Remirta

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Remirta

Método de ação: Antidepressant, Psychoanaleptics

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Remirta

O que é o Remirta?

O Remirta é um medicamento sintético, sujeito a receita médica, que tem como substância ativa a mirtazapina, um composto pertencente ao grupo químico das piperazino-azepinas. É apresentado como um produto de substância única, o que o classifica fundamentalmente como um antidepressivo. Este fármaco é utilizado na gestão de perturbações do humor, atuando em condições relacionadas com desequilíbrios neuroquímicos que afetam o estado emocional, sendo este uso clinicamente reconhecido pelas autoridades de saúde internacionais.

A mirtazapina é especificamente categorizada como um Antidepressivo Noradrenérgico e Serotoninérgico Específico (NaSSA), designação que descreve o seu modo de ação dual único na química cerebral. Esta classificação indica que o fármaco potencia a libertação e a disponibilidade de dois mensageiros químicos críticos: a noradrenalina e a serotonina. Estudos farmacológicos confirmam que a sua ação se foca em recetores específicos, distinguindo o grupo NaSSA de outros antidepressivos de uso comum. A ação dual da mirtazapina é um fator diferenciador fundamental no seu perfil farmacológico quando comparado com agentes de ação única.

O objetivo terapêutico geral da mirtazapina é ajudar a estabilizar e elevar o humor, trabalhando no sentido da restauração do equilíbrio neuroquímico necessário para uma função emocional saudável. O Remirta é formulado para administração por via oral e apresenta-se habitualmente como comprimidos convencionais ou como comprimidos orodispersíveis. Estas formas sólidas proporcionam flexibilidade na administração ao paciente, sendo a versão orodispersível uma característica farmacêutica distinta concebida para facilitar a utilização. Este medicamento é tipicamente utilizado por adultos que apresentam dificuldades na regulação do humor.

Quais efeitos secundários são possíveis com Remirta?

A documentação oficial de segurança da mirtazapina (Remirta) detalha os potenciais efeitos adversos classificados tanto pela sua frequência como pelo sistema corporal afetado, seguindo rigorosamente as normas regulamentares.

Frequência das Reações Adversas (Classificação Regulamentar)

As reações adversas são agrupadas com base na probabilidade de ocorrência, conforme registado na informação oficial de prescrição:

Classificação Exemplos de Efeitos Documentados
Muito Comuns (ge 1/10) Sonolência, Aumento do Apetite, Boca Seca
Comuns (ge 1/100 a < 1/10) Aumento de Peso, Tonturas, Fadiga, Obstipação, Hipotensão Ortostática
Raros (ge 1/10.000 a < 1/1.000) Agranulocitose, Convulsões, Hepatite Aguda

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Os dados oficiais identificam eventos adversos clinicamente significativos. Existe um aviso obrigatório relativo ao potencial de pensamentos e comportamentos suicidas, particularmente em adolescentes e adultos jovens durante as fases iniciais do tratamento ou após ajustes na dose. Outras reações graves, embora raras, documentadas incluem a agranulocitose (supressão grave dos glóbulos brancos) e a síndrome serotoninérgica.

O perfil de segurança destaca também padrões temporais, como o facto de os efeitos sedativos serem mais proeminentes no início do tratamento, diminuindo habitualmente ao longo das primeiras semanas. A interrupção abrupta do medicamento após uma administração prolongada pode resultar numa síndrome de descontinuação.

As restrições de segurança incluem avisos sobre a administração concomitante com Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAOs), devido ao risco de reações graves. Existem ainda considerações de segurança específicas para populações especiais; por exemplo, a depuração do fármaco é geralmente mais lenta em idosos e em doentes com insuficiência hepática ou renal.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Guia de Sobredosagem: O que fazer e quando procurar ajuda — informação oficial para o Remirta

Âmbito da sobredosagem

Domínio Informação Regulamentar
Sintomas documentados A sobredosagem está associada a sinais e sintomas como desorientação, sonolência, compromisso da memória e taquicardia (ritmo cardíaco acelerado).
Sistemas fisiológicos afetados O Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Cardiovascular são afetados. Foram relatados efeitos graves, incluindo o prolongamento do intervalo QT e Torsades de Pointes.
Fatores de exposição O risco de desfechos graves, incluindo fatalidades, aumenta com doses superiores às recomendadas, particularmente em casos de sobredosagem mista com outros agentes farmacológicos.
Populações específicas A depuração do fármaco é reduzida em doentes com insuficiência renal ou hepática, o que pode levar ao aumento dos níveis do medicamento e a um risco acrescido.
Resposta de emergência É necessária assistência médica imediata. A gestão envolve tratamento sintomático e de suporte. Em caso de suspeita de Síndrome Serotoninérgica, o medicamento deve ser interrompido.

Classificações de sobredosagem

Classificação Informação Regulamentar
Gravidade A sobredosagem pode resultar em desfechos graves, incluindo fatalidades, especialmente em ingestões de múltiplos fármacos.
Limitações de gestão Não se conhece um antídoto específico; medidas procedimentais, como a consideração de lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado, são opções de gestão hospitalar definidas.

Declarações oficiais sobre sobredosagem

Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem com mirtazapina. A monitorização por ECG deve ser realizada como parte dos cuidados de suporte, devido aos riscos cardíacos documentados. O potencial explícito de fatalidades e arritmias cardíacas confirma a necessidade de procurar ajuda médica urgente imediatamente.

Os documentos oficiais definem o perfil de sobredosagem pelos seus efeitos centrais depressores e pelo potencial de toxicidade cardiovascular grave com risco de vida. A documentação de desfechos graves, como Torsades de Pointes, e a ausência de um antídoto conhecido exigem uma intervenção médica de emergência imediata. Toda a gestão centra-se na prestação de terapia sintomática e de suporte rigorosa e na monitorização contínua das funções vitais.

Usos terapêuticos de Remirta

O Remirta é comummente utilizado para auxiliar na gestão da Perturbação Depressiva Major (PDM), tratando sintomas afetivos como a tristeza persistente, a desesperança e a perda de interesse ou prazer. É aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, sendo considerado relevante para atenuar sintomas que criam uma sobrecarga funcional percetível.

Domínios Terapêuticos e Alívio de Sintomas

O medicamento é pertinente para a gestão de sintomas em domínios onde é necessário apoio sintomático adicional, incluindo perturbações do humor, défices de sono e perda de apetite. Isto proporciona um suporte que ajuda a aliviar a carga global de sintomas da doença em fase aguda.

Auxilia na abordagem de grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, e pode ajudar na gestão de sintomas relacionados com o aumento da atividade neurológica ou muscular, tais como a insónia e a ansiedade concomitante. É também frequentemente utilizado em diversas condições que apresentam episódios agudos, nos quais os pacientes experienciam sintomas que se tornam mais disruptivos durante as crises, como a falta de apetite e o baixo peso corporal.

Esta aplicação é relevante para aliviar sintomas associados ao stresse funcional de sistemas específicos, o que contribui para um maior conforto durante períodos de agravamento dos sintomas e apoia o bem-estar geral.

Nota sobre o Alívio Sintomático
Foco na Gestão de Sintomas: Apoia a gestão de sintomas relacionados com o desconforto físico e o aumento da atividade neurológica.
Contexto Clínico: Relevante em situações que envolvem manifestações recorrentes ou episódicas de depressão.
Benefício para o Paciente: Ajuda a melhorar o conforto diário e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Remirta?

O Remirta (mirtazapina) está oficialmente indicado para utilização em adultos (com 18 anos ou mais). As autoridades regulamentares definem grupos específicos para os quais a utilização deste medicamento é absolutamente proibida. Está contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à mirtazapina ou a qualquer um dos seus componentes. Além disso, o Remirta não deve ser utilizado concomitantemente com Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAOs), nem nos 14 dias após a interrupção destes fármacos.


Restrições Populacionais

A utilização de Remirta não é recomendada para crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, uma vez que a sua segurança e eficácia não foram estabelecidas nesta faixa etária. A formulação em comprimidos orodispersíveis é também contraindicada para doentes com Fenilcetonúria (PKU).

Grupos populacionais específicos devem utilizar o Remirta apenas com precaução, devido a alterações na depuração do fármaco. Isto inclui doentes com compromisso renal moderado a grave e doentes com compromisso hepático. A utilização durante a gravidez geralmente não é recomendada, a menos que seja necessária, e a utilização durante a amamentação também não é recomendada, dado que o fármaco passa para o leite materno. Deve igualmente ser exercida precaução ao considerar o Remirta para doentes com historial de convulsões ou determinadas condições cardiovasculares.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

A utilização do Remirta em conjunto com determinados medicamentos, produtos à base de plantas e álcool está documentada em fontes regulamentares oficiais devido ao potencial de riscos associados a interações ou alterações na concentração do fármaco.

Combinações Contraindicadas

O Remirta não deve ser utilizado concomitantemente com Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAOs), incluindo o antibiótico linezolida e o azul de metileno por via intravenosa. Deve decorrer um período de, pelo menos, 14 dias entre a interrupção de um IMAO e o início do Remirta, ou vice-versa, para evitar o risco de uma condição grave relacionada com níveis elevados de serotonina.

Outros Serotoninérgicos e Depressores do SNC

O uso simultâneo de Remirta com outros medicamentos que afetam os níveis de serotonina — tais como triptanos, lítio, tramadol e outros antidepressivos — aumenta o risco de atividade serotoninérgica elevada. A coadministração com depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), como as benzodiazepinas (ex: diazepam) e o álcool, acarreta um risco documentado de efeitos aditivos, incluindo o aumento da sedação e do compromisso funcional.

Interações Farmacocinéticas

As concentrações de Remirta no organismo podem ser afetadas por fármacos que modificam o sistema enzimático CYP3A, envolvido no metabolismo do Remirta. Os indutores fortes do CYP3A (ex: carbamazepina, fenitoína, rifampicina) podem diminuir significativamente a concentração de Remirta, o que pode exigir um ajuste por parte de um profissional de saúde. Inversamente, os inibidores fortes do CYP3A (ex: cetoconazol, claritromicina) e a cimetidina podem aumentar a concentração de Remirta. Adicionalmente, a coadministração com o anticoagulante varfarina requer a monitorização dos parâmetros de coagulação sanguínea.

Interações com Produtos Não Medicinais

O uso com o produto à base de plantas Erva de São João (Hipericão) deve ser feito com cautela, uma vez que está documentado que este aumenta o risco de efeitos serotoninérgicos.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do Remirta (mirtazapina) define-se pela sua atividade como um Antidepressivo Noradrenérgico e Serotoninérgico Específico (NaSSA). Este perfil caracteriza-se pelo bloqueio simultâneo de vários recetores-chave, resultando numa modulação neuroquímica e fisiológica direcionada.

Potenciação Dual através da Desinibição Pré-sináptica

Este domínio abrange a ação sobre os recetores alfa2-adrenérgicos pré-sinápticos, que funcionam normalmente como um travão inibidor da libertação de neurotransmissores. Ao bloquear estes recetores (desinibição), o fármaco aumenta a produção sináptica tanto da noradrenalina (NE) como da serotonina (5-HT). Este mecanismo é fundamental para o perfil de efeitos do medicamento, uma vez que aumenta de imediato a concentração sináptica destes mensageiros químicos.

Direcionamento Seletivo da Sinalização da Serotonina

Esta área envolve o antagonismo de recetores pós-sinápticos específicos 5-HT2 e 5-HT3. Este bloqueio faz com que a serotonina libertada se ligue preferencialmente aos recetores 5-HT1A. Esta abordagem de sinalização direcionada modula vias de sinalização neuroquímica específicas no cérebro.

Modulação do Alerta Mediada pela Histamina

O Remirta atua também como um antagonista com elevada afinidade de ligação para os recetores centrais de Histamina H1. Esta ligação de alta afinidade atenua a atividade do sistema histaminérgico no cérebro, uma via principal na regulação do estado de alerta e da vigília. Esta ação conduz à modulação do sistema histaminérgico central, afetando a regulação do estado de vigília.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Remirta

A utilização do Remirta (mirtazapina) rege-se por instruções específicas definidas nos documentos regulamentares, que estabelecem a via de administração, os parâmetros de dosagem e o esquema terapêutico. O medicamento foi formulado exclusivamente para administração por via oral e está disponível em comprimidos revestidos por película e comprimidos orodispersíveis, com dosagens que incluem 15 mg, 30 mg e 45 mg.


Protocolo de Administração Padrão

A dose inicial típica para adultos é de 15 mg ou 30 mg tomados uma vez por dia, sendo que o intervalo de manutenção eficaz se situa geralmente entre os 15 mg e os 45 mg diários, que corresponde também à dose máxima recomendada. A semivida do fármaco permite um esquema de toma única diária, preferencialmente à noite antes de deitar; no entanto, pode ser administrado em duas doses divididas. Caso sejam necessários ajustes na dose, estes devem ser separados por intervalos de uma a duas semanas para permitir uma avaliação adequada da resposta.


Procedimentos e Requisitos Chave

A administração pode ser feita com ou sem alimentos. Os comprimidos revestidos por película devem ser engolidos inteiros com líquidos, enquanto os comprimidos orodispersíveis devem ser colocados sobre a língua com as mãos secas, permitindo que se dissolvam na saliva para serem depois engolidos. A forma orodispersível deve ser utilizada imediatamente após a sua remoção da embalagem (blister).

O tratamento é habitualmente continuado durante pelo menos seis meses após a resolução dos sintomas. Quando se planeia a interrupção do tratamento, a dosagem deve ser reduzida gradualmente em vez de ser interrompida de forma abrupta. A modificação (redução) da dose pode também ser necessária em doentes com insuficiência renal ou hepática moderada a grave.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Remirta

Evidência na Fase Aguda da Perturbação Depressiva Maior (PDM)

A investigação principal que explora o Remirta para a fase aguda da Perturbação Depressiva Maior (PDM) envolve ensaios clínicos aleatorizados e controlados por placebo de curta duração. Os investigadores analisaram doentes adultos e focaram-se em resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional. A investigação analisou as diferenças nas alterações das pontuações de sintomas entre os participantes que receberam o composto em estudo e aqueles que receberam um comparador inativo. Estudos comparativos também exploraram a diferença nos resultados medidos quando o composto foi comparado com outros tratamentos antidepressivos estabelecidos. Os dados disponíveis mostram padrões relacionados com as medições de alteração de sintomas, contribuindo para o panorama de evidência mais amplo para este composto.


Evidência na Manutenção da Remissão e Prevenção de Recaídas

A investigação explorou o curso a longo prazo da PDM em doentes que atingiram a remissão durante a fase inicial do tratamento. Estes estudos incluem ensaios de descontinuação controlados por placebo. As conclusões descrevem padrões observados nestes estudos, onde o uso continuado do composto em estudo foi associado à monitorização do estado de remissão sustentada ao longo do período de observação. Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, notando que foi monitorizada uma recaída depressiva nos participantes que descontinuaram o composto ativo.


O Cenário Atual: O que Permanece Incerto na Investigação

A investigação fornece informações sobre as alterações a curto prazo e ajuda a mostrar o que foi observado até agora, mas são assinaladas limitações significativas e lacunas de evidência na literatura científica. Os resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e os dados para resultados que se estendam para além de um ano são limitados. Os estudos de longo prazo disponíveis focam-se principalmente na prevenção de recaídas naqueles que atingiram a remissão inicialmente, o que significa que não abordam os resultados a longo prazo em todos os doentes. Existe falta de evidência comparativa em muitas áreas, limitando a compreensão de como o composto se compara a todas as opções de tratamento disponíveis durante períodos prolongados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Remirta (FAQ)

P: Quais foram as principais conclusões dos ensaios clínicos fundamentais do Remirta?

Os estudos e as informações oficiais indicam que os ensaios clínicos pivotais para o Remirta demonstraram que o composto foi estatisticamente superior ao placebo. Os investigadores mediram as alterações nas pontuações de sintomas em adultos com Perturbação Depressiva Maior (PDM). As conclusões contribuíram para a evidência que apoia a utilização do Remirta para os sintomas de PDM.


P: O que dizem as orientações oficiais sobre a toma de Remirta com suplementos à base de plantas?

Os documentos regulamentares advertem especificamente contra a combinação de Remirta com o produto à base de plantas Erva de São João (Hipericão). Este aviso deve-se a um risco documentado de aumento da atividade serotoninérgica, o que poderia potencialmente levar a efeitos adversos graves.


P: O Remirta pode ser utilizado por adultos mais velhos, de acordo com as diretrizes oficiais?

Segundo a informação oficial do produto, o Remirta pode ser utilizado por adultos mais velhos. No entanto, estudos farmacocinéticos indicam que a depuração do fármaco, ou a rapidez com que este abandona o corpo, é geralmente mais lenta nos idosos. Esta diferença pode exigir ajustes na dosagem prescrita.


P: Os documentos oficiais mencionam quaisquer exames laboratoriais ou monitorização obrigatória enquanto se toma Remirta?

A informação regulamentar refere que pode ser monitorizado um Hemograma Completo, particularmente se ocorrerem sinais de infeção. Isto é feito para ajudar a avaliar o risco raro de agranulocitose (supressão grave de glóbulos brancos) citado nos rótulos oficiais.


P: Qual é a expectativa geral de duração de uso antes de ser sugerida uma revisão do tratamento?

O efeito terapêutico total do Remirta pode não ser totalmente evidente de imediato e pode demorar várias semanas ou mais. A resposta ao tratamento é frequentemente avaliada num período de cerca de 8 semanas após o início da terapia. Este intervalo permite que o efeito do fármaco seja devidamente avaliado como parte do plano de tratamento global.


P: Existem sistemas de órgãos específicos que o Remirta afete, exigindo monitorização?

Os documentos regulamentares observam que o Remirta pode afetar vários sistemas de órgãos. Os riscos citados incluem potenciais problemas no sistema hematológico (sangue) e no sistema hepático (fígado). Além disso, é necessária precaução especial para doentes com compromisso renal pré-existente (função renal).


P: Existem limitações no desempenho físico ou mental mencionadas na informação de prescrição do Remirta?

A informação oficial de prescrição afirma que o fármaco pode comprometer o discernimento, o pensamento e as capacidades motoras devido aos seus efeitos como sonolência e tonturas. Os documentos regulamentares referem que deve ser exercida cautela ao realizar tarefas que exijam perícia, como conduzir ou operar maquinaria pesada.


P: O Remirta é tipicamente utilizado como uma opção de tratamento primária ou secundária?

O contexto das diretrizes regulamentares sugere que o Remirta é uma opção de tratamento eficaz para a Perturbação Depressiva Maior. Embora algumas diretrizes clínicas sugiram outras classes de medicamentos como primeira linha, o Remirta é frequentemente reconhecido como uma alternativa ou opção secundária. É por vezes preferido para doentes que possam beneficiar do seu perfil farmacológico único, como aqueles com insónia concomitante.


P: Como é que o Remirta interage com analgésicos comuns de venda livre?

As interações variam dependendo do analgésico específico. Medicamentos serotoninérgicos para a dor, como certos fármacos para a enxaqueca ou analgésicos fortes, aumentam o risco de Síndrome Serotoninérgica. Os documentos regulamentares citam um risco documentado de aumento de hemorragia gastrointestinal quando o fármaco é tomado com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).


P: Quanto tempo demora normalmente o Remirta a começar a ter os seus efeitos descritos?

A informação oficial do produto afirma que os efeitos terapêuticos iniciais do Remirta podem ser observados logo na primeira semana após o início da terapia. No entanto, como muitos medicamentos da sua classe, o benefício total demora geralmente várias semanas a estabelecer-se.


P: Qual é a orientação sobre o que acontece se esquecer uma dose de Remirta?

A orientação oficial para o uso uma vez por dia descreve um protocolo em que uma dose esquecida deve ser tomada se for lembrada pouco tempo depois, mas deve ser ignorada se estiver próxima da dose seguinte programada. Esta orientação especifica que o indivíduo não deve tomar uma dose dupla para compensar uma dose esquecida.


P: Existem estudos de investigação em curso a explorar novos potenciais usos para o Remirta?

Recursos regulamentares e registos públicos de ensaios clínicos referem investigações clínicas em curso envolvendo o Remirta. Estes estudos incluem ensaios que exploram novas aplicações, investigam diferentes formulações ou examinam a sua eficácia comparativa em relação a outros tratamentos.


P: Quando é que o Remirta recebeu a primeira aprovação de uma grande agência reguladora?

A substância ativa do Remirta, a Mirtazapina, recebeu a primeira aprovação regulamentar para o tratamento da Perturbação Depressiva Maior nos Países Baixos, em 1994. Foi posteriormente aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA em 1996.


P: A investigação indica uma diferença na eficácia baseada na idade do doente?

Estudos de eficácia estabeleceram a utilidade do fármaco principalmente em doentes adultos. Embora não seja comummente destacada nenhuma diferença específica na eficácia por idade dentro da população adulta, os dados farmacocinéticos mostram que a depuração do fármaco é mais lenta nos idosos. Esta diferença pode exigir ajustes na dosagem prescrita na população idosa.


P: Porque é que o Remirta é por vezes referido como um medicamento "inovador" ou de "nova geração"?

Os resumos regulamentares oficiais descrevem a ação única do Remirta como um Antidepressivo Noradrenérgico e Serotoninérgico Específico (NaSSA). Esta classificação reflete o seu mecanismo dual de potenciar tanto a atividade noradrenérgica como a serotoninérgica, conferindo-lhe um perfil distinto em comparação com classes anteriores de antidepressivos.


P: Qual é a biodisponibilidade do Remirta?

De acordo com dados farmacocinéticos oficiais, o fármaco é absorvido de forma rápida e completa após a administração oral. No entanto, devido ao metabolismo de primeira passagem no fígado, a sua biodisponibilidade absoluta (a quantidade que atinge a corrente sanguínea) é relatada como sendo de cerca de 50%.


P: O Remirta pode ser tomado com medicamentos comuns para a constipação e gripe?

Os documentos regulamentares aconselham precaução devido ao risco de efeitos aditivos quando o Remirta é utilizado com outros depressores do Sistema Nervoso Central (SNC). Muitos medicamentos comuns para a constipação e gripe contêm ingredientes que pertencem a esta classe, o que pode levar a um aumento significativo da sedação, sonolência ou compromisso cognitivo.

Como Remirta deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Remirta

O medicamento Remirta (mirtazapina) deve ser conservado e eliminado de acordo com os requisitos oficiais detalhados na rotulagem regulamentar.


Requisitos de Armazenamento

Os comprimidos de Remirta requerem armazenamento a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C (68°F a 77°F). O produto deve ser mantido no recipiente em que foi fornecido e o recipiente deve ser mantido bem fechado para proteção. Todas as formas de Remirta devem ser guardadas fora da vista e do alcance das crianças.


Manuseamento e Estabilidade

Para a forma de comprimido orodispersível, a utilização é necessária imediatamente após a remoção da embalagem (blister); esta forma não pode ser guardada após o selo original ter sido rompido.


Instruções de Eliminação

O Remirta não utilizado ou fora de validade deve, idealmente, ser entregue num programa oficial de retoma de medicamentos. Se esta opção não estiver disponível, o medicamento deve ser acondicionado de forma segura para eliminação no lixo doméstico, misturando os comprimidos com um material indesejável, como borras de café usadas ou terra, e colocando depois a mistura num saco selado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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