Paragard

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Paragard

Método de ação: Anthelmintic

Opção de tratamento:

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Paragard

O que é o Paragard? (Composição: Oxantel, Praziquantel, Pirantel)

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Praziquantel, Pirantel, Oxantel
Forma Comprimido Oral (Sulcado/Mastigável), Suspensão Oral
Classe Farmacológica Anti-helmíntico de Largo Espetro
Objetivo Geral Tratamento de infestações por vermes parasitas (Ténias, Lombrigas, Tricurídeos)
Origem Derivados Anti-helmínticos Sintéticos

Que Tipo de Medicamento é o Paragard? (Combinação Anti-helmíntica de Dose Fixa)

O Paragard, quando definido pelas suas três substâncias ativas específicas, é um produto de combinação anti-helmíntica de dose fixa. Pertence à classe farmacológica de nível superior dos anti-helmínticos de largo espetro, que são medicamentos utilizados para expelir vermes parasitas. A substância individual Praziquantel é classificada como um agente anti-helmíntico fundamental, eficaz contra tremátodos e céstodes, tais como as ténias. Este produto combinado é amplamente utilizado em cenários terapêuticos que envolvem infestações parasitárias mistas, nos quais é necessária uma ação de largo espetro simultânea contra vários helmintes internos, refletindo a sua designação como uma formulação de tripla ação potente.

Composição: As Três Substâncias Ativas do Paragard

O medicamento é composto por três derivados anti-helmínticos sintéticos distintos: Praziquantel, Pirantel e Oxantel, que são responsáveis pelo seu efeito terapêutico. O uso do Pirantel (frequentemente como Pamoato) é uma estratégia terapêutica clinicamente reconhecida contra infeções por ancilostomídeos e lombrigas em humanos e animais, destacando a sua eficácia estabelecida contra nemátodes. Esta inclusão de três compostos quimicamente complementares é uma característica diferenciadora que garante a eficácia contra uma gama mais ampla de alvos. O produto é tipicamente apresentado para administração oral, em formas como um comprimido oral sulcado ou uma suspensão oral personalizada.

Qual é o Benefício Geral desta Abordagem de Tripla Action?

O principal benefício desta abordagem de tripla ação é proporcionar uma desparasitação abrangente, abordando as principais categorias de vermes parasitas concomitantemente, incluindo céstodes (ténias) e nemátodes (lombrigas, ancilostomídeos e tricurídeos). O Oxantel, um componente essencial, é incluído especificamente por estar farmacologicamente confirmado que aumenta a atividade contra os tricurídeos (Trichuris spp.), um desafio parasitário comum. Ao combinar múltiplos agentes num único produto fixo, a formulação simplifica a estratégia terapêutica e garante que uma vasta gama de infestações intestinais possa ser visada simultaneamente para uma expulsão eficaz dos parasitas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Paragard?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O Paragard é um dispositivo contracetivo intrauterino que contém cobre. O seu perfil de segurança inclui reações adversas comuns relacionadas com o dispositivo e complicações menos frequentes, mas graves, documentadas em fontes regulamentares.

Reações Adversas Comuns

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência, especialmente no primeiro ano de utilização, relacionam-se com alterações menstruais e dor. Estas são também as razões mais comuns para a interrupção do método em ensaios clínicos.

  • Alterações na Hemorragia Menstrual: Os períodos podem tornar-se mais intensos e mais longos (fluxo menstrual prolongado), frequentemente acompanhados de spotting (perdas hemáticas) entre períodos.
  • Dor e Cólicas: Isto inclui dismenorreia (períodos dolorosos) e dor e cólicas de cariz geral.
  • Outros: Foram também relatados casos de anemia (devido ao aumento da perda de sangue), dor de costas, vaginite e dor durante a relação sexual (dispareunia).

Riscos Graves e Clinicamente Significativos

Embora raros, certos eventos graves têm sido associados à utilização do Paragard, alguns dos quais exigem atenção médica imediata:

  • Doença Inflamatória Pélvica (DIP) e Endometrite: O risco de infeção pélvica é mais elevado nos primeiros 20 dias após a inserção.
  • Gravidez Ectópica: A gravidez durante a utilização do Paragard é rara mas, se ocorrer, existe uma probabilidade acrescida de ser uma gravidez ectópica (fora do útero), o que constitui uma emergência médica.
  • Riscos em Gravidez Intrauterina: Se ocorrer uma gravidez com o dispositivo colocado, existe um risco aumentado de aborto espontâneo, aborto sético, parto prematuro, sépsis e, raramente, morte.
  • Complicações do Dispositivo:
    • Expulsão: O dispositivo pode sair parcial ou completamente do útero (expulsão), o que resulta na perda de eficácia contracetiva (incidência aproximada de 2%).
    • Perfuração: Raramente, o dispositivo pode penetrar a parede uterina ou o colo do útero durante a colocação ou migrar espontaneamente, podendo necessitar de cirurgia. Este risco aumenta se a inserção for feita em mulheres que estejam a amamentar.
    • Encravamento: O dispositivo pode ficar parcialmente encravado no músculo uterino, necessitando por vezes de remoção cirúrgica.

Contraindicações e Restrições de Segurança

O Paragard não deve ser colocado em indivíduos com certas condições, incluindo:

  • Gravidez ou suspeita de gravidez.
  • Doença Inflamatória Pélvica (DIP) ativa ou outras infeções pélvicas/do trato genital inferior não tratadas.
  • Malignidade uterina ou cervical conhecida ou suspeita.
  • Hemorragia uterina de causa desconhecida.
  • Doença de Wilson (devido ao conteúdo de cobre do dispositivo).
  • Anomalias do útero que distorçam a cavidade uterina.

O dispositivo é classificado como Condicional para RM, permitindo a realização segura de exames de ressonância magnética apenas sob condições definidas. Não protege contra a infeção por VIH (SIDA) ou outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil regulamentar de sobredosagem para esta combinação anti-helmíntica baseia-se em sinais clínicos que são, tipicamente, ligeiros e transitórios após uma exposição excessiva. As manifestações documentadas envolvem perturbações no sistema gastrointestinal, apresentando-se frequentemente como distúrbios digestivos, vómitos esporádicos e a emissão de fezes moles.

O perfil enumera também efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo especificamente sinais de fadiga e tonturas. Adicionalmente, podem verificar-se reações cutâneas superficiais e um aumento transitório das transaminases (enzimas hepáticas) nos achados laboratoriais. Os documentos regulamentares oficiais não reportam explicitamente resultados sistémicos graves ou fatais como consequências diretas de sobredosagem.

Em caso de ingestão acidental ou suspeita de exposição excessiva, os indivíduos devem procurar aconselhamento médico imediato. A abordagem de gestão foca-se na aplicação de um tratamento sintomático de suporte, uma vez que a rotulagem regulamentar declara explicitamente que não se conhece um antídoto específico para este produto combinado. Uma consideração crucial para grupos específicos mencionada no rótulo é que doentes com a função hepática comprometida podem apresentar uma maior suscetibilidade à toxicidade de um dos componentes ativos.

Usos terapêuticos de Paragard

Esta abordagem terapêutica é uma opção comum, de ação prolongada e isenta de hormonas para a gestão da saúde reprodutiva. De acordo com as diretrizes sobre Contraceção de Emergência, o DIU de cobre é recomendado tanto para cenários de utilização a longo prazo como para situações agudas.

Prevenção de Gravidez Contínua a Longo Prazo

Este dispositivo que contém cobre é aplicado clinicamente em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional para manter a estabilidade funcional. A sua utilização primária envolve a prevenção contínua da gravidez a longo prazo, sendo aplicado para dar resposta a necessidades prolongadas por um período de até dez anos. Esta abordagem sustenta um método de baixa manutenção para condições que envolvam manifestações episódicas ou flutuantes que, de outra forma, exigiriam uma gestão diária.

Gestão de Sintomas e Cenários Clínicos

O DIU de cobre é também considerado relevante quando a gestão de suporte de sintomas é adequada em determinados cenários agudos, tais como a sua utilização para contraceção de emergência. Isto auxilia na prestação de um apoio imediato quando necessário, atuando em diversos contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou instáveis.

Facto Rápido: Oferece suporte em Agregados de Sintomas

Contraceção Isenta de Hormonas

Este método é habitualmente utilizado quando uma paciente não pode utilizar ou prefere evitar métodos hormonais, apoiando o bem-estar geral durante fases sintomáticas. Isto proporciona um alívio de suporte ao ajudar a atenuar a carga sintomática global potencialmente associada à exposição hormonal, tornando-o aplicável em condições marcadas por um aumento do stress fisiológico.

Critérios de utilização e restrições

O dispositivo intrauterino (DIU) de cobre Paragard é indicado para a prevenção da gravidez em mulheres com potencial reprodutivo por um período de até dez anos.

Populações que Não Devem Utilizar Paragard (Contraindicações)

Os documentos regulamentares oficiais estipulam várias condições que proíbem terminantemente a utilização do Paragard. Estas incluem:

  • Gravidez: Estar grávida ou suspeitar de uma gravidez.
  • Problemas Uterinos ou Cervicais: Cancro do útero ou do colo do útero conhecido ou sob suspeita, ou qualquer anomalia uterina que distorça a forma da cavidade do útero.
  • Infeções: Doença inflamatória pélvica (DIP) aguda ou endometrite ocorrida nos últimos três meses (após parto ou aborto). Infeções não tratadas do trato genital inferior (ex: cervicite) também impedem a utilização.
  • Doença Sistémica: Presença da doença de Wilson, um distúrbio genético raro no metabolismo do cobre, uma vez que o conteúdo de cobre do DIU pode agravar a condição.
  • Alergia ou Dispositivo Existente: Alergia ou hipersensibilidade conhecida ao cobre ou a qualquer componente do dispositivo, ou ter outro DIU/SIU já colocado.

Outras Restrições e Considerações

A utilização está sujeita a uma ponderação especial em mulheres com condições que aumentem a suscetibilidade a infeções pélvicas, tais como as que apresentam imunossupressão grave (ex: SIDA). Além disso, a inserção em mulheres que se encontram a amamentar tem sido associada a um risco acrescido de perfuração uterina.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil de interações regulamentares do Paragard (Praziquantel, Pirantel, Oxantel) centra-se em combinações de fármacos que modificam a exposição sistémica ou causam conflitos farmacodinâmicos.

As restrições oficialmente designadas proíbem a coadministração com indutores potentes do CYP3A4 (ex: Rifampicina, Fenitoína), dado que estes aceleram o metabolismo do Praziquantel, levando a concentrações plasmáticas significativamente reduzidas e ao risco de falência terapêutica. Da mesma forma, a coadministração com o anti-helmíntico Piperazina é proibida devido a uma ação antagonista documentada que compromete o efeito terapêutico pretendido do medicamento.

Por outro lado, o uso concomitante com inibidores do CYP3A4 (ex: Cimetidina, antifúngicos azólicos) está oficialmente assinalado por aumentar e prolongar os níveis plasmáticos de Praziquantel através da inibição da sua depuração metabólica. Esta interação, que altera a exposição ao fármaco, requer atenção em certas populações de doentes. A Dexametasona está também oficialmente documentada como redutora dos níveis do fármaco.

Declarações oficiais de interação:

  • Indutores potentes do CYP3A4 (Rifampicina, Fenitoína) são designados como contraindicados devido a uma redução nos níveis plasmáticos de Praziquantel, com risco de insucesso no tratamento.
  • A Piperazina é oficialmente proibida devido a uma interação farmacodinâmica antagonista.
  • A depuração sistémica do Praziquantel é reduzida em doentes com insuficiência hepática grave, resultando numa exposição prolongada que amplia o perfil de risco para outros fármacos interagentes.
  • O rótulo inclui advertências contra a ingestão concomitante de Álcool devido ao potencial reforço dos efeitos no sistema nervoso central.
  • A administração com alimentos ou imediatamente após a ingestão de alimentos é frequentemente necessária para otimizar a biodisponibilidade.

O perfil oficial de interações é definido pela modulação farmacocinética e por conflitos farmacodinâmicos críticos, focando-se na prevenção da falência terapêutica e na gestão do risco decorrente de uma exposição sistémica elevada.

Mecanismo de ação

Ação Mecanística do Paragard

O Paragard é uma formulação de tripla ação que atua através da interrupção de funções biológicas em múltiplas classes de parasitas, utilizando mecanismos distintos e complementares. A estratégia farmacológica central envolve o ataque simultâneo aos sistemas motores e à integridade estrutural dos helmintes, desencadeando consequências fisiológicas que resultam na falência da função motora do parasita.

Paralisia Direcionada por Hiperestimulação Colinérgica

A ação do Pirantel e do Oxantel tem como alvo os recetores nicotínicos da acetilcolina (nAChRs) na junção neuromuscular de nemátodes suscetíveis. Ao atuarem como agonistas totais, estes compostos induzem uma despolarização sustentada nas células musculares. Isto desencadeia uma cascata de contração intensa e contínua, resultando numa paralisia espástica imediata e na interrupção funcional do sistema motor do verme.

Disrupção do Equilíbrio Iónico em Ténias e Tremátodos

A ação do Praziquantel define-se pela sua capacidade de interagir com os canais catiónicos na camada externa do parasita (tegumento), provocando um afluxo massivo e rápido de iões de cálcio (Ca^2+). Este evento molecular desestabiliza rapidamente o equilíbrio interno do verme, desencadeando dois efeitos fisiológicos paralelos: paralisia espástica imediata e danos estruturais generalizados (vacuolização) do tegumento.

Informações sobre dosagem e administração

O dispositivo Paragard é administrado exclusivamente através de inserção intrauterina. Este método estabelece o padrão geral de utilização, que consiste na colocação de um único dispositivo na cavidade uterina por um profissional de saúde qualificado. O procedimento não é um regime de autoadministração, mas sim uma forma de administração de ação prolongada.

Padrões Oficiais de Utilização

Princípio de Utilização Detalhes da Administração
Via e Contexto A colocação é intrauterina e requer um procedimento clínico estéril realizado por um profissional de saúde.
Duração de Utilização O dispositivo é indicado para utilização contínua por um período de até 10 anos antes de ser necessária a remoção ou substituição.
Flexibilidade Temporal A inserção pode ocorrer em qualquer altura do ciclo menstrual. Está também autorizado para utilização como contraceção de emergência quando inserido num prazo de cinco dias após uma relação sexual não protegida.

Condicionalismos do Procedimento

O procedimento exige várias ações específicas para assegurar uma administração correta. Antes da colocação, são realizados um exame bimanual e uma medição uterina (sounding). As instruções oficiais especificam um condicionalismo relacionado com os braços do dispositivo, que não devem ser deixados dobrados por mais de 5 minutos antes da inserção, de modo a garantir o seu correto desdobramento dentro do útero. Após a inserção, o dispositivo deve ser posicionado corretamente no fundo da cavidade uterina. Este protocolo detalhado assegura a abordagem padronizada para a administração do dispositivo delineada nos documentos regulamentares oficiais.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Paragard (DIU de Cobre)

Evidência para a Utilização na Prevenção Contínua da Gravidez a Longo Prazo

A investigação que explora o DIU de cobre na prevenção da gravidez a longo prazo utilizou desenhos de estudos clínicos multicêntricos. Esta base de evidência inclui ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de larga escala e revisões sistemáticas abrangentes. Estes estudos monitorizaram resultados como as taxas de gravidez ao longo de intervalos de tempo definidos, taxas de expulsão do DIU e as taxas globais de continuidade de utilização nas populações observadas. Os grupos de estudo incluíram mulheres em idade reprodutiva, abrangendo tanto mulheres que nunca deram à luz (nulíparas) como mulheres que já deram à luz (paridas).

Os resultados descrevem padrões observados ao longo de períodos de utilização prolongados, que frequentemente acompanham as utilizadoras durante cinco e dez anos. A investigação destaca medições da taxa de gravidez observada ao longo destes períodos de estudo de longo prazo. Os estudos também monitorizaram e comunicaram medições sobre a persistência das utilizadoras, documentando durante quanto tempo as mulheres mantiveram tipicamente a utilização do dispositivo. Embora exista um grande volume de dados provenientes destes estudos multicêntricos, a evidência comparativa focada em ensaios aleatorizados diretos contra os novos DIU hormonais ao longo do período total de dez anos é limitada.

Evidência para a Utilização como Contraceção de Emergência

O DIU de cobre foi estudado para a sua utilização em cenários agudos, especificamente para contraceção de emergência quando inserido num prazo de cinco dias (120 horas) após uma relação sexual não protegida. Esta evidência deriva principalmente de revisões sistemáticas, meta-análises e estudos observacionais prospetivos. A investigação analisou resultados fundamentais, como a prevenção da gravidez após o evento agudo, bem como a proporção de mulheres que continuaram a utilizar o dispositivo como um método de longo prazo após a inserção inicial de emergência.

Os estudos comunicaram medições de taxas de gravidez que foram baixas quando o dispositivo foi inserido dentro do intervalo estabelecido de cinco dias. A investigação descreve padrões em que uma proporção de mulheres que recebeu o dispositivo num contexto de emergência continuou a sua utilização para a prevenção da gravidez a longo prazo. Verifica-se uma escassez de evidência comparativa em ensaios aleatorizados que comparem diretamente o DIU de cobre com outros agentes orais de contraceção de emergência.

O que Permanece Incerto no Panorama da Investigação

Embora o DIU de cobre tenha sido estudado durante décadas, algumas áreas do panorama da investigação permanecem incertas. Os resultados a longo prazo não estão bem caracterizados para utilizações além do atual período regulamentar de dez anos, uma vez que os dados para esses intervalos alargados ainda estão a surgir e as dimensões das amostras foram modestas. As conclusões sobre subgrupos são incertas, dado que os dados para certos grupos permanecem insuficientes para resultados de longo prazo focados em condições de saúde coexistentes (comorbilidades) específicas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Paragard (FAQ)

P: O Paragard é um dispositivo intrauterino (DIU) hormonal ou não hormonal?

A informação oficial do produto estabelece que o Paragard é um dispositivo intrauterino (DIU) não hormonal. Utiliza o cobre como componente ativo, em vez de hormonas, para prevenir a gravidez.


P: De que forma o cobre no Paragard previne a gravidez?

O cobre reforça a eficácia contracetiva ao interferir no transporte dos espermatozoides e na fertilização. A informação oficial refere que o dispositivo poderá também, possivelmente, prevenir a nidação de um óvulo fertilizado.


P: Qual é a eficácia do Paragard na prevenção da gravidez segundo as fontes oficiais?

De acordo com a informação oficial do produto, o Paragard é um método contracetivo altamente eficaz. É geralmente descrito como tendo uma eficácia superior a 99% na prevenção da gravidez, com um risco de ocorrência de gravidez inferior a 1% durante o primeiro ano de utilização típica.


P: Os efeitos secundários, como hemorragias intensas ou cólicas, tendem a diminuir com o tempo?

Os documentos oficiais observam que o dispositivo pode alterar os padrões de hemorragia, e que estas alterações podem persistir durante vários meses. No entanto, as fontes regulamentares não afirmam explicitamente se os efeitos secundários comuns, como hemorragias intensas ou cólicas, diminuem tipicamente com o tempo para todas as utilizadoras.


P: Qual é o procedimento recomendado para verificar os fios do DIU Paragard?

O fabricante aconselha a verificação dos dois fios uma vez por mês, habitualmente após o período menstrual. Isto implica alcançar o topo da vagina com os dedos limpos para sentir os fios; as instruções enfatizam a importância de evitar puxar os mesmos.


P: O que se deve fazer se os fios do DIU parecerem mais curtos, mais compridos ou se não forem encontrados?

Se notar alterações no comprimento dos fios, se não os conseguir sentir ou se detetar qualquer outra parte do dispositivo, este poderá não estar posicionado corretamente. As instruções do fabricante indicam que, nestes casos, é aconselhável utilizar um método contracetivo de apoio e contactar um profissional de saúde para obter orientação imediata.


P: Existem características ou condições específicas que possam tornar a expulsão do Paragard mais provável?

A informação oficial indica que o risco de expulsão pode ser mais elevado se a inserção ocorrer após um aborto no segundo trimestre. Adicionalmente, a inserção antes de o útero ter regressado totalmente ao seu tamanho normal — o que pode demorar até ao segundo mês pós-parto — tem sido também associada a um risco acrescido de expulsão.


P: O Paragard pode ser utilizado por pessoas que nunca deram à luz?

O dispositivo é indicado para utilização em mulheres com potencial reprodutivo. A base de evidência científica para o DIU de cobre inclui indivíduos que já deram à luz e indivíduos que nunca o fizeram.


P: O Paragard é adequado para utilização durante a amamentação?

A informação oficial estabelece que o dispositivo pode ser utilizado durante a amamentação. No entanto, assinala-se que o risco de perfuração uterina pode estar aumentado se o dispositivo for inserido em mulheres que se encontram a amamentar.


P: Com que rapidez a fertilidade regressa após a remoção do Paragard?

Estudos e informações oficiais indicam que não se conhece qualquer efeito do DIU de cobre na capacidade de conceber a longo prazo. As pessoas podem começar a tentar engravidar no próprio dia em que o dispositivo é removido, podendo a fertilidade regressar de imediato.


P: Como é descrito o procedimento de remoção do Paragard?

A remoção do Paragard deve ser realizada por um profissional de saúde. O procedimento é descrito como sendo transcervical, utilizando os fios que se estendem através do colo do útero para segurar e retirar o dispositivo.


P: Existe algum risco reportado de "toxicidade do cobre" associado ao uso do Paragard?

A rotulagem oficial geralmente não discute um risco de "toxicidade do cobre" para a utilizadora média. Contudo, devido ao seu conteúdo de cobre, o uso do dispositivo é estritamente contraindicado em indivíduos diagnosticados com Doença de Wilson, uma condição caracterizada pelo metabolismo anormal do cobre.


P: Quais são os potenciais sinais de uma perfuração uterina relacionada com a inserção do DIU?

A perfuração, um evento raro, pode ser indicada por vários sinais. Estes podem incluir dor pélvica grave após a inserção, hemorragia ou dor que continua por mais de algumas semanas, ou a incapacidade súbita de sentir os fios do dispositivo.


P: Existe informação oficial sobre a utilização do Paragard em pessoas com doenças autoimunes?

A informação oficial refere que indivíduos com condições que provoquem uma maior suscetibilidade a infeções pélvicas, como as que sofrem de imunossupressão grave, requerem uma ponderação especial. Os documentos regulamentares não listam nem abordam especificamente todas as doenças autoimunes.


P: Quanto tempo após o parto pode o Paragard ser tipicamente inserido?

O Paragard pode ser colocado imediatamente após o parto. No entanto, a informação oficial observa que adiar a colocação até ao segundo mês pós-parto, quando o útero já recuperou totalmente a sua forma (involução), pode estar associado a um menor risco de expulsão.


P: Quais são as principais diferenças entre o Paragard e os DIU hormonais quanto ao mecanismo de ação?

O Paragard é um dispositivo não hormonal que funciona interferindo na função e viabilidade dos espermatozoides. Em contraste, os DIU hormonais atuam principalmente através do espessamento do muco cervical para bloquear os espermatozoides e podem também, por vezes, impedir a ovulação.


P: Como se descreve o desconforto ou a dor que pode ocorrer durante a inserção do Paragard?

A inserção do dispositivo é um procedimento clínico que pode estar associado a dor e/ou hemorragia. Os avisos oficiais também mencionam a possibilidade de reações vasovagais, como tonturas ou desmaios, especialmente em pacientes com predisposição para estas condições.


P: Quais são as instruções gerais do fabricante para procurar assistência médica logo após a inserção do Paragard?

A documentação oficial lista condições que justificam o contacto imediato com um profissional de saúde perante qualquer preocupação significativa após a colocação. Especificamente, isto inclui o desenvolvimento de dor grave ou febre pouco tempo depois da colocação, a ocorrência de dor abdominal, ou se o dispositivo for expelido do útero.


P: Qual é a informação oficial relativa ao efeito do Paragard na ovulação?

A informação oficial afirma que o DIU Paragard não tem efeitos conhecidos na ovulação ou no ciclo mensal de libertação de óvulos. Isto deve-se ao mecanismo não hormonal do dispositivo.


P: Como é que o método de prevenção de gravidez do Paragard difere das pílulas contracetivas hormonais?

O Paragard não é hormonal e previne a gravidez principalmente ao interferir com a função dos espermatozoides e com a fertilização. As pílulas contracetivas hormonais, em contraste, funcionam principalmente através de hormonas sistémicas para prevenir a libertação de um óvulo (ovulação).


P: O Paragard tem algum efeito na capacidade futura de conceber após a sua remoção?

Estudos indicam que o DIU de cobre não afeta a capacidade futura de conceber. A natureza não hormonal do dispositivo significa que a informação oficial indica que a tentativa de gravidez pode ter início imediatamente após a remoção do dispositivo.

Como Paragard deve ser armazenado e descartado?

Os requisitos oficiais para o armazenamento, manuseamento e eliminação do Paragard (Contracetivo Intrauterino de Cobre) são definidos pela sua classificação como um dispositivo médico estéril de utilização única.

Requisitos de Armazenamento e Manuseamento

Item Declaração Regulamentar Oficial
Acondicionamento O dispositivo é fornecido num blister (tabuleiro) estéril e deve permanecer na sua embalagem original, fechada, até ao momento do procedimento.
Estabilidade durante o manuseamento Os braços em T não devem ser deixados dobrados por mais de 5 minutos antes da inserção, pois tal pode comprometer a capacidade de abertura correta do dispositivo.
Manuseamento A inserção e a remoção devem ser realizadas apenas por um profissional de saúde qualificado, utilizando técnicas assépticas rigorosas.

Instruções de Eliminação

O Paragard e o seu aplicador são classificados como um dispositivo descartável de utilização única. Consequentemente, tanto o dispositivo como o aplicador devem ser descartados após o procedimento. Está explicitamente estipulado que um dispositivo utilizado, expelido ou parcialmente expelido não deve, sob circunstância alguma, ser reinserido, devendo ser eliminado de acordo com os procedimentos padrão para resíduos clínicos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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