Polivy

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Polivy

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Polatuzumab vedotina
Forma farmacêutica Pó liofilizado para concentrado para solução para perfusão
Classe farmacológica Conjugado anticorpo-fármaco (ADC); Agente antineoplásico
Alvo Proteína CD79b nas células B
Origem Anticorpo monoclonal humanizado associado a uma toxina sintética

Polivy: Definição e Classificação Farmacêutica

Polivy é o nome comercial de um medicamento sujeito a receita médica cujo princípio ativo é a polatuzumab vedotina. Esta substância é classificada como um conjugado anticorpo-fármaco (ADC) avançado e um agente antineoplásico de nova geração. Este medicamento constitui uma forma de terapia dirigida que combina a especificidade de um anticorpo com a capacidade citotóxica de um fármaco para eliminar células. A estrutura da polatuzumab vedotina confirma a sua natureza dual como um componente biológico — um anticorpo monoclonal humanizado — ligado quimicamente a uma carga útil sintética.

Composição e Forma Farmacêutica da Polatuzumab Vedotina

A polatuzumab vedotina é estruturalmente composta por três elementos essenciais: o anticorpo de direcionamento, uma toxina celular potente e um conector clivável que os mantém unidos. A componente de direcionamento é o anticorpo Polatuzumab, concebido para se ligar especificamente à proteína CD79b que se encontra na superfície das células B, incluindo as células malignas. A carga citotóxica é a monometil auristatina E (MMAE), um agente antimitótico desenvolvido para interromper a divisão celular. O medicamento é fornecido sob a forma de pó liofilizado para solução para perfusão num frasco para injetáveis de dose única, sendo administrado através de perfusão intravenosa (IV) por um profissional de saúde. A inclusão da carga útil vedotina e do conector especializado é a característica distintiva desta plataforma inovadora de ADC.

Objetivo Terapêutico e Benefícios Gerais

O objetivo terapêutico geral deste medicamento é promover a destruição altamente específica e direcionada de células B malignas, uma estratégia clinicamente reconhecida pelo seu potencial no tratamento de certos linfomas agressivos. O fármaco é um agente direcionado à CD79b; após a ligação, é internalizado pela célula-alvo, onde o conector químico é dividido para libertar a carga tóxica de MMAE no seu interior. Este mecanismo focalizado interrompe a capacidade de proliferação da célula maligna e, em última análise, desencadeia a sua morte. Esta abordagem dirigida visa reduzir a população de células cancerígenas ao mesmo tempo que minimiza a exposição sistémica ao agente citotóxico, comparativamente a tratamentos sistémicos não direcionados, o que constitui o principal benefício geral da plataforma da polatuzumab vedotina.

Quais efeitos secundários são possíveis com Polivy?

Os possíveis efeitos secundários e as características de segurança da polatuzumab vedotina (Polivy) estão formalmente documentados em diversas categorias regulamentares, com base nas informações oficiais de prescrição.

Âmbito das Reações Adversas

As reações adversas são amplamente classificadas de acordo com a Classe de Sistemas de Órgãos (SOC) afetada e a frequência observada nas populações dos estudos clínicos. As preocupações de segurança recaem frequentemente nas categorias de Doenças do Sangue e do Sistema Linfático, Doenças do Sistema Nervoso e Infeções e Infestações.

Classificação Reações Adversas Representativas
Muito Frequentes (≥ 10%) Mielossupressão (Neutropenia, Anemia), Neuropatia Periférica, Fadiga, Diarreia, Náuseas, Pirexia (Febre).
Frequentes (1% a < 10%) Pneumonia, Reações Relacionadas com a Perfusão (RRP), Vómitos, Obstipação, Alopécia (Queda de cabelo).

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

O medicamento está associado a riscos designados como graves nos documentos regulamentares. Estes incluem a Mielossupressão grave ou fatal e Infeções Graves e Oportunistas, tal como o risco raro mas grave de Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP). Outras reações graves observadas são a Síndrome de Lise Tumoral (SLT) e a Hepatotoxicidade (lesão hepática).

A Neuropatia Periférica está especificamente documentada como uma toxicidade cumulativa que pode surgir logo no primeiro ciclo de tratamento. As Reações Relacionadas com a Perfusão podem ocorrer como um evento tardio até 24 horas após a administração.

Para populações específicas, as informações oficiais aconselham que a utilização em doentes com insuficiência hepática moderada ou grave deve ser evitada. Adicionalmente, o fármaco é classificado como tendo um risco de Toxicidade Embriofetal, o que exige medidas de precaução específicas para doentes com potencial reprodutivo.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar do Polivy (polatuzumab vedotina) aborda a sobre-exposição definindo as etapas obrigatórias para a gestão de toxicidades agudas e graves, que seriam a consequência primária de uma sobredosagem, uma vez que não está definido um síndrome de sobredosagem aguda específico.

Âmbito da Sobredosagem

Categoria Declaração Regulamentar Oficial
Apresentações de sobredosagem documentadas Geridas como a ocorrência de toxicidades graves de alto grau: Reações com risco de vida, Neuropatia Periférica de Grau 4 e Reações Relacionadas com a Perfusão (RRP) graves. Os sinais agudos podem incluir febre, arrepios, hipotensão (pressão arterial baixa) e dispneia (dificuldade respiratória).
Sistemas fisiológicos afetados Hematológico (Neutropenia ou Trombocitopenia graves), Nervoso (Neuropatia Periférica grave) e Imunitário (RRP graves).
Notas sobre populações específicas A administração deve ser evitada em doentes com insuficiência hepática moderada ou grave devido ao risco acrescido de toxicidade.

Declarações de Resposta de Emergência

Categoria Ação Determinada pelos Documentos Regulamentares
Quando é necessária ajuda médica Os doentes devem informar o médico ou enfermeiro imediatamente se sentirem quaisquer efeitos secundários graves após a administração. É necessária intervenção urgente perante uma reação com risco de vida.
Ações obrigatórias (Agudas) O Polivy deve ser interrompido imediata e permanentemente em caso de reação com risco de vida ou Neuropatia Periférica de Grau 4. A ocorrência de RRP exige a interrupção da perfusão e tratamento de suporte.
Informação sobre Antídoto Não existe um antídoto específico listado nas informações oficiais de prescrição.

Ligação ao Perfil Geral de Sobredosagem

Os documentos oficiais definem a abordagem à sobre-exposição determinando a cessação imediata e permanente do medicamento perante os eventos adversos mais graves e com risco de vida. A gestão desta condição foca-se na prestação de tratamento de suporte e na monitorização próxima de toxicidades hematológicas ou neurológicas graves, em vez de seguir um conjunto específico de protocolos de envenenamento.

Usos terapêuticos de Polivy

O que o Polivy trata: principais utilizações e benefícios

O Polivy é habitualmente utilizado para o Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB), uma patologia caracterizada pelo aumento do esforço fisiológico, tanto em doentes adultos recém-diagnosticados como naqueles com manifestações recorrentes ou episódicas. Este tratamento é aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, estando autorizado de acordo com as informações de aprovação regulamentar. O tratamento é utilizado na gestão de condições em que o objetivo principal é tratar a carga tumoral e apoiar o doente durante episódios difíceis, atenuando o sofrimento.

Este medicamento ajuda a abordar grupos de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, tais como sintomas que criam um esforço fisiológico percetível, como febre persistente, suores noturnos e perda de peso não planeada. O tratamento é relevante para aliviar sintomas relacionados com o desconforto físico, o que inclui manifestações como gânglios linfáticos aumentados e massas internas. Este processo apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas ao contribuir para a redução da carga global de sintomas.


Facto Rápido: Gestão de Suporte de Sintomas

O Polivy é frequentemente utilizado na gestão de condições que se apresentam como linfomas de células B agressivos, onde o objetivo é aliviar o peso dos indicadores sistémicos e dos efeitos de massa física, promovendo o conforto diário durante os períodos sintomáticos.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para a Utilização do Polivy

O Polivy está autorizado para utilização exclusiva em doentes adultos com idade igual ou superior a 18 anos, diagnosticados com formas específicas de Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) ou Linfoma de Células B de Alto Grau (LCBAG) para as quais o medicamento obteve aprovação. A segurança e a eficácia do Polivy não foram estabelecidas na população pediátrica (idade inferior a 18 anos) devido à inexistência de dados clínicos suficientes.


Restrições e Inelegibilidade

As diretrizes regulamentares determinam que o Polivy não deve ser administrado se o doente apresentar uma infeção grave ativa. Adicionalmente, a utilização deve ser evitada em doentes com insuficiência hepática moderada ou grave. O tratamento é restrito em indivíduos com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min), uma vez que não foi determinada uma dose oficial para este grupo específico de doentes.

O Polivy não é recomendado durante a gravidez devido ao potencial de danos para o feto; por conseguinte, é obrigatória a utilização de métodos de contraceção eficazes, tanto para doentes do sexo masculino como feminino, durante e após a terapia. As mulheres são também aconselhadas a não amamentar durante o tratamento e por um período determinado após a dose final. Doentes com neuropatia periférica preexistente são elegíveis para o tratamento, mas a sua condição requer uma supervisão clínica rigorosa.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil regulamentar oficial do Polivy define rigorosamente as interações com base na eliminação da sua componente citotóxica ativa, a monometil auristatina E (MMAE) não conjugada. Esta componente é um substrato documentado da enzima hepática CYP3A4 e do transportador de efluxo glicoproteína-P (P-gp). Estas interações estabelecidas criam restrições específicas para a administração conjunta com outros produtos.

Categoria de Interação Declaração Regulamentar Oficial
Impacto Metabólico A componente MMAE é um substrato da enzima hepática CYP3A4 e do transportador de efluxo glicoproteína-P (P-gp).
Modificadores de Exposição A administração conjunta com inibidores fortes do CYP3A pode aumentar a exposição à MMAE não conjugada, potenciando o risco de toxicidades. A administração conjunta com indutores fortes do CYP3A pode diminuir a exposição à MMAE não conjugada.
Restrição de Vacinas Vacinas vivas ou vivas atenuadas não devem ser administradas simultaneamente com o tratamento com Polivy.
Restrição de Administração O produto não deve ser misturado nem administrado em perfusão com outros fármacos, requerendo uma linha de perfusão exclusiva.
Restrição Populacional A administração em doentes com insuficiência hepática moderada ou grave (bilirrubina > 1,5 vezes o LSN) deve ser evitada devido ao potencial documentado de aumento da exposição à MMAE.

A estrutura de interações é determinada pela dependência metabólica do fármaco em relação à via do CYP3A4, o que resulta em restrições necessárias perante o uso concomitante de modificadores enzimáticos fortes. A restrição de utilização em casos de insuficiência hepática moderada a grave está oficialmente documentada devido ao risco acrescido de exposição sistémica à componente MMAE não conjugada.

Mecanismo de ação

Reconhecimento Direcionado e Entrega via CD79b

O mecanismo do Polivy inicia-se com a ligação precisa da sua componente de anticorpo, o Polatuzumab, à proteína CD79b na superfície da célula. Esta ligação inicia a endocitose mediada por recetores, internalizando todo o Conjugado Anticorpo-Fármaco (ADC) na célula-alvo. Esta ação altamente específica envolve mecanismos que regulam a sobrevivência e a proliferação celular.

Ativação Intracelular e Interrupção do Ciclo Celular

Após ser internalizado, o fármaco viaja até ao lisossoma da célula, onde proteases específicas (enzimas) clivam o conector químico, libertando a carga útil ativa, a Monometil auristatina E (MMAE), no citoplasma. A MMAE atua então sobre a tubulina, inibindo a sua polimerização em microtúbulos. Este mecanismo modifica etapas moleculares iniciais que resultam numa paragem mitótica sustentada no ponto de controlo G2/M. Este processo induz a apoptose (morte celular programada) e contribui para a eliminação da população de células visadas.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Polivy: Diretrizes Oficiais de Administração

A polatuzumab vedotina (Polivy) é administrada de acordo com um protocolo rigoroso e padronizado, baseado nas informações oficiais de prescrição regulamentar. A sua utilização é definida por uma via de administração fixa, uma fórmula de dosagem baseada no peso corporal e um esquema cíclico específico, garantindo uma aplicação uniforme em contexto clínico.


Âmbito da Administração

Característica Instrução Oficial
Via de Administração Deve ser administrado exclusivamente por perfusão intravenosa (IV); não se destina a injeção IV direta ou administração em bólus.
Esquema de Dosagem A dose inicial padrão é de 1,8 mg/kg de peso corporal. A dosagem não deve exceder os 240 mg por ciclo e inclui etapas obrigatórias de redução para 1,4 mg/kg e 1,0 mg/kg.
Frequência e Duração Administrado uma vez a cada 21 dias (Dia 1 do ciclo) para um curso fixo total de 6 ciclos.
Condições Especiais Deve ser utilizado em combinação com agentes quimioterápicos e biológicos específicos (por exemplo, os regimes R-CHP ou BR).

Regras Procedimentais de Administração

A administração envolve etapas procedimentais precisas que definem o ato físico de utilização:

A pré-medicação com um anti-histamínico e um antipirético deve ser administrada pelo menos 30 minutos antes da perfusão.

O pó liofilizado requer reconstituição e diluição utilizando diluentes específicos (ex. Cloreto de Sódio a 0,9%) até atingir uma concentração final entre 0,72 e 2,7 mg/mL.

A primeira perfusão é administrada ao longo de 90 minutos, podendo ser reduzida para 30 minutos em doses subsequentes se a perfusão inicial for bem tolerada.

O medicamento deve ser administrado através de uma linha de perfusão exclusiva equipada com um filtro estéril de 0,2 ou 0,22 micrómetros.

Em caso de doses em atraso, estas devem ser administradas o mais rapidamente possível, ajustando-se o esquema subsequente para manter o intervalo de 21 dias.

Este protocolo de utilização estruturado, incluindo a duração fixa de 6 ciclos e a obrigatoriedade de utilização combinada, define o quadro procedimental padronizado para a aplicação do Polivy, conforme estipulado pelas agências regulamentares.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos do Polivy

Esta secção apresenta uma visão geral sobre os tipos de estudos de investigação realizados com a Polatuzumab Vedotina, detalhando o que os investigadores analisaram e o que ainda se encontra sob estudo, com base em fontes regulamentares oficiais e literatura científica. Este conteúdo não constitui aconselhamento médico nem um guia de tratamento.


Evidência para Utilização em Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) Recentemente Diagnosticado

A investigação para esta utilização baseou-se principalmente num grande Ensaio Clínico Controlado e Aleatorizado (RCT) de Fase 3 de âmbito internacional. Esta investigação foi avaliada em adultos com LDGCB que não tinham recebido tratamento prévio. O foco principal da investigação consistiu no acompanhamento do tempo até a doença agravar, regressar ou ocorrer o óbito, o que é designado por Sobrevivência Livre de Progressão (SLP). Os estudos foram desenhados para medir resultados como a SLP e a Sobrevivência Global (SG).

A análise primária do ensaio centrou-se nas medições do parâmetro de avaliação SLP, mas observou-se que as medições do parâmetro de avaliação SG não apresentaram uma diferença estatisticamente significativa entre os dois braços no relatório principal. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, estando em curso um acompanhamento para recolher dados de sobrevivência mais completos. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e os dados relativos a determinados grupos permanecem insuficientes.


Evidência para Utilização em Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) Recidivante ou Refratário

A investigação inicial que apoia esta utilização foi observada num Ensaio de Fase 2 aleatorizado e de menor dimensão. Esta investigação foi avaliada em doentes adultos, muitos dos quais eram mais velhos e considerados inelegíveis para procedimentos de alta intensidade, e que tinham recebido pelo menos dois regimes de tratamento anteriores. Os principais resultados analisados pela investigação foram a taxa de Resposta Completa (desaparecimento de sinais mensuráveis da doença) e a duração dessa resposta. As conclusões descrevem padrões observados nestes resultados para doentes inseridos neste grupo fortemente pré-tratado.

Dado que o ensaio principal para esta indicação utilizou uma amostra de doentes relativamente pequena, a aprovação regulamentar foi concedida com base num estudo menor, o que indica que os dados ainda estão a emergir. Os resultados aplicam-se primordialmente aos doentes específicos incluídos no estudo. Estudos observacionais subsequentes, que analisam contextos de vida real, contribuem para a compreensão dos padrões de sintomas em populações que eram frequentemente mais complexas do que as incluídas nos ensaios clínicos principais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Polivy (FAQ)

P: O Polivy é considerado um medicamento de quimioterapia?

R: O Polivy é classificado como um Conjugado Anticorpo-Fármaco (ADC), que é um tipo de terapia alvo. Este medicamento liga um anticorpo monoclonal, que é um agente biológico, diretamente a um agente citotóxico potente (MMAE) que elimina as células cancerígenas. Embora a função deste agente citotóxico esteja frequentemente associada aos medicamentos de quimioterapia tradicionais, o Polivy liberta a sua carga terapêutica de uma forma mais direcionada.


P: Os efeitos secundários do Polivy costumam desaparecer após a interrupção do tratamento?

R: A recuperação dos efeitos secundários varia consoante o evento adverso específico. Por exemplo, os documentos regulamentares oficiais indicam que o tipo mais comum de lesão nervosa (neuropatia periférica) melhorou ou resolveu-se em muitos doentes integrados nos estudos clínicos. Esta resolução ocorreu, em média, entre 1 a 4 meses após o início dos sintomas. As preocupações sobre a duração dos efeitos secundários são habitualmente abordadas pela equipa de saúde do doente.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao Polivy?

R: As informações oficiais do produto referem que a neuropatia periférica é uma toxicidade cumulativa, o que significa que o risco pode aumentar ao longo do tratamento. Além disso, destaca-se o potencial para eventos adversos raros mas graves, como a Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP), que é uma infeção cerebral grave. A saúde a longo prazo é habitualmente avaliada pelos profissionais de saúde durante e após o tratamento.


P: A que sinais devo estar atento durante o tratamento com Polivy?

R: As informações oficiais de segurança aconselham os doentes a estarem alerta a sinais específicos de potenciais complicações. Estes podem incluir sintomas de reações relacionadas com a perfusão (como febre, arrepios ou erupção cutânea), indicadores de uma infeção grave (como febre ou tosse persistente) e sinais de problemas hepáticos (incluindo cansaço extremo, urina escura ou amarelecimento da pele). Reportar quaisquer sintomas novos ou o agravamento dos mesmos ao médico assistente é o procedimento padrão.


P: As dores de cabeça são um sinal de um efeito secundário grave do Polivy?

R: As dores de cabeça têm sido reportadas como um efeito secundário comum em doentes que recebem este tratamento. No entanto, nos documentos oficiais de segurança, as dores de cabeça não são listadas como um sintoma primário ou definidor dos eventos adversos mais graves, como a Síndrome de Lise Tumoral ou lesão hepática grave. Uma dor de cabeça intensa ou persistente deve ser comunicada à equipa de saúde.


P: Que tipo de infeções são comuns ao tomar Polivy?

R: Dado que o Polivy pode afetar o sistema imunitário, os documentos regulamentares referem que os doentes podem ter um risco acrescido de infeção. As infeções comuns reportadas nos estudos clínicos incluem pneumonia, várias infeções por vírus herpes e infeções do trato respiratório superior. Os documentos regulamentares classificam o risco de infeção como grave, o que significa que os doentes são habitualmente monitorizados de perto pela sua equipa de saúde.


P: O Polivy interage com analgésicos comuns?

R: As informações oficiais referem que a carga ativa do fármaco é decomposta pela enzima CYP3A4 no fígado. Os avisos de interação medicamentosa focam-se em evitar inibidores ou indutores fortes desta enzima. O rótulo não menciona especificamente analgésicos comuns pelos seus nomes comerciais, mas é importante que os doentes informem o seu médico sobre todos os medicamentos concomitantes que estejam a tomar.


P: Que tipo de vitaminas ou suplementos devo evitar enquanto estiver a tomar Polivy?

R: O metabolismo da componente ativa do fármaco envolve o sistema enzimático CYP3A4. Por conseguinte, as advertências regulamentares aconselham cautela em relação a quaisquer vitaminas, remédios herbáceos ou suplementos conhecidos por atuarem como inibidores ou indutores fortes desta enzima. Espera-se habitualmente que os doentes forneçam a lista completa de suplementos à sua equipa de saúde para revisão.


P: O tratamento com Polivy afeta a fertilidade?

R: Com base no seu mecanismo de ação e em informações de estudos não clínicos, o Polivy pode ter o potencial de comprometer a fertilidade em doentes do sexo masculino e feminino. Por este motivo, a rotulagem regulamentar oficial especifica que é necessária contraceção eficaz para homens e mulheres durante o tratamento e durante um período após a dose final.


P: Qual é a percentagem da taxa de sucesso mencionada nos estudos do Polivy?

R: Os resultados dos ensaios clínicos oficiais são frequentemente reportados utilizando parâmetros de avaliação que medem a eficácia, tais como a Sobrevivência Livre de Progressão (SLP), a Sobrevivência Global (SG) e a taxa de Resposta Completa (RC). Os documentos regulamentares descrevem resultados quantitativos específicos para estes parâmetros, que podem ser consultados nos resumos dos estudos clínicos do rótulo oficial do produto.


P: O que é o regime 'Pola-R-CHP' que vejo mencionado online?

R: O regime 'Pola-R-CHP' refere-se à combinação de Polivy com vários outros agentes aprovados para o tratamento de Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) sem tratamento prévio. Estes agentes são um produto de rituximab, ciclofosfamida, doxorrubicina e prednisona.


P: Como é administrado o Polivy — através de um acesso central ou de uma via IV comum?

R: O Polivy é administrado exclusivamente como uma perfusão intravenosa (IV) através de uma linha de perfusão dedicada que inclui um filtro estéril. As instruções oficiais exigem uma linha dedicada, mas não obrigam a um tipo específico de acesso intravenoso, como um acesso venoso central ou uma via periférica comum, para todos os doentes.


P: A toma de Polivy requer análises ao sangue frequentes?

R: Sim, os documentos regulamentares aconselham que os hemogramas completos devem ser monitorizados antes de cada dose de Polivy. Esta monitorização é necessária devido ao risco documentado de mielossupressão, que envolve reduções graves nas contagens de células sanguíneas (como glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas).


P: Porque é que os médicos verificam a Hepatite B antes de iniciar o Polivy?

R: As informações oficiais do produto aconselham a avaliação e monitorização cuidadosa de doentes que apresentam risco de reativação do Vírus da Hepatite B (VHB). Esta precaução é mencionada porque este tipo de tratamento pode potencialmente aumentar o risco de infeções graves, incluindo a possibilidade de um vírus latente, como o da Hepatite B, se tornar ativo novamente.


P: O Polivy é um tipo de imunoterapia?

R: O Polivy é classificado como um Conjugado Anticorpo-Fármaco (ADC) e uma forma de terapia alvo. Uma vez que utiliza um anticorpo monoclonal, um agente biológico concebido para visar especificamente uma proteína nas células cancerígenas, o seu mecanismo está relacionado com a classe mais ampla de medicamentos frequentemente designada como imunoterapia.


P: Quais são os sinais de uma reação à perfusão do Polivy?

R: Os sinais de uma reação relacionada com a perfusão podem ocorrer durante a perfusão ou até 24 horas após a mesma. Estes sinais podem incluir febre, arrepios, erupção cutânea, problemas respiratórios, tensão arterial baixa ou urticária. As informações oficiais de segurança indicam que os doentes devem ser monitorizados de perto durante e após a perfusão.


P: Porque é que são administrados esteroides com o Polivy?

R: Os esteroides, como a prednisona, são habitualmente administrados como parte do regime de combinação (por exemplo, R-CHP) que é necessário ao administrar Polivy para LDGCB sem tratamento prévio. O esteroide é uma parte ativa do regime utilizado para tratar o linfoma e não está especificamente listado como uma pré-medicação para a perfusão de Polivy propriamente dita.


P: O Polivy é utilizado para tratar o linfoma de Hodgkin?

R: De acordo com as indicações regulamentares oficiais, o Polivy está autorizado para utilização apenas em tipos específicos de Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) ou Linfoma de Células B de Alto Grau (LCBAG). Não possui indicação para o tratamento do linfoma de Hodgkin.


P: Vou precisar de ficar internado no hospital para as perfusões de Polivy?

R: As perfusões de Polivy são habitualmente realizadas num ambiente de ambulatório. As instruções oficiais exigem que os doentes sejam monitorizados durante, pelo menos, 90 minutos após a perfusão inicial e durante, pelo menos, 30 minutos após todas as perfusões subsequentes. O internamento hospitalar não faz parte do protocolo de procedimento padrão.

Como Polivy deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Polivy (polatuzumab vedotina)

Frascos por reconstituir: Os frascos de Polivy devem ser conservados no frigorífico, entre 2 °C e 8 °C, e mantidos na embalagem de origem para proteger da luz. Os frascos e as soluções preparadas não devem ser congelados nem agitados.

Estabilidade e Limites de Tempo: A solução reconstituída deve ser diluída num prazo máximo de 48 horas, se estiver sob refrigeração, ou no prazo de 8 horas, se estiver à temperatura ambiente. O tempo total de conservação da solução diluída final depende do diluente utilizado e não deve exceder os limites especificados.

Eliminação e Manuseamento: O Polivy está classificado como um fármaco citotóxico e perigoso. Devem ser seguidos os procedimentos especiais de manuseamento e eliminação aplicáveis a resíduos citotóxicos. Qualquer produto não utilizado ou material residual deve ser eliminado de acordo com os requisitos institucionais e locais. Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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