Pitocina

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Pitocina

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Pitocina

Propriedade Descrição
Princípio ativo Ocitocina
Forma Solução aquosa estéril para injeção
Classe farmacológica Agente Ocitocíco, Agente Uterotónico
Finalidade comum Gestão das contrações uterinas
Origem Hormona nonapéptida sintética

O que é a Pitocina e a que classe de medicamentos pertence?

Pitocina é o nome comercial de uma preparação farmacêutica estéril que contém o princípio ativo Ocitocina, a Denominação Comum Internacional (DCI) para este composto. É oficialmente classificada como um Agente Ocitocíco, uma classe de medicamentos que influencia especificamente a atividade muscular do útero. Esta definição coloca a Pitocina no grupo das hormonas neuro-hipofisárias, identificando-a como um medicamento potente e direcionado, sendo clinicamente reconhecida como um poderoso agente uterotónico.


A Pitocina é uma hormona natural ou uma preparação sintética?

Pitocina é uma preparação sintética da hormona nonapéptida ocitocina, que ocorre naturalmente no organismo. Trata-se de um produto de ingrediente único, desenvolvido quimicamente para ser molecularmente idêntico à hormona produzida pelo corpo, mas fabricado em ambiente laboratorial para garantir pureza e consistência. Está formulada como uma solução aquosa estéril, límpida e incolor, concebida especificamente para administração através de perfusão intravenosa ou injeção intramuscular. A origem sintética assegura uma dosagem padronizada e precisamente mensurável, o que é fundamental para a segurança e precisão clínica.


Qual é o objetivo geral de um Agente Ocitocíco?

O objetivo geral de um agente ocitocíco como a Pitocina é ligar-se seletivamente aos recetores no músculo uterino (miométrio) para gerar ou intensificar as contrações. Ao atuar como um agonista dos recetores da ocitocina, o medicamento fornece um estímulo controlado ao útero. Esta ação uterotónica é essencial para gerir as forças musculares do útero; por exemplo, para assegurar uma contração firme após o parto, de modo a controlar eficazmente a perda de sangue através da compressão dos vasos sanguíneos internos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Pitocina?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança da Pitocina (Ocitocina) está documentado oficialmente, detalhando as potenciais reações adversas e as considerações especiais de segurança. A ocorrência de efeitos secundários está frequentemente relacionada com a dose, o que significa que o risco pode aumentar com uma exposição mais elevada.


Reações Adversas Documentadas por Frequência

Os efeitos adversos são categorizados com base na sua frequência prevista conforme a rotulagem regulamentar.

Classificação Exemplos (Maternos)
Frequentes Cefaleia (dor de cabeça), Náuseas, Vómitos, Taquicardia, Bradicardia
Raros Reação anafilática/choque anafilático
Frequência Desconhecida Rutura uterina, Coagulação Intravascular Disseminada (CID), Intoxicação hídrica grave, Edema pulmonar agudo, Morte fetal

Reações Graves e Classes de Sistemas de Órgãos

A rotulagem identifica várias reações adversas graves, incluindo a Rutura Uterina e a Afibrinogenemia Fatal (um distúrbio grave da coagulação). Os efeitos adversos são agrupados pelo sistema corporal afetado, conhecidos oficialmente como Classes de Sistemas de Órgãos. Os principais sistemas afetados incluem Gravidez, Puerpério e Condições Perinatais, o Sistema Sanguíneo e Linfático, e as Doenças Cardíacas (ex.: Isquemia Miocárdica, prolongamento do intervalo QTc).


Considerações de Segurança e Restrições

A rotulagem oficial contém avisos e condicionantes específicos:

  • Restrição de Administração: A Pitocina nunca deve ser administrada por injeção intravenosa direta (bolus), uma vez que tal pode causar hipotensão aguda.
  • Padrão de Exposição: O risco de Intoxicação Hídrica é assinalado quando são administradas doses elevadas por períodos prolongados com grandes volumes de fluidos sem eletrólitos.
  • Populações Específicas: É necessária precaução em doentes com doença cardiovascular pré-existente ou insuficiência renal grave. Mulheres com mais de 35 anos de idade ou com uma idade gestacional superior a 40 semanas têm um risco aumentado documentado de CID pós-parto.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com Pitocina (Ocitocina) está documentada oficialmente como podendo conduzir a dois efeitos fisiológicos graves principais: a hiperatividade uterina e a intoxicação hídrica. As orientações oficiais abordam estritamente os resultados graves decorrentes destas condições e as ações de emergência necessárias.

Manifestações Documentadas e Resultados Graves

Tipo de Manifestação Resultados Documentados Oficialmente
Hiperatividade Uterina A hiperestimulação grave pode causar parto tumultuoso, rutura uterina, lacerações cervicais e vaginais e hemorragia pós-parto aguda. O sofrimento fetal, indicado pela desaceleração variável da frequência cardíaca fetal, também pode ocorrer, conduzindo potencialmente à morte fetal.
Toxicidade Sistémica O efeito antidiurético pode causar intoxicação hídrica, particularmente com perfusões de doses elevadas e longa duração. As manifestações podem progredir para convulsões e coma, estando documentadas como uma causa potencial de morte materna.

Resposta de Emergência Necessária

Sempre que forem detetados sinais de sobredosagem, tais como hiperestimulação uterina ou sofrimento fetal, os protocolos exigem a interrupção imediata da administração de ocitocina. Deve procurar-se ajuda médica imediata se ocorrer qualquer uma destas manifestações graves. A gestão consiste em terapia sintomática e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico. Os procedimentos podem incluir a administração de oxigénio à mãe e o seu posicionamento lateral.

Usos terapêuticos de Pitocina

O que a Pitocina trata: principais utilizações e benefícios

A Pitocina (ocitocina sintética) desempenha um papel na gestão de sintomas relacionados com a atividade fisiológica elevada, especificamente no que diz respeito à contratilidade uterina. O medicamento é habitualmente utilizado em situações de anteparto (antes do parto) e de pós-parto (após o parto) para assistência terapêutica.

Domínios Terapêuticos e Gestão de Sintomas

Os domínios terapêuticos centrais envolvem condições que se apresentam com episódios agudos onde é necessária assistência na estimulação das contrações. Isto é relevante para situações que podem envolver a indução do trabalho de parto ou o reforço (aumento) das contrações devido a ineficácia, bem como a abordagem a sangramento excessivo (hemorragia) após o parto. A Pitocina é aplicada em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, apoiando o alívio ao ajudar a atenuar a carga sintomática global.

Alívio de Suporte

A Pitocina é commumente utilizada quando é necessária assistência sintomática de curto prazo para iniciar o processo de nascimento ou gerir complicações pós-parto. Ajuda a abordar conjuntos de sintomas que se podem tornar disruptivos, oferecendo um alívio sintomático que ajuda as pacientes a lidar de forma mais estável com episódios difíceis. É também relevante para ajudar a gerir a hemorragia pós-parto, em que o medicamento fornece apoio para tratar a potencial perda de sangue excessiva, ajudando, desta forma, a aliviar a carga sintomática geral.


Facto Rápido: Relevante para a Gestão do Esforço Fisiológico

A Pitocina é aplicada em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional em condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados relacionados com a função uterina.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e não pode utilizar a Pitocina

A Pitocina, uma forma sintética da hormona ocitocina, é utilizada principalmente para induzir ou reforçar o trabalho de parto e para controlar a hemorragia pós-parto. No entanto, o seu uso não é adequado para todas as pacientes e deve ser determinado exclusivamente por profissionais de saúde num ambiente hospitalar.

Indicações de Utilização

Este medicamento é geralmente indicado para mulheres grávidas que necessitam de assistência médica para iniciar as contrações uterinas por razões de saúde materna ou fetal. Também é utilizado após a expulsão da placenta para ajudar o útero a contrair-se, reduzindo o risco de hemorragia excessiva após o parto.

Contraindicações e Restrições

A Pitocina não deve ser utilizada em situações onde o parto vaginal é contraindicado ou quando existem riscos significativos para a segurança da mãe ou do bebé. As contraindicações comuns incluem:

  • Desproporção Cefalopélvica: Quando a cabeça do bebé é demasiado grande para passar com segurança pela bacia da mãe.
  • Posição Fetal Anormal: Casos em que o bebé se encontra numa posição transversa ou noutras apresentações que impeçam o parto natural.
  • Sofrimento Fetal: Se houver evidência de que o bebé não está a tolerar o esforço do parto antes de a indução estar concluída.
  • Emergências Obstétricas: Condições como o descolamento prematuro da placenta ou placenta prévia total.
  • Hipersensibilidade: Pacientes com histórico de alergia à ocitocina ou a qualquer componente da formulação.
  • Atividade Uterina Excessiva: Situações em que as contrações já são suficientemente fortes ou quando o útero apresenta hipertonicidade.

Precauções Adicionais

O uso de Pitocina requer monitorização contínua da frequência cardíaca fetal e da intensidade das contrações uterinas. Devem ser tomadas precauções especiais em mulheres com histórico de cirurgias uterinas de grande porte, incluindo cesarianas anteriores, devido ao risco aumentado de rutura uterina. O médico assistente deve avaliar cuidadosamente o equilíbrio entre os benefícios e os riscos antes de administrar este fármaco.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos reguladores oficiais descrevem interações específicas e significativas com determinados produtos e classes de medicamentos, as quais exigem uma gestão cuidadosa ou a sua exclusão durante a utilização.

Domínios de Interação Documentados

Categoria de Produto Interativo Natureza da Interação Gestão/Condicionante Necessária
Prostaglandinas (utilizadas para a indução do parto) Efeito Uterotónico Aditivo: Aumento da sensibilidade do útero. A utilização simultânea é restrita; a utilização sequencial requer um intervalo de tempo específico (ex.: interrupção por um período antes de iniciar a perfusão de ocitocina) para evitar a hiperestimulação uterina, rutura e sofrimento fetal.
Vasoconstritores e Agentes Pressores (especialmente com anestesia por bloqueio caudal) Efeito Pressor Reforçado: Risco de hipertensão grave e persistente. Necessária Monitorização Intensiva: A tensão arterial deve ser monitorizada de perto quando a ocitocina é administrada após ou em conjunto com estes agentes neste contexto anestésico específico.
Agentes Anestésicos Inalatórios (ex.: Halotano) Modificação do Efeito Clínico: Enfraquecimento das contrações uterinas causadas pela ocitocina; potencial para arritmias. A utilização pode exigir ajuste da dose ou gestão alternativa para garantir a eficácia terapêutica e monitorizar o ritmo cardíaco.

Condicionantes Oficiais e Contexto

As principais limitações definidas na rotulagem oficial relacionam-se com a gestão do risco de hiperestimulação uterina quando utilizada com outros agentes uterotónicos, como as prostaglandinas, e o risco de hipertensão grave quando utilizada com vasoconstritores no âmbito de anestesia regional. Estas interações dependem do contexto, aplicando-se especificamente ao cenário obstétrico onde a Pitocina (Ocitocina) é utilizada para a indução ou estimulação do trabalho de parto. A base regulamentar exige requisitos específicos de tempo e monitorização como resultado direto destas interações documentadas.

Mecanismo de ação

Como funciona a Pitocina

A Pitocina (ocitocina sintética) funciona como um agonista seletivo do Recetor de Ocitocina (OTR), um recetor acoplado à proteína G com elevada expressão nas células do músculo liso uterino (miométrio) e nas células mioepiteliais da mama. A ligação da Pitocina ativa a via da proteína Gq, iniciando uma cascata de sinalização intracelular. Esta ativação leva à hidrólise do PIP2, formando IP3 e desencadeando a libertação rápida de cálcio intracelular (Ca^2+) a partir do retículo sarcoplasmático.

O aumento resultante na concentração de Ca^2+ ativa a enzima Quinase da Cadeia Leve da Miosina (MLCK). A MLCK fosforila as cadeias leves da miosina, ativando assim o mecanismo contrátil de actina-miosina. Este processo resulta na contração vigorosa e frequente do músculo liso uterino e na contração das células mioepiteliais, levando à ejeção de leite. A intensidade deste mecanismo é mediada pela elevada densidade de OTR, que aumenta naturalmente à medida que o útero se aproxima do termo.

Informações sobre dosagem e administração

Como a Pitocina é Utilizada: Diretrizes Oficiais de Administração

A Pitocina, que contém a substância ativa Ocitocina, é administrada seguindo rigorosamente protocolos procedimentais estabelecidos. O método e o cronograma de administração são estritamente definidos e dependem inteiramente do cenário clínico específico.


Vias Oficiais e Âmbito de Administração

Propriedade Instrução de Administração
Via de Administração Administrada por perfusão intravenosa (IV) controlada para a gestão do trabalho de parto, e por perfusão IV ou injeção intramuscular (IM) para o controlo da hemorragia pós-parto.
Esquema Posológico Para Indução/Estimulação do Parto: perfusão IV iniciando a 0,5–2 miliunidades por minuto (mU/min), com ajuste gradual. Para Hemorragia Pós-Parto (IM): uma dose única de 10 Unidades administrada após a expulsão da placenta.

Preparação e Condicionantes Procedimentais

Para utilização intravenosa, a Pitocina deve ser diluída numa solução intravenosa adequada, como cloreto de sódio a 0,9%, antes da administração. A perfusão deve ser controlada com precisão, exigindo frequentemente uma bomba de perfusão de fluxo constante, para garantir as taxas de fluxo reduzidas e exatas necessárias para uma utilização segura e eficaz.

A administração com o objetivo de indução ou estimulação do trabalho de parto deve ocorrer em ambiente hospitalar sob supervisão médica especializada. A dosagem é altamente individualizada com base na resposta uterina da paciente, sendo a taxa de perfusão aumentada em pequenos incrementos (ex.: 1–2 mU/min) em intervalos definidos (ex.: 30 a 60 minutos) até que o padrão de contração desejado seja estabelecido.

Devido à sua utilização em contextos agudos e supervisionados, a Pitocina não é administrada de acordo com um horário diário padrão, não se aplicando instruções para doses esquecidas.

Evidência clínica recente

Pitocina: Evidência Clínica Recente

A Pitocina, uma forma sintética da hormona ocitocina, continua a ser um medicamento essencial na obstetrícia moderna para a indução e dinamização do trabalho de parto, bem como para a prevenção e tratamento da hemorragia pós-parto (HPP). A evidência clínica recente foca-se na otimização dos protocolos de dosagem para maximizar a eficácia e, simultaneamente, minimizar os riscos maternos e fetais.

Dosagem e Segurança no Trabalho de Parto

As diretrizes clínicas enfatizam uma titulação cautelosa e individualizada da Pitocina intravenosa para a indução ou dinamização do parto. O objetivo é alcançar um padrão de contrações semelhante ao de um trabalho de parto espontâneo normal — tipicamente 3 a 4 contrações a cada 10 minutos.

A investigação tem explorado vários regimes de dosagem (protocolos de baixa dose versus alta dose) e os intervalos entre os aumentos de dose. Embora alguns protocolos de doses elevadas possam potencialmente encurtar a duração do trabalho de parto, o consenso geral e a rotulagem aprovada recomendam uma abordagem de baixa dose mais conservadora, com aumentos graduais (por exemplo, 1–2 miliunidades/minuto) e intervalos de 30 a 60 minutos entre os aumentos. Esta abordagem conservadora está associada a um menor risco de hiperestimulação uterina (taquissistolia), uma condição em que as contrações são demasiado frequentes ou prolongadas, o que pode levar a sofrimento fetal.

Comparação com Outros Agentes

Para a indução do trabalho de parto em mulheres com um colo do útero desfavorável, são frequentemente utilizados métodos mecânicos ou agentes de prostaglandina, como o misoprostol, para a maturação cervical antes da administração de Pitocina. Estudos que comparam as prostaglandinas diretamente com a Pitocina para a indução sugeriram que as prostaglandinas podem levar a um tempo mais curto até ao parto e a uma taxa mais baixa de cesarianas por distócia em certos grupos de doentes, embora possam também aumentar o risco de taquissistolia uterina.

Utilização na Hemorragia Pós-Parto

A Pitocina permanece o agente uterotónico de primeira linha para prevenir a HPP após o parto vaginal e a cesariana. As recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam a utilização de 10 Unidades Internacionais (UI) de ocitocina, administradas por via intramuscular ou intravenosa, para este fim. As recomendações de segurança atuais sugerem que as doses intravenosas sejam administradas lentamente (diluídas) em vez de um bólus rápido, para evitar potenciais efeitos adversos, como a hipotensão súbita.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Pitocina (FAQ)


P: Qual é a rapidez de atuação da Pitocina após ser administrada?

De acordo com as informações oficiais do produto, o início de ação é muito rápido. Após a administração através de uma veia (via intravenosa ou IV), as contrações uterinas começam tipicamente num período aproximado de 1 minuto. Se o medicamento for administrado através de uma injeção no músculo (via intramuscular ou IM), as contrações iniciam-se habitualmente num intervalo de 3 a 5 minutos.


P: Quanto tempo permanece a Pitocina no organismo após a interrupção da perfusão?

A substância ativa do medicamento, a ocitocina, tem uma duração de vida muito curta no corpo. A sua semivida (o tempo necessário para que metade do fármaco seja eliminado) é de apenas cerca de 1 a 6 minutos. Esta curta duração é um fator determinante na forma como o medicamento é administrado e monitorizado.


P: O que acontece se a Pitocina for administrada a alguém que não está grávida?

A rotulagem oficial foca-se na utilização anteparto (antes do nascimento) e pós-parto (após o nascimento). Isto inclui a gestão de abortos incompletos ou inevitáveis e avaliações específicas de sofrimento fetal.


P: Porque é que algumas pessoas dizem que a Pitocina torna as contrações mais intensas?

A Pitocina é utilizada para estimular ou reforçar as contrações uterinas. O objetivo é alcançar um padrão de contração consistente, tipicamente de 3 a 5 contrações a cada 10 minutos. Ao afetar a intensidade e a frequência das contrações uterinas, o medicamento ajuda a estabelecer um padrão que permite a progressão do trabalho de parto.


P: O uso de Pitocina aumenta a necessidade de outras intervenções?

A principal preocupação de segurança com a Pitocina é a hiperestimulação uterina, em que as contrações se tornam demasiado frequentes ou prolongadas. Caso estas condições ocorram, a intervenção é necessária. Isto envolve tipicamente a redução ou interrupção da perfusão de Pitocina e a implementação de outras medidas de assistência.


P: A Pitocina é utilizada apenas no final da gravidez ou também noutras situações?

A Pitocina é utilizada principalmente para a indução do parto no termo ou perto deste, mas possui outros usos aprovados. A informação oficial do produto indica que também é utilizada como auxiliar na gestão de abortos incompletos ou inevitáveis.


P: A Pitocina pode ser utilizada para ajudar na amamentação?

O ingrediente ativo da Pitocina, a ocitocina, é molecularmente idêntico à hormona natural do corpo responsável pelo reflexo de ejeção ou descida do leite. No entanto, as utilizações oficiais da Pitocina limitam-se à gestão do trabalho de parto e do parto.


P: Quais são os sinais de que uma pessoa pode estar a ter uma reação alérgica à Pitocina?

Reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia (uma reação potencialmente fatal) e choque, são raras mas possíveis. Os sinais que foram relatados e que devem ser comunicados à equipa de saúde incluem dificuldade em respirar, tonturas, urticária, erupção cutânea com comichão ou inchaço da face, lábios ou língua.


P: A Pitocina afeta a pressão arterial?

Sim, os documentos regulamentares referem que a Pitocina pode afetar a pressão arterial. Existe um risco de hipotensão (pressão arterial baixa), especialmente se for administrada demasiado rapidamente. O rótulo também observa um risco de hipertensão grave quando utilizada com certos medicamentos vasoconstritores.


P: A Pitocina pode ser utilizada por motivos não obstétricos?

As indicações específicas para a Pitocina (Injeção de Ocitocina) limitam-se estritamente aos períodos anteparto e pós-parto, como por exemplo na altura do nascimento ou de um aborto. A informação oficial foca-se nas utilizações aprovadas.


P: Qual é a taxa de sucesso da indução do parto com Pitocina?

As taxas de sucesso para a indução do parto com Pitocina são variáveis. Dependem de muitos fatores individuais, tais como o estado da gravidez e a condição cervical da paciente, o que torna a assistência individualizada.


P: A Pitocina pode causar retenção de água ou problemas de fluidos?

Sim, a ocitocina tem efeitos antidiuréticos conhecidos, o que significa que pode fazer com que o corpo retenha água. Doses elevadas administradas por períodos prolongados com grandes volumes de fluidos intravenosos estão associadas a um risco de Intoxicação Hídrica Grave. Este risco é mitigado pela monitorização cuidadosa de fluidos e eletrólitos por parte da equipa de saúde durante a administração.


P: A Pitocina é habitualmente utilizada após um parto de gémeos?

A Pitocina está indicada para a prevenção e controlo da hemorragia pós-parto (HPP), que é a hemorragia excessiva após o nascimento. Uma vez que o risco de HPP é frequentemente superior após nascimentos múltiplos, a sua utilização neste contexto baseia-se na indicação geral para HPP.


P: Qual é a diferença entre a Pitocina e um medicamento chamado Syntocinon?

Pitocina e Syntocinon são simplesmente nomes comerciais diferentes utilizados em vários países e regiões. Ambos os nomes referem-se a uma preparação estéril do exato mesmo ingrediente farmacêutico ativo: Ocitocina.


P: A Pitocina faz com que se sinta tonturas ou atordoamento?

A informação sobre efeitos secundários derivada de fontes regulamentares indica que sensações de tontura e atordoamento estão entre os possíveis efeitos adversos relatados.


P: A Pitocina pode ser utilizada num nascimento de feto nado-morto?

A informação oficial confirma que a Pitocina está indicada para a indução do parto em casos de morte fetal, onde é utilizada para ajudar a expelir o feto.


P: Quais são os efeitos secundários mais comuns que as pessoas sentem enquanto recebem Pitocina?

Os efeitos secundários maternos mais comuns relatados na rotulagem regulamentar incluem cefaleia (dor de cabeça), sensações de náuseas ou vómitos, taquicardia (ritmo cardíaco acelerado) e bradicardia (ritmo cardíaco lento).


P: A Pitocina pode causar náuseas ou vómitos?

Sim, as náuseas e os vómitos estão especificamente listados na rotulagem oficial como efeitos adversos comuns associados à utilização deste medicamento.


P: Does Pitocina affect the baby or just the mother?

A Pitocina pode afetar o bebé. Efeitos adversos fetais graves estão geralmente relacionados com a hiperestimulação uterina. Estes efeitos incluem sofrimento fetal, bradicardia fetal (ritmo cardíaco lento) e, raramente, morte fetal, razão pela qual é efetuada uma monitorização contínua.


P: Que condições podem tornar uma pessoa incapaz de receber Pitocina?

A Pitocina é contraindicada (não deve ser utilizada) quando existem contraindicações absolutas relacionadas com condições onde o parto vaginal não é seguro. Exemplos incluem a placenta prévia total ou quando a cabeça fetal é demasiado grande para a bacia (desproporção cefalopélvica).


P: A Pitocina pode ser utilizada num aborto espontâneo ou apenas num parto de termo?

As indicações oficiais confirmam que a Pitocina pode ser utilizada para mais do que apenas o parto de termo. É utilizada como auxiliar na gestão de um aborto incompleto ou inevitável.


P: Porque é que a dosagem de Pitocina começa habitualmente por ser muito baixa?

A dosagem começa baixa e é aumentada gradualmente (titulada) para alcançar um padrão de contrações que imite o parto normal. Esta abordagem gradual de baixa dose é implementada para minimizar o risco de hiperestimulação uterina, uma condição onde as contrações são demasiado frequentes ou prolongadas.


P: Porque é que a Pitocina é por vezes utilizada para dinamizar um trabalho de parto que parou?

A Pitocina está indicada para estimular ou reforçar o trabalho de parto quando as contrações se tornaram fracas ou ineficazes (inércia uterina). Ao aumentar a intensidade e a frequência das contrações, pretende-se ajudar a restabelecer uma progressão eficaz do trabalho de parto.

Como Pitocina deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação da Pitocina (Ocitocina Injetável)

As diretrizes regulamentares oficiais estabelecem condições específicas para o armazenamento da Pitocina (ocitocina injetável) de modo a preservar a sua integridade. O medicamento deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C. É exigido que a solução seja protegida da luz, sendo que a rotulagem oficial aconselha que o produto não seja congelado.

Manuseamento e Proteção

O produto deve ser mantido na sua embalagem original até ao momento da utilização. Como medida de segurança padrão para todos os medicamentos, a Pitocina deve ser guardada fora da vista e do alcance das crianças.

Relativamente à eliminação, qualquer produto não utilizado ou material residual deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais e os procedimentos estabelecidos para resíduos farmacêuticos, o que envolve frequentemente programas de retoma de medicamentos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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