Pilder

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Pilder

Método de ação: Lipid Modifying Agents

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Pilder

O que é o Pilder?

O Pilder é um medicamento sintético, sujeito a receita médica, classificado como um agente antilipémico que pertence à classe dos derivados do ácido fíbrico, vulgarmente conhecidos como fibratos. Esta entidade farmacológica é uma preparação apresentada para administração por via oral. A sua designação como fibrato coloca-o na categoria de substâncias concebidas para influenciar a gestão de gorduras pelo organismo, visando especificamente desequilíbrios nos lípidos em circulação. É um produto de substância única, centrando-se inteiramente na ação terapêutica do seu único componente ativo.

O princípio ativo do Pilder é o Gemfibrozil, um composto orgânico sintético responsável pelos efeitos farmacológicos do fármaco. O Gemfibrozil é incorporado numa matriz farmacêutica sólida e fabricado para consumo sob a forma de comprimido oral. Estudos farmacológicos fundamentam o papel do Gemfibrozil na modulação do metabolismo lipídico, estabelecendo o seu uso clinicamente reconhecido no ajuste dos perfis de gordura no sangue.

O objetivo terapêutico geral do Pilder é ajustar sistematicamente o equilíbrio de gorduras na corrente sanguínea, abordando condições de hiperlipidemia. O Pilder alcança este objetivo através de duas ações fundamentais: a redução potente de triglicéridos elevados e a elevação simultânea do colesterol de lipoproteínas de alta densidade (HDL) benéfico. Ao visar especificamente estes dois componentes, o Pilder oferece uma estratégia metabólica para doentes em que os níveis de triglicéridos e de HDL são a preocupação principal. Isto significa que o medicamento ajuda a ajustar o perfil das principais gorduras no sangue, promovendo um equilíbrio mais saudável.

Quais efeitos secundários são possíveis com Pilder?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Os ensaios clínicos e a vigilância pós-comercialização do Pilder estabeleceram um perfil de segurança abrangente, com as reações adversas categorizadas de acordo com a sua frequência e o sistema orgânico afetado. A compreensão destes riscos documentados é essencial para uma utilização segura.

Perfil de Reações Adversas

As reações adversas são classificadas de acordo com categorias de frequência padrão.

Frequência Exemplos de Reações Adversas Comuns
Muito Frequentes (≥ 1/10) Cefaleias, Náuseas
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Fadiga, Diarreia, Insónia
Pouco Frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100) Tonturas, Erupção cutânea

As reações adversas graves identificadas incluem reações de hipersensibilidade severas (como a anafilaxia), hepatotoxicidade clinicamente significativa (insuficiência hepática) e anomalias hematológicas graves (como a agranulocitose). Estes eventos são frequentemente reportados nas categorias raro ou muito raro, mas requerem atenção urgente.

Considerações de Segurança e Restrições

As diretrizes oficiais determinam restrições de segurança específicas e considerações para grupos de doentes particulares:

  • Contraindicações: O Pilder está contraindicado em doentes com uma hipersensibilidade confirmada à substância ativa ou aos excipientes e, habitualmente, em doentes com insuficiência hepática grave pré-existente devido a questões metabólicas.
  • Dependência da Dose: A incidência de certos eventos adversos, particularmente distúrbios gastrointestinais como náuseas e diarreia, está documentada como sendo superior com o aumento das doses iniciais.
  • Monitorização Obrigatória: A utilização exige o cumprimento de um requisito de monitorização periódica do hemograma completo e de testes de função hepática ao longo da terapia, para detetar riscos potencialmente cumulativos ou raros relacionados com a exposição prolongada.
  • Populações Especiais: Poderá ser necessária uma monitorização reforçada em doentes idosos devido a uma farmacocinética potencialmente alterada ou a uma maior suscetibilidade a efeitos adversos. A utilização durante a gravidez e lactação é avaliada com base em classificações formais de risco.

Estas informações de segurança estruturadas definem os riscos conhecidos e as precauções necessárias para a gestão dos mesmos, constituindo a base do plano oficial de gestão de riscos do fármaco.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda: Pilder (Gemfibrozil)

O perfil oficial para a sobredosagem com Pilder documenta manifestações em diversos sistemas fisiológicos, que variam de sintomas comuns a situações potencialmente fatais.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Sistema Sinais Documentados
Gastrointestinal Cólicas abdominais, diarreia, náuseas e vómitos.
Musculoesquelético Dores nas articulações e dor ou sensibilidade muscular.

Consequências Graves e Ações de Emergência

A exposição a uma sobredosagem pode estar associada a complicações sistémicas fatais. Estas incluem a rabdomiólise, uma degradação do tecido muscular que pode conduzir a insuficiência renal aguda. Estão também assinalados potenciais eventos como colapso ou convulsões.

Resposta de Emergência Imediata

Em caso de suspeita de sobredosagem, deve procurar-se assistência médica imediata. Recomenda-se contactar uma linha de apoio antivenenos. Além disso, os serviços de emergência (112) devem ser contactados imediatamente se a pessoa afetada exibir sinais de sofrimento grave, especificamente dificuldade em respirar, colapso, atividade convulsiva ou incapacidade de despertar.

Gestão e Monitorização

Não se conhece qualquer antídoto específico para a sobredosagem com Gemfibrozil. A gestão destes casos baseia-se na prestação de medidas sintomáticas e de suporte, necessárias para tratar os sinais clínicos e as funções vitais do doente à medida que ocorrem. As avaliações laboratoriais, tais como a monitorização de valores nos testes de função hepática e nos níveis de creatina quinase, estão associadas ao acompanhamento de casos de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Pilder

Para que é utilizado o Pilder: principais utilizações e benefícios

O Pilder é considerado relevante no domínio terapêutico de condições onde a estabilidade funcional é afetada devido a desconforto sistémico ou localizado. O medicamento é pertinente para o alívio de sintomas que interferem com as atividades do quotidiano.

Este domínio terapêutico é habitualmente aplicado em condições caracterizadas por períodos de sintomas mais intensos, que podem incluir situações de stresse funcional temporário. Esta medicação contribui para uma melhoria do conforto e auxilia na manutenção da estabilidade funcional. Os seus componentes ativos podem auxiliar na manutenção da estabilidade funcional em quadros clínicos específicos.

A sua utilização é relevante quando é adequada uma gestão sintomática de suporte, uma vez que contribui para atenuar a carga sintomática global e ajuda a melhorar o conforto diário durante períodos sintomáticos. O uso do Pilder é geralmente aplicável em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou disruptivos, oferecendo assistência sintomática a curto prazo. A aplicação é relevante para gerir sintomas que interferem com o conforto diário.

“Aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto, o Pilder apoia os doentes durante episódios de maior mal-estar.”

Facto Rápido: Apoio para sintomas que interferem com as atividades rotineiras

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Pilder?

O Pilder (Gemfibrozil) está aprovado para utilização em doentes adultos com 18 ou mais anos. As diretrizes oficiais estabeleceram condições específicas que definem quem não deve utilizar o medicamento (contraindicações) e quem requer uma utilização restrita sob vigilância.

Populações Contraindicadas

A utilização do Pilder é considerada proibida em doentes que apresentem condições clínicas específicas. Estas incluem a presença de insuficiência renal grave ou qualquer forma de disfunção renal severa. O medicamento também não deve ser utilizado por indivíduos com insuficiência hepática ou doença hepática ativa, incluindo a cirrose biliar primária. Doentes com historial de doença da vesícula biliar ou litíase biliar (cálculos na vesícula) apresentam igualmente uma contraindicação ao uso. Além disso, o fármaco não é adequado para pessoas com hipersensibilidade confirmada ao gemfibrozil ou a qualquer componente da sua formulação.

A coadministração com determinados medicamentos é também estritamente proibida. Isto inclui a utilização concomitante de sinvastatina, repaglinida, dasabuvir, selexipag ou rosuvastatina na dose de 40 mg, devido ao risco elevado de reações adversas graves.

Idade e Estado Reprodutivo

População Estado de Utilização
Crianças e Adolescentes A utilização não é recomendada; a segurança e a eficácia não foram estabelecidas nesta faixa etária.
Gravidez A utilização não é recomendada, a menos que o benefício potencial seja considerado superior ao risco potencial.
Lactação A utilização deve ser evitada, não sendo recomendada para mulheres que estejam a amamentar.
Idosos A utilização é geralmente semelhante à dos adultos, exigindo precaução acrescida quanto à função renal.

Os doentes que apresentam insuficiência renal ligeira a moderada não possuem uma contraindicação absoluta, mas a sua utilização é considerada condicionada, exigindo uma avaliação cuidadosa e regular do quadro clínico.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos oficiais definem o perfil de interação do Pilder (Gemfibrozil) como sendo altamente restrito, principalmente devido aos seus efeitos farmacocinéticos e ao risco de toxicidade aditiva.

Combinações Contraindicadas

O perfil de segurança proíbe explicitamente a coadministração com diversos agentes específicos. Estas combinações contraindicadas incluem a Sinvastatina, o medicamento para a diabetes Repaglinida, o agente antiviral Dasabuvir e também o Selexipag. Este nível máximo de restrição é obrigatório devido ao risco inaceitavelmente elevado de resultados adversos graves, tais como toxicidade muscular ou hipoglicemia severa.

Efeitos Farmacocinéticos e Farmacodinâmicos

O Pilder é classificado como um inibidor da enzima metabólica CYP2C8 e do transportador de captação OATP1B1. Esta inibição resulta num aumento significativo da exposição sistémica (concentrações plasmáticas) de fármacos coadministrados que utilizam estas vias. Existe uma interação farmacodinâmica com anticoagulantes orais (como a varfarina), na qual o Pilder pode potenciar o efeito anticoagulante, exigindo uma monitorização clínica rigorosa. O risco de miopatia é acrescido quando utilizado com inibidores da redutase HMG-CoA não contraindicados e com a colchicina.

Restrições e Condições

O risco de toxicidade muscular está aumentado em doentes com insuficiência renal e em pessoas com mais de 70 anos de idade. A administração deve também ser separada no tempo em relação aos sequestradores de ácidos biliares, de modo a evitar a redução da biodisponibilidade do Pilder. Adicionalmente, existe uma restrição específica relativa ao consumo de álcool, que pode aumentar o risco de pancreatite. A estrutura global de interações centra-se em proibições estritas e na necessidade de uma gestão rigorosa da exposição aos fármacos.

Mecanismo de ação

Como funciona o Pilder

O Pilder (Gemfibrozil) atua sobre elementos reguladores fundamentais no fígado para alterar a transcrição de genes envolvidos na síntese de gorduras e na sua remoção da circulação sanguínea. A sua ação centra-se na modulação genética, que influencia o equilíbrio entre as vias de lipogénese (produção de gordura) e de lipólise (decomposição de gordura).

O Regulador Transcricional PPAR-alfa

Este mecanismo envolve a atuação do Gemfibrozil como um agonista parcial do Recetor alfa Ativado por Proliferadores de Peroxissomas (PPAR-alfa), um recetor nuclear que regula a expressão genética no fígado. Ao ativar o PPAR-alfa, o fármaco desencadeia uma alteração na sua estrutura, iniciando um processo de regulação transcricional. Este processo controla o ritmo a que os genes envolvidos no processamento de lípidos são expressos, o que determina as alterações fisiológicas subsequentes.

Dupla Ação na Eliminação de Triglicéridos

As alterações genéticas impulsionadas pelo PPAR-alfa conduzem a um efeito de dupla ação que influencia a redução dos triglicéridos no plasma. O mecanismo aumenta a expressão da enzima essencial na eliminação de gorduras, a Lipoproteína Lípase (LPL), enquanto diminui simultaneamente a expressão do inibidor natural dessa enzima, a Apolipoproteína C-III (ApoC-III). Esta modulação coordenada resulta na decomposição acelerada e na remoção sistémica das VLDL e dos quilomícrons, que são partículas ricas em triglicéridos.

Reforço dos Componentes do HDL

O mecanismo do Pilder também modula os componentes da Lipoproteína de Alta Densidade (HDL). Isto é alcançado através do aumento da síntese de componentes proteicos fundamentais, especificamente a Apolipoproteína A-I (ApoA-I) e a ApoA-II. O resultado é uma concentração elevada de partículas de Lipoproteína de Alta Densidade (HDL), que desempenham a função de transporte inverso do colesterol, movendo-o dos tecidos periféricos de volta para o fígado.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Pilder

O Pilder é administrado exclusivamente por via oral, sob a forma de comprimidos de 600 mg. O protocolo de utilização padrão especifica uma dose diária total de 1200 mg, a qual é consistentemente dividida em duas doses iguais de 600 mg por dia.

O esquema posológico está estritamente associado ao consumo de refeições. Para uma utilização adequada, o medicamento deve ser tomado 30 minutos antes do pequeno-almoço e 30 minutos antes do jantar. Este momento preciso de administração constitui uma instrução crítica para o cumprimento do regime terapêutico.

A utilização do Pilder é consistentemente classificada como um complemento à dieta e a outras medidas não farmacológicas. O protocolo formal de tratamento inclui uma fase de avaliação obrigatória: se a resposta lipídica do doente for determinada como inadequada após três meses de terapia com a dose total, recomenda-se a descontinuação do regime.

As instruções oficiais descrevem também a utilização em populações específicas. Para doentes que apresentem insuficiência renal ligeira a moderada, o tratamento deve ser iniciado com uma dose diária reduzida de 900 mg. Além disso, caso os doentes estejam a tomar simultaneamente resinas fixadoras de ácidos biliares, o Pilder deve ser administrado com um intervalo de 2 horas ou mais em relação à resina, de modo a assegurar a absorção adequada do fármaco.

Evidência clínica recente

Evidência científica / Visão geral dos estudos sobre o Pilder

Evidência para utilização na Hipertrigliceridemia e Dislipidemia Mista

A substância ativa do Pilder, o Gemfibrozil, foi avaliada em estudos que analisaram marcadores comuns de gordura no sangue, particularmente níveis muito elevados de triglicéridos e níveis baixos de colesterol HDL. A investigação analisou de que forma estes níveis se alteraram em adultos que apresentavam hipertrigliceridemia grave ou uma combinação de desequilíbrios lipídicos (dislipidemia mista). Os estudos incluíram principalmente ensaios controlados aleatorizados e estudos de farmacologia clínica.

Os estudos relataram um padrão de níveis de TG mais baixos e níveis de HDL mais elevados após o início do tratamento. A evidência reunida foi estudada em ensaios que avaliaram padrões de sintomas de curto prazo ou episódicos relacionados com estes desequilíbrios lipídicos. No entanto, a evidência relativa aos resultados a longo prazo para indivíduos com as formas mais graves de hipertrigliceridemia, tais como o risco específico de condições como a pancreatite, é limitada.

Evidência para a Prevenção Primária de Eventos de Doença Coronária (DC)

A evidência para este medicamento foi estudada em indivíduos que ainda não sofreram um evento cardíaco e provém principalmente de ensaios aleatorizados, controlados por placebo, de grande dimensão e longa duração. A investigação analisou homens de meia-idade com desequilíbrios específicos nos seus perfis de gordura no sangue, conhecidos como dislipidemia primária. Os principais resultados acompanhados nestes estudos incluíram as taxas de enfarte agudo do miocárdio não fatal e morte coronária.

Os dados mostram padrões relacionados com a frequência de eventos de enfarte não fatal e de morte coronária no grupo que recebeu o medicamento em comparação com o grupo que recebeu placebo. Uma limitação fundamental é o facto de as conclusões se aplicarem apenas às populações estudadas, ou seja, homens de meia-idade com perfis lipídicos específicos. Os dados para determinados grupos permanecem insuficientes, uma vez que a evidência não caracteriza claramente a associação em mulheres ou em populações de adultos mais jovens e mais idosos.

O que permanece incerto sobre a investigação

As revisões oficiais da investigação destacam várias áreas onde a certeza permanece baixa. A evidência de prevenção primária está fortemente centrada numa população específica (homens de meia-idade com dislipidemia), o que torna as generalizações incertas. Além disso, a duração do acompanhamento foi limitada na caracterização da associação a longo prazo com as taxas de sobrevivência global, uma vez que os resultados para a mortalidade por qualquer causa foram mistos entre os ensaios. A qualidade da evidência varia entre os estudos e as conclusões descrevem padrões de grupo, não resultados individuais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Pilder (FAQ)


P: Posso tomar Pilder com os meus medicamentos para a pressão arterial?

R: A informação oficial do produto indica que o Pilder é conhecido por afetar a forma como o organismo processa muitos outros fármacos, uma vez que inibe a enzima CYP2C8 e o transportador OATP1B1. Esta inibição pode levar a um aumento da exposição do corpo a medicamentos coadministrados. Embora não existam medicamentos específicos para a pressão arterial listados como proibidos, o potencial de interação é a razão pela qual é mencionada a necessidade de uma monitorização rigorosa por parte de um profissional de saúde.

P: As pessoas com diabetes podem utilizar Pilder?

R: Os documentos oficiais estabelecem que o Pilder não deve ser utilizado em combinação com o medicamento para a diabetes Repaglinida, sendo esta combinação proibida. Além disso, para doentes que sofram de certas condições pré-existentes, incluindo diabetes ou hipotiroidismo, a informação oficial indica que este medicamento deve ser utilizado com precaução.

P: Uma pessoa com antecedentes de problemas cardíacos pode utilizar Pilder?

R: A evidência científica oficial que sustenta a utilização do Pilder foca-se principalmente na redução de certas gorduras no sangue. Os estudos não demonstraram benefício na redução de eventos coronários em indivíduos que já tenham doença coronária suspeita ou estabelecida. Adicionalmente, alguns fármacos cardiovasculares específicos, como o Selexipag, têm a sua coadministração proibida.

P: O que devo fazer se o Pilder parecer não estar a fazer efeito?

R: O efeito terapêutico total do fármaco é tipicamente avaliado ao longo do tempo. Os documentos regulamentares oficiais recomendam que, se a resposta das gorduras no sangue do doente for considerada inadequada após três meses de tratamento com a dose total, as diretrizes regulamentares preveem a descontinuação do regime.

P: O Pilder afeta os resultados de exames laboratoriais?

R: De acordo com a informação oficial de segurança, a utilização de Pilder exige o cumprimento obrigatório de monitorização periódica de análises ao sangue. Isto inclui hemogramas completos e provas de função hepática. Esta monitorização é necessária para detetar potenciais alterações durante a terapia.

P: O que acontece se eu me esquecer de tomar o Pilder?

R: A informação oficial sobre o medicamento descreve que uma dose esquecida pode ser tomada assim que se lembre. No entanto, se o momento estiver próximo da próxima dose agendada, a orientação regulamentar indica que se deve omitir a dose esquecida e retomar o horário normal. Não é aconselhado tomar uma dose dupla.

P: O Pilder é uma substância controlada?

R: Com base na classificação regulamentar da substância ativa, o Pilder (Gemfibrozil) é designado com uma classificação DEA: Nenhuma. Isto significa que o Pilder não é classificado como uma substância controlada a nível federal.

P: O Pilder pode ser utilizado a longo prazo?

R: A orientação oficial indica que o Pilder requer uma verificação regular por um profissional de saúde para garantir que continua a funcionar como pretendido. A continuidade do uso é avaliada com base nesta avaliação regular. Interromper o medicamento sem orientação médica pode resultar num novo aumento dos níveis de gorduras no sangue.

P: É normal sentir cansaço após começar a tomar Pilder?

R: Os documentos oficiais listam a Fadiga (sentir-se cansado) como uma reação adversa Frequente associada ao uso de Pilder. Isto significa que, com base em ensaios clínicos, foi relatado que ocorre numa percentagem mensurável de doentes.

P: O Pilder causa queda de cabelo?

R: O perfil oficial de segurança do Pilder, que monitoriza os efeitos secundários por frequência, não lista a queda de cabelo nas categorias de reações adversas Muito Frequentes, Frequentes ou Pouco Frequentes.

P: É possível interromper o uso de Pilder subitamente?

R: A informação oficial de utilização para o doente indica que a descontinuação súbita da medicação sem orientação médica é desaconselhada, uma vez que os níveis de gorduras no sangue podem aumentar novamente.

P: O Pilder afeta a visão?

R: A visão turva foi identificada na informação oficial para o doente como um potencial efeito secundário grave. Quaisquer alterações na visão são identificadas nos documentos oficiais como uma alteração que deve ser abordada de imediato.

P: O Pilder interage com suplementos comuns como a vitamina D ou o magnésio?

R: O perfil oficial de interações classifica o Pilder como um inibidor da enzima CYP2C8 e do transportador OATP1B1. Isto significa que tem o potencial de afetar o nível de muitas substâncias no organismo. No entanto, suplementos comuns específicos como a vitamina D ou o magnésio não estão explicitamente listados na secção de contraindicações.

P: Existem interações conhecidas entre o Pilder e alimentos?

R: Os documentos oficiais especificam que o uso de Pilder está estritamente ligado à ingestão de alimentos, e o momento da administração é definido como sendo 30 minutos antes das refeições da manhã e da noite. Um aviso separado refere que o consumo de álcool pode aumentar o risco de pancreatite durante o uso desta medicação.

P: O Pilder afeta as pílulas contracetivas?

R: Sabe-se que o Pilder inibe certas enzimas metabólicas e transportadores no organismo, o que pode afetar a concentração de outros fármacos. No entanto, o perfil oficial de interações não lista explicitamente os contracetivos orais entre os medicamentos restritos ou com interações conhecidas.

P: Quanto tempo dura o efeito do Pilder?

R: A informação farmacológica oficial indica que a semivida plasmática média do Pilder (Gemfibrozil) é de aproximadamente 1,5 horas. A semivida é o tempo que demora para que metade do fármaco seja eliminado da corrente sanguínea.

P: O Pilder tem uma versão genérica disponível?

R: Os registos oficiais confirmam que a substância ativa do Pilder, o Gemfibrozil, está disponível como medicamento genérico. O genérico é comercializado sob a forma de comprimido oral.

P: Existem novos estudos ou investigações em curso sobre o Pilder?

R: Bases de dados governamentais, como as mantidas pelo NIH, documentam ensaios clínicos concluídos principalmente relacionados com a bioequivalência de formulações genéricas do fármaco. A investigação sobre potenciais novos usos, como em modelos animais, também tem sido documentada.

P: O que se entende por "tempo de latência" antes de o Pilder atingir o seu efeito terapêutico total?

R: O termo "tempo de latência" é utilizado para descrever o período que decorre antes de o benefício total do fármaco ser alcançado. Os protocolos clínicos exigem que a resposta das gorduras no sangue do doente seja formalmente avaliada após três meses de terapia para determinar se o regime está a proporcionar um efeito terapêutico adequado.

Como Pilder deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação

Condições de Conservação

O Pilder deve ser conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, que se situa entre os 20 °C e os 25 °C. O produto deve ser mantido na sua embalagem original com a tampa bem fechada para o proteger da humidade.

Os ambientes de conservação proibidos incluem áreas com elevada humidade, tais como casas de banho, e o medicamento não deve ser congelado.

Segurança Infantil e Eliminação

O medicamento deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças para evitar a ingestão acidental.

A eliminação de Pilder não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser feita, de preferência, através de um programa de retoma de medicamentos. Se não estiver disponível um programa desta natureza, o produto pode ser preparado para eliminação no lixo doméstico, misturando-o com uma substância indesejável, selando-o num recipiente e deitando-o fora. Não deite os comprimidos na sanita, a menos que o medicamento esteja explicitamente incluído na lista regulamentar de substâncias que podem ser eliminadas por via hídrica.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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