Psyquel

Links rápidos para seções importantes

Psyquel

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Psyquel

O que é o Psyquel? Um Antipsicótico Atípico Sintético

Esta secção define a identidade fundamental, a composição e o propósito geral do medicamento Psyquel, que é o nome comercial da substância ativa quetiapina.

Propriedade Descrição
Substância ativa Fumarato de quetiapina
Forma farmacêutica Comprimido oral (libertação imediata e prolongada)
Classe farmacológica Antipsicótico atípico
Objetivo geral Equilíbrio químico e estabilização do pensamento
Origem Composto sintético

O Psyquel é um medicamento sujeito a receita médica cuja substância ativa é o composto quimicamente sintético quetiapina, geralmente administrado sob a forma de fumarato de quetiapina. Está oficialmente classificado como um fármaco antipsicótico atípico, pertencendo ao grupo terapêutico mais vasto dos psicotrópicos. O medicamento é um produto de substância única, contendo apenas quetiapina juntamente com os excipientes farmacêuticos sólidos necessários. Esta formulação é clinicamente reconhecida pelo seu papel na gestão de condições caracterizadas por padrões de pensamento perturbados e desregulação emocional.

Classificação e Objetivo Geral

A classificação como antipsicótico atípico indica a sua função na gestão de perturbações graves de saúde mental que afetam o humor, a perceção e os processos de pensamento. A substância ativa quetiapina atua ajudando a ajustar o equilíbrio de certas substâncias naturais no cérebro, principalmente a dopamina e a serotonina, que são fundamentais para a regulação destas funções. Observa-se que esta ação de equilíbrio contribui para a melhoria do humor e do comportamento.

O fármaco é fornecido para administração oral em diversas formas de comprimido, incluindo tanto a libertação imediata como comprimidos revestidos por película de libertação prolongada. O objetivo geral deste equilíbrio químico é reduzir extremos cognitivos ou emocionais, contribuindo assim para a estabilidade mental global e para um pensamento mais claro. A investigação confirma que esta classe de medicação é eficaz na estabilização do estado terapêutico geral dos doentes. Este medicamento é frequentemente utilizado em cenários onde o paciente requer uma modulação consistente do humor e do pensamento, tendo os estudos demonstrado a sua utilidade na manutenção do equilíbrio psicológico a longo prazo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Psyquel?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O Psyquel (Fumarato de Quetiapina) é um antipsicótico atípico associado a diversos efeitos secundários documentados e a considerações de segurança graves.


Avisos Importantes e Contraindicações

  • Aumento da Mortalidade em Idosos com Psicose Relacionada com a Demência: As agências regulamentares emitiram um aviso importante de que este medicamento não está aprovado para o tratamento da psicose relacionada com a demência em idosos, devido a um risco aumentado de morte.
  • Pensamentos e Comportamentos Suicidas: Crianças, adolescentes e jovens adultos (até aos 24 anos) que tomam este medicamento podem apresentar um risco acrescido de pensamentos e comportamentos suicidas, especialmente no início do tratamento ou após alterações na dose. É necessária uma supervisão rigorosa de todos os doentes de todas as idades, particularmente aqueles em risco elevado.

Reações Adversas Graves e Clinicamente Significativas

Reações graves, embora pouco comuns, incluem a Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN) — uma síndrome potencialmente fatal que envolve febre alta e rigidez muscular — e a Disquinesia Tardia (DT), uma perturbação do movimento que pode tornar-se permanente. Outras reações significativas incluem:

  • Alterações Metabólicas: Modificações indesejadas nos parâmetros metabólicos, incluindo hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue, que podem levar a condições graves como a cetoacidose), dislipidemia (níveis anormais de colesterol e triglicéridos) e aumento de peso.
  • Efeitos Cardiovasculares: Hipotensão Ortostática (tonturas ou desmaios ao levantar-se rapidamente, mais comum durante a titulação inicial da dose), Prolongamento do intervalo QT (uma alteração no ritmo cardíaco) e Reações Adversas Cerebrovasculares (ex: AVC) em doentes idosos com psicose relacionada com a demência.
  • Efeitos Hematológicos: Foram relatados casos de Leucopenia (contagem baixa de glóbulos brancos), Neutropenia e Agranulocitose.
  • Outros Riscos: O desenvolvimento de Cataratas com o uso prolongado e um risco aumentado de Convulsões.

Reações Adversas Mais Comuns (Adultos)

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência em ensaios clínicos com adultos (incidência igual ou superior a 5% e superior ao placebo) incluem sonolência (adormecimento), boca seca, tonturas, obstipação e aumento de peso.


Monitorização de Segurança

As diretrizes clínicas recomendam a monitorização do estado metabólico (glicemia e lípidos), do peso e do hemograma completo dos doentes, bem como da tensão arterial em crianças e adolescentes. É aconselhada a realização periódica de exames oftalmológicos ao cristalino em doentes sob tratamento crónico.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de Psyquel (quetiapina) é definida pela manifestação de sintomas que excedem o intervalo terapêutico, conforme documentado nas informações regulamentares oficiais. Caso se suspeite de uma sobredosagem, é obrigatória a assistência médica imediata ou o contacto com os serviços de emergência.

As manifestações de sobredosagem descritas na informação oficial de prescrição incluem sonolência (sonolência profunda), sedação, taquicardia (batimento cardíaco acelerado), tonturas, hipotensão (tensão arterial baixa) e sinais de depressão do Sistema Nervoso Central (SNC).


Resultados Graves Documentados

O perfil regulamentar identifica consequências graves e potencialmente fatais associadas à sobredosagem de quetiapina:

  • Coma
  • Morte
  • Prolongamento do intervalo QT e Arritmia (ritmo cardíaco irregular)

Estes desfechos graves exigem o cumprimento do requisito regulamentar específico de monitorização cardíaca contínua (ECG) durante a supervisão médica.


Gestão de Emergência Requerida

Os documentos oficiais determinam que o tratamento deve ser estritamente sintomático e de suporte. Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem de quetiapina. A gestão clínica foca-se na manutenção da desobstrução das vias respiratórias, na garantia de uma ventilação e oxigenação adequadas, e na monitorização e suporte da função cardiovascular.

Usos terapêuticos de Psyquel

O que o Psyquel trata: principais utilizações e benefícios

O Psyquel (quetiapina) é um antipsicótico atípico habitualmente utilizado na gestão sintomática de condições graves de saúde mental. De acordo com informações farmacológicas de referência, este medicamento é aplicado em situações caracterizadas por períodos de exacerbação de sintomas e desregulação emocional. Os domínios terapêuticos relevantes para a sua utilização incluem a Esquizofrenia, a Perturbação Bipolar (tanto para episódios maníacos como depressivos) e a aplicação como terapia adjuvante na Perturbação Depressiva Major, quando o tratamento anterior não proporcionou um alívio sintomático suficiente. Utilizado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, oferece um alívio sintomático que ajuda os doentes a lidar de forma mais equilibrada com episódios difíceis.


Gestão de Sintomas Centrais e Promoção da Estabilidade

O medicamento ajuda a atenuar manifestações psicóticas acentuadas, tais como alucinações e delírios, que interferem significativamente na estabilidade quotidiana. É também utilizado para ajudar a moderar as oscilações extremas de humor e os pensamentos perturbadores que acompanham os episódios bipolares. “Ajuda a promover um pensamento mais claro e contribui para atenuar a carga global dos sintomas”, tornando as fases sintomáticas difíceis mais fáceis de gerir. Em todas as suas utilizações, o Psyquel pode auxiliar na manutenção de uma sensação de estabilidade nos períodos em que os sintomas são mais visíveis.

Facto Rápido: Apoio em Oscilações Graves de Humor
O Psyquel é relevante para atenuar manifestações episódicas ou flutuantes da Perturbação Bipolar, podendo auxiliar na abordagem do peso global dos extremos sintomáticos.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade e Inelegibilidade Oficial

O uso de Psyquel (quetiapina) está sujeito a restrições regulamentares que definem quem pode utilizar o medicamento e quem deve ser excluído, com base na idade, patologias coexistentes e estado fisiológico.


Populações Contraindicadas Populações com Uso Restrito ou Condicional
Doentes com hipersensibilidade conhecida à quetiapina ou a qualquer componente da formulação. Doentes com insuficiência hepática conhecida (disfunção do fígado).
Idosos com psicose relacionada com a demência (devido ao risco de morte oficialmente documentado). Idosos em geral, que requerem uma monitorização cuidadosa e doses iniciais mais baixas.
Utilização conjunta com inibidores potentes da CYP3A4. Doentes com uma contagem baixa de leucócitos (glóbulos brancos) pré-existente (requer monitorização frequente).

  • Elegibilidade Relacionada com a Idade: O medicamento não está aprovado para uso pediátrico em crianças com menos de 10 anos de idade para qualquer condição. A aprovação para crianças e adolescentes está limitada a intervalos de idade específicos para a Esquizofrenia (dos 13 aos 17 anos) e Mania Bipolar (dos 10 aos 17 anos).
  • Estado Reprodutivo: O uso durante a gravidez é condicional; apenas é permitido se o potencial benefício for determinado como justificando o risco potencial. O aleitamento materno não é oficialmente recomendado durante a realização da terapia.
  • Consideração de Comorbilidades: Doentes com insuficiência hepática requerem uma dose inicial mais baixa e um ritmo de ajuste posológico mais lento, devido à alteração na depuração (eliminação) do fármaco.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Psyquel (quetiapina) apresenta perfis de interação oficialmente documentados, que envolvem principalmente a enzima hepática citocromo P450 3A4 (CYP3A4) e efeitos farmacodinâmicos aditivos.

Tipo de Interação Exemplos de Produtos Interagentes
Combinações Contraindicadas Lefamulina; Inibidores potentes da CYP3A4
Alteração Metabólica (CYP3A4) Cetoconazol, Ritonavir, Carbamazepina, Fenitoína, Rifampicina
Reforço Farmacodinâmico Depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), Agentes Anti-hipertensores

As interações farmacocinéticas mais significativas do ponto de vista clínico ocorrem com agentes que modificam a enzima CYP3A4. Está documentado que os inibidores potentes desta enzima, tais como o cetoconazol e o ritonavir, reduzem significativamente a eliminação (clearance) da quetiapina e aumentam a exposição sistémica ao fármaco. Por outro lado, os indutores potentes da enzima — incluindo a carbamazepina, a fenitoína, a rifampicina e o produto fitoterápico Erva de S. João (Hipericão) — estão documentados como agentes que aumentam a eliminação da quetiapina e reduzem drasticamente as concentrações plasmáticas, o que pode levar a uma perda de eficácia.

As interações farmacodinâmicas surgem quando a quetiapina é combinada com outros depressores do SNC, incluindo o álcool, resultando num efeito aditivo que aumenta a sedação. A quetiapina pode também somar-se aos efeitos de agentes anti-hipertensores, aumentando potencialmente o risco de hipotensão ortostática. A combinação com certos agentes conhecidos por prolongar o intervalo QT, como a Lefamulina, é formalmente classificada como uma combinação contraindicada nas informações regulamentares.

Para a formulação de libertação prolongada, existe uma restrição de administração: deve ser tomada sem alimentos ou com uma refeição ligeira (aproximadamente 300 calorias ou menos), uma vez que o consumo conjunto com alimentos ricos em gordura está documentado como um fator que aumenta a exposição sistémica. Além disso, foi documentada uma redução na eliminação oral em doentes com insuficiência hepática, uma consideração específica desta população que afeta a magnitude das interações.

Mecanismo de ação

Modulação Dupla da Sinalização de Dopamina e Serotonina

O mecanismo central do Psyquel assenta no antagonismo simultâneo dos recetores de dopamina D2 e de serotonina 5-HT2A no sistema nervoso central. Esta interação dupla é fundamental para a regulação do fluxo de sinais nos circuitos que governam o pensamento e a perceção. A dissociação rápida do fármaco do recetor D2 limita o potencial para um bloqueio prolongado, o que constitui a razão mecanística para minimizar o bloqueio sustentado dos recetores nos centros motores.

Potenciação por Metabolitos e Atividade Secundária

O perfil do fármaco é alargado pelo seu metabolito ativo, a norquetiapina, que atua como um inibidor potente do transportador de norepinefrina (NET) e como um agonista parcial do recetor 5-HT1A. Esta ação aumenta a disponibilidade sináptica de norepinefrina e modula a sinalização da serotonina, contribuindo para uma atividade mais regulada nos circuitos que controlam as respostas afetivas e emocionais.

O Psyquel apresenta também um antagonismo de elevada afinidade nos recetores da histamina H1 e adrenérgicos alfa1. O antagonismo dos recetores H1 induz sedação no sistema nervoso central ao limitar as vias de alerta, enquanto o antagonismo alfa1 afeta o tónus vascular periférico, levando à consequência fisiológica de alterações posturais na tensão arterial. Estas ações mecanísticas secundárias condicionam funcionalmente a rapidez com que a modulação central ideal pode ser alcançada.

Informações sobre dosagem e administração

Guia de Instruções: Como utilizar o Psyquel — Orientações Oficiais de Administração

A utilização do Psyquel (quetiapina) é regida por normas de administração específicas detalhadas em documentos regulamentares, sendo o cumprimento das mesmas necessário tanto para as formas de libertação imediata (LI) como para as de libertação prolongada (LP).


Âmbito da Administração

Instrução Detalhe (Baseado na Informação Oficial)
Via de administração Via oral exclusiva, utilizando comprimidos de libertação imediata ou de libertação prolongada.
Esquema posológico O tratamento deve iniciar-se com uma fase de titulação obrigatória ao longo de vários dias, para atingir gradualmente o intervalo da dose de manutenção individual (ex: 150 mg a 750 mg/dia para LI na Esquizofrenia).
Momento das tomas e alimentação Os comprimidos LI podem ser tomados com ou sem alimentos. Os comprimidos LP devem ser tomados sem alimentos ou apenas com uma refeição ligeira (aproximadamente 300 calorias).
Regras por grupo etário Os idosos requerem uma dose inicial mais baixa (ex: 50 mg/dia) e uma titulação de dose mais lenta. O mesmo protocolo de ajuste aplica-se a doentes com insuficiência hepática.
Esquecimento de doses Caso se esqueça de uma dose, esta deve ser tomada assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da próxima dose programada, deve saltar a dose esquecida. Não deve tomar uma dose dupla.
Condições procedimentais especiais Os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros e não podem ser partidos, mastigados ou esmagados.

Classificação das Instruções (Nível Geral)

Classificação Detalhe (Baseado na Informação Oficial)
Tipo de método de administração Oral
Padrão de frequência Duas vezes ao dia (LI) ou uma vez ao dia, à noite (LP).
Restrições de contexto Dependente do mecanismo de libertação do comprimido (LI vs. LP), das regras de ingestão de alimentos e do estado da população específica de doentes.

Estrutura do Procedimento Resultante

Sequência oficial de etapas:

  • Iniciar com a dose inicial baixa requerida, com reduções adicionais necessárias para idosos ou doentes com insuficiência hepática.
  • Seguir o calendário de titulação definido ao longo de vários dias para alcançar a dose de manutenção alvo específica para a indicação.
  • Administrar o comprimido de acordo com a sua forma: comprimidos LI geralmente duas vezes ao dia, e comprimidos LP uma vez ao dia, assegurando que a forma LP é engolida inteira e que a restrição alimentar é respeitada.

Ligação ao protocolo global de utilização:

As orientações oficiais determinam um processo estruturado de titulação inicial da dose que deve ser cumprido para estabelecer o regime de manutenção a longo prazo. A utilização correta é determinada pela formulação do comprimido — Libertação Imediata ou Libertação Prolongada — que estabelece a frequência posológica necessária, a relação específica com os alimentos e o manuseamento procedimental obrigatório do comprimido. Estas instruções oficiais padronizam o processo de administração entre diferentes populações de doentes.

Evidência clínica recente

Psyquel: Visão Geral da Evidência Clínica Recente

A investigação clínica tem-se focado no impacto deste tratamento, que combina um inibidor da colinesterase e um antagonista dos recetores NMDA, nos resultados de doentes com Doença de Alzheimer (DA).


Componente Inibidor da Colinesterase (DA Ligeira a Moderada)

Diversos estudos avaliaram os efeitos do inibidor da colinesterase em medidas de função global e cognição em indivíduos com DA ligeira a moderada. Em ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA), os grupos de tratamento demonstram frequentemente que os índices cognitivos são mantidos ou que o declínio é mais lento em comparação com os grupos placebo. Os resultados relativos a alterações nos sintomas comportamentais ou nas Atividades da Vida Diária (AVD) são, atualmente, limitados e apresentam variações entre as diferentes populações estudadas.

Componente Antagonista dos Recetores NMDA (DA Moderada a Grave)

A investigação sobre o componente antagonista dos recetores NMDA, geralmente estudado em combinação com outras terapêuticas, envolveu principalmente doentes com DA moderada a grave. Uma meta-análise que examinou esta terapia encontrou uma diferença mensurável, embora pequena, favorável ao grupo de tratamento face ao placebo em medidas de função cognitiva, capacidades funcionais e resultados clínicos globais.


Estudos sobre a Terapia Combinada

Estudos sobre a combinação de ambos os componentes exploraram se esta abordagem está associada a resultados diferentes em comparação com a monoterapia. Algumas investigações focadas na DA grave sugeriram uma associação entre o tratamento combinado e resultados na cognição, embora sejam necessários mais estudos para confirmar estes dados preliminares. Um estudo de coorte de grande dimensão sugeriu que a terapia combinada estava associada a uma taxa de mortalidade mais baixa em comparação com a monoterapia ou a ausência de tratamento, num período de acompanhamento de cinco anos.


Perfil de Segurança

A segurança e a tolerabilidade foram examinadas em estudos que envolveram doentes adultos com DA. Os efeitos secundários gastrointestinais (ex: náuseas, diarreia) estão frequentemente documentados com o componente inibidor da colinesterase. O componente antagonista de NMDA foi descrito como tendo uma tolerabilidade aceitável nos ensaios clínicos, sendo as tonturas e as cefaleias (dores de cabeça) alguns dos eventos comunicados com maior frequência.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Psyquel (FAQ)


P: Com que rapidez devo esperar notar algum efeito do Psyquel?

As informações oficiais indicam que o fármaco ativo atinge a sua concentração máxima na corrente sanguínea aproximadamente 1,5 horas após uma dose. O uso consistente permite que a concentração do fármaco atinja um estado de equilíbrio farmacocinético em cerca de dois dias, que é quando o corpo está a receber consistentemente a quantidade pretendida de medicação para medição.


P: O Psyquel destina-se a uma utilização a curto prazo ou é um tratamento a longo prazo?

Os estudos documentam a eficácia do fármaco em ensaios de manutenção para condições como a esquizofrenia, sugerindo o seu papel no tratamento a longo prazo. A duração da terapêutica é sempre determinada pelo médico prescritor. É fundamental consultar o médico assistente antes de efetuar qualquer alteração ao plano de tratamento ou de interromper a medicação.


P: O Psyquel pode interagir com analgésicos comuns de venda livre?

De um modo geral, não está listada uma interação major entre este medicamento e analgésicos comuns de venda livre, como o paracetamol. Recomenda-se que os doentes informem o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos, incluindo quaisquer produtos de venda livre, para revisão de interações.


P: O que acontece se uma pessoa falhar uma dose de Psyquel?

Uma dose esquecida deve ser tomada assim que houver recordação. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte programada, a dose esquecida deve ser ignorada. Não deve ser tomada uma dose dupla para compensar uma dose esquecida.


P: De que forma o Psyquel difere de um medicamento genérico para a mesma condição?

Psyquel é o nome comercial da substância ativa, quetiapina. Um medicamento genérico contém exatamente a mesma substância medicinal ativa que o produto de marca, sendo que ambas as formulações devem cumprir os mesmos padrões de qualidade e eficácia.


P: Existem interações conhecidas entre o Psyquel e suplementos à base de ervas?

Existe uma interação documentada com o produto à base de ervas Erva de São João, que pode reduzir o nível de Psyquel no organismo. Além disso, aconselha-se cautela com outros remédios à base de ervas que possam causar efeitos secundários como sedação ou tonturas, uma vez que a sua combinação com o Psyquel pode aumentar estes efeitos.


P: O Psyquel pode ser utilizado durante a gravidez, de acordo com os avisos oficiais?

Existem avisos indicando que o fármaco pode causar danos fetais se for tomado durante a gravidez. Recomenda-se a sua utilização apenas se o médico assistente considerar que o benefício potencial para a doente justifica o risco potencial para o feto.


P: Sabe-se se o Psyquel causa problemas de saúde a longo prazo?

Existem riscos citados de desenvolvimento de Discinesia Tardia (DT), uma condição que envolve movimentos involuntários, e a observação de cataratas com o tratamento a longo prazo. Por este motivo, os doentes em tratamento crónico devem ser submetidos a exames periódicos ao cristalino para monitorização.


P: Qual é a semivida do Psyquel?

As informações farmacocinéticas indicam que a semivida terminal média da substância ativa, a quetiapina, é de aproximadamente 6 horas.


P: Porque é que a dosagem do Psyquel é diferente para pessoas diferentes?

O ajuste da dose inicial e da taxa de titulação é necessário para populações específicas. Este ajuste está documentado para adultos mais velhos e para doentes diagnosticados com insuficiência hepática devido a alterações na forma como o organismo processa a medicação.


P: O Psyquel é uma substância controlada?

A substância ativa, quetiapina, não é uma substância controlada ao abrigo das regulamentações de substâncias controladas. Embora não esteja escalonada, é um medicamento sujeito a receita médica que deve ser obtido mediante ordem médica.


P: Existe um tempo máximo recomendado para alguém utilizar o Psyquel?

Não existe uma duração máxima formal de utilização definida. A sua eficácia está documentada em ensaios de manutenção para tratamento a longo prazo, devendo a duração global ser determinada pelo médico assistente com base nas necessidades individuais do doente.


P: Existem nomes comerciais diferentes para o mesmo medicamento que o Psyquel?

Sim, a substância ativa quetiapina é também amplamente conhecida e está disponível sob o nome comercial Seroquel. Pode também ser comercializada sob outros nomes de marca ou estar disponível em versões genéricas.


P: Os utilizadores relatam quaisquer efeitos secundários sexuais com o Psyquel?

Embora estes efeitos sejam relatados como pouco frequentes, a medicação pode afetar as hormonas e potencialmente causar problemas sexuais tanto em homens como em mulheres, incluindo alterações no desejo ou na função sexual.


P: O Psyquel aparece em testes de despistagem de drogas?

O uso de quetiapina pode potencialmente causar resultados falsos positivos em certos imunoensaios enzimáticos urinários. Estes falsos positivos têm sido sugeridos para testes que visam substâncias como a metadona e antidepressivos tricíclicos.


P: Que avisos oficiais existem sobre a combinação de Psyquel com estimulantes?

Não existe uma interação farmacocinética direta major citada para os estimulantes. No entanto, existe a preocupação de que os estimulantes do sistema nervoso central possam potencialmente exacerbar os sintomas de perturbação do pensamento em doentes com antecedentes de psicose.

Como Psyquel deve ser armazenado e descartado?

A conservação e a eliminação do Psyquel (fumarato de quetiapina) devem cumprir rigorosamente as condições estabelecidas nas informações regulamentares oficiais para garantir a qualidade e a segurança do produto.

Condições de Conservação

Requisito Condição Oficial Registada
Temperatura Conservar a Temperatura Ambiente Controlada (20 °C a 25 °C).
Proteção Manter na embalagem de origem; proteger da luz e da humidade.
Recipiente Deve ser dispensado num recipiente hermeticamente fechado.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças.

As informações oficiais permitem variações breves de temperatura até aos 30 °C. O armazenamento deve evitar o calor e a humidade excessivos para manter a estabilidade dos comprimidos.

Instruções de Eliminação

Os medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser eliminados em conformidade com os regulamentos locais relativos a resíduos farmacêuticos. Os consumidores devem utilizar programas de recolha de medicamentos sempre que estes estejam disponíveis. Se não existir um programa de recolha disponível e o medicamento não constar das listas de substâncias que permitem o descarte direto, este deve ser misturado com uma substância indesejável antes de ser selado num recipiente e colocado no lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Psyquel encontrado em:

ÍNDICE A-Z: