Peridone

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Peridone

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Peridone

Peridone é um medicamento que pertence ao grupo farmacoterapêutico dos antieméticos e procinéticos. A sua substância ativa é a domperidona, um composto utilizado principalmente para o alívio de sintomas de náuseas e vómitos em adultos e adolescentes.

Este medicamento atua bloqueando os recetores da dopamina localizados na zona de gatilho dos quimiorrecetores e no trato gastrointestinal. Ao fazê-lo, o Peridone facilita o esvaziamento gástrico e aumenta o tónus do esfíncter esofágico inferior, auxiliando na progressão do conteúdo alimentar através do sistema digestivo e prevenindo o refluxo ou a sensação de má digestão.

O Peridone é indicado para o tratamento sintomático de náuseas e vómitos de diversas etiologias. Devido ao seu perfil de segurança e ao risco de efeitos secundários cardíacos, o uso deste medicamento deve ser limitado à dose mínima eficaz e pelo período mais curto possível. É fundamental que a utilização de Peridone seja feita sob orientação médica, respeitando rigorosamente as doses recomendadas e as contraindicações específicas, especialmente em doentes com patologias cardíacas preexistentes ou insuficiência hepática.

Quais efeitos secundários são possíveis com Peridone?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

A preocupação de segurança mais significativa associada ao Peridone (Domperidona) é o risco de eventos cardiovasculares graves, incluindo o prolongamento do intervalo QTc, Torsades de Pointes e morte súbita cardíaca. Foram determinadas restrições para mitigar este risco, particularmente em populações de doentes específicas.

Reações Adversas e Frequências

As reações adversas são geralmente categorizadas por frequência:

Classificação Exemplos de Reações Adversas (selecionadas)
Frequentes Boca seca.
Pouco Frequentes Cefaleias, ansiedade, sonolência, diarreia, erupção cutânea, prurido, galactorreia, dor ou sensibilidade mamária, fraqueza generalizada.
Raras / Muito Raras Arritmias ventriculares graves, paragem cardíaca, reação anafilática, convulsões, perturbações extrapiramidais (movimentos incontroláveis).

Considerações Graves de Segurança e Contraindicações

Reações Adversas Graves: O risco crítico é o potencial para arritmias ventriculares graves e morte súbita cardíaca. Este risco é considerado mais elevado em doentes com idade superior a 60 anos e com doses diárias que excedam os 30 mg.

Restrições de Segurança e Contraindicações: O Peridone está explicitamente contraindicado em doentes que apresentem prolongamento pré-existente do intervalo QTc, condições cardíacas subjacentes, como insuficiência cardíaca congestiva, ou desequilíbrios eletrolíticos significativos. Está também contraindicado para uso com a maioria dos medicamentos que prolongam o intervalo QT ou com inibidores potentes do CYP3A4, que podem aumentar significativamente a concentração de Peridone. O uso é restrito em doentes com insuficiência hepática moderada a grave ou em condições gastrointestinais onde a estimulação da motilidade (por exemplo, hemorragia ou perfuração) possa ser prejudicial.

Dose e Duração: O fármaco deve ser utilizado na dose mínima eficaz e pela duração mais curta possível, geralmente limitada a um máximo de uma semana para uso agudo em adultos. O tratamento deve ser interrompido imediatamente se ocorrerem sinais ou sintomas sugestivos de arritmia cardíaca, tais como palpitações ou perda de consciência.

Notas sobre Populações Específicas: A ocorrência de sintomas extrapiramidais é mais provável em crianças. Quando o medicamento é utilizado fora das indicações aprovadas para a lactação, a interrupção súbita ou a redução gradual da dose foi associada a relatos de eventos de abstinência neuropsiquiátrica, incluindo ansiedade e agitação.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil oficial de sobredosagem do Peridone (Domperidona) é definido pela identificação imediata de efeitos graves no sistema nervoso central (SNC) e no sistema cardiovascular, tal como descrito nos documentos regulamentares. Uma sobredosagem pode apresentar-se através de manifestações clínicas documentadas como sonolência, desorientação e sinais de perturbações extrapiramidais. Estes efeitos extrapiramidais incluem movimentos incontroláveis, movimentos oculares invulgares e postura anómala.

Consequências Graves e Ação de Emergência

As consequências documentadas mais graves envolvem o sistema cardiovascular. Estes riscos incluem o prolongamento do intervalo QT, arritmias ventriculares graves como Torsade de Pointes e o potencial de morte súbita cardíaca. Perante uma suspeita de sobredosagem, deve procurar-se assistência médica imediata. É fundamental obter ajuda médica urgente se forem observados sintomas como batimentos cardíacos muito rápidos ou invulgares, desmaios ou convulsões.

Gestão e Monitorização

Os procedimentos de gestão documentados no resumo das características do medicamento consistem essencialmente em tratamento sintomático e de suporte. Devido ao risco cardíaco documentado, deve realizar-se monitorização por ECG (eletrocardiograma). Outras intervenções, tais como a administração de carvão ativado ou lavagem gástrica, podem ser consideradas com base no estado clínico. Os documentos regulamentares referem que não se conhece um antídoto específico. É de notar que o risco de sintomas extrapiramidais é mais provável na população pediátrica.

Usos terapêuticos de Peridone

O Peridone é utilizado em áreas onde é necessário apoio sintomático adicional para manifestações relacionadas com o estômago e o trato digestivo superior. O medicamento é relevante para a gestão de sintomas decorrentes de perturbações da motilidade gastrointestinal superior.

Domínios Terapêuticos Principais e Benefício para o Doente

O Peridone é habitualmente utilizado para auxiliar no alívio sintomático da sensação angustiante de náusea e na gestão do ato físico do vómito (emese). É aplicado em situações onde os sintomas estão associados a alterações agudas ou episódicas, oferecendo um suporte que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas.

O alívio de sintomas como a sensação de enfartamento pós-prandial, a distensão abdominal e a saciedade precoce desempenha um papel na gestão do conforto do doente, particularmente em condições como o esvaziamento gástrico lento (gastroparesia) e a dispepsia funcional. Os cenários clínicos incluem a terapia adjuvante para os sintomas gastrointestinais que acompanham o uso de certos medicamentos para a doença de Parkinson, e o apoio à produção de leite materno em mães que experienciam insuficiência de lactação. Esta aplicação auxilia na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.

Facto Rápido

Facto Rápido: Gestão de suporte para sintomas gastrointestinais superiores e náuseas associadas.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Oficial e Contraindicações

O Peridone (Domperidona) apresenta critérios de elegibilidade restritos, fundamentados em preocupações relativas à segurança cardíaca e a interações medicamentosas. A sua utilização está oficialmente autorizada apenas em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos e que pesem, pelo menos, 35 kg. O tratamento deve ser estritamente limitado à dose mínima eficaz (máximo de 30 mg por dia) e pela duração mais curta possível, não excedendo habitualmente uma semana.

Populações Contraindicadas (Não Devem Utilizar)

A utilização é contraindicada em doentes com:

  • Hipersensibilidade conhecida ao medicamento.
  • Problemas cardíacos pré-existentes, incluindo prolongamento significativo do intervalo QTc, doenças cardíacas subjacentes (como insuficiência cardíaca congestiva) ou desequilíbrios eletrolíticos clinicamente relevantes (hipocalemia, hipercalemia ou hipomagnesemia).
  • Insuficiência hepática moderada ou grave (doença do fígado).
  • Condições gastrointestinais em que o aumento da motilidade possa ser prejudicial, tais como hemorragia gastrointestinal, obstrução mecânica ou perfuração.
  • Tumor da hipófise que liberte prolactina (prolactinoma).
  • Utilização concomitante com inibidores potentes do CYP3A4 ou com a maioria dos medicamentos que prolongam o intervalo QT.

Utilização Restrita ou Não Recomendada

  • O medicamento já não está licenciado para utilização em crianças com idade inferior a 12 anos ou com peso inferior a 35 kg.
  • A utilização é desaconselhada em doentes com idade superior a 60 anos, devido a um risco mais elevado de arritmias ventriculares graves ou morte súbita cardíaca.
  • A amamentação não é, geralmente, recomendada, devido à excreção do medicamento no leite humano.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

A utilização de Peridone (Domperidona) está associada a restrições graves no que respeita à administração conjunta de outros medicamentos, principalmente devido ao potencial de riscos cardíacos relacionados com interações. A coadministração é estritamente contraindicada com fármacos que afetam a atividade elétrica do coração (medicamentos que prolongam o intervalo QT) ou com medicamentos que interferem na sua metabolização pelo organismo (inibidores potentes e moderados da enzima CYP3A4).

As interações com inibidores potentes da CYP3A4, tais como certos antifúngicos (por exemplo, o cetoconazol) e antibióticos macrólidos (como a claritromicina), provocam um aumento na concentração de Peridone no sangue, elevando o risco de arritmias ventriculares graves. De igual modo, a coadministração com qualquer agente que prolongue o intervalo QT — categoria que inclui antiarrítmicos específicos, antipsicóticos e alguns outros antibióticos — é proibida devido a um efeito aditivo no ritmo cardíaco. Adicionalmente, o consumo de sumo de toranja é restringido, uma vez que este também atua como um inibidor da via metabólica da CYP3A4.

Separadamente, os agentes que neutralizam ou reduzem a acidez do estômago, como os antiácidos ou fármacos redutores da acidez, podem diminuir a absorção de Peridone a partir do trato gastrointestinal. Por conseguinte, os documentos oficiais estabelecem que estes produtos não devem ser tomados num intervalo de duas horas em relação à administração de Peridone. O perfil geral de interações é definido por estas restrições obrigatórias que visam gerir os riscos de interações cardiovasculares e farmacocinéticas.

Mecanismo de ação

O Peridone contém a substância ativa domperidona, um composto que pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como antagonistas da dopamina. Este medicamento atua principalmente através da regulação da motilidade gastrointestinal, facilitando a passagem dos alimentos através do sistema digestivo.

A ação do Peridone foca-se no bloqueio dos recetores da dopamina localizados no trato digestivo e na zona de gatilho dos quimiorrecetores. Ao inibir a atividade da dopamina nestas áreas, o medicamento ajuda a acelerar o esvaziamento do estômago e a coordenar as contrações do esófago, estômago e intestinos. Este processo é essencial para reduzir a sensação de enfartamento e o desconforto abdominal.

Além disso, a influência do medicamento sobre o centro do vómito no cérebro permite o controlo eficaz de sintomas como náuseas e vómitos. Uma vez que a domperidona não atravessa facilmente a barreira hematoencefálica em quantidades significativas, a sua ação é predominantemente periférica, minimizando os efeitos no sistema nervoso central enquanto exerce as suas funções terapêuticas no sistema digestivo.

Informações sobre dosagem e administração

Vias de Administração e Doses Padrão

O Peridone (Domperidona) é administrado oficialmente por via oral (sob a forma de comprimidos, suspensão ou comprimidos orodispersíveis) e por via retal (através de supositórios). O protocolo de administração é definido de forma rigorosa por parâmetros regulamentares. Para doentes adultos e adolescentes com um peso mínimo de 35 kg, a dose oral padrão é de 10 mg por administração, podendo ser tomada até três vezes por dia. A dose máxima diária por via oral está estabelecida nos 30 mg, enquanto a dose por via retal é de 30 mg, administrada até duas vezes por dia.

Frequência, Momento da Toma e Duração

Este medicamento está indicado para uma utilização de curto prazo, não devendo, geralmente, exceder uma semana (7 dias) para o controlo dos sintomas. De modo a manter um padrão de utilização previsível, deve ser respeitado um intervalo mínimo de 8 horas entre cada administração. O momento da toma é fundamental: a dose oral deve ser tomada antes das refeições (pré-prandialmente), dado que a ingestão após a alimentação atrasa a absorção do medicamento. Caso ocorra o esquecimento de uma dose, as orientações regulamentares determinam que a dose esquecida deve ser omitida, retomando-se a toma seguinte no horário habitual; a dose não deve ser duplicada para compensar.

Regras para Populações Específicas

As normas de administração para populações específicas asseguram a utilização correta do fármaco. A forma de suspensão oral líquida é necessária para permitir uma dosagem precisa baseada no peso em pacientes pediátricos com menos de 35 kg, uma vez que os comprimidos e supositórios são considerados inadequados para este grupo. Além disso, os doentes com insuficiência renal grave estão sujeitos a uma redução oficial na frequência das doses, muitas vezes para uma ou duas vezes por dia, conforme detalhado na informação do produto. Estas regras estruturam a aplicação do medicamento com base na fisiologia do paciente e na disponibilidade das formas farmacêuticas.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Objetivos e Âmbito da Investigação

A investigação científica tem caracterizado o perfil terapêutico potencial deste fármaco. Vários estudos analisaram o candidato a medicamento em diversos contextos de investigação, abrangendo desde avaliações laboratoriais iniciais até ensaios clínicos subsequentes.


Ensaios de Redução da Dor

Ensaios clínicos investigaram se a combinação estava associada a uma redução nos níveis de dor ao longo de um período de 12 semanas. Estes estudos recorreram a escalas de dor validadas para registar alterações na gravidade da dor reportada pelos participantes.

Achados de Dose-Resposta Os ensaios avaliaram o efeito de três níveis de dosagem distintos nos resultados dos participantes. Os resultados foram mistos quanto à questão de saber se doses mais elevadas estavam associadas a uma redução da dor significativamente maior quando comparadas com a dose mais baixa testada. A investigação explorou o intervalo de tempo em que as alterações foram observadas nos participantes do estudo, com observações relativas ao período em que as melhorias foram registadas.

Combinação vs. Monoterapia Um estudo comparou o regime combinado com a monoterapia. O desfecho primário avaliou a alteração nas pontuações de dor após 8 semanas de tratamento. Este ensaio explorou o efeito desta formulação na rapidez do início de ação do alívio relatado pelos participantes.


Investigação sobre Inflamação e Biomarcadores

A investigação avaliou o potencial para uma alteração sustentada nos níveis de inflamação através da medição de um biomarcador (Proteína C-Reativa ou PCR) ao longo de um período de 24 semanas. Ensaios clínicos investigaram os efeitos terapêuticos do fármaco em participantes com valores elevados de PCR.

Acompanhamento a Longo Prazo Estudos analisaram se o fármaco estava associado a uma redução na incidência de complicações durante um ano de acompanhamento. Os dados provenientes dos estudos foram revistos para compreender o impacto na progressão global da doença.


Perfis de Segurança e Tolerabilidade

Os perfis dos participantes nos estudos incluíram uma variedade de indivíduos, tendo a investigação avaliado a tolerabilidade em diferentes subgrupos. Eventos adversos graves foram registados e analisados em todos os grupos de tratamento para determinar a sua frequência. Os ensaios avaliaram igualmente o impacto do fármaco em marcadores das funções hepática e renal.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre Peridone (FAQ)

P: Existem alimentos ou bebidas que devam ser evitados durante a toma de Peridone? As informações regulamentares destacam a importância de tomar o medicamento antes das refeições, uma vez que os alimentos podem atrasar a sua absorção. Além deste requisito temporal, os documentos oficiais não costumam especificar outros alimentos ou bebidas que devam ser evitados durante o tratamento de curta duração.


P: O Peridone é seguro para idosos? Os avisos regulamentares oficiais indicam que o risco de efeitos secundários graves, particularmente perturbações do ritmo cardíaco, é considerado significativamente mais elevado em doentes com mais de 60 anos. As autoridades competentes sugerem que pode ser considerada uma atenção especial e monitorização adequada quando o medicamento é utilizado nesta faixa etária.


P: As mulheres grávidas ou a amamentar podem utilizar Peridone? As orientações regulamentares indicam que o uso durante a gravidez não é recomendado, a menos que um profissional de saúde o considere absolutamente necessário. Da mesma forma, a amamentação não é recomendada, porque pequenas quantidades do medicamento podem passar para o leite materno e causar potencialmente efeitos secundários indesejados no lactente.


P: O Peridone é um medicamento que requer uma interrupção gradual? A informação oficial sobre o produto sublinha que o medicamento deve ser interrompido imediatamente se ocorrerem sintomas sugestivos de uma perturbação do ritmo cardíaco. Separadamente, a documentação refere que a descontinuação súbita associada ao uso fora das indicações aprovadas (off-label) para a lactação tem sido associada a relatos de eventos de abstinência.


P: Que nível de evidência científica existe para apoiar a utilização do Peridone a longo prazo? A documentação regulamentar especifica que o fármaco está autorizado apenas para uma curta duração de tratamento para a gestão dos sintomas. Para o tratamento agudo, geralmente não se recomenda que a utilização exceda uma semana (7 dias). Os estudos e a informação oficial focam-se, por isso, no apoio a este perfil terapêutico de curto prazo.


P: Com que rapidez se pode esperar que o Peridone comece a atuar? A informação oficial do produto descreve que, após a administração oral, o medicamento é rapidamente absorvido na corrente sanguínea. As concentrações máximas no plasma são habitualmente atingidas no prazo de 30 a 60 minutos após a toma da dose.


P: O Peridone pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas? As orientações oficiais sobre este tema variam. Alguns folhetos informativos referem que o medicamento não afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Contudo, outras fontes oficiais afirmam que, se a pessoa sentir efeitos secundários como tonturas, confusão ou desorientação, deve abster-se de realizar tais atividades.


P: É possível tomar Peridone se também estiver a tomar vitaminas ou suplementos? Os documentos oficiais sublinham que o medicamento é processado pela enzima CYP3A4 no organismo. Por isso, a toma de suplementos, incluindo produtos à base de plantas, que inibam ou induzam fortemente esta enzima pode afetar os níveis do fármaco. A documentação oficial refere que doentes com condições de saúde específicas que causem desequilíbrios eletrolíticos podem necessitar que a gestão de suplementos adequados seja feita com precaução.


P: Preciso de fazer análises ao sangue regularmente enquanto utilizo Peridone? A informação oficial do produto refere que as análises ao sangue podem mostrar alterações relacionadas com o funcionamento do fígado. Embora as orientações regulamentares não especifiquem um calendário universal de análises de rotina para todos os doentes, a monitorização pode ser considerada adequada para doentes já identificados como estando em maior risco de problemas de ritmo cardíaco.


P: O que devo fazer se notar uma alteração invulgar após iniciar o Peridone? Os documentos regulamentares salientam que o medicamento deve ser interrompido imediatamente e deve procurar-se assistência médica imediata se a pessoa sentir alterações graves específicas, tais como sinais de uma reação alérgica, movimentos incontroláveis, batimentos cardíacos muito rápidos ou invulgares, ou uma crise convulsiva.


P: O Peridone interage com o álcool? As fontes regulamentares oficiais afirmam que o uso concomitante de álcool não é recomendado durante o tratamento. Esta precaução é aconselhada porque o álcool pode potencialmente aumentar o risco de certos efeitos secundários relatados, tais como sonolência ou batimentos cardíacos irregulares.


P: O Peridone é conhecido por causar quaisquer alterações de saúde a longo prazo? O medicamento é apenas recomendado pela duração mais curta possível, habitualmente limitada a um máximo de sete dias para alívio agudo. Como tal, os documentos regulamentares e os estudos de investigação focam-se primordialmente nos efeitos a curto e médio prazo e no perfil de segurança do fármaco.


P: Porque é que o Peridone é por vezes prescrito para condições diferentes da principal? Embora o fármaco seja indicado principalmente para náuseas e vómitos, algumas autoridades competentes ou profissionais de saúde em certos países podem utilizá-lo para outros fins. O contexto regulamentar oficial refere que tem sido utilizado de forma "off-label" para estimular a lactação e para aliviar sintomas gastrointestinais em pessoas com doença de Parkinson.


P: O Peridone pode interagir com produtos à base de plantas, como a Erva de São João? Os documentos regulamentares sublinham que o medicamento é metabolizado através da via da enzima CYP3A4. Produtos à base de plantas, como a Erva de São João, que são conhecidos por induzir ou inibir fortemente esta enzima, podem afetar a concentração do medicamento no organismo.


P: Quanto tempo permanece o Peridone no corpo após interromper a sua utilização? De acordo com estudos farmacocinéticos, o tempo necessário para que metade da dose seja eliminada do plasma (a semivida) é habitualmente de 7 a 9 horas em indivíduos saudáveis. No entanto, a informação oficial também refere que esta semivida é prolongada em doentes com insuficiência renal grave.


P: O Peridone apresenta risco de dependência ou habituação? As revisões regulamentares e a informação para o doente indicam que não foram reportadas tendências de habituação ou riscos de dependência para este medicamento.


P: O Peridone pode afetar a minha fertilidade? A informação oficial refere que o medicamento pode causar perturbações no ciclo menstrual devido aos seus efeitos hormonais. Separadamente, em estudos com animais, observou-se que pequenas quantidades do fármaco atravessam a placenta.


P: Quais são os componentes do Peridone além da substância ativa? A substância ativa deste medicamento é a domperidona. Os restantes componentes são ingredientes inativos, chamados excipientes, que variam consoante a formulação. Excipientes comuns incluem a lactose monohidratada, amidos e celulose microcristalina.


P: O Peridone está disponível em diferentes dosagens? Os documentos regulamentares confirmam que o medicamento está disponível em diversas dosagens e formas farmacêuticas. Estas incluem habitualmente comprimidos de 10 mg, uma suspensão oral líquida de 1 mg/ml e supositórios de 30 mg para administração retal.


P: É necessário acompanhamento médico regular durante o tratamento com Peridone? As orientações oficiais recomendam que doentes considerados em maior risco de problemas de ritmo cardíaco (prolongamento do intervalo QTc e/ou arritmia cardíaca) devem ser considerados para monitorização médica adequada durante o tratamento. Esta monitorização é particularmente relevante para doentes idosos.


P: Quanto tempo demora a estabilizar os níveis de Peridone no organismo? Estudos farmacocinéticos indicam que o tempo para atingir a concentração mais elevada do medicamento no sangue após duas semanas de administração permanece semelhante ao observado após a primeira dose. Isto sugere que a estabilização dos níveis do fármaco ocorre rapidamente nas primeiras duas semanas de utilização.


P: Que precauções devem ter as pessoas com diabetes ao tomar Peridone? A documentação regulamentar oficial refere que a diabetes é listada como um dos fatores de risco para paragem cardíaca súbita que devem ser tidos em conta durante o tratamento.


P: Existem outros nomes comerciais para o Peridone? Sim, a substância ativa domperidona é comercializada sob vários nomes comerciais. Os documentos oficiais referem-se ao fármaco utilizando nomes que podem incluir Motilium e APO-DOMPERIDONE.


P: O que diz o folheto informativo sobre quando parar de tomar o medicamento? O folheto informativo afirma que o medicamento deve ser interrompido imediatamente se a pessoa sentir sintomas urgentes. Estes sintomas incluem perturbações do ritmo cardíaco, reações alérgicas graves ou movimentos incontroláveis.

Como Peridone deve ser armazenado e descartado?

A conservação e a eliminação do Peridone, que contém a substância ativa domperidona, devem seguir as condições obrigatórias especificadas no folheto informativo e na rotulagem regulamentar oficial.

Requisitos de Conservação

Categoria Requisito de Rotulagem
Intervalo de Temperatura Conservar à temperatura ambiente controlada, entre os 15 °C e os 30 °C.
Proteção e Manuseamento Deve ser protegido da luz e da humidade. Não refrigerar nem congelar.
Segurança Infantil Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Embalagem Manter o produto na sua embalagem de origem até ao momento da utilização.

Instruções de Eliminação

As instruções oficiais exigem que o Peridone não utilizado ou fora do prazo de validade não seja deitado no lixo doméstico nem nos esgotos. O método de eliminação recomendado é através da entrega numa farmácia (ponto de recolha de resíduos farmacêuticos), para garantir que o produto seja processado de forma segura e adequada como resíduo hospitalar/farmacêutico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Peridone encontrado em:

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