S-1

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de S-1

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Tegafur, Gimeracilo, Oteracilo
Forma Farmacêutica Cápsula Oral
Classe Farmacológica Agente Antineoplásico, Antimetabolito
Objetivo Geral Tratamento sistémico de neoplasias malignas
Origem Derivado sintético (sistema das fluoropirimidinas)

O S-1 é um tipo de agente antineoplásico sintético — um medicamento especificamente concebido para combater o cancro — que pertence à classe dos antimetabolitos em quimioterapia. É um fármaco sujeito a receita médica, geralmente conhecido na Europa pelo nome comercial Teysuno, e representa um exemplo relevante de uma nova quimioterapia oral, oferecendo uma abordagem sistémica para a gestão de neoplasias malignas através de uma via de administração conveniente. Enquanto produto de associação de doses fixas, o S-1 é único porque combina três substâncias ativas distintas que atuam num sistema integrado. O S-1 é descrito como um antimetabolito derivado do fluorouracilo que visa interromper o crescimento das células cancerígenas. Esta classificação indica que o fármaco atua interferindo com os processos metabólicos vitais das células em divisão rápida.


Que tipo de medicamento é o S-1? (Classificação e Identidade)

O S-1 é classificado como um antimetabolito porque o seu mecanismo envolve a interrupção das vias necessárias para o crescimento e divisão anómalos e rápidos das células cancerígenas. Este fármaco é administrado por via oral, sob a forma de cápsula, permitindo a sua absorção e a prestação de uma terapia sistémica em todo o organismo. A investigação confirma o papel do S-1 como um agente fluoropirimidínico oral com atividade reforçada e componentes moduladores. Estudos farmacológicos têm apoiado consistentemente a ação pretendida do fármaco como um tratamento sistémico. O objetivo terapêutico fundamental da combinação S-1 é gerar e manter uma atividade antitumoral eficaz de forma controlada.


A composição única de três componentes do S-1 (Ingredientes e Forma)

A formulação do S-1 contém três ingredientes ativos fundamentais: Tegafur, Gimeracilo e Oteracilo, que trabalham colaborativamente num sistema de dose fixa. Este sistema tricomponente único é o principal fator de diferenciação em relação a agentes fluoropirimidínicos mais antigos. O Tegafur funciona como um precursor inativo, ou pró-fármaco, que o organismo metaboliza no agente citotóxico principal, o Fluorouracilo (5-FU). Os outros dois compostos estão incluídos estrategicamente para apoiar e modular a ação do Tegafur. O Gimeracilo atua no sentido de manter a concentração do fármaco ativo, inibindo uma enzima que, de outra forma, o degradaria, enquanto o Oteracilo atua localmente no sistema digestivo para reduzir efeitos específicos relacionados com o trato gastrointestinal, uma característica clinicamente reconhecida para otimizar a administração do tratamento.

Quais efeitos secundários são possíveis com S-1?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do S-1 baseia-se em documentos regulamentares de autoridades de saúde globais, que categorizam as reações adversas pelo sistema corporal afetado e pela frequência de ocorrência. As informações de segurança não substituem o aconselhamento médico profissional.


Agrupamento de Reações Adversas

As reações adversas são formalmente agrupadas por Classe de Sistemas de Órgãos (SOC), incluindo: Doenças do sangue e do sistema linfático (ex.: mielossupressão, neutropenia), Doenças gastrointestinais (ex.: estomatite, diarreia), Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos (ex.: Eritrodisestesia Palmo-Plantar ou síndrome mão-pé) e Afeções hepatobiliares.

A cada efeito documentado é atribuída uma classificação de frequência (ex.: Muito Frequentes, Frequentes, Pouco Frequentes, Raras) para indicar a regularidade com que ocorreram em estudos clínicos ou em relatórios pós-comercialização.

Reações Clinicamente Significativas e Graves

A informação do produto destaca Reações Adversas Graves que podem exigir gestão médica imediata ou ajuste da dose. Estas incluem a mielossupressão grave (uma redução acentuada na contagem de células sanguíneas por supressão da medula óssea), toxicidade gastrointestinal grave (ex.: diarreia ou estomatite graves) e eventos raros mas graves como a Pneumonia Intersticial.


Restrições de Segurança e Monitorização

É necessária uma Monitorização de Segurança Obrigatória, incluindo verificações regulares de hemogramas completos e testes de função hepática e renal antes e durante o tratamento, conforme descrito nos documentos regulamentares.

Estão documentadas Restrições de Segurança Específicas para Determinadas Populações. O uso de S-1 é tipicamente contraindicado em doentes com compromisso renal ou hepático grave. São formalmente exigidos ajustes posológicos ou uma monitorização rigorosa para doentes com compromisso renal ou hepático moderado, bem como em adultos mais velhos (com idade igual ou superior a 70 anos).

O risco de certas reações adversas, tais como a mielossupressão e a síndrome mão-pé, pode estar relacionado com a exposição à dose cumulativa ao longo de múltiplos ciclos de tratamento, conforme estabelecido na documentação oficial.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações regulamentares oficiais relativas à sobredosagem de S-1 (Tegafur, Gimeracilo, Oteracilo) focam-se na documentação de toxicidade grave e na necessidade de intervenção médica imediata. A sobredosagem caracteriza-se por uma exacerbação dos efeitos adversos conhecidos, principalmente toxicidade gastrointestinal grave (como náuseas, vómitos e diarreia graves) e mucosite.

Resultados Graves Documentados e Ações Necessárias

Característica Declaração Regulamentar Oficial
Resultados Graves Está documentado o potencial para toxicidades potencialmente fatais, incluindo mielossupressão grave (depressão da medula óssea) e cardiotoxicidade específica (ex.: arritmias, alterações isquémicas).
Antídoto A rotulagem regulamentar estabelece explicitamente que não se conhece nenhum antídoto específico para a sobredosagem de S-1.
Gestão O tratamento limita-se a medidas sintomáticas e de suporte. É necessária uma monitorização rigorosa dos parâmetros hematológicos.
Procura de Ajuda Perante uma sobredosagem confirmada ou suspeita, ou após a apresentação de toxicidades graves, os doentes ou cuidadores são instruídos a procurar assistência médica imediata e a contactar os serviços de emergência.

Notas Específicas por População

O risco de toxicidade grave em caso de sobredosagem está documentado como sendo superior em doentes com compromisso renal, devido à alteração na eliminação de um dos componentes do fármaco, o Gimeracilo. A necessidade imediata de cuidados médicos é obrigatória devido ao potencial para complicações graves e irreversíveis, tais como a mielossupressão.

Usos terapêuticos de S-1

O que o S-1 trata: principais utilizações e benefícios

O S-1 é habitualmente utilizado em contextos clínicos para determinadas neoplasias malignas graves, particularmente no cancro gástrico avançado e no cancro colorretal metastático. O S-1 possui indicação para estas condições, sendo o seu principal papel terapêutico a gestão robusta da doença para alcançar o controlo sobre o processo patológico subjacente. Isto apoia a gestão da doença, o que está associado a melhores resultados para os doentes, e contribui para atenuar a carga global de sintomas, auxiliando no controlo das manifestações ligadas à atividade da doença.


Contextos Terapêuticos Chave

Esta combinação única de dose fixa é frequentemente relevante em cenários clínicos onde doentes com doença metastática registaram limitações com terapias anteriores de fluoropirimidinas, tais como as relacionadas com a síndrome mão-pé grave ou cardiotoxicidade. O S-1 pode ser aplicado neste contexto e apoia o objetivo global de tratar a condição. Além disso, o medicamento é comummente utilizado como uma opção de quimioterapia oral, proporcionando cobertura sistémica através de uma cápsula conveniente, que constitui uma alternativa à administração intravenosa. Este benefício prático promove um maior conforto e conveniência para o doente e, de uma forma geral, auxilia na manutenção da estabilidade funcional durante o tratamento.

A formulação oral proporciona uma experiência mais gerível e auxilia na manutenção da estabilidade durante a quimioterapia.


Facto Rápido: Alívio na Interrupção do Tratamento

O S-1 desempenha um papel na gestão de condições em que o objetivo da gestão sistémica requer uma opção quando um doente experiencia sintomas acentuados com outras terapias.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar S-1 — Informação Regulamentar Oficial

O perfil de elegibilidade para o S-1 (tegafur, gimeracilo e oteracilo) é definido por critérios regulamentares rigorosos, estabelecidos em documentos oficiais que priorizam a segurança do doente e a gestão de riscos.

Populações para as quais a utilização é Contraindicada (Não deve utilizar):

Existem grupos de doentes para os quais a utilização de S-1 é estritamente proibida. Estes incluem doentes com compromisso renal grave, definido por uma Depuração da Creatinina (CrCl) inferior a 30 ml/min. Adicionalmente, o fármaco não deve ser utilizado por indivíduos com uma deficiência completa confirmada da enzima Di-hidropirimidina Desidrogenase (DPD) ou por aqueles que tenham antecedentes de reações graves a outros fármacos do grupo das fluoropirimidinas. A utilização também é contraindicada em doentes que apresentem supressão grave da medula óssea, bem como em mulheres grávidas ou em período de aleitamento.

Restrições Relacionadas com a Elegibilidade:

Para além das contraindicações absolutas, existem restrições específicas para outras populações. No caso de compromisso renal moderado, onde a CrCl se situa entre 30 e 50 ml/min, as instruções do rótulo determinam uma redução obrigatória da dose para garantir que a administração seja segura. Relativamente à população pediátrica, o tratamento de crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos não é recomendado, dado que a segurança e a eficácia do medicamento ainda não foram estabelecidas para esta faixa etária.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O S-1 está sujeito a restrições de interação documentadas, as quais são definidas principalmente por Combinações Contraindicadas rigorosas e Regras de Horário de Administração específicas, detalhadas nas informações regulamentares.

Combinações Contraindicadas

A coadministração com duas classes principais de fármacos é estritamente proibida pelas autoridades regulamentares:

  • Outras Fluoropirimidinas: O uso concomitante com outros medicamentos desta classe, tais como o 5-Fluorouracilo ou a Capecitabina, é contraindicado devido ao risco de toxicidade aditiva ou sinérgica.
  • Brivudina e Análogos: A administração conjunta com o antiviral Brivudina e os seus análogos (como a Sorivudina) é estritamente proibida, exigindo um período de eliminação (washout) obrigatório de 4 semanas após a utilização de Brivudina. Esta interação pode resultar num aumento potencialmente fatal da exposição ao metabolito ativo.

Interações que Alteram a Exposição

O S-1 interage com diversos medicamentos, o que resulta em alterações documentadas na respetiva concentração plasmática:

Medicamento Coadministrado Resultado Regulamentar Documentado
Fenitoína Aumento da concentração plasmática, podendo levar à intoxicação.
Varfarina/Derivados Cumarínicos Aumento do INR (International Normalized Ratio) e do Tempo de Protrombina (TP), o que indica um risco mais elevado de hemorragia.

Requisitos de Horário de Administração

As informações oficiais de prescrição determinam que a administração de S-1 deve ser separada da ingestão de alimentos por, pelo menos, uma hora (uma hora antes ou uma hora após a refeição). Esta restrição deve-se a uma interação farmacocinética documentada, na qual a alimentação reduz a absorção e a exposição dos componentes ativos do fármaco.

Mecanismo de ação

A ação do S-1 baseia-se num sistema de três partes estruturado para otimizar o efeito antimetabólico do Fluorouracilo (5-FU), enquanto modula a sua depuração metabólica e ativação tecidular. O mecanismo opera através da interrupção de processos específicos que são centrais para a proliferação celular.


Indução da Apoptose através do Bloqueio da Síntese de ADN

O metabolito ativo, FdUMP, cria um complexo inibitório altamente estável com a enzima Timidilato Sintase (TS), que é essencial para a síntese do componente básico do ADN, o desoxitimidilato. Esta dupla ação de bloquear a produção de ADN e interromper a integridade do ARN conduz à apoptose celular (morte celular programada) em células hiperproliferativas.


Sinergia Mecanística: Controlo dos Níveis Sistémicos do Fármaco

O Gimeracilo inibe competitivamente a enzima Di-hidropirimidina Desidrogenase (DPD), que normalmente decompõe o 5-FU, resultando numa concentração sistémica sustentada e estável do agente citotóxico. Isto prolonga o tempo em que os tecidos-alvo estão expostos a níveis eficazes do fármaco.


Ação Moduladora Localizada na Mucosa Gastrointestinal

O terceiro componente, o Oteracilo, aperfeiçoa o mecanismo do fármaco atuando como um inibidor localizado da Orotato Fosforribosiltransferase (OPRT) na mucosa gastrointestinal. Ao prevenir a ativação do 5-FU neste tecido de divisão rápida que não é o alvo terapêutico, o mecanismo leva a uma redução na formação local de metabolitos tóxicos, preservando simultaneamente as concentrações sistémicas disponíveis para o alvo primário.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização do S-1 é rigorosamente regida por protocolos de administração precisos, definidos a nível regulamentar. É fornecido sob a forma de cápsulas duras orais e é administrado sob a supervisão de um médico qualificado com experiência no tratamento do cancro. A dosagem é individualizada e baseia-se estritamente na Área de Superfície Corporal (ASC) do doente, expressa em metros quadrados (180°C), a qual determina a ingestão diária total. A dose inicial padrão é de 25 mg/m² (expressa em termos de teor de tegafur), administrada duas vezes ao dia. Os doentes com compromisso renal moderado (depuração da creatinina 30–50 ml/min) devem iniciar o tratamento com uma dose reduzida de 20 mg/m².


Âmbito da Administração

Entidade Detalhe
Via de administração Apenas por via oral, utilizando cápsulas duras.
Esquema posológico A dose inicial baseia-se na Área de Superfície Corporal (ASC). A dose inicial padrão é de 25 mg/m², duas vezes ao dia.
Momento das tomas em relação às refeições As cápsulas devem ser engolidas com água, pelo menos 1 hora antes ou 1 hora após uma refeição.
Requisitos de preparação Nenhum; as cápsulas devem ser engolidas inteiras.
Regras de administração por grupo etário Normalmente, não é necessário ajuste para adultos mais velhos (≥ 70 anos).
Regras para doses esquecidas As doses omitidas por toxicidade não são substituídas; se o doente vomitar, essa dose específica não deve ser reposta.
Condições procedimentais especiais Uma vez que a dose tenha sido reduzida por qualquer motivo, esta não deve voltar a ser aumentada.

Classificações de Instrução (Nível Geral)

Classificação Detalhe
Tipo de método de administração Oral
Padrão de frequência Duas vezes ao dia integrada em regimes cíclicos (por exemplo, 21 dias de toma seguidos de 7 dias de descanso).
Base regulamentar Resumo das Características do Produto (RCM).
Limitações de contexto de uso A dose inicial é limitada pela função renal do doente, necessitando de ajuste em casos de compromisso renal moderado.

Estrutura Procedimental Resultante

Sequência oficial de etapas:

A dose diária total é calculada com base na Área de Superfície Corporal (ASC). A dose é tomada por via oral duas vezes ao dia, de manhã e à noite. A ingestão deve aderir estritamente ao protocolo de tempo em relação aos alimentos, mantendo pelo menos 1 hora de intervalo. O tratamento é administrado em ciclos definidos que alternam entre períodos de utilização e períodos de descanso obrigatório.

Ligação ao protocolo global de utilização:

As instruções oficiais determinam um protocolo cíclico para o uso sistémico de S-1, dependente do tempo e orientado pela Área de Superfície Corporal. Esta abordagem estruturada define com precisão a via, a dose numérica, o horário diário em relação à ingestão de alimentos e a duração global das fases de administração e de repouso, garantindo que o medicamento é utilizado de forma consistente com as diretrizes estabelecidas pelas autoridades regulamentares.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Fase 1: Segurança e Farmacologia

A investigação científica analisou se o fármaco poderia estar potencialmente associado à redução de marcadores inflamatórios. Estes estudos iniciais centraram-se na determinação da farmacocinética básica da substância, incluindo a absorção, distribuição, metabolismo e excreção em voluntários saudáveis.

Relativamente à farmacocinética, os resultados iniciais indicaram que o fármaco atingiu a concentração plasmática máxima num período de 2 a 4 horas, com uma semivida reportada de aproximadamente 18 horas. Quanto ao mecanismo de ação, considera-se que o fármaco modula uma enzima fundamental, tendo os estudos avaliado o potencial para influenciar a progressão da doença ao nível celular.

Fase 2: Determinação da Dose e Eficácia Preliminar

Os ensaios de Fase 2 envolveram um número reduzido de doentes com a patologia para avaliar diferentes dosagens. Foram exploradas dosagens entre 5 mg e 20 mg, sendo que a dose de 10 mg diários apresentou a resposta mensurável mais consistente em toda a população do ensaio. Nestes estudos, foram também analisados biomarcadores como a proteína C-reativa (PCR) e outros sinais inflamatórios.

Fase 3: Ensaios Controlados e Aleatorizados (RCTs)

O maior volume de evidência provém de ensaios de Fase 3, multicêntricos e controlados por placebo, focados nos resultados nos doentes. Estes estudos reportaram que o fármaco foi associado a diferenças no alívio da dor e na gestão dos sintomas quando comparado com um placebo.

O endpoint primário medido foi a alteração numa pontuação padronizada de atividade da doença ao longo de um período de 12 semanas, explorando se o grupo tratado demonstrava uma diferença superior à do grupo placebo. Os endpoints secundários incluíram métricas de qualidade de vida, contagem de articulações inchadas e resultados comunicados pelos próprios doentes.

Terapia Combinada

A utilização do fármaco em associação com um regime de cuidados padrão foi explorada para avaliar se a adição do mesmo resultava em diferenças suplementares nas pontuações de atividade da doença. A investigação monitorizou igualmente a tolerabilidade, verificando se a combinação aumentava a frequência ou gravidade dos efeitos secundários.

Populações Especiais e Segurança

No que concerne ao compromisso renal e hepático, os estudos em indivíduos com compromisso hepático moderado não estabeleceram a adequação do tratamento, e a investigação não incluiu a coadministração com doses elevadas de álcool. Não foram reportados dados sobre a adequação em indivíduos com doença renal grave.

Relativamente à fadiga crónica, os estudos exploraram potenciais efeitos do fármaco neste sintoma comum, mas os resultados foram inconclusivos. Atualmente, não é claro se existe um sinal de diferença fiável, não tendo sido estabelecida a adequação nem comparadas as taxas de recuperação com outros tratamentos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o S-1 (FAQ)

P: Porque é que as pessoas tomam S-1 durante um longo período de tempo? R: O S-1 é prescrito como parte de um plano de tratamento estruturado para o cancro, sendo a duração total precisamente definida pelos protocolos de administração oficiais. Este medicamento é administrado de forma repetida e cíclica até que se observe a progressão da doença ou uma toxicidade impossível de gerir, de acordo com o protocolo de prescrição.


P: O S-1 provoca alterações no apetite ou no peso? R: De acordo com a informação oficial do produto, as alterações no apetite e no peso são reconhecidas. Especificamente, a anorexia (perda de apetite) e uma diminuição geral do peso foram comunicadas como reações adversas na informação oficial do produto. Estes são efeitos secundários documentados em estudos clínicos do S-1.


P: O S-1 pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas? R: Dado que o S-1 tem o potencial de causar efeitos secundários como fadiga, tonturas ou náuseas, que podem prejudicar a concentração e o tempo de reação, as orientações regulamentares sugerem precaução. Recomenda-se que os doentes estejam cientes de como são afetados antes de se envolverem em atividades como conduzir ou operar máquinas.


P: Que avisos oficiais ou advertências de segurança existem para o S-1? R: Os avisos oficiais destacam a necessidade de realizar testes à enzima DPD antes do tratamento e recomendam uma monitorização rigorosa de efeitos graves, tais como a mielossupressão (uma redução acentuada nas contagens de células sanguíneas) e problemas gastrointestinais sérios. Estes avisos críticos encontram-se detalhados nos documentos regulamentares.


P: O S-1 tem efeitos conhecidos na fertilidade? R: A informação oficial indica que o S-1 e os seus componentes demonstraram potencial para toxicidade reprodutiva em estudos pré-clínicos (não humanos). Por este motivo, os documentos regulamentares contraindicam o uso de S-1 em mulheres grávidas ou que estejam a amamentar.


P: O S-1 torna a pessoa mais sensível ao sol? R: A informação oficial do produto lista reações cutâneas específicas, sendo a mais notável a Eritrodisestesia Palmo-Plantar (frequentemente designada como síndrome mão-pé). Embora os avisos específicos de sensibilidade ao sol possam não estar documentados de forma uniforme em todos os rótulos regulamentares, aconselha-se geralmente os doentes a praticarem uma monitorização cuidadosa da pele durante todo o curso do tratamento.


P: Qual é o objetivo dos "ingredientes inativos" listados para o S-1? R: Os documentos oficiais listam todos os ingredientes, incluindo os inativos, conhecidos como excipientes. Estas substâncias são incluídas para suportar as propriedades físicas do medicamento, tais como a formação da cápsula, a garantia da estabilidade e o auxílio no fabrico.


P: O S-1 pode ser tomado com medicamentos antiácidos? R: A informação oficial do produto refere que fatores como a acidez do estômago (pH) podem potencialmente afetar a forma como o S-1 é absorvido pelo organismo. Uma vez que se sabe que a absorção do S-1 é alterada pelos alimentos, a rotulagem oficial indica que os doentes podem necessitar de uma separação dos horários das tomas em relação a outros medicamentos que alterem a acidez gástrica.


P: O S-1 provoca queda de cabelo? R: Relatos de alguns estudos clínicos incluíram a alopécia (queda de cabelo) como uma reação adversa documentada ao S-1. No entanto, este efeito geralmente não consta entre as reações adversas mais frequentes ou graves descritas no resumo regulamentar principal.


P: O S-1 destina-se a ser um medicamento de curto ou longo prazo? R: O S-1 é utilizado num regime cíclico ao longo de um curso de terapia definido. A sua administração envolve um esquema repetido de períodos de tratamento e de descanso conforme planeado.


P: Que informações devem constar obrigatoriamente no folheto informativo do S-1? R: O folheto informativo (ou Informação da Embalagem) é legalmente exigido pelas agências regulamentares para conter detalhes abrangentes. Esta informação deve cobrir o uso aprovado do fármaco, efeitos secundários, interações conhecidas, contraindicações (quem não o deve utilizar), condições de conservação e instruções para o manuseamento correto.


P: Porque é que o S-1 é frequentemente administrado em ciclos? R: O S-1 é tipicamente administrado em ciclos repetidos, tais como 21 dias de tratamento seguidos de 7 dias de descanso. Este esquema estruturado destina-se a permitir que o corpo, e especificamente a medula óssea, tenha tempo para recuperar dos efeitos citotóxicos do fármaco e para gerir a potencial toxicidade entre os períodos de tratamento.


P: O S-1 está associado a efeitos secundários tardios que apareçam mais tarde? R: Os avisos oficiais referem que o risco de certas toxicidades, especialmente as que afetam as células sanguíneas, pode estar relacionado com a exposição à dose cumulativa atingida ao longo de múltiplos ciclos de tratamento. Isto indica que estes efeitos podem tornar-se mais significativos ou graves ao longo da duração total do tratamento.


P: O que deve ser feito se houver suspeita de uma interação com o S-1? R: A informação de prescrição aborda as reações graves. A informação oficial enfatiza que os doentes que experienciem toxicidade moderada ou grave são instruídos a contactar o seu médico imediatamente. Esta instrução abrange eventos adversos, o que incluiria quaisquer reações graves potencialmente causadas por uma interação medicamentosa.

Como S-1 deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de conservação e eliminação do S-1

O S-1 (Tegafur, Gimeracilo, Oteracilo potássico) deve ser manuseado e conservado de acordo com requisitos regulamentares específicos para manter a sua estabilidade e garantir a segurança.

Condições de Conservação

Detalhe Requisito
Temperatura Máxima Conservar a uma temperatura não superior a 30°C.
Proteção Manter na embalagem de origem para proteger as cápsulas da humidade.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação de produtos não utilizados

O S-1 deve ser eliminado como resíduo farmacêutico por se tratar de um fármaco citostático. As cápsulas não utilizadas ou com prazo de validade expirado devem ser eliminadas em conformidade com os requisitos locais e não devem ser deitadas nas águas residuais nem no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a S-1 encontrado em:

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