Onza

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Onza

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Olanzapina
Forma Comprimidos orais (revestidos por película e bucodispersíveis), solução para injeção intramuscular
Classe farmacológica Antipsicótico Atípico (Segunda Geração), Agente Psicotrópico
Objetivo comum Estabilização do pensamento e do humor em condições de saúde mental graves
Origem Sintética, derivado da tienobenzodiazepina

Que tipo de medicamento é o Onza?

O Onza é um nome comercial de um medicamento sujeito a receita médica cujo princípio ativo é a olanzapina. Esta substância é classificada como um antipsicótico atípico. Trata-se de um agente psicotrópico concebido para ajudar a restaurar a estabilidade e normalizar processos de pensamento perturbados e estados de humor graves. A olanzapina é formalmente reconhecida como um antipsicótico de segunda geração, distinguindo-se pelas suas ações específicas na sinalização química no cérebro. O composto é uma molécula sintética conhecida como um derivado da tienobenzodiazepina, uma estrutura integrante da sua função terapêutica no sistema nervoso central. O agente é clinicamente reconhecido pela sua eficácia na promoção do equilíbrio mental e na mitigação de perturbações psicológicas agudas, como as sentidas durante um episódio maníaco.


Composição e Formas Farmacêuticas do Onza

A preparação farmacêutica Onza é um composto sintético de ingrediente único, cujo componente ativo é a olanzapina. Este produto é disponibilizado principalmente numa formulação oral, incluindo comprimidos revestidos por película e comprimidos bucodispersíveis. A disponibilidade da forma bucodispersível representa uma característica farmacêutica específica, que permite uma facilidade de administração. O medicamento foi concebido para ingestão oral, embora a olanzapina também seja fabricada como solução para injeção intramuscular, utilizada para estabilização rápida e aguda em contextos clínicos.


Princípio Geral: Como a Olanzapina Estabiliza o Humor

A olanzapina atua promovendo a estabilidade psicológica através do equilíbrio de mensageiros químicos no cérebro. O fármaco influencia principalmente a atividade de neurotransmissores essenciais, nomeadamente a dopamina e a serotonina. Ao modular estes sinais, a olanzapina ajuda a gerir e a aliviar perturbações profundas no pensamento e na emoção, permitindo que os doentes recuperem um estado mental mais estável e controlado. Este princípio simples de modulação neuroquímica é a base do seu benefício terapêutico geral.

Quais efeitos secundários são possíveis com Onza?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Onza (olanzapina) está oficialmente documentado, detalhando as reações adversas classificadas por frequência e pelos sistemas do organismo afetados. Estas classificações orientam a compreensão factual do perfil de risco do medicamento.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos adversos são categorizados com base na sua ocorrência documentada em estudos clínicos:

As reações classificadas como Muito Frequentes (afetando 1 ou mais em cada 10 utilizadores) incluem a sonolência, o ganho de peso e aumentos nos níveis plasmáticos de prolactina, glicose e triglicéridos. De acordo com os dados oficiais, estes são os efeitos observados com maior frequência.

As reações classificadas como Frequentes (afetando entre 1 em cada 100 e 1 em cada 10 utilizadores) incluem efeitos como tonturas, obstipação (prisão de ventre), secura de boca, tremor e uma descida na pressão arterial ao levantar-se, conhecida como hipotensão ortostática.

Notas de Segurança por Sistema e Órgão

A documentação oficial regista preocupações de segurança principalmente ao nível do sistema Metabólico e Nutricional, devido a alterações no peso, glicose e lípidos, e do Sistema Nervoso, devido à sedação e efeitos relacionados com o movimento.

Considerações Graves de Segurança

Estão listadas reações adversas raras, mas clinicamente significativas. Estas incluem a Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN), uma reação grave e potencialmente fatal. É também abordado o risco de Disquinesia Tardia e alterações metabólicas graves, tais como o desenvolvimento de diabetes mellitus de novo.

Restrições para Populações Específicas

Existem restrições específicas para certas populações. O medicamento não está aprovado para uso em adultos idosos com psicose relacionada com demência, devido a um aumento documentado do risco de morte e de acontecimentos adversos cerebrovasculares. Os doentes pediátricos podem registar uma maior magnitude de ganho de peso e aumentos nos lípidos e na prolactina em comparação com os adultos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Uma suspeita de sobredosagem de Onza (olanzapina) requer atenção médica imediata devido ao risco de resultados graves e potencialmente fatais. As informações oficiais definem o perfil de sobredosagem principalmente através de efeitos nos sistemas nervoso central e cardiovascular.

Manifestações Clínicas Documentadas

As apresentações de sobredosagem documentadas incluem a depressão do sistema nervoso central, que pode variar entre a sonolência e o coma, juntamente com taquicardia (ritmo cardíaco acelerado), fala arrastada, agitação, convulsões e depressão respiratória. Outros sinais registados são alterações pupilares, como a midríase ou miose, e sintomas extrapiramidais.

Riscos Graves e Medidas Necessárias

Foram comunicados desfechos fatais, sendo que os casos mais graves envolvem frequentemente ingestões estimadas superiores a 450 mg ou a ingestão concomitante de outros depressores do sistema nervoso central. Os riscos fisiológicos graves documentados incluem hipotensão profunda, arritmias cardíacas e potencial paragem cardiorrespiratória. Para todas as suspeitas de sobredosagem, o imperativo regulamentar é procurar assistência médica imediata.

Gestão e Monitorização

Não é conhecido qualquer antídoto específico para a sobredosagem por olanzapina. O tratamento é estritamente sintomático e de suporte. Os procedimentos descritos podem incluir a administração de carvão ativado ou a realização de uma lavagem gástrica pouco tempo após a ingestão para reduzir a absorção do fármaco. A monitorização cardíaca contínua e a supervisão médica próxima são essenciais até que o doente recupere totalmente. Refira-se que os doentes idosos apresentam um risco acrescido de eventos adversos graves e de mortalidade, exigindo uma observação cautelosa.

Usos terapêuticos de Onza

De acordo com a perspetiva geral sobre a Olanzapina, este medicamento é habitualmente utilizado em condições que apresentam episódios agudos de Esquizofrenia e Perturbação Bipolar I. O medicamento é considerado relevante em contextos que envolvem uma sobrecarga sistémica acrescida, podendo auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.

O Onza é aplicado em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional, sendo pertinente para atenuar sintomas que se podem tornar mais disruptivos durante períodos de agudização, tais como alucinações, delírios, episódios maníacos, episódios mistos e agitação psicomotora. O medicamento é frequentemente utilizado durante fases em que os sintomas se tornam mais evidentes e criam uma tensão funcional percetível.

“O medicamento apoia os doentes durante episódios difíceis ao aliviar o sofrimento e ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais visíveis.”


Facto Rápido: Suporte Sintomático Durante Episódios

O Onza é relevante quando a assistência sintomática de curto prazo é adequada para gerir sintomas que podem surgir subitamente ou flutuar. Esta utilização pode ajudar na gestão de sintomas que interferem com o conforto diário e desempenha um papel na gestão de condições que envolvem manifestações recorrentes ou episódicas.

Critérios de utilização e restrições

Perfil Oficial de Elegibilidade

O Onza é um medicamento aprovado; contudo, a sua rotulagem oficial define rigorosamente a população para a qual o uso é permitido e aquela para quem o mesmo é proibido ou requer considerações especiais. Este perfil baseia-se em documentos regulamentares que estabelecem as normas de segurança para a utilização do fármaco.


Populações Excluídas do Uso (Contraindicações)

O medicamento é estritamente contraindicado para qualquer indivíduo com historial conhecido de reação de hipersensibilidade grave à substância ativa ou a qualquer um dos componentes inativos (excipientes) do fármaco. Além disso, o uso é proibido em doentes com condições médicas pré-existentes documentadas que estejam explicitamente listadas como contraindicações absolutas, tais como formas graves de compromisso orgânico onde se tenha comprovado que o risco supera o benefício terapêutico.

Restrições de Elegibilidade

O medicamento está geralmente aprovado apenas para a população na qual foi formalmente estudado. O uso em grupos etários específicos, como a população pediátrica (crianças e adolescentes), pode ser classificado como não estabelecido, exceto se os dados de eficácia e segurança estiverem explicitamente validados para esse grupo.

Indivíduos com compromisso renal ou hepático grave podem ser considerados não elegíveis ou necessitar de uma ponderação especializada, caso o processamento oficial do fármaco pelo organismo seja significativamente afetado. Em termos gerais, os doentes elegíveis são aqueles que apresentam a condição para a qual o fármaco é indicado e que não cumprem nenhum dos critérios de contraindicação ou exclusões relacionadas com a idade.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Onza com outros medicamentos e produtos

As informações oficiais descrevem o perfil de interações do Onza (olanzapina) com base na depuração metabólica e em efeitos farmacodinâmicos aditivos.

Interações Farmacocinéticas e Metabólicas

Classificação Substância Interativa / Categoria Resultado Documentado
Inibição do CYP1A2 Fluvoxamina, Ciprofloxacina Aumenta os níveis plasmáticos (exposição) da olanzapina.
Indução do CYP1A2 Carbamazepina, Hábito de fumar (Tabaco) Aumenta a depuração da olanzapina, reduzindo os níveis plasmáticos.

Estas interações requerem uma avaliação clínica, uma vez que substâncias como a Fluvoxamina podem exigir a ponderação de uma dose inicial de olanzapina mais baixa em caso de administração conjunta. Por outro lado, a Carbamazepina e o hábito de fumar podem reduzir as concentrações de olanzapina no sangue. O carvão ativado reduz a biodisponibilidade da olanzapina oral em mais de 50%, pelo que deve ser administrado pelo menos 2 horas antes ou depois da toma de olanzapina.

Interações Farmacodinâmicas e Restrições

A administração conjunta com depressores do sistema nervoso central (SNC), incluindo o Álcool, e medicamentos anti-hipertensores pode levar a efeitos farmacodinâmicos aditivos, tais como a potenciação da sedação ou da hipotensão ortostática. Existe a necessidade de precaução ao combinar a olanzapina com outros fármacos anticolinérgicos ou medicamentos conhecidos por aumentarem o intervalo QTc.

O uso de olanzapina parentérica (intramuscular) está especificamente restringido no que respeita à administração concomitante com Benzodiazepinas, devido ao risco formalmente documentado de eventos cardiorrespiratórios graves.

Mecanismo de ação

O Onza acumula-se seletivamente no sistema nervoso central (SNC), atravessando a barreira hematoencefálica. O seu principal alvo biológico é o complexo do recetor GABAA, atuando especificamente como um modulador alostérico positivo nas interfaces das subunidades alfa1 e alfa5. Esta interação induz uma alteração conformacional que aumenta a frequência de abertura dos canais de iões cloreto após a ligação do GABA endógeno.

O consequente aumento do fluxo interno de iões cloreto hiperpolariza a membrana neuronal pós-sináptica, elevando o limiar da célula para a geração do potencial de ação. A nível intracelular, este aumento de condutância conduz a uma cascata de redução da excitabilidade neuronal global. Esta modulação específica ocorre predominantemente nas vias corticolímbicas. A consequência fisiológica ao nível do sistema é uma diminuição generalizada da atividade do sistema nervoso central e uma resultante modulação do tónus muscular basal e do processamento somatossensorial.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Onza

O Onza (olanzapina) é administrado através de diferentes vias que correspondem à fase do tratamento: formas orais para a iniciação e manutenção diária, e formas de injeção intramuscular (IM) para estabilização rápida em contextos agudos ou para manutenção a longo prazo.


Esquema de Dose e Administração

A administração por via oral é tipicamente feita uma vez por dia e pode ser realizada independentemente das refeições, uma vez que os alimentos não afetam significativamente a absorção. O comprimido orodispersível (ODT) foi concebido para se dissolver diretamente sobre a língua.

Entidade de Utilização Orientações Oficiais de Administração
Dose Oral Inicial Tipicamente entre 5 mg a 15 mg uma vez ao dia, dependendo da indicação (ex.: 5 mg a 10 mg para a esquizofrenia).
Dose Diária Máxima A dose oral diária máxima recomendada é de 20 mg.
Ajuste de Dose Os ajustes da dose oral devem, geralmente, ocorrer em intervalos não inferiores a 24 horas até 1 semana, dependendo do contexto clínico.
Uso IM Agudo A dose inicial de IM de ação curta é habitualmente de 10 mg. Doses subsequentes podem ser administradas com intervalos mínimos obrigatórios de 2 horas (para a segunda dose) e de 4 horas após a segunda dose, não excedendo o total de 30 mg num período de 24 horas.

Procedimentos e Ajustes em Populações Específicas

Estão delineadas condições de administração específicas para as formas injetáveis. A preparação IM de ação curta requer reconstituição com Água para Preparações Injetáveis Estéril imediatamente antes da utilização. A forma IM de ação prolongada destina-se apenas a administração através de uma injeção glútea intramuscular profunda.

As informações oficiais de prescrição especificam também ajustes para certas populações. Deve ser considerada uma dose inicial oral mais baixa, de 5 mg/dia, para indivíduos com mais de 65 anos de idade ou para aqueles com insuficiência hepática moderada conhecida. No caso de esquecimento de uma dose oral, as informações regulamentares aconselham geralmente que esta seja tomada assim que o doente se lembre, a menos que a hora da próxima dose agendada esteja próxima.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Panorama dos Estudos sobre o Onza

A evidência científica disponível para o Onza (olanzapina) consiste essencialmente em ensaios clínicos aleatorizados, revisões sistemáticas e estudos observacionais de longo prazo. Esta base de evidência foi desenvolvida para examinar a relação do medicamento com desfechos associados a condições graves de saúde mental, focando-se em intervalos de tempo definidos e medidas específicas para avaliar padrões de sintomas e o estado de estabilidade.


Evidência na Esquizofrenia: Tratamento Agudo e de Manutenção

O tratamento agudo foi estudado quanto a alterações nas escalas de medição de sintomas ao longo do tempo em ensaios de curto prazo. Estes ensaios observaram tipicamente doentes durante um intervalo de quatro a oito semanas e utilizaram escalas de avaliação padronizadas, como a PANSS (Escala das Síndromes Positiva e Negativa). Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com alterações medidas nas pontuações dos sintomas em comparação com a população que recebeu placebo.

A investigação que explora padrões de sintomas a longo prazo monitorizou o tempo até à recorrência documentada ou exacerbação dos sintomas, frequentemente em ensaios com duração até um ano ou mais. O que permanece incerto é a extensão total dos resultados a longo prazo, particularmente a relação entre as alterações metabólicas documentadas nos ensaios — como alterações de peso e regulação dos lípidos — e o uso prolongado do medicamento; estes dados ainda estão em fase de recolha e análise.


Evidência na Perturbação Bipolar I: Terapia de Mania Aguda e de Manutenção

A investigação na Perturbação Bipolar I está estruturada para examinar a observação aguda de episódios maníacos ou mistos e a avaliação a longo prazo contra a recorrência. Foram utilizados ensaios clínicos aleatorizados de curto prazo na investigação para explorar alterações de sintomas durante fases de atividade sintomática elevada.

Os estudos de manutenção comunicaram diferenças documentadas no tempo medido até à recorrência em comparação com as medições de placebo, especialmente no que respeita à recaída maníaca. A investigação fornece contexto sobre a observação imediata de sintomas para agitação aguda através da formulação intramuscular, mas não se estende à gestão subsequente a longo prazo.


Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

O panorama da investigação destaca limitações onde é necessário mais estudo. Os resultados a longo prazo relacionados com a saúde metabólica, tais como alterações de peso e dislipidemia, não estão totalmente estabelecidos ou caracterizados pelos dados dos ensaios clínicos aleatorizados primários.

A estrutura dos dados difere entre os estudos, sendo que a maioria das descobertas a longo prazo se baseia em coortes observacionais e não em ensaios controlados. As conclusões em subgrupos permanecem incertas e a investigação fornece contexto, mas não previsões individuais; os resultados descrevem padrões de grupo e não resultados pessoais de saúde.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Onza (FAQ)


P: O Onza é utilizado para as mesmas condições que outros medicamentos semelhantes?

A olanzapina, substância ativa do Onza, pertence a um grupo de medicamentos designados por antipsicóticos atípicos. As classificações oficiais indicam que os fármacos desta classe farmacológica são geralmente utilizados para tratar tipos semelhantes de condições, que envolvem perturbações na regulação do humor e do pensamento.


P: Quanto tempo demora o Onza a começar a fazer efeito?

As informações oficiais do produto referem que o medicamento atinge uma concentração plasmática estável (estado de equilíbrio) após aproximadamente uma semana de administração diária. Os estudos indicam que uma melhoria percetível na condição do doente pode, frequentemente, demorar entre alguns dias a algumas semanas.


P: O Onza precisa de ser tomado a longo prazo para ser eficaz?

As informações de prescrição descrevem a sua utilização tanto para a estabilização a curto prazo (tratamento agudo) como para a gestão a longo prazo (tratamento de manutenção) das condições aprovadas. A duração necessária do tratamento é determinada com base na condição específica que está a ser tratada.


P: Qual é a diferença entre o Onza e o seu nome genérico?

A substância ativa do Onza é a olanzapina, que é o nome genérico do medicamento. Onza é o nome comercial ou marca específica utilizada pela empresa que fabrica e comercializa o produto.


P: Posso tomar Onza se também estiver a tomar vitaminas ou suplementos?

As informações de segurança sublinham a importância de informar o profissional de saúde sobre todos os suplementos e vitaminas. Isto deve-se ao facto de certos suplementos poderem afetar a forma como o fármaco é metabolizado pelo organismo.


P: Que tipo de alimentos ou bebidas devem ser tidos em conta durante o tratamento com Onza?

Os documentos oficiais aconselham especificamente precaução relativamente ao consumo de álcool, uma vez que este pode aumentar os efeitos sedativos do medicamento. É também referido que a toma de carvão ativado reduz significativamente a absorção da forma oral. Fora estas situações, os comprimidos orais podem ser tomados com ou sem alimentos.


P: Tenho de parar de tomar outros medicamentos antes de iniciar o Onza?

As orientações indicam que o profissional de saúde deve rever a lista completa de medicamentos do doente antes de iniciar este fármaco. Este processo é essencial para avaliar potenciais interações medicamentosas ou condições existentes que possam entrar em conflito com o seu uso.


P: O que devo fazer se sentir que o Onza não está a funcionar após várias semanas?

O tempo para avaliar a eficácia do medicamento é geralmente medido em semanas, uma vez que a melhoria clínica leva tempo. A informação disponível refere que, se for necessário um ajuste, as alterações na dose são tipicamente consideradas após um período de, pelo menos, uma semana.


P: É importante manter uma rotina ao tomar Onza?

A informação técnica especifica que o medicamento oral é tipicamente tomado uma vez por dia. Manter uma rotina ajuda a assegurar níveis estáveis do medicamento no organismo, e a rotulagem oficial inclui o protocolo para gerir uma dose esquecida.


P: O Onza possui algum aviso específico das agências reguladoras?

Sim, a documentação oficial inclui um aviso de advertência destacado relativo ao aumento do risco de morte e de certos eventos adversos em adultos idosos com psicose relacionada com demência.


P: O Onza é considerado uma substância controlada?

De acordo com as bases de dados oficiais, a olanzapina está classificada como um medicamento sujeito a receita médica. Não está classificada como uma substância controlada pelas autoridades de controlo de narcóticos.


P: Existem recomendações comuns de estilo de vida durante a toma de Onza?

A informação de segurança aconselha a atenção a riscos como o potencial aumento de peso e a dificuldade na regulação da temperatura corporal. Por exemplo, os documentos oficiais mencionam a necessidade de evitar o sobreaquecimento e a desidratação, o que implica uma consciência geral sobre as práticas de estilo de vida.


P: Os efeitos secundários do Onza costumam desaparecer após algum tempo?

As informações para o doente descrevem uma gama de possíveis efeitos secundários com base na frequência documentada. Alguns destes efeitos são descritos como potencialmente temporários, enquanto outros podem persistir, devendo os mesmos ser revistos por um profissional de saúde.


P: O Onza interage com analgésicos comuns de venda livre?

Os rótulos aconselham precaução ao tomar este medicamento com quaisquer outros produtos que possam causar sedação ou descida da pressão arterial. No entanto, a lista oficial de interações não inclui um aviso específico importante para analgésicos comuns de venda livre com um único ingrediente.


P: Homens e mulheres podem utilizar o Onza da mesma forma?

Os dados farmacocinéticos indicam uma diferença no tempo que o corpo demora a processar o fármaco, sendo a semivida de eliminação ligeiramente mais longa em indivíduos do sexo feminino. Apesar desta diferença, o perfil de segurança geral documentado é comparável entre homens e mulheres.


P: O Onza é um medicamento recente ou já existe há muito tempo?

A substância ativa, olanzapina, foi aprovada pela primeira vez na formulação oral em 1996. Esta data indica que o medicamento está disponível para uso clínico há um período de tempo significativo.


P: Onde posso encontrar resumos dos principais estudos clínicos sobre o Onza?

Os resumos de estudos clínicos e resultados de ensaios que sustentam o uso do medicamento são mantidos em repositórios governamentais e bases de dados de ensaios clínicos que são acessíveis ao público.


P: O Onza apresenta um risco elevado de dependência?

A documentação oficial indica que este medicamento não está classificado como uma substância controlada. Além disso, os dados de segurança não listam a dependência ou a adição como um efeito adverso frequente ou comum do medicamento.


P: Como é que o efeito do Onza desaparece após a última dose?

O fármaco abandona o organismo de acordo com a sua semivida, que é o tempo necessário para que a quantidade de medicamento no sangue se reduza para metade. A semivida da olanzapina está documentada entre 21 e 54 horas.


P: O comprimido de Onza pode ser esmagado ou partido?

As instruções para a formulação em comprimido orodispersível (ODT) advertem que o comprimido não se destina a ser cortado, esmagado ou mastigado. Estes comprimidos devem também ser utilizados imediatamente após a abertura da embalagem selada.


P: Existe algum programa de apoio para quem utiliza Onza?

Determinadas formulações, como a injetável de libertação prolongada, estão integradas em programas de Estratégia de Avaliação e Mitigação de Riscos para garantir a sua utilização segura.


P: O Onza interage com chás de ervas ou remédios naturais?

Embora se aconselhe precaução geral com suplementos, algumas informações referem especificamente que produtos como a Erva de São João (Hipericão) podem interagir com a olanzapina. Todos os remédios naturais e herbários devem ser comunicados ao médico assistente.


P: Qual a relação entre a gravidez ou amamentação e o uso de Onza?

A documentação de segurança indica que o uso durante a gravidez não tem segurança estabelecida, existindo riscos documentados de sintomas de abstinência ou perturbações neurológicas em recém-nascidos expostos no terceiro trimestre. O fármaco é excretado no leite humano e as informações oficiais geralmente desaconselham o seu uso durante a amamentação.


P: O Onza está disponível em diferentes dosagens?

Sim, os comprimidos orais são fabricados em múltiplas dosagens para responder a diferentes necessidades. As dosagens comuns disponíveis incluem 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 15 mg e 20 mg.

Como Onza deve ser armazenado e descartado?

As exigências oficiais para o armazenamento e a eliminação do Onza (olanzapina) foram estabelecidas para garantir a estabilidade do produto ao longo do tempo.

Condições de Armazenamento

Requisito Norma de Armazenamento
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada, entre os 20 °C e os 25 °C.
Proteção Manter protegido da luz e da humidade; não deve ser guardado no quarto de banho.
Embalagem Manter o medicamento no recipiente de origem, bem fechado.
Segurança Infantil Deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Manuseamento e Estabilidade

A forma em comprimido orodispersível do Onza é sensível a fatores externos. O comprimido deve ser manuseado com as mãos secas e utilizado imediatamente após a abertura da embalagem selada (blister). A película protetora deve ser descolada cuidadosamente em vez de se tentar pressionar o comprimido através da mesma para o retirar.

Relativamente aos comprimidos revestidos por película que sejam guardados num frasco aberto, estes devem ser rejeitados após um período de 6 meses. Não deve ser utilizado qualquer produto após o prazo de validade impresso na embalagem.

Eliminação

O Onza não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de forma segura. A eliminação do medicamento deve ser feita de acordo com os requisitos locais, seguindo os programas de retoma de medicamentos ou as diretrizes comunitárias específicas para a eliminação de fármacos que não devem ser deitados na sanita ou nos esgotos domésticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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