Pulmosal

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Pulmosal

Definição do Pulmosal: Composição Química e Classe Farmacológica

O Pulmosal é um produto farmacêutico que contém como substância ativa a acetilcisteína, também referida como N-acetilcisteína (NAC). Quimicamente, este princípio ativo é classificado como um composto sulfidrílico (tiol), sendo um derivado sintético da L-cisteína, um aminoácido de ocorrência natural. A sua característica fundamental é a de uma formulação monocomponente, o que significa que a acetilcisteína é o único constituinte terapêutico presente na sua composição.

A sua classificação é definida de forma dual: como um agente mucolítico no âmbito da medicina respiratória e como um antídoto específico para a sobredosagem de paracetamol (acetaminofeno). Esta dupla funcionalidade é corroborada por estudos farmacológicos e reconhecida por entidades reguladoras. O Pulmosal é disponibilizado em diversas formas farmacêuticas, incluindo solução para inalação, solução oral e comprimidos efervescentes, o que permite métodos de administração adaptados a diferentes grupos de doentes.


Função Geral: Mecanismo de Liquefação e Suporte Antioxidante

O objetivo geral do Pulmosal é facilitar a depuração das vias respiratórias através da redução da viscosidade do muco e proporcionar suporte antioxidante a nível celular. Este composto atua intervindo diretamente num processo químico, rompendo as pontes de dissulfeto que estruturam as mucoproteínas espessas e viscosas, promovendo assim a liquefação do muco. Ao converter as secreções retidas numa consistência mais fluida e fácil de mobilizar, o fármaco auxilia geralmente na redução da congestão e facilita o processo físico da respiração, um benefício reconhecido em doentes com patologias respiratórias crónicas.

Adicionalmente, a acetilcisteína ajuda ativamente a repor as reservas protetoras de glutatião (GSH), um antioxidante celular crucial. Este mecanismo confere ao fármaco valor na proteção celular durante períodos de elevado stresse oxidativo, oferecendo uma camada adicional de utilidade terapêutica para além das propriedades convencionais de fluidez do muco.

Quais efeitos secundários são possíveis com Pulmosal?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Pulmosal (Acetilcisteína) está oficialmente documentado, classificando as reações adversas de acordo com a sua frequência e o sistema biológico afetado. Estas classificações estabelecem os riscos conhecidos associados ao medicamento.

Reações Adversas Oficiais por Frequência

A tabela seguinte apresenta as reações adversas de acordo com as categorias oficiais de frequência, conforme detalhado na documentação de referência.

Categoria de Frequência Reações Adversas Representativas
Pouco frequentes (≥ 1/1.000, < 1/100) Náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal, cefaleia, febre, hipersensibilidade, erupção cutânea, taquicardia, hipotensão
Raras (≥ 1/10.000, < 1/1.000) Broncoespasmo, disneia, dispepsia
Muito raras (< 1/10.000) Choque anafilático, reação anafilática/anafilactoide, hemorragia

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Existem registos sobre o potencial para reações cutâneas graves, tais como a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica. O choque anafilático e outras reações de hipersensibilidade severa estão também formalmente documentados como eventos graves muito raros.

As notas de segurança especificam certas populações e situações que requerem precaução:

  • Doentes com Asma: É necessária uma monitorização rigorosa; o tratamento deve ser interrompido imediatamente se ocorrer broncoespasmo.
  • Risco Gastrointestinal: Recomenda-se precaução em indivíduos com antecedentes de úlceras pépticas ou varizes esofágicas, devido ao potencial documentado de hemorragia gastrointestinal.
  • Condicionante de Interação Medicamentosa: O uso concomitante com nitroglicerina é assinalado por causar hipotensão significativa e cefaleia associada.

Consta ainda que podem ser necessárias medidas para auxiliar na eliminação de secreções, como a drenagem postural, no início do tratamento, caso o doente não consiga lidar com o aumento do volume de muco liquefeito.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda Médica

A sobredosagem de Pulmosal (Acetilcisteína) está oficialmente documentada, resultando principalmente de erros de medicação que envolvem doses excessivas ou a administração excessiva de fluidos por via intravenosa. A sobredosagem pode manifestar-se inicialmente através de efeitos gastrointestinais graves, incluindo vómitos incoercíveis e náuseas, juntamente com efeitos no sistema nervoso central (SNC), tais como confusão, agitação e inquietação. Desfechos graves ou potencialmente fatais oficialmente associados à exposição excessiva incluem convulsões, edema cerebral, insuficiência renal aguda e morte.

Um risco significativo assinalado na rotulagem regulamentar é a ocorrência de reações anafilactoides graves, que incluem sinais como hipotensão, sibilos (pieira) e broncoespasmo. Deve procurar-se assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem ou o aparecimento de sintomas graves. A abordagem regulamentar oficial estabelece que a gestão clínica deve ser sintomática e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a toxicidade da própria acetilcisteína.

Existem considerações específicas aplicáveis a populações vulneráveis: observa-se que doentes pediátricos com baixo peso têm um risco aumentado de complicações como hiponatremia e sobrecarga de volume, enquanto doentes com asma têm um risco documentado de broncoespasmo fatal. Os procedimentos de emergência exigem a interrupção imediata da administração e o tratamento célere das reações graves.

Usos terapêuticos de Pulmosal

Indicações do Pulmosal: Principais Usos e Benefícios

O Pulmosal (Acetilcisteína) desempenha um papel na gestão de sintomas relacionados com o desconforto físico e proporciona benefícios terapêuticos de suporte em contextos agudos. Conforme detalhado nas informações clínicas de referência, o fármaco é aplicado em dois contextos clínicos distintos.

O medicamento é habitualmente utilizado em situações caracterizadas por períodos de intensificação de sintomas associados à produção de secreções mucosas anormais, viscosas ou espessadas. Isto ocorre particularmente em doenças broncopulmonares crónicas, como a Fibrose Quística e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). O fármaco auxilia na abordagem de agregados de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, sendo aplicado para tratar a viscosidade das secreções e a dificuldade de expetoração. Este suporte ajuda a atenuar a carga global de sintomas da congestão torácica, contribuindo para um maior conforto durante os períodos de agravamento sintomático e apoiando o bem-estar geral nestas fases.

“O papel do medicamento é apoiar os doentes durante episódios difíceis, aliviando o mal-estar relacionado com o esforço respiratório e a obstrução das vias aéreas.”

Num domínio completamente distinto, o Pulmosal é utilizado como antídoto para a sobredosagem aguda de paracetamol (acetaminofeno). Neste cenário, o medicamento é aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, sendo frequentemente utilizado para auxiliar na gestão de condições que criam um stresse fisiológico percetível no fígado (hepatotoxicidade). Esta intervenção foca-se nos sintomas ligados ao stresse funcional de órgãos específicos, oferecendo um alívio de suporte relevante em contextos que envolvem uma elevada carga sistémica.


Facto Rápido: Relevante para agregados de sintomas de muco espesso e tosse com dificuldade de expetoração.

Critérios de utilização e restrições

Regras de Elegibilidade e Contraindicações

Os documentos oficiais definem populações específicas para as quais a utilização deste medicamento é contraindicada (proibida). O uso é absolutamente proibido em qualquer doente com hipersensibilidade conhecida à acetilcisteína ou a qualquer um dos seus componentes. Para a administração intravenosa, esta proibição estende-se a doentes com uma reação anafilactoide prévia. Além disso, certas formas mucolíticas orais são contraindicadas em crianças com menos de dois anos de idade.

Populações que Requerem Restrição ou Precaução

No que respeita à idade e ao peso, para a formulação utilizada como antídoto, a elegibilidade está restrita a adultos e doentes pediátricos com um peso igual ou superior a 5 kg. Os doentes pediátricos com peso inferior a 40 kg requerem modificações nos fluidos administrados para mitigar o risco de sobrecarga de volume.

Relativamente a condições médicas prévias, o uso é condicional e exige precaução em doentes com asma brónquica ativa ou antecedentes de úlceras pépticas, bem como naqueles com comprometimento hepático ou renal conhecido.

Quanto ao estado reprodutivo, durante a gravidez, o medicamento apenas deve ser utilizado se for claramente necessário. A utilização em mães a amamentar exige cautela, uma vez que não se sabe se o fármaco é excretado no leite humano.

Finalmente, no que toca à sensibilidade a excipientes, doentes com distúrbios metabólicos, como a fenilcetonúria, estão impedidos de utilizar formulações orais específicas que contenham excipientes relevantes para essa condição.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve os padrões de interação formalmente documentados para o Pulmosal (Acetilcisteína), com base em dados farmacológicos de referência.

Combinações Farmacodinâmicas Documentadas e Contraindicadas

A administração conjunta com medicamentos antitússicos (inibidores da tosse) é desaconselhada. Existe uma oposição farmacodinâmica nestes casos, em que a redução do reflexo da tosse pode levar à acumulação e retenção de secreções brónquicas liquefeitas. Um efeito farmacodinâmico distinto e documentado ocorre com a nitroglicerina (trinitrato de glicerilo), em que a coadministração potencia os seus efeitos vasodilatadores, o que é indicado como causa de hipotensão significativa.

Modificação da Exposição e Regras de Intervalo

O Pulmosal apresenta interações documentadas que afetam a exposição de medicamentos administrados em simultâneo. A combinação com a carbamazepina pode resultar em níveis séricos sub-terapêuticos deste anticonvulsivante. Adicionalmente, a absorção e a eficácia global do Pulmosal podem ser reduzidas pela administração concomitante de carvão ativado. Para minimizar o risco de inativação química, a administração de certos antibióticos orais requer um intervalo de, pelo menos, duas horas antes ou depois da toma de Pulmosal.

Outras Precauções Regulamentares

No caso das formas orais, a dissolução ou mistura simultânea com outros produtos medicinais é desaconselhada devido a incompatibilidades químicas. Recomenda-se precaução na utilização prolongada em doentes com intolerância à histamina, uma vez que o fármaco pode afetar moderadamente o metabolismo da histamina, podendo exacerbar os sintomas de intolerância.

Mecanismo de ação

Mucólise Química Direta e Despolimerização das Secreções

O Pulmosal (Acetilcisteína) atua através de dois domínios farmacodinâmicos distintos e complementares. O principal mecanismo mucolítico da molécula envolve a alteração química direta da estrutura física das secreções respiratórias. O grupo sulfidrílico livre atua como um agente redutor, atacando e clivando diretamente as pontes de dissulfeto (S-S) que estabelecem as ligações cruzadas entre as grandes moléculas de mucoproteínas. Esta ação inicia uma cascata mecanística de despolimerização, conduzindo a uma redução na viscosidade e elasticidade das secreções, o que resulta na sua liquefação e na facilitação da sua remoção.

Modulação do Estado Redox Intracelular

O segundo domínio centra-se na função metabólica do fármaco como precursor do Glutatião (GSH), o principal antioxidante intracelular do organismo. A acetilcisteína fornece a L-cisteína, o componente essencial necessário para a síntese do GSH. Ao repor as reservas de glutatião, a molécula contribui para o estabelecimento do equilíbrio redox celular. Esta capacidade antioxidante sustentada resulta na neutralização das Espécies Reativas de Oxigénio (ROS), regulando o seu efeito nos processos fisiológicos.

Informações sobre dosagem e administração

Protocolos Oficiais de Administração do Pulmosal (Acetilcisteína)

O Pulmosal (Acetilcisteína) é administrado através de vias e regimes posológicos distintos, dependendo da sua utilização pretendida como mucolítico ou como antídoto, conforme definido pelas normas farmacológicas vigentes.


Vias de Administração e Formas Farmacêuticas

No uso mucolítico, a administração é efetuada via inalação (por nebulização) ou instilação direta (como a via intratraqueal). As soluções orais ou comprimidos efervescentes também são utilizados para este fim em diversas regiões. No caso da utilização como antídoto, o fármaco é administrado através de infusão intravenosa (IV) ou por solução oral.

Dosagem Padrão e Esquema de Administração

Contexto de Uso Dosagem Padrão para Adultos Frequência/Ciclo de Administração Passo Crítico de Preparação
Mucolítico (Inalação) 3 a 5 mL de solução a 20%, ou 6 a 10 mL de solução a 10%. Geralmente 3 a 4 vezes por dia. Utilizar equipamento de nebulização de plástico ou vidro não reativo.
Mucolítico (Oral) 200 mg três vezes ao dia, ou 600 mg uma vez ao dia. Máximo de 600 mg/dia. Dissolver completamente em água imediatamente antes de utilizar.
Antídoto (IV) Dose total de 300 mg/kg, administrada em três infusões sequenciais baseadas no peso. Protocolo fixo de 21 horas (infusões de 1h, 4h e 16h). Deve ser diluído em Dextrose a 5% ou solução de Cloreto de Sódio antes da infusão.
Antídoto (Oral) Dose de carga de 140 mg/kg, seguida de 17 doses de manutenção de 70 mg/kg. Ciclo fixo de 72 horas (doses de manutenção a cada 4 horas). Deve ser diluído em água ou refrigerante para aumentar a tolerância.

Restrições Processuais e Populacionais

Quanto às regras por grupo etário, o uso mucolítico por via oral é restrito em crianças com menos de dois anos de idade. Para os protocolos de antídoto intravenoso, os cálculos baseados no peso são ajustados com um peso máximo de 110 kg para doentes obesos, sendo aplicados regimes de volume específicos para a população pediátrica.

Existem ainda condições especiais de manuseamento: no caso da inalação, qualquer porção não utilizada da solução não diluída deve ser mantida sob refrigeração e utilizada no prazo de 96 horas após a abertura. A administração oral requer uma ingestão abundante de líquidos para apoiar a ação do fármaco.

Evidência clínica recente

Pulmosal: Evidência Clínica Recente

Esta secção resume os estudos que avaliaram se o conforto e a mobilidade dos doentes poderiam ser afetados em casos de osteoartrite. A investigação tem explorado se o fármaco poderá influenciar a inflamação e o inchaço na articulação afetada.


Resumo das Principais Descobertas

A investigação científica avaliou se o tratamento poderia levar a uma redução dos sintomas. Um estudo relatou que foi observada uma diminuição da dor articular após 12 semanas de tratamento, tendo esta observação persistido durante todo o período do estudo.


Comparação com Tratamentos Padrão

A investigação tem comparado este tratamento com os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) em indivíduos que não responderam ou interromperam o uso de AINEs. Os resultados foram mistos: alguns estudos indicaram um desfecho semelhante, enquanto outros relataram diferenças na gestão dos sintomas. É necessária investigação adicional para compreender a amplitude total das diferenças entre estes tratamentos.


Avaliações de Terapia Combinada

A investigação avaliou se a combinação de X e Y pode afetar os resultados relatados pelos doentes. Um ensaio clínico observou uma diferença nas pontuações de função relatadas entre os participantes que receberam a terapia combinada e os que receberam monoterapia. A investigação incluiu adultos mais velhos como participantes. Os resultados do estudo incluíram uma alteração relatada na rigidez matinal. Ainda não é claro se a adição da terapia Y proporciona um benefício estatisticamente significativo face à monoterapia X em todas as populações de doentes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Pulmosal (FAQ)

P: O Pulmosal interage com analgésicos comuns de venda livre? R: Os documentos oficiais listam especificamente interações potenciais com certos medicamentos, como o anticonvulsivante carbamazepina, e uma contraindicação formal com supressores da tosse (medicamentos antitússicos). A informação oficial sobre interações não lista interações formais com analgésicos comuns não sujeitos a receita médica, como os AINEs. Os doentes são geralmente aconselhados a informar o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos que estejam a tomar.

P: O Pulmosal é considerado um medicamento de "manutenção" ou um tratamento de curta duração? R: Os protocolos de administração oficiais definem utilizações tanto de curta como de longa duração para este medicamento. O protocolo como antídoto está estruturado como um curso fixo e curto de 21 ou 72 horas. No entanto, para o uso mucolítico em condições respiratórias crónicas, o esquema posológico (por exemplo, 3 a 4 vezes ao dia) indica que se destina a uma gestão contínua e a longo prazo.

P: Qual é o objetivo das diferentes dosagens (mg) do Pulmosal? R: As diferentes dosagens e formas foram concebidas para protocolos de administração específicos. Os documentos regulamentares mostram que soluções com percentagens específicas (por exemplo, 10% ou 20%) são utilizadas para inalação, enquanto cálculos precisos baseados no peso (mg/kg) são utilizados para os protocolos de antídoto. A dosagem específica baseia-se na informação de prescrição relativa à condição do doente e à utilização pretendida.

P: O Pulmosal pode ser tomado com antiácidos ou medicamentos para a azia? R: As orientações oficiais desaconselham a dissolução ou mistura simultânea de Pulmosal com quaisquer outros produtos medicinais devido ao risco de incompatibilidade química. A forma oral requer a separação de outros medicamentos, tais como certos antibióticos, para evitar a modificação da exposição.

P: Que evidência existe para a eficácia do Pulmosal a longo prazo? R: A investigação resumida em documentos oficiais inclui observações onde uma redução relatada nos sintomas continuou durante o período de um estudo (por exemplo, 12 semanas). Os documentos oficiais indicam que a compreensão total da eficácia a longo prazo requer investigação adicional.

P: Que precauções estão descritas para doentes com condições cardíacas pré-existentes? R: Embora as notas de precaução oficiais sejam específicas para condições como asma e úlceras pépticas, a informação de segurança refere que as reações de hipersensibilidade graves podem estar associadas a alterações no ritmo cardíaco (taquicardia) e na pressão arterial (hipotensão).

P: O que significa "contraindicado" em relação ao Pulmosal? R: De acordo com fontes de saúde autorizadas, "contraindicado" é um termo utilizado para descrever uma condição ou fator que proíbe absolutamente a utilização de um medicamento, geralmente porque este pode causar danos ao doente. Para o Pulmosal, isto inclui a hipersensibilidade conhecida à substância ativa.

P: Existem instruções de conservação diferentes para o Pulmosal em formas diferentes (comprimido vs líquido)? R: Sim, as condições de conservação dependem da forma farmacêutica. Os frascos de solução por abrir devem ser conservados à temperatura ambiente controlada, mas, uma vez abertos, devem ser refrigerados e eliminados após 96 horas. Os comprimidos efervescentes e outras formas sólidas devem, geralmente, ser mantidos bem fechados na embalagem original, à temperatura ambiente.

P: Quais são os sinais de que poderá estar a ocorrer uma reação grave rara ao Pulmosal? R: Reações graves, como a anafilaxia, estão oficialmente documentadas como eventos raros. Os sinais podem incluir dificuldade em respirar, urticária, erupção cutânea, comichão, inchaço do rosto, pálpebras, lábios ou garganta, tonturas ou batimento cardíaco acelerado (taquicardia). Poderá ser necessária assistência médica de emergência se ocorrer algum destes sinais.

P: Quanto tempo demora normalmente o Pulmosal a começar a atuar? R: O tempo que um medicamento demora a atingir a sua concentração máxima no sangue, conhecido como Tmax, é de aproximadamente 1 a 2 horas para a forma oral da substância ativa. Esta medição da absorção ajuda a descrever a rapidez com que o corpo processa o medicamento.

P: Se eu me esquecer de uma dose de Pulmosal, o que devo fazer? R: A informação ao doente descreve frequentemente que uma dose esquecida para a forma de inalação pode ser utilizada assim que for lembrada, ou pode ser ignorada se estiver quase na hora da próxima dose programada. Está descrito que não deve ser utilizada medicação extra para compensar uma dose esquecida.

P: O que acontece se eu tomar acidentalmente mais Pulmosal do que o prescrito? R: As orientações oficiais indicam que é recomendado procurar assistência médica de emergência ou contactar imediatamente um centro de informação antivenenos se houver suspeita de sobredosagem. Este medicamento é também utilizado como antídoto em contextos controlados para tipos específicos de sobredosagem.

P: O Pulmosal pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas? R: Os documentos regulamentares afirmam que não existem efeitos conhecidos do medicamento sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

P: É normal sentir cansaço ao iniciar o Pulmosal? R: As listas oficiais de efeitos secundários incluem a sonolência e/ou cansaço ou fraqueza invulgares como potenciais reações adversas associadas ao medicamento, embora nem sempre sejam comuns.

P: A toma de Pulmosal afeta a fertilidade ou a conceção? R: A informação oficial de prescrição refere que estudos em animais realizados com doses elevadas mostraram uma fertilidade ligeiramente diminuída em ratos machos. A rotulagem oficial afirma que não estão disponíveis dados controlados ou conclusivos relativos aos efeitos na fertilidade ou conceção humana.

P: O Pulmosal pode ser esmagado, mastigado ou cortado? R: A forma de comprimido efervescente foi concebida para ser completamente dissolvida em água antes da utilização. As fichas de dados de segurança referem que a exposição ao pó deve ser evitada se os comprimidos forem esmagados ou partidos. Outras formas têm requisitos de administração específicos, como a nebulização ou a perfusão intravenosa.

P: Qual é a ligação entre o Pulmosal e os padrões de sono? R: As listas oficiais de efeitos secundários incluem a sonolência como uma potencial reação adversa. A sonolência é o único efeito descrito que poderia potencialmente influenciar os padrões de sono de uma pessoa.

P: Que tipo de monitorização (análises) é necessária enquanto se toma Pulmosal? R: Para o protocolo de antídoto, as orientações oficiais descrevem testes de monitorização específicos. Isto inclui a verificação de níveis de certas substâncias (APAP) e níveis de enzimas hepáticas (transaminases) em momentos definidos ao longo do curso do tratamento.

P: O que acontece quando o Pulmosal é tomado com anticoagulantes? R: A informação oficial sobre o medicamento refere que a toma da substância ativa com medicamentos que retardam a coagulação do sangue, tais como fármacos anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, pode aumentar o risco potencial de nódoas negras e hemorragias.

P: O Pulmosal afeta o humor ou causa ansiedade? R: A confusão está listada como um efeito secundário raro e as reações adversas graves podem, por vezes, incluir tonturas. A investigação examinou o efeito da substância ativa em mensageiros químicos no cérebro, mas este não é atualmente um efeito aprovado ou rotulado do medicamento.

P: Qual é a duração da ação de uma única dose de Pulmosal? R: A duração da presença do medicamento no corpo é frequentemente descrita pela sua semivida. A semivida terminal da substância ativa é relatada como sendo de aproximadamente 5,58 horas após administração intravenosa e 6,25 horas após administração oral.

P: O Pulmosal pode causar tensão arterial elevada? R: Os documentos oficiais referem que a tensão arterial elevada (hipertensão) foi relatada como uma característica menos comum associada a certas reações adversas, enquanto a tensão arterial baixa (hipotensão) também é listada como um efeito secundário pouco frequente.

P: Está descrito nos documentos regulamentares que o Pulmosal pode causar alterações na visão? R: Os materiais de informação ao doente listam a visão turva como um sintoma potencial associado a certas reações graves ao medicamento.

Como Pulmosal deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Pulmosal (Acetilcisteína)

O Pulmosal (Acetilcisteína) deve ser conservado e manuseado de acordo com instruções específicas para manter a sua estabilidade e garantir uma utilização segura.


Condições de Conservação

Os frascos de solução por abrir devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, geralmente entre os 20 °C e os 25 °C, devendo ser protegidos do congelamento e do calor excessivo.

Os frascos de solução abertos que contenham produto remanescente não diluído devem ser transferidos imediatamente para um frigorífico (2 °C a 8 °C) e eliminados após 96 horas (quatro dias), devido à ausência de conservantes na sua formulação. No caso de soluções já diluídas, estas devem ser utilizadas no prazo de uma hora.

Todas as formas do medicamento devem ser mantidas na embalagem de origem, devidamente fechada, e guardadas fora da vista e do alcance das crianças.


Requisitos de Eliminação

Qualquer solução de acetilcisteína não utilizada ou com prazo de validade expirado deve ser eliminada de acordo com os limites de estabilidade indicados, tal como a regra das 96 horas para frascos abertos após a primeira utilização. A eliminação de produtos medicamentosos não utilizados deve ser realizada em conformidade com os regulamentos locais vigentes.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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