins.


P: O que diz a monografia do produto sobre o Sefazol e a condução ou utilização de máquinas?

As monografias do produto descrevem uma precaução relativa à condução ou utilização de máquinas pesadas. Esta precaução baseia-se no potencial da Cefazolina para causar tonturas ou efeitos semelhantes em alguns indivíduos, o que pode afetar temporariamente o desempenho.

Como Sefazol deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Sefazol

O armazenamento do Sefazol (Cefazolina para Injeção) é determinado pela sua forma de apresentação, garantindo a estabilidade exigida pelas normas de segurança farmacêutica.


Requisitos de Armazenamento

Forma do Produto Intervalo de Temperatura Proteção e Integridade
Pó Seco Temperatura Ambiente Controlada (20 °C a 25 °C) Proteger da luz e do calor excessivo; Manter o recipiente bem fechado.
Solução Reconstituída 2 °C a 8 °C (Refrigerado) Estável até 3 dias. As soluções à temperatura ambiente são estáveis durante 4 horas.

O medicamento deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças para cumprir os requisitos de segurança. Qualquer desvio dos intervalos de temperatura especificados ou a exposição à luz compromete a estabilidade do produto.

Eliminação

Qualquer porção não utilizada do medicamento deve ser eliminada. A eliminação do conteúdo e do recipiente deve ser efetuada de acordo com os regulamentos locais e nacionais para resíduos farmacêuticos, não devendo o produto ser eliminado através dos esgotos domésticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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