Remimed

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Remimed

Opção de tratamento: Pain Management, Sedation

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Remimed

O que é o Remimed?

O Remimed é uma preparação farmacêutica potente, de venda exclusiva mediante receita médica, reconhecida na prática clínica pelo seu elevado grau de controlo analgésico. A sua substância ativa é o cloridrato de remifentanilo, um composto sintetizado quimicamente e classificado como um agonista dos recetores opioides mu de ação ultra-curta. Este medicamento é único na sua classe devido ao seu início de ação imediato e à sua rápida eliminação. O mecanismo de ação do fármaco, que envolve a ativação de recetores de dor específicos no sistema nervoso central, bloqueia eficazmente a transmissão de sinais de dor intensa.

O medicamento é fornecido como um pó liofilizado para solução injetável ou para perfusão, que é reconstituído numa solução imediatamente antes da sua utilização. Este formato de ingrediente único permite uma administração precisa e controlada num ambiente hospitalar estéril. O que distingue o remifentanilo é a sua designação como um opioide metabolizado por esterases. Esta característica significa que o fármaco é rapidamente decomposto por enzimas não específicas presentes no sangue e nos tecidos, garantindo uma depuração independente dos órgãos. Este metabolismo rápido é um fator diferenciador fundamental em relação aos opioides de ação prolongada, resultando numa duração de efeito mais previsível.

O principal papel terapêutico do Remimed é proporcionar uma analgesia intensa e rapidamente controlável como um complemento essencial à anestesia geral durante a cirurgia. Os médicos utilizam a sua duração de efeito ultra-curta para gerir com precisão o nível de dor do doente ao longo de um procedimento cirúrgico. Esta via metabólica previsível é clinicamente reconhecida por garantir que o efeito analgésico diminua rapidamente quando a perfusão é interrompida, apoiando uma transição célere e gerida para os cuidados pós-operatórios e reduzindo os efeitos narcóticos residuais.

Quais efeitos secundários são possíveis com Remimed?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Remimed (Cloridrato de Remifentanilo) baseia-se na documentação regulamentar oficial que classifica as reações adversas observadas por frequência e pelo sistema corporal afetado. Como agonista dos recetores mu-opioides de ação ultracurta, as suas características de segurança centram-se em efeitos que envolvem os sistemas cardiovascular e respiratório durante e imediatamente após a administração.

As reações adversas classificadas como Muito Frequentes (ocorrem em pelo menos 1/10 doentes) incluem Hipotensão (pressão arterial baixa), Bradicardia (frequência cardíaca lenta), Rigidez dos músculos esqueléticos, Náuseas e Vómitos. A ocorrência de Dor pós-operatória também está classificada nesta frequência.

Os eventos categorizados como Frequentes (ocorrem entre 1/100 a <1/10 doentes) envolvem Apneia (interrupção transitória da respiração), Depressão respiratória, Hipertensão (pressão arterial elevada), Tonturas e Prurido (comichão). A depressão respiratória grave é uma preocupação de segurança fundamental associada à utilização deste medicamento.

As reações adversas graves documentadas no texto regulamentar incluem Assistolia (paragem cardíaca) e Anafilaxia, que são classificadas como Raras (ocorrem entre 1/10.000 a <1/1.000 doentes). Preocupações como Convulsões, Dependência farmacológica, Tolerância e Síndrome de abstinência foram notificadas durante a utilização pós-comercialização, e a sua frequência é atualmente classificada como Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis). A síndrome de abstinência é particularmente observada após administração prolongada e interrupção abrupta.

Notas de Segurança Específicas para Populações estão descritas na rotulagem oficial. Os Adultos mais velhos (doentes com mais de 65 anos de idade) podem apresentar uma maior sensibilidade aos efeitos do fármaco. No entanto, devido ao seu metabolismo único e independente dos órgãos, os doentes com insuficiência renal normalmente não requerem ajustes na dose.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem do Remimed (Remifentanilo) focando-se em depressões agudas das funções vitais que podem colocar a vida em risco.

Propriedade Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações de sobredosagem documentadas Sedação profunda, depressão respiratória potencialmente fatal, depressão circulatória, hipotensão, bradicardia e rigidez dos músculos esqueléticos.
Sistemas fisiológicos afetados Sistema Respiratório, Sistema Nervoso Central, Sistema Cardiovascular.
Fatores relacionados com a dose ou exposição O risco de sobredosagem aumenta com a coadministração de depressores do Sistema Nervoso Central (SNC).
Notas sobre populações específicas Os recém-nascidos devem ser monitorizados quanto a sonolência excessiva e dificuldade respiratória caso o medicamento seja administrado à mãe durante o trabalho de parto.
Quando é necessária ajuda médica imediata Procure assistência médica imediata ao experienciar sintomas de sonolência extrema, dificuldade em respirar ou ausência de resposta.
Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Classificação de gravidade Os principais desfechos adversos são classificados como potencialmente fatais (depressão respiratória, coma, morte).
Base regulamentar Baseado nos requisitos das Informações de Prescrição oficiais / Resumo das Características do Medicamento (RCM).

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

  • A sobredosagem pode manifestar-se através de depressão respiratória potencialmente fatal, sedação profunda, coma e depressão circulatória.
  • É necessária uma ação de emergência imediata, começando pela interrupção imediata da perfusão.
  • Deve ser administrado um antagonista opioide perante sintomas de depressão clinicamente significativos, sendo esta a medida procedimental documentada para a reversão.
  • Estão especificadas medidas de gestão de suporte para sintomas associados, tais como a utilização de efedrina ou fármacos anticolinérgicos para a bradicardia.

Ligação ao perfil geral de sobredosagem:

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem detalhando as manifestações fisiológicas graves esperadas, o que exige uma resposta rápida e obrigatória. Isto inclui a administração exigida de um antagonista opioide para reverter efeitos clinicamente significativos. A ocorrência de sedação profunda ou de respiração severamente lenta é o gatilho explícito para procurar atenção médica urgente.

Usos terapêuticos de Remimed

Para que é utilizado o Remimed: principais utilizações e benefícios

Os medicamentos integrados nesta categoria terapêutica são geralmente utilizados para proporcionar alívio sintomático em diversas áreas fundamentais. Tal como refletido em fontes oficiais, o Remimed é frequentemente utilizado em condições que apresentam padrões de sintomas agudos ou disruptivos.


Alívio Direcionado do Desconforto

O Remimed é habitualmente utilizado para ajudar a gerir sintomas relacionados com o desconforto físico e desequilíbrios sistémicos. Isto inclui o alívio de sintomas como a dor, inflamação, edema (inchaço) e febre, que podem surgir subitamente ou intensificar-se com o tempo. O medicamento pode ser aplicado em cenários onde é necessária uma gestão suplementar do desconforto, como durante exacerbações inflamatórias ou na recuperação de lesões menores.

“O Remimed é relevante em contextos marcados pelo aumento do desconforto ou da tensão, oferecendo um suporte que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas.”

Foco Sintomático: Dor e Febre

O apoio prestado pelo Remimed pode auxiliar no conforto durante períodos de sintomas mais intensos e favorece o bem-estar geral quando o desconforto interfere com o funcionamento quotidiano. É relevante quando a assistência sintomática de curto prazo possa ser adequada para estas fases sintomáticas desafiantes.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização do Remimed (Cloridrato de Remifentanilo) é estritamente definida pela rotulagem aprovada pelas autoridades, focando-se na população de doentes e no contexto clínico.

Âmbito de Elegibilidade

Categoria da População Estado de Elegibilidade (Terminologia Regulamentar)
Populações Autorizadas Adultos e doentes pediátricos (dos 1 aos 12 anos) para anestesia geral. Adultos para analgesia em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) sob ventilação mecânica.
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao remifentanilo ou a outros derivados do fentanilo. Proibida a administração por via epidural ou intratecal. Não deve ser utilizado como agente único para anestesia.
Não Recomendado Crianças com menos de um ano de idade para utilização em contexto de UCI. Doentes pediátricos para analgesia pós-operatória ou cuidados de anestesia monitorizada (MAC). Durante o trabalho de parto ou cesariana.

Regras Específicas por Idade e Condição

  • Adultos Idosos (Mais de 65 anos): Elegíveis, mas a rotulagem oficial exige que a taxa de perfusão inicial seja reduzida em 50% devido a uma maior sensibilidade.
  • Insuficiência Renal/Hepática: Não é necessário ajuste posológico para doentes com compromisso renal ou hepático, uma vez que a depuração do medicamento é independente dos órgãos.
  • Gravidez e Aleitamento: O uso durante a gravidez é condicional, permitido apenas se o benefício potencial justificar o possível risco de danos fetais. Recomenda-se que a amamentação seja interrompida durante as 24 horas após a administração.

Os documentos regulamentares estabelecem a elegibilidade com base tanto em exclusões absolutas como em utilizações condicionais, garantindo que o medicamento seja administrado apenas dentro dos parâmetros definidos para a população e num ambiente totalmente monitorizado.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Cloridrato de Remifentanilo baseia-se principalmente em interações farmacodinâmicas (PD), que se caracterizam por efeitos aditivos no sistema nervoso central e na função cardiovascular. Em conformidade com a sua via de eliminação única através de esterases plasmáticas e teciduais não específicas, a documentação regulamentar nota uma ausência de interações farmacocinéticas (PK) significativas envolvendo o sistema enzimático do Citocromo P450 ou os principais transportadores de fármacos.

Classificação da Interação Padrão Documentado
Potenciação Farmacodinâmica Efeitos depressores aditivos do SNC, levando a um risco aumentado de sedação profunda, depressão respiratória, coma ou morte.
Risco Serotoninérgico Potencial para Síndrome Serotoninérgica quando combinado com outros agentes serotoninérgicos.

Declarações Oficiais sobre Interações

A coadministração com Depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), uma categoria que inclui anestésicos gerais, sedativos, benzodiazepinas e álcool, resulta em efeitos depressores aditivos do SNC. Esta classificação regulamentar realça o elevado risco associado a esta combinação. Do mesmo modo, o uso concomitante de Fármacos Serotoninérgicos (ex.: SSRIs, SNRIs, IMAOs) está documentado pelo potencial de causar Síndrome Serotoninérgica, um desfecho farmacodinâmico grave. O perfil observa também um risco aumentado de hipotensão e bradicardia quando utilizado em conjunto com Anti-hipertensores, devido a efeitos farmacodinâmicos aditivos. Uma consideração fundamental específica para a população existe para doentes idosos, nos quais o risco e a gravidade das interações farmacodinâmicas que levam à depressão respiratória e do SNC podem ser mais elevados.

Mecanismo de ação

O Remimed pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como antidepressivos tetracíclicos. O mecanismo de ação deste fármaco baseia-se na modulação da atividade química no cérebro, especificamente ao nível da neurotransmissão entre as células nervosas.

O medicamento atua aumentando a disponibilidade de certas substâncias químicas naturais, designadas como neurotransmissores, no sistema nervoso central. O Remimed foca-se principalmente no aumento dos níveis de noradrenalina e serotonina. Estas substâncias desempenham um papel fundamental na regulação do humor, do sono e do bem-estar emocional.

Aumentar a presença destes neurotransmissores nas sinapses — os espaços de comunicação entre os neurónios — ajuda a restaurar o equilíbrio químico que se encontra frequentemente alterado em estados depressivos. Ao facilitar esta comunicação nervosa, o medicamento contribui para a melhoria progressiva dos sintomas associados à depressão, promovendo uma estabilização do estado clínico do paciente ao longo do tratamento.

Informações sobre dosagem e administração

O Remimed é fornecido como um pó liofilizado para injeção, sendo destinado exclusivamente para utilização intravenosa (IV). Devido à sua duração de ação extremamente curta, este medicamento deve ser administrado apenas através de um dispositivo de infusão calibrado, sob a forma de perfusão contínua num ambiente totalmente monitorizado. O pó requer tanto a reconstituição como a diluição para uma concentração específica antes de a solução resultante estar pronta para administração.

O regime posológico é calculado com base no peso corporal e é altamente individualizado de acordo com as necessidades agudas do paciente durante o procedimento. Para a Indução da Anestesia, a perfusão intravenosa contínua é tipicamente iniciada a uma taxa de 0,5 a 1 µg/kg/min. Durante a Manutenção da Anestesia, a taxa de perfusão contínua situa-se geralmente no intervalo de 0,05 a 2 µg/kg/min. São permitidas doses suplementares em bólus de 0,5 a 1 µg/kg durante a fase de manutenção, mas a sua utilização é restrita em pacientes não intubados.

Um princípio fundamental da administração é a necessidade de uma titulação rápida; a taxa de perfusão pode ser ajustada para cima (em incrementos de 25% a 100%) ou para baixo (em reduções de 25% a 50%) a cada dois a cinco minutos para manter o efeito pretendido. Para Pacientes Geriátricos (com mais de 65 anos), a dose inicial oficial deve ser reduzida em 50%. Inversamente, não é necessário qualquer ajuste posológico para pacientes com insuficiência renal ou hepática, o que reflete a depuração do fármaco independente desses órgãos. Após a interrupção, a tubagem intravenosa deve ser imediatamente limpa para evitar a administração inadvertida e retardada de qualquer volume residual.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Remimed


Evidência para utilização como adjuvante na anestesia geral

A maior parte da investigação que explora o papel do Remimed no bloco operatório consiste em numerosos Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) de grande escala e em revisões sistemáticas abrangentes. Estes estudos analisaram o seu papel como adjuvante na anestesia geral. Os investigadores monitorizaram variáveis relacionadas com o desconforto físico e o esforço ou stresse fisiológico durante o procedimento. As métricas utilizadas nos estudos incluíram o tempo de recuperação da consciência, o tempo até à extubação e a duração da permanência na Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos (UCPA).

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relativamente aos tempos de recuperação medidos. A investigação destaca alterações medidas durante o período do estudo relativas à estabilidade fisiológica. Os estudos monitorizaram a utilização de medicação analgésica adicional imediatamente após o procedimento, e alguns resultados descreveram padrões de aumento da necessidade nas horas após a interrupção da perfusão.


Estudos em contextos de gestão de dor aguda

A investigação também analisou o papel do Remimed em contextos agudos específicos. Foram explorados estudos onde a sua utilização como analgésico e sedativo para doentes em estado crítico sob ventilação mecânica foi avaliada na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). Estes ensaios monitorizaram o desequilíbrio sistémico ou funcional, observando desfechos como a duração total da ventilação mecânica e o tempo de internamento na UCI. Os resultados foram mistos entre as revisões sistemáticas disponíveis.

Em segundo lugar, o Remimed foi estudado como uma intervenção durante o trabalho de parto. Os investigadores monitorizaram desfechos relatados pelas doentes, incluindo pontuações de intensidade da dor e níveis de satisfação materna medidos. Os estudos comunicaram padrões nas pontuações de intensidade da dor medidas, mas as pontuações de satisfação pareceram inferiores às comunicadas para técnicas como o controlo da dor por via epidural. Carece de evidência comparativa para avaliar de forma definitiva a equivalência com técnicas neuroaxiais.


Lacunas na investigação e incertezas remanescentes

A qualidade da evidência varia entre os estudos devido à vasta gama de procedimentos cirúrgicos e à heterogeneidade dos doentes no contexto da UCI. A investigação também monitorizou variáveis relacionadas com a sensibilidade à dor, por vezes chamada hiperalgesia induzida por opioides (HIO), após a interrupção da perfusão. No entanto, a certeza permanece baixa na comunidade científica quanto às potenciais causas e implicações clínicas da HIO. As durações do acompanhamento foram limitadas principalmente ao período pós-perfusão imediato (ex.: num prazo de 24 horas), o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos pela base de evidência existente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Remimed (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente o Remimed a começar a fazer efeito?

De acordo com as informações oficiais do produto, o Remimed é descrito como tendo um início de ação rápido e um curto período de latência para atingir o seu efeito máximo. O fármaco é único porque a sua rápida degradação por enzimas significa que os seus efeitos analgésicos começam e param muito rapidamente após o início ou a interrupção da perfusão.


P: Qual é o tempo habitual para se observar o efeito total do Remimed?

Os documentos regulamentares indicam que o fármaco apresenta um início rápido e uma curta latência para atingir o seu efeito de pico. Este efeito funcional máximo ocorre tipicamente entre 3 a 5 minutos após uma dose única em bólus ou após um aumento na taxa de perfusão contínua.


P: Tenho de tomar o Remimed a uma hora específica do dia?

As informações regulamentares confirmam que o Remimed se destina apenas a ser utilizado num contexto clínico monitorizado. Os documentos oficiais clarificam que o Remimed é apenas para uso intravenoso (IV) e deve ser administrado como uma perfusão contínua por um profissional de saúde, não sendo tomado pelo doente em casa num horário diário fixo.


P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Remimed?

Devido às rigorosas medidas de controlo exigidas, a situação de um doente "se esquecer de uma dose" não é um cenário possível no contexto de utilização aprovado. Este medicamento é administrado exclusivamente por profissionais de saúde qualificados como uma perfusão IV contínua em ambiente clínico monitorizado.


P: Se o Remimed for interrompido, os sintomas da condição original regressam?

Sim, o efeito analgésico foi concebido para diminuir rapidamente. Após a interrupção da perfusão, o fármaco é rapidamente degradado por enzimas, resultando numa redução rápida da concentração sistémica e do efeito funcional, o que significa que o efeito de bloqueio da dor desaparece rapidamente.


P: O Remimed é o mesmo tipo de medicamento que [nome de fármaco semelhante]? Qual é a diferença?

O Remimed é classificado como um agonista dos recetores mu-opioides de ação ultracurta. Um fator chave que o diferencia é a sua depuração independente dos órgãos, o que significa que é rapidamente degradado por enzimas comuns em todo o corpo, em vez de ser eliminado principalmente pelos rins ou pelo fígado.


P: Qual a diferença entre o Remimed e um suplemento?

O Remimed é uma preparação farmacêutica potente, sujeita a receita médica, com um mecanismo de ação definido e indicações aprovadas pelas autoridades regulamentares. Ao contrário dos suplementos nutricionais, este medicamento foi submetido a extensos processos governamentais de revisão e aprovação para garantir a sua qualidade e finalidade num contexto médico controlado.


P: O Remimed causa aumento ou perda de peso?

As alterações de peso não constam entre os efeitos secundários muito frequentes do Remimed. No entanto, alguns recursos regulamentares referem que tanto a perda de peso como o aumento de peso foram notificados como efeitos secundários raros ou pouco frequentes em ensaios clínicos ou na vigilância pós-comercialização.


P: É comum sentir cansaço ao iniciar o Remimed?

O perfil de segurança oficial lista efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC), como Tonturas e Sedação (sonolência). Estes são efeitos comuns dos agonistas dos recetores mu-opioides que podem ser percebidos como cansaço, especialmente quando o medicamento é utilizado em combinação com outros depressores do Sistema Nervoso Central.


P: O Remimed pode afetar o meu padrão de sono?

O Remimed apenas está aprovado para utilização a curto prazo durante um procedimento médico ou em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). Embora os efeitos específicos a longo prazo nos padrões de sono não sejam o foco principal da rotulagem, os organismos reguladores já avaliaram anteriormente os riscos associados aos mu-opioides e à apneia central do sono em relação ao uso crónico.


P: O Remimed tem algum aviso sobre conduzir ou operar máquinas?

Sim. Sendo um medicamento que afeta o Sistema Nervoso Central, a rotulagem oficial inclui avisos de que o medicamento pode causar tonturas, sonolência ou atordoamento. Os doentes são aconselhados a não conduzir nem operar máquinas pesadas durante um período especificado após a administração.


P: É possível ficar dependente do Remimed?

O perfil de segurança oficial refere que os relatórios pós-comercialização incluem preocupações sobre Dependência Farmacológica e Tolerância, particularmente após a administração prolongada do medicamento em contextos como a UCI.


P: Existem estudos de segurança a longo prazo sobre o Remimed?

Os resumos da investigação indicam que o acompanhamento nos ensaios clínicos limitou-se principalmente ao período pós-perfusão imediato, normalmente num prazo de 24 horas. Por este motivo, os documentos oficiais declaram que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos pela base de evidência existente.


P: O Remimed interage com pílulas contracetivas?

O perfil regulamentar enfatiza as interações relacionadas com efeitos aditivos no sistema nervoso central. Os documentos oficiais referem que o Remimed carece de interações farmacocinéticas (PK) significativas envolvendo o sistema enzimático Citocromo P450, que metaboliza frequentemente os contracetivos hormonais. O perfil oficial destaca os efeitos farmacodinâmicos (PD).


P: O Remimed é uma substância controlada?

Sim. Devido à sua classificação como um agonista potente dos recetores mu-opioides e ao seu potencial de abuso, a substância ativa do Remimed, o Remifentanilo, é classificada como uma substância controlada de elevada potência (sujeita a regulamentação rigorosa de estupefacientes).


P: Qual é a duração média do tratamento com Remimed?

A duração é altamente individualizada e depende da utilização pretendida. Pode variar desde a duração de um único procedimento anestésico (algumas horas) até à administração contínua para analgesia na UCI por um período de até alguns dias, conforme indicado nos documentos de utilização clínica.


P: O Remimed ajudará com sintomas não listados nas utilizações oficiais?

As informações de prescrição oficiais indicam que o medicamento apenas está aprovado como analgésico para utilização durante a indução e manutenção da anestesia geral e para analgesia pós-operatória imediata. Os documentos regulamentares oficiais não suportam a utilização para outros sintomas.


P: O que devo fazer se um efeito secundário parecer ligeiro mas for incomodativo?

As informações oficiais para o doente recomendam a notificação de qualquer efeito secundário ao profissional de saúde que está a gerir a administração do medicamento. O profissional está na melhor posição para avaliar e gerir a condição do doente no ambiente monitorizado.


P: O Remimed interage com a cafeína?

Embora a cafeína não seja especificamente mencionada nas tabelas oficiais de interação medicamentosa, o perfil regulamentar inclui avisos sobre potenciais interações farmacodinâmicas com outros fármacos que afetam o Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo tanto depressores como certos estimulantes.


P: Qual é o risco de uma reação alérgica grave ao Remimed?

O perfil de segurança oficial do Remimed classifica as reações alérgicas graves, como a Anafilaxia (uma reação alérgica grave e rápida), como Raras. Isto significa que se espera que a reação ocorra entre 1/10.000 a <1/1.000 doentes.


P: O Remimed afeta a tensão arterial?

Sim, o perfil oficial lista alterações na tensão arterial como efeitos comuns. A Hipotensão (tensão arterial baixa) é classificada como um efeito secundário Muito Frequente, e a Hipertensão (tensão arterial elevada) é classificada como um efeito secundário Frequente.


P: Preciso de alterar a minha dieta enquanto estiver a tomar Remimed?

O perfil oficial de interações medicamentosas enfatiza as interações com outros medicamentos e depressores do SNC, como o álcool. Os documentos regulamentares não impõem restrições alimentares ou dietéticas significativas durante o período em que o medicamento é administrado.


P: Os adolescentes ou as crianças podem utilizar o Remimed?

O medicamento está aprovado para utilização como adjuvante da anestesia geral em adultos e doentes pediátricos com idades compreendidas entre 1 e 12 anos. A utilização na população de adolescentes (13-17 anos) está incluída no âmbito da população adulta, de acordo com as diretrizes regulamentares.


P: Tomar Remimed durante muito tempo altera os seus efeitos?

O perfil de segurança oficial nota que os relatórios pós-comercialização incluem preocupações sobre Tolerância e Dependência Farmacológica, particularmente após a administração prolongada do medicamento em contextos como a UCI.


P: Existem problemas conhecidos ao tomar Remimed imediatamente antes ou depois de uma cirurgia?

O Remimed foi concebido principalmente para utilização durante a cirurgia. As preocupações pós-operatórias conhecidas descritas nos documentos regulamentares incluem a ocorrência frequente de dor pós-operatória e a necessidade de uma transição imediata para um medicamento analgésico de ação mais prolongada assim que a perfusão é interrompida.


P: Porque é que o meu [familiar/amigo] está a tomar Remimed por uma razão diferente da minha?

O Remimed está aprovado para duas indicações principais em adultos. Estas indicações são: como analgésico durante a anestesia geral (para procedimentos cirúrgicos) e para proporcionar analgesia em doentes críticos sob ventilação mecânica em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

Como Remimed deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Remimed

A conservação e a eliminação do Remimed (Cloridrato de Remifentanilo) devem cumprir rigorosamente os requisitos regulamentares para garantir a integridade do produto.

Condições de Conservação Obrigatórias

Estado do Produto Requisito de Temperatura Requisito de Proteção
Pó Não Reconstituído Temperatura ambiente controlada (20 ºC a 25 ºC) Deve ser protegido da luz
Solução Reconstituída Temperatura ambiente controlada (20 ºC a 25 ºC) Utilizar ou eliminar num prazo de 24 horas

A rotulagem oficial determina que o pó não reconstituído deve ser conservado na embalagem exterior original e não deve ser congelado. O produto, destinado a uma única utilização, deve ser inspecionado visualmente quanto a alterações de cor ou presença de partículas antes da administração; caso estas sejam detetadas, o produto deve ser rejeitado. Tal como acontece com todos os medicamentos, deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças. Qualquer porção não utilizada do produto ou resíduos devem ser eliminados de acordo com os regulamentos locais de resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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