OXP

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OXP

Método de ação: Alkylating, Antitumour, Cytostatic

Opção de tratamento: Colorectal Cancer, Cancer, Cancer,Ovarian

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de OXP

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Oxaliplatina
Forma Solução ou pó para infusão intravenosa
Classe farmacológica Agente Antineoplásico, Composto à base de Platina
Uso comum Quimioterapia sistémica (interrupção da proliferação celular)
Origem Fármaco sintético

O que é a Oxaliplatina (OXP) e que tipo de medicamento é?

A Oxaliplatina (OXP) é um fármaco sintético potente, classificado como um composto à base de platina e um agente antineoplásico de terceira geração. A substância ativa do medicamento, a oxaliplatina, é um complexo de organoplatina que se insere na classe estabelecida dos fármacos citotóxicos. Esta substância é estruturalmente distinta devido ao facto de o seu átomo central de platina estar ligado ao ligante transportador 1,2-diaminociclo-hexano (DACH), uma característica química única deste composto que o diferencia de agentes de platina mais antigos.

A classificação da oxaliplatina como um fármaco à base de platina define a sua categoria terapêutica primária. Uma marca bem conhecida que utiliza esta substância ativa é o Eloxatin. Esta designação significa que a função fundamental do medicamento é servir como um composto terapêutico que interfere diretamente e elimina células em divisão rápida através de quimioterapia sistémica.


Qual é o objetivo geral de um composto à base de platina?

O objetivo geral da Oxaliplatina é iniciar danos celulares que impeçam a proliferação através de um mecanismo conhecido como formação de nexos cruzados no ADN. O agente antineoplásico atua formando lesões estruturais nas cadeias de ADN das células suscetíveis, um processo que bloqueia a replicação e a transcrição. Esta ação acaba por desencadear a apoptose, ou morte celular programada, servindo o propósito global de interromper o crescimento celular indesejado.

Estudos farmacológicos apoiam o papel da oxaliplatina em regimes combinados, confirmando o seu contributo crítico como um componente eficaz de estratégias de quimioterapia sistémica. Isto significa que o medicamento foi concebido para exercer o seu efeito de interrupção celular de forma abrangente nos sistemas do corpo, visando os processos de reprodução celular.


Como é apresentada a Oxaliplatina (forma e administração)?

A Oxaliplatina é fornecida estritamente como um concentrado para solução de infusão ou pó liofilizado para injeção, concebido exclusivamente para administração parentérica via infusão intravenosa. Esta preparação específica assegura que a substância ativa seja entregue diretamente na circulação sistémica, o que é necessário para que um fármaco citotóxico potente atinja os seus alvos de forma eficaz. A própria formulação requer este método de entrega para garantir uma distribuição uniforme e controlada, não estando disponível numa forma posológica oral.

Quais efeitos secundários são possíveis com OXP?

Efeitos secundários possíveis e precauções de segurança

Tal como acontece com todos os medicamentos, o tratamento com oxaliplatina pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todos os doentes. É fundamental monitorizar qualquer reação adversa e comunicar imediatamente aos profissionais de saúde responsáveis pelo tratamento.

Reações alérgicas e imediatas

Podem ocorrer reações alérgicas graves durante a perfusão. Os sinais que exigem atenção médica urgente incluem erupções cutâneas, dificuldades respiratórias, inchaço das pálpebras, lábios ou face, e sensação de aperto no peito.

Neurotoxicidade sensorial

Um dos efeitos mais comuns da oxaliplatina é a neuropatia periférica, caracterizada por formigueiro, dormência ou perda de sensibilidade nas extremidades (mãos e pés). Estes sintomas são frequentemente desencadeados ou agravados pela exposição ao frio. Recomenda-se evitar o contacto com superfícies frias e o consumo de bebidas geladas durante e após a administração.

Toxicidade hematológica

A oxaliplatina pode reduzir a produção de células sanguíneas na medula óssea. Isto pode resultar em:

  • Anemia: que causa fadiga e palidez.
  • Leucopenia/Neutropenia: uma diminuição dos glóbulos brancos que aumenta o risco de infeções.
  • Trombocitopenia: uma redução no número de plaquetas, facilitando a ocorrência de nódoas negras ou hemorragias.

Sintomas gastrointestinais

Náuseas, vómitos e diarreia são comuns. Frequentemente, são prescritos medicamentos antieméticos antes do tratamento para prevenir ou minimizar estes efeitos. É importante manter uma hidratação adequada caso ocorra diarreia persistente.

Outras precauções e monitorização

O tratamento requer vigilância regular através de análises ao sangue para avaliar as funções hepática e renal, bem como a contagem de células sanguíneas. Os doentes devem informar a equipa médica sobre qualquer outro medicamento que estejam a tomar para evitar interações medicamentosas.

Não se recomenda a utilização deste medicamento durante a gravidez ou o aleitamento, devido aos riscos potenciais para o feto ou para o lactente. Homens e mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante e após o tratamento, conforme a orientação médica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A exposição excessiva à oxaliplatina resulta em manifestações de toxicidade grave, frequentemente relacionadas com a atividade citotóxica do fármaco. As apresentações documentadas de sobredosagem incluem mielossupressão grave com risco de vida, especificamente neutropenia e trombocitopenia profundas, que aumentam o risco de infeção e hemorragia. Outras manifestações graves envolvem neuropatia sensorial aguda ou persistente, que se pode apresentar como parestesia pronunciada, disestesia ou laringospasmo.

Certos resultados são classificados como graves ou potencialmente fatais. Estes incluem o desenvolvimento de reações de hipersensibilidade fatais, tais como anafilaxia, e eventos neurológicos agudos, como convulsões associadas à Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES). Distúrbios gastrointestinais graves, incluindo vómitos e diarreia intratáveis, são também apresentações registadas.

Em caso de suspeita de sobredosagem, é necessária atenção médica imediata. Os serviços de emergência devem ser contactados imediatamente se um indivíduo entrar em colapso, sofrer uma convulsão ou tiver dificuldade em respirar. Se ocorrer uma reação de hipersensibilidade grave, o medicamento deve ser imediata e permanentemente descontinuado. O controlo da sobredosagem é definido como tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico. Para a mielossupressão grave, a ação necessária consiste em adiar a administração subsequente até que as contagens sanguíneas recuperem para os limiares definidos.

Usos terapêuticos de OXP

O que o OXP trata: Principais Utilizações e Benefícios


O medicamento OXP é utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes e pode fazer parte da gestão sintomática em áreas terapêuticas fundamentais, focando-se no alívio do sofrimento e do desconforto do doente associados a sintomas que se tornam mais disruptivos durante períodos de agravamento. De acordo com as orientações clínicas sobre os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), esta classe de medicamentos é geralmente utilizada para aliviar a dor, reduzir sintomas inflamatórios e ajudar no controlo da febre.

O OXP é comummente utilizado em patologias caracterizadas por períodos de sintomas acentuados, para abordar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos. Os grupos de sintomas para os quais o OXP é frequentemente utilizado incluem os relacionados com a dor e o desconforto agudo, a inflamação e o inchaço, e sintomas sistémicos como a febre e o mal-estar geral. Aplicado em domínios onde é necessário um apoio sintomático adicional, o medicamento é utilizado na abordagem de sintomas angustiantes e apoia o doente durante episódios difíceis.

“É relevante quando a gestão sintomática de apoio é apropriada e contribui para atenuar a carga sintomática global durante períodos de sintomas acentuados.”

Este medicamento é frequentemente utilizado durante fases em que os sintomas se tornam mais percetíveis e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.


Facto Rápido: Apoio Sintomático para a Dor, Inflamação e Febre

(O OXP é relevante em contextos que envolvem uma carga sistémica acrescida e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante períodos sintomáticos.)

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar OXP

A elegibilidade para a oxaliplatina (OXP) está estritamente definida e é restrita principalmente a doentes adultos com idade igual ou superior a 18 anos. A utilização na população pediátrica não está estabelecida e não tem indicação relevante.

Contraindicações (Quem não deve utilizar OXP)

O medicamento é contraindicado e não deve ser administrado a doentes que tenham antecedentes conhecidos de hipersensibilidade à oxaliplatina ou a outros compostos de platina. O seu uso é também contraindicado para doentes que estejam a amamentar ou que apresentem insuficiência renal grave (clearance da creatinina < 30 mL/min). A administração de uma dose inicial é igualmente contraindicada se o doente apresentar mielossupressão ou uma neuropatia sensorial periférica com compromisso funcional antes do início do tratamento.

Estatuto da População Regra (Estatuto Oficial)
Gravidez Não Recomendado (Pode causar danos fetais)
Doentes Pediátricos Uso Não Estabelecido (Sem indicação relevante)
Idosos Geralmente Permitido (Sem necessidade de adaptação específica da dose)

A elegibilidade depende de o doente apresentar contagens sanguíneas adequadas e uma função neurológica e orgânica aceitável antes de iniciar o tratamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial da Oxaliplatina (OXP) centra-se na compatibilidade química, na interferência nas vias de eliminação e nos riscos farmacodinâmicos. Estas informações detalham rigorosamente as combinações e as restrições de procedimento documentadas pelas autoridades de saúde.

Interações Medicamentosas e Riscos Farmacodinâmicos

A administração concomitante com vacinas vivas ou vivas atenuadas é contraindicada. Esta restrição deve-se ao antagonismo farmacodinâmico que pode comprometer a eficácia da vacina.

Deve evitar-se a coadministração com outros medicamentos que prolongam o intervalo QTc (como, por exemplo, a Dronedarona ou a Tioridazina), devido ao risco documentado de um efeito aditivo no prolongamento do referido intervalo.

Relativamente aos dados farmacocinéticos, não se preveem interações medicamentosas mediadas pelo citocromo P450. As análises regulamentares indicam que a OXP não é metabolizada pelas isoenzimas humanas CYP450, nem inibe a sua atividade.

No que respeita a substâncias que modificam a exposição ao fármaco, está oficialmente documentado que a coadministração com OXP aumenta as concentrações plasmáticas de 5-Fluorouracilo (5-FU) em aproximadamente 20%, em níveis de dose específicos.

Interferência na Eliminação

A administração conjunta de compostos nefrotóxicos pode diminuir a depuração (clearance) das espécies ativas de platina. Este aspeto é particularmente relevante em doentes com compromisso renal grave, dada a via de eliminação renal da OXP.

Incompatibilidades de Procedimento

O medicamento não deve ser misturado com medicamentos ou meios alcalinos em solução. Adicionalmente, deve ser evitada a utilização de equipamento que contenha alumínio e de soluções de cloreto de sódio (soro fisiológico) durante a preparação, devido a incompatibilidades químicas.

Mecanismo de ação

Focar a Integridade do ADN com Ligações Cruzadas Covalentes

O mecanismo principal da oxaliplatina envolve a transformação não enzimática da molécula em espécies reativas de platina que, posteriormente, se ligam fisicamente ao ADN nuclear de células em divisão rápida. O núcleo de platina liga-se preferencialmente à posição N7 das bases de guanina, resultando na formação de adutos de Pt-ADN volumosos. Estas ligações cruzadas covalentes, estáveis e irreversíveis, distorcem a hélice do ADN, bloqueando fisicamente os processos enzimáticos essenciais de replicação e transcrição do ADN. Este dano molecular obriga a célula a ativar a via de Resposta a Danos no ADN e a desencadear a apoptose (morte celular programada), que é o mecanismo fisiológico resultante.

Modulação Direta da Sinalização Nervosa Periférica

Independentemente da sua ação no ADN, a oxaliplatina interage diretamente e altera a função dos canais de sódio dependentes de voltagem (Na^+) nos neurónios sensoriais periféricos. Esta modulação aumenta a excitabilidade neuronal das fibras nervosas, uma consequência fisiológica que resulta numa disfunção aguda das fibras nervosas sensoriais que é, frequentemente, dependente de estímulos pelo frio.

Potenciação Mecanística através da Inibição Enzimática

Quando coadministrada com outros agentes antineoplásicos específicos, a oxaliplatina atua como um inibidor da enzima di-hidropirimidina desidrogenase (DPD). Esta inibição enzimática abranda o catabolismo do fármaco parceiro, permitindo uma exposição mais prolongada e contribuindo para um efeito citotóxico complementar e amplificado nas células em divisão.

Informações sobre dosagem e administração

Como a Oxaliplatina (OXP) é Utilizada

A oxaliplatina é administrada exclusivamente por via de perfusão intravenosa (IV) e exige uma adesão rigorosa aos procedimentos delineados pelas agências reguladoras. O medicamento é fornecido sob a forma de concentrado ou pó que deve ser obrigatoriamente diluído antes da utilização apenas com uma solução injetável de dextrose (glicose) a 5%, sendo incompatível com soluções que contenham cloretos. A solução final preparada é administrada lentamente ao longo de um período de 120 minutos (2 horas) num ambiente oncológico e sob supervisão de especialistas.


Dosagem Oficial e Esquema Terapêutico

O tratamento segue um esquema cíclico, com a dose padrão para adultos calculada com base na área de superfície corporal (ASC) do doente. A dose habitual recomendada é de 85 mg/m² e é administrada uma vez a cada duas semanas (quinzenalmente). O fármaco é sempre administrado no Dia 1 do ciclo de 14 dias e deve preceder a administração de outros agentes num regime de combinação.


Limitações de Administração e Duração

As especificações oficiais definem condições particulares para a continuação ou modificação da dose. No caso de insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min), a dose inicial recomendada é reduzida para 65 mg/m². Estão também previstas reduções de dose oficiais após a recuperação de toxicidades específicas, tais como a neuropatia persistente. Para utilização adjuvante, o curso oficial do tratamento é tipicamente uma duração fixa de 12 ciclos.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente

As evidências científicas sobre a oxaliplatina (OXP) centram-se na sua utilização como parte de regimes de combinação para o cancro colorretal. Os dados principais que fundamentam a revisão científica provêm de ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de larga escala que analisam o fármaco em dois contextos principais.

Primeiro, no cancro colorretal avançado, os ECA estudaram principalmente a OXP em combinação com outros agentes, monitorizando resultados como a Sobrevivência Global (SG) — o período de tempo desde o início do estudo até à morte — e a Sobrevivência Livre de Progressão (SLP), que é o tempo até a doença se agravar. As conclusões da investigação descrevem padrões observados nos estudos relacionados com certas medições de SG e com a Taxa de Resposta Objetiva (TRO), que se refere à redução do tumor.

Segundo, a OXP tem sido explorada como terapia adjuvante após a remoção cirúrgica do cancro do cólon em Estádio III. A evidência nesta área baseia-se em grandes ECA e em análises agrupadas subsequentes que mediram resultados como a Sobrevivência Livre de Doença (SLD), que indica o tempo sem recorrência do cancro, e a SG. O acompanhamento a longo prazo destes ensaios estende-se frequentemente aos cinco ou dez anos, fornecendo dados sobre a durabilidade dos resultados observados nas populações estudadas.

Um foco importante da investigação em curso diz respeito à duração do tratamento, explorando se um ciclo mais curto de 3 meses resultou em medições de SLD observadas comparáveis ao ciclo convencional mais longo de 6 meses para doentes de baixo risco. Adicionalmente, o corpo de evidência é limitado para certos grupos de doentes, particularmente adultos idosos com mais de 70 anos e indivíduos com condições de saúde preexistentes significativas, que foram frequentemente sub-representados nos ensaios principais iniciais. A investigação prossegue para prever melhor quais os doentes individuais que podem responder à OXP e quais os que podem experienciar efeitos secundários preocupantes. Os resultados dos estudos existentes aplicam-se apenas às populações estudadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a OXP (FAQ)


P: A OXP precisa de ser tomada a longo prazo?

R: A duração necessária do tratamento com OXP depende da condição que está a ser tratada. Para utilização após cirurgia (contexto adjuvante), as diretrizes oficiais definem habitualmente um ciclo fixo de 12 ciclos. Para a doença avançada, a informação oficial indica que o tratamento geralmente continua até que a doença progrida ou se desenvolvam efeitos secundários inaceitáveis.


P: A OXP pode causar problemas de sono?

R: Os documentos oficiais de segurança listam a fadiga ou a astenia (uma sensação de cansaço invulgar) como um efeito secundário muito comum. No entanto, distúrbios do sono específicos, como a insónia, não são frequentemente listados nas categorias de efeitos secundários mais comuns descritas nos dados de segurança.


P: É normal sentir tonturas após tomar OXP?

R: Os documentos de referência mencionam as tonturas como um possível efeito secundário do tratamento com OXP. Caso estes sintomas ocorram, a informação oficial ao doente desaconselha atividades como conduzir ou utilizar máquinas pesadas.


P: A OXP pode ser tomada por quem tem problemas renais?

R: As recomendações oficiais indicam que, para doentes com insuficiência renal grave (uma redução grave da função renal), a dose inicial de OXP deve ser reduzida. Para insuficiência renal ligeira ou moderada, não é necessário um ajuste específico da dose inicial, de acordo com as diretrizes do fabricante.


P: A OXP pode ser utilizada durante a gravidez?

R: A OXP está contraindicada (uso oficialmente proibido) durante a gravidez. A informação disponível indica que este medicamento tem o potencial de causar danos fetais. Estudos em animais demonstraram efeitos adversos no desenvolvimento.


P: Qual é a semivida da OXP?

R: Os dados farmacocinéticos referem-se à semivida dos componentes de platina. A semivida de distribuição das espécies ativas de platina no sangue é muito curta, aproximadamente 10 a 25 minutos. A semivida de eliminação dos componentes de platina é relatada como sendo muito mais longa, cerca de 270 a 392 horas.


P: Porque é que é importante ler o folheto informativo da OXP?

R: O folheto informativo contém detalhes de segurança importantes. Fornece avisos fundamentais sobre efeitos secundários, como a forma como a exposição ao frio pode agravar certos sintomas neurológicos, e lista reações adversas graves que o doente deve comunicar imediatamente.


P: A OXP interage com outros medicamentos sujeitos a receita médica?

R: Estão definidas interações específicas, tais como estar contraindicada com certos tipos de vacinas e ter um risco aditivo quando utilizada com outros fármacos que prolongam o intervalo QTc (uma medida da função cardíaca). A documentação oficial orienta que todos os doentes devem informar o seu médico sobre todos os medicamentos, vitaminas e produtos à base de plantas que estejam a tomar.


P: A OXP é utilizada para tratar outras condições além da principal?

R: O seu uso aprovado é para o tratamento adjuvante e avançado do cancro colorretal. Observa-se que o fármaco tem sido investigado em estudos clínicos para outros cancros, como o do estômago, pâncreas e esófago.


P: Qual é a maior diferença entre a OXP e outros tratamentos semelhantes?

R: A OXP faz parte da classe de medicamentos de quimioterapia à base de platina. Ao contrário de fármacos relacionados, os dados científicos destacam que a OXP tem um efeito único nos canais de sódio nos nervos sensoriais periféricos, independentemente da sua ação dirigida ao ADN. Este mecanismo único está associado aos sintomas neurológicos agudos característicos do fármaco.


P: Que tipo de alimentos ou bebidas devem ser evitados durante a toma de OXP?

R: A informação oficial ao doente refere que a exposição ao frio pode agravar os sintomas neurológicos agudos durante um período após a perfusão. Recomenda-se que os doentes evitem alimentos frios, bebidas frias e gelo durante e até cinco dias após o tratamento para ajudar a gerir este sintoma temporário.


P: Existem vitaminas ou suplementos específicos que interagem com a OXP?

R: Existe uma recomendação geral para que os doentes forneçam ao seu profissional de saúde uma lista completa de todos os medicamentos com e sem receita médica, vitaminas, suplementos nutricionais e produtos à base de plantas. Esta é uma medida de segurança padrão devido ao potencial de interações ou ao aumento de efeitos secundários.


P: Pessoas com tensão arterial elevada podem utilizar OXP?

R: Os dados oficiais de segurança listam a hipertensão (tensão arterial elevada) como um efeito secundário comum do tratamento com OXP. No entanto, a tensão arterial elevada pré-existente não é listada como uma contraindicação absoluta na documentação oficial.


P: A OXP é adequada para crianças ou adolescentes?

R: O regime de dose recomendado para a OXP está especificamente indicado apenas para adultos. A segurança e a eficácia em doentes pediátricos (crianças e adolescentes) não foram estabelecidas, de acordo com as características do produto.


P: Existem restrições de idade para a toma de OXP?

R: O esquema posológico recomendado é indicado apenas para adultos. Embora tenha sido observado que os adultos mais velhos podem experienciar uma taxa mais elevada de certos efeitos secundários nos ensaios, o medicamento não está limitado por um limite de idade superior.


P: Porque é que alguns documentos oficiais se referem à OXP por um nome diferente?

R: O fármaco pode ser referido pelo seu nome químico (oxaliplatina), por um nome genérico ou por um nome comercial específico. Estes diferentes termos referem-se à mesma substância ativa, dependendo do contexto do documento.


P: Existem preocupações de saúde a longo prazo ligadas à utilização de OXP?

R: A rotulagem oficial observa que a neuropatia sensorial periférica persistente (sintomas neurológicos) pode continuar por um longo período, potencialmente até três anos, após o término do tratamento. O perfil de segurança também lista o risco raro de desenvolvimento de fibrose pulmonar e potenciais impactos na fertilidade.


P: A OXP tem efeito na função hepática?

R: Sim, a rotulagem oficial inclui problemas no fígado (hepatotoxicidade) como um aviso. Alterações nos testes de função hepática são um efeito secundário muito comum da OXP, sendo habitualmente necessária a monitorização destes testes durante o tratamento.


P: O que deve ser discutido com um médico antes de iniciar a OXP?

R: Os doentes devem discutir todas as condições de saúde existentes (especialmente problemas neurológicos ou doença renal), fornecer uma lista completa de todos os medicamentos (incluindo venda livre, vitaminas e produtos à base de plantas) e o seu estado de gravidez ou amamentação com o profissional de saúde antes de iniciar a OXP.


P: Porque é que a OXP é por vezes interrompida subitamente?

R: As diretrizes de administração especificam que a OXP deve ser interrompida se um doente experienciar efeitos secundários graves. Isto inclui sintomas neurológicos graves persistentes (compromisso funcional de Grau 3 ou 4), uma redução acentuada nas contagens de células sanguíneas ou um evento potencialmente fatal como uma reação anafilática.


P: Os estudos mostram que a OXP é eficaz para todos os doentes?

R: Os resumos de evidência citam medições como taxas de resposta observadas em populações de estudo, não resultados garantidos para cada indivíduo. A investigação indica que os estudos estão em curso para ajudar a prever quais os doentes individuais que podem responder à OXP, reconhecendo a variabilidade dos resultados observados nos ensaios.


P: Qual é a diferença entre a OXP de marca e as versões genéricas?

R: Os documentos oficiais confirmam que a versão genérica deve conter a mesma substância ativa, dosagem, qualidade e características de desempenho que o produto original de marca. É essencialmente o mesmo medicamento vendido sob o seu nome químico.


P: É seguro utilizar OXP antes de conduzir ou operar máquinas?

R: A informação oficial ao doente adverte que a OXP pode aumentar o risco de efeitos secundários como tonturas, náuseas e sintomas neurológicos que afetam o equilíbrio. Caso estes sintomas ocorram, aconselha-se que atividades como conduzir ou operar máquinas sejam evitadas.


P: A OXP tem um potencial de abuso conhecido?

R: A OXP não é regulada como uma substância controlada. Não está designada como tendo um potencial de abuso ou dependência conhecido nos principais sistemas de classificação.


P: Porque é que um médico pode escolher a OXP em vez de outra opção de tratamento?

R: A evidência disponível apoia o uso da OXP como parte de regimes de combinação específicos que demonstraram resultados positivos em ensaios clínicos. Estes resultados, tais como medições da sobrevivência global e do tempo livre de doença, sustentam o seu papel como uma opção de tratamento validada para as indicações aprovadas.

Como OXP deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar a oxaliplatina (OXP)

A oxaliplatina é um medicamento citotóxico que requer procedimentos específicos de conservação, preparação e eliminação, conforme definido nas informações de segurança do produto.


Condições de conservação

  • Frasco para injetáveis (Concentrado): A solução concentrada no frasco fechado deve ser conservada a uma temperatura ambiente controlada (entre 20 °C e 25 °C). Deve ser mantida na embalagem exterior original para proteger o conteúdo da luz. A solução não deve ser congelada.
  • Estabilidade após a diluição: Uma vez diluída, a solução deve ser administrada imediatamente ou conservada por um período limitado. Se for refrigerada (entre 2 °C e 8 °C), o período máximo de estabilidade é de 24 horas.
  • Incompatibilidades: O produto só deve ser diluído em solução injetável de glicose a 5%. É proibida a utilização de soluções que contenham cloretos, como a solução de cloreto de sódio.

Manuseamento e eliminação

  • Manuseamento especial: Enquanto agente citotóxico, a oxaliplatina exige a adesão a protocolos de manuseamento especiais. Se a solução entrar em contacto com a pele ou com membranas mucosas, a área afetada deve ser lavada imediata e abundantemente com água.
  • Eliminação: Qualquer porção não utilizada e todos os materiais contaminados devem ser eliminados de acordo com os regulamentos locais e nacionais aplicáveis a resíduos citotóxicos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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