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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Repen

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Benzilpenicilina e Di-hidroestreptomicina
Forma Farmacêutica Solução injetável (Suspensão aquosa)
Classe Farmacológica Agente Antibacteriano (Combinação de beta-lactâmico e Aminoglicosídeo)
Público-Alvo Veterinária (ex: Bovinos, Suínos, Ovinos)
Origem Combinação Derivada/Semissintética

O que é o Repen e qual é o seu objetivo principal?

O Repen é uma solução antimicrobiana combinada específica, pronta a utilizar e classificada estritamente para uso veterinário, destinada a fornecer uma defesa eficaz contra infeções sistémicas em animais. O produto atua como uma solução antibiótica, sendo tipicamente formulado como uma suspensão aquosa para injeção intramuscular profunda nas espécies animais a que se destina. O seu papel fundamental é gerir e resolver a proliferação bacteriana em gado, como bovinos e suínos, nos casos em que é necessária uma ação antimicrobiana rápida e de largo espetro. Esta combinação específica é clinicamente reconhecida pela sua eficácia no tratamento de infeções, sendo comercializada a par de produtos combinados semelhantes, o que reforça o seu uso padronizado no domínio veterinário.

Que tipo de antibiótico é o Repen e quais são os seus componentes ativos?

O Repen é definido como um produto combinado que funde duas substâncias ativas quimicamente distintas: a Benzilpenicilina e a Di-hidroestreptomicina. Esta formulação pertence à categoria alargada dos anti-infeciosos, combinando especificamente um antibiótico beta-lactâmico (a Benzilpenicilina, um derivado natural da penicilina) com um antibiótico aminoglicosídeo (a Di-hidroestreptomicina). Estudos farmacológicos confirmam que esta abordagem de agente duplo é utilizada para alcançar um efeito de largo espetro contra agentes patogénicos. Esta combinação representa uma abordagem diferenciada na medicina veterinária, onde a junção de agentes permite abranger uma variedade mais ampla de microrganismos suscetíveis do que um tratamento de penicilina com um único agente.

Como funciona a combinação de Benzilpenicilina e Di-hidroestreptomicina?

O princípio fundamental do funcionamento do Repen é bactericida, alcançado através da ação aditiva dos seus dois componentes, em que cada um utiliza uma ação fisiológica única para atacar a célula bacteriana. A Benzilpenicilina atua impedindo a construção da parede externa protetora essencial da bactéria, enquanto a Di-hidroestreptomicina interrompe simultaneamente a maquinaria interna necessária para que a bactéria produza proteínas vitais. Esta estratégia de via dupla resulta numa capacidade global reforçada para eliminar uma gama mais vasta de microrganismos, garantindo um ataque abrangente contra os agentes patogénicos que causam infeções sistémicas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Repen?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Repen baseia-se em dados colhidos durante ensaios clínicos e na farmacovigilância contínua pós-comercialização, sendo classificado de acordo com as normas regulamentares oficiais.

Classificação de Reações Adversas Descrição Regulamentar
Reações Adversas Graves (RAG) Estão especificamente documentadas as reações que resultam em desfechos graves, tais como morte, eventos potencialmente fatais, hospitalização ou incapacidade permanente.
Classificação de Frequência As reações adversas são formalmente categorizadas por intervalos de frequência (ex.: Muito Frequentes, Frequentes, Pouco Frequentes, Raras) para indicar a probabilidade geral de ocorrência.
Agrupamento por Sistema-Órgão-Classe (SOC) Todas as reações identificadas são oficialmente organizadas pelo sistema corporal afetado (ex.: Doenças do Sistema Nervoso, Doenças Gastrointestinais) utilizando terminologia padronizada.

Reações Adversas Documentadas Frequentemente

As reações adversas reportadas com elevada frequência estão muitas vezes relacionadas com o sistema gastrointestinal, podendo incluir condições como náuseas, vómitos ou dor abdominal. Outro efeito documentado de forma comum é a cefaleia. A frequência de reações específicas pode ser dependente da dose ou tornar-se mais proeminente durante a fase inicial do tratamento.

Restrições de Segurança e Limitações

Os documentos regulamentares estabelecem restrições de segurança, que incluem contraindicações específicas para o uso do Repen em certas populações, tais como indivíduos com historial conhecido de hipersensibilidade aos componentes do fármaco ou com determinadas condições médicas pré-existentes. O uso do Repen está também sujeito a avisos e precauções específicos definidos na rotulagem oficial. Além disso, o perfil de segurança oficial pode incluir considerações sobre o uso durante a gravidez ou amamentação, bem como notas relativas ao potencial compromisso de atividades como a condução.

A estrutura de segurança oficial global baseia-se na identificação dos riscos mais críticos (RAG) e na catalogação sistemática de todas as reações conhecidas por frequência e sistema corporal. Este enquadramento garante que os riscos e as limitações de utilização conhecidos sejam formalmente definidos pelas autoridades regulamentares.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem para a combinação de Benzilpenicilina e Di-hidroestreptomicina através das toxicidades conhecidas dos seus dois componentes, descrevendo os casos em que é necessária assistência médica veterinária urgente.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Sistema Afetado Manifestação Componente Associado
Auditivo/Vestibular Ototoxicidade (danos no ouvido interno, disfunção vestibular) Di-hidroestreptomicina
Renal Nefrotoxicidade (danos no tecido renal) Di-hidroestreptomicina
Imunitário Anafilaxia (hipersensibilidade aguda e grave) Benzilpenicilina

A sobredosagem ou a exposição a doses elevadas do componente aminoglicosídeo, a Di-hidroestreptomicina, está ligada à Nefrotoxicidade e à Ototoxicidade, com um risco acrescido para indivíduos que apresentem uma função renal previamente comprometida. Manifestações graves, incluindo o risco agudo e potencialmente fatal de Anafilaxia associado ao componente da penicilina, exigem a procura imediata de assistência médica veterinária urgente.

Atuação Regulamentar Oficial

Perante a suspeita de sobredosagem, a medida oficial é a descontinuação do produto. Não é conhecido qualquer antídoto específico para esta combinação. A gestão clínica limita-se à prestação de tratamento sintomático e de suporte, enquanto se monitorizam as funções vitais, especialmente a função renal, devido ao risco documentado de danos orgânicos graves.

Usos terapêuticos de Repen

O Repen, um antibiótico combinado de uso veterinário, é habitualmente utilizado em quadros clínicos caracterizados por infeções bacterianas em gado. De acordo com informações científicas de referência, estes compostos são indicados para tratar doenças bacterianas em bovinos, suínos e ovinos, o que confirma o seu papel terapêutico central nestas espécies.

Terapêutica e Gestão de Sintomas

Este medicamento é geralmente aplicado em contextos que envolvem uma carga sistémica elevada, proporcionando um suporte que ajuda a atenuar o peso global dos sintomas causados pela infeção. É frequentemente utilizado em patologias que apresentam episódios agudos e desequilíbrio sistémico, tais como a Septicemia, a Listeriose e doenças generalizadas como a Erisipela nos suínos. É igualmente relevante na gestão de sintomas associados a infeções localizadas, incluindo as do Trato Respiratório (pneumonia) e infeções musculoesqueléticas, como a Artrite infeciosa (Joint Ill). Esta combinação apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas e é pertinente para aliviar o stress funcional associado a órgãos específicos.

Facto Rápido: Alívio para Sintomas Sistémicos Agudos

O amplo âmbito terapêutico desta combinação é útil em situações onde ocorrem múltiplos sintomas em simultâneo, ou quando uma doença é complicada por invasores bacterianos secundários. É frequentemente utilizada durante fases em que os sintomas se tornam mais percetíveis ou temporariamente intensos, como em cenários pós-operatórios. O Repen oferece um suporte importante quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras e pode auxiliar na manutenção da estabilidade durante episódios difíceis. Tal como as orientações veterinárias confirmam, esta combinação é considerada relevante em domínios onde é necessário um apoio sintomático adicional.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para o Repen: Informações Regulamentares Oficiais

Os documentos regulamentares oficiais estabelecem regras rigorosas de elegibilidade e não elegibilidade para o antibiótico combinado de uso veterinário Repen (Benzilpenicilina/Di-hidroestreptomicina), definindo a sua utilização principalmente em bovinos, ovinos e suínos.


Classificação Restrição de População
Contraindicação Absoluta Animais com hipersensibilidade ou alergia conhecida a Penicilinas ou Aminoglicosídeos.
Contraindicação Absoluta Animais com insuficiência renal (rins) gravemente comprometida.
Contraindicação Absoluta Infeções causadas por organismos Staphylococcus produtores de penicilinase.
Uso Proibido Vitelos pré-ruminantes destinados à produção de vitela, devido à ausência de períodos de carência estabelecidos.
Uso Proibido Equinos destinados ao consumo humano (em certas jurisdições).
Restrição de Uso Porcas e marrãs gestantes requerem precaução especial devido ao risco relatado de aborto associado à utilização.
Restrição de Uso Ovelhas lactantes que produzam leite para consumo humano estão excluídas.

Este perfil de elegibilidade é definido por exclusões obrigatórias baseadas na hipersensibilidade e no estado da função orgânica para prevenir eventos adversos graves. As normas regulamentares impõem também condicionantes críticas de segurança alimentar, proibindo estritamente o uso em grupos de produção específicos, como vitelos de carne e cavalos destinados à cadeia alimentar, ou ovelhas em lactação, onde a segurança do consumidor não pode ser garantida.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Repen, que combina a Benzilpenicilina Procaína e a Di-hidroestreptomicina, estabelece condicionantes baseadas principalmente em interações farmacodinâmicas documentadas e incompatibilidades físicas. Estas restrições orientam as práticas de coadministração.

Categoria Agentes Interagentes / Condições Efeito Regulamentar Oficial
Risco Farmacodinâmico Anestésicos, Relaxantes Musculares Documentado oficialmente para potenciar o efeito de bloqueio neuromuscular da Di-hidroestreptomicina.
Diuréticos de Alça, Outros Aminoglicosídeos Aumenta o potencial de nefrotoxicidade e ototoxicidade devido a efeitos tóxicos aditivos.
Antagonismo / Incompatibilidade Tetraciclinas, Cloranfenicol, Macrólidos, Lincosamidas Os avisos regulamentares observam o risco de antagonismo contra a ação bactericida da Benzilpenicilina.
Restrição de Administração Outros Produtos Injetáveis A suspensão não deve ser misturada com outras soluções injetáveis na mesma seringa devido a incompatibilidade física e química.

Restrições Relacionadas com Interações

A combinação é contraindicada para administração intravenosa. A utilização está oficialmente restrita na presença de insuficiência renal pré-existente, devido ao risco de acumulação de Di-hidroestreptomicina e consequente toxicidade. Uma advertência específica para certas populações observa o potencial de efeitos tóxicos sistémicos em leitões jovens, uma condição associada à toxicidade dependente da dose, conforme declarado nos resumos regulamentares.

Mecanismo de ação

Disrupção da Integridade Estrutural Bacteriana

O mecanismo do Repen inicia-se com a Benzilpenicilina, que atua como um inibidor irreversível das enzimas bacterianas conhecidas como Proteínas de Ligação à Penicilina (PBPs), essenciais para a síntese da parede celular. Ao bloquear de forma covalente a via de ligação cruzada do peptidoglicano, a Benzilpenicilina impede a formação de uma parede celular rígida e protetora. Esta ação faz com que a célula bacteriana se torne osmoticamente instável, resultando na sua posterior rutura (lise).

Bloqueio da Produção de Proteínas Bacterianas

O segundo componente, a Di-hidroestreptomicina, utiliza um mecanismo distinto ao ligar-se irreversivelmente à subunidade ribossómica 30S no interior da bactéria. Esta ligação interrompe de forma crítica o processo de tradução, levando a que a maquinaria bacteriana realize uma leitura incorreta do código do mRNA. A consequência fisiológica é a produção rápida de proteínas aberrantes e não funcionais, o que conduz ao colapso funcional e à eventual morte do microrganismo suscetível.

Potenciação Sinérgica da Ação Bactericida

A combinação dos dois agentes resulta numa potenciação mecanística, tirando partido de alvos complementares. Os danos iniciais na parede celular causados pela Benzilpenicilina aumentam a permeabilidade da membrana bacteriana, o que promove significativamente a absorção da Di-hidroestreptomicina para o interior da célula. Esta estratégia combinada de alvo duplo alcança uma ação bactericida contra agentes patogénicos suscetíveis.

Informações sobre dosagem e administração

A administração do Repen é regida por um protocolo rigoroso baseado na sua formulação como Suspensão Aquosa Injetável. Este medicamento destina-se exclusivamente a ser utilizado por injeção intramuscular (IM) profunda, estando explicitamente rotulado como não adequado para uso intravenoso (IV).

Protocolo Oficial de Dosagem e Administração

Parâmetro de Utilização Instrução Regulamentar Oficial
Via de Administração Apenas injeção intramuscular (IM) profunda.
Esquema de Dosagem Padrão 1 mL por cada 25 kg de peso corporal do animal.
Frequência e Duração Administrado uma vez ao dia durante um ciclo padrão de 3 dias consecutivos.
Requisito de Preparação O frasco que contém a suspensão deve ser bem agitado imediatamente antes da utilização.

Este protocolo garante a administração padronizada da dose aprovada. O volume é calculado com base no peso do animal utilizando a proporção de 1 mL/25 kg, o que fornece aproximadamente 8 mg/kg de Benzilpenicilina Procaína e 8 mg/kg de base de Di-hidroestreptomicina.

Restrições Procedimentais

As instruções oficiais impõem limites estritos ao volume administrado em qualquer local de injeção individual para assegurar uma absorção correta. O volume máximo permitido é de 20 mL para bovinos adultos, 10 mL para suínos e 5 mL para ovinos ou cabras. Além disso, os locais de injeção devem ser alternados em cada dose diária subsequente ao longo de todo o curso fixo de tratamento. Estas condições procedimentais e parâmetros de dosagem definem a abordagem precisa para a utilização do produto, baseada nas informações do rótulo.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Repen


Evidência para Uso em Doenças Bacterianas Sistémicas

A investigação sobre a combinação de Benzilpenicilina e Di-hidroestreptomicina para doenças bacterianas sistémicas generalizadas em animais baseia-se predominantemente em dois tipos de dados: Ensaios de Campo Históricos e Estudos Farmacocinéticos (PK). Os ensaios de campo, realizados em populações de bovinos, suínos e ovinos, foram utilizados em contextos regulamentares para avaliar as observações de medidas de resultados clínicos e padrões de resposta nos animais que receberam o tratamento combinado.

Os estudos de PK examinaram a forma como o organismo absorve, distribui e elimina os dois princípios ativos. Esta investigação monitorizou os níveis de concentração plasmática da Benzilpenicilina e da Di-hidroestreptomicina ao longo de intervalos de tempo definidos. As conclusões destes estudos são utilizadas para determinar os intervalos de tempo obrigatórios (períodos de carência) necessários antes que os produtos de origem animal possam entrar na cadeia alimentar humana.

O que permanece incerto é a disponibilidade de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) recentes, de grande escala e com elevado poder estatístico, que comparem diretamente esta combinação estabelecida com antibióticos de agente único mais recentes que estão agora disponíveis. O foco de grande parte da investigação publicada reside frequentemente na obtenção de uma concentração alvo do fármaco no organismo, em vez de medidas abrangentes e comparativas de resultados clínicos, o que significa que existe uma escassez de evidência comparativa em algumas áreas.


Evidência para Uso na Mastite

A combinação foi estudada para utilização em mastites bovinas clínicas, uma infeção comum em vacas lactantes. Foram realizados Ensaios Clínicos Multicêntricos Aleatorizados em Blocos e Abertos para avaliar diferentes abordagens de tratamento, comparando por vezes a combinação com outros protocolos antibióticos. Nestes ensaios, os investigadores analisaram medições microbiológicas, que se referem à medição das bactérias alvo, e monitorizaram também os padrões de resultados clínicos.

A qualidade da evidência varia entre os estudos, e muitos dos principais ensaios que avaliaram esta combinação para a mastite foram realizados há bastante tempo. Isto significa que a investigação fornece um contexto histórico, mas pode oferecer informações limitadas sobre a eficácia contra os padrões de resistência antibiótica que emergem atualmente.


O que Ainda é Incerto na Investigação sobre o Repen

A evidência destaca o que é conhecido e o que permanece incerto. Uma limitação fundamental é o facto de muitos dos estudos de eficácia centrais serem históricos, o que significa que falta evidência comparativa quando se consideram antibióticos mais recentes ou protocolos de tratamento modernos. A investigação tem-se focado fortemente na farmacocinética e na análise de resíduos em tecidos para fins regulamentares, o que implica que os dados para certos grupos permanecem insuficientes no que respeita a resultados clínicos diretos a longo prazo, tais como taxas de recaída ou durabilidade dos resultados. A qualidade global da evidência varia entre os estudos, com algumas indicações a basearem-se em ensaios com amostras de tamanho modesto ou durações de acompanhamento curtas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Repen (FAQ)


P: O Repen é o mesmo tipo de medicamento que [nome de fármaco semelhante]?

R: De acordo com a informação oficial do produto, o Repen é uma marca específica para uma suspensão antimicrobiana. Esta combina dois tipos diferentes de antibióticos, a Benzilpenicilina Procaína e a Di-hidroestreptomicina, sendo a sua utilização considerada semelhante à de outros produtos veterinários que contenham exatamente esta formulação de agente duplo.


P: Porque é que os veterinários prescrevem o Repen em vez de outras opções?

R: Os documentos regulamentares indicam que esta combinação específica é utilizada por oferecer uma estratégia de dupla ação. Este mecanismo duplo foi concebido para tratar infeções bacterianas mistas que envolvam agentes Gram-positivos e Gram-negativos, proporcionando uma abordagem abrangente para atingir patógenos suscetíveis.


P: É verdade que o Repen pode afetar o sono?

R: O Repen destina-se exclusivamente ao uso em animais (pecuária). A informação oficial de segurança para o paciente animal descreve efeitos secundários potenciais que incluem estimulação nervosa temporária ou apatia. O rótulo do produto não contém informações relativas a efeitos no sono humano ou outros efeitos secundários específicos de seres humanos.


P: O Repen é seguro durante a gestação?

R: Os avisos regulamentares oficiais indicam que o produto tem o seu uso restrito em porcas e marrãs gestantes. O produto é restrito nesta população devido a uma associação relatada entre o componente de procaína e um risco potencial de aborto.


P: A que devo estar atento ao iniciar o tratamento com Repen?

R: A informação oficial de segurança documenta sinais de hipersensibilidade (reações alérgicas), tais como erupção cutânea ou edema (inchaço) no animal. Além disso, em animais específicos como os suínos, foram relatados efeitos temporários relacionados com a procaína, como tremores ou vómitos, durante a fase inicial do tratamento.


P: Por que motivo o folheto oficial menciona [contraindicação específica]?

R: O folheto inclui avisos obrigatórios sobre a utilização em presença de insuficiência renal grave. Esta restrição existe porque um dos princípios ativos, a Di-hidroestreptomicina, pode acumular-se no organismo quando a função renal está reduzida, aumentando o potencial de danos em órgãos (nefrotoxicidade e ototoxicidade).


P: O Repen pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: O Repen é um fármaco designado exclusivamente para uso veterinário. A informação de segurança do produto não aborda efeitos na capacidade de condução de um animal. No entanto, os avisos regulamentares oficiais incluem precauções obrigatórias para o utilizador humano (quem administra o fármaco), no sentido de prevenir reações alérgicas por contacto.


P: O Repen é considerado um medicamento de alto risco?

R: Os documentos regulamentares oficiais definem restrições de segurança claras, incluindo Contraindicações Absolutas e a documentação de Reações Adversas Graves (RAG), como o choque anafilático. Esta classificação estruturada define os perigos potenciais do produto e a importância crítica de seguir as instruções do rótulo.


P: Os ensaios clínicos sobre o Repen são públicos?

R: Os organismos regulamentares publicam Relatórios de Resumo que detalham os dados utilizados para aprovar o medicamento. Estes resumos incluem informações sobre estudos de Farmacocinética (PK), que acompanham o movimento do fármaco no corpo, e os resultados clínicos observados durante os ensaios de campo.


P: Como é que o organismo processa o Repen?

R: Os estudos farmacocinéticos (PK) oficiais indicam que, após a injeção intramuscular, o medicamento é rapidamente absorvido pelo sistema do animal. Um dos princípios ativos, a Di-hidroestreptomicina, é eliminado do organismo maioritariamente de forma inalterada, através dos rins (excreção renal).


P: Existem efeitos a longo prazo ao utilizar o Repen?

R: Os avisos oficiais de segurança alertam que o uso prolongado ou repetido de Di-hidroestreptomicina pode causar danos em órgãos como os rins e o ouvido interno (ototoxicidade e nefrotoxicidade). O ciclo de curta duração fixado no protocolo de dosagem visa gerir e minimizar o potencial destes riscos a longo prazo.


P: O Repen pode ser administrado com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

R: Os avisos oficiais sobre interações medicamentosas focam-se no antagonismo com outros antibióticos (como as tetraciclinas) e na potenciação de efeitos com certos agentes (como os anestésicos). O rótulo regulamentar do produto não fornece informações relativas a interações com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) comuns em humanos, como o ibuprofeno.


P: O Repen aparece em testes de despistagem de substâncias?

R: O foco principal da regulamentação oficial reside na determinação dos Períodos de Carência para o animal tratado. Este intervalo de tempo obrigatório é estabelecido para garantir que os resíduos do fármaco na carne e no leite fiquem abaixo dos níveis de segurança estabelecidos antes que os produtos entrem na cadeia alimentar.


P: Com que rapidez o Repen começa a atuar após a primeira dose?

R: Estudos que monitorizam a absorção do fármaco mostram que as concentrações plasmáticas máximas dos princípios ativos são geralmente atingidas dentro de 1 a 2 horas após a injeção intramuscular profunda. Este período correlaciona-se com o início previsto da ação do medicamento.


P: Pessoas com problemas de fígado podem utilizar o Repen?

R: A contraindicação oficial mais relevante refere-se à insuficiência renal grave. Embora a literatura geral possa mencionar efeitos hepáticos para esta classe de fármacos, o rótulo regulamentar do Repen restringe o uso principalmente com base no estado da função renal do paciente animal.


P: Existe uma versão genérica do Repen disponível?

R: Repen é um nome comercial registado. Contudo, os registos oficiais confirmam que a combinação exata dos dois princípios ativos, Benzilpenicilina Procaína e Di-hidroestreptomicina, está disponível e é comercializada sob vários nomes comerciais distintos a nível global.


P: Qual é a diferença entre as diferentes dosagens de Repen?

R: Os rótulos oficiais desta suspensão injetável especificam uma concentração aprovada fixa. A formulação padrão contém 200 mg/mL de Penicilina Procaína e 200 mg/mL de sulfato de Di-hidroestreptomicina, o que define a concentração utilizada no protocolo de dosagem regulamentar.


P: O Repen pode causar alterações no comportamento?

R: Os relatórios oficiais de reações adversas incluem casos de alterações transitórias no comportamento e na função neurológica em certos animais. Estes efeitos relatados incluem estimulação nervosa, apatia e incoordenação temporária.


P: São necessários testes específicos antes de iniciar o Repen?

R: A orientação regulamentar oficial aconselha que o uso deste medicamento seja baseado em testes de suscetibilidade. Este teste confirma que as bactérias causadoras da infeção são efetivamente sensíveis aos princípios ativos, Benzilpenicilina ou Di-hidroestreptomicina.


P: Porque é que o Repen só está disponível mediante receita médica?

R: O Repen está legalmente classificado como um medicamento veterinário sujeito a receita médica. A legislação exige que a dispensa deste produto seja proibida sem a prescrição de um médico veterinário licenciado, para garantir a segurança animal e a saúde pública.


P: Qual é o objetivo do aviso de destaque (Boxed Warning)?

R: O objetivo de um aviso de destaque, quando incluído no rótulo oficial, é alertar o médico veterinário para informações críticas. Esta informação diz respeito principalmente aos Períodos de Carência necessários para evitar a contaminação de produtos de origem animal, prevenindo infrações às leis de segurança alimentar.

Como Repen deve ser armazenado e descartado?

O armazenamento e a eliminação do Repen (suspensão injetável de benzilpenicilina e di-hidroestreptomicina) devem seguir rigorosamente as diretrizes regulamentares oficiais para garantir a estabilidade do produto e a segurança.

Requisitos de Armazenamento

Condição Requisito Restrição
Temperatura Conservar no frigorífico, entre +2 °C e +8 °C. Não congelar a suspensão.
Recipiente Manter o frasco bem fechado e dentro da embalagem exterior. Proteger da luz.
Estabilidade Após a primeira utilização (extração da dose), o produto restante deve ser utilizado num prazo de 28 dias. Eliminar o material não utilizado após este período.

Eliminação e Segurança

A rotulagem oficial exige que este medicamento seja mantido fora da vista e do alcance das crianças. O Repen não utilizado ou com o prazo de validade expirado não deve ser eliminado juntamente com o lixo doméstico, nem despejado em linhas de água ou esgotos. A eliminação deve ser realizada de acordo com os requisitos legais locais, geralmente através da devolução do produto ao fornecedor veterinário ou a um ponto de recolha autorizado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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