Plegridy

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Plegridy

Método de ação: Immunostimulants

Opção de tratamento: Multiple Sclerosis

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Plegridy

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Peginterferão beta-1a
Forma farmacêutica Solução injetável (seringa ou caneta pré-cheia)
Classe farmacológica Interferão, Imunomodulador
Utilização comum Tratamento de formas recorrentes de esclerose múltipla
Origem Proteína recombinante, quimicamente modificada (PEGuilada)

Que Tipo de Medicamento é o Peginterferão Beta-1a?

O peginterferão beta-1a é um medicamento de receita médica obrigatória classificado como um fármaco modificador da doença (FMD). Pertence especificamente à classe farmacológica dos interferões, que é um subgrupo dos imunomoduladores. Este medicamento está indicado para adultos com formas recorrentes de esclerose múltipla (EM), incluindo a síndrome clinicamente isolada, a doença remitente-recorrente e a doença secundária progressiva ativa. A conclusão geral é que este tipo de terapia de base proteica atua na regulação da atividade subjacente do sistema imunitário que impulsiona o processo da doença, um princípio apoiado por estudos farmacológicos.


De que é Composto o Peginterferão Beta-1a?

A substância ativa é o peginterferão beta-1a, uma proteína humana recombinante altamente especializada que foi alterada quimicamente a partir da sua forma natural. A característica distintiva é a PEGuilação, a conjugação covalente da molécula terapêutica de interferão beta-1a a uma cadeia inerte de polietilenoglicol (PEG). Esta modificação é o fator chave que o diferencia de outros interferões não peguilados utilizados para a mesma condição. A forma farmacêutica resultante é uma solução injetável estéril, límpida e incolor, geralmente fornecida num dispositivo de seringa pré-cheia ou caneta pré-cheia.


Por que razão o Peginterferão Beta-1a é Quimicamente Modificado?

A modificação por PEGuilação confere ao fármaco uma vantagem crucial: uma semivida prolongada em comparação com análogos não peguilados. A fixação da unidade de PEG protege a proteína ativa de ser eliminada rapidamente pelo organismo através de processos como a proteólise ou a eliminação renal excessiva. Esta modificação é central na conceção do fármaco, pois assegura uma presença sustentada e consistente do imunomodulador na corrente sanguínea, permitindo uma regulação eficaz e prolongada das respostas imunitárias prejudiciais associadas à EM. Esta atividade farmacológica alargada é clinicamente reconhecida por permitir um esquema de administração menos frequente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Plegridy?

O perfil de segurança do Peginterferão beta-1a (Plegridy) é definido por reações adversas oficialmente documentadas e por condicionantes regulamentares específicas.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos observados com maior frequência são classificados como Muito Frequentes e estão habitualmente relacionados com a resposta imunitária ou com o local de administração. Estes incluem sintomas pseudogripais (como dores de cabeça, febre, calafrios e dores musculares) e reações no local de injeção (eritema/vermelhidão, dor ou prurido). Estes efeitos são tipicamente mais acentuados no início da terapia e tendem a diminuir com a continuação do tratamento, um padrão registado na documentação regulamentar.

Os efeitos Frequentes incluem náuseas, vómitos, alopecia (queda de cabelo) e depressão. Outros efeitos, como a trombocitopenia e as convulsões, são classificados como Pouco Frequentes, enquanto eventos raros como a Microangiopatia Trombótica (MAT) e a insuficiência hepática grave estão oficialmente documentados como Raros.


Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

As informações oficiais listam várias reações adversas graves. Estas envolvem diversos sistemas orgânicos, incluindo o sistema Hepatobiliar (lesão hepática grave), o sistema Psiquiátrico (surgimento ou agravamento de depressão e ideação suicida) e o sistema Cardiovascular (insuficiência cardíaca congestiva e risco de Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), que pode ocorrer anos após o início do tratamento).

Os regulamentos determinam restrições e monitorização de segurança específicas. Estas incluem a necessidade de monitorização regular de hemogramas completos e de testes de função hepática para observar os riscos documentados. Além disso, o início do tratamento está contraindicado durante a gravidez e em doentes com depressão grave atual ou ideação suicida.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações fornecidas nesta secção derivam estritamente da informação oficial regulamentar e não substituem o aconselhamento médico profissional.


Perfil Oficial de Sobredosagem para o Plegridy

Sintomas e Efeitos de Sobredosagem

A informação oficial indica que uma sobredosagem de Plegridy (peginterferão beta-1a) pode levar a um aumento dos sintomas pseudogripais em comparação com o que um doente sentiria normalmente durante o tratamento. Os documentos regulamentares referem que este agravamento dos sintomas de tipo gripal não representa uma preocupação de segurança relacionada com toxicidade aguda. Para contextualização, num caso que envolveu uma sobredosagem de interferão beta-1a não peguilado, os sintomas relatados limitaram-se a mal-estar e eritema (vermelhidão) cutâneo.

Quando Procurar Ajuda Médica Imadiata

Se considerar que ocorreu uma sobredosagem, deve contactar imediatamente o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) para obter aconselhamento. Os serviços de emergência imediata (o 112 em Portugal) devem ser contactados se o indivíduo que sofreu a sobredosagem tiver colapsado, sofrido uma convulsão, apresentar dificuldades respiratórias ou se não for possível acordá-lo.

Considerações de Saúde Mental

Os doentes que utilizam Plegridy devem estar cientes de que a depressão e a ideação suicida são riscos potenciais associados aos produtos de interferão beta. Todos os doentes devem comunicar imediatamente qualquer sintoma de depressão ou de ideação suicida ao seu profissional de saúde.


Resumo das Orientações de Emergência

Ação Situação
Ligar para a Emergência (112) Colapso, convulsão, dificuldade em respirar ou incapacidade de acordar.
Contactar o Centro Antivenenos (CIAV) Suspeita de sobredosagem ou sintomas como mal-estar ou reação cutânea (eritema).
Contactar o Profissional de Saúde Quaisquer sinais de depressão ou ideação suicida.

Usos terapêuticos de Plegridy

De acordo com as informações oficiais, o peginterferão beta-1a é um tratamento modificador da doença de longo prazo indicado para adultos com formas recorrentes de esclerose múltipla (EM). Isto inclui a síndrome clinicamente isolada (SCI), a doença remitente-recorrente (EMRR) e a doença secundária progressiva ativa (EMSP).

Este medicamento é geralmente aplicado em áreas terapêuticas onde é necessário um apoio sintomático adicional para lidar com sintomas que interferem no funcionamento diário, ajudando a gerir a recorrência de crises neurológicas agudas, conhecidas como surtos.

“O tratamento apoia a manutenção da estabilidade funcional em contextos clínicos que envolvem desafios neurológicos crónicos e contribui para o suporte da estabilidade funcional durante os períodos sintomáticos.”

O tratamento poderá auxiliar na alteração da história natural da doença e pode ajudar a abrandar o ritmo de progressão da incapacidade ao longo do tempo, o que é relevante em condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes. Além disso, a terapia é utilizada para controlar a formação de lesões cerebrais novas ou ativas, o que auxilia na gestão dos riscos associados a futuras manifestações neurológicas e ajuda a manter a estabilidade funcional.


Facto Rápido: Alívio para Sintomas Episódicos

Este medicamento é relevante para condições caracterizadas por períodos de agravamento dos sintomas e é comummente utilizado para ajudar na gestão da recorrência de crises neurológicas agudas que causam uma sobrecarga funcional temporária. Ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais evidentes.

Critérios de utilização e restrições

O Plegridy é indicado para o tratamento de adultos com formas recorrentes de esclerose múltipla (EM). O seu perfil regulamentar oficial define rigorosamente as populações elegíveis e estabelece exclusões e precauções claras com base no estado clínico e na idade.

Populações Excluídas da Utilização

Este medicamento está contraindicado em doentes com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade ao peginterferão, ao interferão beta ou a qualquer outro componente da formulação. Adicionalmente, as autoridades reguladoras estipulam que o medicamento está contraindicado em doentes com depressão grave atual e/ou ideação suicida.

Restrições por Idade e Comorbilidades

Grupo Etário ou Condição Estatuto Regulamentar
Doentes Pediátricos (<18 anos) Utilização não estabelecida ou não recomendada.
Idosos (>65 anos) A segurança e eficácia não foram suficientemente estudadas.
Insuficiência Renal Grave A utilização requer precaução e monitorização de reações adversas.
Gravidez e Amamentação Pode ser considerado durante a gravidez se clinicamente necessário. Pode ser utilizado durante a amamentação.

Os doentes com antecedentes de perturbações depressivas ou certas patologias cardíacas requerem uma monitorização estreita durante a terapia, embora estas situações não constituam uma contraindicação absoluta para o uso do fármaco.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Âmbito das Interações

As categorias de produtos medicinais com interações documentadas incluem: agentes hepatotóxicos (incluindo o álcool), agentes mielossupressores, fármacos com ação no SNC (relacionados com o risco de depressão ou ideação suicida), substratos do citocromo P450 e vacinas vivas.

Medicamentos específicos com interações listadas: Etanol (álcool), derivados da teofilina e zidovudina.

A base mecanística das interações reside na toxicidade orgânica aditiva (farmacodinâmica) e na diminuição do metabolismo de fármacos coadministrados, resultante da modulação das enzimas do citocromo P450 pelo interferão.

Quanto a regras de temporização, não existem requisitos documentados que exijam a separação horária obrigatória entre as administrações. Relativamente a populações específicas, a insuficiência renal grave está associada a um aumento da exposição sistémica ao fármaco e ao prolongamento da sua semivida. Não foram realizados estudos em doentes com insuficiência hepática.

Existem restrições formais de interação: a utilização está formalmente contraindicada em alguns regulamentos europeus para doentes com depressão grave ativa e/ou ideação suicida.


Classificação das Interações

A classificação de gravidade das interações inclui combinações contraindicadas (baseadas na condição clínica) e interações categorizadas como Advertências e Precauções devido ao risco aditivo (por exemplo, hepatotoxicidade ou mielossupressão). Estas diretrizes baseiam-se na informação oficial e no Resumo das Características do Medicamento.

É necessária precaução na coadministração com agentes que possuam potencial hepatotóxico ou mielossupressor, dado o risco cumulativo para o fígado ou para as células sanguíneas.


Consequências Clínicas das Interações

As diretrizes oficiais confirmam que o etanol ou outros agentes hepatotóxicos podem aumentar o risco de lesão hepática grave. Existe o potencial de redução do metabolismo de fármacos coadministrados, como os derivados da teofilina, cuja eliminação (depuração) pode ser alterada pelo interferão. A insuficiência renal grave provoca um aumento da exposição ao medicamento. No geral, a classificação das interações enfatiza as contraindicações baseadas na condição clínica e na toxicidade orgânica aditiva, em vez de listas extensas de interações metabólicas.

Mecanismo de ação

O mecanismo farmacodinâmico do Peginterferão beta-1a é definido pela sua ação agonista em alvos celulares específicos e por uma modificação estrutural que prolonga a sua presença no organismo.


Agonismo do Recetor de Interferão e Modulação do Sistema Imunitário

O peginterferão beta-1a atua ligando-se ao Recetor de Interferão de Tipo I na superfície da célula, o que desencadeia a cascata de sinalização JAK-STAT. Esta cascata molecular modula a expressão de genes específicos relacionados com a imunidade, resultando numa alteração no perfil de sinalização dos mediadores imunitários: aumenta as citocinas anti-inflamatórias enquanto diminui as citocinas pró-inflamatórias. Esta ação modula as cascatas de sinalização e limita a capacidade funcional destrutiva das células imunitárias.


Influência na Integridade da Barreira Hematoencefálica (BHE)

Os efeitos imunomoduladores também têm impacto na integridade funcional da Barreira Hematoencefálica (BHE). Este mecanismo atua no sentido de estabilizar a integridade da barreira, o que restringe a migração e infiltração de células imunitárias ativadas, como as células T, da corrente sanguínea para o tecido do Sistema Nervoso Central (SNC). Esta ação limita a carga inflamatória e a subsequente infiltração celular no compartimento do SNC.


Longevidade Mecanística através da PEGuilação

A molécula é modificada quimicamente através da peguilação, que envolve a ligação covalente de uma cadeia de Polietilenoglicol (PEG). Esta característica estrutural é uma parte fundamental do mecanismo, uma vez que a componente PEG reduz fisicamente a velocidade a que a molécula ativa é degradada e eliminada do corpo. Esta modificação mantém a atividade farmacológica por um período prolongado, apoiando o agonismo contínuo dos recetores e a modulação das vias biológicas.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Plegridy é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

O Plegridy (peginterferão beta-1a) é administrado como um tratamento modificador da doença de longo prazo, seguindo diretrizes regulamentares rigorosas que definem a sua via, frequência e esquema posológico. O medicamento é fornecido como uma solução injetável estéril de utilização única, disponível em caneta pré-cheia ou em seringa pré-cheia.


Administração e Frequência

Instrução Detalhe
Via de Administração Injeção subcutânea (SC) ou injeção intramuscular (IM).
Padrão de Frequência Uma vez a cada 14 dias, tanto para a fase de titulação como para a dose de manutenção.
Duração do Tratamento Destinado a uma utilização terapêutica contínua e de longo prazo.

Protocolo de Dose e Titulação

O regime padrão para adultos exige uma fase de titulação obrigatória para atingir gradualmente a dosagem total de manutenção, um processo que visa gerir a resposta inicial do doente. Todo o protocolo baseia-se num intervalo de 14 dias:

  • Dose 1 (Dia 1): 63 microgramas (mcg).
  • Dose 2 (Dia 15): 94 mcg.
  • Dose de Manutenção (Dia 29 e seguintes): 125 mcg.

Requisitos Pré-Injeção e Restrições Procedimentais

A utilização correta dita que a solução de utilização única deve atingir a temperatura ambiente durante aproximadamente 30 minutos antes da injeção, sem recorrer a fontes de calor externas. Um requisito procedimental crucial é a rotação do local de injeção (coxa, abdómen ou parte superior do braço) em cada administração, conforme indicado nas informações de prescrição, para ajudar a manter a integridade da pele. No caso de uma dose esquecida, esta deve ser administrada o mais rapidamente possível; contudo, não devem ser administradas duas doses num período de 7 dias, de modo a manter o esquema quinzenal pretendido.

Regras Específicas para Populações: As informações oficiais aconselham a monitorização de reações adversas em doentes com insuficiência renal grave, embora não esteja definido um ajuste numérico específico da dose nas diretrizes gerais de dosagem. A segurança e eficácia não foram estabelecidas para indivíduos com idade inferior a 18 anos.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Panorama dos Estudos sobre o Peginterferão Beta-1a


Evidência nas Formas Recorrentes de Esclerose Múltipla (EMR)

A investigação sobre a utilização do Peginterferão Beta-1a foi conduzida primordialmente através de ensaios clínicos controlados de grande escala. Estes estudos, habitualmente designados por Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA), analisaram a forma como o medicamento se relaciona com o curso das formas recorrentes de esclerose múltipla (EM) num período de curto prazo, geralmente cerca de um ano. As populações observadas incluíram adultos com EM Surto-Remissão (EMSR), doentes que experienciaram um primeiro episódio sugestivo de EM (Síndrome Clínica Isolada, ou SCI) e indivíduos com EM Secundária Progressiva (EMSP) ativa.

Estes estudos fundamentais examinaram resultados centrais relacionados com a atividade da doença. Isto incluiu a monitorização de alterações episódicas ou agudas, especificamente a frequência de surtos. Os investigadores também acompanharam as alterações na incapacidade física ao longo do tempo, refletindo resultados relacionados com o desconforto físico e o funcionamento diário. Os estudos reportam como os sintomas evoluíram nas populações observadas durante o período inicial do ensaio, contribuindo para o panorama geral da evidência científica.


Estudos de Longo Prazo e Dados de Seguimento Alargado

Após os ensaios aleatorizados iniciais de curto prazo, os participantes tiveram frequentemente a oportunidade de transitar para estudos de extensão abertos (open-label), onde continuaram a utilizar o agente em estudo por um período mais longo. Nestes estudos, avaliou-se de que forma os resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional foram observados ao longo de períodos que se estenderam por vários anos. Esta investigação de mais longo prazo explorou o conceito de estabilidade funcional ou padrões de baixa atividade de surtos em intervalos de tempo alargados.

Embora os estudos principais originais tenham fornecido evidência altamente controlada para os resultados a curto prazo, os ensaios de seguimento alargado têm características diferentes. Estes são, geralmente, menos controlados e frequentemente sujeitos à autoseleção dos participantes, o que significa que a qualidade da evidência varia entre os estudos ao longo do tempo. É importante compreender que os efeitos a longo prazo não estão estabelecidos com o mesmo grau de certeza que as descobertas iniciais a curto prazo.


Populações Estudadas e Lacunas na Investigação

A investigação sobre o Peginterferão Beta-1a focou-se predominantemente em adultos com EM. No entanto, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas nos ensaios primários. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Por exemplo, verificou-se um número limitado de indivíduos com idade superior a 65 anos, o que significa que as conclusões dos subgrupos são incertas para esta população mais idosa. Da mesma forma, a investigação em crianças (populações pediátricas) não foi o foco principal destes ensaios clínicos fundamentais.

Uma área onde a evidência comparativa é escassa prende-se com a ausência de ensaios aleatorizados diretos (head-to-head) contra todas as outras terapias modificadoras da doença atualmente aprovadas. Isto significa que as comparações entre tratamentos dependem frequentemente de métodos analíticos indiretos. A evidência destaca o que é conhecido — e o que permanece incerto — sobre a aplicação diversificada e a longo prazo deste agente na totalidade da população com EM recorrente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Plegridy (FAQ)

Q: Qual é a informação oficial sobre a conservação do Plegridy em caso de falha de energia ou desvio de temperatura?

A informação oficial do produto estipula que o Plegridy deve ser conservado no frigorífico. Caso ocorra uma falha de energia ou um desvio de temperatura, o medicamento pode ser mantido fora do frigorífico até um máximo de 25 °C por um período total máximo de 30 dias. É fundamental que o produto nunca congele. Se o fármaco tiver sido congelado ou tiver sido mantido à temperatura ambiente além do limite de 30 dias, os documentos oficiais recomendam que o mesmo seja eliminado.

Q: O Plegridy pode causar queda de cabelo temporária?

A queda de cabelo (alopecia) está listada nos documentos regulamentares como um efeito secundário Frequente do Plegridy. Embora a rotulagem do Plegridy não utilize explicitamente a palavra "temporária", a informação oficial indica que a perda de cabelo é considerada um efeito secundário comum.

Q: As convulsões são um efeito secundário possível do Plegridy?

Os avisos oficiais referem que as convulsões são um efeito secundário possível associado à utilização de medicamentos à base de interferão beta. O risco de convulsões está assinalado na secção de Advertências e Precauções da rotulagem. Nos estudos clínicos do Plegridy, a incidência relatada de convulsões foi muito baixa, ocorrendo em menos de 1% dos doentes.

Q: O que é a necrose no local de injeção?

A informação regulamentar descreve a necrose no local de injeção como uma área de danos graves na pele ou uma infeção cutânea localizada que requer tratamento médico imediato. Este é considerado um evento muito raro; por exemplo, num dos estudos clínicos, ocorreu em apenas um doente num universo de 1468.

Q: Quanto tempo após iniciar o Plegridy podem os doentes esperar ver resultados baseados nos estudos?

Os ensaios clínicos do Plegridy mediram resultados fundamentais, como a frequência de surtos e a progressão da incapacidade, ao longo de um período de estudo de cerca de um ano. Embora estes estudos forneçam evidência sobre o efeito do fármaco durante o tratamento, a informação oficial não define um prazo específico para quando um doente individual possa esperar notar resultados terapêuticos.

Q: O Plegridy é contraindicado para pessoas com antecedentes de problemas cardíacos?

A rotulagem oficial não lista antecedentes de problemas cardíacos como uma contraindicação absoluta (uma exclusão). No entanto, os documentos regulamentares referem que doentes com doença cardíaca significativa devem ser monitorizados de perto quanto a qualquer agravamento da sua condição durante o tratamento, uma vez que a insuficiência cardíaca congestiva é um possível efeito secundário grave.

Q: Existe algum risco para pessoas com alergia conhecida ao látex?

A literatura do produto não inclui o aviso específico exigido pelas autoridades reguladoras para dispositivos que contenham látex de borracha natural que possa entrar em contacto com o doente. Isto sugere que o dispositivo de administração utilizado para o Plegridy não contém componentes de látex de borracha natural que desencadeariam este aviso de segurança.

Q: Qual é a taxa geral de descontinuação devido a efeitos secundários?

O perfil de segurança global do Plegridy, conforme definido pelas revisões regulamentares, inclui dados sobre a interrupção do tratamento devido a acontecimentos adversos. Os relatórios dos ensaios clínicos indicam a frequência com que os doentes optaram por interromper o tratamento devido a efeitos secundários.

Q: Que análises ao sangue são necessárias para monitorizar potenciais interações?

Os documentos regulamentares determinam a monitorização laboratorial de rotina durante a utilização de Plegridy. Especificamente, os profissionais de saúde devem monitorizar hemogramas completos e testes de função hepática para detetar potenciais alterações relacionadas com o mecanismo do fármaco ou as suas potenciais interações com outros medicamentos administrados em simultâneo.

Q: Como se compara o Plegridy com o Avonex em termos de frequência de injeção?

A informação oficial do produto confirma que o Plegridy é tipicamente administrado uma vez a cada duas semanas devido à sua estrutura modificada. Para comparação, a forma de interferão beta-1a não peguilada (Avonex) é habitualmente doseada uma vez por semana.

Q: Qual é o objetivo principal da parte 'PEG' no nome do fármaco?

A designação "PEG" refere-se ao Polietilenoglicol, que é uma cadeia química inerte ligada à substância ativa. O principal objetivo desta modificação estrutural é aumentar o tamanho do fármaco e reduzir a sua taxa de eliminação (depuração) do organismo. Esta modificação permite a presença prolongada do fármaco no corpo, suportando o esquema posológico menos frequente, de duas em duas semanas.

Q: Qual é a relação do Plegridy com os interferões que ocorrem naturalmente?

O Plegridy é uma proteína humana recombinante, o que significa que é fabricada recorrendo a biotecnologia. A sua proteína central é composta pela mesma estrutura básica de aminoácidos que a proteína interferão beta que ocorre naturalmente no corpo humano. Contudo, é alterada quimicamente através do processo de pegilação, o que diferencia o seu comportamento e frequência de dosagem do interferão natural.

Q: De que tipo de interações medicamentosas devem os doentes estar cientes ao tomar Plegridy?

A informação regulamentar destaca que os doentes devem estar atentos a um risco aditivo de toxicidade orgânica ao combinar o Plegridy com outros fármacos específicos. Este risco está associado principalmente a agentes hepatotóxicos (medicamentos que afetam o fígado) ou agentes mielossupressores (medicamentos que afetam a produção de células sanguíneas).

Q: Qual é a informação disponível relativamente ao Plegridy e ao consumo de álcool?

As informações oficiais de prescrição indicam que o consumo de álcool pode aumentar o risco de lesão hepática grave quando combinado com o Plegridy. Devido a este risco aditivo de danos no fígado, o aconselhamento regulamentar sugere que os doentes devem discutir o consumo de álcool com o seu médico.

Como Plegridy deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Plegridy

O Plegridy (peginterferão beta-1a) deve ser conservado sob condições regulamentares específicas para garantir a manutenção da sua estabilidade e integridade.


Requisitos Oficiais de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Conservar no frigorífico entre 2°C e 8°C. Não congelar.
Proteção Manter na embalagem exterior original para proteger da luz e da humidade.
Limite Fora do Frigorífico Pode ser conservado fora do frigorífico (até 25°C) por um período máximo total de 30 dias.
Segurança Infantil Manter todas as canetas, seringas e o medicamento fora do alcance e da vista das crianças.

Manuseamento e Eliminação

Antes da injeção, deve permitir-se que a caneta ou seringa atinja a temperatura ambiente de forma natural durante aproximadamente 30 minutos; não utilize fontes de calor externas para este efeito. O Plegridy destina-se a uma única utilização.

As canetas e seringas utilizadas devem ser colocadas imediatamente num recipiente apropriado para a eliminação de objetos cortantes e perfurantes. Não deite estes objetos no lixo doméstico nem no contentor de reciclagem para evitar riscos de picadas acidentais e contaminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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