Pomalyst

Links rápidos para seções importantes

Pomalyst

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Pomalyst

Pomalyst: Uma Visão Geral do Agente Pomalidomida

Propriedade Descrição
Substância ativa Pomalidomida
Forma farmacêutica Cápsula dura
Classe farmacológica Agente Imunomodulador (IMiD), Agente Antineoplásico
Estatuto de dispensa Medicamento sujeito a receita médica (MSRM)
Origem Pequena molécula sintética

O Pomalyst é um medicamento sujeito a receita médica que contém a substância ativa pomalidomida, uma potente pequena molécula sintética utilizada no controlo sistémico de cancros do sangue específicos. Trata-se de um medicamento de administração oral, disponibilizado como um produto de substância única apresentado em cápsulas duras. A pomalidomida é um análogo estrutural de terceira geração da talidomida, desenvolvido através de modificações químicas específicas para otimizar as suas propriedades terapêuticas. Estudos farmacológicos sustentam que este composto apresenta uma potência acrescida, uma característica clinicamente reconhecida pela sua atividade anti-mieloma.


Qual é a Classe de Medicamento do Pomalyst (pomalidomida)?

O Pomalyst pertence à Classe Farmacológica abrangente dos Agentes Imunomoduladores (IMiDs) e é também categorizado como um Agente Antineoplásico. Esta dupla classificação reflete um mecanismo de ação diferenciado que combina a alteração da resposta imunitária do organismo (imunomodulação) com efeitos anticancerígenos diretos. O medicamento atua como uma terapia alvo moderna, frequentemente utilizada em esquemas terapêuticos após os doentes terem apresentado progressão com outros tratamentos iniciais.


Qual é o Objetivo Terapêutico Geral do Pomalyst?

O objetivo terapêutico geral do Pomalyst é gerir a progressão de condições malignas específicas através de uma abordagem direcionada e multifacetada. O seu princípio de mecanismo foi concebido para potenciar tanto a imunomodulação como os efeitos anti-crescimento, auxiliando o sistema imunitário na sua defesa e interferindo diretamente na capacidade de sobrevivência e proliferação de células anómalas. Além disso, a pomalidomida apresenta uma atividade significativa como inibidor do crescimento vascular, uma propriedade apoiada por investigação que indica a sua capacidade de dificultar a formação de novas redes de vasos sanguíneos que sustentam o crescimento de tecido maligno.

Quais efeitos secundários são possíveis com Pomalyst?

Pomalyst: Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O Pomalyst (pomalidomida) acarreta restrições de segurança regulamentares específicas e está associado a reações adversas documentadas oficialmente, classificadas por frequência e por sistema orgânico. O medicamento é um teratogénio humano conhecido, o que significa que está contraindicado na gravidez devido ao elevado risco de malformações congénitas, uma restrição aplicada através de um programa obrigatório de Estratégia de Avaliação e Mitigação de Riscos (REMS). Os doentes devem cumprir requisitos rigorosos de testagem e de contraceção.

Principais Riscos de Segurança e Reações Adversas Graves

A rotulagem oficial destaca várias reações adversas graves, nomeadamente o risco de eventos tromboembólicos, incluindo trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar (EP), enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral. É recomendada a profilaxia contra coágulos sanguíneos. Outros riscos graves incluem toxicidades hematológicas severas, especificamente a neutropenia (baixos níveis de glóbulos brancos) e anemia de grau elevado, que requerem uma monitorização frequente do hemograma. Estão também documentados relatos de hepatotoxicidade grave (lesão hepática) e o potencial para Segundas Neoplasias Primárias.

Frequência das Reações Adversas

As reações adversas estão agrupadas por frequência, com base em normas regulamentares. Os efeitos secundários muito frequentes (≥1/10) envolvem frequentemente fadiga, astenia (fraqueza), pirexia (febre), obstipação e neuropatia periférica. Os eventos frequentes (1/100 a < 1/10) incluem pneumonia, tonturas, dispneia (falta de ar) e insuficiência cardíaca.

Notas sobre Populações e Temporalidade

As notas de segurança especificam que a insuficiência cardíaca e a hepatotoxicidade grave estão documentadas como ocorrendo com maior frequência nos primeiros seis meses de tratamento. São recomendados ajustes posológicos específicos para doentes com insuficiência renal ou hepática pré-existente. Devido ao risco de teratogenicidade, nem os dadores do sexo feminino nem os do sexo masculino devem doar sangue ou esperma durante o tratamento e durante um período específico após a sua descontinuação.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações oficiais relativas à sobredosagem com pomalidomida são limitadas. Os documentos técnicos indicam que não foram comunicados casos de sobredosagem durante o programa de ensaios clínicos do medicamento. Além disso, estudos que envolveram exposições a doses elevadas — incluindo doses únicas até 50 mg em voluntários saudáveis e doses diárias múltiplas até 10 mg em doentes com mieloma múltiplo — não resultaram no relato de eventos adversos graves relacionados com a sobre-exposição.


Resposta de Emergência e Gestão Clínica

A instrução mais crítica é a obrigatoriedade de procurar assistência médica imediata ou de contactar um centro de informação antivenenos imediatamente se houver suspeita de uma sobredosagem. Esta ação é necessária independentemente de estarem ou não presentes quaisquer sinais ou sintomas clínicos adversos.

Característica da Gestão Declaração Oficial
Manifestações Documentadas Informação limitada sobre sintomas; sem registo de eventos adversos graves em estudos de doses elevadas.
Antídoto Específico Não existe um antídoto específico conhecido ou documentado para a sobredosagem com pomalidomida.
Medidas de Suporte A gestão é sintomática e de suporte. Foi demonstrado que a pomalidomida é removida por hemodiálise.

O perfil de sobredosagem exige uma avaliação médica imediata e gestão profissional, devido ao padrão clínico limitado documentado e à ausência de um antídoto específico. Consequentemente, todos os cuidados focam-se na aplicação de tratamento sintomático e de suporte, incluindo o potencial recurso a procedimentos de eliminação como a hemodiálise, que demonstrou em estudos ser capaz de remover o fármaco.

Usos terapêuticos de Pomalyst

O Pomalyst (pomalidomida) é uma opção terapêutica indicada para o tratamento de determinadas condições hematológicas. A sua utilização centra-se em populações específicas de doentes que já tenham recebido terapêuticas anteriores para a sua condição clínica.

Factos Rápidos: Domínios Terapêuticos

  • Mieloma Múltiplo (MM): O Pomalyst está indicado em combinação com a dexametasona para doentes adultos com MM que tenham recebido, pelo menos, dois regimes de tratamento anteriores, incluindo lenalidomida e um inibidor do proteassoma, e cuja doença tenha apresentado progressão.
  • Sarcoma de Kaposi (SK): O Pomalyst está também indicado para o tratamento de doentes adultos com SK relacionado com a SIDA após a falha da terapêutica antirretrovírica de elevada eficácia (HAART), ou para doentes adultos com SK que sejam VIH-negativos.

O medicamento é utilizado para apoiar o tratamento destas condições com base na eficácia demonstrada em contexto clínico. A continuidade do tratamento com este composto é um fator que depende da avaliação médica relativa à progressão da doença e à tolerabilidade do doente.

Para informações detalhadas sobre as indicações autorizadas e a utilização, consulte o documento oficial de Informação de Prescrição da FDA.

Critérios de utilização e restrições

Os critérios de elegibilidade para o Pomalyst (pomalidomida) estão estritamente estabelecidos pela documentação regulamentar oficial, que define as contraindicações absolutas e as condições de utilização.


Inelegibilidade Absoluta (Contraindicações)

O Pomalyst está contraindicado em duas populações principais. As mulheres grávidas não devem utilizar este medicamento devido ao elevado risco de malformações congénitas graves (Toxicidade Embrio-Fetal). Adicionalmente, o medicamento está contraindicado em doentes com antecedentes de hipersensibilidade grave, tais como angioedema ou anafilaxia, à pomalidomida ou a qualquer um dos excipientes do produto.


Regras de Idade e Utilização Condicional

A utilização está restrita à população de doentes adultos (com idade igual ou superior a 18 anos); a segurança e a eficácia em doentes pediátricos não foram estabelecidas.

A utilização, tanto em homens como em mulheres com potencial reprodutivo, é estritamente condicional à adesão às regras do programa obrigatório REMS, que exige restrições específicas de contraceção e de doação. Além disso, doentes com insuficiência hepática ou insuficiência renal grave que necessitem de diálise são elegíveis apenas sob utilização condicional, na qual a rotulagem oficial determina ações específicas relacionadas com o estado da sua função orgânica. A utilização também não é recomendada em combinação com anticorpos bloqueadores de PD-1 ou PD-L1 fora do âmbito de ensaios clínicos controlados.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Pomalyst com outros medicamentos e produtos

As informações regulamentares oficiais descrevem o perfil de interação do Pomalyst com base na sua função como substrato para enzimas metabólicas e sistemas de transporte específicos.


Interações Farmacocinéticas e Farmacodinâmicas

Tipo de Interação Agente de Interação Implicação Regulamentar (Resultado)
Inibição Metabólica Inibidores Fortes do CYP1A2 (ex: Fluvoxamina) Aumenta a exposição sistémica (AUC) do Pomalyst, exigindo gestão clínica ou evitamento.
Indução Metabólica Tabagismo / Consumo de Tabaco Reduz a exposição sistémica (AUC) do Pomalyst em aproximadamente 32% via indução do CYP1A2, podendo impactar a eficácia.
Sistema de Transporte Inibidores da Glicoproteína-P (P-gp) (ex: Sumo de Toranja) O Pomalyst é um substrato da P-gp, pelo que a coadministração com inibidores deve ser considerada devido ao risco de aumento da exposição.
Farmacodinâmica Depressores do SNC (ex: Opioides) Pode levar a efeitos aditivos, aumentando o risco de reações adversas neurológicas.

Restrições e Limitações Oficiais

A rotulagem regulamentar inclui uma advertência significativa relativa à combinação de Pembrolizumab com um análogo da talidomida e Dexametasona, devido a um aumento documentado do risco de mortalidade em doentes com mieloma múltiplo.

Doentes com Insuficiência Renal Grave que necessitem de Hemodiálise têm uma regra de administração obrigatória: o Pomalyst deve ser tomado após a conclusão da hemodiálise nos dias de diálise, uma medida exigida devido à alteração da depuração.

Tanto a Insuficiência Hepática como a Insuficiência Renal Grave requerem protocolos específicos de gestão de interações, uma vez que estas condições alteram a depuração e a exposição sistémica do Pomalyst.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Pomalyst

Destruição Direcionada de Proteínas via Cereblon O medicamento atua como um ligante de "cola molecular", ligando-se à proteína intracelular Cereblon (CRBN), um componente do complexo E3 ubiquitina ligase. Esta ligação altera a especificidade de substrato do complexo, forçando-o a ubiquitinar e a induzir a degradação proteassómica dos fatores de transcrição linfoides Ikaros (IKZF1) e Aiolos (IKZF3). A perda resultante destes fatores inicia uma cascata fisiológica caracterizada pela indução da morte celular programada (apoptose) em células específicas.

Modulação da Imunidade Celular Sistémica A degradação do IKZF1/IKZF3 nas células T remove um repressor transcricional, potenciando a produção de citocinas ativadoras, incluindo a Interleucina-2 (IL-2) e o Interferão-gama (IFN-gama). Esta cascata apoia o aumento da função citotóxica e a proliferação de células T e de células Natural Killer (NK), o que facilita o reforço da imunidade celular sistémica.

Interrupção do Suporte do Microambiente Simultaneamente, o medicamento modula o microambiente tecidular através da inibição da secreção de fatores pró-angiogénicos, como o Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF) e o Fator de Crescimento de Fibroblastos Básico (bFGF). Esta consequência fisiológica limita a formação de novos suprimentos vasculares, resultando na modulação do sistema de suporte vascular para o crescimento celular.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Pomalyst: Orientações Oficiais de Administração

O Pomalyst (pomalidomida) é administrado exclusivamente por via oral, através de uma cápsula dura. A sua utilização segue padrões cíclicos e contínuos durante períodos prolongados, conforme definido para o tratamento de condições hematológicas específicas.


Esquema de Administração e Posologia

A pomalidomida é geralmente tomada uma vez por dia, seguindo um esquema estruturado em ciclos repetidos de 28 dias. A posologia padrão envolve a toma diária da cápsula do Dia 1 ao Dia 21, seguida de um período de descanso de 7 dias. O tratamento continua até que a doença apresente progressão ou até que o doente manifeste uma toxicidade inaceitável.

Indicação Dose Inicial Recomendada de Pomalidomida Esquema Posológico (Ciclo de 28 dias)
Mieloma Múltiplo 4 mg uma vez por dia Dias 1–21
Sarcoma de Kaposi 5 mg uma vez por dia Dias 1–21

Condições de Toma e Modificações

As cápsulas devem ser engolidas inteiras com água e não podem ser partidas, mastigadas ou abertas. O medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos, aproximadamente à mesma hora todos os dias.

Instruções em Caso de Esquecimento de Dose: Se tiver decorrido menos de 12 horas desde a hora habitual da toma, o doente deve tomar a dose imediatamente; se tiverem passado mais de 12 horas, a dose esquecida deve ser ignorada. Os doentes nunca devem tomar duas doses simultaneamente para compensar uma dose esquecida.

Ajustes em Populações Específicas: Estão especificados esquemas de redução de dose para doentes com determinados graus de insuficiência hepática ou renal. Por exemplo, doentes com insuficiência renal grave que necessitem de hemodiálise devem tomar a sua dose após a conclusão do procedimento de diálise. Geralmente, não é necessário ajustar a dose de pomalidomida em idosos apenas com base na idade.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Pomalyst

A evidência científica oficial relativa ao Pomalyst deriva dos estudos que sustentaram a avaliação clínica do medicamento em patologias malignas específicas. Esta visão geral descreve a estrutura da investigação, os grupos de doentes estudados e os resultados medidos, utilizando dados reportados em documentos regulamentares oficiais e literatura científica revista por pares. A investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante; os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados.


Evidência para o uso em Mieloma Múltiplo

A base de investigação do Pomalyst no mieloma múltiplo incluiu ensaios clínicos de Fase III, aleatorizados e controlados. Estes estudos exploraram a utilização do Pomalyst em combinação com uma dose baixa de dexametasona em doentes adultos com mieloma múltiplo recidivante e refratário. Os doentes estudados tinham apresentado progressão da doença apesar de terem recebido, pelo menos, dois regimes de tratamento anteriores, incluindo lenalidomida e um inibidor do proteassoma.

A investigação examinou métricas primárias como a Sobrevivência Global (SG) e a Sobrevivência Livre de Progressão (SLP), que descrevem a duração da vida e o tempo até ao agravamento da doença, respetivamente. Os estudos monitorizaram a Taxa de Resposta Global (TRG), que é a percentagem de doentes cuja doença demonstrou uma redução mensurável. As análises dos dados reportaram diferenças medidas na mediana da SG e da SLP entre o regime de combinação e o regime de controlo. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, com os ensaios a reportarem padrões na TRG no grupo de combinação.


Evidência para o uso em Sarcoma de Kaposi

O Pomalyst foi avaliado em estudos de Fase I/II, de braço único e abertos, no contexto clínico do Sarcoma de Kaposi (SK). Estes estudos exploraram alterações de sintomas a curto prazo em doentes adultos com SK associado à SIDA que apresentaram progressão da doença após terapêutica antirretroviral de elevada eficácia (HAART), bem como em doentes com SK que são VIH-negativos. O principal resultado estudado foi a Taxa de Resposta Global (TRG), uma medição utilizada para descrever alterações na progressão da doença. Os estudos também monitorizaram a Duração da Resposta (DR), descrevendo o período de tempo durante o qual a alteração inicial medida foi mantida.


O Panorama da Investigação: Áreas de Incerteza

Relativamente ao ensaio clínico aleatorizado principal no mieloma múltiplo, uma limitação de investigação conhecida é o facto de alguns doentes no grupo de controlo terem sido autorizados a receber o regime com Pomalyst após a progressão da sua doença. Este cruzamento de doentes ("crossover") foi observado em alguns estudos, o que criou heterogeneidade na observação a longo prazo dos resultados de Sobrevivência Global entre os dois braços. A investigação principal para a indicação no Sarcoma de Kaposi, derivada de uma população pequena de doentes e de um design de estudo de braço único, significa que falta evidência comparativa. Isto implica que o grau de certeza permanece baixo quando comparado com ensaios clínicos aleatorizados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Pomalyst (FAQ)

P: Porque é que o Pomalyst acarreta um risco grave de malformações congénitas?

O medicamento é um análogo estrutural da talidomida, uma substância com um risco conhecido e grave de causar malformações congénitas severas. Devido a esta relação e ao mecanismo de ação do fármaco, o Pomalyst está oficialmente contraindicado na gravidez devido ao elevado risco de danos fetais. Esta medida de segurança é aplicada através de um programa obrigatório de gestão de riscos.

P: Existem alimentos ou suplementos específicos que devam ser evitados?

Os documentos oficiais referem que a exposição ao medicamento pode ser significativamente reduzida por fatores como o tabagismo. Existe também uma preocupação teórica relativa a substâncias que inibem a glicoproteína-P, como o sumo de toranja. Não são detalhadas outras restrições alimentares específicas nos principais documentos regulamentares.

P: Que tipo de monitorização (análises ao sangue, etc.) é habitualmente necessária durante a toma de Pomalyst?

As informações oficiais do produto exigem uma monitorização laboratorial frequente para gerir os riscos de segurança. Isto inclui hemogramas completos periódicos para verificar a existência de contagens baixas de células sanguíneas e testes mensais de função hepática devido ao risco de lesão hepática. É obrigatória a realização de testes de gravidez em mulheres com potencial reprodutivo.

P: Qual é a diferença geral entre a talidomida e a pomalidomida?

O Pomalyst (pomalidomida) é descrito nos documentos oficiais como um análogo estrutural de terceira geração da talidomida. Embora ambos os medicamentos pertençam à classe dos fármacos imunomoduladores, a pomalidomida apresenta uma potência aumentada e um mecanismo de ação diferenciado em comparação com a talidomida.

P: Qual é a definição oficial de "mieloma múltiplo refratário" para o qual o Pomalyst é utilizado?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais, o "mieloma múltiplo refratário" descreve uma população de doentes cuja doença progrediu após terem recebido pelo menos duas terapêuticas medicamentosas anteriores. Estes tratamentos prévios obrigatórios incluem especificamente a lenalidomida e um inibidor do proteassoma.

P: Existem efeitos a longo prazo associados a anos de utilização de Pomalyst?

Estudos e informações oficiais indicam que a utilização prolongada está associada a riscos documentados graves. Estes incluem o potencial de aparecimento de Segundas Neoplasias Primárias (o desenvolvimento de um novo cancro) e um risco contínuo de eventos tromboembólicos (coágulos sanguíneos).

P: Com que frequência são geralmente necessários ajustes na dose ao iniciar o Pomalyst?

Geralmente, não são necessários ajustes de dose baseados apenas na idade para adultos mais velhos. No entanto, a rotulagem oficial exige ajustes específicos no início da terapêutica para doentes com insuficiência renal grave ou insuficiência hepática pré-existente.

P: Como é que o Pomalyst é diferente de medicamentos semelhantes como o Revlimid (lenalidomida)?

Tanto o Pomalyst como a lenalidomida (Revlimid) pertencem à classe dos fármacos imunomoduladores. A indicação regulamentar do Pomalyst é específica para doentes cuja doença progrediu apesar de já terem recebido lenalidomida e outros tratamentos, sugerindo um papel terapêutico no contexto de doença refratária.

P: O Pomalyst interage com medicamentos comuns para a dor de venda livre?

A informação regulamentar oficial indica que o Pomalyst pode interagir com fármacos que causem sedação ou que sejam inibidores fortes da enzima CYP1A2. Embora a rotulagem não detalhe analgésicos comuns específicos de venda livre, recomenda-se precaução com qualquer fármaco que se enquadre nestas categorias.

P: Porque é que o Pomalyst é frequentemente prescrito juntamente com a dexametasona?

Segundo os documentos regulamentares oficiais, o Pomalyst é indicado em combinação com a dexametasona para o tratamento do mieloma múltiplo. Esta combinação foi o regime específico que provou ser eficaz nos ensaios clínicos que garantiram a aprovação regulamentar.

P: Quais são os sinais de contagens sanguíneas baixas relacionadas com o uso de Pomalyst?

Os documentos regulamentares identificam as contagens baixas, tais como a neutropenia (glóbulos brancos baixos) e a anemia (glóbulos vermelhos baixos), principalmente através da monitorização laboratorial obrigatória. No entanto, a redução de glóbulos brancos está associada a um maior risco de infeção, e a anemia pode causar sintomas como cansaço invulgar.

P: O Pomalyst interage com certos antibióticos?

A pomalidomida é metabolizada pela enzima CYP1A2. A informação oficial do produto especifica que a coadministração de Pomalyst com inibidores fortes desta enzima, que podem incluir certos antibióticos, pode aumentar a exposição ao Pomalyst no organismo.

P: O consumo de álcool pode afetar a segurança ou eficácia do Pomalyst?

Embora não esteja listada uma interação direta entre o fármaco e o álcool, o medicamento contém um aviso sobre o risco de hepatotoxicidade (lesão hepática). Dado que o consumo de álcool também pode afetar a função hepática, a informação oficial aconselha prudência na sua utilização combinada.

P: Porque é que o Pomalyst é tomado apenas durante 21 dias num ciclo de 28 dias?

O esquema de 21 dias de toma seguidos de 7 dias de descanso é o regime posológico recomendado estabelecido pelos ensaios clínicos. Este ciclo específico foi desenhado para equilibrar o benefício terapêutico do medicamento com os períodos de descanso necessários para gerir as toxicidades associadas ao fármaco.

P: O Pomalyst está associado a erupções cutâneas (rash)?

Sim, os documentos regulamentares oficiais referem que a erupção cutânea é uma reação adversa documentada associada ao Pomalyst. Estão incluídos avisos específicos de que erupções graves, como reações com bolhas ou esfoliativas, podem exigir a interrupção permanente do medicamento.

P: O que deve ser feito se alguém sentir tonturas graves enquanto toma Pomalyst?

A rotulagem inclui um Aviso e Precaução de que o medicamento pode causar tonturas ou confusão. A informação oficial indica que sintomas neurológicos graves, como desmaios ou problemas na fala, devem ser comunicados imediatamente.

P: Existem problemas conhecidos ao tomar remédios à base de ervas com o Pomalyst?

O metabolismo do Pomalyst envolve enzimas e sistemas de transporte específicos, como a enzima CYP1A2 e a glicoproteína-P. Os remédios à base de ervas que afetam estes sistemas podem, potencialmente, alterar a exposição ao Pomalyst no organismo.

P: O Pomalyst já está disponível como medicamento genérico?

Pomalyst é o nome comercial da substância ativa pomalidomida. De acordo com os dados de patentes e regulamentares oficiais, as versões genéricas do Pomalyst ainda não estão disponíveis para utilização nos Estados Unidos.

P: O Pomalyst afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Devido ao potencial de efeitos secundários no sistema nervoso central, tais como tonturas e confusão, é necessária precaução ao conduzir, utilizar máquinas ou realizar tarefas perigosas.

P: O Pomalyst tem impacto no apetite de uma pessoa?

De acordo com os dados documentados dos ensaios clínicos, a diminuição do apetite está listada como uma reação adversa associada ao tratamento com Pomalyst. Este efeito secundário é categorizado entre os efeitos muito comuns reportados pelos doentes.

P: O Pomalyst é utilizado em doentes que fizeram um transplante de células estaminais?

A indicação regulamentar oficial define a utilização com base no historial de falha de terapêuticas medicamentosas anteriores, especificamente lenalidomida e um inibidor do proteassoma. A rotulagem não proíbe a sua utilização em doentes que tenham sido submetidos anteriormente a um transplante de células estaminais.

P: Qual é o objetivo dos testes iniciais exigidos antes de começar o Pomalyst?

Os testes iniciais são exigidos para estabelecer parâmetros de saúde de referência antes do início da terapia. Isto inclui a obtenção de dois testes de gravidez negativos para mulheres com potencial reprodutivo e a determinação dos valores de base do hemograma completo e das provas de função hepática.

Como Pomalyst deve ser armazenado e descartado?

Instruções de Conservação e Eliminação do Pomalyst (Pomalidomida)

As cápsulas de Pomalyst devem ser conservadas a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C, sendo permitidas variações pontuais dentro desta faixa. O armazenamento deve ser feito longe do calor excessivo, da humidade e da congelação.

Manuseamento e Segurança

O medicamento deve ser mantido no seu recipiente original fechado e guardado fora do alcance das crianças. As cápsulas não devem ser abertas, partidas ou mastigadas. Caso o pó da cápsula entre em contacto com a pele ou com membranas mucosas, a área afetada deve ser lavada abundantemente com água e sabão (no caso da pele) ou lavada com água corrente (no caso das mucosas).

Requisitos de Eliminação

Devido à necessidade de um manuseamento seguro, as cápsulas de Pomalyst não utilizadas ou fora do prazo de validade devem ser devolvidas ao distribuidor, ao profissional de saúde ou à farmácia de dispensa para a sua destruição adequada. O medicamento não deve ser colocado no lixo doméstico nem eliminado através das águas residuais. Adicionalmente, os doentes não devem doar sangue ou esperma durante o tratamento e durante as quatro semanas seguintes à toma da dose final.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Pomalyst encontrado em:

ÍNDICE A-Z: