Pemoline

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Pemoline

Visão Geral de Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Pemolina
Forma Farmacêutica Comprimido oral; historicamente disponível também em comprimido mastigável
Classe Farmacológica Estimulante do Sistema Nervoso Central (SNC) (Classe das oxazolidinas)
Uso Histórico Comum Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA)
Diferenciação Quimicamente distinta das anfetaminas e do metilfenidato

O que é a Pemolina? Definição da Identidade do Fármaco

A Pemolina é a Denominação Comum Internacional (DCI) para um medicamento sintético que pertence ao grupo dos estimulantes do sistema nervoso central (SNC). Foi celebrizada no mercado através da marca comercial Cylert. A pemolina apresenta uma estrutura química única entre os estimulantes comuns, pertencendo especificamente à família de compostos da oxazolidina, uma estrutura documentada na base de dados PubChem dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA. A sua formulação foi concebida para administração oral, tipicamente como um comprimido padrão, mas também foi disponibilizada de forma singular numa versão de comprimido mastigável, o que constituiu uma alternativa importante para pacientes pediátricos.


Classe Terapêutica e Posicionamento Único

A pemolina é clinicamente reconhecida pelas suas propriedades estimulantes, distinguindo-se de fármacos do tipo anfetamínico por ser classificada como um psicoestimulante mais suave. Estudos farmacológicos confirmaram que as suas ações eram utilizadas primordialmente para melhorar o foco e a capacidade de atenção. Historicamente, a pemolina era prescrita como parte de um programa de tratamento total para a Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA) em crianças e, menos frequentemente, para a narcolepsia. Embora a sua eficácia fosse comparável à de outros estimulantes na melhoria da hiperatividade e da distratibilidade, o seu posicionamento como uma alternativa quimicamente diferente oferecia uma escolha terapêutica distinta dentro da classe dos fármacos estimulantes. O uso da pemolina no tratamento da PHDA está historicamente documentado em recursos de autoridade, como a Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, que detalha as suas indicações.

Quais efeitos secundários são possíveis com Pemoline?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

A pemolina pode causar uma variedade de efeitos secundários, variando de reações ligeiras a complicações de saúde graves. É fundamental que os doentes sejam monitorizados regularmente por profissionais de saúde durante o tratamento com este medicamento.

Reações comuns

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem insónia e anorexia. A dificuldade em adormecer ou em manter o sono é comum, especialmente se o medicamento for tomado numa fase tardia do dia. A perda de apetite pode levar à perda de peso, o que requer uma supervisão próxima, particularmente em doentes pediátricos, para garantir que o crescimento e o desenvolvimento não são prejudicados.

Outros efeitos secundários observados incluem:

  • Tonturas
  • Sonolência
  • Irritabilidade e alterações de humor
  • Náuseas e desconforto abdominal
  • Erupções cutâneas

Riscos graves e avisos de segurança

O risco mais crítico associado à pemolina é a toxicidade hepática grave. Foram comunicados casos de insuficiência hepática fatal em doentes que utilizavam este medicamento. Devido a este risco, a pemolina não é geralmente considerada uma terapia de primeira linha. Antes de iniciar o tratamento e periodicamente durante o mesmo, devem ser realizados testes de função hepática. Se surgirem sinais de disfunção hepática, como icterícia (amarelecimento da pele ou dos olhos), urina escura ou dor abdominal persistente, o medicamento deve ser interrompido imediatamente.

Precauções cardiovasculares e neurológicas

Tal como outros estimulantes do sistema nervoso central, a pemolina pode afetar o sistema cardiovascular. Doentes com antecedentes de problemas cardíacos devem ter cautela, uma vez que o medicamento pode causar um aumento da frequência cardíaca ou da pressão arterial.

Do ponto de vista neurológico, a pemolina pode baixar o limiar convulsivo em indivíduos com historial de convulsões. Além disso, em casos raros, foram reportados movimentos involuntários (tiques) ou agravamento de sintomas psicóticos em doentes suscetíveis.

Interrupção do tratamento e dependência

A pemolina é uma substância controlada devido ao seu potencial de abuso e dependência. A interrupção abrupta após uma utilização prolongada ou em doses elevadas pode resultar em sintomas de abstinência, incluindo depressão severa e fadiga extrema. Recomenda-se que qualquer redução na dosagem seja feita sob orientação médica rigorosa.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial classifica a sobredosagem de pemolina como um evento agudo e grave, resultante principalmente da hiperestimulação do Sistema Nervoso Central (SNC). Perante a observação de manifestações sérias, a assistência médica de emergência imediata é necessária.

Característica Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações Documentadas de Sobredosagem Agitação, confusão, inquietação, alucinações, cefaleia intensa, tremores ou contrações musculares, vómitos e hiperreflexia.
Sistemas Fisiológicos Afetados Efeitos no SNC, incluindo convulsões que podem ser seguidas de coma; efeitos cardiovasculares, incluindo batimento cardíaco acelerado (taquicardia) e tensão arterial elevada; efeitos sistémicos, incluindo febre alta (hipertermia), sudação e pupilas dilatadas.
Quando é Necessária Ajuda Médica Imediata A prestação de cuidados médicos urgentes é imperativa perante a ocorrência de sintomas graves, particularmente febre alta, tensão arterial elevada, convulsões ou progressão para o estado de coma.
Estado do Antídoto Não se conhece um antídoto específico; o tratamento é oficialmente orientado como uma gestão sintomática e de suporte.

Os procedimentos de gestão oficiais incluem a monitorização rigorosa dos sinais vitais e da temperatura, a minimização da estimulação externa e a utilização de agentes farmacológicos específicos, tais como a clorpromazina ou o haloperidol, para contrariar a estimulação severa do SNC quando necessário. Estas medidas de suporte obrigatórias confirmam a gravidade e a natureza aguda de um evento de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Pemoline

Historicamente, a pemolina foi utilizada como parte de um programa de tratamento global para auxiliar na gestão de duas categorias distintas de patologias crónicas. As suas principais utilizações históricas, baseadas em parâmetros de prática clínica para o uso de medicação estimulante, focavam-se no controlo de sintomas que interferem com o funcionamento diário e com a estabilidade do paciente.

Este medicamento é frequentemente utilizado para ajudar em condições como a Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA) e a narcolepsia. É aplicado em contextos clínicos onde a gestão sintomática de suporte é adequada para sintomas pronunciados de inatencão, agitação motora excessiva e sonolência diurna grave.


Gestão da Atenção e do Comportamento Hiperativo

Este grupo terapêutico é relevante para aliviar sintomas associados à síndrome comportamental de moderada a grave da PHDA em crianças e adolescentes. A pemolina contribui para apoiar a capacidade do paciente em atingir um foco sustentado e auxilia os pacientes a lidarem de forma mais estável com manifestações comportamentais desafiantes. Este medicamento é considerado relevante para atenuar o impacto da inatencão e da hiperatividade na aprendizagem e nas rotinas diárias.


Apoio na Sonolência Diurna Excessiva

A pemolina é considerada relevante em condições, como a narcolepsia, que se caracterizam por períodos de agravamento de sintomas de sonolência diurna excessiva. É utilizada em situações que envolvem manifestações desgastantes, como episódios de sono súbitos e involuntários que criam um esforço fisiológico percetível. O medicamento pode auxiliar no alívio de suporte, ajudando a aumentar o estado de alerta e apoiando a vigília funcional ao longo do dia, o que contribui para um melhor conforto durante os períodos sintomáticos.


Bloco de Factos Rápidos

Facto Rápido Alívio de Sintomas
Domínio Primário Inatenção (Associada à PHDA)
Domínio Secundário Sonolência Excessiva (Associada à Narcolepsia)
Foco do Benefício Melhoria do foco e alerta sustentado

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar a pemolina?

A elegibilidade populacional para a pemolina é rigorosamente definida por documentos regulamentares, restringindo o seu uso principalmente com base na idade e na saúde hepática. O medicamento está contraindicado e não deve ser administrado a doentes com comprometimento da função hepática conhecido ou doença hepática preexistente, bem como àqueles com uma hipersensibilidade conhecida ou idiossincrasia ao fármaco.


Elegibilidade por idade e condição

Classificação População/Condição
Uso Estabelecido Crianças com 6 ou mais anos de idade (para a indicação aprovada).
Contraindicado Doentes com comprometimento da função hepática ou doença hepática (proibição absoluta).
Não Estabelecido Crianças com menos de 6 anos (a segurança e a eficácia não foram estabelecidas).
Precaução Necessária Doentes com função renal significativamente comprometida, historial de abuso ou dependência de drogas, crianças psicóticas ou com tiques/síndrome de Tourette.

Uso condicional e restrito

A rotulagem oficial estabelece que a pemolina não deve ser habitualmente considerada como terapia farmacológica de primeira linha para a Perturbação por Défice de Atenção e Hiperatividade (PDAH), devido ao risco de insuficiência hepática potencialmente fatal. Relativamente ao estado reprodutivo, o uso durante a gravidez é permitido apenas se for claramente necessário, devido à falta de estudos adequados e controlados. Deve-se ter cautela quando o fármaco é utilizado por mães lactantes, uma vez que se desconhece se ocorre excreção no leite humano.


Ligação ao perfil geral de elegibilidade

Os documentos regulamentares definem quem pode e quem não pode utilizar o medicamento através do estabelecimento de uma contraindicação absoluta clara baseada no estado da função hepática, tornando a doença hepática um critério de exclusão imediato para todos os doentes. A elegibilidade é ainda limitada pela idade, com o uso estabelecido restrito a crianças a partir dos 6 anos, e por diversas comorbilidades que necessitam de cautela formal ou de uso restrito.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações regulamentares oficiais relativas às interações medicamentosas da pemolina indicam que não foram realizados estudos formais de interação farmacocinética com outros medicamentos em seres humanos. Consequentemente, o perfil de interação do fármaco baseia-se em efeitos farmacodinâmicos e em restrições de risco específicas.

Os doentes que recebam simultaneamente pemolina e outros medicamentos ativos no Sistema Nervoso Central (SNC) devem ser monitorizados de perto quanto a potenciais efeitos aditivos. Uma preocupação específica documentada na rotulagem oficial é a redução do limiar convulsivo quando a pemolina é coadministrada com medicamentos antiepiléticos.

Classificação Produto(s) com Interação Nota / Restrição Oficial
Utilizar com Precaução Fármacos ativos no SNC, Medicamentos antiepiléticos É necessária uma monitorização cuidadosa; pode diminuir o limiar convulsivo.
Geralmente Não Recomendado Iobenguane I 131 A coadministração não é geralmente aconselhada, embora possa ser necessária em casos específicos.

Para além dos medicamentos sujeitos a receita médica, é aconselhado evitar o consumo de álcool e limitar a ingestão de cafeína durante a toma de pemolina, com base nas restrições citadas em informações de base regulamentar. Esta estrutura de interações enfatiza a monitorização e a evicção de produtos para gerir os riscos associados à utilização concomitante.

Mecanismo de ação

Modulação da Dopamina e Inibição da Recaptação

A pemolina atua através da modulação da atividade no seio do sistema monoaminérgico, visando especificamente o transportador de dopamina (DAT). Ao inibir a recaptação da dopamina pelo neurónio pré-sináptico, a pemolina aumenta a concentração e a duração da atividade dopaminérgica na fenda sináptica. Este passo molecular dá início a toda a cascata mecanística, influenciando diretamente os padrões de sinalização neural em regiões reguladoras do cérebro.


Transdução de Sinal Reforçada no SNC

A presença sustentada de dopamina conduz a uma transdução de sinal reforçada através da estimulação prolongada dos recetores pós-sinápticos, amplificando a dinâmica excitatória dos circuitos neurais envolvidos. Este mecanismo opera em sistemas onde ocorre a modulação da via dopaminérgica e modifica as etapas moleculares iniciais que moldam os resultados fisiológicos sistémicos. Este mecanismo funcional amplifica a sinalização endógena através das vias existentes, em vez de ativar ou bloquear diretamente os recetores.


Resposta Fisiológica Estimulante Central

Através do reforço da sinalização dopaminérgica, a pemolina ativa mecanismos que influenciam processos fisiológicos mediados pelos níveis de dopamina no tronco cerebral e no córtex. Isto acaba por influenciar o estado funcional de vias centrais específicas, resultando em ajustes fisiológicos que caracterizam o mecanismo central do fármaco.

Informações sobre dosagem e administração

A pemolina é administrada por via oral, quer na forma de um comprimido convencional, quer, como verificado historicamente, na forma de um comprimido mastigável. O medicamento deve ser tomado como uma dose única oral todas as manhãs. Instruções específicas salientam que a forma de comprimido mastigável requer a mastigação antes de ser engolida para uma administração adequada.

O protocolo de dosagem oficial dita um esquema de titulação cuidadoso e gradual. O tratamento é iniciado com uma dose diária de 37,5 mg. A dosagem pode ser subsequentemente aumentada em 18,75 mg em intervalos fixos de uma semana até que a resposta pretendida seja alcançada, mas a administração deve aderir a uma dose máxima recomendada de 112,5 mg.

As regras de administração por grupo etário limitam o uso a crianças com 6 ou mais anos de idade, uma vez que a eficácia não foi estabelecida para pacientes pediátricos mais jovens. Devido à natureza gradual do seu efeito, o benefício clínico total pode não ser observado até à terceira ou quarta semana de administração. As instruções regulamentares mandatam uma regra de procedimento para a cessação do uso: se nenhum benefício substancial for demonstrado no prazo de três semanas após a conclusão da titulação da dose, a terapia deve ser retirada. Além disso, as diretrizes oficiais sugerem que a administração do fármaco deve ser interrompida ocasionalmente para avaliar a necessidade contínua do medicamento.

Evidência clínica recente

Pemolina: Evidência Clínica Recente

Evidência para o uso na Perturbação por Défice de Atenção e Hiperatividade (PDAH)

O corpo principal de investigação sobre a pemolina foi desenvolvido através de ensaios clínicos de curta duração controlados por placebo, incluindo ensaios clínicos aleatorizados (ECA) e estudos cruzados. Estes estudos foram realizados maioritariamente em crianças em idade escolar e adolescentes com diagnóstico de PDAH. A investigação teve como objetivo examinar resultados comportamentais específicos, tais como alterações nas escalas de avaliação de sintomas para desatenção, hiperatividade e impulsividade, monitorizando também medidas de desempenho em sala de aula, incluindo a produtividade e o comportamento focado nas tarefas.

A investigação destaca medições efetuadas durante o período do estudo, com alguns ensaios a reportarem dados relativos à evolução dos sintomas nos doentes comparativamente aos que receberam placebo. Globalmente, a evidência disponível é considerada de peso moderado, o que significa que inclui múltiplos ensaios controlados, mas é frequentemente limitada pela curta duração dos estudos de base que estabeleceram as medições iniciais.


Evidência para o uso em Sonolência Diurna Excessiva (ex.: Narcolepsia)

A investigação explorou o uso da pemolina em condições caracterizadas por sonolência diurna excessiva, como a narcolepsia. A base de evidência neste domínio é menos extensa do que a existente para a PDAH. Os estudos foram sobretudo ensaios clínicos controlados que utilizaram medidas objetivas de sonolência e vigília para quantificar a capacidade funcional de permanecer acordado. Estes estudos foram realizados em adultos, existindo também alguns dados limitados em crianças com estas condições.

A literatura de revisão observou que alguns estudos objetivos não descreveram medições equivalentes quando comparados com outros estimulantes convencionais. O nível global de evidência para esta indicação é considerado baixo, refletindo a dependência de menos ensaios controlados, frequentemente de menor dimensão, disponíveis no domínio público.


O que ainda permanece incerto na investigação sobre a Pemolina

As principais limitações apontadas pelos revisores incluem as curtas durações de acompanhamento na maioria dos ensaios clínicos controlados. O tamanho das amostras foi modesto em alguns ensaios fundamentais, especialmente naqueles focados na sonolência excessiva. Os dados para medições de longo prazo relacionadas com resultados funcionais, incluindo o aproveitamento académico ou o funcionamento social, são limitados. Além disso, falta evidência comparativa em relação a muitos aspetos importantes face a medicamentos mais recentes, e a qualidade da evidência varia entre os estudos. Estas limitações na investigação indicam que existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo que permitiriam caracterizar totalmente a trajetória clínica de um doente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Pemolina (FAQ)

P: Porque é que a Pemolina foi retirada do mercado nos EUA e noutros países?

De acordo com a FDA, o medicamento foi retirado voluntariamente do mercado devido à sua associação a um risco raro, mas grave, de lesões hepáticas. Isto incluiu casos relatados de insuficiência hepática potencialmente fatal. A conclusão regulamentar foi de que os riscos graves do fármaco superavam, em última análise, os seus benefícios terapêuticos.


P: Quais são os sinais de problemas hepáticos que alguém a tomar Pemolina deve vigiar?

As informações oficiais recomendam a observação de sinais específicos que podem indicar problemas hepáticos. Estes sintomas incluem o amarelecimento da pele ou dos olhos (icterícia), urina escura, prurido (comichão), náuseas, vómitos, dor abdominal ou fadiga invulgar. Os documentos regulamentares estabelecem que, se surgir algum destes sinais, um profissional de saúde deve ser contactado prontamente.


P: Com que frequência deve ser monitorizada a função hepática durante a toma de Pemolina?

Os protocolos oficiais de monitorização estabelecem que a análise dos níveis séricos de ALT (GPT/SGPT) é normalmente realizada de forma periódica, começando com uma medição de base (baseline) e continuando ao longo do tratamento, frequentemente em intervalos fixos, como de duas em duas semanas. Esta monitorização é necessária para acompanhar as alterações na saúde do fígado.


P: A Pemolina pode causar movimentos invulgares, como tiques ou contrações musculares?

Sim, os relatórios de segurança oficiais listam movimentos invulgares como um possível efeito adverso. Estes incluem movimentos discinéticos, que são movimentos involuntários da língua, face, lábios e extremidades. Existem também relatos de que a Pemolina pode precipitar episódios da síndrome de Gilles de la Tourette.


P: A Pemolina afeta a tensão arterial ou a frequência cardíaca?

A documentação regulamentar regista a ocorrência de hipotensão grave (tensão arterial baixa) em casos raros. Tal como outros estimulantes do sistema nervoso central (SNC), a Pemolina está geralmente associada a efeitos no sistema cardiovascular que exigem a monitorização da tensão arterial e da pulsação.


P: Existem preocupações sobre o impacto da Pemolina na taxa de crescimento das crianças?

Sim, os avisos oficiais referem que foi relatada a supressão do crescimento com o uso prolongado de estimulantes em crianças. Isto envolve uma diminuição no ganho de peso e/ou altura previstos. Os documentos oficiais determinam que a altura e o peso das crianças que tomam a medicação devem ser monitorizados cuidadosamente.


P: Qual é a duração típica da ação da Pemolina após a toma de uma dose?

Devido à sua semivida de eliminação, o medicamento é geralmente tomado numa dose única. A semivida é de aproximadamente 12 horas em adultos, enquanto nas crianças é mais curta, cerca de 7 horas. O fármaco atinge normalmente a sua concentração máxima no sangue entre 2 a 4 horas após a administração.


P: É normal que os efeitos terapêuticos da Pemolina diminuam ao final do dia?

Dado que o fármaco tem uma semivida de aproximadamente 12 horas em adultos e é habitualmente tomado numa dose única pela manhã, a concentração diminuirá significativamente ao final do dia. Este perfil farmacocinético sugere que os efeitos terapêuticos podem reduzir-se tardiamente no decorrer do dia.


P: Uma pessoa pode desenvolver tolerância aos efeitos da Pemolina com o tempo?

Embora um estudo de longo prazo em crianças não tenha observado tolerância aos efeitos positivos ao longo de seis meses, os documentos regulamentares recomendam a interrupção ocasional da terapia. Esta interrupção é um procedimento padrão para estimulantes, utilizado para avaliar a necessidade contínua do medicamento.


P: De que forma o funcionamento da Pemolina difere de medicamentos como o Adderall ou a Ritalina?

A Pemolina é quimicamente distinta das anfetaminas (como o Adderall) e do metilfenidato (como a Ritalina). O seu mecanismo envolve tanto a libertação como o bloqueio da recaptação da dopamina. Em contraste, a Ritalina atua principalmente como um inibidor da recaptação, enquanto o Adderall atua sobretudo através da libertação de dopamina.


P: Considera-se que a Pemolina tem um menor risco de dependência do que outros fármacos estimulantes?

A Pemolina é uma substância controlada de Lista IV (Schedule IV) da DEA, o que indica um baixo potencial de abuso em comparação com substâncias da Lista III. Esta classificação posiciona-a de forma diferente de muitos estimulantes convencionais para a PDAH (que pertencem à Lista II).


P: Como é que a classificação de substância controlada da Pemolina se compara à de outros medicamentos para a PDAH?

A Pemolina está classificada na Lista IV da DEA. Isto coloca-a numa categoria com um menor potencial de abuso relativamente a substâncias da Lista III, contrastando com muitos estimulantes convencionais para a PDAH (como anfetaminas e metilfenidato), que pertencem à Lista II, mais restritiva.


P: Os estudos clínicos mostraram algum benefício único da Pemolina em comparação com o metilfenidato?

As revisões clínicas indicam que, em dados de grupo, a maioria dos estudos não reportou diferenças significativas entre a Pemolina e o metilfenidato. No entanto, fontes oficiais observam que uma proporção significativa de doentes individuais pode responder melhor a um estimulante do que ao outro.


P: Existem contraindicações para pessoas com historial de doença renal?

A Pemolina não está classificada como uma contraindicação absoluta para doença renal. Contudo, os documentos regulamentares estabelecem que o fármaco deve ser administrado com cautela em doentes com função renal significativamente comprometida.


P: A interrupção abrupta da Pemolina causa sintomas de abstinência?

A rotulagem regulamentar reconhece que, devido à sua semelhança farmacológica com outros psicoestimulantes, pode ocorrer dependência psicológica e/ou física. Isto sugere que existe potencial para dependência, indicando que podem surgir efeitos de abstinência se o medicamento for interrompido bruscamente.


P: O que significa a Pemolina ser uma substância controlada de Lista IV?

Esta classificação da DEA significa que a substância tem um uso médico viável e um baixo potencial de abuso relativamente a fármacos da Lista III. Embora o potencial de uso indevido seja considerado baixo, continua a ser classificada como substância controlada devido ao risco reconhecido de abuso e dependência.


P: A toma de Pemolina exige exames laboratoriais especiais além dos testes de função hepática (ex.: hemogramas)?

As diretrizes regulamentares exigem a monitorização frequente da função hepática (ALT/GPT). Embora o risco de uma perturbação sanguínea chamada anemia aplástica esteja documentado, a informação oficial não exige explicitamente hemogramas periódicos como um requisito de monitorização padrão.


P: Quais são os avisos oficiais sobre a Pemolina para doentes com doenças mentais graves?

As informações oficiais de prescrição aconselham que a Pemolina pode exigir cautela em doentes com condições de saúde mental preexistentes. Especificamente, a experiência clínica sugere que a administração de Pemolina a crianças psicóticas pode agravar sintomas de perturbação comportamental e do pensamento.

Como Pemoline deve ser armazenado e descartado?

Requisitos oficiais de conservação e eliminação

As instruções de conservação e eliminação da pemolina baseiam-se na rotulagem regulamentar e nas diretrizes para substâncias controladas, uma vez que a aprovação do medicamento foi revogada em várias jurisdições devido ao risco de toxicidade hepática.

Condições de conservação

O medicamento deve ser conservado a uma temperatura igual ou inferior a 30°C. É essencial garantir a proteção contra o congelamento, a humidade, o calor e a luz direta para manter a integridade do produto. Os comprimidos devem ser mantidos num frasco ou recipiente hermeticamente fechado e permanecer, em todos os momentos, fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de eliminação

Devido ao facto de a pemolina ser uma substância controlada, devem ser seguidas regras de eliminação específicas para garantir a segurança pública. A melhor opção é utilizar um programa oficial de retoma de medicamentos. Caso não esteja disponível um programa de recolha, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável, como terra ou borras de café usadas, e colocado num recipiente selado antes de ser eliminado no lixo doméstico. A pemolina nunca deve ser deitada na sanita ou no lavatório, e não devem ser guardados medicamentos que já não sejam necessários.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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