Repaglinide

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Repaglinide

Forma selecionada

Opção de tratamento: Diabetes Mellitus, Type 2 Diabetes

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Repaglinide

Que tipo de medicamento é a Repaglinida e qual é a sua composição?

A repaglinida é um composto orgânico sintético que serve como um agente anti-hiperglicémico oral, utilizado para a gestão de níveis elevados de açúcar no sangue em indivíduos com Diabetes mellitus tipo 2. É especificamente classificada como um agente pertencente à classe das meglitinidas, que são quimicamente referidas como glinidas. A repaglinida é um derivado que atua estimulando a libertação de insulina, posicionando-a distintamente dentro do grupo farmacológico das glinidas. Isto significa que o fármaco é quimicamente reconhecido por auxiliar o pâncreas a libertar a insulina necessária, uma diferenciação fundamental em relação aos agentes que aumentam a sensibilidade à insulina.

A substância ativa no medicamento é a própria repaglinida, uma substância com Denominação Comum Internacional (DCI) e a fórmula C27H36N2O4. É fornecida principalmente em comprimido para a via de administração oral e é formulada como um produto de substância ativa única. A estrutura química da repaglinida difere significativamente das sulfonilureias mais antigas, o que é reconhecido por permitir uma semivida farmacológica mais curta que se adapta melhor a horários de refeição flexíveis.

Qual é o objetivo geral da Repaglinida?

O objetivo terapêutico central da repaglinida é alcançar um melhor controlo glicémico, gerindo especificamente o aumento da glicose no sangue que ocorre após uma refeição — um cenário de utilização típico para doentes que necessitam de uma gestão pós-prandial rigorosa. Funciona como um secretagogo de insulina de ação curta, o que significa que a sua principal ação fisiológica é estimular rapidamente as células beta do pâncreas a libertar um surto rápido de insulina. Este mecanismo distinto é caracterizado pelo seu início de ação rápido e pela sua curta duração de ação, tornando-o altamente eficaz para visar a hiperglicemia pós-prandial — o pico de açúcar que ocorre imediatamente após a ingestão de alimentos. Esta ação rápida destina-se a refletir a resposta natural do corpo às refeições, proporcionando uma estratégia de gestão focada na refeição única.

Quais efeitos secundários são possíveis com Repaglinide?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança da repaglinida é dominado pelo risco de hipoglicemia (nível baixo de açúcar no sangue), que é a reação adversa mais comum e clinicamente significativa. A hipoglicemia pode ser grave e colocar a vida em risco.


Reações Adversas Principais e Frequências

Classificação Exemplos de Reações Adversas
Frequentes (Reportadas em ≥ 1% dos doentes) Hipoglicemia, dor de cabeça, infeção respiratória superior, sinusite, náuseas, diarreia, dor abdominal, artralgia, dor nas costas.
Pouco Frequentes (Reportadas em ≥ 0,1% a < 1% dos doentes) Vómitos, obstipação, eventos cardiovasculares graves (ex.: isquemia miocárdica) com o uso de combinações específicas.
Raros/Frequência Desconhecida Disfunção hepática grave, reações de hipersensibilidade graves (incluindo anafilaxia), síndrome de Stevens-Johnson, aumento das enzimas hepáticas.

Restrições de Segurança e Advertências

A repaglinida é contraindicada em doentes com:

  • Diabetes Mellitus Tipo 1 ou Cetoacidose Diabética.
  • Disfunção Hepática Grave.
  • Hipersensibilidade conhecida ao fármaco.
  • Uso concomitante com o medicamento gemfibrozil.

É necessário cuidado especial e ajuste da dosagem em doentes com insuficiência renal ou insuficiência hepática ligeira a moderada, devido ao risco aumentado de hipoglicemia resultante da alteração na depuração (clearance) do fármaco. O medicamento não é, geralmente, recomendado para doentes com menos de 18 anos, uma vez que a segurança e eficácia na população pediátrica não foram estabelecidas. Os doentes devem estar cientes de que a dose deve ser omitida se uma refeição for omitida, a fim de mitigar o risco de hipoglicemia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

A sobredosagem com repaglinida pode levar a uma descida excessiva dos níveis de açúcar no sangue, uma condição conhecida como hipoglicemia. Os sintomas de uma reação hipoglicémica podem incluir tonturas, sudação, tremores, palpitações, fome intensa, confusão, fadiga e, em casos graves, convulsões ou perda de consciência.

Se sentir sintomas de hipoglicemia ligeira, deve consumir imediatamente uma fonte de açúcar de ação rápida, como comprimidos de glucose, sumo de fruta ou um rebuçado. Monitorize os seus níveis de glicose no sangue logo que possível após detetar os sintomas.

Em situações de sobredosagem grave ou se os sintomas de açúcar baixo no sangue não melhorarem após a ingestão de açúcar, é necessário procurar assistência médica de emergência de imediato. Se uma pessoa que toma repaglinida ficar inconsciente ou for incapaz de engolir, não deve ser administrada qualquer comida ou bebida por via oral devido ao risco de asfixia. Nestes casos, pode ser necessária a administração de glucagom por um profissional de saúde ou por uma pessoa devidamente instruída, seguida de tratamento hospitalar.

É fundamental contactar um centro de informação antivenenos ou os serviços de emergência se suspeitar que foi tomada uma dose superior à recomendada, mesmo que não existam sintomas imediatos, uma vez que a hipoglicemia pode ter um início tardio.

Usos terapêuticos de Repaglinide

O que a Repaglinida trata: principais utilizações e benefícios

A aplicação terapêutica central da repaglinida é o controlo da Diabetes Mellitus Tipo 2 em adultos, incidindo principalmente na abordagem de padrões específicos de açúcar elevado no sangue que complicam o controlo glicémico global. É considerada relevante em condições onde os sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, tais como a glicose sanguínea elevada, persistem apesar da gestão através de dieta e atividade física isoladamente.


Foco Terapêutico Chave

A repaglinida é utilizada em situações que envolvem desequilíbrio sistémico para abordar indicações primárias que incluem sintomas relacionados com a atividade fisiológica aumentada, tais como a hiperglicemia pós-prandial, e a gestão de um melhor controlo glicémico global a longo prazo (HbA1c). O medicamento pode auxiliar na abordagem de grupos de sintomas que surgem subitamente, como as oscilações do açúcar no sangue após as refeições, proporcionando um alívio de suporte que ajuda os doentes a lidar com a sua condição de forma mais constante. É relevante para doentes cujo tratamento exija a adaptação a um padrão alimentar flexível ou imprevisível.

“Esta abordagem apoia os doentes durante episódios de maior desconforto.”


Apoio à Estabilidade de Longo Prazo

A repaglinida é aplicada quando as condições produzem uma carga sintomática significativa e é necessária assistência sintomática de curto prazo para controlar a glicose no sangue. É habitualmente utilizada para ajudar com sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, tais como níveis elevados de HbA1c, oferecendo um alívio sintomático que auxilia os doentes a gerir a sua patologia de forma mais estável. É comummente utilizada quando se requer assistência sintomática de curta duração, ajudando a manter a estabilidade funcional em doentes cujas rotinas diárias ou padrões de refeição possam oscilar.

Facto Rápido: Relevante para sintomas relacionados com a atividade fisiológica aumentada.

Critérios de utilização e restrições

Âmbito de Elegibilidade

A repaglinida destina-se a adultos com Diabetes Mellitus Tipo 2 cujos níveis elevados de glicose no sangue não são adequadamente controlados através de dieta e exercício físico. O seu uso está aprovado como monoterapia ou em combinação com metformina ou insulina NPH.

O uso de repaglinida é contraindicado em doentes com Diabetes Mellitus Tipo 1, cetoacidose diabética, perturbação grave da função hepática ou hipersensibilidade conhecida à repaglinida ou aos seus excipientes.

Regras de Elegibilidade Baseadas na Idade e Condição Médica

  • Regras de elegibilidade relacionadas com a idade: O uso não é recomendado para crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas. Não foram realizados estudos clínicos em doentes com mais de 75 anos de idade.
  • Regras de elegibilidade para condições específicas: O uso é contraindicado em doentes com uma perturbação grave da função hepática. No caso de compromisso renal grave, a terapia inicial deve começar com a dose mais baixa.
  • Elegibilidade na gravidez e lactação: O uso não é recomendado durante a gravidez ou a lactação.
  • Restrição relacionada com a elegibilidade: O uso concomitante com o medicamento gemfibrozil é uma contraindicação absoluta.

Ligação ao Perfil Geral de Elegibilidade

A documentação regulamentar estabelece o âmbito da população para a repaglinida através de regras claras. O uso é estritamente limitado a adultos com Diabetes Mellitus Tipo 2. Proibições definitivas, classificadas como contraindicações, excluem doentes com condições metabólicas específicas (Diabetes Tipo 1, cetoacidose diabética) ou compromisso de órgãos (perturbação hepática grave), bem como aqueles que tomam gemfibrozil. Além disso, o medicamento não é recomendado para populações pediátricas, grávidas ou lactantes devido à ausência de dados de segurança estabelecidos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações da repaglinida é categorizado pelo seu impacto na exposição ao fármaco (farmacocinética) e no efeito resultante de redução do açúcar no sangue (farmacodinâmica). A coadministração de gemfibrozil é estritamente contraindicada, uma vez que este inibidor potente da enzima CYP2C8 leva a um aumento significativo e documentado da concentração plasmática da repaglinida, reforçando o risco de hipoglicemia.

As interações que envolvem o metabolismo do fármaco são frequentes. Inibidores potentes da CYP2C8 e CYP3A4 (por exemplo, a claritromicina) podem aumentar a exposição à repaglinida, enquanto indutores potentes (por exemplo, a rifampicina ou o produto à base de plantas erva de São João) podem reduzir a sua concentração e diminuir a sua eficácia. O imunossupressor ciclosporina, um inibidor do transportador OATP1B1, requer uma restrição documentada da dose diária máxima quando coadministrado.

Um domínio distinto envolve as interações farmacodinâmicas com outros medicamentos que baixam a glicose no sangue. A coadministração com outros agentes antidiabéticos ou substâncias como betabloqueadores não seletivos, IMAOs (inibidores da monoamina oxidase) e salicilatos é referida como podendo levar a um efeito hipoglicemiante aditivo e potenciado. A documentação regulamentar especifica restrições para certas combinações. A dose diária total não deve exceder os 4 mg quando coadministrada com clopidogrel. A insuficiência hepática grave é também assinalada como uma contraindicação específica para esta população. A administração está ligada às horas das refeições; a dose deve ser omitida se a refeição for omitida. O álcool e o sumo de toranja são oficialmente observados como substâncias que podem causar uma descida grave do açúcar no sangue ou aumentar a concentração do fármaco.

Mecanismo de ação

Alvo: O Canal KATP Pancreático

A repaglinida atua diretamente nos canais de potássio sensíveis ao ATP (KATP) encontrados na superfície das células beta pancreáticas, ligando-se à subunidade SUR1. Esta ação molecular inibe imediatamente a função do canal, impedindo a saída dos iões de potássio (K^+) da célula.

Início da Cascata de Secreção de Insulina

O bloqueio dos canais KATP faz com que a membrana da célula beta se despolarize (altere a sua carga elétrica), o que desencadeia a abertura dos canais de Ca^2+ dependentes de voltagem. O influxo de iões de cálcio resultante atua como um sinal crítico, forçando a libertação rápida de vesículas de insulina pré-formada para a circulação.

Modulação Hormonal Aguda Resultante

Esta cascata leva ao aumento agudo e sistémico dos níveis de insulina, que é o mecanismo fisiológico que resulta na facilitação da captação e utilização da glicose pelos tecidos periféricos. O mecanismo caracteriza-se por um início de ação rápido e curta duração, resultando num pico de libertação de insulina que se correlaciona temporalmente com a absorção de nutrientes.

Informações sobre dosagem e administração

A repaglinida é oficialmente administrada como um comprimido oral e está disponível nas dosagens de 0,5 mg, 1 mg e 2 mg. O medicamento foi concebido para um padrão posológico dependente das refeições, alinhando a sua administração com o horário alimentar do doente. As diretrizes oficiais especificam que os comprimidos devem ser tomados no período de 30 minutos antes de cada refeição principal.

O regime posológico padrão para adultos inicia-se num intervalo entre 0,5 mg e 2 mg antes de cada refeição, dependendo do historial de tratamento prévio do doente. A dose para cada refeição pode ser ajustada com base na resposta glicémica, mas não deve exceder os 4 mg por dose individual, com uma dose total diária máxima de 16 mg. Os ajustes de dose são realizados de forma gradual, com pelo menos uma semana de intervalo entre incrementos para avaliar a eficácia.

As instruções oficiais de utilização contemplam padrões de refeição flutuantes. Se uma refeição for omitida, a dose correspondente de repaglinida deve também ser omitida. Inversamente, se for consumida uma refeição extra, deve ser adicionada uma dose antes dessa refeição. Estão também definidas instruções para populações especiais; por exemplo, doentes com insuficiência renal grave são aconselhados a uma dose inicial mais baixa de 0,5 mg por refeição, enquanto o medicamento não é recomendado para uso pediátrico.

Evidência clínica recente

Repaglinida: Evidência Clínica Recente

A repaglinida é um medicamento oral de ação curta pertencente à classe das meglitinidas, utilizado no tratamento da diabetes mellitus tipo 2 como complemento à dieta e ao exercício. A sua função principal é estimular a libertação de insulina pelas células beta pancreáticas de forma dependente da glicose, levando a uma resposta insulínica precoce que visa controlar a glicose sanguínea pós-prandial (após as refeições).


Eficácia no Controlo Glicémico

Ensaios clínicos avaliaram o efeito da repaglinida em medidas padrão de controlo da glicose a longo e curto prazo. Os resultados sugerem que o medicamento é particularmente eficaz na redução dos níveis de glicose pós-prandial (GPP) devido ao seu início de ação rápido e curta duração de ação. Estudos também demonstram que a terapia está associada a reduções na hemoglobina glicada (HbA1c), um marcador fundamental da média da glicose no sangue durante os meses anteriores.


Utilização em Terapia Combinada

A repaglinida tem sido amplamente estudada como monoterapia e em combinação com outros agentes, como a metformina. A investigação sobre a terapia combinada sugere que esta pode proporcionar um controlo glicémico sustentado, frequentemente tirando partido de mecanismos complementares: a repaglinida aborda os picos de glicose às refeições, enquanto a metformina atua como um estabilizador da glicose basal. A investigação comparativa indica que os regimes de combinação que envolvem repaglinida podem levar a maiores reduções na glicose pós-prandial de 2 horas em comparação com certas outras abordagens de combinação.


Visão Geral do Perfil de Segurança

O efeito adverso mais frequentemente relatado em ensaios clínicos com repaglinida é a hipoglicemia (nível baixo de açúcar no sangue), que é característica dos agentes secretores de insulina. O risco de hipoglicemia pode ser maior quando a repaglinida é utilizada em combinação com outros medicamentos redutores da glicose. Os investigadores também monitorizam outros eventos adversos, incluindo problemas gastrointestinais e aumento de peso.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre a Repaglinida (FAQ)


Q: Quais são os sinais mais comuns de baixos níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia) com a Repaglinida?

De acordo com a informação oficial do produto, o baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia) é o efeito secundário mais comum. Os sintomas podem incluir tremores, batimentos cardíacos acelerados, sudação, tonturas, ansiedade, confusão ou sensação de muita fome ou fraqueza. As informações documentadas referem que estes sintomas podem variar entre as pessoas e podem mudar ao longo do tempo.

Q: O consumo de álcool afeta a segurança ou a eficácia da Repaglinida?

Documentos oficiais indicam que o consumo de álcool pode causar um risco de hipoglicemia grave (baixo nível de açúcar no sangue) durante a toma deste medicamento. É realçada a importância de consultar um profissional de saúde relativamente ao consumo de álcool durante o tratamento.

Q: Qual é a principal diferença entre a Repaglinida e a Metformina?

A Repaglinida é classificada como uma Meglitinida, que atua estimulando diretamente a libertação de insulina pelo pâncreas, resultando numa ação rápida e curta, associada às refeições. A Metformina, por outro lado, pertence a uma classe diferente de medicamentos e atua principalmente através da redução da produção de glicose no fígado e da melhoria da resposta do corpo à sua própria insulina.

Q: A Repaglinida pertence à mesma classe de medicamentos que as sulfonilureias?

Não, a Repaglinida pertence à classe de fármacos das Meglitinidas. Embora atue de forma semelhante às sulfonilureias, estimulando a libertação de insulina pelo pâncreas, a informação oficial refere que possui uma estrutura química distinta e caracteriza-se por um início de ação mais rápido e uma duração de ação mais curta.

Q: Quais são as regras para omitir uma dose de Repaglinida se eu saltar uma refeição?

As instruções de utilização estabelecem que, se uma refeição for saltada, a dose correspondente de Repaglinida deve ser omitida. Este requisito existe para reduzir o risco de baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia), uma vez que a ação do medicamento está diretamente ligada à ingestão de alimentos.

Q: Que tipo de evidência existe relativamente ao uso de Repaglinida a longo prazo?

As informações oficiais indicam que nenhum estudo clínico estabeleceu evidência conclusiva da redução do risco macrovascular (problemas que afetam os vasos sanguíneos de grande calibre, como enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral) com este medicamento específico. A segurança a longo prazo continua a ser monitorizada.

Q: O tratamento com Repaglinida requer um plano alimentar especial ou uma rotina de exercício específica?

Os documentos oficiais especificam que a Repaglinida é indicada como um complemento à dieta e ao exercício para melhorar o controlo do açúcar no sangue. Isto significa que o medicamento deve ser utilizado em conjunto com os esforços contínuos de gestão do estilo de vida.

Q: A Repaglinida tem uma semivida mais curta do que os medicamentos tradicionais da classe das sulfonilureias?

Sim, a Repaglinida caracteriza-se por uma eliminação rápida da corrente sanguínea, com uma semivida de aproximadamente uma hora. Esta curta duração de ação é uma característica fundamental que permite que a sua dosagem seja flexível e ligada diretamente à hora das refeições.

Q: Qual é o período de tempo esperado para observar uma alteração nos níveis de HbA1c após iniciar a Repaglinida?

A dose é ajustada gradualmente para avaliar a eficácia, permitindo-se pelo menos uma semana entre os ajustes. Em ensaios clínicos, o efeito total na HbA1c (uma medida da média do açúcar no sangue ao longo de dois a três meses) é geralmente avaliado após 12 a 24 semanas de utilização consistente.

Q: O aumento de peso é um efeito secundário documentado e comummente observado com o uso de Repaglinida?

Os dados dos ensaios clínicos reportam o aumento de peso como um efeito secundário em alguns doentes. Por exemplo, foi documentado que doentes que não foram previamente tratados com fármacos do tipo sulfonilureia tiveram um aumento de peso médio de 3,3% durante os ensaios.

Q: Qual é a frequência de efeitos secundários estomacais, como a diarreia, ao utilizar Repaglinida?

Os problemas gastrointestinais estão assinalados no perfil de segurança. A diarreia e as náuseas são listadas como reações adversas comuns, o que significa que foram reportadas em 1% a 10% dos doentes que participaram nos ensaios clínicos.

Q: A Repaglinida causa dor nas articulações ou dor nas costas em alguns doentes?

Sim, os dados oficiais de reações adversas listam tanto a artralgia (dor nas articulações) como a dor nas costas como efeitos secundários comuns. Estas foram reportadas em 1% a 10% dos doentes durante os ensaios clínicos.

Q: Existem medicamentos específicos de venda livre que devam ser discutidos antes de utilizar a Repaglinida?

Sim, aconselha-se precaução com certos produtos não sujeitos a receita médica. A informação oficial refere a importância de discutir produtos como a aspirina e medicamentos para constipações, tosse ou problemas de sinusite, uma vez que podem influenciar o risco de baixo nível de açúcar no sangue.

Q: A toma de Repaglinida pode aumentar o risco de contrair uma infeção do trato respiratório superior?

Os dados de reações adversas indicam que a infeção respiratória superior e a sinusite são reações adversas comuns. Estas foram reportadas com uma incidência igual ou superior a 5% nos ensaios clínicos, embora tal não especifique um aumento do risco em comparação com a população em geral.

Q: A Repaglinida faz com que a pessoa se sinta tonta ou sonolenta?

A informação do produto refere que o próprio medicamento pode fazer com que a pessoa se sinta tonta ou sonolenta. Além disso, a hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue), que é um efeito secundário comum, também pode causar tonturas e confusão, afetando a concentração.

Q: A Repaglinida é recomendada para pessoas com mais de 75 anos?

As diretrizes oficiais indicam que a Repaglinida não é recomendada para utilização em doentes idosos com mais de 75 anos de idade. Esta precaução deve-se à falta de dados suficientes sobre segurança e eficácia provenientes de estudos clínicos nesse grupo etário específico.

Q: Foram realizados estudos sobre o impacto da Repaglinida nos resultados cardiovasculares?

As informações indicam que os estudos não estabeleceram conclusivamente que o medicamento reduza o risco macrovascular (problemas graves relacionados com o coração ou vasos sanguíneos). No entanto, foram observadas reações adversas cardiovasculares graves quando a Repaglinida é utilizada em combinação com outros agentes específicos.

Q: Uma pessoa que toma Repaglinida pode conduzir em segurança?

Uma vez que a Repaglinida pode causar hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue), que pode comprometer a concentração e o tempo de reação, os doentes são alertados para tomar precauções no sentido de evitar a hipoglicemia, especialmente se tiverem uma perceção reduzida dos seus sinais de alerta.

Q: Os comprimidos contêm alergénios comuns ou corantes que os doentes devam conhecer?

Os comprimidos contêm ingredientes inativos como celulose microcristalina e estearato de magnésio. Os comprimidos de 1 mg e 2 mg podem conter especificamente óxidos de ferro como agentes corantes. Em caso de hipersensibilidade conhecida, o profissional de saúde deve ser informado sobre a composição do medicamento.

Q: Quais são as diretrizes oficiais para conduzir ou utilizar máquinas enquanto se toma Repaglinida?

Os documentos oficiais alertam que são necessárias precauções para evitar a hipoglicemia ao conduzir ou utilizar máquinas, uma vez que esta condição pode reduzir a capacidade de concentração e de reação. Esta é uma consideração de segurança crucial, especialmente para doentes com episódios frequentes de baixo nível de açúcar no sangue.

Q: É possível desenvolver resistência ou um efeito diminuído à Repaglinida ao longo do tempo?

O efeito de redução da glicose no sangue de produtos hipoglicemiantes orais, incluindo a Repaglinida, pode diminuir em muitos doentes ao longo do tempo. Este fenómeno é designado por falência secundária e pode estar relacionado com a progressão natural da diabetes tipo 2 ou com uma diminuição da resposta ao fármaco.

Q: Por que razão a Repaglinida é por vezes considerada uma opção mais apropriada para certos doentes com horários de refeição irregulares?

A Repaglinida tem um início de ação rápido e uma curta duração de ação. Este perfil farmacológico permite que a dose seja ajustada ou omitida facilmente em resposta ao padrão de refeições variável do doente, adaptando-se a quem realiza um número variável de refeições por dia.

Q: O stress, a doença ou a infeção podem afetar a quantidade necessária de Repaglinida?

A informação de segurança indica que, em situações de stress, tais como febre, trauma, infeção ou cirurgia, pode ocorrer uma perda de controlo glicémico, podendo o tratamento exigir um ajuste temporário ou uma alteração para o uso de insulina.

Como Repaglinide deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento e Eliminação da Repaglinida

Os comprimidos de repaglinida devem ser conservados à Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C. São aceitáveis variações de temperatura entre os 15°C e os 30°C. O medicamento deve ser mantido na embalagem original com a tampa bem fechada para garantir a proteção contra a humidade e a luz. Não deve ser congelado e deve ser mantido afastado de calor excessivo.

Segurança Infantil e Descarte

É obrigatório armazenar a repaglinida fora da vista e do alcance das crianças. Relativamente à eliminação, os comprimidos não utilizados ou fora do prazo de validade não devem ser deitados na sanita nem despejados num ralo. A instrução oficial consiste na utilização de um programa de recolha de medicamentos ou na mistura dos comprimidos com uma substância indesejável (como terra) antes de os selar e colocar no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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