Primidone

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Primidone

Forma selecionada

Método de ação: Anticonvulsant

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Primidone

Propriedade Descrição
Princípio ativo Primidona (DCI)
Forma farmacêutica Comprimido (dose sólida)
Classe farmacológica Anticonvulsivante, derivado de barbitúrico
Utilização comum Controlo e prevenção de crises epiléticas
Origem Composto sintético

Primidona: Tipo, Classificação e Composição

A primidona é um medicamento anticonvulsivante aromático sintético que pertence à classe dos barbitúricos, utilizados no tratamento da epilepsia. Sendo um produto de substância única, a sua composição baseia-se no princípio ativo primidona, que corresponde quimicamente ao composto de pirimidinadiona, 5-etildi-hidro-5-fenil-4,6(1H, 5H)-pirimidinadiona. O fármaco é apresentado principalmente em comprimidos destinados a administração por via oral. A classificação da primidona como um derivado barbitúrico define a sua identidade como um medicamento fundamental concebido para ajudar a estabilizar a atividade elétrica no sistema nervoso central. Esta é uma distinção importante, dado que a sua ação não depende apenas do composto original, mas também da sua conversão em dois metabolitos ativos principais, incluindo o fenobarbital, um agente antiepilético amplamente estabelecido.

Qual é o objetivo da Primidona?

O objetivo geral da primidona é ajudar a controlar e prevenir a ocorrência de vários tipos de crises epiléticas, estabilizando a atividade das células nervosas no cérebro. Funciona como um agente antiepilético ao influenciar a sinalização elétrica para elevar o limiar convulsivo do cérebro — o nível de estimulação elétrica necessário para desencadear uma descarga descontrolada. Esta ação terapêutica central reduz a probabilidade de disparos rápidos e excessivos entre grupos de neurónios. A primidona está classificada sob o código ATC N03AA03 (Sistema de Classificação Anatómica Terapêutica Química), o que reflete o seu papel entre os barbitúricos e derivados usados em distúrbios do sistema nervoso. A atividade anticonvulsivante da primidona é clinicamente reconhecida por proporcionar estabilidade, tornando-a adequada para pacientes que necessitam de uma gestão contínua e fiável da excitabilidade neuronal.

Quais efeitos secundários são possíveis com Primidone?

O perfil de segurança da primidona é definido por reações adversas classificadas de acordo com a sua frequência e os sistemas orgânicos que afetam, segundo a documentação regulamentar oficial.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas que ocorrem frequentemente estão tipicamente relacionadas com o Sistema Nervoso e são, muitas vezes, transitórias, apresentando uma tendência para diminuir com a continuação do tratamento ou com o ajuste da dose. As agências reguladoras classificam a sonolência e a ataxia (coordenação prejudicada) como efeitos muito comuns. As reações comuns incluem vertigem, fadiga, nistagmo (movimentos oculares involuntários), diplopia (visão dupla), náuseas e vómitos.

Preocupações de Segurança Graves e Sistémicas

A primidona está associada a reações adversas graves documentadas que, embora raras, possuem relevância clínica significativa. Estas incluem distúrbios do sangue e sistema linfático, como a anemia megaloblástica e outras discrasias sanguíneas, bem como reações dermatológicas graves (por exemplo, síndrome de Stevens-Johnson). O medicamento está também associado a reações psicóticas agudas e a um risco acrescido de pensamentos e comportamentos suicidas, o qual é um risco reconhecido em todos os Fármacos Antiepiléticos (FAE).

Restrições de Segurança e Padrões Relacionados com a Duração

Existem contraindicações específicas que restringem formalmente a utilização da primidona em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou aos seus metabolitos ativos, incluindo o fenobarbital, ou em pacientes com Porfiria. As notas de segurança advertem que os efeitos comuns no sistema nervoso central podem ser mais acentuados nos idosos. Com a exposição a longo prazo, o risco de osteomalácia e raquitismo é reconhecido, devido ao potencial efeito do fármaco no metabolismo da Vitamina D. Além disso, a interrupção abrupta constitui um risco documentado, uma vez que pode precipitar crises epiléticas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com primidona, um derivado barbitúrico, está documentada na informação oficial de prescrição como apresentando sinais clínicos progressivos que afetam primordialmente o sistema nervoso central e a função respiratória. As manifestações iniciais podem incluir confusão, sonolência, estupor e perturbações sensoriais, tais como visão dupla e movimentos oculares involuntários (nistagmo). Outros sinais clínicos registados em fontes regulamentares são a ataxia (falta de coordenação voluntária) e reflexos lentos ou ausentes. Observou-se que uma sobredosagem ligeira pode assemelhar-se a um estado de intoxicação alcoólica.

A evolução clínica de uma sobredosagem grave pode progredir para resultados potencialmente fatais, incluindo depressão respiratória, coma e depressão cardiovascular acompanhada de hipotensão (pressão arterial baixa). Devido a estes efeitos graves e possivelmente fatais, as diretrizes oficiais determinam uma ação imediata. Deve procurar-se assistência médica de emergência instantaneamente se o indivíduo tiver sofrido um colapso, uma crise epilética, apresentar dificuldade em respirar ou não conseguir acordar. As autoridades reguladoras instruem que se contactem os serviços de emergência (112) e um centro de informação antivenenos.

A gestão de uma sobredosagem é sintomática e de suporte, envolvendo frequentemente procedimentos para a remoção do fármaco não absorvido. A documentação oficial confirma que não se conhece qualquer antídoto específico para a sobredosagem por primidona.

Usos terapêuticos de Primidone

O que a Primidona trata: principais utilizações e benefícios

A primidona é habitualmente utilizada no controlo de diversos tipos de crises epiléticas, um domínio terapêutico focado na abordagem de sintomas resultantes do aumento da atividade neurológica ou muscular. Esta é uma utilização relevante em condições caracterizadas por períodos de sintomatologia acentuada, abrangendo especificamente as crises tónico-clónicas generalizadas e as crises epiléticas focais. O principal benefício para os pacientes é alcançar a gestão das crises, o que pode ajudar a minimizar o impacto e a perturbação funcional associada a eventos neurológicos episódicos, apoiando, desta forma, o bem-estar geral.


O medicamento também desempenha um papel na gestão dos sintomas do tremor essencial, um distúrbio do movimento. Neste contexto, a primidona é aplicada para abordar o sintoma central de agitação rítmica e involuntária que pode interferir com o funcionamento diário. O benefício fundamental reside na redução da gravidade do tremor, o que poderá auxiliar na diminuição do esforço funcional e apoia o conforto geral e a estabilidade quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras. É considerada relevante para a gestão de sintomas associados tanto a eventos neurológicos episódicos como a distúrbios de movimento contínuos.

"A primidona é considerada relevante para a gestão de sintomas associados tanto a eventos neurológicos episódicos como a distúrbios de movimento contínuos."


Facto Rápido: Alívio de Sintomas Motores e Neurológicos

Facto Rápido: Alívio para a Agitação Motora Involuntária e Manifestações de Crises Episódicas

Critérios de utilização e restrições

Perfil de Elegibilidade Oficial

A elegibilidade para a utilização de primidona é determinada por critérios regulamentares oficiais relacionados com condições pré-existentes, idade e o estado das funções orgânicas.

Âmbito da Elegibilidade Estatuto Regulamentar Oficial
Populações para as quais a utilização é permitida A utilização está estabelecida para adultos e crianças com idade igual ou superior a 8 anos para o controlo de tipos aprovados de crises epiléticas.
Populações para as quais a utilização é contraindicada O fármaco é formalmente proibido em pacientes com porfiria ou hipersensibilidade conhecida à substância ativa, ao seu metabolito ativo fenobarbital ou a qualquer derivado do ácido barbitúrico. Alguns documentos nacionais contraindicam também a utilização em pacientes com depressão respiratória grave, apneia do sono ou insuficiência hepática ou renal grave.

Regras de elegibilidade relacionadas com a idade: A utilização em pacientes geriátricos requer precaução e quantidades iniciais mais baixas, devido a uma maior sensibilidade documentada. Para crianças com menos de 8 anos, a segurança e a eficácia não estão estabelecidas em determinadas regiões regulamentares.

Regras de elegibilidade para condições específicas: Pacientes com insuficiência hepática ou renal pré-existente devem utilizar o medicamento sob precaução, uma vez que o uso condicional e ajustes na dose podem ser necessários.

Estatuto de elegibilidade na gravidez e lactação: A utilização durante a gravidez é restrita devido ao risco documentado de danos fetais, embora a interrupção súbita seja proibida devido ao risco de crises epiléticas. Durante a lactação, o fármaco é excretado em quantidades substanciais no leite materno e a amamentação deve ser interrompida caso o lactente apresente sonolência excessiva.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A primidona e o seu principal metabolito ativo, o fenobarbital, são reconhecidos como potentes indutores das enzimas do citocromo P450 (CYP), particularmente da CYP3A4, bem como do transportador glicoproteína-P (P-gp). Este efeito de indução aumenta o metabolismo de muitos medicamentos coadministrados, o que conduz à redução das suas concentrações plasmáticas e ao risco de falência terapêutica.

Categorias de Medicamentos com Interações Clinicamente Significativas

Categoria Implicação Prática (Restrição Regulamentar Oficial)
Contacetivos Hormonais (ex.: estroprogestativos) Risco de falência contracetiva. É necessária a utilização de métodos alternativos não hormonais durante o tratamento e durante o ciclo seguinte após a interrupção da primidona.
Antivíricos (ex.: Cobicistat, Ledipasvir, Nelfinavir) A coadministração é geralmente contraindicada ou não recomendada devido à perda de eficácia antivírica.
Anticoagulantes Orais (ex.: Apixabano, Varfarina) Risco de redução do efeito anticoagulante, exigindo uma monitorização rigorosa do estado de coagulação ou a exclusão da combinação.
Depressores do SNC e Álcool Risco acrescido de efeitos sedativos; a coadministração com álcool não é recomendada.
Erva de S. João (Hipericão) Produto à base de plantas que pode diminuir as concentrações plasmáticas de primidona, levando à falta de eficácia.

Notas Específicas para Grupos Populacionais

As informações oficiais especificam que as pacientes grávidas a tomar primidona devem receber Vitamina K1 profilática antes e durante o parto. Adicionalmente, os bebés amamentados por mães que tomem primidona devem ser monitorizados quanto a sinais de sonolência excessiva, o que poderá tornar necessária a interrupção da amamentação.

Mecanismo de ação

Como funciona a Primidona

O perfil mecanístico da primidona é abrangente, envolvendo tanto a ação do próprio fármaco como o efeito dos seus dois principais metabolitos ativos, o que torna o seu impacto multifacetado.

A primidona é rapidamente absorvida e submetida a metabolismo hepático, dando origem a dois compostos ativos principais: o fenobarbital e a feniletilmalonamida (PEMA). O fenobarbital é um elemento crucial para o perfil mecanístico global do medicamento.

A interação molecular primária ocorre através do fenobarbital, que atua como um modulador alostérico positivo do complexo de recetores GABA A. Esta interação aumenta a frequência e/ou a duração da abertura dos canais de iões cloreto (Cl^-).

O aumento da condutância dos iões cloreto através da membrana neuronal conduz a célula para um potencial elétrico mais negativo, um processo conhecido como hiperpolarização. Este estado bioquímico reduz a excitabilidade da membrana. A própria primidona também contribui através da estabilização das membranas neuronais. A PEMA é igualmente ativa e poderá modular, de forma independente, os canais de sódio dependentes de voltagem.

Informações sobre dosagem e administração

Guia de Instruções: Como utilizar a Primidona — Diretrizes Oficiais de Administração

A administração de comprimidos de primidona é regida por um protocolo de utilização faseado, desenvolvido para a gestão a longo prazo de condições crónicas. O medicamento destina-se exclusivamente a administração por via oral, sob a forma de comprimidos de libertação imediata, e pode ser tomado com ou sem alimentos.


Âmbito da Administração

Via de administração: Oral
Esquema posológico: O protocolo inicia-se com uma dose diária inicial baixa (por exemplo, 100 mg a 125 mg em adultos), administrada uma vez ao deitar. Esta quantidade é depois aumentada gradualmente ao longo de vários dias, seguindo um esquema de titulação definido até atingir o intervalo terapêutico estabelecido. A dose habitual de manutenção para o controlo de crises situa-se entre 750 mg e 1.500 mg por dia.
Frequência de manutenção: Os regimes de manutenção requerem que o valor total diário seja tomado em doses divididas, tipicamente duas a quatro vezes por dia, de forma a manter níveis constantes do fármaco ao longo de 24 horas.
Regras por grupo etário: Pacientes pediátricos com menos de 8 anos e idosos necessitam de um regime inicial distinto e mais baixo. A dosagem deve também ser ajustada para pacientes com insuficiência renal, exigindo frequentemente intervalos mais longos entre as doses.

Estrutura do Procedimento

O princípio fundamental da utilização da primidona é o gradualismo. A fase inicial foca-se numa titulação lenta até se alcançar a dose de manutenção necessária. Caso seja necessária a cessação do tratamento, o medicamento deve ser retirado gradualmente durante um período de, pelo menos, duas semanas, de modo a cumprir as normas procedimentais oficiais. Em situações de sintomatologia noturna, a maior parte da dose diária total poderá ser estrategicamente planeada para administração ao final do dia. Todo este protocolo define a via, a frequência e os ajustes temporais permitidos pelas autoridades reguladoras.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Panorama de Estudos sobre a Primidona


Evidência para a Utilização na Gestão de Crises Epiléticas

A primidona foi avaliada em investigações que exploraram o contexto clínico de crises epiléticas tónico-clónicas generalizadas e crises focais. A base desta evidência inclui Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA), muitos dos quais são ensaios históricos que serviram de base à sua aprovação inicial, e meta-análises mais recentes que agregam dados provenientes destes estudos. A investigação analisou desfechos que descrevem alterações episódicas ou agudas, tais como a frequência das crises e os resultados gerais dos ensaios, os quais incluíram medidas de tolerabilidade. Dado que grande parte dos dados de suporte fundamentais é histórica, este pode ser um fator a considerar na análise de contextos médicos contemporâneos. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo que ultrapassem os dois anos de acompanhamento.


Evidência para a Utilização na Gestão do Tremor Essencial

A primidona foi objeto de investigação no âmbito do Tremor Essencial (TE), uma condição caracterizada por sintomas que podem variar de intensidade. Esta investigação baseou-se principalmente em estudos clínicos em dupla ocultação, controlados por placebo, e em revisões sistemáticas subsequentes. Estes estudos exploraram desfechos que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, monitorizando alterações relacionadas com a intensidade do tremor, frequentemente utilizando tanto resultados comunicados pelos pacientes como medições fisiológicas objetivas. A investigação descreve alterações na intensidade do tremor medidas durante o período do estudo para as fases de curto prazo dos ensaios. No entanto, a investigação relativa ao tremor cefálico (da cabeça) tem reportado medições inconsistentes e os estudos prosseguem.


Investigação a Longo Prazo e Durabilidade dos Resultados dos Estudos

Os esforços de investigação centraram-se em intervalos definidos de curto prazo para estabelecer resultados iniciais, tanto para crises epiléticas como para o tremor essencial. A base de evidência permite compreender os padrões de sintomas ao longo destes períodos limitados de investigação. Contudo, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Para ambas as indicações, os dados que monitorizam de forma abrangente a durabilidade dos padrões observados nos estudos ou os resultados funcionais por períodos que abrangem vários anos são limitados.


Questões em Aberto e Limitações da Investigação

Existem várias limitações fundamentais no panorama da investigação. A qualidade da evidência varia entre os estudos, particularmente devido à natureza histórica de alguns ensaios estruturantes na epilepsia. A desistência aguda de participantes observada frequentemente durante os períodos iniciais de investigação pode afetar o número total de pacientes que concluem o estudo, dificultando a avaliação de padrões a longo prazo. Além disso, as descobertas em subgrupos são incertas para manifestações específicas, como é o caso das medições inconsistentes reportadas para o tremor cefálico.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Primidona (FAQ)


P: De que forma a utilização da Primidona difere de outros medicamentos comuns para as crises epiléticas, conforme descrito nos documentos regulamentares?

R: A informação oficial do produto descreve a Primidona como pertencente à classe dos anticonvulsivantes barbitúricos. O seu mecanismo é único, uma vez que os seus efeitos provêm tanto do fármaco original como dos seus dois principais metabolitos ativos, especialmente o fenobarbital. Esta ação multi-composta contribui para o perfil farmacológico singular do medicamento em comparação com outros fármacos antiepiléticos.


P: Que informações existem sobre a utilização aprovada da Primidona para outras condições além da epilepsia, como o tremor essencial?

R: A documentação regulamentar oficial indica a Primidona para a gestão do Tremor Essencial (TE), além da sua utilização no controlo de determinados tipos de crises epiléticas.


P: Quais são as principais diferenças entre a Primidona e outros fármacos antiepiléticos?

R: A informação oficial do produto descreve a Primidona como pertencente à classe de medicamentos anticonvulsivantes barbitúricos. O seu mecanismo é singular porque os seus efeitos derivam tanto do fármaco original como dos seus dois principais metabolitos ativos, particularmente o fenobarbital. Esta ação multi-composta contribui para o perfil farmacológico único do medicamento face a outros antiepiléticos.


P: Que análises ao sangue ou procedimentos de monitorização médica são geralmente recomendados para pacientes que tomam Primidona?

R: A rotulagem oficial observa que a Primidona acarreta um risco de distúrbios sanguíneos graves, como a anemia megaloblástica. As orientações oficiais sugerem que podem ser necessárias avaliações médicas regulares para monitorizar o progresso do paciente e verificar potenciais anomalias sanguíneas ou outros problemas.


P: Qual é a classificação oficial de risco na gravidez da Primidona e que avisos são fornecidos?

R: No atual sistema de rotulagem da FDA, geralmente não é atribuída uma categoria de risco por letra a este medicamento. No entanto, a secção de Resumo de Risco refere que os relatórios sugerem uma associação entre o uso de anticonvulsivantes durante a gravidez e uma incidência elevada de malformações congénitas.


P: O que indica a investigação sobre os efeitos cognitivos ou de memória a longo prazo associados ao uso de Primidona?

R: O principal metabolito ativo da Primidona, o fenobarbital, tem sido associado em estudos a potenciais défices cognitivos, particularmente em crianças sob tratamento prolongado. Os efeitos a longo prazo do fármaco original, a Primidona, na memória e na cognição estão, de um modo geral, menos estabelecidos.


P: Quais são os avisos de advertência ("boxed warnings"), se existirem, oficialmente associados à Primidona nos Estados Unidos?

R: A Informação de Prescrição da FDA inclui um Aviso de Advertência (Boxed Warning) relativo ao risco aumentado de pensamentos ou comportamentos suicidas. Este risco está associado à classe de todos os fármacos antiepiléticos (AEDs) utilizados para qualquer indicação.


P: É comum recomendar-se que a Primidona seja tomada a uma hora específica do dia?

R: As orientações oficiais indicam que o medicamento deve ser administrado a intervalos regulares ao longo do dia. Devido ao potencial de sonolência, por vezes a maior parte da dose diária é estrategicamente administrada ao deitar para ajudar a reduzir os efeitos de sedação diurna.


P: A Primidona tem um aviso de advertência relativo à ideação suicida?

R: A Primidona, tal como todos os medicamentos antiepiléticos, está sujeita a um Aviso de Advertência (Boxed Warning) relativo ao potencial risco aumentado de pensamentos e comportamentos suicidas. Este aviso aparece de forma proeminente na Informação de Prescrição da FDA.


P: Quanto tempo demora normalmente para que os efeitos terapêuticos da Primidona se tornem percetíveis?

R: As orientações para o paciente indicam que os efeitos terapêuticos plenos do medicamento são geralmente observados após cerca de 2 a 3 semanas.


P: Qual é a duração esperada da ação da Primidona após uma única dose?

R: Estudos farmacocinéticos reportados em monografias oficiais indicam que o fármaco original tem uma semivida de eliminação de aproximadamente 10 a 15 horas em adultos.


P: Existem interações conhecidas entre a Primidona e analgésicos comuns de venda livre, como o paracetamol ou o ibuprofeno?

R: Os dados oficiais de interação indicam que a Primidona pode aumentar o metabolismo do paracetamol, o que pode elevar o risco de um subproduto tóxico no organismo. A Primidona também pode interagir com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno.


P: Que declarações oficiais existem sobre o uso de Primidona juntamente com medicamentos comuns para a constipação ou alergias?

R: As declarações oficiais advertem contra o uso concomitante de Primidona com outros depressores do sistema nervoso central (SNC), que podem incluir certos medicamentos para a constipação ou alergias. Tomar estes medicamentos em conjunto pode aumentar ou agravar efeitos sedativos como sonolência e tonturas.


P: É exigido aos pacientes que transportem uma identificação especial ou cartões de alerta médico ao tomar Primidona?

R: Embora esta não seja uma instrução regulamentar obrigatória, os recursos de segurança do paciente derivados das orientações oficiais recomendam o uso de uma pulseira ou cartão de identificação médica. Este cartão lista habitualmente a condição médica e os medicamentos que estão a ser tomados para o caso de uma emergência.


P: Quais são as diretrizes oficiais relativas à realização de tarefas como conduzir ou operar máquinas enquanto se toma Primidona?

R: O Guia de Medicação da FDA alerta que a Primidona pode prejudicar as capacidades mentais e físicas. As diretrizes oficiais recomendam precaução ao conduzir, operar maquinaria pesada ou realizar outras atividades perigosas até que se estabeleça de que forma o medicamento afeta a coordenação e o julgamento do indivíduo.


P: A Primidona é classificada como uma substância controlada pelas agências regulamentares?

R: A Primidona é um medicamento que requer prescrição médica. No entanto, nos Estados Unidos, é classificada pela Drug Enforcement Administration (DEA) como Não Sendo um Fármaco Controlado ao abrigo da Lei de Substâncias Controladas (CSA).


P: Qual é a orientação geral fornecida sobre o que fazer se uma dose regular de Primidona for esquecida?

R: A informação geral disponível descreve o procedimento para uma dose esquecida: se uma dose for esquecida, deve ser tomada assim que possível, a menos que esteja quase na hora da próxima dose programada. O conselho é habitualmente ignorar a dose esquecida nesse cenário e não tomar doses duplas.


P: Como é que a Primidona afeta os níveis de ácido fólico, de acordo com a literatura médica?

R: Estudos demonstram que a Primidona tem sido associada à redução da absorção de folato no organismo, o que pode levar à diminuição dos níveis de ácido fólico. Dado este potencial efeito, a monitorização dos níveis vitamínicos pode ser necessária e podem ser fornecidas recomendações dietéticas específicas.


P: Que informação oficial está disponível sobre a Primidona e o seu efeito reportado na função sexual ou na libido?

R: A informação oficial no rótulo da FDA observa que a impotência sexual tem sido reportada ocasionalmente como uma reação adversa em pacientes a tomar Primidona.


P: Qual é a semivida da Primidona conforme reportado em estudos de farmacocinética?

R: Estudos farmacocinéticos reportados em monografias oficiais indicam que a semivida de eliminação do fármaco original, a Primidona, é de aproximadamente 10 a 15 horas em adultos.


P: Qual é a classificação da Primidona quanto ao seu potencial de dependência física?

R: A Primidona é classificada como tendo potencial para dependência física e psicológica quando administrada durante um período prolongado. Devido a este potencial, o fármaco requer uma redução gradual na interrupção para minimizar o risco de efeitos de abstinência.

Como Primidone deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Primidona

Os comprimidos de primidona devem ser armazenados a uma temperatura ambiente controlada, definida oficialmente entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F a 77 °F). É necessário proteger o medicamento tanto da luz como da humidade. Os comprimidos devem ser mantidos num recipiente bem fechado, resistente à luz e que inclua um fecho de segurança à prova de crianças.

Segurança Infantil e Eliminação

Para prevenir a ingestão acidental, a primidona e todos os outros medicamentos devem ser mantidos fora da vista e do alcance das crianças.

As instruções regulamentares determinam que qualquer produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais. As orientações gerais recomendam que os medicamentos que não podem ser eliminados pelo esgoto sejam misturados com uma substância pouco apelativa, selados num recipiente e colocados no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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