Rocimus

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Rocimus

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Rocimus

Que Tipo de Medicamento é o Rocimus?

O Rocimus é uma preparação farmacêutica especializada, sujeita a receita médica, que contém a substância ativa Tacrolimus. Esta substância é classificada como um imunossupressor tópico e, mais especificamente, como um inibidor da calcineurina. Esta classificação farmacológica insere o medicamento num grupo distinto, concebido para modular a resposta imunitária local do organismo. O componente ativo, o Tacrolimus, é estruturalmente uma lactona macrólida e um composto sintético derivado de uma fonte bacteriana. Estudos farmacológicos têm apoiado amplamente o papel único deste fármaco ao proporcionar uma modulação imunitária não esteroide e direcionada para condições crónicas da pele.


A Composição e Forma do Rocimus

O Rocimus é formulado exclusivamente como uma pomada, uma preparação semissólida destinada apenas à aplicação na superfície cutânea através da via de administração tópica. O medicamento é um produto de componente único, no qual o ingrediente ativo, o Tacrolimus, se encontra suspenso num excipiente de pomada inativo composto por ingredientes como vaselina e óleos minerais. O desenvolvimento e a aplicação como pomada tópica, habitualmente comercializada para utilização tanto em adultos como em doentes pediátricos, garantem que o efeito terapêutico do fármaco se concentre no local isolado da inflamação, reduzindo significativamente a quantidade de medicamento que entra na circulação sistémica.


Qual é o Objetivo Geral de uma Pomada Inibidora da Calcineurina?

O objetivo geral de uma pomada inibidora da calcineurina é alcançar a supressão imunitária local para ajudar a controlar a inflamação persistente de origem imunitária na pele. O medicamento atua inibindo seletivamente a ativação de células imunitárias específicas conhecidas como linfócitos T. Esta inibição direcionada bloqueia a cascata de sinais químicos que geram vermelhidão, irritação e inflamação. Este mecanismo traduz-se no benefício global de reduzir a atividade imunitária localizada, o que é clinicamente reconhecido para o controlo da inflamação crónica, sendo frequentemente utilizado em situações onde os doentes necessitam de gerir a irritação cutânea a longo prazo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Rocimus?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Rocimus (Tacrolimus tópico) caracteriza-se por reações adversas específicas e restrições de segurança de nível elevado documentadas na rotulagem regulamentar. As reações estão categorizadas pela sua frequência e pela classe de sistemas de órgãos envolvida.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos mais frequentes localizam-se geralmente no local de aplicação, com as seguintes classificações oficiais:

Classificação Exemplos de Reações
Muito Frequentes Sensação de queimadura e prurido (comichão) no local de aplicação.
Frequentes Eritema (vermelhidão), irritação, parestesia (formigueiro), erupção cutânea e infeções locais no local de aplicação.

Refira-se que estas reações comuns têm uma maior probabilidade de ocorrer no início do tratamento e, tipicamente, tendem a melhorar com a continuação da utilização. Outros efeitos documentados incluem a intolerância ao álcool (causando rubor facial) e linfadenopatia (gânglios linfáticos inchados).

Restrições de Segurança Regulamentares Graves

Os documentos regulamentares incluem avisos relativos a potenciais riscos de segurança a longo prazo. A rotulagem inclui informações sobre relatos raros de neoplasias malignas (tais como linfomas e neoplasias cutâneas malignas). Uma restrição de segurança importante é a diretiva para limitar ou evitar a exposição à luz solar natural e artificial (luz UV), incluindo solários e fototerapia, durante a utilização da pomada. Além disso, a utilização do produto não é recomendada em pele lesionada ou em doentes com determinados defeitos generalizados da barreira cutânea, devido ao potencial de absorção sistémica.

Notas sobre Populações e Duração

A concentração de 0,1% não está indicada para utilização em crianças com menos de 16 anos, e a concentração de 0,03% não está indicada para crianças com menos de 2 anos de idade. As orientações oficiais aconselham que a utilização contínua a longo prazo deve ser evitada.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A documentação oficial sobre o tacrolimus tópico aborda a sobredosagem principalmente em termos da necessidade de uma ação imediata, em vez de descrever grupos de sintomas específicos associados à pomada.

A aplicação excessiva ou a ingestão acidental de Rocimus acarreta o potencial de exposição sistémica da substância ativa através da absorção. Embora os sintomas únicos de sobredosagem por via tópica não estejam formalmente descritos na rotulagem, quaisquer potenciais efeitos sistémicos constituem a principal preocupação regulamentar.

Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

É determinado que se deve procurar assistência médica imediata após qualquer ingestão acidental ou a utilização de uma quantidade excessiva da pomada. As instruções de emergência incluem contactar imediatamente o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) ou ligar para o 112 ou para os serviços de emergência locais.

O perfil oficial de sobredosagem está estruturado em torno destas ações de emergência obrigatórias. A documentação não detalha explicitamente procedimentos específicos de gestão de suporte, tais como o uso de carvão ativado ou lavagem gástrica, nem confirma a existência de um antídoto específico para esta formulação tópica. Não existem classificações de gravidade explícitas nem riscos de sobredosagem documentados especificamente para populações pediátricas ou doentes com insuficiência renal nas informações de prescrição. As orientações centram-se inteiramente na necessidade urgente de intervenção médica profissional.

Usos terapêuticos de Rocimus

Para que é Utilizado o Rocimus: Principais Indicações e Benefícios

O Rocimus é considerado relevante para a gestão da inflamação crónica e dos sintomas persistentes associados à Dermatite Atópica (eczema) moderada a grave. O medicamento é habitualmente utilizado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis. A medicação é aplicada na abordagem de conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, incluindo vermelhidão cutânea significativa, edema (inchaço) localizado e prurido (comichão) intenso e perturbador. O fármaco é pertinente em situações de desconforto significativo e é utilizado para gerir sintomas que podem intensificar-se temporariamente.

O medicamento é considerado relevante como uma opção de poupança de corticosteroides, utilizada na gestão intermitente da doença recidivante. Esta abordagem é pertinente em contextos que envolvem uma maior carga sistémica e pode auxiliar na gestão de sintomas que interferem com o funcionamento diário, particularmente em áreas sensíveis da pele, como o rosto, o pescoço e as pregas cutâneas. A utilização nestes cenários ajuda a promover a estabilidade a longo prazo e oferece um alívio sintomático que auxilia os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.


Facto Rápido: Alívio do Desconforto Episódico

Este medicamento é vulgarmente utilizado em condições que apresentam episódios agudos e é aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto, ajudando a aliviar a carga global dos sintomas.

Critérios de utilização e restrições

Perfil de Elegibilidade Oficial

A utilização do Rocimus (Pomada de Tacrolimus Tópico) é estritamente definida por normas de elegibilidade regulamentares baseadas na idade, na concentração da formulação e em condições específicas do doente.

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade
Adultos e Adolescentes (16 anos ou mais) Permitido (Podem utilizar as concentrações de 0,03% ou 0,1%)
Crianças (dos 2 aos 15 anos) Restrito (Apenas está indicada a concentração de 0,03%)
Crianças com menos de 2 anos Não Recomendado (A segurança e eficácia não foram estabelecidas)

Contraindicações e Restrições

O Rocimus é contraindicado em doentes com um historial de hipersensibilidade ao tacrolimus ou a qualquer outro derivado de macrólidos.

A utilização não é recomendada em qualquer doente (adulto ou criança) que esteja imunocomprometido. Adicionalmente, o medicamento não deve ser utilizado em doentes com condições cutâneas específicas, como a Síndrome de Netherton ou eritrodermia generalizada, nem em quaisquer lesões cutâneas malignas conhecidas.

A utilização é condicional em doentes com infeções cutâneas ativas (que devem ser resolvidas primeiro) e em doentes predispostos a insuficiência renal ou hepática. Relativamente à gravidez, o uso é desaconselhado, a menos que o benefício justifique claramente o risco potencial, não sendo a utilização recomendada durante o período de amamentação.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As interações com outros produtos medicinais e substâncias encontram-se oficialmente documentadas e são classificadas com base no potencial da substância ativa, o Tacrolimus, entrar na corrente sanguínea (exposição sistémica). No caso da pomada tópica, a exposição sistémica é geralmente mínima, o que limita a relevância clínica da maioria das interações fármaco-fármaco sistémicas.

Restrições Processuais e Ambientais

Categoria Restrição
Vacinação Recomenda-se que a utilização de vacinas vivas atenuadas seja evitada durante o tratamento e por um período após o mesmo.
Exposição Solar/Luz UV Os doentes devem limitar ou evitar a exposição à radiação UV natural ou artificial (luz solar, fototerapia) durante o tratamento.

Interações com Fármacos e Substâncias

Categoria Resultado da Interação
Consumo de Álcool Pode resultar numa reação cutânea localizada, especificamente rubor ou vermelhidão nas áreas tratadas.
Emolientes Devem ser aplicados com um intervalo de, pelo menos, duas horas em relação à aplicação da pomada.

Precaução com Interações Metabólicas

Embora o risco seja baixo, a administração concomitante com inibidores potentes do CYP3A4 sistémicos (ex: cetoconazol, eritromicina) pode, teoricamente, aumentar os níveis sistémicos de Tacrolimus. Este potencial é considerado superior em doentes com doença generalizada ou com uma barreira cutânea comprometida, uma vez que estas condições podem levar a um aumento significativo da absorção sistémica.

Mecanismo de ação

Alvos Moleculares e Cascata de Mecanismos

A ação do Rocimus é impulsionada pela sua substância ativa, o Tacrolimus, que inicia uma cascata intracelular ao penetrar no linfócito T. No interior da célula, o Tacrolimus liga-se à proteína recetora FKBP-12, formando um complexo que, subsequentemente, inibe a enzima Calcineurina (Proteína Fosfatase 3).

A neutralização da atividade de fosfatase da Calcineurina bloqueia o passo molecular crítico necessário para a ativação das células T. Especificamente, o fármaco impede a desfosforilação e a subsequente translocação nuclear do fator de transcrição NF-AT. Uma vez que o NF-AT não consegue entrar no núcleo, fica impossibilitado de iniciar a transcrição genética necessária para sintetizar citocinas pró-inflamatórias fundamentais (por exemplo, a Interleucina-2).

Esta intervenção precoce na via de sinalização das células T resulta na supressão funcional dos sinais químicos que contribuem para a atividade imunitária. O bloqueio molecular resultante traduz-se diretamente numa modulação imunitária local dentro do tecido cutâneo, limitando a acumulação e a proliferação de células imunitárias inflamatórias no local de aplicação. Esta alteração fisiológica conduz a uma limitação da atividade inflamatória no tecido.

Informações sobre dosagem e administração

O Rocimus é administrado exclusivamente por via tópica, envolvendo a aplicação externa da pomada na área da pele afetada. O medicamento encontra-se disponível em duas concentrações distintas, 0,03% e 0,1%, que definem as opções posológicas oficiais.

Posologia e Frequência Registadas

As instruções oficiais estruturam a utilização entre o tratamento agudo e a prevenção de recidivas. Para a gestão de crises ativas, a pomada é aplicada numa camada fina nas áreas afetadas, duas vezes ao dia. O tratamento deve continuar apenas até que os sintomas desapareçam ou fiquem significativamente resolvidos. Se não for observada qualquer melhoria clínica após seis semanas de utilização inicial, o protocolo de tratamento deve ser revisto.

Como uma opção intermitente a longo prazo, o medicamento é também oficialmente utilizado num regime de manutenção para prevenir crises. Isto implica a aplicação da pomada duas vezes por semana em áreas da pele comummente afetadas pela condição. O padrão global de utilização é definido como um tratamento crónico de curto prazo e não contínuo, salientando que não se destina a uma aplicação diária contínua durante um período prolongado.

Regras Específicas por População

As regras de dosagem diferenciam-se pela idade. Para adultos e adolescentes (com idade igual ou superior a 16 anos), ambas as dosagens de 0,03% ou 0,1% estão aprovadas para utilização. No entanto, para doentes pediátricos entre os 2 e os 15 anos de idade, apenas está indicada a dosagem de 0,03%. Restrições específicas de aplicação incluem a obrigatoriedade de esfregar suave e completamente a camada fina na pele. Além disso, não são recomendados pensos oclusivos e as instruções oficiais exigem que se aguarde pelo menos duas horas antes de aplicar emolientes na mesma área.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Resumo de Estudos sobre o Rocimus

Evidência na Dermatite Atópica (Eczema) Moderada a Grave

A investigação sobre a pomada Rocimus centrou-se na sua aplicação em indivíduos com Dermatite Atópica moderada a grave (eczema), baseando-se principalmente num elevado número de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e Revisões Sistemáticas. Estes trabalhos de investigação analisaram de que forma sintomas como a intensidade da comichão (prurido) e o grau de vermelhidão (eritema) se alteraram ao longo de períodos definidos de curto prazo. Os estudos utilizaram medidas padronizadas para monitorizar a gravidade global da doença e avaliar resultados relacionados com estados inflamatórios ou irritativos.

Os relatórios clínicos documentaram medições de alteração na atividade global da doença, e a investigação descreve padrões de mudanças a curto prazo na aparência da pele, bem como resultados reportados pelos doentes relativos ao desconforto percebido. As conclusões iniciais dos ensaios acompanharam sintomas localizados comuns, tais como ardor ou comichão, relatando a sua frequência e duração durante o período monitorizado.

Investigação sobre Manutenção e Monitorização a Longo Prazo

Foram realizados estudos de acompanhamento abertos e alargados para monitorizar padrões de utilização e resultados a longo prazo, com alguns doentes a serem acompanhados por períodos de até quatro anos; existem ainda estudos prospetivos delineados para até dez anos de observação. Estes esforços exploraram a forma como os sintomas evoluíram nas populações observadas durante a fase de manutenção ou de gestão a longo prazo desta condição, que se caracteriza por manifestações flutuantes ou episódicas.

Aspetos de Incerteza Identificados pelos Investigadores

A investigação destaca o que é conhecido, mas também identifica áreas onde a certeza permanece baixa. Uma área específica de monitorização a longo prazo refere-se a uma possível associação com neoplasias malignas, o que motivou inicialmente um aviso especial. Estudos de coorte observacionais de larga escala têm, desde então, acompanhado milhares de crianças durante longos períodos, comparando os padrões observados com a incidência de cancro esperada na população geral; no entanto, esta área continua sujeita a revisão regulamentar contínua e a vigilância a longo prazo. Adicionalmente, a qualidade da evidência varia entre estudos para utilizações menos comuns, baseando-se frequentemente em desenhos de estudo não aleatorizados ou com amostras de pequena dimensão.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões comuns sobre o Rocimus (FAQ)


P: Qual é a principal diferença entre o Rocimus e outros medicamentos semelhantes para a minha condição?

O Rocimus (Tacrolimus) está oficialmente classificado como um inibidor tópico da calcineurina. A sua principal diferença em relação aos esteroides tópicos é o seu mecanismo de ação distinto: reduz a inflamação ao inibir a ativação de células imunitárias específicas (linfócitos T) sem conter corticosteroides.


P: O Rocimus é utilizado para tratar outras condições além das utilizações principais aprovadas?

De acordo com a rotulagem oficial do produto, o Rocimus apenas está aprovado para o tratamento a curto prazo e tratamento crónico intermitente da dermatite atópica moderada a grave (eczema). Os documentos oficiais não listam outras utilizações aprovadas.


P: Com que rapidez devo esperar ver alterações após iniciar o Rocimus?

A melhoria é tipicamente descrita em estudos clínicos como sendo observável no espaço de uma a duas semanas após o início do tratamento. As instruções oficiais estabelecem que o diagnóstico ou o protocolo de tratamento deve ser revisto se não for observada melhoria clínica após seis semanas de utilização inicial.


P: O que acontece se eu parar de utilizar o Rocimus subitamente? Isso causará algum problema?

O esquema de tratamento é definido como intermitente e destina-se a ser interrompido quando os sintomas desaparecerem ou estiverem significativamente resolvidos. As instruções oficiais enfatizam que a utilização contínua a longo prazo por períodos prolongados deve ser evitada como parte do plano de tratamento global.


P: O Rocimus causa efeitos secundários a longo prazo que sejam motivo de preocupação?

Os documentos oficiais indicam que a segurança a longo prazo não foi totalmente estabelecida. Foram relatados casos raros de neoplasias malignas (como linfoma e cancro de pele), o que levou as autoridades a aconselhar contra a utilização contínua a longo prazo através de um aviso especial.


P: O uso de Rocimus pode causar aumento de peso?

O aumento de peso não está listado entre os efeitos secundários comunicados com maior frequência, que são geralmente localizados na pele. No entanto, alguns relatórios registaram ocorrências raras de aumento de peso rápido, embora a frequência deste efeito sistémico específico não seja conhecida.


P: É comum sentir cansaço ou fadiga ao utilizar o Rocimus?

A fadiga ou o cansaço não estão incluídos na lista de efeitos secundários localizados muito comuns ou comuns. Mal-estar geral ou cansaço invulgar estão listados entre os efeitos sistémicos menos comuns de incidência desconhecida.


P: Devo ter cuidado com algum tipo de alimento ou bebida enquanto utilizo o Rocimus?

O consumo de álcool pode causar uma reação localizada, especificamente rubor ou vermelhidão nas áreas tratadas. Embora o risco seja baixo para a pomada tópica, substâncias que inibem fortemente a enzima CYP3A4, como a toranja, acarretam uma advertência teórica relativa ao aumento da exposição sistémica.


P: Existem interações conhecidas entre o Rocimus e produtos à base de plantas, como o Hipericão?

Os documentos oficiais incluem a instrução de informar o profissional de saúde sobre todos os medicamentos e produtos à base de plantas. A advertência baseia-se no risco teórico de interação sistémica associado a inibidores ou indutores potentes da enzima CYP3A4.


P: O Rocimus é seguro se eu tiver problemas de fígado?

Os documentos oficiais aconselham precaução quando o produto é utilizado em doentes com predisposição para insuficiência hepática. Estas condições são consideradas preocupações relacionadas com a doença e os doentes podem necessitar de monitorização quanto a potenciais efeitos sistémicos.


P: Pessoas com problemas de rins podem utilizar o Rocimus?

Os documentos oficiais aconselham precaução quando o produto é utilizado em doentes com predisposição para insuficiência renal. Estas condições são consideradas preocupações relacionadas com a doença e os doentes podem necessitar de monitorização quanto a potenciais efeitos sistémicos.


P: Qual é a categoria de risco do Rocimus para grávidas de acordo com os documentos oficiais?

A TGA australiana classifica o fármaco como Categoria de Gravidez C. Embora a FDA dos EUA não tenha atribuído uma categoria por letra, as orientações indicam que a utilização durante a gravidez é desaconselhada, a menos que o benefício potencial justifique o risco potencial para o feto.


P: Uma pessoa com mais de 65 anos pode utilizar o Rocimus em segurança?

O medicamento está aprovado para utilização em adultos e adolescentes com 16 ou mais anos de idade. A informação de prescrição não lista restrições específicas relacionadas com a idade nem exige ajustes posológicos adaptados apenas para pessoas com mais de 65 anos.


P: O Rocimus é considerado um medicamento de alto risco pelas entidades regulamentares?

Documentos oficiais incluem um Aviso de Advertência (frequentemente designado como Black Box Warning) relativo ao risco teórico de neoplasias malignas. Este aviso comunica a posição de limitar ou evitar a utilização contínua e a longo prazo do produto.


P: O Rocimus pode afetar o meu humor ou causar alterações na saúde mental?

A maioria dos efeitos secundários comunicados são reações cutâneas localizadas. No entanto, alguns efeitos sistémicos, como depressão e confusão, foram observados em relatórios raros, embora a incidência exata destas alterações não seja conhecida.


P: É possível que o Rocimus cause perda de cabelo?

Sim, a perda de cabelo (conhecida clinicamente como alopécia) está descrita nos dados clínicos. É listada como uma reação adversa pouco frequente, ocorrendo entre 0,1% a 1% dos doentes nos estudos.


P: Porque é que os médicos prescrevem Rocimus a algumas pessoas e a outras não?

O Rocimus é indicado como uma terapia de segunda linha para a dermatite atópica moderada a grave. É tipicamente prescrito a doentes que não responderam adequadamente ou que não toleram outros tratamentos. A prescrição é limitada por regras de idade e contraindicações específicas.


P: A utilização de Rocimus requer monitorização ou check-ups regulares?

A informação oficial contém instruções para que o progresso do doente seja verificado por um profissional de saúde em consultas regulares. Esta monitorização visa assegurar a eficácia do tratamento e verificar quaisquer efeitos indesejados.


P: O Rocimus causa problemas de visão ou nos olhos?

Embora as reações mais frequentes sejam cutâneas, a irritação ocular, prurido nos olhos ou vermelhidão ocular constam entre os efeitos secundários menos comuns encontrados nos dados de segurança clínica.


P: Quais são os motivos mais comuns para a interrupção do tratamento com Rocimus?

Os efeitos secundários mais frequentes são reações localizadas no local de aplicação, especificamente sensação de ardor e comichão. Como estas reações são mais prováveis no início do tratamento, constituem frequentemente um fator que influencia a decisão inicial de interromper a terapia.


P: O que deve ser feito se houver suspeita de uma reação adversa?

Se houver suspeita de uma reação adversa, os documentos oficiais instruem o contacto imediato com o profissional de saúde. Existe também a opção de enviar um relatório para o programa oficial de notificação de eventos adversos.


P: Existem diferentes versões ou genéricos do Rocimus disponíveis?

Rocimus é o nome comercial da pomada tópica de tacrolimus. Embora existam versões genéricas da forma oral, os documentos oficiais focam-se na segurança e eficácia do produto tópico de marca aprovado.


P: Quanto tempo permanece o Rocimus no organismo após a última dose?

A absorção sistémica do tacrolimus é mínima após a utilização tópica. Para a pequena quantidade que entra na corrente sanguínea, as concentrações são habitualmente muito baixas, variando entre níveis indetetáveis e 20 ng/mL nos estudos clínicos.


P: A eficácia do Rocimus depende da idade do doente?

A evidência indica que a concentração de 0,03% foi examinada quanto à eficácia e segurança em crianças entre os 2 e os 15 anos. Isto sugere que o padrão de eficácia observado é semelhante entre as populações pediátricas estudadas.


P: Os efeitos do Rocimus diminuem se eu o utilizar durante muito tempo?

Estudos de seguimento que acompanharam doentes durante até quatro anos de utilização intermitente não reportaram uma diminuição da eficácia ou perda do efeito terapêutico, fenómeno designado como taquifilaxia.

Como Rocimus deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação

Os requisitos de conservação e eliminação do Rocimus (tacrolimus) são estabelecidos por agências governamentais para garantir a estabilidade do produto e a segurança pública.

Componente de Conservação Requisito
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada, tipicamente não excedendo os 25°C.
Proteção Manter na embalagem original para proteger tanto da luz como da humidade.
Manuseamento Engolir as cápsulas inteiras; não esmagar, dividir ou mastigar. Utilizar imediatamente após a remoção do blister.
Segurança Infantil Guardar em local fechado e fora do alcance das crianças para evitar o acesso acidental.
Eliminação Utilizar um programa formal de recolha de medicamentos ou misturar o medicamento (removido da embalagem original) com uma substância indesejável, como terra ou borras de café usadas, antes de o selar num recipiente e o deitar no lixo doméstico. A substância não deve ser libertada no meio ambiente.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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