Propyleenglycol

Links rápidos para seções importantes

Propyleenglycol

Opção de tratamento:

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Propyleenglycol

Propriedade Descrição
Ingrediente Ativo Não aplicável; funciona como um excipiente
Forma Componente líquido viscoso de soluções, cremes e injetáveis
Classe Farmacológica Excipiente farmacêutico; Solvente orgânico; Glicol
Uso Comum Solubilização e estabilização de fármacos ativos
Origem Substância sintética

O Propilenoglicol, quimicamente conhecido como 1,2-Propanodiol, é uma substância sintética límpida, viscosa e inodora, classificada estruturalmente como um glicol (um 1,2-diol). Na medicina, funciona principalmente como um excipiente, o que significa que é um ingrediente inativo essencial para a formulação do produto medicamentoso final, e não o ingrediente que produz o efeito terapêutico.


Propilenoglicol: Identidade Química e Classificação

O propilenoglicol é uma substância sintética sintetizada para garantir pureza e consistência, sendo classificado quimicamente como um solvente orgânico dentro do grupo mais amplo dos polióis. Esta origem controlada e não natural garante os rigorosos padrões de qualidade exigidos para a sua função na medicina. A natureza inerentemente higroscópica da substância — o que significa que atrai e retém facilmente a água — é um atributo fundamental utilizado na sua função farmacêutica. Resumos técnicos confirmam a utilização do 1,2-Propanodiol como solvente, emulsionante e humectante em preparações medicamentosas. Isto corrobora que estudos farmacológicos fundamentam a capacidade reconhecida do propilenoglicol para ajudar a estabilizar e misturar os diferentes componentes de um medicamento.


Que Tipo de Ingrediente é o Propilenoglicol na Medicina?

A função principal do propilenoglicol é a de um excipiente farmacêutico, servindo como um co-solvente e diluente que é combinado com o ingrediente farmacêutico ativo (IFA). É um componente comum numa grande variedade de preparações, incluindo soluções orais líquidas, formulações tópicas (cremes e pomadas) e certos produtos parentéricos (injetáveis). Agências reguladoras internacionais listam-no em várias funções não ativas em inúmeras formulações. Esta designação confirma que se trata de um ingrediente de suporte essencial, vulgarmente encontrado em formulações destinadas a adultos e em preparações pediátricas específicas onde existam desafios de solubilidade.


Objetivo Geral: Porque é que o Propilenoglicol é Necessário?

O propilenoglicol é necessário principalmente para garantir a solubilidade e a estabilidade do medicamento ativo, o que constitui o seu objetivo fundamental. Alcança este objetivo atuando como um poderoso solubilizante, permitindo que as moléculas do fármaco que não se dissolvem facilmente em água sejam dispersas uniformemente por toda a preparação, garantindo uma entrega precisa da dosagem. Em cremes e loções destinados a uso tópico, a sua propriedade humectante ajuda a manter a humidade e evita que a formulação seque ou se degrade, contribuindo para a longevidade e consistência do produto. O perfil de segurança do propilenoglicol é amplamente reconhecido para a sua utilização como aditivo farmacêutico.

Quais efeitos secundários são possíveis com Propyleenglycol?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O propilenoglicol é um excipiente farmacêutico cujo perfil de segurança está bem definido em documentos regulamentares. As reações adversas estão geralmente associadas a condições que levam à acumulação sistémica da substância. Esta acumulação ocorre tipicamente após uma exposição prolongada ou a doses elevadas, particularmente através da administração intravenosa, ou em indivíduos com capacidade reduzida de eliminar a substância.

Reações Adversas Sistémicas Graves

As reações mais graves documentadas em fontes oficiais relacionam-se com a toxicidade sistémica e estão agrupadas em Classes de Sistemas de Órgãos (SOC) específicas. Estas incluem Doenças do metabolismo e da nutrição, tais como a acidose lática e a hiperosmolalidade. Efeitos graves podem também envolver Doenças renais e urinárias (insuficiência renal aguda), Doenças do sistema nervoso (depressão do SNC, convulsões e coma) e Doenças cardíacas (arritmia cardíaca e cardiotoxicidade). Outros efeitos documentados estão associados a Doenças do sangue e do sistema linfático, como a hemólise.

Notas de Segurança Gerais e Específicas para Certas Populações

Os efeitos adversos gerais associados à exposição incluem dermatite de contacto, irritação cutânea, náuseas e dores de cabeça. Orientações regulamentares destacam um risco acrescido em populações específicas devido à diminuição da capacidade de eliminação. Recém-nascidos e crianças com menos de quatro anos são explicitamente identificados como estando em risco elevado de acumulação e toxicidade devido à imaturidade das suas vias metabólicas e renais. Doentes com insuficiência hepática ou renal subjacente são também formalmente identificados como sendo mais vulneráveis à acumulação de propilenoglicol. Além disso, certas notas de segurança referem o potencial de aumento do risco de acumulação quando utilizado simultaneamente com medicamentos específicos, como o metronidazol.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda: Informações Regulamentares Oficiais

A sobredosagem por Propilenoglicol (PG) define-se pela toxicidade por acumulação resultante de uma exposição a doses elevadas ou prolongadas, particularmente quando os mecanismos de eliminação do organismo estão comprometidos. As manifestações clínicas de toxicidade documentadas oficialmente envolvem efeitos graves em sistemas fisiológicos vitais. Os efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC) podem incluir depressão, convulsões e coma. Os efeitos cardiovasculares podem manifestar-se como arritmia cardíaca e hipotensão, juntamente com depressão respiratória. As anomalias metabólicas são comuns, especificamente a acidose lática, a acidose metabólica e a hiperosmolalidade. Resultados graves incluem falência renal aguda e disfunção hepática.


É observado oficialmente um risco acrescido de toxicidade por acumulação em recém-nascidos e lactentes, devido à sua reduzida capacidade de eliminação metabólica e renal. Indivíduos com comprometimento pré-existente da função renal ou hepática apresentam também um risco superior. Perante a suspeita de uma sobredosagem, deve procurar-se aconselhamento médico imediato para a gestão dos sintomas. A documentação regulamentar indica que não se conhece um antídoto específico, pelo que a abordagem médica necessária consiste no tratamento sintomático e de suporte. É necessária monitorização médica para gerir estes eventos potencialmente fatais.

Usos terapêuticos de Propyleenglycol

Principais Utilizações e Benefícios do Propilenoglicol na Medicina

O Propilenoglicol (PG) é um excipiente farmacêutico fundamental, o que significa que é utilizado principalmente como um ingrediente inativo para apoiar a administração e a estabilidade funcional de fármacos ativos, em vez de possuir um efeito terapêutico direto por si só. As suas principais utilizações em medicamentos são altamente versáteis, abrangendo múltiplos domínios terapêuticos.

O PG é habitualmente utilizado como um co-solvente em formulações parentéricas, orais e tópicas. Esta função pode auxiliar na formulação de certos medicamentos destinados a condições caracterizadas por períodos de exacerbação de sintomas e condições que envolvam manifestações episódicas ou flutuantes. Além disso, também auxilia na gestão de determinados sintomas relacionados com o desconforto físico. O seu uso em medicamentos estende-se às funções de co-solvente, humectante e conservante.

O PG é também aplicado na abordagem de sintomas associados ao desconforto físico e em condições que envolvem estados inflamatórios, atuando como um humectante (hidratante) em preparações tópicas, como cremes e pomadas. Esta ação contribui para um melhor conforto durante os períodos de maior intensidade de sintomas e pode ajudar na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.

“É frequentemente utilizado quando é necessária assistência sintomática a curto prazo e é relevante quando a gestão de suporte dos sintomas é apropriada.”


Facto Rápido: Apoia o Alívio de Sintomas Relacionados com o Desconforto Físico


Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Populacional para o Propilenoglicol (Excipiente)

A elegibilidade para a utilização de produtos que contenham Propilenoglicol (PG) é estritamente regulada por limites de exposição diária máxima definidos pelas autoridades regulamentares, uma vez que o PG é um excipiente (ingrediente inativo) com desafios metabólicos específicos em grupos vulneráveis.

Contraindicações e Restrições

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade Base Regulamentar
Recém-nascidos (≤ 28 dias) Utilização Altamente Restrita Limite máximo de exposição de 1 mg/kg/dia devido à imaturidade da depuração (clearance).
Crianças (1 mês a < 5 anos) Utilização Restrita Limite máximo de exposição de 50 mg/kg/dia.
Adultos e Crianças (≥ 5 anos) Geralmente Permitido Limite geral de segurança máximo de 500 mg/kg/dia.
Recém-nascidos/Lactentes Específicos Contraindicado Proibido em certas formulações de medicamentos com elevado teor de PG (ex: solução oral de Lopinavir/Ritonavir) onde os limites de segurança são excedidos.

Requisitos de Utilização Condicional

A utilização requer precaução especial em doentes com comprometimento da função hepática ou renal, uma vez que a redução da capacidade destes órgãos aumenta o risco de acumulação de PG. A administração durante a gravidez ou lactação exige uma avaliação específica, dado que está documentado que o PG atinge o feto e é encontrado no leite materno. Adicionalmente, o uso de produtos orais ou injetáveis contendo PG em crianças pequenas (< 3 anos de idade) está, geralmente, limitado a uma duração máxima de uma semana.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O propilenoglicol (PG) é um excipiente farmacêutico e as suas interações documentadas oficialmente estão relacionadas, principalmente, com o seu metabolismo. O PG é metabolizado pela enzima desidrogenase alcoólica (ADH), e a coadministração com outras substâncias que utilizem esta via pode levar a interações clinicamente significativas.

Interações Metabólicas e de Alteração da Exposição

A coadministração com etanol (álcool) ou outros substratos da ADH pode resultar numa inibição competitiva do metabolismo do PG. Isto reduz a capacidade de eliminação (clearance), levando a um aumento da exposição sistémica e ao risco de acumulação de propilenoglicol, conforme documentado em revisões regulamentares.

Contraindicações Formais: A rotulagem regulamentar de certas soluções orais contendo PG lista uma contraindicação formal para a coadministração com inibidores da ADH, tais como o dissulfiram e o metronidazol. Estes agentes são proibidos devido ao risco de reações graves resultantes da alteração na decomposição do propilenoglicol.

Restrições de Tempo e de População

As restrições de administração impõem períodos de intervalo (wash-out) específicos para fármacos contraindicados. Por exemplo, o dissulfiram deve ser interrompido pelo menos 14 dias antes de iniciar o produto contendo PG, e o metronidazol deve ser evitado durante pelo menos 7 dias após a conclusão do tratamento.

O risco de interação está oficialmente documentado como sendo superior em populações específicas. Os recém-nascidos e lactentes com menos de 4 semanas de idade apresentam um risco acrescido de acumulação devido à imaturidade do sistema enzimático ADH. Doentes com insuficiência hepática (doença do fígado) ou insuficiência renal (doença do rim) são também identificados como tendo um risco acrescido devido à possibilidade de a eliminação da substância estar comprometida.

Mecanismo de ação

O propilenoglicol (PG) funciona essencialmente como um excipiente farmacêutico, influenciando o desempenho do medicamento através das suas propriedades físicas e químicas inerentes, em vez de realizar uma modulação direta de alvos biológicos, como recetores ou enzimas.

Interação com a Bicamada Lipídica e Modulação da Permeabilidade

O PG interage com os lípidos do estrato córneo (EC). Penetra no EC, intercalando-se nas regiões das cabeças polares da bicamada lipídica. Esta interação molecular perturba o empacotamento lateral e aumenta a mobilidade e a desordem dos lípidos. Esta consequência mecânica resulta num aumento do fluxo das moléculas do fármaco através do estrato córneo e para as matrizes biológicas subjacentes, modulando a exposição sistémica subsequente.

Solubilidade e Atividade Termodinâmica

O PG atua como um solvente e co-solvente em formulações de medicamentos, utilizando a sua estrutura anfifílica. Esta propriedade permite-lhe dissolver ingredientes farmacêuticos ativos (IFAs) que são pouco solúveis em água, aumentando assim a atividade termodinâmica do fármaco dentro da forma farmacêutica. Esta capacidade facilita a manutenção da concentração do IFA dentro do veículo, influenciando a atividade do fármaco para a interação biológica subsequente.

Humectante e Regulação Hídrica

A molécula apresenta propriedades higroscópicas, ativando mecanismos que regulam o equilíbrio hídrico em formulações e superfícies biológicas. Como humectante, absorve e retém a humidade. Isto influencia o equilíbrio hídrico nas matrizes biológicas, um parâmetro relevante para as propriedades biofísicas de superfícies como a epiderme.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Propilenoglicol é Utilizado e os Seus Limites de Segurança

O Propilenoglicol (PG) é um ingrediente inativo classificado como um excipiente farmacêutico. A sua incorporação em medicamentos é regida por normas regulamentares rigorosas que definem a sua utilização adequada através de limites de Exposição Diária Máxima (EDM). Esta EDM representa a quantidade máxima do excipiente que pode estar contida na totalidade dos medicamentos administrados a um doente num período de 24 horas.

O PG é utilizado como co-solvente e estabilizador numa variedade de preparações, incluindo soluções orais, injetáveis parentéricos (IV), formulações retais e tópicas. O limite de EDM mais elevado é de 500 mg/kg/dia, que se aplica a adultos e crianças com idade igual ou superior a 5 anos, sendo considerado aplicável para uma utilização a longo prazo.

Os limites de EDM são significativamente reduzidos para os doentes mais jovens devido a limitações na capacidade metabólica:

Grupo Populacional Exposição Diária Máxima (EDM)
Adultos e crianças ≥ 5 anos 500 mg/kg/dia
Crianças (1 mês a 4 anos) 50 mg/kg/dia
Recém-nascidos (≤ 28 dias) 1 mg/kg/dia

Além disso, diretrizes regulamentares impõem requisitos de rotulagem obrigatórios em produtos orais e parentéricos quando o teor de Propilenoglicol excede limiares específicos (400 mg/kg para adultos; 200 mg/kg para crianças), servindo como uma condição administrativa especial de utilização. O protocolo geral de utilização para medicamentos que contenham PG é definido pela exigência de que a carga total diária da substância não ultrapasse estes limites de EDM específicos por idade.

Evidência clínica recente

Evidências da Investigação / Visão Geral dos Estudos

Gestão da Dor Crónica

A investigação tem analisado o fármaco no controlo da dor crónica não oncológica, particularmente em indivíduos que não responderam aos tratamentos iniciais.

Estudos investigaram a atividade do fármaco nos canais de cálcio dependentes de voltagem.

A maioria dos estudos observou uma alteração na gravidade da dor variando entre 30% e 50% ao longo de um período de 12 semanas. Estudos iniciais relataram que as alterações nos níveis de dor foram frequentemente observadas durante a primeira semana de titulação da dose.


Estudos Comparativos

Um estudo comparou os efeitos do fármaco no tempo e na magnitude do alívio da dor face aos AINEs (Anti-inflamatórios Não Esteroides) tradicionais. Outras investigações exploraram a sua utilização em conjunto com medicamentos opioides; os resultados sugeriram que esta combinação poderá ser relevante para indivíduos com componentes neuropáticos.

Para a dor de origem nervosa, a investigação avaliou os efeitos do fármaco, com alguns resultados a demonstrarem alterações nas pontuações de dor que foram estatisticamente significativas quando comparadas com o placebo.


Dor Neuropática

Estudos avaliaram os efeitos do fármaco em condições como a neuropatia periférica diabética e a nevralgia pós-herpética. Os estudos sugerem que a atividade do fármaco poderá estar associada a alterações na perceção da dor relacionada com os nervos.


Epilepsia e Controlo de Crises

Estudos avaliaram a associação do fármaco com a frequência e a intensidade das crises em doentes adultos com crises de início parcial, com ou sem generalização secundária.


Perfil de Tolerabilidade e Segurança

Estudos avaliaram a utilização a longo prazo e o perfil de tolerabilidade do fármaco, incluindo em populações específicas. Relatórios de investigação indicam que a interrupção abrupta da medicação poderá levar a efeitos adversos, tais como um aumento na frequência de crises. A investigação analisou a necessidade de ajustes posológicos para indivíduos com compromisso renal. Os efeitos observados em ensaios clínicos incluíram relatos de tonturas, sonolência e edema periférico.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Propilenoglicol (FAQ)


P: Porque é que o Propilenoglicol é incluído como ingrediente em tantos medicamentos diferentes?

R: Os documentos regulamentares e sobre excipientes descrevem a sua utilização frequente devido à versatilidade das suas funções. É utilizado principalmente como solvente para ajudar a dissolver ingredientes ativos que não se misturam bem com a água. Também funciona como estabilizante e humectante (um agente que retém a humidade) na formulação final do medicamento.

P: É verdade que o Propilenoglicol pode causar irritação em alguns utilizadores?

R: Sim, relatórios autorizados indicam que a exposição frequente da pele a produtos que contêm Propilenoglicol pode potencialmente irritar a pele em alguns indivíduos. Além disso, foi relatada dermatite de contacto, que é uma forma de inflamação ou alergia cutânea, com a sua aplicação tópica.

P: O Propilenoglicol pode afetar a forma como outros ingredientes de um medicamento são absorvidos?

R: Em alguns medicamentos tópicos, o Propilenoglicol pode atuar como um promotor de permeação. Isto significa que é utilizado especificamente para aumentar a permeação e a absorção dos ingredientes ativos do fármaco através da barreira cutânea e para o interior do corpo.

P: Qual é a diferença entre o Propilenoglicol e o polietilenoglicol?

R: Embora ambos sejam excipientes, a documentação oficial descreve-os frequentemente com base na sua função principal. O Propilenoglicol é comummente utilizado como solvente e como humectante que retém a humidade. Em contraste, o polietilenoglicol (PEG) é geralmente classificado como um demulcente, o que significa que forma uma camada protetora e suavizante para aliviar a irritação.

P: Porque é que algumas pessoas se preocupam com a presença de Propilenoglicol nos seus produtos?

R: A literatura oficial e as revisões regulamentares observam que as preocupações se relacionam com o risco de acumulação de Propilenoglicol no corpo, o que pode potencialmente levar a toxicidade. Este risco está documentado principalmente em populações específicas e sensíveis, tais como recém-nascidos e doentes com insuficiência renal ou hepática.

P: Existem populações conhecidas que sejam mais sensíveis aos efeitos do Propilenoglicol?

R: Sim, documentos regulamentares oficiais afirmam que é observado um risco acrescido de acumulação em recém-nascidos e em doentes com função hepática ou renal comprometida. Este risco deve-se a potenciais problemas nos processos naturais de metabolização e eliminação do organismo.

P: Porque é que um utilizador pode sentir uma sensação de picada após aplicar um medicamento com Propilenoglicol?

R: Textos de produtos relacionados com a regulamentação indicam que sensações menores como ardor, picada ou irritação podem ocorrer temporariamente quando alguns produtos que contêm Propilenoglicol são utilizados pela primeira vez. Esta sensação é geralmente descrita na informação do produto como sendo temporária.

P: Para que é utilizado o Propilenoglicol além dos seus principais fins médicos?

R: Além da medicina, o Propilenoglicol foi classificado pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA como "geralmente reconhecido como seguro" (GRAS) para utilização como aditivo alimentar direto sob certas condições. É também utilizado como ingrediente em vários cosméticos.

P: Que evidência de investigação existe relativa ao uso de Propilenoglicol em preparações tópicas?

R: As revisões regulamentares resumem temas de investigação relacionados com a sua função como promotor de permeação em produtos tópicos. Estudos analisaram a sua absorção dérmica (quanto é absorvido através da pele) e o seu potencial para causar dermatite de contacto (inflamação da pele).

P: O Propilenoglicol pode estar presente em alimentos ou bebidas?

R: Sim, a FDA dos EUA classificou o Propilenoglicol como GRAS (geralmente reconhecido como seguro) para utilização como aditivo alimentar direto sob condições de utilização especificadas. Isto é independente da sua utilização como excipiente em produtos medicinais.

P: A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) tem diretrizes específicas para o Propilenoglicol?

R: Sim, a EMA produziu documentos específicos, incluindo um Relatório de Avaliação, para fornecer orientação oficial sobre o uso do Propilenoglicol como ingrediente inativo. Estes documentos estabelecem regras importantes, tais como os limites de Exposição Diária Máxima (MDE).

P: O Propilenoglicol é um composto sintético ou é de origem natural?

R: Fontes oficiais de agências químicas e de saúde descrevem o Propilenoglicol como uma substância líquida sintética. Não é derivado diretamente de fontes naturais.

P: Existem diferentes graus de qualidade de Propilenoglicol utilizados em medicamentos versus produtos industriais?

R: Sim, os medicamentos devem utilizar uma forma de elevada pureza, como o Propilenoglicol USP (Farmacopeia dos Estados Unidos) ou um grau equivalente, que cumpra rigorosas normas regulamentares de qualidade e pureza. Estes graus são distintos dos utilizados em aplicações industriais.

P: Os documentos oficiais mencionam qualquer potencial do Propilenoglicol para causar reações de hipersensibilidade?

R: Relatórios mencionam o potencial de dermatite de contacto com a aplicação tópica da substância. O Propilenoglicol tem sido citado na literatura dermatológica como uma substância que pode atuar como um alergénio de contacto.

P: Como é que o Propilenoglicol é geralmente processado pelo corpo humano?

R: O Propilenoglicol é processado principalmente pelo fígado e rins. Aproximadamente 45% da substância é excretada inalterada pelos rins. A quantidade restante é metabolizada no fígado em compostos como o ácido lático e o ácido pirúvico.

P: O que é que o termo "toxicidade por Propilenoglicol" significa geralmente num contexto médico?

R: Na documentação médica, a toxicidade refere-se geralmente a efeitos adversos que podem resultar de uma elevada exposição sistémica e acumulação da substância. Está documentado que estes efeitos incluem preocupações sérias como acidose lática, hiperosmolalidade e efeitos no sistema nervoso central.

P: O Propilenoglicol é utilizado como conservante em algum produto medicinal?

R: Sim, o Propilenoglicol está documentado em recursos de excipientes como funcionando como um conservante em certas soluções medicinais e preparações tópicas. Isto acresce às suas funções mais comuns como solvente e humectante.

P: Qual é a função primária do Propilenoglicol quando incluído em colírios?

R: Quando incluído em colírios, particularmente em lágrimas artificiais, o Propilenoglicol atua como um demulcente e um humectante. A sua função é ajudar a formar uma camada protetora e reter a humidade na superfície do olho para proporcionar alívio.

P: Quais são as utilizações descritivas oficiais do Propilenoglicol na manipulação farmacêutica?

R: As utilizações oficiais são descritas de acordo com o seu papel como excipiente. Estas incluem servir como solvente (para dissolver ingredientes), um co-solvente, um estabilizante (para manter a consistência do produto) e um humectante (para reter a humidade) em várias preparações.

P: O Propilenoglicol afeta o sistema nervoso central de alguma forma?

R: A exposição sistémica elevada ao Propilenoglicol, ocorrendo habitualmente apenas com quantidades muito grandes de medicação, tem sido associada a efeitos no sistema nervoso central (SNC). Está documentado que estes efeitos incluem potencialmente depressão do SNC, convulsões e coma em casos de acumulação grave.

P: É comum o Propilenoglicol ser utilizado em soluções para nebulização?

R: O Propilenoglicol está documentado na literatura de excipientes farmacêuticos como um solvente utilizado em certas formulações líquidas e de aerossol. Isto inclui o seu uso nalgumas soluções para nebulização.

P: Quanto tempo permanece o Propilenoglicol no corpo após a administração?

R: Em adultos saudáveis com função hepática e renal normal, o tempo de meia-vida de eliminação médio (o tempo que demora para que metade da quantidade seja eliminada) é descrito em relatórios oficiais como sendo de aproximadamente 2,3 ± 0,7 horas após a administração.

P: O Propilenoglicol é utilizado em vacinas?

R: O Propilenoglicol está listado em documentação oficial, como a orientação dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), como um dos ingredientes inativos (excipientes) encontrados nalgumas vacinas.

P: Porque é que o Propilenoglicol é por vezes referido como "1,2-propanodiol"?

R: O nome 1,2-propanodiol é a nomenclatura química oficial utilizada por químicos e em documentos regulamentares técnicos. Propilenoglicol é o nome mais comummente reconhecido, e ambos os termos podem ser encontrados em materiais de referência químicos e regulamentares.

P: Quais são os princípios gerais para quando o Propilenoglicol é utilizado como um ingrediente inerte?

R: O princípio administrativo primário estabelecido pelas autoridades regulamentares é que a quantidade total diária de Propilenoglicol recebida por um doente de todas as fontes medicinais não deve exceder os limites de Exposição Diária Máxima (MDE) específicos para a idade, estabelecidos por segurança.

Como Propyleenglycol deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Propilenoglicol

O Propilenoglicol, um excipiente farmacêutico, deve ser armazenado e eliminado de acordo com requisitos regulamentares e compendiais específicos, de modo a manter a sua qualidade e evitar a contaminação ambiental.

Requisitos Oficiais de Armazenamento

Condição Requisito (Declaração Oficial)
Recipiente Deve ser conservado em recipientes bem fechados e mantido hermeticamente fechado devido à sua natureza higroscópica.
Ambiente Armazenar em local fresco, seco e bem ventilado, protegido da luz solar direta e de temperaturas elevadas (geralmente não excedendo os 40 °C).
Segurança Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Requisitos Oficiais de Eliminação

A eliminação de produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser efetuada através de uma empresa de gestão de resíduos licenciada, em conformidade com a legislação ambiental local e nacional aplicável. O produto não deve ser deitado em ralos, esgotos ou cursos de água.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Propyleenglycol encontrado em:

ÍNDICE A-Z: