Respira

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Respira

O que é o Respira?

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Ambroxol, Guaifenesina, Salbutamol
Forma Farmacêutica Xarope (Solução Oral) e Comprimido
Classe Farmacológica Mucolítico-Expetorante-Broncodilatador
Uso Comum Alívio sintomático da tosse produtiva
Origem Compostos Sintéticos

Respira: Uma Combinação de Dose Fixa para o Apoio das Vias Respiratórias

O Respira é um medicamento oral de combinação de dose fixa, classificado como uma associação mucolítica, expetorante e broncodilatadora. Esta classificação farmacológica abrangente, amplamente reconhecida nas diretrizes clínicas, estabelece o papel fundamental deste fármaco na gestão simultânea dos múltiplos sintomas associados à congestão das vias respiratórias. Ao contrário de produtos com um único agente, que tratam apenas uma função, o Respira oferece um perfil terapêutico multifacetado numa única fórmula sintética. Os seus componentes ativos são reconhecidos como substâncias quimicamente sintetizadas ou derivadas, o que assegura uma qualidade e pureza constantes.


A Composição Ativa: Ambroxol, Guaifenesina e Salbutamol

O medicamento contém três substâncias ativas distintas — Ambroxol, Guaifenesina e Salbutamol — cada uma visando uma via específica para o alívio respiratório. O Ambroxol atua como um agente mucolítico potente para diminuir a viscosidade do muco espesso. A Guaifenesina reforça a ação expetorante, sendo apoiada por estudos farmacológicos que demonstram um aumento na secreção de fluidos para facilitar a depuração do muco. O Salbutamol, classificado como um agonista seletivo dos recetores adrenérgicos beta2, é incluído para promover a broncodilatação. O Respira está formulado para administração oral, encontrando-se disponível principalmente como xarope (solução oral) ou em forma de comprimido, proporcionando opções de dosagem adaptáveis.


Objetivo Geral: Alívio Sintomático das Vias Respiratórias Congestionadas

O objetivo primordial do Respira é proporcionar um alívio sintomático coordenado para o desconforto causado por uma tosse produtiva intensa e pela congestão torácica associada. Ao combinar ações de abertura das vias respiratórias e de fluidificação do muco, o medicamento alcança dois resultados críticos: promove uma dilatação eficaz das passagens aéreas e, simultaneamente, permite ao utilizador expelir as secreções espessas e obstrutivas com maior facilidade. Este efeito sincronizado torna o esforço da tosse mais produtivo e menos desgastante, ajudando a aliviar a sensação de obstrução respiratória.

Quais efeitos secundários são possíveis com Respira?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O Respira, um medicamento inalado de associação que contém um agonista beta-2 adrenérgico de longa duração (LABA) e um corticosteroide inalado (ICS), acarreta considerações de segurança associadas a ambas as classes farmacológicas. A informação seguinte resume as reações adversas documentadas e as restrições de segurança com base em dados regulamentares.

Riscos Graves e Clinicamente Significativos

  • Morte Relacionada com a Asma: O componente LABA, quando utilizado isoladamente para a asma, está associado a um aumento do risco de morte relacionada com a asma. Este risco é abordado principalmente através da utilização do LABA numa combinação de dose fixa com um ICS, como se verifica no Respira.
  • Broncoespasmo Paradoxal: Pode ocorrer um agravamento imediato da respiração (pieira ou dificuldade respiratória) após a inalação do medicamento; trata-se de um evento com risco de vida que exige a interrupção imediata da toma e uma terapêutica alternativa.
  • Efeitos Sistémicos: Potencial para efeitos sistémicos dos corticosteroides, incluindo Hipercorticismo (características da síndrome de Cushing) e Supressão Adrenal. É necessária precaução especial em doentes que transitem de corticosteroides orais.
  • Agravamento de Infeções: O componente ICS pode reduzir a imunidade, agravando potencialmente infeções existentes, tais como tuberculose, infeções fúngicas, bacterianas, virais ou parasitárias, e herpes simplex ocular. Foi observado um aumento do risco de Pneumonia em doentes com DPOC.
  • Efeitos Cardiovasculares: O componente LABA pode causar efeitos cardiovasculares clinicamente significativos, incluindo palpitações, aumento da frequência cardíaca e subida da pressão arterial. Deve ser utilizado com precaução em doentes com distúrbios cardiovasculares.

Reações Adversas Comuns

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência em ensaios clínicos incluem geralmente:

  • Candidíase orofaríngea (conhecida como sapinhos) na boca e garganta (um efeito local do ICS).
  • Cefaleias e tremor (efeitos do LABA).
  • Tosse e rouquidão (disfonia).

Notas de Monitorização e Populações Específicas

  • Doentes Pediátricos: Devido ao componente ICS, é aconselhada a monitorização de uma potencial redução na velocidade de crescimento e da diminuição da densidade mineral óssea (DMO).
  • Efeitos Oculares: Recomendam-se exames oftalmológicos regulares para doentes com historial ou fatores de risco para glaucoma ou cataratas, uma vez que estas condições foram relatadas.
  • Restrição: O Respira não está indicado para o tratamento primário de episódios agudos de broncoespasmo ou para o agravamento rápido da asma/DPOC. Não deve ser utilizado simultaneamente com outros medicamentos que contenham LABA.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Medidas de Emergência

Uma sobredosagem de Respira está associada primordialmente à atividade excessiva do componente beta-2 adrenérgico (Salbutamol), conduzindo a sinais clínicos reconhecidos. As manifestações documentadas na rotulagem regulamentar oficial incluem taquicardia (frequência cardíaca rápida), palpitações, tremores finos, nervosismo e cefaleias. Estão também listados sinais gastrointestinais como náuseas e vómitos.

A sobredosagem é classificada como potencialmente grave ou fatal devido aos desfechos severos documentados. Estes incluem arritmia cardíaca, que pode progredir para paragem cardíaca, convulsões e distúrbios metabólicos críticos, tais como hipocalemia grave (baixos níveis de potássio sérico) e acidose lática. Devido a estes riscos, é necessária assistência médica imediata perante o aparecimento de quaisquer sintomas graves.

Não é conhecido um antídoto específico para esta combinação, e a gestão oficial limita-se ao tratamento sintomático e de suporte sob supervisão médica. É necessária monitorização hospitalar, que inclui a observação contínua por eletrocardiograma (ECG) e verificações repetidas dos níveis de potássio sérico para gerir o risco metabólico. Refira-se que a população pediátrica e os idosos apresentam uma maior suscetibilidade a efeitos cardiovasculares e metabólicos graves.

Usos terapêuticos de Respira

Indicações e Benefícios do Respira: Principais Usos

O Respira, que combina um corticosteroide inalado e um agonista beta de longa duração (LABA), é utilizado como um tratamento de manutenção contínuo e de longa duração para condições respiratórias crónicas.

Este medicamento de associação é utilizado principalmente para tratar sintomas associados à asma e à Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que inclui a bronquite crónica e o enfisema. Ajuda a gerir e a reduzir a frequência de sintomas como a dificuldade em respirar, a pieira, a falta de ar, a tosse e a sensação de aperto no peito.

O benefício para o doente reside na abordagem combinada das substâncias ativas, que tratam os desafios subjacentes a estas condições. O Respira não se destina ao alívio rápido de sintomas súbitos e graves. O seu papel foca-se no tratamento de manutenção contínuo.

Facto Rápido: Indicado para Condições Crónicas das Vias Respiratórias

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar o Respira — Informação Regulamentar Oficial

Os documentos regulamentares oficiais definem a elegibilidade para o Respira (Ambroxol, Guaifenesina, Salbutamol) através de um sistema de proibições absolutas e requisitos de utilização condicional, garantindo que o seu uso se limite às populações documentadas.


Âmbito de Elegibilidade

Categoria Estatuto Regulamentar
Populações para as quais o uso é permitido Adultos e crianças com idade superior a 2 anos.
Populações para as quais o uso não é recomendado Crianças com menos de 2 anos; utilização durante a gravidez (especialmente no primeiro trimestre) e na lactação.
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente; doença cardiovascular pré-existente; hipertiroidismo; porfíria aguda.

Regras de Elegibilidade por Idade e Condição Específica

O medicamento não é recomendado para utilização em crianças com idade inferior a 2 anos. Relativamente à gravidez e amamentação, a utilização é, de forma geral, contraindicada ou não recomendada durante a gestação e o período de amamentação. Adicionalmente, é obrigatória precaução em doentes com diabetes mellitus, hipertensão (pressão arterial elevada), doenças cardíacas graves, úlceras pépticas ou insuficiência renal ou hepática grave.


Ligação ao perfil global de elegibilidade

Os documentos regulamentares oficiais definem estritamente quem pode e quem não pode utilizar o medicamento, listando contraindicações absolutas baseadas em hipersensibilidade, condições cardiovasculares específicas e hipertiroidismo. O perfil estabelece ainda um limiar de idade mínima claro e impõe restrições formais ou requisitos de cautela quanto ao uso durante a gravidez, a amamentação e em doentes com determinadas alterações metabólicas ou da função de órgãos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Respira deriva das propriedades dos seus três componentes ativos, focando-se nas restrições de administração e nos efeitos farmacodinâmicos documentados em fontes regulamentares oficiais.


Combinações Contraindicadas e de Elevado Risco

O rótulo do medicamento desaconselha formalmente a combinação do Respira com bloqueadores dos recetores beta não seletivos, devido ao risco de indução de broncoconstrição grave. O componente mucolítico, Ambroxol, não deve ser coadministrado com antitússicos (supressores da tosse), uma vez que esta combinação pode inibir o reflexo da tosse, levando potencialmente à acumulação indesejada de expetoração.


Efeitos Farmacodinâmicos e Regras de Intervalo

A coadministração com agentes como os derivados da xantina, glicocorticoides/esteroides e diuréticos não poupadores de potássio pode potenciar o risco de desenvolvimento de hipocaliemia (níveis anormalmente baixos de potássio no sangue). É necessária precaução extrema na administração concomitante de Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) ou Antidepressivos Tricíclicos (ADT) devido ao potencial de reforço dos efeitos vasculares; a restrição regulamentar inclui um período de separação obrigatório de duas semanas após a interrupção destes fármacos.


Restrições de Exposição e de Meios de Diagnóstico

Está oficialmente documentado que o componente Ambroxol provoca um aumento na concentração de antibióticos coadministrados (tais como a Amoxicilina ou Eritromicina) nos tecidos pulmonares. A coadministração de Salbutamol pode também causar uma diminuição na concentração sérica de digoxina. Além disso, o metabolito do componente Guaifenesina pode causar interferência na cor em determinações laboratoriais urinárias de VMA e 5-HIAA, caso a amostra seja recolhida nas 24 horas seguintes a uma dose. A recomendação de evitar o consumo de álcool é também mencionada, pois este pode agravar os efeitos sobre o sistema nervoso central.

Mecanismo de ação

Como funciona o Respira

A ação desta combinação de dose fixa deriva de três mecanismos farmacodinâmicos distintos e coordenados, que influenciam simultaneamente o tónus do músculo liso brônquico e as propriedades reológicas das secreções respiratórias.


Relaxamento Brônquico Mediado pelos Recetores beta-2 Adrenérgicos

Este domínio descreve a forma como a substância ativa Salbutamol atua como um agonista nos recetores beta-2 adrenérgicos localizados nos pulmões. Esta interação ativa a via do AMPc, levando ao relaxamento do músculo liso brônquico. O efeito fisiológico resultante é o alargamento das passagens aéreas, o que reduz mecanicamente a resistência ao fluxo de ar.


Modulação Dupla das Propriedades do Muco e da Secreção de Fluidos

Este mecanismo envolve duas ações complementares: a mucólise e a expetoração. O Ambroxol estimula a libertação de surfactante pulmonar, o que reduz a adesão e a viscosidade do muco. Simultaneamente, a Guaifenesina desencadeia um reflexo vagal para aumentar a hidratação e o volume do fluido do trato respiratório. Estas ações modificam coletivamente a reologia das secreções espessas e aderentes, resultando num meio menos viscoso e mais fluido.


Coordenação Mecanística para a Depuração

Ao combinar o alargamento das vias respiratórias com a fluidificação e hidratação das secreções, a associação influencia as condições necessárias para que o sistema respiratório mobilize e elimine o seu conteúdo. Esta abordagem influencia simultaneamente o tamanho do lúmen e a composição das secreções, impactando o mecanismo de depuração fisiológica.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Respira: Diretrizes Oficiais de Administração

Estas diretrizes resumem as instruções fundamentais para a utilização do Respira, conforme delineado nos documentos regulamentares oficiais de saúde.

Âmbito da Administração

Característica Instrução Oficial do Rótulo
Via de Administração Inalação por via oral utilizando o dispositivo inalador prescrito (Inalador Pressurizado de Dose Medida ou de Pó Seco).
Esquema Posológico Padrão A terapia de manutenção requer geralmente duas inalações (pulverizações), duas vezes ao dia (manhã e noite), com um intervalo de aproximadamente 12 horas entre elas.
Dose em Caso de Necessidade O uso de resgate limita-se a 1 ou 2 inalações conforme necessário, não devendo exceder um número máximo específico de doses num período de 24 horas.
Momento da Administração A administração é independente das refeições, podendo ocorrer com ou sem a ingestão de alimentos.
Regras por Faixa Etária Estão definidas dosagens e contagens de inalações específicas para Doentes Pediátricos (por exemplo, dos 4 aos 11 anos de idade) que diferem das doses aplicadas a adolescentes e adultos.

Requisitos de Procedimento

A adesão à técnica correta é obrigatória para assegurar a entrega eficaz do fármaco:

  1. Preparação do Dispositivo: O inalador deve ser preparado (por exemplo, libertando quatro pulverizações de teste para o ar) antes da primeira utilização e caso não tenha sido utilizado durante um período específico (por exemplo, 7 dias).
  2. Técnica de Inalação: Agitar o inalador imediatamente antes de cada utilização, expirar o ar dos pulmões o máximo possível e, em seguida, inalar lenta e profundamente enquanto pressiona o dispositivo para libertar a dose.
  3. Cuidados Pós-Inalação: Os doentes devem bochechar com água e cuspir o líquido imediatamente após cada dose para minimizar efeitos locais, conforme instruído na rotulagem oficial do medicamento.
  4. Regra de Dose Esquecida: Se uma dose de manutenção for esquecida, esta deve ser tomada assim que o doente se lembrar, a menos que a dose seguinte esteja próxima; não deve tomar duas doses em simultâneo para compensar a dose esquecida.

Esta estrutura assegura que o medicamento seja utilizado em conformidade com as regras de dosagem, tempo e procedimento estabelecidas pelas autoridades reguladoras.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Respira

Esta secção apresenta uma perspetiva geral da investigação clínica realizada com o Respira, uma associação de dose fixa de um corticosteroide inalado (ICS) e um agonista beta-2 de longa duração (LABA). Este resumo foca-se exclusivamente nos tipos de estudos disponíveis, nos grupos de doentes específicos e nas alterações medidas pelos investigadores, bem como nas áreas onde a evidência permanece limitada ou incerta. Não constitui aconselhamento clínico, instruções de utilização ou informações sobre efeitos secundários.


Evidência no Tratamento de Manutenção da Asma

A investigação sobre esta associação no contexto da manutenção a longo prazo da asma persistente baseia-se, sobretudo, em Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (EAC) e em revisões sistemáticas abrangentes que agregam resultados de múltiplos estudos. Estes ensaios foram geralmente utilizados para explorar a evolução dos sintomas ao longo do tempo em adultos e adolescentes com asma moderada a grave.

A investigação analisou resultados relacionados com o estado sistémico ou funcional, documentando alterações em medidas objetivas da função pulmonar, como o Volume Expiratório Máximo no primeiro segundo (VEMS). Os investigadores analisaram também resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, especificamente através da monitorização da taxa documentada de exacerbações graves da doença (crises). Adicionalmente, a investigação explorou a experiência relatada pelos doentes, utilizando indicadores específicos para documentar o desconforto percebido e a qualidade de vida.

Evidência na Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)

A investigação relativa à Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), incluindo a bronquite crónica e o enfisema, deriva de EAC e de estudos observacionais de maior duração. Estes estudos analisaram a associação em condições caracterizadas por limitações funcionais, focando-se em quadros clínicos definidos por ciclos de estabilidade e agudizações.

Os estudos monitorizaram o estado fisiológico documentando a função pulmonar (VEMS) e analisaram resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade. A investigação explorou a frequência de episódios em que os sintomas se tornam mais evidentes (exacerbações). Os dados destacam as alterações medidas durante o período do estudo relacionadas com estes resultados, embora não determinem se um indivíduo responderá de forma idêntica.


Dados de Estudos a Longo Prazo e Períodos de Seguimento

A associação foi estudada para utilização em vários intervalos de tempo, com durações de seguimento que variaram entre avaliações de curto prazo das alterações iniciais e observações de longo prazo com duração até três anos. Estes estudos mais longos foram utilizados em contextos observacionais para avaliar o funcionamento na vida quotidiana ao longo de intervalos definidos. Os resultados ajudam a contextualizar a experiência relatada pelos doentes ao longo do tempo, mas existe informação limitada quanto a alterações medidas a longo prazo para além destes períodos típicos de estudo. A investigação sobre os padrões de utilização desta associação ao longo de muitos anos e a sua ligação à capacidade funcional a longo prazo permanece escassa.

Evidência em Populações Específicas

A investigação analisou a associação numa variedade de populações. Isto inclui estudos que exploram a associação tanto em adultos como em adolescentes com as respetivas condições, tendo a associação sido avaliada na população pediátrica no contexto da asma. Os estudos também monitorizaram indivíduos com diferentes níveis de gravidade da doença. No entanto, a investigação existente oferece apenas perspetivas limitadas sobre grupos que foram habitualmente excluídos dos principais ensaios clínicos. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e os dados para determinados grupos permanecem insuficientes.

Áreas de Incerteza e Lacunas na Investigação

Embora a evidência contribua para o panorama científico mais vasto, são reconhecidas várias limitações na investigação. Carece de evidência comparativa para esta associação de dose fixa específica face a todos os outros tratamentos similares disponíveis através de ensaios de comparação direta. Além disso, as alterações observadas a longo prazo não estão totalmente estabelecidas para além das durações típicas de seguimento, e a certeza permanece baixa quanto à generalização dos resultados a doentes com condições de saúde complexas ou múltiplas patologias coexistentes. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, e a qualidade da evidência varia entre os estudos, sublinhando a necessidade de investigação contínua.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Respira (FAQ)

P: Com que rapidez deverei sentir os efeitos do Respira?

A informação oficial do produto indica que o componente Salbutamol proporciona um efeito de broncodilatação rápido, ou seja, o alargamento das vias aéreas. Este efeito inicia-se, habitualmente, cerca de cinco minutos após a toma. O efeito máximo do medicamento é geralmente observado aproximadamente duas horas após a administração.

P: O Respira pode ser tomado com medicamentos para a constipação e gripe?

Os documentos regulamentares advertem contra a toma conjunta com outros medicamentos que atuem como antitússicos (supressores da tosse). Isto deve-se ao facto de a combinação poder inibir o reflexo da tosse, o que pode levar à acumulação indesejada de muco nas vias respiratórias.

P: O Respira afetará a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A informação oficial lista efeitos secundários como tonturas, sonolência ou tremores. Os doentes que sintam estes efeitos devem ter cautela. Os avisos oficiais referem que se deve evitar conduzir ou utilizar máquinas complexas até que os efeitos do medicamento sejam conhecidos.

P: O que devo fazer se me esquecer acidentalmente de uma dose de Respira?

Em caso de esquecimento, as orientações regulamentares sugerem que a dose seja tomada assim que se recorde. Contudo, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada e deve retomar-se o esquema habitual. A orientação é clara: não deve ser tomada uma dose dupla para compensar a dose esquecida.

P: O Respira pode ser guardado numa caixa de comprimidos ou necessita de condições especiais?

Os documentos regulamentares especificam que o medicamento deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada e protegido da luz e da humidade. Ao utilizar uma caixa de comprimidos, é necessário manter rigorosamente estas condições de conservação, sob pena de comprometer a estabilidade do fármaco.

P: O Respira é seguro para pessoas com problemas renais ou hepáticos?

Os avisos oficiais indicam que o medicamento deve ser utilizado com precaução em indivíduos com doenças hepáticas ou renais pré-existentes. Estas condições podem afetar a forma como o medicamento é processado e eliminado pelo organismo, exigindo supervisão e avaliação médica profissional.

P: O Respira está disponível sem receita médica ou é sujeito a receita?

O Respira é um produto de associação de dose fixa destinado ao alívio de certos sintomas respiratórios. Na maioria das regiões, as diretrizes regulamentares determinam que produtos desta natureza só devem ser utilizados se forem prescritos por um profissional de saúde.

P: Quanto tempo dura, geralmente, o efeito de uma dose de Respira?

O componente broncodilatador do Respira, o Salbutamol, é classificado como sendo de curta duração. O efeito dura tipicamente entre quatro a seis horas após uma dose única.

P: É normal sentir algumas tonturas após iniciar o Respira?

A informação regulamentar oficial lista as tonturas como um efeito secundário comum. Estes sintomas são geralmente descritos como ligeiros e podem diminuir à medida que o organismo se adapta ao tratamento.

P: O Respira afeta o padrão de sono?

O componente Salbutamol tem sido associado a efeitos no sistema nervoso central, tais como nervosismo e insónia. Deve consultar-se um profissional de saúde se estes sintomas persistirem.

P: O Respira pode afetar o humor ou causar ansiedade?

A informação oficial do produto refere que o medicamento pode causar sintomas como nervosismo, agitação ou tremores. Estes efeitos estão relacionados com o componente broncodilatador ativo. Se os sintomas forem graves ou preocupantes, recomenda-se a consulta com um profissional de saúde.

P: O que devo fazer se os meus sintomas piorarem após iniciar o Respira?

Os avisos de segurança oficiais indicam que um agravamento dos sintomas ou a falta de resposta adequada ao tratamento podem sinalizar uma alteração grave da condição clínica. Nestas situações, a informação oficial indica que é necessário procurar aconselhamento médico urgente e a revisão do plano terapêutico por um profissional de saúde.

P: É verdade que o Respira pode causar secura de boca?

A secura de boca foi reportada como um sintoma possível associado ao componente Salbutamol. Este sintoma deve ser discutido com um profissional de saúde.

P: O Respira contém lactose ou glúten?

Os documentos regulamentares oficiais contêm a lista completa de todos os ingredientes inativos (excipientes). A presença ou ausência de compostos específicos como lactose ou glúten só pode ser confirmada através da consulta dessa lista.

P: São necessários exames laboratoriais ou monitorização durante o uso de Respira?

O componente Salbutamol pode causar uma diminuição dos níveis de potássio no sangue, conhecida como hipocalemia. Por este motivo, a monitorização dos níveis de potássio sérico pode estar indicada em determinados doentes.

P: Quanto tempo demora o Respira a ser totalmente eliminado do organismo?

O tempo de eliminação varia, pois cada substância ativa tem uma semivida diferente. Por exemplo, o componente Guaifenesina é eliminado rapidamente (semivida de cerca de 1 hora), enquanto o Ambroxol demora significativamente mais (semivida terminal de cerca de 10 horas).

P: O Respira tem potencial de uso indevido ou dependência?

As orientações regulamentares, particularmente sobre o Salbutamol, destacam o potencial de uso indevido ou dependência em alguns indivíduos. A mitigação deste risco requer uma adesão estrita ao esquema de administração prescrito.

Como Respira deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Respira

Os requisitos oficiais de conservação para o Respira (Propionato de Fluticasona/Xinafoato de Salmeterol em pó para inalação) determinam que o medicamento deve ser mantido a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C. A proteção contra a humidade é fundamental; o dispositivo deve ser guardado num local seco, afastado de divisões propensas a humidade e calor, como as casas de banho.

Regras de Acondicionamento e Estabilidade

O dispositivo deve permanecer selado na sua embalagem original de alumínio até ao momento da primeira utilização. Uma vez aberta a embalagem, o produto tem um período de estabilidade definido para a utilização e deve ser eliminado após este tempo, independentemente de ainda restarem doses. O medicamento nunca deve ser utilizado após o prazo de validade indicado no rótulo.

Eliminação e Segurança

O Respira deve ser conservado fora da vista e do alcance das crianças em todos os momentos. A eliminação de qualquer produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser feita de acordo com os procedimentos regulamentares e ambientais locais para resíduos; o dispositivo não deve ser deitado no lixo doméstico comum nem na canalização.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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