Remifentanil

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Remifentanil

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Opção de tratamento:

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Visão geral de Remifentanil

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de remifentanilo
Forma Pó liofilizado para solução injetável
Classe farmacológica Analgésico opioide (agonista dos recetores mu-opioides)
Uso comum Alívio da dor durante a anestesia / sedação em UCI
Origem Sintético, derivado da fenilpiperidina

Que tipo de analgésico é o Remifentanilo?

O remifentanilo é um potente analgésico opioide sintético, utilizado principalmente para o controlo da dor severa em contextos médicos monitorizados. O composto ativo, cloridrato de remifentanilo, é classificado como um agonista altamente seletivo dos recetores mu-opioides. Esta classificação significa que o fármaco atua ligando-se especificamente a recetores no sistema nervoso central, tais como o cérebro e a medula espinhal, para bloquear eficazmente a transmissão dos sinais de dor. A sua atividade farmacológica como opioide é clinicamente reconhecida pela sua potência e pelo seu perfil de manuseamento altamente eficaz.


Composição e Forma Física

O remifentanilo é fornecido como um pó liofilizado estéril para injeção, uma forma que requer reconstituição com água estéril ou um diluente adequado antes da administração. É um produto de substância única, concebido exclusivamente para infusão intravenosa controlada (infusão IV). A solução é habitualmente tamponada com excipientes como a glicina, de modo a assegurar a estabilidade química e a compatibilidade fisiológica adequada no momento da administração. A necessidade desta forma e via de administração reforça o seu estatuto como um medicamento destinado apenas a ser utilizado em ambientes de monitorização rigorosa, como os hospitais.


Finalidade Geral e Perfil Farmacológico Único

O principal objetivo médico do remifentanilo é servir como um adjuvante opioide para proporcionar uma analgesia intensa e controlável durante a indução e manutenção da anestesia geral. A sua característica distintiva é a sua duração de ação ultra-curta, com a recuperação dos seus efeitos a ocorrer rapidamente, frequentemente em poucos minutos, o que é independente da duração da infusão. Este desaparecimento rápido e consistente do efeito deve-se à sua metabolização única por esterases não específicas no sangue, uma propriedade que permite uma titulabilidade de elevada precisão, tornando-o valioso para o alívio da dor e sedação a curto prazo em doentes sob vigilância crítica, tais como os que se encontram em unidades de cuidados intensivos (UCI).

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Quais efeitos secundários são possíveis com Remifentanil?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Remifentanilo é definido pelas entidades reguladoras através de classificações específicas de reações adversas, que são, geralmente, consistentes com a farmacologia de um agonista potente dos recetores opioides mu. A maioria dos efeitos mais comuns é tipicamente transitória e resolve-se rapidamente após a interrupção ou redução da perfusão.

Reações Adversas Documentadas por Frequência

As reações adversas são classificadas de acordo com a frequência, com base em dados clínicos presentes nos rótulos regulamentares oficiais:

Frequência Efeitos Documentados Comuns
Muito Frequentes (>= 1/10) Rigidez muscular esquelética, Hipotensão (tensão arterial baixa), Náuseas, Vómitos
Frequentes (>= 1/100 a < 1/10) Bradicardia (ritmo cardíaco lento), Depressão respiratória aguda, Apneia, Prurido, Calafrios pós-operatórios
Raros Reações alérgicas, incluindo Anafilaxia, Assistolia (paragem cardíaca)

Considerações Fundamentais de Segurança

O risco de segurança mais grave documentado é a Depressão Respiratória Potencialmente Fatal, que constitui uma preocupação central para todos os analgésicos opioides. O Remifentanilo é classificado como uma substância controlada de Nível II, sublinhando o risco de Adição, Abuso e Uso Indevido de Opioides. Além disso, a utilização concomitante com outros depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) aumenta o risco de sedação grave e compromisso respiratório.

A rigidez muscular esquelética é um efeito comum que pode potencialmente interferir com a ventilação. As informações de segurança referem que os adultos mais velhos (com mais de 65 anos) podem apresentar uma sensibilidade acrescida aos efeitos hemodinâmicos. A cessação abrupta, particularmente após uma administração prolongada de mais de três dias, tem sido associada a relatos de síndrome de abstinência.

O Remifentanilo é especificamente contraindicado para administração epidural ou intratecal devido à presença de glicina na formulação.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem de Remifentanilo é documentada como uma exacerbação grave dos efeitos farmacológicos pretendidos do fármaco. As manifestações oficialmente reconhecidas incluem uma depressão profunda do sistema nervoso central e do sistema cardiovascular. As informações regulamentares destacam sinais como a depressão respiratória grave, que pode progredir rapidamente para a apneia (interrupção da respiração) e, posteriormente, para a paragem respiratória. Outros sinais clínicos documentados em cenários de sobredosagem são a bradicardia, hipotensão significativa e uma sedação profunda que pode levar ao estado de coma. Uma velocidade de infusão rápida pode também induzir rigidez muscular esquelética dependente da dose.

A sobredosagem é classificada pelas autoridades reguladoras como uma situação com potencial para resultados fatais, incluindo a paragem cardíaca e a depressão circulatória grave. Por conseguinte, o requisito regulamentar é procurar assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. A intervenção imediata é essencial, centrando-se na administração de um antagonista opioide (como a naloxona) para reverter os efeitos agudos do opioide. Os passos procedimentais explicitamente descritos incluem a manutenção de uma via aérea desobstruída, a prestação de ventilação assistida ou controlada e a utilização de tratamento sintomático e de suporte, como fluidos intravenosos ou vasopressores, para manter uma circulação adequada. É necessária uma monitorização contínua até que a recuperação fisiológica completa seja confirmada.

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Usos terapêuticos de Remifentanil

O remifentanilo é frequentemente utilizado em ambientes médicos com monitorização rigorosa para proporcionar um alívio de suporte. É particularmente adequado para situações que exijam uma gestão da sintomatologia a curto prazo e de forma ajustável, abrangendo diversas áreas críticas dos cuidados agudos. Este fármaco desempenha um papel na gestão de sintomas que podem tornar-se intensos, sendo aplicável em condições caracterizadas por períodos de agravamento de sintomas associados a procedimentos agudos e patologias críticas.

Analgesia e Cuidados de Suporte

Este medicamento é comumente utilizado para responder à necessidade de analgesia durante a indução e manutenção da anestesia geral, servindo também como apoio no período pós-operatório imediato. A medicação é relevante para atenuar a dor aguda severa e gerir a intensificação da resposta fisiológica provocada pela cirurgia, o que pode auxiliar na manutenção da estabilidade do organismo e contribuir para o conforto geral do doente durante intervenções cirúrgicas de grande porte.

Em contextos clínicos de cuidados agudos, o remifentanilo é habitualmente aplicado para gerir o desconforto agudo e a ansiedade em doentes críticos na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), particularmente naqueles que necessitam de ventilação mecânica. Este medicamento é considerado pertinente para doentes com insuficiência hepática ou renal, uma vez que o seu processo de metabolização ajuda a lidar com conjuntos de sintomas que, de outra forma, poderiam estar associados a manifestações prolongadas.

Em cenários clínicos onde se procura uma recuperação da anestesia eficiente e previsível, o remifentanilo atua na gestão de reflexos indesejados das vias aéreas (como a tosse ou o esforço respiratório) durante fases críticas. Isto pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e apoiar o processo de despertar da anestesia geral.


Facto Rápido: O alívio da Dor Aguda Severa em ambientes altamente monitorizados oferece um suporte que ajuda a reduzir a carga global de sintomas.

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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Remifentanilo?

O perfil de elegibilidade oficial do Remifentanilo é rigorosamente definido por documentos regulamentares, que descrevem as populações para as quais o uso é contraindicado, restrito ou aprovado sob condições específicas.


Contraindicações e Exclusões Absolutas

O medicamento é estritamente proibido para doentes com hipersensibilidade conhecida ao remifentanilo ou a outros análogos do fentanilo. É também contraindicado para administração epidural ou intratecal devido à presença de glicina na sua formulação.


Elegibilidade por Idade e Condição

Estado de Elegibilidade População / Grupo Etário Condição / Contexto
Uso Aprovado Adultos (>= 18 anos) Anestesia geral, analgesia em ventilação em UCI.
Uso Aprovado Crianças (1–12 anos) Manutenção de anestesia geral.
Não Recomendado Menores de 18 anos Analgesia em doentes de UCI com ventilação mecânica.
Precaução Necessária Adultos mais velhos (>= 65 anos) Podem apresentar sensibilidade acrescida aos efeitos.

Restrições Relacionadas com Condições Específicas

A elegibilidade é mantida em doentes com insuficiência hepática ou renal grave, uma vez que a farmacocinética do fármaco original permanece inalterada. No entanto, é necessária uma utilização condicionada que exija monitorização rigorosa em doentes com condições pré-existentes, tais como aumento da pressão intracraniana, traumatismo cranioencefálico ou compromisso respiratório grave. As informações do fármaco indicam também que a utilização durante a gravidez pode causar danos fetais e está associada ao risco de Síndrome de Abstinência Opioide Neonatal.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Remifentanilo é definido por interações farmacodinâmicas críticas e restrições de administração, em vez das preocupações farmacocinéticas comuns mediadas pelo sistema CYP.

Âmbito das Interações

Categoria Declaração Regulamentar Oficial
Substâncias Interagentes Depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo o álcool; fármacos serotoninérgicos; opioides agonistas/antagonistas mistos; produtos derivados do sangue.
Base Mecanística Potenciação farmacodinâmica (depressão aditiva do SNC); inativação funcional (por esterases não específicas nos produtos derivados do sangue); risco farmacodinâmico (Síndrome Serotoninérgica).
Nota sobre Populações Doentes mais velhos (idade >= 65 anos) apresentam uma sensibilidade farmacodinâmica aumentada. A eliminação (clearance) não é afetada por compromisso hepático ou renal.

Classificação das Interações

As advertências mais significativas referem-se ao reforço dos efeitos farmacodinâmicos:

  • Depressores do SNC: A administração concomitante com benzodiazepinas, outros opioides ou anestésicos gerais resulta numa depressão sinérgica do SNC, formalmente associada ao risco de sedação profunda, depressão respiratória, coma e morte.
  • Restrição de Procedimento: O fármaco não deve ser administrado na mesma tubagem intravenosa ou cânula que o sangue, plasma ou soro, de modo a prevenir a sua inativação funcional pelas esterases presentes nestes produtos.
  • Outras Advertências: As advertências regulamentares formais identificam o risco de Síndrome Serotoninérgica quando o Remifentanilo é administrado com fármacos serotoninérgicos, bem como o potencial para a redução do efeito analgésico ou indução de sintomas de abstinência quando utilizado com opioides agonistas/antagonistas mistos.

A estrutura das interações é definida pela elevada gravidade da potenciação do sistema nervoso central e pelas regras obrigatórias de procedimento relacionadas com o metabolismo rápido do fármaco mediado por esterases.

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Mecanismo de ação

Mecanismo de Ação do Remifentanilo

O remifentanilo é um agonista seletivo dos recetores opioides do tipo mu. Atua ligando-se a estes recetores específicos localizados no cérebro e na medula espinhal, o que resulta na inibição das vias de transmissão da dor. Ao ativar estes recetores, o fármaco modela a resposta do sistema nervoso central aos estímulos dolorosos, proporcionando um efeito analgésico potente e imediato.

Uma característica distintiva do remifentanilo em comparação com outros opioides é o seu perfil farmacocinético. O fármaco é rapidamente metabolizado por esterases plasmáticas e teciduais inespecíficas, e não pelas enzimas hepáticas. Esta via de metabolização única permite que o remifentanilo tenha um início de ação muito rápido e, crucialmente, uma cessação de efeito igualmente rápida após a interrupção da perfusão, independentemente da duração da administração.

Devido a esta curta duração de ação, o remifentanilo permite um controlo preciso da profundidade da analgesia durante procedimentos cirúrgicos. Uma vez interrompida a sua administração, os efeitos analgésicos e os potenciais efeitos secundários, como a depressão respiratória, dissipam-se rapidamente, facilitando uma recuperação pós-operatória mais célere e previsível.

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Informações sobre dosagem e administração

O remifentanilo é um analgésico opioide potente que é administrado estritamente por profissionais de saúde através de infusão intravenosa (IV) ou injeção de bólus IV. Devido ao seu início de ação rápido e curta duração de efeito, a sua utilização ocorre em ambientes clínicos controlados, tais como durante intervenções cirúrgicas ou em unidades de cuidados intensivos.

Administração e Preparação

O remifentanilo apresenta-se como um pó liofilizado estéril, de cor branca a esbrançada, para preparação injetável. Antes da sua utilização, o pó deve ser reconstituído e, posteriormente, diluído num fluido intravenoso.

  • Reconstituição: O pó é tipicamente reconstituído para uma concentração de 1 mg/mL.
  • Diluição: A solução reconstituída deve ser obrigatoriamente diluída antes da infusão. A concentração final recomendada para uma infusão IV contínua em adultos é frequentemente de 50 mcg/mL, podendo variar entre 20 a 250 mcg/mL, dependendo das necessidades específicas do doente e das capacidades do dispositivo de infusão.

Considerações Importantes:

  1. Uso Exclusivamente Intravenoso: O remifentanilo não deve ser administrado por via epidural ou intratecal, uma vez que a formulação contém glicina.
  2. Dispositivo de Infusão: As infusões intravenosas contínuas devem ser administradas apenas através de um dispositivo de infusão calibrado.
  3. Titulação: A velocidade de infusão é continuamente ajustada (titulada) pelo especialista em anestesiologia para manter o nível desejado de alívio da dor ou de sedação, enquanto se monitorizam efeitos secundários como a depressão respiratória.
  4. Evitar Bólus em Doentes Pós-operatórios ou com Respiração Espontânea: As injeções de bólus IV geralmente não são recomendadas para a gestão da dor pós-operatória ou em doentes que respiram espontaneamente, devido ao maior risco de eventos adversos como a apneia (interrupção da respiração) e rigidez muscular.
  5. Contexto de Utilização: O remifentanilo deve ser apenas utilizado em locais onde esteja presente pessoal com formação no uso de opioides potentes e onde o equipamento de monitorização e suporte respiratório esteja imediatamente disponível.
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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Panorama de Estudos do Remifentanilo


Evidência para Uso em Anestesia Geral e Recuperação Imediata

A investigação explorou o papel do Remifentanilo em protocolos avaliados durante a anestesia geral, principalmente através de ensaios controlados aleatorizados (ECA) e meta-análises envolvendo doentes cirúrgicos adultos. Os estudos monitorizaram parâmetros fisiológicos, como a frequência cardíaca e a pressão arterial, e examinaram a forma como a utilização do Remifentanilo foi avaliada face a outros tratamentos opioides que se acumulam no organismo ao longo do tempo.

A investigação destaca alterações nos indicadores de recuperação, reportando padrões relativos ao tempo necessário para a retoma da respiração espontânea e ao tempo até à extubação, quando comparado com opioides de ação mais prolongada. Os resultados indicam também padrões relacionados com uma menor utilização observada de fármacos anestésicos hipnóticos coadministrados nos grupos estudados. A investigação continua a explorar protocolos para a gestão da dor aguda após a interrupção imediata da perfusão, e a evidência fornece dados limitados sobre a ligação específica entre doses intraoperatórias elevadas e a observação subsequente de Hiperalgesia Induzida por Opioides (HIO).


Evidência para Analgesia e Sedação em Cuidados Intensivos

A investigação explorou a utilização do Remifentanilo em doentes em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) que necessitam de ventilação mecânica invasiva. Os estudos monitorizaram a capacidade de ajustar rapidamente os níveis de dor e conforto, devido à curta duração de ação do medicamento. A investigação reporta padrões relativos ao tempo necessário para interromper a ventilação mecânica após a suspensão da medicação. No entanto, os resultados foram mistos e heterogéneos entre os estudos no que diz respeito aos desfechos específicos relacionados com a duração total da estadia na UCI.

Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos; existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo após uma utilização prolongada.


Evidência em Populações Especiais

A investigação explorou as propriedades do fármaco em grupos específicos, incluindo doentes com insuficiência hepática ou renal e doentes pediátricos, principalmente através de avaliações farmacocinéticas (PK). Os dados sugerem que a eliminação (clearance) do Remifentanilo não parece ser significativamente alterada em doentes com problemas renais ou hepáticos pré-existentes. Contudo, os dados para certos grupos, especialmente grandes coortes de doentes pediátricos, permanecem insuficientes, e os resultados clínicos a longo prazo para estas populações especiais não estão totalmente estabelecidos através de ECA de larga escala.


Lacunas de Investigação e Incertezas Remanescentes

Os períodos de acompanhamento (follow-up) foram limitados em muitos estudos fundamentais, focando-se principalmente em alterações agudas. Isto significa que falta evidência comparativa sobre os resultados a longo prazo para doentes que recebem Remifentanilo em comparação com aqueles que recebem outros esquemas analgésicos. A qualidade da evidência varia entre os estudos, particularmente em áreas especializadas como a analgesia de parto e análises económicas complexas de cuidados em UCI, onde os resultados foram mistos ou heterogéneos.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Remifentanilo (FAQ)

Quanto tempo demora o alívio da dor a começar após o início da perfusão de Remifentanilo?

Os documentos regulamentares oficiais indicam que o Remifentanilo possui um início de ação rápido. O alívio máximo da dor e os efeitos fisiológicos associados são tipicamente observados num intervalo de três a cinco minutos após o início da perfusão ou de uma alteração na velocidade da mesma. Esta rapidez de ação é destacada como uma característica central do perfil do fármaco.

Existem condições cardíacas pré-existentes que impeçam um doente de receber Remifentanilo?

As informações oficiais do produto alertam para o facto de o Remifentanilo poder causar depressão cardiovascular grave. Isto inclui o potencial para uma diminuição tanto da pressão arterial (hipotensão) como da frequência cardíaca (bradicardia). Devido a estes efeitos conhecidos, as orientações oficiais indicam que a função cardíaca requer uma monitorização rigorosa sempre que o medicamento é iniciado ou ajustado.

O que diz a investigação sobre o uso de Remifentanilo em crianças e adolescentes (doentes pediátricos)?

Os dados regulamentares oficiais confirmam que a segurança e a eficácia do Remifentanilo foram estabelecidas para uso como componente analgésico de anestesia geral em crianças com idades compreendidas entre 1 e 12 anos. Contudo, a sua utilização para sedação em unidades de cuidados intensivos (UCI) não é recomendada, por norma, para doentes com menos de 18 anos, devido à falta de estudos adequados para esse contexto específico.

O corpo desenvolve tolerância ao Remifentanilo se este for usado por um período prolongado numa cirurgia longa?

A informação oficial refere que o Remifentanilo, tal como outros opioides, pode levar ao desenvolvimento de tolerância. A tolerância significa que o organismo necessita de doses crescentes para manter o mesmo efeito desejado. Os rótulos oficiais indicam que este desenvolvimento pode ocorrer de forma relativamente rápida durante uma perfusão contínua de opioides.

Quais são as principais preocupações de segurança que levaram à emissão de um aviso de destaque (Boxed Warning) pela FDA?

As autoridades regulamentares incluíram um aviso de destaque no fármaco para alertar sobre vários riscos graves. Estes avisos enfatizam os riscos de adição, abuso e uso indevido, bem como o potencial para depressão respiratória potencialmente fatal. Uma preocupação fundamental é também o aumento do risco de sedação profunda ou compromisso respiratório quando o Remifentanilo é utilizado simultaneamente com outros depressores do sistema nervoso central (SNC), como as benzodiazepinas.

Como se compara o Remifentanilo ao Alfentanilo em termos de início e duração do efeito?

Estudos clínicos indicam que o Remifentanilo é significativamente mais potente do que o Alfentanilo. A principal diferença reside no seu perfil farmacológico: o Remifentanilo é decomposto por enzimas não específicas no sangue (esterases), resultando numa duração de ação ultra-curta que é previsível, independentemente da duração da perfusão.

O Remifentanilo afeta a capacidade de amamentação após a cirurgia?

Os documentos regulamentares recomendam precaução quando o Remifentanilo é administrado a mães que amamentam. As informações oficiais do produto referem que os metabolitos são excretados no leite animal. Uma vez que outros fármacos semelhantes podem ser encontrados no leite humano, as normas oficiais indicam que os lactentes amamentados podem necessitar de monitorização quanto a sinais de sedação ou depressão respiratória.

Qual é o objetivo de usar Remifentanilo numa técnica de Anestesia Total Intravenosa (TIVA)?

O Remifentanilo é utilizado como um componente analgésico opioide em várias técnicas de anestesia geral, incluindo a indução e a manutenção da anestesia. A sua ação ultra-curta e previsível torna-o compatível com os princípios da abordagem de Anestesia Total Intravenosa (TIVA), que depende exclusivamente de medicamentos intravenosos para o controlo da dor e do estado de consciência.

Existe um risco aumentado de o doente recuperar a consciência durante a cirurgia se o Remifentanilo for usado em doses elevadas?

As orientações regulamentares afirmam que o Remifentanilo não é recomendado como agente único para anestesia geral. É apenas um analgésico e o seu uso isolado não pode garantir que o doente perca a consciência. Por conseguinte, o fármaco deve ser sempre administrado como um adjuante, o que significa que é administrado em conjunto com outro medicamento, como um agente hipnótico, para assegurar um estado anestésico adequado.

O Remifentanilo pode agravar problemas existentes na vesícula biliar ou pancreatite?

Os avisos oficiais descrevem que o Remifentanilo, tal como todos os analgésicos opioides, tem o potencial de causar espasmos num canal conhecido como esfíncter de Oddi. Esta reação pode levar ao aumento de certas enzimas (amilase e lipase séricas). A informação oficial sugere que doentes com condições pré-existentes que envolvam o trato biliar, como pancreatite aguda ou doença da vesícula biliar, podem necessitar de monitorização.

O que acontece ao fármaco e aos metabolitos restantes no corpo após a sua decomposição?

O fármaco é decomposto muito rapidamente no organismo numa substância chamada metabolito de ácido carboxílico. Este metabolito é considerado inativo, o que significa que não contribui significativamente para os efeitos do fármaco. De acordo com informações oficiais, esta substância inativa é depois eliminada do corpo principalmente através da excreção renal.

É normal sentir desorientação ou ter sonhos invulgares ao acordar após o uso de Remifentanilo?

Os relatórios oficiais de eventos adversos indicam que são possíveis certos efeitos psiquiátricos. Foram reportadas reações adversas que incluem desorientação, confusão e a ocorrência de pesadelos durante a receção ou recuperação da medicação, embora a frequência nem sempre seja especificada.

O Remifentanilo pode ser utilizado em doentes com historial de apneia do sono?

Os avisos oficiais referem que o Remifentanilo pode causar depressão respiratória grave (respiração muito lenta ou superficial). A informação regulamentar indica que o risco de problemas respiratórios é maior em doentes que sofrem de doenças pulmonares crónicas pré-existentes. As informações oficiais do produto referem que estes doentes podem necessitar de uma monitorização particularmente próxima quando a perfusão é iniciada ou ajustada.

Quais são as diretrizes para ajustar o uso de Remifentanilo em doentes com baixo peso corporal?

As diretrizes oficiais de dosagem enfatizam que o uso de Remifentanilo deve ser individualizado para cada doente. Fatores como o peso corporal do doente, o seu estado físico geral e o tipo de cirurgia são todos considerados ao determinar a velocidade da perfusão. A dosagem é frequentemente calculada com base no peso corporal ideal (PCI) do doente, em vez do seu peso real.

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Como Remifentanil deve ser armazenado e descartado?

O pó liofilizado de Remifentanilo deve ser conservado no seu recipiente original, a uma temperatura ambiente controlada (entre 20°C e 25°C). O produto requer proteção contra a luz e a humidade excessiva, sendo que o pó não deve ser refrigerado nem congelado.

Devido à sua classificação como um opioide potente e uma substância controlada, o Remifentanilo deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças para evitar uma ingestão acidental.

Após a reconstituição e a diluição, a solução preparada é tipicamente estável por um período de até 24 horas à temperatura ambiente.

Eliminação

Existem procedimentos específicos estabelecidos para a eliminação deste medicamento de alto risco, recomendando-se a utilização de um programa de recolha de medicamentos. Caso este não esteja disponível, as porções não utilizadas devem ser imediatamente eliminadas na sanita ou no lavatório, de modo a mitigar o risco grave de danos por exposição acidental.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Remifentanil encontrado em:

ÍNDICE A-Z: