Prolastin

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Prolastin

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Prolastin

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Inibidor da alfa-1-proteinase (humano)
Forma farmacêutica Pó para solução para perfusão ou solução para perfusão
Classe farmacológica Inibidor da alfa-1-proteinase, Inibidor da serina protease (Serpina)
Uso comum Terapêutica de manutenção e de reforço crónica
Origem Proteína humana purificada, derivada do plasma

O que é o Inibidor da Alfa-1-Proteinase (Humano)?

Prolastin é um medicamento biológico sujeito a receita médica, cujo princípio ativo é o Inibidor da alfa-1-proteinase (humano), também reconhecido como alfa-1-antitripsina (AAT). Pertence à classe dos inibidores da serina protease (Serpina) e é clinicamente reconhecido pelo seu papel na prestação de terapia de substituição. A função central do medicamento é proporcionar uma terapêutica de reforço e manutenção crónica, um tipo de tratamento especializado necessário para indivíduos com o distúrbio hereditário grave denominado Deficiência de Alfa-1-Antitripsina (DAAT).

Composição, Origem e Forma do Prolastin

O componente ativo, o Inibidor da alfa-1-proteinase, é uma proteína de origem plasmática, rigorosamente purificada a partir de misturas de plasma humano doado por indivíduos saudáveis. Este processamento assegura uma proteína altamente concentrada e purificada. O Prolastin é administrado através de perfusão intravenosa (IV) e encontra-se disponível em duas formas farmacêuticas: uma preparação liofilizada (pó para solução para perfusão) ou uma solução para perfusão pré-misturada (Prolastin-C Liquid). Esta apresentação garante a entrega direta e eficaz da proteína na corrente sanguínea.

O Papel Terapêutico Geral do Prolastin

O papel terapêutico essencial do Prolastin foca-se na restauração da atividade anti-elastase do organismo para proteger o tecido pulmonar. Em pessoas com DAAT, a falta de proteína A1-PI suficiente deixa os pulmões vulneráveis a danos causados por uma enzima chamada elastase neutrofílica. Ao fornecer a proteína suplementar, o Prolastin aumenta os níveis protetores de A1-PI, ajudando assim a neutralizar a enzima destrutiva. Esta terapia de reforço proporciona uma barreira protetora sustentada, que visa abrandar a taxa de danos no tecido pulmonar associados à deficiência.

Quais efeitos secundários são possíveis com Prolastin?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

As características de segurança do Inibidor da alfa-1-proteinase (Prolastin) são descritas oficialmente, classificando as potenciais reações adversas de acordo com a sua frequência e o sistema fisiológico afetado.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos secundários são categorizados com base na taxa de ocorrência documentada na utilização clínica:

  • Reações adversas frequentes, notificadas em 1 a 10 por cada 100 utilizadores, incluem dor de cabeça, náuseas, fadiga e desconforto no local da perfusão.
  • Efeitos pouco frequentes podem envolver os sistemas vascular ou cardíaco, tais como o aumento da pressão arterial (hipertensão) ou taquicardia (aumento do ritmo cardíaco).
  • Eventos raros incluem reações anafiláticas e hipersensibilidade generalizada.
  • Algumas reações graves, como a lesão pulmonar aguda relacionada com a transfusão (TRALI) e a meningite asséptica, estão documentadas, mas a sua frequência é desconhecida.

Considerações de Segurança e Restrições

As reações adversas estão agrupadas pelo sistema fisiológico afetado, incluindo doenças do sistema imunitário, doenças do sistema nervoso e doenças vasculares. As reações graves são listadas explicitamente, sendo a anafilaxia uma preocupação crítica.

A documentação oficial estabelece restrições claras à utilização, indicando que o medicamento é contraindicado em indivíduos com antecedentes de reações sistémicas graves a produtos contendo Inibidor da alfa-1-proteinase. Além disso, é especificamente contraindicado em doentes com deficiência seletiva de IgA que tenham anticorpos documentados contra a IgA, uma vez que esta população é considerada de maior risco para reações de hipersensibilidade graves. O potencial para certas reações de hipersensibilidade pode estar também relacionado com a velocidade da perfusão.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Esta secção descreve informações relativas à sobredosagem com Prolastin (Inibidor da alfa-1-proteinase), baseando-se estritamente em fontes médicas autorizadas e regulamentares.

Informação Oficial sobre Sobredosagem

As agências reguladoras confirmam que as consequências de uma sobredosagem com Prolastin não são conhecidas e não foram reportados casos de sobredosagem em seres humanos. Por conseguinte, não existem dados disponíveis relativos a fatores específicos relacionados com a dose ou efeitos fisiológicos esperados resultantes de uma exposição excessiva.

Devido ao facto de a apresentação clínica de uma sobredosagem não estar definida, as orientações oficiais enfatizam a precaução e a prestação de cuidados de suporte na eventualidade de ser administrada uma quantidade excessiva de Prolastin.

Medidas de Emergência Necessárias

Se houver suspeita de uma sobredosagem de Prolastin, esta é considerada uma emergência médica e é necessária assistência médica imediata.

  • Procurar ajuda urgente: Contacte imediatamente um médico, o Centro de Informação Antivenenos ou dirija-se ao serviço de urgência hospitalar mais próximo. Esta ação deve ser tomada mesmo que não existam sinais imediatos de mal-estar ou de intoxicação.
  • Gestão Clínica: Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, o doente deve ser observado de perto quanto à ocorrência de quaisquer efeitos inesperados. Devem estar disponíveis e ser aplicadas medidas de suporte, conforme necessário, para gerir quaisquer efeitos indesejáveis que possam surgir.

Usos terapêuticos de Prolastin

Para que é utilizado o Prolastin: principais utilizações e benefícios

O Prolastin é indicado para o tratamento de manutenção a longo prazo em indivíduos com défice de alfa-1 antitripsina (AAT), uma condição genética rara. Esta patologia ocorre quando o organismo não produz quantidades suficientes da proteína alfa-1 antitripsina, que desempenha um papel fundamental na proteção do tecido pulmonar contra danos inflamatórios.

A principal utilização deste medicamento é retardar a progressão do enfisema pulmonar em doentes que apresentam evidências de obstrução das vias respiratórias. O Prolastin atua como uma terapia de aumento, elevando os níveis desta proteína protetora no sangue e no fluido das vias respiratórias, ajudando assim a preservar a função pulmonar remanescente.

Benefícios Terapêuticos

O objetivo central do tratamento com Prolastin não é reverter os danos pulmonares já existentes, mas sim estabilizar a saúde do paciente e prevenir a deterioração adicional. Ao manter níveis adequados de alfa-1 antitripsina, o tratamento ajuda a neutralizar as enzimas elastases que, em excesso, destroem os alvéolos pulmonares.

Os benefícios do uso regular deste tratamento incluem uma redução na taxa de declínio da densidade pulmonar, o que pode contribuir para uma melhor gestão da doença crónica ao longo do tempo. É importante notar que este medicamento é geralmente prescrito a indivíduos que já não fumam e que estão sob supervisão médica especializada para monitorizar a eficácia da terapia e a progressão da patologia respiratória.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Prolastin?

A documentação regulamentar oficial do Prolastin (Inibidor da alfa-1-proteinase [Humano]) define rigorosamente a população elegível e as condições para a sua utilização.

Elegibilidade

O medicamento está indicado para adultos com deficiência hereditária grave de inibidor da alfa-1-proteinase (Alfa1-PI) que apresentem também evidência clínica de enfisema. A utilização não foi estabelecida em doentes sem enfisema clinicamente evidente ou nos quais a deficiência grave não tenha sido confirmada.

Contraindicações (Quem não deve utilizar)

O Prolastin é contraindicado em qualquer doente com antecedentes conhecidos de anafilaxia ou reações sistémicas graves a produtos contendo Alfa1-PI. É igualmente proibido para doentes com deficiência seletiva de Imunoglobulina A (IgA) que possuam anticorpos detetados contra a IgA.

Restrições Populacionais

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade Nota/Restrição Chave
Doentes Pediátricos Não Estabelecido A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em doentes com menos de 18 anos de idade.
Doentes Geriátricos Dados Insuficientes Os estudos clínicos não incluíram indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos em número suficiente para determinar uma resposta diferenciada.
Gravidez/Aleitamento Utilização Condicional A utilização na gravidez deve ocorrer apenas se o benefício potencial justificar o risco desconhecido.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Prolastin, um fármaco que contém a proteína de grandes dimensões Inibidor da alfa-1-proteinase (humano) derivada do plasma, é definido por requisitos procedimentais e restrições específicas do doente, em vez das interações fármaco-fármaco sistémicas comuns observadas em medicamentos de síntese química.

Restrição Obrigatória de Administração

Uma regra de interação crítica rege o procedimento de administração. O Prolastin deve ser administrado por perfusão isoladamente e de forma separada. A coadministração, que envolva a mistura do produto com qualquer outro medicamento ou solução intravenosa na linha de perfusão, é estritamente proibida. Esta restrição previne o risco de incompatibilidade física ou química, sendo uma limitação fundamental para preservar a integridade do produto.

Contraindicação Formal Baseada no Estado do Doente

Existe uma restrição específica baseada no estado imunitário do doente. O Prolastin está formalmente contraindicado em indivíduos diagnosticados com deficiência de Imunoglobulina A (IgA) que apresentem também anticorpos detetados contra a IgA (anticorpos anti-IgA). Esta situação é classificada como um risco de interação grave, uma vez que os anticorpos do doente podem reagir com vestígios de componentes de IgA presentes no produto derivado do plasma, resultando no potencial para uma hipersensibilidade sistémica grave.

Ausência de Interações Farmacocinéticas

A informação oficial não lista quaisquer interações sistémicas que envolvam as principais vias metabólicas, tais como as enzimas do Citocromo P450 (CYP) ou transportadores de fármacos. Não existem também padrões de interação documentados com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas na rotulagem oficial.

Mecanismo de ação

O Prolastin é uma terapêutica de substituição concebida para aumentar os níveis da proteína inibidora da alfa-1 proteinase, também conhecida como alfa-1 antitripsina, no sangue e nos pulmões. Esta proteína desempenha um papel fundamental na proteção do tecido pulmonar contra a destruição causada por certas enzimas.

Em indivíduos com deficiência de alfa-1 antitripsina, o organismo não produz quantidades suficientes desta proteína protetora. Sem a presença adequada de alfa-1 antitripsina, enzimas como a elastase neutrofílica, que são libertadas pelos glóbulos brancos para combater infeções, podem atacar e degradar inadvertidamente os alvéolos pulmonares. Este processo de degradação progressiva do tecido elástico dos pulmões pode conduzir ao desenvolvimento de enfisema.

Ao administrar Prolastin, o objetivo é elevar e manter os níveis séricos da proteína acima de um limiar protetor específico. Uma vez na corrente sanguínea, a alfa-1 antitripsina difunde-se para os pulmões, onde atua neutralizando a elastase neutrofílica. Esta intervenção ajuda a equilibrar a atividade enzimática nos pulmões, retardando a progressão dos danos nos tecidos e preservando a função pulmonar remanescente nos doentes diagnosticados com esta condição genética específica.

Informações sobre dosagem e administração

O Prolastin (Inibidor da Alfa-1-Proteinase [Humano]) é administrado estritamente como uma terapêutica de aumentação e manutenção a longo prazo em adultos com enfisema clinicamente evidente devido a uma deficiência hereditária grave de Alfa1-PI. As diretrizes oficiais de utilização definem um cronograma e um método de administração precisos.

Protocolo de Administração

O medicamento deve ser administrado exclusivamente por via de perfusão intravenosa (IV). O Prolastin está disponível como um pó liofilizado que requer reconstituição ou como uma solução líquida para injeção.

Instrução Detalhes das Fontes Regulamentares Oficiais
Esquema Posológico 60 mg/kg de peso corporal.
Frequência Administrado uma vez por semana.
Grupo Etário Indicado para utilização apenas em adultos.

Restrições de Preparação e Administração

Para uma utilização adequada, o produto deve atingir a temperatura ambiente antes da preparação ou administração. A dose prescrita é normalmente obtida através do agrupamento do conteúdo de vários frascos num único recipiente estéril.

As principais restrições procedimentais para a administração incluem:

  • A solução deve ser infundida separadamente, sem ser misturada com outros agentes intravenosos ou soluções de diluição.
  • A filtração é obrigatória, exigindo a utilização de um filtro de perfusão adequado de 5 a 15 mícrones durante a administração.
  • A velocidade de perfusão é controlada, geralmente a 0,08 mL/kg/min, resultando num tempo médio de perfusão de aproximadamente 15 minutos para a dose recomendada.
  • Uma vez preparada ou agrupada, a solução deve ser administrada num período de três horas.

Estas instruções oficiais definem a administração intravenosa padronizada, baseada no peso e com frequência semanal, necessária para a utilização correta a longo prazo desta terapêutica biológica.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Prolastin


Evidência de Utilização na Deficiência de Alfa-1-Antitripsina (DAAT) com Enfisema

A investigação sobre o Prolastin, uma terapêutica de substituição proteica, foi realizada em adultos diagnosticados com uma forma hereditária grave de deficiência de alfa-1-antitripsina (DAAT) que apresentam evidência clínica de enfisema. A base científica global é composta por diferentes tipos de investigação, incluindo ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) iniciais e estudos observacionais de registo a longo prazo.

Os ECA analisaram medições específicas ao longo de alguns anos, comparando doentes que receberam a proteína Prolastin com doentes que receberam um placebo. Grandes registos de doentes foram observados em ambiente real para acompanhar padrões de longo prazo relacionados com o desenvolvimento de sintomas e resultados de saúde globais ao longo de muitos anos. Ambos os tipos de evidência contribuem para o panorama científico abrangente.


Estudos Focados em Resultados Bioquímicos e Radiológicos

Os investigadores focaram-se primordialmente em resultados bioquímicos, examinando especificamente se a proteína atingia e mantinha níveis sanguíneos acima de um determinado limiar (ex: > 11 mu M). Os estudos relataram que a administração do medicamento estava associada ao alcance de níveis plasmáticos de A1-PI acima deste limiar, e a investigação descreve a alteração na atividade protetora no sangue e no fluido de revestimento epitelial pulmonar.

Ensaios controlados fundamentais (ECA com duração de cerca de 2,5 a 3 anos) monitorizaram a taxa de alteração da densidade pulmonar, utilizada como uma medida da progressão do enfisema. Os resultados descreveram uma diferença na taxa de alteração da densidade pulmonar entre o grupo que recebeu a proteína e o grupo placebo durante a duração do estudo.


Evidência a Longo Prazo e Resultados de Registos de Doentes

Para obter informações sobre resultados sustentados, foram avaliados dados de estudos de coorte observacionais a longo prazo (registos). Os dados destes estudos mostram padrões relacionados com desfechos clínicos importantes, como a sobrevivência global.

As análises de registos observacionais descreveram padrões relacionados com a sobrevivência e mortalidade ao comparar doentes tratados com doentes não tratados. A evidência destes estudos sugere que receber a proteína inibidora da alfa-1-proteinase pode estar associado a padrões de sobrevivência. Contudo, estes padrões derivam de dados de registo da vida real, não aleatorizados, e a investigação fornece um contexto, mas não previsões individuais.


Lacunas na Investigação e Limitações da Base de Evidência

Embora existam diferentes tipos de evidência, devem notar-se certas limitações na investigação. A avaliação regulamentar inicial do Prolastin baseou-se largamente no alcance de metas bioquímicas e em endpoints radiológicos de substituição. O nível de certeza permanece baixo para a prova direta de efeitos a longo prazo em desfechos clínicos tradicionais em ECA rigorosos.

A duração do acompanhamento nos ensaios controlados rigorosos foi limitada (tipicamente 2 a 3 anos). A qualidade da evidência varia entre os estudos, com os dados observacionais a oferecerem um contexto de longo prazo, mas carecendo do controlo dos ensaios aleatorizados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Prolastin (FAQ)


P: Quanto tempo dura o efeito de uma dose de Prolastin no organismo?

R: O esquema de administração é de uma vez por semana porque o inibidor da alfa-1-proteinase tem uma semivida metabólica de vários dias. Esta semivida é o tempo que metade da dose demora a sair do organismo. A dose semanal destina-se a ajudar a manter níveis protetores sustentados da proteína na circulação.


P: Porque é que os doentes precisam de continuar o tratamento com Prolastin para toda a vida?

R: O Prolastin é prescrito como uma terapêutica crónica de reforço e manutenção porque a doença subjacente, a deficiência de inibidor da alfa-1-proteinase, é um distúrbio hereditário grave que dura toda a vida. O tratamento substitui a proteína em falta de forma contínua para ajudar a manter níveis protetores nos pulmões.


P: A que sinais de uma reação alérgica se deve estar atento durante ou após a perfusão?

R: As informações oficiais de segurança aconselham os doentes a estarem atentos a sinais de uma reação alérgica grave (hipersensibilidade) durante ou após a perfusão. Estes sinais podem incluir urticária, comichão, inchaço da boca ou garganta, aperto no peito ou dificuldade em respirar. Se sentir algum destes sintomas, contacte imediatamente um profissional de saúde.


P: Existem riscos de saúde a longo prazo associados à utilização de Prolastin durante muitos anos?

R: A documentação oficial inclui uma Limitação de Utilização que refere que os dados clínicos que demonstrem os efeitos a longo prazo desta terapêutica crónica de reforço ao longo de muitos anos não estão conclusivamente disponíveis a partir de ensaios clínicos aleatorizados e controlados. A investigação continua a recolher dados de registos observacionais de doentes a longo prazo para acompanhar os resultados sustentados ao longo de muitos anos.


P: Existem resultados de exames médicos específicos que determinem se o Prolastin é adequado para um doente?

R: A elegibilidade para o tratamento é determinada pelo diagnóstico de deficiência hereditária grave de Alfa1-PI juntamente com evidência clínica de enfisema. Este diagnóstico requer habitualmente a confirmação através de testes genéticos (genótipo) e de exames laboratoriais que mostrem níveis séricos baixos da proteína Alfa1-PI.


P: O Prolastin aumenta o risco de desenvolver certos tipos de infeções?

R: Uma vez que o Prolastin é um produto derivado de plasma humano (mistura de doações de sangue), existe um risco teórico de transmissão de agentes infecciosos, tais como certos vírus. No entanto, o processo de fabrico inclui etapas rigorosas concebidas para inativar e remover estes potenciais agentes.


P: O Prolastin é utilizado para tratar outras doenças além da deficiência de alfa-1-antitripsina?

R: De acordo com os documentos regulamentares oficiais, o Prolastin está apenas indicado para a terapêutica crónica de reforço e manutenção em adultos com enfisema clinicamente evidente devido a deficiência hereditária grave de Alfa1-PI. Não está indicado para o tratamento de qualquer outra condição médica.


P: Existe investigação sobre a eficácia do Prolastin em doentes que são fumadores ativos?

R: Os estudos clínicos que sustentam a utilização de Prolastin foram realizados primordialmente em doentes não fumadores ou que já tinham deixado de fumar. Isto significa que os dados sobre a eficácia do tratamento em doentes que são fumadores ativos não estão incluídos na documentação oficial.


P: Porque é que são necessários exames de sangue regulares enquanto uma pessoa está a tomar Prolastin?

R: São necessários exames de sangue regulares durante o tratamento para monitorizar os níveis da proteína inibidora da alfa-1-proteinase (A1-PI) no sangue. Esta monitorização é utilizada para medir os níveis da proteína A1-PI e verificar se estes estão consistentemente acima do limiar que os estudos regulamentares associam à proteção contra a elastase neutrofílica nos pulmões.


P: O processo de fabrico do Prolastin minimiza o risco de transmissão de vírus?

R: Sim, como o produto é fabricado a partir de plasma humano agrupado, o processo de fabrico incorpora etapas de segurança específicas para minimizar o risco de transmissão de agentes infecciosos. Estas etapas incluem tratamentos como o método Solvente/Detergente e a Nanofiltração, que são concebidos para inativar e remover potenciais vírus.


P: Qual é a duração média de uma consulta para a perfusão de Prolastin?

R: O tempo de perfusão propriamente dito para o Prolastin, quando administrado à velocidade recomendada, é tipicamente curto, com uma média de cerca de 15 minutos. No entanto, o tempo total da consulta numa clínica ou centro de perfusão pode ser mais longo para permitir a preparação, a monitorização necessária e a observação após a perfusão.


P: Porque é que o Prolastin é preparado e administrado por um profissional de saúde em vez de ser em casa?

R: A administração de Prolastin requer habitualmente um profissional de saúde devido à necessidade de etapas de preparação complexas e ao requisito crítico de monitorizar os sinais vitais do doente durante toda a perfusão. Esta supervisão profissional é necessária para gerir o risco de potenciais reações de hipersensibilidade.


P: O Prolastin pode causar alterações no humor ou nos níveis de energia?

R: As listas oficiais de reações adversas indicam que a fadiga (uma alteração no nível de energia) é um efeito secundário comum do Prolastin, notificado em cerca de 1 a 10 em cada 100 utilizadores. Informações sobre outras alterações específicas no humor não são listadas frequentemente nas tabelas de reações adversas comuns.


P: O Prolastin é considerado seguro para mulheres que estão a amamentar?

R: A rotulagem oficial do produto indica que atualmente não existe informação disponível sobre a presença de Prolastin no leite humano, ou sobre os seus efeitos num lactente ou na produção de leite. As decisões relativas à sua utilização durante a amamentação requerem a ponderação dos benefícios potenciais face aos riscos desconhecidos por parte de um profissional de saúde.


P: O que diz a evidência oficial sobre o abrandamento do declínio da função pulmonar pelo Prolastin?

R: Os estudos clínicos que sustentam a utilização de Prolastin examinaram a taxa de alteração da densidade pulmonar, que é uma medição radiológica utilizada para avaliar a progressão do enfisema. Os resultados destes estudos descreveram uma diferença na taxa de alteração da densidade pulmonar entre o grupo que recebeu a proteína e o grupo placebo durante a duração do estudo.


P: Os estudos sugerem algum benefício potencial para sintomas da Alfa-1 não relacionados com os pulmões?

R: A indicação regulamentar oficial e a investigação clínica de suporte para o Prolastin concentram-se no seu efeito no enfisema e no sistema pulmonar. A documentação do produto não sugere nem abrange potenciais benefícios para sintomas da deficiência de alfa-1-antitripsina (DAAT) não relacionados com os pulmões.

Como Prolastin deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Prolastin

Condições de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Principal Conservar os frascos por abrir no frigorífico entre 2°C e 8°C.
Excursão de Temperatura (Solução Líquida) O Prolastin em solução líquida pode ser mantido à temperatura ambiente (até 25°C) por um período único máximo de um mês.
Proibições Não congelar o produto em circunstância alguma. Não utilizar se a solução estiver turva ou apresentar alterações de cor.

Estabilidade e Manuseamento

O produto é apresentado num frasco para utilização única. Assim que a solução estiver preparada (reconstituída ou agrupada), deve ser administrada num prazo de três horas. A solução preparada não pode ser refrigerada nem guardada para utilização posterior. Mantenha todos os medicamentos fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

Todos os frascos abertos, solução não utilizada e equipamento de administração devem ser descartados após a utilização. As agulhas e outros objetos cortantes devem ser eliminados num contentor específico para objetos cortantes, e todos os resíduos médicos devem seguir os procedimentos locais de eliminação de resíduos de risco biológico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Prolastin encontrado em:

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