Paratram

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Paratram

Opção de tratamento: Pain

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Paratram

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Tramadol e Paracetamol (Acetaminofeno)
Forma Farmacêutica Comprimido oral
Classe Farmacológica Analgésico misto (Combinação de Opioide e Não-Opioide)
Objetivo Geral Alívio da dor moderada a grave
Origem Sintética

O que é o Paratram? Definição do Analgésico de Dupla Ação

O Paratram é geralmente o nome comercial de um medicamento de associação fixa, classificado oficialmente como um analgésico misto, o que significa que combina dois tipos diferentes de analgésicos. Este medicamento foi desenvolvido para gerir a dor que não é adequadamente controlada por analgésicos simples de componente único.

A combinação estratégica das suas substâncias ativas é clinicamente reconhecida pela sua elevada eficácia. Foi confirmado que a combinação destes dois fármacos distintos proporciona um controlo da dor superior ao uso de qualquer um dos fármacos isoladamente. Isto significa que os doentes conseguem frequentemente obter um alívio mais robusto e fiável para o desconforto moderado a grave, como a dor após um procedimento cirúrgico menor ou uma lesão musculoesquelética aguda.

De que é Feito o Paratram? Ingredientes Principais e Forma

O Paratram é um medicamento de combinação que contém duas substâncias ativas: o cloridrato de tramadol e o paracetamol (acetaminofeno). É administrado mais vulgarmente como um comprimido oral e, devido à sua composição, é tipicamente dispensado apenas mediante receita médica.

Tanto o tramadol como o paracetamol são compostos sintéticos, mas desempenham funções analgésicas diferentes. A combinação é um fator diferenciador, marcando-o como uma ferramenta de gestão da dor mais complexa em comparação com os analgésicos básicos. Os componentes principais são o tramadol (um analgésico opioide) e o paracetamol, estruturados para oferecer uma gestão abrangente da dor através de um único comprimido.

Qual é o Objetivo deste Medicamento de Combinação?

O objetivo principal do Paratram é proporcionar um alívio eficaz e abrangente através de um duplo mecanismo. Este fármaco existe para oferecer uma solução mais eficaz do que as terapias de substância única, visando a dor através de duas vias biológicas distintas simultaneamente. A combinação permite que a medicação module a dor centralmente (via tramadol) enquanto aborda também as dores generalizadas (via paracetamol), garantindo uma resposta robusta quando a dor é persistente ou intensa. O objetivo global é alcançar um nível superior de controlo da dor em comparação com a utilização dos componentes individuais separadamente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Paratram?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Paratram está estruturado em torno de reações adversas oficialmente documentadas, classificadas por frequência e por sistema orgânico, conforme definido pelas autoridades regulamentares.

Reações Adversas Documentadas

Os efeitos comunicados com maior frequência, categorizados como Muito Frequentes (≥ 1/10), incluem Náuseas, Tonturas e Sonolência. Os efeitos classificados como Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) envolvem frequentemente Perturbações Gastrointestinais (ex.: Vómitos, Obstipação, Secura de boca) e Perturbações do Sistema Nervoso (ex.: Cefaleias, Tremores, Confusão).

Categoria de Frequência Exemplo de Reação Adversa (SOC)
Muito Frequentes Náuseas (Gastrointestinal), Tonturas (Sistema Nervoso)
Frequentes Obstipação (Gastrointestinal), Transpiração (Pele)
Pouco Frequentes Hipertensão (Vascular), Dispneia (Respiratório)

Preocupações de Segurança Graves

As informações oficiais destacam riscos críticos, incluindo o risco significativo de Perturbação por Uso de Opioides (PUO), abuso e utilização indevida. Uma segunda preocupação de grande relevo é a Depressão Respiratória Potencialmente Fatal, um risco que exige observação rigorosa, particularmente no início do tratamento ou após um aumento da dose. Adicionalmente, devido à componente de Paracetamol, existe o risco de Hepatotoxicidade e Insuficiência Hepática Aguda, especialmente se a dose diária máxima for excedida. Outros riscos documentados graves incluem Convulsões e Síndrome Serotoninérgica.

Restrições de População e de Exposição

Estão documentadas restrições de segurança para populações específicas. O medicamento é formalmente contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave e, de um modo geral, não é recomendado para crianças com menos de 12 anos. Para grávidas, a utilização prolongada acarreta o risco de Síndrome de Abstinência Opioide Neonatal (SAON) no recém-nascido. Riscos como a dependência estão associados à administração repetida, sendo necessária precaução na coadministração com outros medicamentos específicos, tais como os inibidores da MAO, que são estritamente contraindicados.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O Paratram é um medicamento de associação que contém tanto um analgésico opioide (tramadol) como um analgésico não opioide (acetaminofeno, também conhecido como paracetamol). Os sintomas de sobredosagem podem refletir a toxicidade de qualquer um dos componentes ou de ambos.

Sintomas de Sobredosagem

Os sintomas podem variar e uma pessoa pode, inicialmente, sentir-se bem, especialmente no caso de uma sobredosagem por paracetamol. A assistência médica imediata é vital, mesmo que os sintomas sejam ligeiros ou tardios.

No que respeita à sobredosagem por tramadol (opioide), os sintomas estão frequentemente relacionados com o sistema nervoso central e podem incluir depressão respiratória (respiração lenta, superficial ou interrupção da respiração), sonolência extrema que progride para o coma, pupilas contraídas ou puntiformes, convulsões, pele fria e pegajosa e ritmo cardíaco lento.

Quanto à sobredosagem por paracetamol, os sinais iniciais podem ser palidez, perda de apetite, náuseas, vómitos e dor abdominal. A toxicidade apresenta-se frequentemente mais tarde — tipicamente 12 a 48 horas após a ingestão — sob a forma de lesões hepáticas, que se podem manifestar como icterícia (amarelecimento da pele ou dos olhos), confusão e, em casos graves, falência hepática progressiva, insuficiência renal ou morte.

Quando Procurar Ajuda

Procure sempre ajuda médica de emergência imediatamente se suspeitar que tomou, ou que outra pessoa tomou, mais do que a dose prescrita de Paratram, ou se observar qualquer um dos sintomas graves acima descritos. Não espere que os sintomas se desenvolvam ou piorem. O tratamento para uma sobredosagem, particularmente no que diz respeito à componente de paracetamol, é mais eficaz quando iniciado o mais rapidamente possível. Esteja preparado para fornecer à equipa de saúde a quantidade tomada e a hora da ingestão.

Usos terapêuticos de Paratram

O Paratram é geralmente utilizado para proporcionar um alívio sintomático de suporte para sintomas relacionados com o desconforto físico que requerem uma gestão adicional. É considerado uma opção relevante quando os sintomas são suficientemente significativos para interferir com a recuperação ou com o funcionamento diário. De acordo com o documento oficial que define as características deste medicamento, este produto de combinação está indicado para o tratamento sintomático da dor moderada a grave.


Domínios Terapêuticos de Utilização

Este medicamento é aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional. É habitualmente utilizado na gestão de desconforto de elevada intensidade em cenários clínicos como a dor aguda após pequenas cirurgias, episódios de dor musculoesquelética persistente e sintomas especializados relacionados com condições como a neuropatia diabética periférica dolorosa.

Facto Rápido: Alívio para Desconforto Acentuado Este produto é relevante para o desconforto que exige uma gestão adicional, proporcionando um alívio de suporte para sintomas que criam um esforço fisiológico percetível.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade e Restrições de Uso do Paratram

As informações regulamentares oficiais definem rigorosamente a população elegível para utilizar o Paratram (combinação de Tramadol/Paracetamol), baseando-se essencialmente na idade, na função orgânica e em condições médicas coexistentes.

Populações com Uso Permitido

O medicamento está aprovado para utilização em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos, cuja dor moderada a grave exija a combinação dos seus princípios ativos.


Contraindicações Absolutas (Quem Não Pode Utilizar Paratram)

O Paratram está formalmente contraindicado para vários grupos específicos, o que significa que o seu uso é estritamente proibido. Estes incluem doentes com hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos princípios ativos, indivíduos em estado de intoxicação aguda (ex.: álcool, opioides) e doentes que estejam a receber Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) ou que os tenham utilizado nos últimos 14 dias. A proibição absoluta aplica-se também a doentes com insuficiência hepática grave e àqueles com epilepsia não controlada.


Restrições Etárias e Fisiológicas

O medicamento é contraindicado em crianças com idade inferior a 12 anos e está também proibido para a gestão da dor pós-operatória em adolescentes com menos de 18 anos após amigdalectomia ou adenoidectomia. O uso não é recomendado para mulheres grávidas ou a amamentar, devido aos riscos documentados. Adicionalmente, o uso deve ser acautelado ou restrito em doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 10 mL/min).

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Paratram (tramadol/paracetamol) está sujeito a várias interações clinicamente significativas, decorrentes principalmente da componente tramadol.

Interações Farmacodinâmicas

A utilização concomitante de Paratram com medicamentos serotoninérgicos — incluindo certos antidepressivos (ISRS, IRSN, tricíclicos), triptanos para a enxaqueca e outros opioides — acarreta o risco de Síndrome Serotoninérgica, uma condição que pode colocar a vida em risco. Adicionalmente, a combinação de Paratram com outros depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), tais como benzodiazepinas, sedativos ou álcool, pode levar a sedação profunda, depressão respiratória grave, coma e morte. O uso com outros medicamentos que diminuem o limiar convulsivo, como os neurolépticos ou os inibidores da monoamina oxidase (IMAO), pode aumentar o risco de convulsões.

Interações Farmacocinéticas

O metabolismo do tramadol é complexo, envolvendo as enzimas CYP2D6 e CYP3A4. Os fármacos que inibem ou induzem estas enzimas podem alterar as concentrações tanto do tramadol como do seu metabolito ativo (M1), o que pode afetar tanto a eficácia como o perfil de segurança. Os inibidores da CYP2D6 (ex.: fluoxetina, paroxetina) podem aumentar os níveis de tramadol e diminuir o metabolito ativo M1, enquanto os indutores da CYP3A4 (ex.: carbamazepina) podem reduzir a concentração de tramadol. A utilização de qualquer um destes agentes modificadores requer uma monitorização cuidadosa. Além disso, existe uma suspensão regulamentar relativa aos produtos de associação de paracetamol e tramadol de libertação modificada ou prolongada, devido a complexidades na gestão da sobredosagem.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação deste medicamento envolve duas ações farmacodinâmicas distintas e simultâneas que influenciam a transmissão e a perceção dos estímulos dolorosos no Sistema Nervoso Central (SNC) e na medula espinal.

Modulação Central Dupla: Sistemas Opioide e de Neurotransmissores

A componente tramadol atua em recetores centrais específicos e em transportadores de neurotransmissores. O seu metabolito ativo, o O-desmetiltramadol (M1), atua como um agonista nos recetores opioides mu, enquanto o fármaco original inibe a recaptação da serotonina e da noradrenalina. Esta ação molecular combinada reforça a via antinocicetiva descendente do organismo, resultando na supressão dos sinais nocicetivos ascendentes e na alteração da perceção central da dor.

Sinalização Central Não-Opioide e Inibição das Prostaglandinas

O mecanismo da componente paracetamol complementa o anterior através da inibição primordial das enzimas ciclo-oxigenase no SNC. Funcionalmente, este processo reduz a produção de prostaglandinas que, habitualmente, amplificam os sinais de dor. Adicionalmente, um metabolito designado AM404 modula a via endocanabinoide, ativando o recetor TRPV1 para uma regulação suplementar do sinal central. Este mecanismo modula a atividade de sinalização no SNC e regula o ponto de ajuste da temperatura no hipotálamo.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Paratram

O Paratram é administrado por via oral sob a forma de um comprimido de associação fixa para a gestão da dor a curto prazo. O protocolo de utilização é definido por diretrizes específicas relativas à dosagem, frequência, duração e ajustes específicos para o doente, conforme descrito nos documentos regulamentares oficiais.


Posologia Padrão e Administração

O medicamento é tomado conforme a necessidade (SOS) para a dor, iniciando-se habitualmente com uma dose inicial de dois comprimidos para adultos e adolescentes a partir dos 12 anos. A ingestão diária total não deve estritamente exceder os oito comprimidos. Para prevenir uma sobredosagem acidental, deve ser observado um intervalo mínimo de, pelo menos, 6 horas entre as doses.

Os comprimidos podem ser ingeridos com ou sem alimentos. A administração requer que o comprimido seja engolido inteiro com líquido suficiente, não devendo ser partido, esmagado ou mastigado. Este produto não deve ser tomado concomitantemente com qualquer outro medicamento que contenha paracetamol ou tramadol.


Duração do Tratamento e Ajuste

As informações oficiais de prescrição indicam que o produto se destina a uma utilização de curto prazo, frequentemente especificada como cinco dias ou menos para a dor aguda. Para doentes que recebem tratamento a longo prazo, é necessária uma monitorização regular para avaliar a continuidade da necessidade do medicamento.

Aplicam-se regras de dosagem especiais a populações específicas. O medicamento não é recomendado para crianças com menos de 12 anos de idade. Para doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min), a dose não deve exceder os dois comprimidos a cada 12 horas. A prolongação do intervalo entre doses também pode ser recomendada para adultos mais velhos (idade igual ou superior a 75 anos) e para aqueles com insuficiência hepática. Se o fármaco precisar de ser interrompido após uma utilização prolongada, a interrupção deve ser feita através de um desmame gradual da dose.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Paratram


Evidência na Dor Aguda Moderada a Grave

O Paratram foi avaliado em investigações que exploraram a forma como os sintomas se alteram ao longo do tempo durante episódios de desconforto físico agudo. Os Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) de curta duração são desenhados para avaliar a associação fixa face a um placebo ou aos princípios ativos isolados. Os investigadores monitorizam resultados como as alterações na intensidade da dor, a necessidade de medicação adicional e o tempo necessário para observar os padrões iniciais dos sintomas. A evidência existente baseia-se em observações de curta duração, oferecendo uma visão limitada sobre a utilização sustentada por períodos prolongados.


Evidência na Dor Musculoesquelética Crónica

Para condições como a osteoartrose crónica e a dor lombar, a investigação explorou a associação através de ECA mais longos e revisões sistemáticas abrangentes. Os estudos analisam os padrões de sintomas em intervalos que abrangem várias semanas a meses, monitorizando o desconforto relatado pelos doentes e as alterações na capacidade funcional. Embora exista um corpo alargado de evidência, faltam dados comparativos face a muitos tratamentos alternativos. A certeza permanece baixa quanto aos resultados a longo prazo para além dos períodos de observação dos ensaios publicados.


Evidência na Dor Neuropática Crónica Especializada

A investigação para condições específicas de dor de origem nervosa, como a neuropatia diabética periférica dolorosa, é mais limitada. A base de evidência consiste num pequeno número de ensaios. Estes estudos monitorizaram resultados relacionados com o desconforto percecionado, utilizando limiares específicos de redução da dor. A qualidade da evidência varia e faltam dados comparativos com outros tratamentos para a dor neuropática.


Estudos a Longo Prazo e Duração do Acompanhamento

Os períodos de observação para condições de dor crónica podem variar até dois anos em alguns contextos de estudos observacionais de longo prazo. Estes estudos são utilizados para acompanhar padrões temporais em resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional. No entanto, os dados disponíveis para resultados prolongados transitam frequentemente de ensaios controlados para estudos observacionais, o que significa que as durações de acompanhamento foram limitadas em ambientes altamente controlados.


Evidência em Populações Específicas de Doentes

A investigação incluiu populações relevantes para as principais utilizações aprovadas, com estudos realizados em adultos, tanto para a dor aguda como crónica. A investigação examinou a associação fixa em adolescentes (com idade igual ou superior a 12 anos) em relação aos seus padrões de sintomas. Os dados para certos grupos de alto risco ou indivíduos com combinações complexas de outros problemas de saúde permanecem insuficientes.


Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

Uma lacuna fundamental é a falta de evidência comparativa extensiva que meça diretamente a associação face a muitos dos tratamentos de dor mais recentes e alternativos. As conclusões gerais descrevem padrões de grupo e não resultados individuais; a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante, dada a ampla variabilidade encontrada em condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas. As conclusões relativas a subgrupos são incertas quando se olha para além da população adulta em geral.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Paratram (FAQ)

P: Qual é a principal diferença entre o Paratram e o paracetamol comum?

R: O Paratram é um medicamento de associação que contém duas substâncias ativas: o tramadol (um analgésico opioide) e o paracetamol (acetaminofeno). O paracetamol comum é um analgésico não opioide constituído por um único princípio ativo. As informações oficiais do produto indicam que esta dupla ação tem como objetivo proporcionar uma gestão da dor mais abrangente do que a utilização de qualquer um dos componentes isoladamente.

P: Quais são os efeitos secundários mais graves a que devo estar atento com o Paratram?

R: Os documentos regulamentares destacam vários riscos graves, incluindo a depressão respiratória potencialmente fatal (respiração lenta ou interrompida) e o risco de insuficiência hepática aguda (hepatotoxicidade) devido à componente de paracetamol. Outros riscos graves incluem a possibilidade de convulsões e a Síndrome Serotoninérgica; estas são consideradas condições graves que requerem avaliação médica urgente.

P: O Paratram pode causar mal-estar estomacal ou náuseas?

R: Sim, as informações oficiais de segurança indicam que a náusea é um efeito secundário muito frequente, afetando mais de 1 em cada 10 pessoas. Outros efeitos gastrointestinais comuns listados na rotulagem do produto incluem vómitos, obstipação (prisão de ventre) e boca seca.

P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Paratram?

R: As informações de prescrição especificam que deve ser observado um intervalo mínimo de, pelo menos, 6 horas entre quaisquer duas doses. A decisão sobre uma dose esquecida deve ser tomada de forma a garantir que o intervalo de tempo mínimo exigido seja respeitado.

P: É normal sentir-me um pouco "atordoado" após iniciar o Paratram?

R: Sim, a rotulagem do produto classifica sensações de atordoamento ou confusão como comuns. Isto está frequentemente associado aos efeitos secundários muito frequentes de tonturas e sonolência, ou ao efeito secundário comum de confusão.

P: Quanto tempo é que o Paratram permanece no organismo?

R: A duração exata da permanência do fármaco no sistema não é detalhada nos materiais destinados ao doente. O esquema posológico baseia-se na farmacocinética, que exige um intervalo mínimo de, pelo menos, 6 horas entre doses, um período determinado pela semivida do medicamento.

P: Por que razão existem avisos sobre o consumo de álcool com o Paratram?

R: Existem avisos regulamentares porque o consumo de álcool com Paratram pode aumentar significativamente o risco de efeitos secundários graves. Esta combinação pode levar a uma depressão profunda do sistema nervoso central (SNC) e também aumenta o risco de lesões hepáticas devido à componente de paracetamol.

P: O Paratram é mais eficaz para a dor neuropática ou para a dor muscular?

R: Os estudos clínicos apoiam a utilização de Paratram tanto para a dor aguda como para a dor musculoesquelética crónica. Existe evidência científica para tipos específicos de dor neuropática (dor de origem nervosa), mas a base de evidência global para estas condições pode ser mais limitada.

P: O Paratram pode afetar o meu humor ou causar ansiedade?

R: O perfil de segurança do medicamento inclui efeitos secundários do sistema nervoso, como a confusão. Além disso, como afeta a serotonina, a sua combinação com outros fármacos serotoninérgicos está associada ao risco de Síndrome Serotoninérgica, que pode incluir alterações do estado mental e agitação.

P: Qual é a relação entre o Paratram e os níveis de serotonina?

R: A componente tramadol do Paratram possui um mecanismo de ação duplo conhecido. De acordo com a rotulagem oficial, ajuda a proporcionar alívio da dor através da inibição da recaptação de serotonina (e de norepinefrina) no sistema nervoso central.

P: O Paratram tem risco de sobredosagem?

R: Sim, o Paratram acarreta um risco de sobredosagem. Os avisos regulamentares enfatizam o potencial de insuficiência hepática aguda (hepatotoxicidade) devido à componente de paracetamol, particularmente se a dose diária máxima total for excedida.

P: Onde posso encontrar informações e revisões de doentes fiáveis sobre o Paratram?

R: Informações fiáveis e alinhadas com as normas regulamentares estão habitualmente disponíveis através de recursos de saúde oficiais geridos pelo governo. Estes incluem as páginas de informação sobre medicamentos disponibilizadas pelas autoridades reguladoras nacionais e entidades de referência em saúde.

P: Os efeitos secundários do Paratram são comuns ou raros?

R: Os dados oficiais de segurança classificam os efeitos secundários por frequência. Por exemplo, alguns efeitos como náuseas e tonturas são classificados como Muito Frequentes, o que significa que ocorrem em 1 em cada 10 pessoas ou mais. Outros efeitos secundários são classificados como frequentes, pouco frequentes ou raros.

P: É seguro tomar Paratram com vitaminas ou suplementos?

R: As informações oficiais do medicamento advertem para interações com fármacos que afetam certas enzimas hepáticas (CYP2D6 e CYP3A4). Dado que algumas vitaminas ou suplementos podem afetar estas enzimas, é importante rever todos os produtos tomados em simultâneo com um profissional de saúde.

P: Quais são os sinais de uma reação alérgica ao Paratram?

R: O produto é contraindicado para indivíduos com hipersensibilidade conhecida. O rótulo regulamentar alerta para o potencial de reações graves, incluindo anafilaxia e reações cutâneas graves. Os sinais a vigiar incluem vermelhidão da pele, erupção cutânea ou bolhas.

P: O Paratram pode ser utilizado se eu já tomar um antidepressivo?

R: É recomendada precaução extrema nos avisos oficiais, pois a combinação de Paratram com fármacos serotoninérgicos, como muitos antidepressivos comuns (ISRS, IRSN), pode levar ao risco grave de Síndrome Serotoninérgica.

P: O Paratram pode causar problemas ao dormir ou insónia?

R: Embora a sonolência seja um efeito muito frequente, as informações oficiais do produto também listam distúrbios do sono (insónia) na categoria de frequência de efeitos secundários pouco frequentes.

P: Que tipo de investigação foi feita sobre o uso de Paratram a longo prazo?

R: Os estudos realizados para a dor aguda são tipicamente de curta duração. Para a dor crónica, a investigação envolveu ensaios controlados com a duração de várias semanas a meses, com alguns acompanhamentos alargados realizados em contextos observacionais até dois anos.

P: Tomar Paratram pode causar obstipação?

R: Sim, os documentos oficiais de segurança listam a obstipação como um efeito secundário Frequente associado ao Paratram.

P: O Paratram aparece em testes de despistagem de drogas padrão?

R: A componente tramadol do Paratram é um opioide sintético. Embora possa não ser detetado em testes de rotina básicos, pode ser detetado em painéis de testes especializados ou alargados, especificamente concebidos para detetar opioides sintéticos.

P: Quanto tempo costuma durar o alívio da dor do Paratram?

R: Os documentos regulamentares mencionam que, com base em estudos clínicos, a associação está relacionada com uma duração de alívio da dor que é frequentemente superior à obtida com os princípios ativos isoladamente. O intervalo entre doses está fixado num mínimo de 6 horas.

Como Paratram deve ser armazenado e descartado?

Instruções Oficiais de Conservação e Eliminação do Paratram

O Paratram (tramadol/acetaminofeno) deve ser conservado rigorosamente de acordo com os requisitos oficiais de rotulagem, de forma a garantir a estabilidade do produto e a mitigar os riscos associados a medicamentos que contêm opioides.

Condições de Conservação

Os comprimidos devem ser conservados à temperatura ambiente e a uma temperatura que não exceda os 30°C. O medicamento deve ser mantido num recipiente fechado e protegido do congelamento, do calor, da humidade e da luz direta.

Devido à sua componente de tramadol, este medicamento deve ser guardado fora do alcance e da vista das crianças e mantido num local seguro, como um armário fechado à chave, para prevenir a ingestão acidental ou o roubo.

Requisitos de Eliminação

O Paratram não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado prontamente. O método mais seguro e preferencial é a utilização de um programa comunitário de recolha de medicamentos ou a entrega a um recetor autorizado. Se não estiver disponível nenhuma opção de recolha, os comprimidos devem ser misturados com uma substância indesejável, colocados num saco selado e, em seguida, depositados no lixo doméstico, seguindo as orientações governamentais oficiais para medicamentos que não devem ser eliminados na sanita ou no esgoto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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