Ranclav

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Ranclav

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ranclav

O Ranclav é um nome comercial comum para o antibiótico de combinação conhecido pela sua designação genérica, Co-amoxiclav ou Amoxicilina/Ácido Clavulânico. Esta formulação é reconhecida em estudos farmacológicos como uma das combinações mais frequentemente prescritas para superar a resistência bacteriana. É classificado como um agente antimicrobiano dentro do grupo farmacológico dos inibidores das beta-lactamases/beta-lactâmicos, uma classe estabelecida pela sua importância crucial na abordagem de organismos resistentes. O Ranclav é fabricado como um produto de combinação de dose fixa destinado a uso sistémico. O seu objetivo geral é proporcionar um efeito antibacteriano de espectro alargado contra agentes patogénicos suscetíveis, sendo frequentemente utilizado em casos onde a Amoxicilina isolada é insuficiente.

Os componentes ativos são o antibiótico Amoxicilina tri-hidratada e o inibidor enzimático Clavulanato de Potássio. A Amoxicilina funciona como o principal agente bactericida, interferindo com a síntese da parede celular bacteriana. O medicamento é fornecido em vários tipos comuns de formulação oral, incluindo o comprimido revestido por película, o comprimido mastigável e a suspensão oral aromatizada, tornando-o adequado tanto para grupos de pacientes adultos como pediátricos.

O Ranclav é especificamente formulado como uma combinação porque o Ácido Clavulânico desempenha um papel protetor vital contra os mecanismos de defesa bacterianos. Muitas bactérias produzem enzimas beta-lactamases, que podem destruir rapidamente a Amoxicilina. O Ácido Clavulânico atua como um inibidor das beta-lactamases potente e irreversível, neutralizando eficazmente estas enzimas de defesa bacterianas. Esta ação cooperativa garante que o componente Amoxicilina permaneça ativo, protegendo o antibiótico e garantindo a sua capacidade de eliminar as bactérias alvo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ranclav?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

O perfil de segurança do Ranclav (Amoxicilina/Ácido Clavulânico) está oficialmente documentado com base nas classificações regulamentares estabelecidas pelas autoridades de saúde, detalhando as reações adversas por frequência e sistema fisiológico.

Classificação das Reações Adversas Documentadas

Os efeitos secundários notificados com maior frequência afetam o sistema gastrointestinal. As reações adversas são classificadas de acordo com a sua frequência em ensaios clínicos e na vigilância pós-comercialização:

Muito Frequentes (Afetam mais de 1 em cada 10 doentes): Diarreia.

Frequentes (Afetam entre 1 a 10 em cada 100 doentes): Náuseas, vómitos e candidíase mucocutânea (infeção fúngica).

Pouco Frequentes (Afetam entre 1 a 10 em cada 1.000 doentes): Estão documentados efeitos na pele, como erupção cutânea e urticária, e perturbações no sistema nervoso, incluindo tonturas e cefaleias (dores de cabeça). A hepatite transitória e a icterícia colestática, que afetam o sistema hepático e biliar, também estão listadas como pouco frequentes.

Raros (Afetam entre 1 a 10 em cada 10.000 doentes): As reações raras incluem alterações reversíveis na contagem de células sanguíneas, tais como leucopenia e trombocitopenia.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

A rotulagem oficial especifica que foram relatadas reações adversas graves, embora raras. Estas incluem a anafilaxia e outras reações de hipersensibilidade graves, reações adversas cutâneas graves (SCARs) e casos de hepatotoxicidade grave (danos no fígado).

Os documentos regulamentares incluem condicionantes de segurança específicas. O medicamento é contraindicado em indivíduos com antecedentes de hipersensibilidade à penicilina ou com antecedentes de icterícia ou disfunção hepática associada ao uso de Amoxicilina/Ácido Clavulânico. Além disso, refere-se oficialmente que a disfunção hepática pode, por vezes, ter um início tardio, ocorrendo semanas após a interrupção da toma do medicamento. As considerações de segurança específicas para indivíduos com insuficiência hepática ou renal grave são igualmente abordadas na informação oficial de prescrição.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem do Ranclav (Amoxicilina/Ácido Clavulânico) focando-se em manifestações clínicas específicas e na resposta de emergência necessária. Uma dose excessiva pode estar associada a sintomas gastrointestinais, incluindo vómitos e diarreia, que podem resultar num desequilíbrio eletrolítico e de fluidos.

Consequências Graves Documentadas e Medidas Necessárias

A consequência mais grave documentada é o risco de cristalúria por amoxicilina, que pode potencialmente levar a uma insuficiência renal. Podem também ocorrer efeitos neurológicos como convulsões, especialmente em doentes com comprometimento da função renal ou naqueles expostos a doses elevadas.

Perante qualquer suspeita de sobredosagem, a administração do medicamento deve ser interrompida e deve procurar-se assistência médica imediata. Os serviços de emergência devem ser contactados imediatamente se forem observados sinais graves como colapso, convulsões ou dificuldade respiratória.

Os protocolos de gestão regulamentar exigem a instituição de medidas de suporte e a correção dos desequilíbrios de fluidos. Refere-se oficialmente que os componentes ativos são removíveis por hemodiálise, sendo aconselhado manter uma ingestão adequada de líquidos para mitigar o risco de cristalúria.

Usos terapêuticos de Ranclav

O Ranclav (Amoxicilina/Ácido Clavulânico) é habitualmente utilizado para tratar uma variedade de infeções bacterianas, especialmente aquelas associadas à resistência bacteriana. Esta combinação é aplicada em situações onde os sintomas podem ser graves ou recorrentes. O principal benefício terapêutico é contribuir para a abordagem da doença sintomática, o que oferece um suporte que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.

Segundo as indicações clínicas de referência, este fármaco é aplicado em contextos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis.

"É frequentemente utilizado quando grupos de sintomas surgem subitamente ou flutuam, proporcionando um alívio de suporte quando o mal-estar interfere com as atividades do dia-a-dia."

Doenças Respiratórias Agudas e Sistémicas

Este domínio abrange infeções agudas dos pulmões e das vias respiratórias, tais como a Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) e exacerbações agudas de bronquite crónica. É aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, ajudando a abordar sintomas sistémicos graves como a febre alta e a tosse persistente e produtiva. Apoia a resposta do organismo ao auxiliar na gestão da febre, oferecendo um alívio sintomático que ajuda os pacientes a lidar de forma mais estável com episódios difíceis.

Infeções Localizadas Intensas (Otorrinolaringologia e Dentárias)

O medicamento é relevante para condições marcadas por sintomas localizados intensos, incluindo sinusite grave, otite média aguda (infeções do ouvido médio) e abcessos dentários. É utilizado quando grupos de sintomas aparecem subitamente ou variam, ajudando a eliminar a infeção e a aliviar rapidamente a dor associada, a pressão e a descarga purulenta, contribuindo para um melhor conforto durante períodos de sintomas acentuados.

Infeções da Pele, Tecidos Moles e Urogenitais

Utilizado para infeções da pele e tecidos moles profundas, como a celulite, bem como para Infeções do Trato Urinário (ITU) complexas, incluindo a pielonefrite. Esta aplicação é frequentemente empregue em contextos que envolvem uma carga sistémica elevada, como na gestão de infeções resultantes de mordeduras de animais. Proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras, auxiliando na estabilização dos sintomas e apoiando o processo de recuperação.


Facto Rápido: Alívio da Dor Localizada e Febre O medicamento auxilia na gestão de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos, ajudando a tratar o esforço fisiológico visível causado pela dor intensa e pela febre associadas a uma infeção bacteriana aguda.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Ranclav?

A elegibilidade para o uso de Ranclav (Amoxicilina/Ácido Clavulânico) é definida por documentos regulamentares oficiais com base nos antecedentes do doente, idade e função orgânica. O medicamento é contraindicado para qualquer doente com antecedentes de reações de hipersensibilidade graves a penicilinas, cefalosporinas ou outros agentes antibacterianos beta-lactâmicos. É também estritamente proibido em doentes com antecedentes de icterícia colestática ou disfunção hepática especificamente associada ao tratamento anterior com Amoxicilina/Ácido Clavulânico.

Restrições Populacionais

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade
Lactentes < 3 meses Uso Não Estabelecido (Segurança e eficácia ainda não determinadas)
Doentes com Mononucleose Evitar o Uso (Associado a um risco elevado de erupção cutânea não alérgica)
Insuficiência Renal Grave (CrCl < 30 mL/min) Requer Ajuste Posológico; formulações específicas de dose elevada são Contraindicadas
Insuficiência Hepática Utilizar com Cautela; é obrigatória a monitorização da função hepática

A utilização está geralmente estabelecida para adultos e doentes pediátricos com idade igual ou superior a 3 meses. Para doentes idosos, o uso é permitido, embora a função renal deva ser considerada na avaliação clínica.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A administração concomitante de Ranclav (Amoxicilina/Ácido Clavulânico) com determinados medicamentos está associada a interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas documentadas oficialmente.

Interações Farmacocinéticas e de Exposição

Substância Interatuante Resultado Regulamentar Oficial
Probenecida Atrasa a excreção renal do componente amoxicilina ao diminuir a sua secreção tubular, o que resulta em concentrações plasmáticas de amoxicilina mais elevadas e prolongadas.
Contracetivos Orais Combinados Pode reduzir a eficácia dos contracetivos de estrogénio/progesterona devido à potencial diminuição da reabsorção de estrogénio.
Metotrexato A coadministração está associada a um aumento da exposição ao metotrexato, elevando o risco de toxicidade.

Condicionantes Farmacodinâmicas e de Administração

Tipo de Interação Resultado Regulamentar Oficial
Anticoagulantes Orais (ex: Varfarina) A coadministração pode aumentar o prolongamento do tempo de protrombina (INR), indicando um efeito amplificado nos parâmetros de coagulação.
Alopurinol O uso concomitante está associado a uma incidência acrescida de erupções cutâneas em comparação com a utilização de Ranclav de forma isolada.
Alimentação (Momento da toma) A administração deve ocorrer ao início de uma refeição para otimizar a absorção do componente clavulanato e minimizar a intolerância gastrointestinal.

Condicionantes em Testes Laboratoriais

Concentrações elevadas de amoxicilina na urina podem causar resultados falsos-positivos em determinados testes de glucose baseados no método de redução de cobre.

Mecanismo de ação

O Ranclav (Amoxicilina/Ácido Clavulânico) atua através de dois mecanismos interdependentes: um que visa a síntese dos componentes estruturais da bactéria e outro que neutraliza as defesas enzimáticas bacterianas.

Mecanismo Duplo: Inibição da Montagem da Parede Celular

O componente principal, a Amoxicilina, foca-se na integridade estrutural da bactéria ao atuar como um inibidor irreversível das Proteínas de Ligação à Penicilina (PBPs). Estas PBPs são uma classe de enzimas bacterianas essenciais para a montagem da parede celular de peptidoglicano. Ao formar uma ligação estável que impede esta etapa final de ligação cruzada, a molécula provoca a síntese de uma parede celular com defeitos estruturais. Esta rutura fisiológica resulta em instabilidade osmótica, o que culmina habitualmente no rompimento e morte da célula bacteriana — a característica fundamental de uma ação bactericida.

Mitigação da Defesa Enzimática Bacteriana

O componente secundário, o Ácido Clavulânico, interage com a defesa bacteriana funcionando como um inibidor baseado no mecanismo das enzimas beta-lactamases. Estas enzimas são produzidas por mecanismos de resistência para hidrolisar a Amoxicilina. O Clavulanato liga-se de forma irreversível a estas enzimas e inativa-as, atuando como um substrato de sacrifício. Esta ação sinérgica preserva a integridade molecular da Amoxicilina, permitindo que esta permaneça ativa e disponível no local alvo para a inibição das PBPs em estirpes que expressem enzimas beta-lactamases específicas.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração do Ranclav (Amoxicilina/Ácido Clavulânico)

O Ranclav, a combinação de amoxicilina e clavulanato de potássio, está oficialmente aprovado para uso oral, sendo disponibilizado em comprimidos revestidos por película, comprimidos mastigáveis e suspensão oral. Todas as instruções de utilização baseiam-se em padrões clínicos definidos por agências reguladoras.

Característica Resumo das Instruções Oficiais
Via de Administração Exclusivamente via oral.
Relação com as Refeições Deve ser tomado ao início de uma refeição para aumentar a absorção do componente clavulanato e minimizar a intolerância gastrointestinal.
Frequência e Regime Tipicamente prescrito duas vezes ao dia (ex: 875 mg/125 mg a cada 12 horas) ou três vezes ao dia (ex: 500 mg/125 mg a cada 8 horas).
Duração do Tratamento Um ciclo de curta duração que geralmente dura entre 7 a 10 dias, embora a duração possa estender-se até aos 14 dias, dependendo do uso específico aprovado.

Condicionantes Procedimentais e Populacionais

A utilização correta do Ranclav é regida por várias normas procedimentais descritas nos documentos oficiais:

Diferentes dosagens de comprimidos não podem ser substituídas umas pelas outras devido aos rácios variáveis de amoxicilina para ácido clavulânico. Por exemplo, dois comprimidos de 250 mg/125 mg não são equivalentes a um comprimido de 500 mg/125 mg.

As suspensões orais devem ser bem agitadas antes da medição e da ingestão. Os comprimidos mastigáveis devem ser completamente mastigados.

A dosagem requer um ajuste posológico explícito para doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina, CrCl < 30 mL/min). A dosagem de 875 mg/125 mg não é recomendada para utilização nesta população, de acordo com as diretrizes de referência.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Ranclav

O Ranclav, que combina a amoxicilina e o ácido clavulânico, foi estudado no contexto de infeções bacterianas, particularmente naquelas causadas por bactérias resistentes. A base da investigação consiste principalmente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) de curta duração, nos quais os doentes são distribuídos aleatoriamente para receber Ranclav ou um tratamento de comparação, e em Revisões Sistemáticas que analisam dados de múltiplos ensaios. Esta evidência contribui para o contexto de evidência mais amplo utilizado pelos reguladores para compreender como o medicamento foi avaliado em condições infeciosas específicas.


Evidência para o uso em Infeções Respiratórias e do Ouvido

A investigação explorou a utilização do Ranclav na Otite Média Aguda (OMA). Foram realizados ensaios aleatorizados de curta duração em crianças, e estes estudos focaram-se em resultados relacionados com o desconforto físico, tais como alterações em variáveis medidas como a febre e a dor de ouvido, e na erradicação bacteriológica. Alguns estudos descreveram padrões de resposta clínica observados quando avaliados face a comparadores de agente único em doentes pediátricos. As conclusões da comparação com a amoxicilina isolada, em contextos onde a resistência é baixa, não estão uniformemente estabelecidas em todas as populações.

Relativamente à Rinosinusite Bacteriana Aguda, a investigação analisou o uso deste agente combinado em adultos e crianças. Os estudos monitorizaram resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas nos sintomas, como a dor facial e o corrimento nasal. Os dados descrevem padrões observados nos estudos onde o agente combinado foi avaliado em situações em que se suspeitava que a infeção envolvesse bactérias resistentes à amoxicilina isolada.

Evidência para o uso em Pneumonia Adquirida na Comunidade

A evidência para a Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) foi estudada tanto em adultos como em crianças. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, tais como a experiência de resolução clínica pelo doente (um parâmetro de avaliação nos estudos) ou a falha clínica (um parâmetro que rastreia se o tratamento foi mantido). Análises agregadas destes dados sugerem que o agente foi avaliado como uma opção de tratamento em situações específicas; no entanto, a certeza permanece baixa quanto a quaisquer resultados diferenciais quando comparado com alternativas de espectro mais estreito.


Acompanhamento a Longo Prazo e Durabilidade da Resposta

A maioria dos ensaios clínicos do Ranclav foca-se em resultados a curto prazo. As durações do acompanhamento foram limitadas em muitos estudos. A investigação sobre resultados que reflitam o funcionamento diário ou o nível de atividade além do termo intermédio não está totalmente estabelecida. Por conseguinte, existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo no que diz respeito à durabilidade da resposta ou à taxa de recorrência da infeção anos após o tratamento. A investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante, uma vez que os resultados dos estudos se aplicam apenas às populações estudadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ranclav (FAQ)

P: Para que serve exatamente o Ranclav? R: A informação oficial indica que o Ranclav está indicado para o tratamento de diversas infeções causadas por determinadas bactérias sensíveis. Isto inclui infeções do trato respiratório inferior, otite média bacteriana aguda (infeção do ouvido médio), sinusite, infeções da pele e tecidos moles, e infeções do trato urinário. É utilizado quando se sabe ou suspeita que a infeção é causada por bactérias tratáveis com este medicamento.

P: O Ranclav pode causar dores de estômago ou diarreia? R: Sim, a diarreia, náuseas e vómitos estão entre as reações adversas mais frequentemente reportadas, de acordo com as informações oficiais. O folheto informativo indica que o fármaco deve ser tomado ao início de uma refeição, o que pode ajudar a minimizar o desconforto gastrointestinal.

P: Qual é a relação entre o Ranclav e a bactéria C. difficile? R: Os avisos regulamentares mencionam que quase todos os agentes antibacterianos, incluindo o Ranclav, foram associados a um tipo de diarreia grave conhecida como diarreia associada a Clostridioides difficile (DACD). Esta condição ocorre quando o medicamento altera o equilíbrio normal das bactérias no cólon. Doentes que desenvolvam diarreia significativa necessitam frequentemente de uma avaliação por um profissional de saúde.

P: O Ranclav pode causar reações alérgicas? R: Sim, o Ranclav contém amoxicilina (um tipo de penicilina) e foram reportadas reações de hipersensibilidade graves e potencialmente fatais (reações anafiláticas). Os documentos oficiais alertam para este risco, sendo este o principal motivo pelo qual o fármaco é contraindicado em doentes com antecedentes de alergia à penicilina.

P: A dor de cabeça forte é um efeito secundário reportado? R: A dor de cabeça está documentada em resumos de ensaios clínicos, mas não consta entre os efeitos adversos mais frequentes nas informações regulamentares principais. Outros efeitos no sistema nervoso central, como tonturas, agitação e insónia, também foram registados.

P: É seguro utilizar Ranclav durante a amamentação? R: A informação oficial do produto refere que é aconselhada precaução ao administrar este fármaco a mulheres que estejam a amamentar. A amoxicilina é excretada no leite materno em pequenas quantidades, embora o clavulanato não tenha sido detetado. O seu uso baseia-se numa avaliação médica profissional.

P: É normal sentir cansaço ao tomar Ranclav? R: O cansaço ou fadiga é reportado como um possível efeito secundário nalguns resumos de ensaios clínicos. Refira-se também que o cansaço pode estar relacionado com a própria infeção que o corpo está a combater e não exclusivamente com o medicamento.

P: O Ranclav interage com a pílula anticoncecional? R: A informação oficial sobre interações indica que o Ranclav pode reduzir a eficácia dos contracetivos orais. Esta potencial interação deve ser analisada com um profissional de saúde.

P: O que acontece se eu esquecer uma dose? R: A eficácia do tratamento depende do cumprimento do horário das tomas. Interromper o tratamento precocemente ou falhar doses pode comprometer o tratamento da infeção e contribuir para o desenvolvimento de bactérias resistentes.

P: Existe risco de desenvolver uma erupção cutânea (rash)? R: Sim, a erupção cutânea é uma das reações adversas mais comuns reportadas durante os ensaios clínicos. Os avisos regulamentares indicam que são possíveis reações cutâneas graves, tanto alérgicas como não alérgicas.

P: Porque é que o clavulanato de potássio é adicionado ao Ranclav? R: O clavulanato de potássio é incluído por ser um inibidor das beta-lactamases. Ele protege a amoxicilina de ser destruída por certas enzimas bacterianas (beta-lactamases), permitindo que o Ranclav trate bactérias que, de outra forma, seriam resistentes à amoxicilina simples.

P: O Ranclav causa sonolência? R: Os dados de segurança oficiais listam efeitos no sistema nervoso central como tonturas, agitação, confusão e insónia (dificuldade em dormir). Embora a sonolência em si nem sempre seja listada como um efeito frequente, estes efeitos neurológicos reportados podem potencialmente afetar o estado de alerta.

P: O Ranclav pode afetar os meus exames ao fígado? R: Os avisos oficiais referem que foi reportada disfunção hepática, incluindo o aumento das transaminases séricas (marcadores como AST e ALT) e da bilirrubina. A monitorização da função hepática é por vezes considerada em doentes com problemas de fígado preexistentes.

P: Porque é que algumas pessoas sentem um sabor metálico? R: A lista de reações adversas inclui a "perversão do paladar" ou disgeusia, que é o termo geral para uma alteração do sentido do gosto. Esta alteração pode, por vezes, ser descrita como um sabor metálico.

P: O Ranclav pode ser utilizado na gravidez? R: O Ranclav é geralmente classificado na Categoria B de gravidez. A documentação oficial refere que só deve ser utilizado na gravidez se a necessidade for claramente estabelecida, com base numa avaliação médica profissional, dado que os dados em humanos são frequentemente limitados.

P: O Ranclav também trata infeções virais? R: Não, o Ranclav é indicado exclusivamente para o tratamento de infeções bacterianas. Os avisos regulamentares indicam que o fármaco não é eficaz contra infeções virais, como a constipação comum, e não deve ser utilizado para esse fim.

P: O Ranclav pode interferir com o meu sono? R: A insónia (dificuldade em dormir) está reportada como um potencial efeito adverso na categoria do sistema nervoso central nos documentos oficiais.

P: O Ranclav interage com anticoagulantes? R: Sim, a informação oficial indica que o uso combinado de Ranclav e anticoagulantes orais pode levar a um aumento do tempo de protrombina (que mede a velocidade de coagulação). Esta combinação requer uma monitorização cuidadosa.

P: O Ranclav causa infeções fúngicas? R: Sim, deve ser considerada a possibilidade de superinfeções, incluindo o crescimento excessivo de fungos ou bactérias, durante a terapia. A candidíase mucocutânea é um efeito secundário listado nos documentos oficiais.

P: Que tipo de bactérias o Ranclav combate? R: O Ranclav atua sobre um espectro alargado de bactérias sensíveis, incluindo microrganismos Gram-positivos e Gram-negativos. É eficaz contra essas estirpes, especialmente as que produzem enzimas beta-lactamases.

P: Existe investigação sobre o uso de Ranclav em procedimentos dentários? R: Documentos de organismos reguladores indicam que o fármaco está aprovado para o tratamento de infeções graves da pele e tecidos moles, o que inclui abcessos dentários complicados com celulite disseminada.

P: Os estudos sugerem que o Ranclav tem uma elevada taxa de resistência? R: As autoridades de saúde enfatizam a preocupação global com a resistência antimicrobiana. O medicamento foi desenvolvido para superar problemas de resistência associados à amoxicilina simples, visando estirpes resistentes.

P: O que diz a FDA sobre o objetivo principal do Ranclav? R: As indicações aprovadas pela FDA para o Ranclav incluem o tratamento de infeções bacterianas do trato respiratório inferior, otite média aguda, sinusite, infeções da pele e tecidos moles, e infeções do trato urinário.

P: O Ranclav pode ser usado para infeções na pele? R: Sim, de acordo com os seus usos aprovados, o Ranclav está indicado para o tratamento de infeções da pele e tecidos moles causadas por bactérias sensíveis específicas.

Como Ranclav deve ser armazenado e descartado?

O Ranclav (amoxicilina/clavulanato) deve ser conservado adequadamente para manter a sua eficácia. No caso dos comprimidos, comprimidos mastigáveis e do pó para suspensão ainda por abrir, estes devem ser guardados à temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 20°C e os 25°C (68°F a 77°F). Mantenha o medicamento na sua embalagem original, bem fechada, e proteja-o da humidade excessiva e do calor. Evite guardar o medicamento na casa de banho ou perto do lava-loiça da cozinha.

Conservação da Suspensão Oral

Etapa da Preparação Condição de Conservação Prazo de Utilização
Pó por misturar Temperatura ambiente Conforme a data de validade no rótulo
Líquido reconstituído No frigorífico (2°C a 8°C / 36°F a 46°F) Eliminar após 10 dias

Mantenha sempre todas as formas de Ranclav fora da vista e do alcance das crianças. Para eliminar medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade, siga as diretrizes de eliminação segura de fármacos, tais como programas comunitários de recolha de medicamentos, em vez de os deitar na sanita ou no lava-loiça, a menos que existam instruções específicas em contrário por parte do fabricante ou das autoridades reguladoras.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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