Prosalid

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Prosalid

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Prosalid

O que é o Prosalid?

O Prosalid é um medicamento especializado, sujeito a receita médica, cujo componente ativo é a substância Leuprorelina (ou Leuprolida). É classificado oficialmente como um Agonista da Hormona Libertadora de Gonadotropinas (GnRH), o que o insere no grupo terapêutico dos antineoplásicos e hormonas. O Prosalid não é um composto natural; em vez disso, o seu ingrediente ativo é um análogo sintético do nonapéptido — uma versão fabricada da hormona natural LHRH do organismo — concebida para uma atividade sustentada e potente no corpo. O reconhecimento clínico do mecanismo da Leuprorelina é sustentado por estudos farmacológicos que demonstram a sua capacidade de controlar o eixo hipofisário-gonadal.

Composição e Objetivo Geral da Leuprorelina

A substância ativa, frequentemente sob a forma de acetato de leuprorelina, é habitualmente formulada numa suspensão injetável de ação prolongada, comummente conhecida como forma depot, que permite a administração por via intramuscular ou subcutânea. Esta tecnologia depot, que garante uma libertação contínua durante um período prolongado, é um fator diferenciador em relação às terapias hormonais de administração diária. O objetivo fundamental do Prosalid é alcançar uma supressão hormonal profunda e reversível, reduzindo significativamente os níveis circulantes de hormonas sexuais, especificamente a testosterona e o estrogénio. A investigação confirma que a Leuprorelina proporciona uma supressão eficaz da secreção da hormona luteinizante (LH) e da hormona estimulante dos folículos (FSH).

A Ação Fundamental: Como a Leuprorelina Suprime as Hormonas

O Prosalid atua visando recetores na glândula hipófise, o principal centro de controlo hormonal do corpo. A sua presença contínua causa a regulação negativa (down-regulation) dos recetores hipofisários de GnRH, inibindo eficazmente a libertação das gonadotropinas, LH e FSH. Este mecanismo traduz-se numa interrupção sustentada da cascata de sinalização que impulsiona a produção de hormonas sexuais nos testículos e ovários, o que é fundamental para alcançar a privação hormonal no sistema do doente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Prosalid?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Prosalid (Leuprorelina) baseia-se nas classificações regulamentares oficiais, que organizam os potenciais efeitos de acordo com a sua frequência e o sistema corporal afetado. As reações adversas documentadas com maior frequência derivam da ação pretendida do medicamento na supressão hormonal.

Reações adversas classificadas por frequência

As reações adversas classificadas como Muito Frequentes nos documentos regulamentares incluem efeitos sistémicos como ondas de calor (fogachos), cefaleias, fadiga e dor generalizada (por exemplo, dor musculoesquelética ou articular). Reações no local de injeção, incluindo dor e inchaço, também são observadas com frequência. Os efeitos listados como Frequentes incluem alterações de humor, tonturas e alterações no peso corporal.

Reações adversas graves e padrões de segurança

A rotulagem oficial documenta certas reações adversas graves, embora raras. Por exemplo, existe um risco documentado de aumento de eventos cardiovasculares graves, incluindo enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral, especificamente em doentes do sexo masculino a receber o tratamento para o cancro da próstata. A ocorrência rara de apoplexia hipofisária também foi registada. Além disso, as alterações no controlo metabólico, tais como o desenvolvimento ou agravamento de diabetes mellitus, estão também incluídas na documentação de reações graves.

Notas de segurança sobre a duração e populações específicas

O perfil de segurança destaca padrões relacionados com a duração da exposição. A perda de densidade mineral óssea está associada à utilização a longo prazo e aumenta o risco de fratura em ambos os sexos. Pode observar-se um agravamento transitório dos sintomas — conhecido como efeito flare inicial — logo no início do tratamento, devido a um aumento temporário dos níveis hormonais. O medicamento é oficialmente contraindicado durante a gravidez, devido ao potencial de danos fetais, e é também restringido a indivíduos com hipersensibilidade conhecida aos agonistas da GnRH.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações oficiais de prescrição do Prosalid (Leuprorelina) enfatizam que, com base na experiência clínica, não foram formalmente documentadas manifestações clínicas específicas ou únicas de sobredosagem em ensaios humanos. Mesmo quando foram administradas doses significativamente superiores ao intervalo terapêutico habitual da forma injetável diária, os documentos regulamentares indicam que não foram comunicados efeitos adversos que diferissem dos commumente observados durante a utilização normal.

Constatação Regulamentar Declaração Oficial sobre Sobredosagem
Manifestações Documentadas Não estão formalmente listados sintomas humanos específicos ou sinais fisiológicos de sobredosagem.
Antídoto Específico Não está documentado qualquer antídoto específico conhecido para a sobre-exposição à Leuprorelina.
Gestão Necessária Em caso de sobre-exposição, está indicado o tratamento sintomático e de suporte.

Quando procurar atenção médica imediata

É um requisito regulamentar obrigatório procurar atenção médica imediata perante uma sobre-exposição conhecida ou suspeita ao Prosalid. Dada a falta de experiência clínica específica documentada em fontes oficiais, qualquer caso de suspeita de sobredosagem deve ser gerido por profissionais de saúde. A abordagem de tratamento sintomático e de suporte exigida pelos reguladores foca-se na gestão de quaisquer sinais ou sintomas clínicos que possam surgir. Isto requer observação profissional contínua e avaliação clínica, uma vez que não existe uma contramedida única para a sobre-exposição ao Prosalid.

Usos terapêuticos de Prosalid

O que o Prosalid trata: principais utilizações e benefícios

O Prosalid (Leuprorelina) é utilizado em diversas áreas terapêuticas, sendo habitualmente aplicado em situações que envolvem sintomas específicos e penosos. Este medicamento é frequentemente utilizado na gestão de condições integradas em três categorias principais: cancro da próstata avançado, distúrbios ginecológicos dependentes de estrogénio — como a endometriose e os miomas uterinos sintomáticos — e a Puberdade Precoce Central (PPC) em crianças.

Na área da oncologia, o Prosalid é aplicado em contextos clínicos de cancro avançado, onde o benefício terapêutico apoia o alívio da carga sintomática em manifestações como as dores ósseas e as dificuldades urinárias. No que respeita à utilização ginecológica, o benefício pode auxiliar na mitigação da dor e é relevante para a gestão de sintomas relacionados com hemorragias uterinas intensas e com o volume das massas. Para os doentes pediátricos com PPC, a abordagem terapêutica apoia o atraso do desenvolvimento, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional.

“O benefício clínico apoia a mitigação da dor e contribui para um maior conforto durante os períodos de intensificação dos sintomas.”

Este fármaco é habitualmente utilizado quando os sintomas se tornam mais intensos e é necessário um alívio de suporte, contribuindo para a melhoria do conforto diário durante os períodos sintomáticos destas diferentes patologias.


Facto Rápido: Alívio do Desconforto Sintomático O Prosalid é relevante na gestão de sintomas relacionados com o desconforto físico e o desequilíbrio sistémico, tais como a dor pélvica crónica e a dor óssea associada a tumores, proporcionando um apoio que ajuda a atenuar a carga global de sintomas.

Critérios de utilização e restrições

A utilização de Prosalid (Leuprorelina) é oficialmente permitida ou proibida com base em critérios regulamentares rigorosos relativos à idade, ao sexo e ao estado clínico.

Populações com utilização aprovada

  • Homens Adultos (idade igual ou superior a 18 anos) para o tratamento do cancro da próstata avançado.
  • Mulheres Adultas (idade igual ou superior a 18 anos) para a gestão da endometriose e de miomas uterinos.
  • Crianças (geralmente com idade igual ou superior a 1 ano) para o tratamento da Puberdade Precoce Central (PPC).

Contraindicações absolutas (Não utilizar)

O medicamento é estritamente contraindicado e não deve ser utilizado nas seguintes populações:

  • Doentes com hipersensibilidade ou alergia conhecida à Hormona Libertadora de Gonadotropinas (GnRH), aos seus análogos agonistas ou a qualquer componente do medicamento.
  • Mulheres que estejam ou possam vir a engravidar, uma vez que o fármaco pode causar danos fetais. A inexistência de uma gravidez deve ser confirmada antes do início do tratamento.
  • Mulheres com hemorragia uterina anormal de causa não diagnosticada.

Utilização restrita e limitada

  • Lactação: O uso em mulheres a amamentar não é geralmente recomendado; a decisão clínica exige a ponderação entre a necessidade do fármaco para a mãe e o risco potencial para o lactente.
  • Idade Pediátrica: A segurança e a eficácia para a PPC não estão estabelecidas em crianças com menos de 1 ano de idade.
  • Mulheres em Idade Avançada: As indicações ginecológicas não estão indicadas para utilização em mulheres na pós-menopausa.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Perfil oficial de interações

O perfil de interação regulamentar do Prosalid (Leuprorelina) caracteriza-se por uma precaução farmacodinâmica significativa e requisitos específicos quanto à ordem de administração, embora a documentação oficial observe um baixo risco de interferência metabólica. A Terapêutica de Privação Androgénica (ADT) que envolve a Leuprorelina pode prolongar o intervalo QT. A coadministração com outros medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT, tais como os antiarrítmicos de Classe IA e Classe III, apresenta um risco farmacodinâmico aditivo na eletrofisiologia cardíaca. Este risco é especificamente assinalado como sendo mais relevante em populações com fatores de risco preexistentes, incluindo indivíduos com síndrome congénita do QT longo ou anomalias eletrolíticas frequentes.

Restrições metabólicas e de calendarização

A documentação oficial indica que não foram realizados estudos de interação medicamentosa baseados na farmacocinética. Não se prevê a ocorrência de interações associadas ao sistema enzimático do Citocromo P-450 (CYP450), dado que a Leuprorelina é um péptido degradado principalmente por peptidases, e não pelas principais enzimas CYP. Não existem interações documentadas com alimentos, álcool ou produtos fitoterapêuticos gerais. No entanto, aplica-se uma regra obrigatória quanto ao intervalo de tempo da administração na utilização combinada com um Inibidor da Aromatase em determinados contextos. Nesses casos, o tratamento com Leuprorelina deve ser iniciado e mantido durante, pelo menos, seis a oito semanas antes de se iniciar o Inibidor da Aromatase.

Mecanismo de ação

Regulação Negativa dos Recetores e Antagonismo Funcional

O componente ativo do Prosalid, a Leuprorelina, inicia a sua ação ao ligar-se aos Recetores da Hormona Libertadora de Gonadotrofinas (GnRHR) nas células gonadotróficas da glândula hipófise. A leuprorelina atua como um agonista contínuo da GnRH e a sua presença sustentada induz os recetores a um processo de regulação negativa (downregulation) e dessensibilização. Este processo molecular reduz fisicamente a população de recetores disponíveis na superfície celular, o que significa que as células hipofisárias perdem a capacidade de responder a novos sinais hormonais. Este envolvimento dos mecanismos de regulação central é a etapa fundamental que define as alterações fisiológicas resultantes.


Supressão do Eixo Hipotálamo-Hipófise-Gonadal

A inibição funcional dos GnRHRs restringe a síntese e a libertação das principais gonadotrofinas: a Hormona Luteinizante (LH) e a Hormona Folículo-Estimulante (FSH). Esta interrupção do controlo hormonal central desequilibra todo o Eixo Hipotálamo-Hipófise-Gonadal (HPG), cortando a sequência de sinalização que impulsiona a produção hormonal periférica.


Estado Hipogonádico Induzido

A ausência sistémica de estímulo de LH e FSH na circulação leva à supressão da esteroidogénese gonadal. Esta cascata mecanística resulta numa redução sustentada das hormonas sexuais circulantes, principalmente a Testosterona e o Estradiol/Estrogénio. O mecanismo resulta num estado hipogonádico induzido e sustentado.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar Prosalid

A administração de Prosalid deve ser feita estritamente de acordo com as instruções fornecidas pelo médico ou farmacêutico. O medicamento é geralmente apresentado sob a forma de comprimidos destinados a administração por via oral, devendo ser ingeridos com uma quantidade suficiente de água. É recomendável que a toma ocorra após as refeições para minimizar o risco de desconforto gastrointestinal.

A dosagem e a duração do tratamento são determinadas pelo profissional de saúde com base na condição clínica específica, na gravidade dos sintomas e na resposta individual do doente ao fármaco. Não se deve exceder a dose recomendada, uma vez que o aumento da dosagem não melhora a eficácia e pode elevar o risco de efeitos secundários.

Caso ocorra o esquecimento de uma dose, esta deve ser tomada assim que possível, a menos que esteja próxima a hora da dose seguinte. Nessa situação, deve-se saltar a dose esquecida e retomar o esquema posológico habitual. Nunca se deve duplicar uma dose para compensar uma falta. A interrupção prematura do tratamento pode levar à recorrência dos sintomas, pelo que se deve cumprir o ciclo completo estabelecido pelo médico.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação e Estudos sobre o Prosalid

Evidência para utilização no Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) Ativo

A investigação analisou a utilização do fármaco em adultos diagnosticados com Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) Ativo, uma condição caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas que envolvem resultados relacionados com desequilíbrio sistémico ou funcional. A investigação principal consiste em ensaios clínicos de larga escala, de curta duração, aleatorizados, duplamente cegos e controlados por placebo. Estes estudos avaliaram se a administração de Prosalid resultava em alterações em medições padronizadas de atividade da doença, tais como o Índice de Resposta LES (SRI) e a pontuação SLEDAI-2K, em comparação com um placebo. Todos os doentes incluídos nestes estudos, realizados durante períodos de aumento da atividade sintomática, já se encontravam a receber outros medicamentos de base estabelecidos para a sua condição.

Estudos a Longo Prazo e Dados de Acompanhamento

Embora os estudos principais tenham monitorizado alterações a curto prazo (com a duração de cerca de um ano), existiram estudos de extensão abertos subsequentes. Estes estudos de extensão monitorizaram os mesmos grupos de doentes durante períodos mais longos — por vezes ao longo de vários anos. Nestes estudos, explorou-se se os resultados observados no ensaio inicial continuavam a mostrar padrões semelhantes durante o período de tratamento alargado.

Contudo, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. A duração do acompanhamento foi limitada para muitos participantes que continuaram nas fases de extensão. Isto significa que os resultados a longo prazo que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade são atualmente limitados em comparação com as conclusões a curto prazo.

Evidência em Populações Especiais

A investigação explorou o uso de Prosalid em diferentes grupos, incluindo estudos específicos que analisaram o desequilíbrio fisiológico temporário em adultos idosos. Foram observados dados em certos subgrupos incluídos nos ensaios principais, mas as dimensões das amostras nestes grupos foram modestas. Para outros grupos específicos, como mulheres grávidas ou crianças, a evidência é limitada.

O que ainda permanece incerto sobre os Estudos do Prosalid

Uma limitação fundamental é a falta de evidência comparativa em relação a outros tratamentos estabelecidos para esta condição. Além disso, a qualidade da evidência varia entre os estudos devido a diferenças no design, incluindo extensões abertas e análises de subgrupos. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo que persistem ao longo de muitos anos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Prosalid (FAQ)

P: O Prosalid é seguro para utilização em idosos?

R: Os documentos oficiais contêm informações de segurança específicas para a população geriátrica. Estas orientações podem exigir que se considerem as alterações relacionadas com a idade na função de certos órgãos, como o fígado ou os rins, aquando da administração do medicamento. As orientações regulamentares fornecem informações para a utilização em populações mais velhas, permitindo que o profissional de saúde avalie a sua adequação.

P: Qual é a diferença entre o Prosalid e outros medicamentos semelhantes usados para a mesma condição?

R: O Prosalid é definido nos documentos oficiais como um análogo sintético nonapéptido da GnRH (Hormona Libertadora de Gonadotropinas). É especificamente formulado como uma injeção de libertação prolongada (depot), o que o distingue pela sua estrutura e pelo modo como é administrado, garantindo uma libertação contínua do medicamento durante um período prolongado.

P: Qual é a diferença entre o nome comercial e a versão genérica do Prosalid?

R: A substância ativa deste medicamento é a Leuprorelina, que também é referida como Leuprolide. Este é o nome genérico. A diferença entre as versões de marca e genéricas está tipicamente relacionada com o fabricante, o custo e os ingredientes inativos específicos utilizados na formulação final.

P: Se eu tiver antecedentes de problemas cardíacos, posso continuar a utilizar Prosalid?

R: Os avisos oficiais descrevem grupos específicos de doentes, como indivíduos com um historial recente de enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral, para os quais o medicamento pode estar restringido. O medicamento está também associado a um risco aumentado e documentado de eventos cardiovasculares, particularmente em doentes do sexo masculino, e pode afetar o ritmo cardíaco através do prolongamento do intervalo QT.

P: Posso tomar analgésicos de venda livre, como ibuprofeno ou aspirina, com o Prosalid?

R: Embora não existam estudos abrangentes para todos os analgésicos de venda livre, os documentos oficiais indicam que existem potenciais interações com algumas classes de fármacos, como os salicilatos (como a aspirina) e certos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Recomenda-se geralmente que os doentes discutam todos os medicamentos e suplementos com o seu profissional de saúde.

P: O Prosalid afeta os padrões de sono ou causa insónia?

R: Os documentos oficiais que analisam o perfil de segurança do Prosalid listam a dificuldade em dormir (insónia ou distúrbios do sono) como uma reação adversa relatada.

P: Onde posso encontrar o documento oficial aprovado pelo governo para o Prosalid?

R: Os documentos oficiais, como o Resumo das Características do Medicamento (RCM) ou o Folheto Informativo (FI), estão disponíveis publicamente nos sites das agências reguladoras de medicamentos.

P: Há quanto tempo é que o Prosalid está aprovado pelas entidades reguladoras?

R: A substância ativa, Leuprorelina, tem um longo historial de utilização. Recebeu a sua aprovação regulamentar inicial para utilização nos Estados Unidos em 1989.

P: Pessoas com insuficiência hepática ou renal podem utilizar Prosalid?

R: A substância ativa é degradada principalmente por peptidases (enzimas) e não depende do sistema enzimático principal do fígado (CYP450). No entanto, os documentos oficiais referem que a farmacocinética não foi especificamente estudada em doentes com insuficiência renal ou hepática preexistente.

P: Que tipo de monitorização ou testes laboratoriais são recomendados durante a toma de Prosalid?

R: Os documentos oficiais referem que podem ser necessários testes laboratoriais para monitorizar a eficácia do tratamento, tais como a medição dos níveis hormonais (Testosterona ou PSA). Além disso, pode ser necessária a monitorização de alterações metabólicas, como a glicémia, devido ao risco documentado de desenvolvimento de diabetes mellitus.

P: O Prosalid tem potencial para causar habituação ou dependência?

R: Não. A classificação oficial do medicamento não o designa como uma substância controlada com potencial de abuso ou dependência. É classificado exclusivamente como um medicamento sujeito a receita médica.

P: O que devo fazer se sentir efeitos secundários inesperados do Prosalid?

R: Os documentos regulamentares descrevem processos para reportar suspeitas de efeitos secundários através de um profissional de saúde. O profissional é o canal adequado para avaliar quaisquer reações inesperadas e comunicá-las através dos canais oficiais de vigilância pós-comercialização.

P: Se eu me sentir melhor, é necessário continuar a tomar o Prosalid conforme descrito nas instruções?

R: A documentação oficial descreve a importância de manter o esquema posológico fixo, mesmo que os sintomas melhorem. O medicamento precisa de ser administrado num esquema contínuo para manter o seu efeito terapêutico consistente e a supressão hormonal.

P: Porque é que o Prosalid é por vezes referido por um nome diferente noutros países?

R: A substância ativa, Leuprorelina (ou Leuprolide), é o nome genérico consistente utilizado globalmente. Quaisquer diferenças no nome devem-se habitualmente aos diferentes nomes comerciais atribuídos por diferentes fabricantes em vários países.

P: Se o Prosalid me causar sonolência, o que diz a informação oficial de segurança sobre conduzir ou utilizar máquinas?

R: Os documentos oficiais afirmam que, devido a efeitos secundários relatados como tonturas, vertigens e fadiga, é descrita como necessária a precaução ao conduzir ou operar máquinas pesadas.

P: O que acontece se uma pessoa parar subitamente de tomar Prosalid?

R: A documentação oficial observa que interromper o medicamento abruptamente pode levar à reversão do efeito de supressão hormonal pretendido. Esta reversão pode resultar no retorno dos sintomas ou no reinício da puberdade em doentes pediátricos.

P: Houve alterações ou atualizações recentes nos avisos oficiais para o Prosalid?

R: Os documentos regulamentares são atualizados periodicamente pelas agências governamentais. As alterações recentes incluíram atualizações nos avisos relativos a reações de hipersensibilidade, reações cutâneas e procedimentos de administração para certas formulações.

P: É normal sentir um ligeiro mal-estar estomacal ao iniciar o Prosalid?

R: Os perfis de segurança oficiais listam reações adversas gastrointestinais, tais como mal-estar estomacal, náuseas e diarreia.

P: O Prosalid pode ser tomado juntamente com medicamentos comuns para a constipação ou gripe?

R: O perfil oficial de interações destaca a precaução ao combinar o Prosalid com certos medicamentos que podem afetar o ritmo cardíaco, tais como aqueles que prolongam o intervalo QT. A lista completa de medicação concomitante deve ser avaliada por um profissional de saúde.

P: Quais são as recomendações oficiais sobre o que fazer se for tomada uma dose excessiva de Prosalid?

R: Os rótulos oficiais incluem tipicamente orientações específicas sobre sobredosagem. Isto envolve geralmente a interrupção do medicamento e a prestação de uma gestão sintomática ou de suporte sob a supervisão de um profissional de saúde.

P: Porque é que a embalagem do Prosalid avisa sobre a exposição solar?

R: O aviso baseia-se em informações de segurança oficiais que listam o aumento da sensibilidade da pele à luz solar (fotossensibilidade) e queimaduras solares graves como potenciais reações adversas relatadas.

P: Com que rapidez devo esperar sentir os efeitos pretendidos do Prosalid?

R: O mecanismo do fármaco envolve uma sequência de efeitos. Os documentos oficiais descrevem um aumento temporário dos níveis hormonais, conhecido como o efeito flare inicial, seguido de uma diminuição sustentada das hormonas sexuais ao longo das semanas seguintes. Esta diminuição é o intervalo de tempo típico para que os efeitos terapêuticos se comecem a manifestar.

Como Prosalid deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar Prosalid

Estas informações refletem os requisitos obrigatórios oficiais de conservação e eliminação do Prosalid, conforme definidos na rotulagem regulamentar.

Área de Requisito Instruções Oficiais
Temperatura e Proteção Conservar a temperatura ambiente controlada (entre 20 °C e 25 °C). Não congelar nem expor a temperaturas superiores a 30 °C.
Manuseamento e Embalagem Manter o Prosalid na embalagem original, bem fechada, para o proteger da luz e da humidade.
Estabilidade / Prazo de Validade Eliminar qualquer porção não utilizada 28 dias após a primeira abertura ou reconstituição, mesmo que tenha sido conservada corretamente.
Segurança Infantil Manter o Prosalid fora da vista e do alcance das crianças.
Eliminação Não eliminar o Prosalid não utilizado ou fora do prazo através do lixo doméstico ou águas residuais (por exemplo, pelo cano abaixo ou sanita). Deve ser entregue num ponto de recolha oficial ou através de um programa de retoma farmacêutica autorizado, de acordo com a regulamentação local.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Prosalid encontrado em:

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