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Pentasa Prolonged Release

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Pentasa Prolonged Release

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Pentasa Prolonged Release

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Mesalazina (Ácido 5-aminossalicílico, 5-ASA)
Forma farmacêutica Grânulos de libertação prolongada, comprimidos, enemas e supositórios
Classe farmacológica Aminossalicilato (anti-inflamatório de ação local)
Finalidade geral Redução da inflamação crónica e do edema no revestimento intestinal
Origem Derivado sintético

Que Tipo de Medicamento é o Pentasa Prolonged Release?

O Pentasa Prolonged Release é um medicamento sujeito a receita médica que contém a substância ativa Mesalazina, também conhecida quimicamente como Ácido 5-aminossalicílico (5-ASA). Pertence à classe dos aminossalicilatos, um grupo farmacológico especializado de agentes utilizados pela sua ação anti-inflamatória potente e localizada no trato digestivo. Esta preparação é um produto sintético de substância única, concebido para suprimir o processo inflamatório no revestimento do intestino. A abordagem global de utilizar a Mesalazina para terapia localizada é amplamente apoiada por estudos farmacológicos publicados por instituições governamentais e de investigação estabelecidas. Esta investigação sustenta que o papel principal da Mesalazina é atuar como um agente anti-inflamatório especificamente onde ocorre a irritação.

Composição e o Sistema Especializado de Libertação Prolongada

O medicamento caracteriza-se distintamente pela sua formulação única de libertação prolongada, uma característica especializada concebida para assegurar que a Mesalazina é entregue e libertada de forma lenta e uniforme ao longo de toda a extensão do intestino delgado e do intestino grosso. Está disponível em várias formas farmacêuticas, incluindo comprimidos e grânulos orais, além de preparações retais como supositórios e enemas. As formas orais utilizam uma tecnologia de libertação sustentada especializada — que envolve o revestimento de microgrânulos de Mesalazina com materiais como a etilcelulose — para garantir que o composto seja distribuído continuamente, uma abordagem de engenharia que o diferencia de formulações que dependem da dissolução específica dependente do pH.

Finalidade Geral e Benefício Fundamental

O benefício fundamental da Mesalazina deriva da sua ação direta como um agente anti-inflamatório de ação local que modula a resposta imunitária local excessiva na parede intestinal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) lista a Mesalazina como um medicamento essencial, principalmente pelo seu mecanismo de ação na redução da inflamação. Isto significa que o fármaco é reconhecido globalmente pela sua eficácia em acalmar a fonte subjacente da irritação e do inchaço intestinal crónico. Ao intervir na cascata bioquímica responsável pela irritação crónica, a preparação cumpre o seu propósito principal de suavizar e proteger o revestimento intestinal, o que é necessário para manter a integridade do trato gastrointestinal.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Pentasa Prolonged Release?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial da Mesalazina (a substância ativa do Pentasa Prolonged Release) está categorizado pela frequência e pelos sistemas do organismo afetados, conforme documentado na informação de prescrição regulamentar.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos adversos estão oficialmente agrupados com base na sua frequência reportada, variando entre comuns e muito raros.

Classificação Exemplos de Reações Documentadas
Comuns Cefaleias (dores de cabeça), diarreia, dor abdominal, náuseas, vómitos e erupção cutânea (rash).
Pouco comuns Miocardite, pericardite, pancreatite e dores articulares (artralgia).
Raros Tonturas, neuropatia periférica e aumento da sensibilidade à luz solar (fotossensibilidade).

Reações Adversas Graves

Os documentos regulamentares destacam reações raras, mas clinicamente importantes. Estas incluem uma reação específica designada por Síndrome de Intolerância Aguda, que pode manifestar-se com cólicas, dor abdominal aguda e diarreia com sangue, surgindo frequentemente pouco tempo após o início da terapêutica. Outras reações graves documentadas incluem hipersensibilidade específica de órgãos que envolve o coração (miocardite, pericardite), o fígado (hepatite) e os rins (nefrite), bem como reações cutâneas graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ).

População e Condicionantes de Segurança

O rótulo oficial aconselha precaução em indivíduos com historial conhecido de comprometimento da função renal ou comprometimento da função hepática. Existem também notas de segurança específicas relativas ao potencial deste medicamento interferir com certos exames laboratoriais, como os que medem a normetanefrina urinária. Além disso, foi documentado que o medicamento pode causar uma coloração castanho-avermelhada na urina quando esta entra em contacto com lixívia (hipoclorito).

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de Mesalazina (Pentasa Prolonged Release) é definido pelo risco de toxicidade por salicilatos e pela necessidade explícita de cuidados de suporte imediatos.

Na eventualidade de suspeita de sobredosagem ou de ingestão de quantidades excessivas, é obrigatória assistência médica imediata, devendo os indivíduos contactar prontamente os serviços de emergência.

Manifestações e Consequências Ações Regulamentares Oficiais
Sintomas Sistémicos: Vómitos, hiperventilação, desidratação, cefaleias (dores de cabeça), confusão e dor abdominal. Ação Urgente: Procurar assistência médica imediata.
Efeitos Fisiológicos Graves: Perturbação do equilíbrio ácido-base, hipoglicemia, edema pulmonar e potencial deterioração da função renal. Monitorização Obrigatória: Recomenda-se a hospitalização e a monitorização da função renal e do equilíbrio ácido-base.
Existência de Antídoto: Não é conhecido nenhum antídoto específico. Gestão: O tratamento é sintomático e de suporte, incluindo o restabelecimento do equilíbrio volémico (líquidos) e eletrolítico.

Consideração Especial: O potencial para reações adversas, incluindo o agravamento da função renal após uma sobredosagem, pode ser superior em indivíduos que apresentem previamente um compromisso da função renal.

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Usos terapêuticos de Pentasa Prolonged Release

O que o Pentasa Prolonged Release Trata: Principais Utilizações e Benefícios

Foco na Inflamação Ativa na Colite Ulcerosa

O Pentasa Prolonged Release é habitualmente utilizado em situações que envolvem processos inflamatórios ou irritativos, tais como a colite ulcerosa (CU) ligeira a moderada. Este domínio terapêutico oferece suporte ao organismo durante fases em que a estabilidade funcional é afetada pela inflamação crónica no cólon e no reto, desempenhando um papel na manutenção da remissão e podendo auxiliar na gestão dos sintomas associados à doença ativa.

As utilizações principais centram-se no controlo sintomático da colite ulcerosa ativa, incluindo a hemorragia retal, a dor e cólicas abdominais, bem como alterações súbitas nos hábitos intestinais.

Resolução de Sintomas Agudos Debilitantes

Este medicamento ajuda a abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos durante uma crise, os quais interferem com o funcionamento diário. A utilização deste fármaco proporciona um suporte que auxilia a aliviar a carga global dos sintomas durante estes episódios difíceis.

Sustentar a Remissão a Longo Prazo e Gerir a Recidiva

Além disso, este medicamento é relevante em condições caracterizadas por períodos de agravamento dos sintomas, ao desempenhar um papel na manutenção da remissão. Esta utilização contribui para uma melhoria do conforto durante períodos de sintomatologia acrescida e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional, sendo importante na gestão dos sintomas associados a uma recorrência da doença.


Facto Rápido: Alívio do Desconforto Gastrointestinal

Este medicamento é aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional para gerir sintomas que interferem com o conforto diário, particularmente distúrbios relacionados com a urgência e a frequência dos movimentos intestinais.

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Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para o Pentasa Prolonged Release: Informação Regulamentar Oficial

A elegibilidade para a utilização do Pentasa Prolonged Release (mesalazina) é definida rigorosamente pelas autoridades regulamentares com base no perfil do doente e em condições clínicas preexistentes. A população elegível principal inclui adultos com Colite Ulcerosa ativa de grau ligeiro a moderado.

Contraindicações Absolutas (Quem não pode utilizar)

A utilização está contraindicada em qualquer doente com hipersensibilidade conhecida ou suspeita à mesalazina, a outros salicilatos (como a aspirina) ou a qualquer componente da formulação. O medicamento está também formalmente contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave ou insuficiência renal grave.

Restrições de Idade e de Função Orgânica

No que respeita ao uso pediátrico, a segurança e a eficácia não estão, por norma, estabelecidas em crianças com idade inferior a cinco ou seis anos. Para a utilização pediátrica aprovada, aplicam-se limiares mínimos de idade e/ou de peso (24 kg) a determinadas formulações.

Relativamente ao uso condicional, doentes com compromisso prévio das funções hepática ou renal (de grau não grave), asma crónica ou alergia conhecida à sulfassalazina devem utilizar o medicamento com precaução, o que exige uma monitorização clínica próxima.

Quanto à gravidez e ao aleitamento, a utilização é considerada condicional, sendo geralmente autorizada apenas quando o benefício potencial para a mãe supera o possível risco para o feto ou para o lactente.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve os padrões de interação oficialmente documentados para a Mesalazina (a substância ativa do Pentasa Prolonged Release), baseando-se estritamente em fontes regulamentares governamentais. Não existem produtos medicinais formalmente classificados como contraindicados devido ao risco de interação fármaco-fármaco.


Padrões de Interação Documentados

As interações clinicamente mais relevantes estão relacionadas com riscos partilhados de efeitos adversos, o que exige uma monitorização específica durante a administração conjunta.

Substância/Classe de Interação Padrão de Interação Oficialmente Documentado
Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) Aumento do risco de nefrotoxicidade (danos nos rins).
Azatioprina ou 6-Mercaptopurina (Tiopurinas) Aumento do risco de efeitos mielossupressores (distúrbios hematológicos).
Outros Agentes Nefrotóxicos Podem aumentar o risco de reações renais.
Varfarina Evidência limitada sugere que a Mesalazina pode diminuir o efeito anticoagulante da varfarina.

Monitorização e Condicionantes Relacionadas com Interações

A administração conjunta com Agentes Nefrotóxicos requer a monitorização de alterações na função renal, uma vez que o risco de reações renais adversas é superior. Da mesma forma, o uso concomitante com Tiopurinas exige a monitorização das contagens de células sanguíneas (hemograma), devido ao risco acrescido de mielossupressão.

A Mesalazina pode também interferir com certos exames laboratoriais, podendo causar resultados falsamente elevados na medição da normetanefrina urinária. Adicionalmente, a Mesalazina pode fazer com que a urina adquira uma coloração castanho-avermelhada após o contacto com lixívia de hipoclorito de sódio.

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Mecanismo de ação

O mecanismo de ação da Mesalazina é estritamente local e multifacetado, sendo definido pela sua capacidade de modular as cascatas bioquímicas associadas à inflamação crónica na parede intestinal.

Inibição Dual de Enzimas Inflamatórias (COX e LOX)

A ação principal envolve a inibição direta, pela Mesalazina, de enzimas fundamentais na via do Ácido Araquidónico: a Ciclo-oxigenase (COX) e a 5-Lipoxigenase (5-LOX). Este efeito bloqueia a síntese celular de mediadores pró-inflamatórios, incluindo as prostaglandinas e os leucotrienos. Este processo inicia uma consequência fisiológica ao limitar imediatamente os sinais químicos associados ao aumento da permeabilidade vascular e ao edema.

Modulação de Sinais Imunitários e Ativadores Genéticos

A molécula também participa na modulação da transdução de sinal através da supressão da ativação do fator de transcrição Fator Nuclear-kappa B (NF-kappaB). Esta ação reduz eficazmente as instruções genéticas para a produção de inúmeras citocinas e quimiocinas pró-inflamatórias. Consequentemente, modula a função do sistema imunitário local, reduzindo o recrutamento e a atividade de células imunitárias no tecido da mucosa.

Neutralização Química e Redução do Stresse Epitelial

A Mesalazina atua como um antioxidante, neutralizando diretamente as Espécies Reativas de Oxigénio (ROS) e os radicais livres que são gerados durante o processo inflamatório. Esta neutralização química é o mecanismo através do qual o fármaco reduz o stresse oxidativo nas células epiteliais. O efeito fisiológico resultante é a redução do stresse epitelial induzido pelos radicais livres.

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Informações sobre dosagem e administração

Mapa de Instruções: Como utilizar o Pentasa Prolonged Release — Orientações Oficiais de Administração

Âmbito da Administração Instrução Oficial
Via de administração O medicamento está aprovado para administração Oral (cápsulas, comprimidos ou grânulos) e administração Retal (supositórios ou enemas).
Esquema posológico A posologia diferencia-se pela fase da doença: está autorizada uma dose até 4 g diários de mesalazina para a indução da remissão na doença ativa, enquanto uma dose de 2 g diários é comum para a manutenção a longo prazo.
Relação com as refeições As cápsulas orais de libertação prolongada podem ser tomadas com ou sem alimentos.
Requisitos de preparação As cápsulas e os comprimidos orais devem ser engolidos inteiros e não podem ser esmagados nem mastigados, de forma a preservar as propriedades de libertação prolongada. Como alternativa, o conteúdo das cápsulas pode ser aberto e polvilhado numa colher de puré de maçã ou iogurte, para consumo imediato e sem mastigar. As saquetas de grânulos são administradas de forma semelhante com água, sumo ou iogurte.
Regras por grupo etário A posologia pediátrica (a partir dos 6 anos de idade) baseia-se no peso e não deve exceder a dose diária máxima para adultos. As diretrizes instruem também que a função renal deve ser avaliada antes do início da terapia e periodicamente durante o tratamento.
Regras para doses esquecidas Se uma dose for esquecida, esta deve ser saltada caso esteja quase na hora da próxima dose programada; nunca deve ser tomada uma dose dupla para compensar a omissão.
Condições procedimentais especiais É instruída a manutenção de uma ingestão de líquidos adequada durante o tratamento.

Classificações das Instruções (Nível Superior)

Classificação Padrão Oficial
Tipo de método de administração Oral e Retal (dependendo da formulação)
Padrão de frequência Uma vez ao dia ou doses divididas (até quatro vezes ao dia, dependendo do regime)
Base regulamentar Protocolos oficiais (podem variar consoante a rotulagem regional)
Condicionantes do contexto de uso A dosagem está dependente da fase da doença: Ativa (Indução) versus Remissão (Manutenção)

Estrutura Procedimental Resultante

Sequência oficial de etapas:

A dose diária total é estabelecida com base no facto de o tratamento se destinar à doença ativa ou à manutenção a longo prazo. As formas farmacêuticas orais de libertação prolongada devem ser consumidas inteiras ou através de métodos específicos aprovados, como a dispersão em alimentos pastosos, sem comprometer a integridade do sistema de libertação. A dose é tomada uma vez por dia ou em quantidades divididas, garantindo que a frequência de administração especificada é mantida. Caso uma dose programada seja esquecida, o doente deve seguir a regra de saltar a dose omitida se a próxima estiver quase devida, nunca tomando duas doses ao mesmo tempo.

Ligação ao protocolo geral de utilização:

O protocolo de utilização oficial estrutura o tratamento numa fase inicial definida de dose elevada para a gestão aguda, seguida de uma dose mais baixa para a manutenção a longo prazo. Este protocolo exige que o mecanismo de libertação prolongada do fármaco seja protegido por regras de ingestão específicas, tais como a ingestão das formas intactas ou o consumo imediato de preparações em alimentos pastosos. Fornece ainda instruções explícitas para a frequência das doses e para o procedimento a adotar em caso de esquecimento de tomas.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

O Pentasa (mesalazina de libertação prolongada) tem sido extensivamente avaliado em ensaios clínicos para a gestão da Colite Ulcerosa (CU) e da Doença de Crohn (DC) de grau ligeiro a moderado.

Visão Geral dos Estudos de Eficácia

A investigação analisou o fármaco através de estudos clínicos e observacionais, centrando-se primordialmente no seu papel na CU. Uma revisão sistemática e meta-análise de ensaios controlados e aleatorizados verificou que a mesalazina estava associada a taxas mais elevadas de obtenção e manutenção da remissão quando comparada com um placebo.

No que respeita à indução da remissão na CU, diversos estudos compararam o efeito da mesalazina, em doses geralmente entre 2 g/dia e 4 g/dia, face ao placebo durante períodos curtos, como 8 semanas. Os resultados demonstraram diferenças na taxa de remissão combinada, abrangendo critérios clínicos e endoscópicos, a favor da mesalazina. Relativamente à manutenção da remissão, estudos de longo prazo indicaram que a utilização do medicamento estava associada a um risco menor de recaída em comparação com o placebo, durante períodos de 6 a 12 meses.

Perfil de Segurança e Tolerabilidade

A segurança e a tolerabilidade foram objetivos primordiais em todas as principais fases de desenvolvimento clínico. Os dados recolhidos de meta-análises indicam que o perfil de eventos adversos do fármaco é, geralmente, comparável ao do placebo em doentes com CU.

Quanto aos eventos adversos reportados, os sintomas comuns relatados nos ensaios incluem cefaleias, náuseas, dor abdominal e erupção cutânea, sendo a maioria destes eventos tipicamente classificada como de grau ligeiro a moderado. No âmbito da monitorização específica, devido ao metabolismo do fármaco, os estudos incluíram frequentemente a monitorização dos níveis das enzimas hepáticas e da função renal ao longo da duração dos ensaios. Observaram-se alterações nestes parâmetros numa pequena percentagem de participantes, o que levou à descontinuação do tratamento nesses casos específicos.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Pentasa Prolonged Release (FAQ)

O Pentasa é considerado um tipo de corticoide?

Não, o Pentasa não é um corticoide. A substância ativa, a mesalazina, está oficialmente classificada como um agente anti-inflamatório aminosalicilato. Esta é uma classe farmacológica específica de medicamentos que difere dos corticosteroides e que atua localmente no revestimento do trato digestivo, conforme observado nos documentos regulamentares.

Quanto tempo demora normalmente até se sentir uma diferença após iniciar o Pentasa?

O tempo necessário para observar uma melhoria pode variar entre as formas orais e as retais. Dados de ensaios clínicos para a formulação retal sugerem que os efeitos iniciais podem ser observados entre 3 a 21 dias. Para as formas orais de libertação prolongada, o benefício terapêutico total é geralmente esperado após várias semanas, por vezes coincidindo com o final do período inicial de tratamento prescrito, como 6 a 8 semanas.

O Pentasa pode causar queda de cabelo?

Uma ligeira perda de cabelo foi reportada como um possível efeito secundário da mesalazina em informações destinadas ao doente, derivadas de relatórios pós-comercialização. Contudo, geralmente não consta na lista de reações adversas comuns ou frequentes detalhadas nas principais informações oficiais de prescrição. Qualquer alteração neste âmbito justifica uma discussão com um profissional de saúde.

Como é que o Pentasa afeta a fertilidade em homens ou mulheres?

A informação oficial refere que não se sabe de forma definitiva se a mesalazina pode dificultar a conceção. Este tópico específico não é habitualmente abordado nos documentos fundamentais de prescrição. Os indivíduos preocupados com o planeamento familiar são incentivados a consultar o seu médico.

Este medicamento é interrompido ou é normalmente de uso prolongado?

O tratamento com este medicamento pode ser de curta ou de longa duração, dependendo da fase da doença. É utilizado em doses mais elevadas para atingir a remissão inicial e frequentemente continuado em doses mais baixas para manutenção a longo prazo. As orientações regulamentares sugerem que os doentes não devem interromper a toma do medicamento ou alterar a sua dose sem consultar o médico assistente, uma vez que tal pode levar a uma recaída da condição subjacente.

O que deve ser feito se eu sentir uma potencial reação alérgica ao Pentasa?

As orientações oficiais de segurança aconselham que, se forem suspeitados sinais de uma reação cutânea grave, como erupção cutânea ou lesões nas mucosas, ou outra hipersensibilidade, o tratamento deve ser interrompido imediatamente. Nestes casos, o curso de ação recomendado é contactar o médico prescritor de imediato ou procurar assistência médica de emergência.

Em que medida a substância ativa do Pentasa difere de um probiótico?

O Pentasa contém mesalazina, que é um fármaco farmacêutico sintético classificado como um agente anti-inflamatório aminosalicilato. Este medicamento foi concebido para reduzir a inflamação na parede intestinal. Os probióticos são fundamentalmente diferentes, sendo classificados como microrganismos vivos destinados a introduzir bactérias benéficas no hospedeiro através de um mecanismo biológico distinto.

A investigação oficial demonstra que o Pentasa ajuda a prevenir complicações da DII?

O medicamento é indicado para o tratamento e manutenção da remissão da colite ulcerosa, abordando a inflamação subjacente da doença. Os ensaios clínicos avaliam a capacidade do medicamento para atingir e manter a remissão. Embora reduzir a inflamação seja um objetivo importante, os critérios de avaliação da investigação oficial focam-se em medidas como a remissão clínica e a cicatrização da mucosa, em vez da prevenção de todas as complicações a longo prazo.

Qual é a duração máxima pela qual este medicamento é habitualmente prescrito?

A duração da terapia depende do plano de tratamento específico do doente. Para a gestão inicial da doença ativa, a terapia é tipicamente definida em ensaios clínicos como sendo de 6 a 8 semanas. Para a prevenção de crises, o medicamento é frequentemente prescrito para uso a longo prazo, seguindo a orientação do médico prescritor.

O medicamento pode afetar o humor ou causar ansiedade?

Os documentos regulamentares de prescrição oficiais não listam a ansiedade ou alterações significativas de humor como reações adversas frequentes. No entanto, relatórios de estudos clínicos registaram insónia em alguns indivíduos. Quaisquer alterações preocupantes no humor ou nos padrões de sono podem justificar a comunicação com um médico.

Existem instruções específicas sobre o que fazer se o fármaco parecer não estar a funcionar?

Se o medicamento parecer não estar a surtir efeito ou se os sintomas digestivos agravarem subitamente, a orientação oficial sugere a consulta imediata do profissional de saúde. Um agravamento dos sintomas pode ser um sinal de exacerbação da doença ou da rara Síndrome de Intolerância Aguda, que requer avaliação médica imediata.

Tomar Pentasa afeta as vacinações?

Está documentado que a mesalazina interage com certas vacinas vivas, especificamente a vacina contra o vírus da varicela, particularmente em doentes pediátricos. É importante informar plenamente o médico sobre todos os medicamentos que está a tomar ao discutir o plano completo de vacinação.

Porque é que os documentos oficiais de prescrição mencionam a Sulfassalazina em relação ao Pentasa?

A substância ativa do Pentasa, a mesalazina, está quimicamente relacionada com um medicamento mais antigo chamado sulfassalazina. O organismo metaboliza a sulfassalazina para libertar mesalazina, que é o componente terapêutico ativo. Além disso, os avisos oficiais aconselham precaução para indivíduos que tenham uma alergia conhecida à sulfassalazina.

Os ingredientes da cápsula podem causar problemas a pessoas com sensibilidades alimentares?

O medicamento está formalmente contraindicado se um doente tiver uma hipersensibilidade conhecida à mesalazina, a salicilatos ou a qualquer um dos componentes inativos da formulação. Os doentes com sensibilidades alimentares conhecidas podem desejar rever a lista completa de ingredientes inativos com o seu farmacêutico ou médico para confirmar a elegibilidade.

Existem problemas conhecidos ao tomar suplementos de ervas juntamente com o Pentasa?

A maioria dos remédios complementares e à base de ervas não é submetida a testes clínicos oficiais quanto aos seus efeitos de interação com medicamentos de prescrição. A orientação geral de segurança recomenda que os doentes devem informar sempre o seu médico prescritor sobre todas as substâncias que estão a consumir.

O que dizem as orientações oficiais sobre a interrupção do Pentasa?

As orientações oficiais do produto referem que este medicamento não deve ser interrompido subitamente nem ter a sua dosagem alterada sem consulta e instrução de um médico. Este protocolo existe porque a descontinuação abrupta do tratamento pode levar a uma recaída ou ao agravamento da condição subjacente.

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Como Pentasa Prolonged Release deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Pentasa Prolonged Release

Os requisitos de conservação para o Pentasa variam consoante a formulação, mas todas as formas farmacêuticas devem ser mantidas fora da vista e do alcance das crianças.

Formulação Condições de Conservação Requisitos de Eliminação
Comprimidos de Libertação Prolongada Não conservar acima de 25 °C e não congelar. Deve ser mantido na embalagem de origem para proteger da luz, de modo a preservar o prazo de validade de 36 meses. Eliminar de acordo com os requisitos locais.
Grânulos de Libertação Prolongada Não são necessárias condições especiais de conservação para as saquetas seladas. O conteúdo deve ser utilizado imediatamente após a abertura da saqueta. Eliminar de acordo com os requisitos locais.

Nenhum medicamento com o prazo de validade expirado ou não utilizado deve ser eliminado através dos resíduos domésticos ou das águas residuais. A eliminação deve ser realizada estritamente de acordo com as diretrizes regulamentares locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Pentasa Prolonged Release encontrado em:

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