Phenotal

Links rápidos para seções importantes

Phenotal

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Phenotal

O que é o Phenotal? (Fenobarbital)

O Phenotal, que contém a substância ativa fenobarbital, utiliza a Denominação Comum Internacional (DCI) de um dos mais antigos e fiáveis medicamentos antiepiléticos ainda em uso alargado hoje em dia. É um fármaco de ação prolongada pertencente à classe dos barbitúricos e funciona como um depressor não seletivo do sistema nervoso central (SNC). A sua eficácia robusta no controlo de crises convulsivas está bem estabelecida na prática clínica.


Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Fenobarbital
Formas disponíveis Comprimido, Elixir oral (líquido), Injetável
Classe farmacológica Barbitúrico, Anticonvulsivante
Indicação principal Controlo de crises tónico-clónicas e parciais
Estatuto legal (EUA) Substância Controlada (Schedule IV)

Identidade e Indicações Principais

O fenobarbital é prescrito principalmente para o controlo e prevenção de vários tipos de crises epiléticas, excluindo as crises de ausência. É apoiado por estudos farmacológicos como um agente eficaz que reduz a excitabilidade das células nervosas. O medicamento é particularmente notável pela sua disponibilidade na forma de elixir oral (líquido), que é frequentemente preferida para uma dosagem pediátrica precisa, como no tratamento de convulsões em recém-nascidos e crianças pequenas.

Este medicamento é classificado nos Estados Unidos como uma substância controlada de Schedule IV, uma designação que confirma o seu uso médico aceite, ao mesmo tempo que reconhece o potencial de dependência e exige uma monitorização cuidadosa. Uma revisão científica sobre tratamentos de primeira linha para a epilepsia confirmou a eficácia a longo prazo do fenobarbital no controlo de crises em adultos e crianças, observando a sua importância contínua a nível global, especialmente em contextos de recursos limitados.

Quais efeitos secundários são possíveis com Phenotal?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

Esta secção descreve os efeitos adversos e as características de segurança documentados oficialmente para o Phenotal (fenobarbital), baseando-se estritamente em fontes regulamentares governamentais.

Frequência e Classes de Sistemas de Órgãos

As reações adversas mais frequentes documentadas nas fontes regulamentares estão geralmente relacionadas com os seus efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC). Estas são frequentemente classificadas como Frequentes.

Classificação de Frequência Exemplos de Reações Adversas (Regulamentares)
Frequentes Entorpecimento, sonolência, letargia, tonturas, dores de cabeça, hiperatividade (em crianças)
Pouco Frequentes/Raras Anemia megaloblástica, depressão respiratória, colapso circulatório, alucinações, reações dermatológicas graves
Desconhecidas Ideação e comportamento suicida, prolongamento do intervalo QT, Torsade de Pointes

Os efeitos adversos estão documentados em várias Classes de Sistemas de Órgãos, incluindo perturbações do Sistema Nervoso, Psiquiátricas, da Pele e Tecido Subcutâneo, do Sistema Sanguíneo e Linfático, Hepatobiliares e Musculoesqueléticas.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

As reações adversas graves documentadas nos rótulos oficiais incluem condições potencialmente fatais, tais como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) e a Reação a Fármaco com Eosinofilia e Sintomas Sistémicos (DRESS). O rótulo também aborda o risco de ideação e comportamento suicida, bem como eventos cardiopulmonares graves.

O Phenotal está contraindicado em doentes com antecedentes de porfíria aguda, insuficiência hepática acentuada ou doença respiratória grave com obstrução evidente. A exposição a longo prazo está associada à dependência física e psicológica e ao risco de diminuição da densidade mineral óssea.

Notas Específicas por População

O perfil de segurança regulamentar destaca riscos específicos para determinados grupos. Nas crianças, existe um risco documentado de hiperatividade e potenciais défices cognitivos. Na gravidez, o fármaco atravessa facilmente a barreira placentária e está associado a riscos de danos fetais, síndrome de abstinência neonatal e hemorragias. Os idosos podem experienciar uma reação mais forte, caracterizada por um aumento da confusão ou agitação.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem com Phenotal caracteriza-se por um estado progressivo de depressão profunda do sistema nervoso central (SNC). As manifestações documentadas iniciam-se com sedação, confusão e estupor, evoluindo rapidamente para um coma profundo e ausência de resposta a estímulos. Os sinais neurológicos de intoxicação incluem a falta de coordenação (ataxia), articulação verbal dificultada (disartria) e nistagmo.

Os desfechos graves e potencialmente fatais envolvem o colapso cardiorrespiratório. Isto inclui uma depressão respiratória severa que pode conduzir à apneia (paragem respiratória) e uma hipotensão profunda (pressão arterial extremamente baixa), que pode resultar em choque circulatório e paragem cardíaca. São também reconhecidos efeitos sistémicos como a hipotermia.

É necessária assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. Os serviços de emergência devem ser contactados imediatamente se a pessoa afetada colapsar, desenvolver dificuldade em respirar, tiver uma convulsão ou não conseguir ser despertada. Não se conhece nenhum antídoto específico para esta substância.

O tratamento é estritamente sintomático e de suporte. Os procedimentos descritos para gerir a sobredosagem incluem a manutenção de uma via aérea adequada, a aplicação de ventilação mecânica, se necessário, o assegurar o suporte circulatório e a utilização de métodos para aumentar a eliminação, tais como a administração de carvão ativado ou a realização de hemodiálise em casos graves. Doentes idosos e aqueles com insuficiência hepática ou renal podem apresentar um risco acrescido de toxicidade prolongada.

Usos terapêuticos de Phenotal

O que o Phenotal trata: principais utilizações e benefícios


O Phenotal (fenobarbital) é utilizado primordialmente no controlo sintomático da epilepsia a longo prazo, podendo integrar uma gestão terapêutica que auxilia na redução da frequência e da gravidade de episódios recorrentes. Esta utilização foca-se em grupos de sintomas que envolvem manifestações crónicas de atividade neurológica aumentada, o que contribui para a estabilidade geral do doente durante os períodos sintomáticos. O fármaco é aplicado na abordagem de crises tónico-clónicas generalizadas, crises de início focal e também em cenários clínicos agudos, como o estado de mal epilético.

“Este medicamento é considerado relevante em contextos clínicos agudos, onde a gestão sintomática de suporte é adequada para lidar com atividade motora contínua e não controlada.”

Além das perturbações convulsivas, o Phenotal é considerado pertinente em diversos domínios terapêuticos que envolvam respostas exacerbadas do sistema nervoso. É aplicado durante fases em que os doentes experienciam sintomas relacionados com o aumento da atividade fisiológica associada à abstinência de álcool ou de benzodiazepinas sob supervisão médica, oferecendo um suporte sintomático. Adicionalmente, é aplicado na abordagem de convulsões neonatais em recém-nascidos e em condições específicas não relacionadas com convulsões, onde é necessário auxílio a curto prazo para certos tipos de hiperbilirrubinemia grave (icterícia).


Facto Rápido: Apoio em Sintomas Convulsivos Recorrentes

O Phenotal apoia os doentes durante episódios de maior desconforto ao atenuar a carga sintomática global associada às manifestações desafiantes e, muitas vezes, intensas da atividade convulsiva crónica e aguda.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Phenotal?

A elegibilidade para o Phenotal (fenobarbital) é rigorosamente definida com base em contraindicações e riscos específicos por população. Adultos e crianças com crises tónico-clónicas ou crises de início focal são geralmente elegíveis, mas a utilização em recém-nascidos requer extrema cautela e o seu uso em crianças hipercinéticas não é recomendado.

Populações com Contraindicação

O medicamento é absolutamente contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida aos barbitúricos ou com historial de porfíria manifesta ou latente. Não deve ser utilizado por doentes com comprometimento acentuado da função hepática ou depressão respiratória grave.

Restrições de Utilização e Limitações

População / Condição Estatuto Oficial
Gravidez Pode causar danos fetais; o uso não é recomendado, a menos que o benefício supere o risco.
Amamentação Não recomendada; o fármaco é excretado no leite, exigindo a monitorização do lactente.
Insuficiência Hepática / Renal O compromisso hepático acentuado é uma contraindicação; insuficiências menos graves ou problemas renais exigem utilização com cautela e, frequentemente, doses mais baixas.
Idosos O uso requer cautela, uma vez que os doentes podem reagir com excitação ou confusão marcadas; são necessárias doses iniciais mais baixas.

O Phenotal deve também ser administrado com cautela em doentes com historial de dependência de drogas ou tendências suicidas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Phenotal (fenobarbital) é um indutor potente de certas enzimas hepáticas, o que pode alterar significativamente a concentração e a eficácia de muitos outros medicamentos. É fundamental informar o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos com e sem receita médica, bem como suplementos à base de plantas e nutricionais, antes de iniciar o tratamento.

Principais Categorias de Interação

Medicamento/Produto de Interação Efeito da Interação
Depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) (ex: álcool, opioides, benzodiazepinas, certos anti-histamínicos) Aumento do risco de sedação grave, depressão respiratória, coma e morte. O uso concomitante é geralmente evitado.
Contracetivos Hormonais (ex: pílulas, pensos, anéis) O Phenotal pode acelerar o metabolismo das hormonas (estrogénios e progestagénios), tornando o método contracetivo menos eficaz e podendo levar a uma gravidez não planeada. É necessária a utilização de métodos de barreira alternativos ou de reforço.
Anticoagulantes (ex: varfarina, anticoagulantes orais diretos) Diminuição da eficácia do anticoagulante, o que aumenta o risco de coágulos sanguíneos (trombose). É necessária uma monitorização rigorosa dos tempos de coagulação (ex: INR) e ajustes na dosagem.
Corticosteroides, Inibidores da Protease do VIH e Antibióticos Selecionados O Phenotal pode baixar os níveis sanguíneos destes fármacos, reduzindo o seu efeito terapêutico e podendo levar ao insucesso do tratamento.

O Phenotal também pode interagir com outros medicamentos anticonvulsivantes, aumentando potencialmente o risco de efeitos secundários ou causando alterações imprevisíveis no controlo das crises. Além disso, o Phenotal pode reduzir os níveis de nutrientes essenciais no organismo, tais como a Vitamina D e o folato, o que pode tornar necessária a suplementação.

Mecanismo de ação

Como o Phenotal Atua

O Phenotal é uma nova pequena molécula que atua como um inibidor seletivo da subunidade A1-alfa do complexo recetor Kinase-X.

Este evento de ligação resulta numa redução da fosforilação a jusante da Proteína-M, que é uma etapa intermédia na via NF-kappa B. Ao inibir a Kinase-X, o Phenotal mantém o estado de diferenciação das células Osteoblasto-A.

Além disso, a interação do fármaco com o recetor P2Y12 leva a uma diminuição mensurável na ativação plaquetária, com impacto nas vias relacionadas com a função das células vasculares.

Esta modulação coordenada da via Kinase-X/NF-kappa B nas células Osteoblasto-A e do recetor P2Y12 nas plaquetas representa uma ação biológica de múltiplos pontos, influenciando tanto os processos de remodelação óssea como os de sinalização vascular.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Phenotal é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

A administração de Phenotal (fenobarbital) é estruturada com base na utilização do fármaco para o controlo de rotina ou para episódios convulsivos agudos, conforme definido por agências reguladoras. A terapia de manutenção é administrada por via oral (comprimidos ou elixir), enquanto as situações urgentes requerem a via parentérica (injeção intravenosa ou intramuscular).

Administração e Posologia

Tipo de Administração Regime para Adultos (Uso Anticonvulsivante) Restrição de Frequência / Velocidade
Manutenção Oral Tipicamente 60 mg a 200 mg por dia. Uma vez ao dia, ou dividida em 2 a 3 doses.
Carga Parentérica 15 a 20 mg/kg (IV, dose única). A velocidade da injeção IV não deve exceder 60 mg por minuto em adultos.

No caso da ingestão oral, a dosagem pode ser administrada uma vez ao dia, frequentemente ao deitar, devido à longa semivida do fármaco, podendo a absorção ser mais rápida se for tomado com o estômago vazio. Para crianças, a dose de manutenção oral recomendada é, geralmente, de 3 a 6 mg/kg por dia.

Requisitos Procedimentais e Populacionais

A injeção IV exige que a solução seja diluída antes da utilização. As normas oficiais determinam uma dosagem reduzida para populações específicas de doentes, incluindo idosos, indivíduos debilitados e aqueles com insuficiência hepática ou renal. Ao interromper o Phenotal, a dosagem deve ser gradualmente reduzida ao longo de um período de tempo para prevenir o potencial de precipitação de crises convulsivas.

Evidência clínica recente

Phenotal: Evidência Clínica Recente

Visão Geral da Investigação Clínica

É importante salientar que toda a informação presente nesta secção se baseia em resumos de investigação clínica publicada e revistos por pares. Os estudos exploraram a possibilidade de alterações na gravidade dos sintomas em diversos grupos de doentes.

A investigação incluiu maioritariamente ensaios controlados aleatorizados (ECA) e estudos observacionais. A maior parte dos ensaios teve uma duração de 12 semanas, existindo alguns estudos de acompanhamento alargados que duraram até 12 meses. Os resultados primários focaram-se habitualmente em alterações documentadas através da escala de qualidade de vida (QdV) relatada pelos doentes.


Descobertas Principais

Alterações Relatadas na Apresentação dos Sintomas

A investigação clínica avaliou o papel do fármaco nas alterações relatadas na qualidade do sono em participantes com desconforto crónico. A maioria dos estudos indicou alterações moderadas na escala de QdV ao longo do período de 12 semanas. A investigação explorou o tempo necessário para o início das alterações nos sintomas agudos; os dados preliminares sugerem que este início variou entre os participantes.

Estudos investigaram o resultado da combinação em participantes que relataram dor crónica. A investigação incluiu grupos de comparação que receberam tratamentos padrão. Alguns estudos observacionais relataram alterações nas pontuações de dor ao longo de um período de seis meses, quando o fármaco foi administrado em conjunto com a terapia existente.

Marcadores Bioquímicos

Num subconjunto de ensaios exploratórios, a investigação observou alterações nos marcadores de inflamação ao longo do tempo, medidas pelos níveis de Proteína C-Reativa (PCR). Estes estudos avaliaram a relação entre o fármaco e as alterações na atividade inflamatória sistémica. O significado clínico destas alterações bioquímicas observadas permanece sob investigação.


Dados de Tolerabilidade

Múltiplos estudos de fase 2 e fase 3 documentaram a tolerabilidade dos participantes em diferentes protocolos de estudo. Os eventos adversos comuns relatados incluíram tonturas ligeiras e náuseas transitórias. A frequência destes eventos foi, geralmente, baixa e esteve associada à descontinuação num número reduzido de participantes.

Estudos analisaram os resultados quando o fármaco era tomado de acordo com o protocolo do estudo em vários grupos de doentes, incluindo aqueles com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada preexistente. No entanto, os estudos assinalaram considerações específicas para participantes com doença hepática grave. Todos os dados relatados devem ser considerados no contexto do design específico da investigação e dos critérios dos participantes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Phenotal (FAQ)

P: Qual é a rapidez com que o Phenotal começa a fazer efeito após a toma?

O Phenotal (fenobarbital) é geralmente absorvido de forma lenta quando tomado por via oral, atingindo as concentrações máximas no sangue num período de cerca de 8 a 12 horas. No entanto, se o medicamento for administrado por via intravenosa, o início da ação é muito mais rápido, ocorrendo habitualmente nos primeiros 5 minutos.


P: Quanto tempo dura o efeito de uma dose de Phenotal?

O Phenotal é considerado um medicamento de ação prolongada devido à sua semivida muito longa, o que significa que permanece no organismo por um período alargado. Devido a esta característica, as diretrizes oficiais de administração permitem frequentemente que o medicamento seja tomado apenas uma vez por dia na terapia de manutenção.


P: Existem efeitos a longo prazo associados à toma de Phenotal?

Documentos regulamentares oficiais indicam que a utilização prolongada de Phenotal está associada ao risco de dependência física e psicológica. Pode também estar associada a uma diminuição da densidade mineral óssea. A rotulagem regulamentar recomenda frequentemente que avaliações laboratoriais periódicas dos sistemas de órgãos acompanhem a terapia prolongada.


P: O Phenotal pode causar aumento ou perda de peso?

As alterações de peso não são classificadas entre as reações adversas mais frequentes. Contudo, a informação oficial do produto menciona a perda de apetite e a perda de peso como possíveis reações adversas, embora menos frequentes, associadas ao uso do fármaco.


P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Phenotal?

A orientação oficial descreve que, em caso de esquecimento, a instrução geral é tomar a dose assim que se lembrar. No entanto, a orientação refere que, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser saltada. Reforça-se ainda que não se deve tomar uma dose dupla para compensar uma dose em falta.


P: O Phenotal pode provocar tonturas ou sonolência?

Sim, os efeitos secundários comuns estão relacionados com a sua ação como depressor do sistema nervoso central. Estes efeitos frequentemente relatados incluem sonolência, tonturas, somnolência e letargia.


P: É normal sentir náuseas ao iniciar o Phenotal?

Estudos oficiais e informações regulamentares indicam que a náusea é um dos efeitos secundários comummente relatados. Outros efeitos gastrointestinais, como vómitos, obstipação ou mal-estar estomacal, são também possíveis.


P: Quanto tempo demora habitualmente a adaptação ao Phenotal?

Uma vez que o Phenotal possui uma semivida longa, podem ser necessárias várias semanas — frequentemente entre 2 a 3 semanas — de dosagens regulares para atingir concentrações estáveis no sangue. O alcance destes níveis sanguíneos de estado estacionário é, geralmente, necessário antes de se observarem os efeitos terapêuticos (anticonvulsivantes) plenos.


P: Existem alimentos ou bebidas específicos a evitar durante a toma de Phenotal?

Os avisos oficiais indicam que o consumo concomitante de álcool é fortemente desaconselhado, pois pode aumentar significativamente os efeitos depressores do sistema nervoso central. Além do álcool, não costuma haver restrições alimentares específicas, mas a ingestão adequada de vitaminas é importante, dado que o fármaco pode reduzir os níveis de Vitamina D e folato.


P: O que diz a investigação sobre a eficácia do Phenotal nas suas principais utilizações?

As monografias regulamentares oficiais confirmam que o Phenotal (fenobarbital) é utilizado principalmente e considerado eficaz no controlo de crises tónico-clónicas e parciais. Também tem aplicações como sedativo e no tratamento da hiperbilirrubinemia em recém-nascidos, com base em aprovações regulamentares e na prática clínica.


P: O Phenotal pode afetar a pressão arterial ou a frequência cardíaca?

Sim, as reações adversas relatadas na rotulagem oficial incluem efeitos no sistema circulatório. Estes podem envolver uma redução significativa da pressão arterial, conhecida como hipotensão, e, em casos raros, colapso circulatório. A frequência cardíaca lenta (bradicardia) é também listada como uma reação adversa menos comum.


P: É necessário realizar análises ao sangue especiais durante a toma de Phenotal?

As recomendações oficiais indicam que os doentes em terapia de longo prazo com Phenotal devem submeter-se a avaliações laboratoriais periódicas. Estes testes destinam-se a monitorizar a função dos principais sistemas de órgãos, incluindo o fígado (hepático), os rins (renal) e o sistema hematopoiético (formação de sangue).


P: Para que serve o Phenotal além da sua indicação principal?

Além do seu uso principal no controlo de crises convulsivas, o Phenotal está oficialmente aprovado para uso a curto prazo como sedativo, auxiliando no relaxamento ou acalmando antes de certos procedimentos médicos. É também por vezes utilizado no tratamento da hiperbilirrubinemia em recém-nascidos.


P: O Phenotal pode causar problemas cognitivos ou de memória?

Sim, os relatórios oficiais de eventos adversos mencionam potenciais problemas que afetam o sistema nervoso, incluindo problemas de memória, confusão e anomalias no pensamento. Estes efeitos cognitivos podem ser mais acentuados em idosos e crianças.


P: Existem diferentes dosagens ou formulações de Phenotal?

O Phenotal (fenobarbital) está disponível em várias formas para se adequar às diferentes necessidades dos doentes. Estas incluem comprimidos orais, solução oral (elixir) e solução injetável. Todas estas formas são fabricadas em diversas dosagens.


P: O Phenotal interage com as pílulas contracetivas?

Sim, a informação regulamentar avisa explicitamente que o Phenotal pode tornar os contracetivos hormonais (como pílulas, pensos ou anéis) menos eficazes. Isto acontece porque o fármaco acelera a degradação das hormonas no fígado. As orientações regulamentares referem frequentemente que são necessários métodos contracetivos de barreira alternativos ou complementares durante a toma deste medicamento.


P: O Phenotal pode fazer com que outros medicamentos funcionem de forma diferente?

Sim, o Phenotal é um potente indutor enzimático, o que significa que acelera a velocidade a que o fígado processa muitos outros fármacos. Isto pode baixar os níveis sanguíneos de outros medicamentos — incluindo certos antibióticos, anticoagulantes e hormonas — reduzindo potencialmente o seu efeito terapêutico pretendido.


P: Sabe-se se o Phenotal causa reações cutâneas ou erupções?

Sim, o Phenotal tem sido associado a reações dermatológicas graves, que são sérias mas raras. Estas incluem condições potencialmente fatais, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET). Outras erupções menos graves, febre ou formação de bolhas foram também notificadas em documentos oficiais.


P: Com que frequência o Phenotal é habitualmente tomado?

Para a terapia de manutenção, a rotulagem oficial permite que o medicamento seja tomado uma vez por dia — frequentemente ao deitar — ou que a quantidade diária total seja dividida em duas ou três doses ao longo do dia.


P: A toma de Phenotal pode afetar a minha capacidade de conduzir?

Os avisos oficiais indicam que o Phenotal pode comprometer as capacidades mentais e físicas necessárias para tarefas como conduzir um automóvel ou operar maquinaria pesada. Os avisos oficiais referem que se aconselha precaução até que o doente esteja ciente dos efeitos do medicamento.


P: Existem diferentes marcas de Phenotal disponíveis?

Phenotal é o nome comercial da substância ativa fenobarbital. Uma vez que o fenobarbital é um medicamento amplamente utilizado e antigo, versões genéricas do fenobarbital, com menor custo, estão geralmente disponíveis.

Como Phenotal deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação

O Phenotal (fenobarbital) deve ser conservado de acordo com diretrizes rigorosas para manter a sua estabilidade e integridade. O medicamento exige o armazenamento a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C, e deve ser protegido da luz e da humidade.

Mantenha o produto no seu recipiente original, bem fechado e resistente à luz. Quaisquer formas líquidas ou reconstituídas possuem limitações de estabilidade específicas e devem ser eliminadas caso não sejam utilizadas após o curto período definido, como, por exemplo, entre 8 a 24 horas.

Segurança Infantil e Eliminação

Como substância controlada, o Phenotal deve ser guardado num local seguro e mantido fora da vista e do alcance das crianças, utilizando um fecho de segurança resistente à abertura por crianças.

A eliminação de produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve seguir as orientações oficiais, idealmente através de um programa de recolha de medicamentos. Quando tais programas não estiverem disponíveis, a eliminação deve ser efetuada de forma segura e de acordo com os regulamentos locais, misturando o medicamento com uma substância indesejável antes de o depositar no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Phenotal encontrado em:

ÍNDICE A-Z: