Physostigmine

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Physostigmine

Fisostigmina: Factos Principais e Visão Geral

Propriedade Descrição
Princípio ativo Fisostigmina (DCI)
Forma farmacêutica Solução injetável estéril; Pomada oftálmica (especialidade farmacêutica)
Classe farmacológica Inibidor reversível da colinesterase
Uso comum Antídoto para intoxicação anticolinérgica central
Origem Alcaloide de origem natural (Fava de Calabar)

Origens Naturais e Classe Farmacológica

A fisostigmina é um agente farmacológico potente com uma história única, classificada como um composto alcaloide derivado da fava de Calabar (Physostigma venenosum), uma planta nativa da África Ocidental. Estudos farmacológicos confirmam a sua classificação como um inibidor reversível da acetilcolinesterase. Esta classificação é medicamente reconhecida pela sua capacidade de aumentar os níveis do neurotransmissor acetilcolina no sistema nervoso. Um fator distintivo da fisostigmina é a sua estrutura química, que lhe confere a capacidade crucial de atravessar a barreira hematoencefálica, permitindo uma ação no sistema nervoso central que não é partilhada por todos os fármacos da sua classe.


Função Principal e Propósito Terapêutico

O principal propósito terapêutico da fisostigmina injetável hoje em dia é o seu papel essencial como antídoto em contextos de cuidados críticos para a gestão de toxicidade grave causada por agentes anticolinérgicos. O seu uso nesta capacidade é clinicamente reconhecido pela reversão rápida de efeitos do sistema nervoso central potencialmente fatais, tais como o delírio ou a sedação severa. Um cenário típico envolve a sua administração de emergência quando um doente sofreu uma intoxicação significativa por determinados compostos, tais como antidepressivos tricíclicos ou atropina. Esta capacidade de reversão rápida é uma característica fundamental da fisostigmina na medicina de emergência. Historicamente, também foi utilizada na oftalmologia para tratar o glaucoma, embora tenha sido amplamente substituída nos cuidados oculares de rotina.

Quais efeitos secundários são possíveis com Physostigmine?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança da fisostigmina, conforme definido nos documentos regulamentares oficiais, caracteriza-se por efeitos que resultam do seu mecanismo como inibidor da colinesterase, o que leva a uma estimulação colinérgica acentuada em múltiplos sistemas do organismo.

Reações Adversas e Classificação por Órgãos e Sistemas

As reações adversas estão formalmente agrupadas pelos sistemas corporais que afetam. Os efeitos comuns incluem frequentemente aqueles relacionados com o sistema gastrointestinal e com as secreções, tais como náuseas, vómitos, diarreia e salivação ou transpiração excessivas. O perfil oficial também lista efeitos no sistema cardiovascular (por exemplo, bradicardia e hipotensão) e no sistema nervoso (como as fasciculações musculares).

Preocupações Graves de Segurança e Restrições

As informações oficiais identificam explicitamente reações adversas graves, sendo as mais críticas a potencial assistolia (paragem cardíaca), bradicardia severa, dificuldade respiratória grave e convulsões. Os textos regulamentares observam que a ocorrência destes efeitos graves está frequentemente associada à taxa rápida de administração intravenosa ou a situações de sobredosagem.

As contraindicações são condições sob as quais o medicamento não deve ser utilizado. Estas incluem condições pré-existentes como asma, gangrena, diabetes mellitus e certas condições de bloqueio cardíaco, bem como qualquer obstrução mecânica no trato intestinal ou urogenital.

Notas de Segurança para Populações Específicas

As informações regulamentares especificam que os idosos e os doentes pediátricos podem apresentar uma sensibilidade acrescida aos efeitos da fisostigmina, particularmente no que diz respeito à estabilidade cardiovascular, o que exige uma consideração cuidadosa nestas populações.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de fisostigmina é documentada oficialmente na informação regulamentar como uma crise colinérgica, resultante da estimulação excessiva do sistema nervoso. Os sinais e sintomas listados na rotulagem oficial incluem salivação excessiva, vómitos, diarreia, cólicas abdominais, miose (pupilas puntiformes) e fraqueza muscular profunda.

A documentação oficial especifica que é necessária assistência médica imediata caso se observem sinais de risco de vida. Estes resultados graves incluem bradicardia (ritmo cardíaco lento), arritmia, hipotensão significativa, convulsões e progressão para coma ou paralisia medular. A utilização do medicamento deve ser interrompida se ocorrerem sintomas excessivos como salivação, vómitos, micção ou defecação.

O antídoto adequado especificado na rotulagem regulamentar é o sulfato de atropina, que deve estar prontamente disponível durante a administração. O tratamento de uma sobredosagem grave envolve também medidas de suporte geral e, se necessário, intervenções específicas como a ventilação mecânica. Uma consideração específica para certas populações referida na rotulagem é o risco de episódios asmáticos com risco de vida devido ao teor de sulfitos, particularmente em indivíduos com asma.

Usos terapêuticos de Physostigmine

Indicações da Fisostigmina: Principais Usos e Benefícios

A fisostigmina é utilizada primordialmente como uma opção terapêutica importante em contextos de emergência e cuidados intensivos. O seu objetivo principal é a gestão da intoxicação anticolinérgica central grave, que envolve sintomas causadores de um esforço fisiológico notório. Este medicamento é habitualmente utilizado para tratar efeitos no sistema nervoso central resultantes da exposição a fármacos capazes de produzir a síndrome anticolinérgica. Esta intervenção ajuda a tratar perturbações profundas como o delírio agitado, a confusão grave e a sedação profunda, contribuindo para um maior conforto durante períodos de sintomas acentuados e auxiliando na manutenção da estabilidade funcional.


Os principais cenários clínicos envolvem o apoio sintomático de curto prazo em casos de toxicidade aguda e contextos pós-operatórios especializados. As indicações incluem efeitos anticolinérgicos centrais graves e, em ambientes apropriados, a necessidade de apoiar doentes que recuperam dos efeitos de certos relaxantes musculares anestésicos. O medicamento é aplicado em diversos contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, promovendo a estabilidade quando os sintomas são mais evidentes.

“A aplicação apoia os doentes ao proporcionar um alívio de suporte que os ajuda a lidar de forma mais estável com episódios difíceis, atenuando a carga global dos sintomas.”

Facto Rápido: Apoio sintomático para manifestações neurológicas acentuadas

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar a Fisostigmina?

A elegibilidade para a utilização da fisostigmina injetável é rigorosamente definida pelos documentos regulamentares, focando-se na idade do doente e na ausência de condições médicas pré-existentes específicas. O uso do medicamento está formalmente estabelecido para adultos e para a população pediátrica, incluindo crianças, bebés e lactentes, para a sua indicação aprovada.


Contraindicações Absolutas (Não Deve Utilizar)

A rotulagem oficial proíbe estritamente o uso de fisostigmina em populações de doentes que apresentem as seguintes condições ou características:

  • Doença cardiovascular
  • Asma
  • Diabetes
  • Gangrena
  • Obstrução mecânica do intestino ou do trato urogenital
  • Qualquer estado vagotónico conhecido ou hipersensibilidade ao fármaco ou aos seus componentes.

Utilização Condicional e Limitações

Para mulheres grávidas e mães a amamentar, a segurança da utilização não foi formalmente estabelecida. Por conseguinte, a elegibilidade é condicional e exige uma determinação de que os benefícios potenciais superam claramente os possíveis perigos para a mãe e para a criança.

Relativamente à população geriátrica (adultos mais velhos), a informação regulamentar refere que não estão disponíveis dados específicos que comparem a sua utilização com outros grupos etários.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações regulamentares oficiais sobre a fisostigmina definem as interações principalmente com base nos efeitos farmacodinâmicos — ou seja, na forma como as substâncias administradas em conjunto afetam o sistema colinérgico. A rotulagem oficial do medicamento especifica várias restrições e precauções relativas à sua utilização concomitante.


Limitações de Interação Farmacodinâmica

Classificação Substâncias ou Classes de Interação Descrição da Restrição/Precaução
Contraindicado Ésteres de Colina A co-administração é explicitamente proibida.
Contraindicado Agentes Bloqueadores Neuromusculares Despolarizantes (ex: Succinilcolina) O uso simultâneo é explicitamente proibido.
Precaução Recomendada Outros Inibidores da Colinesterase (ex: Donepezilo) Risco de potenciação dos efeitos devido à atividade colinérgica cumulativa.
Precaução Recomendada Atropina Não recomendada para utilização pós-anestesia, uma vez que antagoniza a ação da fisostigmina.
Contexto Específico Corticosteroides Sistémicos Podem aumentar os efeitos adversos dos inibidores da acetilcolinesterase, causando potencialmente um aumento da fraqueza muscular.
Uso Antagonista Agentes Anticolinérgicos (ex: Antidepressivos Tricíclicos) A fisostigmina é administrada para reverter os efeitos tóxicos destes agentes.

Os documentos regulamentares oficiais não fornecem declarações ou dados específicos sobre interações farmacocinéticas que envolvam as enzimas do Citocromo P450, transportadores de fármacos ou requisitos obrigatórios de separação de doses baseados no tempo para a fisostigmina.

Mecanismo de ação

Como funciona a Fisostigmina

A fisostigmina atua como um inibidor reversível da enzima acetilcolinesterase. Para compreender o seu mecanismo, é necessário observar o papel da acetilcolina, um neurotransmissor fundamental para a transmissão de sinais nervosos em diversas partes do corpo, incluindo o cérebro, os músculos e o sistema nervoso autónomo.

Em condições normais, após a acetilcolina transmitir uma mensagem entre as células nervosas, a enzima acetilcolinesterase decompõe rapidamente este neurotransmissor para evitar uma estimulação excessiva dos recetores. A fisostigmina interfere neste processo ao ligar-se temporariamente à acetilcolinesterase, impedindo-a de exercer a sua função de degradação.

Ao bloquear esta enzima, a fisostigmina permite que a acetilcolina se acumule e permaneça ativa durante mais tempo nas fendas sinápticas. Este aumento dos níveis de acetilcolina ajuda a restaurar a comunicação nervosa em situações onde a atividade deste neurotransmissor está perigosamente reduzida, como acontece em casos de toxicidade por substâncias anticolinérgicas.

Uma característica distintiva da fisostigmina é a sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica. Ao contrário de outros inibidores da colinesterase que atuam apenas no sistema nervoso periférico, a fisostigmina consegue penetrar no sistema nervoso central. Esta propriedade permite que o medicamento reverta não só os sintomas físicos da toxicidade anticolinérgica, mas também os efeitos neurológicos e cognitivos, como a confusão mental, as alucinações e o delírio.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração

A fisostigmina é administrada exclusivamente em contextos clínicos controlados, geralmente em ambientes hospitalares ou unidades de cuidados intensivos. O medicamento está disponível como uma solução estéril para injeção e é utilizado apenas por vias parentéricas.


Vias de Administração e Condições

Característica Resumo das Instruções Oficiais
Vias Aprovadas Injeção intravenosa (IV) ou intramuscular (IM).
Taxa de Administração IV A injeção intravenosa deve ser aplicada lentamente. A taxa não deve exceder 1 mg por minuto em adultos e 0,5 mg por minuto em doentes pediátricos.
Preparação A dose pode ser diluída e administrada como uma perfusão curta em 50 mL de solução salina fisiológica.

Dosagem Padrão e Esquema Terapêutico

A administração de fisostigmina baseia-se num regime titulado e ajustado conforme a necessidade, com intervalos específicos, o que reflete a sua curta duração de ação (aproximadamente 45 a 60 minutos).

População e Utilização Intervalo de Dose Inicial / Via Intervalo de Repetição
Toxicidade em Adultos 0,5 mg a 2,0 mg IM ou IV lento. Pode ser repetido a cada 20 minutos até se obter resposta. Doses subsequentes de 1 mg a 4 mg podem ser administradas a cada 30-60 minutos se houver recorrência de sinais de risco de vida.
Toxicidade Pediátrica 0,02 mg/kg IM ou IV lento. Pode ser repetido em intervalos de 5 a 10 minutos, até uma dose máxima acumulada de 2 mg.

Critérios para Interrupção da Dosagem

A administração deve ser interrompida imediatamente se surgirem sinais de excesso colinérgico, tais como salivação excessiva, vómitos ou diarreia. A dosagem deve ser reduzida caso se observe transpiração excessiva ou náuseas.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Investigação sobre a Fisostigmina

Evidência para o Uso como Antídoto na Síndrome Anticolinérgica Central Grave

A investigação principal sobre o uso da fisostigmina como antídoto tem sido aplicada maioritariamente em contextos observacionais que avaliam episódios de intoxicação aguda. Devido à sua utilização em cenários de emergência e cuidados intensivos, os ensaios clínicos que a comparam diretamente com um placebo são raros. Consequentemente, a maior parte da evidência provém de décadas de experiência resumida em estudos de coorte retrospetivos e prospetivos de grande escala, frequentemente coordenados por centros de toxicologia e registos de controlo de venenos. Estes estudos são realizados durante períodos de elevada atividade sintomática, focando-se em episódios onde os sintomas se tornam mais percetíveis.

A investigação explorou a sua aplicação na gestão de sintomas da síndrome anticolinérgica, que se caracteriza por episódios agudos ou disruptivos, tais como delírio agitado, confusão grave e sedação profunda. Os estudos analisaram como os sintomas evoluíram nas populações observadas após a administração. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde as alterações rápidas no estado neurológico, como os níveis de agitação e confusão, foram analisadas quanto a mudanças imediatas verificadas após a administração. A evidência descreve alterações sintomáticas específicas de curto prazo que foram observadas nas populações estudadas.


Resultados dos Estudos: Parâmetros Monitorizados em Contextos Agudos

Os resultados monitorizados pelos estudos incluíram medidas objetivas, tais como a necessidade de ventilação mecânica (taxas de entubação) e a aplicação de contenções físicas para gerir a agitação grave. Estas medidas permitiram à investigação examinar resultados relacionados com o esforço fisiológico ou stresse durante o episódio agudo.

Além da monitorização destas medidas físicas, a investigação também incluiu estudos que analisaram as experiências relatadas pelos doentes sobre a sua agitação e confusão. Escalas de avaliação específicas, como a Antimuscarinic Delirium Severity Score (AMSS), foram utilizadas na investigação para explorar como os sintomas mudam ao longo do tempo e para documentar a intensidade das manifestações. Os estudos também analisaram mudanças rápidas nos sintomas neurológicos após a administração, onde a investigação examinou o uso de uma resposta observada para auxiliar na classificação dos sintomas associados a uma síndrome anticolinérgica.


Lacunas e Incertezas na Evidência Científica

A principal limitação é a qualidade da base de evidência. Uma vez que a maioria da investigação consiste em estudos observacionais, verifica-se uma carência de evidência comparativa. A ausência de ensaios controlados e aleatorizados (ECA) de grande escala significa que o nível de certeza permanece baixo ao tentar retirar conclusões definitivas para a população em geral. Além disso, a investigação histórica descreve padrões onde a evidência sugere variações em estudos que exploram a utilização em doentes com ingestões de alto risco, particularmente naquelas em que a apresentação clínica incluía problemas de condução cardíaca. Esta área representa uma limitação da investigação, onde a análise científica ainda se encontra em curso.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a fisostigmina (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente a sentir os efeitos da fisostigmina após a sua administração?

A informação oficial indica que, quando o medicamento é administrado por via intravenosa para o seu uso aprovado, espera-se uma reversão acentuada dos sintomas anticolinérgicos em poucos minutos. O início da ação é tipicamente descrito como ocorrendo num intervalo de três a oito minutos.


P: A fisostigmina é um medicamento de ação curta ou prolongada?

A fisostigmina é classificada como um medicamento com uma duração de ação relativamente curta. De acordo com as informações regulamentares oficiais, os seus efeitos no organismo duram aproximadamente 45 a 60 minutos.


P: Qual é a duração geral da ação da fisostigmina no corpo?

A duração da ação é descrita na rotulagem oficial como relativamente curta, durando geralmente cerca de 45 a 60 minutos. Esta duração é consistente com a sua utilização em regimes titulados e administrados conforme a necessidade clínica.


P: Porque é que é importante verificar o historial médico de uma pessoa antes de utilizar fisostigmina?

A verificação do historial médico é essencial porque os documentos regulamentares oficiais listam condições específicas que proíbem o uso do fármaco. Estas contraindicações absolutas incluem bloqueio cardíaco pré-existente, asma, diabetes e certas obstruções mecânicas. As restrições regulamentares estabelecem a necessidade de rever o historial para ajudar a prevenir o uso em populações que enfrentam um risco de segurança mais elevado.


P: A fisostigmina pode ser utilizada durante a gravidez ou a amamentação?

Os documentos regulamentares referem que a segurança do uso de fisostigmina na gravidez e durante a amamentação não foi formalmente estabelecida. O uso nestas populações é descrito como exigindo uma determinação médica de que o benefício potencial supera quaisquer possíveis perigos para a mãe e para a criança.


P: O que é que o folheto informativo costuma destacar sobre a segurança da fisostigmina?

A informação regulamentar oficial enfatiza preocupações de segurança graves, incluindo assistolia (paragem cardíaca), bradicardia severa (ritmo cardíaco lento), dificuldade respiratória grave e convulsões. Os documentos oficiais de segurança também destacam efeitos comuns, como náuseas, vómitos e secreções excessivas, que resultam da ação do medicamento.


P: Porque é que os documentos oficiais referem a necessidade de supervisão próxima ao utilizar fisostigmina?

Os documentos oficiais exigem que a administração seja realizada num contexto clínico controlado com supervisão rigorosa. Isto deve-se aos avisos de que uma administração demasiado rápida pode causar efeitos secundários graves e à exigência de que a administração do fármaco deve ser imediatamente interrompida se forem observados certos sinais de excesso colinérgico.


P: A fisostigmina pode ser utilizada por pessoas que tenham certas condições cardíacas?

Os documentos regulamentares listam determinados problemas cardíacos como contraindicações. Estas condições, tais como doença cardiovascular pré-existente e certas formas de bloqueio cardíaco, são situações em que os documentos oficiais desaconselham o uso, devido ao risco reconhecido de efeitos secundários graves.


P: Existe o risco de ter uma reação alérgica à fisostigmina?

Sim, a rotulagem regulamentar indica um potencial risco de reações de hipersensibilidade, que são um tipo de resposta alérgica. Isto é frequentemente observado em relação à presença de bissulfito de sódio, que está incluído na solução estéril.


P: A fisostigmina é considerada segura para utilização em crianças?

O uso e as diretrizes de dosagem específicas da fisostigmina estão estabelecidos para a população pediátrica (crianças e bebés) para o seu fim aprovado. No entanto, os documentos oficiais alertam que as crianças podem exibir uma sensibilidade acrescida aos seus efeitos.


P: De que forma a fisostigmina é diferente de outros fármacos utilizados para fins semelhantes?

Uma diferença fundamental referida nas fontes regulamentares é que a estrutura química da fisostigmina, uma amina terciária, permite-lhe penetrar facilmente na barreira hematoencefálica. Isto significa que pode atuar no sistema nervoso central, uma característica que não é partilhada por todos os outros fármacos que funcionam através da inibição da enzima colinesterase.


P: A fisostigmina pode afetar os padrões de sono de uma pessoa?

Embora não seja o foco principal, fontes autorizadas referem que os efeitos adversos relacionados com a alteração resultante na atividade do sistema nervoso podem incluir instâncias relatadas de pesadelos ou sono agitado.


P: O que deve um doente saber, em geral, sobre o potencial de tensão arterial baixa com a fisostigmina?

A hipotensão, ou tensão arterial baixa, está especificamente listada no perfil oficial de reações adversas da fisostigmina. Esta é uma preocupação de segurança potencial que é monitorizada por profissionais de saúde quando o medicamento é administrado.


P: Quais são as classificações regulamentares da fisostigmina nos EUA ou na Europa?

A injeção de salicilato de fisostigmina é geralmente classificada como um medicamento de receita médica obrigatória. A sua classificação farmacológica é a de um inibidor da acetilcolinesterase, o que dita o seu mecanismo de ação primário no sistema nervoso.


P: O que diz a investigação sobre o uso da fisostigmina em condições psiquiátricas ou neurológicas?

Embora a fisostigmina seja indicada principalmente como antídoto para intoxicações anticolinérgicas agudas, a investigação histórica explorou o seu uso como potencial terapia para condições como a doença de Alzheimer. O seu historial de investigação também explora o seu uso no auxílio à diferenciação de certos tipos de delírio em contextos clínicos.


P: Qual é a diferença entre o salicilato de fisostigmina e o sulfato de fisostigmina?

As referências farmacêuticas autorizadas e regulamentares descrevem ambos como formas de sais diferentes do mesmo fármaco ativo, a fisostigmina. A forma de sal salicilato é frequentemente destacada pela vantagem química de ser menos deliquescente, o que significa que é menos propensa a absorver humidade do ar.


P: A fisostigmina pode interagir com medicamentos comuns para a constipação de venda livre?

As interações são possíveis porque muitos medicamentos comuns de venda livre para a constipação contêm ingredientes classificados como agentes anticolinérgicos (como certos anti-histamínicos). As descrições oficiais de interações sugerem que a sua combinação acarreta um risco de potenciais efeitos antagónicos ou cumulativos.


P: O medicamento tem requisitos específicos de temperatura de conservação?

Sim, a rotulagem oficial especifica que a injeção de salicilato de fisostigmina deve ser conservada a uma temperatura ambiente controlada, definida entre 20 a 25 °C. Deve também ser mantida protegida da luz e do calor, uma vez que a exposição pode causar instabilidade química.


P: Qual é a expectativa geral quando a fisostigmina é administrada para o seu uso aprovado?

O resultado geral descrito nos documentos oficiais é a reversão acentuada de sintomas centrais e periféricos graves poucos minutos após a administração para o fim a que se destina.


P: Porque é que a fisostigmina é por vezes referida por nomes diferentes?

A fisostigmina também é histórica e cientificamente referida pelo seu sinónimo estabelecido, eserina. Além disso, o medicamento é nomeado de acordo com as suas várias formas de sais, como o salicilato de fisostigmina, o que ajuda a distinguir o composto químico preciso utilizado.


P: Qual é o procedimento padrão se for observado um efeito secundário grave após a injeção?

A orientação regulamentar dita que, se surgirem sinais de excesso colinérgico (estimulação excessiva do sistema nervoso), a administração de fisostigmina deve ser imediatamente interrompida. Além disso, o antídoto adequado, o sulfato de atropina, deve estar sempre prontamente disponível para administração pela equipa de saúde.


P: Posso encontrar recursos oficiais e diretrizes para a fisostigmina online?

Sim, recursos oficiais e autorizados são disponibilizados publicamente por organismos governamentais. É possível encontrar as informações de prescrição completas e detalhes regulamentares através de fontes como o serviço DailyMed, mantido pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e pela FDA.

Como Physostigmine deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Injeção de Salicilato de Fisostigmina

A injeção de salicilato de fisostigmina deve ser conservada a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20 e os 25 °C. O produto requer proteção contra a luz e o calor, uma vez que a exposição pode fazer com que a substância se torne vermelha, o que indica instabilidade química. Os recipientes devem ser mantidos devidamente selados na sua embalagem original.

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação

Condição Requisito Regulamentar
Temperatura Temperatura ambiente controlada (20 a 25 °C)
Proteção Proteger da luz e do calor; manter o recipiente bem fechado
Segurança Infantil Deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças
Eliminação Classificado como Resíduo Perigoso Agudo em ambientes clínicos. A eliminação por parte do doente deve priorizar programas de recolha de medicamentos ou instalações licenciadas, evitando a libertação em águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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