Promal

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Promal

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias ativas Atovaquona, Cloridrato de Proguanilo
Forma farmacêutica Comprimido oral
Classe farmacológica Antimalárico, Agente antiprotozoário
Utilização comum Prevenção (profilaxia) e tratamento da malária
Origem Sintética

Que Tipo de Medicamento é o Promal?

O Promal é um medicamento sintético, sujeito a receita médica, de combinação de dose fixa, classificado como um agente antimalárico e antiprotozoário. Esta classificação clínica indica que a sua função principal é especificamente a eliminação de organismos parasitários. O fármaco é administrado por via oral, na forma de comprimido, e a sua formulação é idêntica à combinação reconhecida internacionalmente e conhecida comercialmente por marcas como o Malarone. Este produto de combinação é distinto na sua área, tendo sido concebido especificamente para contornar os mecanismos comuns de resistência desenvolvidos pelos parasitas Plasmodium.

De que é Feito o Promal?

O núcleo terapêutico do Promal é a sua composição de duas substâncias ativas distintas: a Atovaquona e o Cloridrato de Proguanilo (também referido como Proguanilo HCl). A Atovaquona é um derivado da hidroxinaftoquinona, enquanto o Cloridrato de Proguanilo é um derivado da biguanida. Esta combinação é fundamental no combate a estirpes de malária resistentes. Esta junção assegura que dois compostos terapêuticos diferentes são introduzidos simultaneamente para atuar contra o parasita da malária, uma estratégia apoiada por estudos farmacológicos extensos.

Qual é o Objetivo Geral do Promal?

O objetivo geral do Promal é proporcionar uma capacidade dupla para o controlo da malária. O medicamento é eficaz tanto para viajantes que procuram a prevenção da malária (profilaxia) ao visitar regiões endémicas, como para o tratamento da malária aguda não complicada causada por estirpes parasitárias suscetíveis. Este papel terapêutico é alcançado porque o princípio do mecanismo combinado dos dois agentes trabalha simultaneamente para interromper o sistema energético do parasita e bloquear a capacidade do parasita de construir novas células, eliminando eficazmente do organismo o agente causador da infeção.

Quais efeitos secundários são possíveis com Promal?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

As reações adversas documentadas oficialmente para o Promal (Atovaquona e Cloridrato de Proguanilo) encontram-se categorizadas de acordo com a sua frequência e o sistema corporal afetado. O perfil de segurança é definido pelos efeitos observados em várias Classes de Sistemas de Órgãos.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Classificação Exemplos de Efeitos Documentados
Muito Frequentes Cefaleia (dor de cabeça), dor abdominal.
Frequentes Náuseas, vómitos, diarreia, tonturas, insónia, anorexia (perda de apetite), sonhos anormais, erupção cutânea.
Pouco Frequentes Ansiedade, queda de cabelo (alopecia), urticária, palpitações.

Perfil de Segurança Sistémico

Os efeitos adversos mais comuns estão associados a Doenças Gastrointestinais (ex.: náuseas, vómitos, diarreia, úlceras orais) e Doenças do Sistema Nervoso (ex.: cefaleia, tonturas, sonhos anormais). Perturbações Psiquiátricas (ex.: alucinações, convulsões) e reações graves envolvendo as Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos (ex.: eritema multiforme, Síndrome de Stevens-Johnson) são reportadas como eventos raros de pós-comercialização.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

A documentação regista o potencial para Reações Adversas Graves (RAG), incluindo respostas alérgicas severas como a anafilaxia e casos raros de insuficiência hepática. A utilização do medicamento está oficialmente contraindicada para a profilaxia da malária em indivíduos com insuficiência renal grave, devido ao risco de toxicidade. O perfil de segurança é também influenciado pelo nível de exposição; os efeitos adversos encontram-se documentados como sendo mais pronunciados durante o regime de tratamento de dose elevada, em comparação com a profilaxia. Doentes com diarreia ou vómitos intensos podem apresentar uma absorção reduzida, o que requer uma monitorização rigorosa.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

As orientações regulamentares relativas à sobredosagem de Promal (Atovaquona/Proguanilo) focam-se nas manifestações documentadas e nas ações de emergência imediatas. Os registos oficiais de apresentações clínicas incluíram erupção cutânea, vómitos e desconforto epigástrico. Doses elevadas do componente proguanilo foram associadas a efeitos reversíveis, tais como a queda de cabelo e a descamação cutânea nas palmas das mãos ou plantas dos pés. Um desfecho mais grave, a metemoglobinemia, foi especificamente reportado num doente que tomou uma sobredosagem de Atovaquona em combinação com dapsona.

A assistência médica imediata é obrigatória sempre que se suspeite de uma sobredosagem. Deve procurar-se ajuda urgente se o indivíduo afetado apresentar sintomas potencialmente fatais, incluindo colapso, convulsões, dificuldade em respirar ou incapacidade de despertar. Nestas circunstâncias graves, as orientações oficiais de saúde exigem que sejam contactados imediatamente os serviços de emergência e o Centro de Informação Antivenenos.

A gestão da sobredosagem de Promal é oficialmente definida como terapia sintomática e de suporte, sendo necessária a monitorização do doente. Não se conhece nenhum antídoto específico para a atovaquona e, de acordo com as informações de prescrição, a sua possibilidade de eliminação por diálise permanece desconhecida. Esta abordagem direciona os cuidados para a gestão dos sintomas do doente e para a garantia de uma observação contínua.

Usos terapêuticos de Promal

O Promal é habitualmente utilizado na abordagem de uma variedade de condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes, onde é necessário um alívio de suporte. A sua aplicação é relevante para ajudar a atenuar a carga sintomática global em diversos domínios terapêuticos.

O fármaco é aplicado no tratamento de sintomas relacionados com uma atividade fisiológica aumentada, tais como náuseas e vómitos, e pode integrar a gestão sintomática do enjoo de movimento. É considerado relevante para o alívio de sintomas relacionados com o desconforto físico associado a diversas reações alérgicas, incluindo a febre dos fenos e a urticária, as quais interferem com o funcionamento diário. Além disso, proporciona um alívio de suporte que é pertinente para atenuar sintomas associados a uma atividade neurológica ou muscular aumentada. Este apoio pode ajudar os doentes a lidarem de forma mais estável com desequilíbrios fisiológicos temporários.

“O papel de suporte do medicamento é relevante para o alívio de sintomas que interferem com as atividades rotineiras.”

Facto Rápido: Pode proporcionar alívio de suporte para sintomas relacionados com o desconforto físico e desequilíbrio sistémico.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Promal?

A elegibilidade para a utilização do Promal é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares com base no estado de saúde e no peso corporal do doente.

Proibições Absolutas (Contraindicações)

O uso é estritamente proibido (contraindicado) em indivíduos com uma reação de hipersensibilidade grave conhecida à atovaquona, ao cloridrato de proguanilo ou a qualquer componente da formulação. O medicamento está também contraindicado na profilaxia da malária em doentes com diagnóstico de insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min).

Restrições Populacionais

  • Idade e Peso: O Promal está aprovado para adultos e crianças, mas a utilização pediátrica é limitada pelo peso. Para o tratamento da malária, as crianças devem pesar 5 kg ou mais. Para a profilaxia (prevenção), o requisito de peso mínimo é de 11 kg.
  • Comorbilidades: O medicamento não foi avaliado para o tratamento da malária grave ou complicada (como a malária cerebral) e não se destina a essas condições. A sua utilização requer precaução e monitorização em doentes com insuficiência renal grave (no caso de uso para tratamento) ou com distúrbios gastrointestinais ativos, como vómitos e diarreia, uma vez que estas situações podem reduzir a absorção do fármaco.
  • Gravidez e Amamentação: Devido aos dados regulamentares limitados, o Promal não é rotineiramente recomendado durante a gravidez. Também não é recomendado para mulheres que estejam a amamentar bebés com peso inferior a 5 kg.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Promal (prometazina) é conhecido por interagir com diversos outros medicamentos e substâncias, principalmente devido aos seus efeitos no sistema nervoso central (SNC) e às suas propriedades anticolinérgicas. Estas interações podem levar a um aumento da sedação, depressão respiratória ou a um risco acrescido de outros efeitos adversos.

Categorias de Produtos com Interações Clinicamente Significativas

As interações de maior relevância clínica são geralmente categorizadas da seguinte forma:

  • Depressores do SNC: Incluem o álcool, opioides (como a morfina ou hidrocodona), barbitúricos (ex.: fenobarbital), benzodiazepinas (ex.: alprazolam, diazepam) e outros sedativos ou tranquilizantes. A coadministração aumenta significativamente o risco de sedação profunda, tonturas e depressão respiratória com potencial risco de vida.
  • Anticolinérgicos: A combinação do Promal com outros medicamentos que possuam efeitos anticolinérgicos — tais como antidepressivos tricíclicos, certos anti-histamínicos e alguns fármacos para a bexiga ou para a doença de Parkinson — pode intensificar efeitos secundários como boca seca, visão turva, obstipação e retenção urinária.
  • Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO): O uso concomitante com IMAO, incluindo os utilizados para a depressão ou doença de Parkinson, está associado ao risco de agravamento de efeitos adversos, incluindo o potencial para sintomas extrapiramidais e aumento da sedação. Esta interação é considerada significativa e requer uma gestão médica cuidadosa.
  • Epinefrina: O Promal pode reverter os efeitos vasopressores da epinefrina, o que significa que a epinefrina poderá ser menos eficaz no tratamento da tensão arterial baixa ou de reações alérgicas graves numa pessoa que tenha tomado Promal.

Interações com Alimentos e Testes Laboratoriais

As interações alimentares não representam, geralmente, uma preocupação significativa, embora o efeito sedativo do Promal seja potenciado pelo consumo de álcool. Esta combinação deve ser evitada. O medicamento pode também interferir com determinados testes de diagnóstico laboratorial, podendo causar resultados falsos positivos ou falsos negativos, nomeadamente em testes imunológicos de gravidez e em testes de tolerância à glicose no sangue.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Promal

O Promal influencia vários sistemas de sinalização química através de uma cascata mecanística. Atua essencialmente como um bloqueador (antagonista) de recetores fundamentais no sistema nervoso central, visando vias específicas que regulam o estado de vigília central e o reflexo do vómito (émese) do organismo.


Modulação das Vias da Histamina e Depressão do Sistema Nervoso Central

Este domínio envolve a ação primária do fármaco ao ligar-se aos recetores de histamina H1. Ao bloquear a capacidade da histamina de iniciar o seu sinal, o Promal atenua a sinalização nas vias associadas ao estado de alerta e à ativação do sistema nervoso. Isto contribui para um ajuste fisiológico previsível de sedação generalizada e redução da lucidez.


Antagonismo das Vias que Mediam o Reflexo do Vómito

Um mecanismo secundário fundamental envolve a interação do fármaco com a sinalização neuroquímica na zona gatilho dos quimiorrecetores (ZGQ) do cérebro. O Promal interfere tanto com os recetores de dopamina D2 como com os recetores muscarínicos de acetilcolina, modificando as etapas moleculares iniciais que ativam a cascata da émese. Esta ação combinada limita o impacto da sinalização excessiva e resulta num estado modulado no centro do vómito do cérebro, levando à consequência fisiológica da supressão do reflexo do vómito.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Promal

O Promal é administrado exclusivamente por via oral sob a forma de comprimidos revestidos por película, existindo em duas combinações de dose fixa: uma dosagem para adultos (250 mg de Atovaquona/100 mg de Cloridrato de Proguanilo) e uma dosagem pediátrica (62,5 mg de Atovaquona/25 mg de Cloridrato de Proguanilo). A dose diária deve ser tomada com alimentos ou com uma bebida láctea para maximizar a absorção dos componentes ativos, sendo indicado que a toma ocorra aproximadamente à mesma hora todos os dias.

Detalhe da Administração Profilaxia (Prevenção) Tratamento Agudo
Dose Diária (Adultos) Um comprimido de dosagem para adultos (250 mg A/100 mg P). Quatro comprimidos de dosagem para adultos (1 g A/400 mg P).
Frequência Uma vez por dia. Uma vez por dia.
Duração Iniciar um a dois dias antes da viagem, continuar diariamente durante a estadia e por mais sete dias após sair da região. Três dias consecutivos.

A dosagem para doentes pediátricos é rigorosamente determinada com base em categorias de peso corporal. Para doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min), o medicamento não deve ser utilizado para profilaxia; geralmente, são consideradas alternativas para o tratamento agudo. Se a dose total for vomitada no espaço de uma hora após a administração, deve ser tomada uma dose de repetição, retomando-se de seguida o horário normal. Para doentes com dificuldade em engolir, o comprimido pode ser esmagado e misturado com leite condensado imediatamente antes da administração. Este protocolo rigoroso de utilização define a administração padronizada e condicionada pelo tempo exigida pelas autoridades reguladoras para os padrões de uso deste medicamento.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Resumo dos Ensaios de Eficácia

A investigação analisou as variáveis da frequência e da gravidade das enxaquecas. Os estudos investigaram também a variável do tempo reportado pelos doentes para o regresso ao funcionamento normal. Os resultados foram obtidos principalmente a partir de ensaios de Fase III, aleatorizados, duplamente cegos e controlados por placebo.

Dois ensaios fundamentais controlados por placebo mediram os níveis dos sintomas ao longo de um período contínuo de até seis meses. Adicionalmente, um estudo de doze semanas examinou a diferença nos dias mensais de enxaqueca entre o grupo de tratamento ativo e o grupo do placebo. Um estudo de combinação avaliou ainda se a associação deste fármaco com o Medicamento Z produzia resultados diferentes em comparação com a monoterapia em participantes com enxaquecas refratárias.


Perfil de Segurança e Tolerabilidade

O perfil global foi estabelecido com base em dados recolhidos em todos os ensaios de Fase II e Fase III. Foram realizados estudos para avaliar a utilização a longo prazo.

Os estudos documentaram a frequência e a natureza dos eventos adversos. Foram reportados eventos adversos raros, mas graves, tais como X. A documentação de sintomas como Y foi exigida de acordo com o protocolo do estudo.


Populações Especiais e Limitações dos Dados

Os dados disponíveis para determinados grupos de doentes são limitados.

Estudos em participantes com insuficiência hepática ligeira analisaram a segurança e a tolerabilidade. No entanto, os participantes com doença renal grave foram, geralmente, excluídos dos ensaios, o que limita os dados disponíveis nesta população. Não existem dados disponíveis relativos à utilização durante a gravidez ou lactação. Por fim, os estudos exploraram a abordagem terapêutica para a prevenção de enxaquecas crónicas, mas a evidência permanece limitada no que respeita a comparações com outras abordagens de tratamento.

Como Promal deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Promal

O Promal (atovaquona/proguanilo) deve ser conservado seguindo rigorosamente as especificações regulamentares para garantir a estabilidade e a segurança do produto.

Requisitos de Conservação

O medicamento deve ser conservado à temperatura ambiente, geralmente definida como 25°C, sendo permitidas flutuações entre os 15°C e os 30°C. O armazenamento deve garantir que os comprimidos sejam protegidos da congelação e do calor excessivo. O produto deve ser mantido na sua embalagem original, com a tampa bem fechada, para o proteger da humidade e da luz direta. Como regra de segurança obrigatória, o Promal deve ser conservado fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

O Promal não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com as diretrizes regulamentares oficiais. O método preferencial consiste em devolver o medicamento num programa de recolha de fármacos ou numa farmácia para uma eliminação segura. Se não estiver disponível uma opção de recolha, o produto pode ser misturado com uma substância indesejável (por exemplo, borras de café usadas) e colocado num recipiente selado antes de ser deitado no lixo doméstico, garantindo que toda a informação pessoal é removida da embalagem. A eliminação deve ser feita em conformidade com os requisitos locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Promal encontrado em:

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