Omnic

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Omnic

Forma selecionada

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Omnic

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de tansulosina
Forma farmacêutica Cápsula de libertação modificada (Oral)
Classe farmacológica Alfa-bloqueante seletivo (Antagonista dos recetores alpha1)
Objetivo geral Alívio de dificuldades associadas à micção
Origem Derivado sintético da sulfonamida

O que é o Omnic?

Omnic é o nome comercial de um medicamento sujeito a receita médica cujo componente ativo é o Cloridrato de tansulosina, utilizado para o controlo de sintomas decorrentes de patologias do trato urinário inferior. Trata-se de um agente sintético classificado como um alfa-bloqueante seletivo, ou antagonista dos recetores adrenérgicos alpha1, concebido para atuar em recetores musculares específicos do organismo. O Omnic distingue-se no mercado pela sua formulação em cápsulas de libertação modificada para via oral, uma característica de conceção que permite um efeito terapêutico sustentado ao longo de um dia inteiro.

Que tipo de medicamento é o Omnic (Cloridrato de tansulosina)?

O Omnic pertence à classe farmacológica conhecida como alfa-bloqueantes, um grupo de medicamentos que tem como alvo os músculos lisos involuntários do corpo. O princípio ativo, Cloridrato de tansulosina, é quimicamente classificado como um derivado da sulfonamida. Ao contrário de medicamentos mais antigos e menos específicos, a tansulosina é seletiva para os subtipos de recetores alpha1A e alpha1D, que se encontram predominantemente no músculo liso da próstata e da bexiga. Esta seletividade é clinicamente reconhecida pelo facto de minimizar os efeitos na pressão arterial em comparação com agentes não seletivos, fundamentando a sua utilização em homens adultos de idade avançada.

Composição e Função Geral

O medicamento é fornecido para utilização do doente na forma de uma cápsula de libertação modificada oral, concebida para ser ingerida. O Cloridrato de tansulosina é o único ingrediente ativo, formulado com excipientes farmacêuticos que controlam a taxa de libertação da substância. Investigações e revisões científicas confirmam a função do fármaco como um bloqueante alfa-1 que ajuda a relaxar os músculos da próstata e do colo da bexiga.

A função fundamental do Omnic é proporcionar alívio sintomático ao promover o relaxamento do músculo liso na área afetada. A sua utilização clínica baseia-se na capacidade de melhorar sintomas como a micção difícil e a necessidade de urinar frequentemente. Este mecanismo reduz a pressão e a resistência muscular, o que facilita um fluxo de urina mais livre.

Quais efeitos secundários são possíveis com Omnic?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Omnic (Cloridrato de Tamsulosina) está estruturado oficialmente através da classificação das reações adversas de acordo com a sua frequência de ocorrência, conforme documentado em fontes regulamentares.

Classificação Exemplos de Reações Adversas Oficialmente Documentadas
Frequentes Tonturas, dores de cabeça e distúrbios da ejaculação (incluindo ejaculação retrógrada ou anejaculação).
Pouco Frequentes Palpitações, hipotensão ortostática, rinite, problemas gastrointestinais (ex: náuseas, obstipação, diarreia) e reações cutâneas (ex: erupção cutânea, prurido).

Estão também documentados eventos adversos graves, embora sejam raros. Estes incluem a Síncope (desmaio), o Angioedema (inchaço do rosto ou garganta) e o Priapismo (uma ereção persistente e dolorosa). A reação cutânea grave e rara conhecida como Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) foi observada através da vigilância pós-comercialização.

O perfil regulamentar destaca padrões e restrições de segurança específicos. Sintomas relacionados com a hipotensão ortostática — uma queda na tensão arterial ao levantar-se — são referidos como ocorrendo com maior frequência ao iniciar o tratamento com tamsulosina. O medicamento é contraindicado em doentes com antecedentes de hipotensão ortostática ou hipersensibilidade conhecida ao fármaco. Além disso, existe uma consideração de segurança específica para doentes que vão ser submetidos a cirurgia de cataratas ou glaucoma, devido à associação com a Síndrome da Íris Flácida Intraoperatória (IFIS). A utilização em doentes com compromisso hepático grave não é recomendada, uma vez que a sua segurança não foi estabelecida nesta população.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Esta secção detalha as manifestações oficialmente documentadas de sobredosagem com Cloridrato de Tansulosina (Omnic) e as medidas de emergência preconizadas pelas autoridades regulamentares.


Manifestações de Sobredosagem e Ações Documentadas

Elemento Informação Regulamentar
Sintomas de Sobredosagem Documentados Os efeitos hipotensores graves são a manifestação documentada mais crítica, podendo levar a hipotensão aguda, tonturas e desmaio (síncope). Também foram reportados efeitos gastrointestinais, como vómitos e diarreia.
Desfechos Graves O principal desfecho grave é a hipotensão aguda, que pode resultar em colapso, exigindo intervenção imediata para restaurar a estabilidade cardiovascular.
Ação de Emergência Necessária Deve-se procurar assistência médica imediata ou contactar os serviços de emergência se a vítima colapsar, tiver dificuldade em respirar ou não conseguir acordar. Em casos de hipotensão aguda, deve ser prestado suporte cardiovascular.
Visão Geral da Gestão O tratamento é essencialmente sintomático e de suporte. As ações incluem colocar o doente em posição supina (deitado de costas) e administrar líquidos intravenosos ou vasopressores, se necessário. Podem também ser aplicadas medidas para impedir a absorção do fármaco, como a lavagem gástrica seguida de carvão ativado.
Estado do Antídoto Não se conhece um antídoto específico. A informação regulamentar indica que é improvável que a diálise seja benéfica, devido à elevada ligação da tansulosina às proteínas plasmáticas.
Monitorização Deve ser realizada a monitorização da função renal e aplicadas medidas gerais de suporte durante a recuperação.

Resumo da Orientação Regulamentar

O perfil oficial de sobredosagem estruturou-se em torno do risco de hipotensão grave, o que ativa a obrigatoriedade de procurar ajuda médica imediata. A estratégia de gestão é estritamente sintomática e de suporte, visando contrariar a queda da pressão arterial e reduzir a absorção adicional do medicamento, confirmando a inexistência de um antídoto específico disponível.

Usos terapêuticos de Omnic

Para que serve o Omnic: principais utilizações e benefícios

O Omnic é um medicamento indicado para o tratamento dos sintomas do trato urinário inferior associados à hiperplasia benigna da próstata (HBP), uma condição caracterizada pelo aumento não canceroso da glândula prostática. Esta patologia é comum em homens com o avançar da idade e pode causar compressão da uretra, dificultando a passagem da urina.

Indicações principais

A utilização primordial deste fármaco foca-se no alívio de sintomas obstrutivos e irritativos que surgem quando a próstata aumentada interfere com o fluxo urinário. Entre os sinais clínicos que motivam a sua prescrição encontram-se a dificuldade em iniciar a micção, o jato urinário fraco ou interrompido, a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e o gotejamento terminal.

Além dos sintomas obstrutivos, o medicamento é eficaz na gestão de queixas relacionadas com o armazenamento de urina, como a necessidade frequente de urinar (polaciúria), a urgência em chegar à casa de banho e a necessidade de acordar várias vezes durante a noite para urinar (nictúria).

Benefícios esperados

O principal benefício terapêutico do Omnic reside na melhoria da qualidade de vida do doente através do controlo sintomático. Ao facilitar a micção, o medicamento permite que o processo de esvaziamento da bexiga ocorra de forma mais fluida e com menor esforço.

A redução da frequência das interrupções do sono devido à nictúria e a diminuição da urgência urinária diária contribuem para um maior conforto e bem-estar. É importante notar que, embora este tratamento ajude a gerir e a atenuar os sintomas de forma eficaz a longo prazo, o Omnic não reduz o tamanho físico da próstata, focando-se especificamente no relaxamento da musculatura lisa para otimizar a função urinária.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Omnic?

O perfil de elegibilidade para o Omnic (Cloridrato de Tansulosina) é rigorosamente definido pelas autoridades regulamentares oficiais. O medicamento é permitido primordialmente para utilização em doentes adultos do sexo masculino. O uso está oficialmente classificado como não indicado na população pediátrica (crianças e adolescentes) e em doentes do sexo feminino.


Âmbito de Elegibilidade Classificação Regulamentar
Contraindicações O uso é estritamente proibido em doentes com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade à tansulosina ou aos seus componentes. É também contraindicado em indivíduos com história de Hipotensão Ortostática ou Insuficiência Hepática Grave.
Regras Relativas à Idade A elegibilidade está estabelecida para homens adultos e idosos. O uso não está indicado ou não se encontra estabelecido em doentes com menos de 18 anos de idade.
Função Orgânica O uso é permitido em casos de insuficiência renal e hepática ligeira a moderada. A elegibilidade não está estabelecida em casos de Doença Renal em Fase Terminal ou Insuficiência Hepática Grave.
Restrição de Elegibilidade Doentes com cirurgia programada de cataratas ou glaucoma devem informar a equipa cirúrgica, devido ao risco documentado de Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória (IFIS).

A estrutura de elegibilidade resultante reflete que os documentos regulamentares impõem proibições baseadas em condições graves específicas e no estado do doente. O âmbito da população-alvo do fármaco está estritamente limitado a homens adultos, com precauções específicas para doentes submetidos a determinados procedimentos cirúrgicos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A informação regulamentar oficial para o Cloridrato de Tansulosina (Omnic) estabelece restrições baseadas principalmente no metabolismo farmacocinético e nos efeitos farmacodinâmicos.

Âmbito das Interações

As interações mais significativas envolvem medicamentos que interferem com as enzimas metabólicas CYP3A4 e CYP2D6, ou aqueles que partilham o efeito de redução da pressão arterial do fármaco.

Propriedade Valor
Categorias de produtos medicinais com interações documentadas Inibidores fortes e moderados do CYP3A4, inibidores fortes e moderados do CYP2D6, outros agentes bloqueadores alfa-adrenérgicos e inibidores da Fosfodiesterase-5 (PDE5).
Medicamentos específicos com interação (se explicitamente listados) Cetoconazol, Paroxetina, Cimetidina, Eritromicina, Terbinafina, Sildenafil e Tadalafil.

Restrições de Interação

A coadministração com inibidores fortes do CYP3A4 (como o Cetoconazol) está formalmente contraindicada. Isto deve-se a uma interação farmacocinética que aumenta significativamente as concentrações plasmáticas da Tansulosina ao reduzir a sua depuração (clearance). O uso de Tansulosina com outros agentes bloqueadores alfa-adrenérgicos também está contraindicado devido a um risco acrescido de hipotensão sintomática resultante de efeitos farmacodinâmicos aditivos. É necessária precaução ao combinar a Tansulosina com inibidores fortes do CYP2D6 (ex.: Paroxetina) ou inibidores da PDE5 (ex.: Sildenafil), uma vez que estas combinações podem aumentar a exposição à Tansulosina ou resultar numa redução adicional da pressão arterial, respetivamente. Não existem regras de separação temporal obrigatória explicitamente documentadas nos rótulos regulamentares.

Mecanismo de ação

Como funciona o Omnic

O mecanismo central do Omnic (tamsulosina) envolve a modulação do tónus muscular involuntário no trato urinário inferior através da interação específica com as vias do sistema nervoso simpático.

Antagonismo Direcionado dos Adrenocetores Alfa

A tamsulosina atua como um antagonista competitivo seletivo, visando principalmente os subtipos de adrenocetores alfa1A e alfa1D que se encontram no músculo liso do trato urinário inferior. Ao ocupar estes recetores, o fármaco ativa mecanismos que bloqueiam o sinal indutor de contração normalmente enviado pelos neurotransmissores simpáticos. O subtipo alfa1A constitui aproximadamente 70% dos recetores alfa1 na próstata, representando o principal local de ação.

Modulação da Obstrução Dinâmica

O bloqueio dos recetores alfa1A/1D inicia uma sequência que conduz ao relaxamento do músculo liso na próstata, na cápsula prostática e na uretra prostática. Esta ação modula o tónus muscular involuntário da saída da bexiga. Este mecanismo é relevante quando é necessário um ajuste direcionado da via, abordando especificamente a componente dinâmica da obstrução — a resistência causada pela tensão muscular excessiva — o que resulta numa diminuição da resistência física ao fluxo urinário.

Seletividade Fisiológica e Tónus Vascular

O fármaco apresenta um elevado grau de seletividade para o subtipo alfa1A em relação ao subtipo alfa1B, sendo este último o tipo de recetor dominante no sistema vascular. Esta interação seletiva aciona mecanismos que regulam processos localmente no sistema urinário, contribuindo para uma modulação da atividade dentro das vias vasculares sistémicas. Esta seletividade exerce uma influência minimizada da modulação da via no tónus vascular periférico e na tensão arterial sistémica.

Informações sobre dosagem e administração

Mapa de Instruções: Como utilizar o Omnic — Diretrizes Oficiais de Administração

A utilização do Omnic (Cloridrato de Tamsulosina) é orientada por instruções específicas relativas à via de administração, frequência e relação com as refeições, conforme detalhado em documentos regulamentares como o Resumo das Características do Medicamento e informações de prescrição oficiais.

Âmbito da Administração

Característica Instrução Oficial
Via de administração: Exclusivamente para uso oral.
Esquema posológico: A dose inicial é de 0,4 mg uma vez ao dia. Pode ser aumentada para um máximo de 0,8 mg uma vez ao dia se a resposta à dose inicial for inadequada após 2 a 4 semanas de administração.
Momento da toma (refeições): Cápsula de libertação modificada: administrar aproximadamente meia hora após a mesma refeição todos os dias. Comprimido de libertação prolongada: pode ser tomado independentemente da ingestão de alimentos.
Requisitos de preparação: A cápsula ou o comprimido deve ser engolido inteiro; não deve ser esmagado, mastigado ou aberto, sob pena de interferir com o mecanismo de libertação modificada.
Regras por grupo etário: A tamsulosina não está indicada para uso na população pediátrica. Não se recomenda ajuste posológico para doentes com compromisso renal ou hepático ligeiro a moderado.
Regras para doses esquecidas: Se a administração for interrompida ou suspensa por vários dias, a terapia deve ser reiniciada com a dose inicial de 0,4 mg uma vez ao dia.

Classificação das Instruções

Classificação Descrição
Tipo de método de administração: Via Oral (Cápsula ou Comprimido de Libertação Modificada)
Padrão de frequência: Diária (Uma vez por dia)
Base regulamentar: Diretrizes de autoridades de saúde europeias e internacionais.
Restrições de contexto de uso: A administração deve seguir a instrução de deglutição total para manter a integridade do perfil de libertação prolongada.

Estrutura do Procedimento Resultante

Sequência oficial de passos:

Administrar a dose inicial de 0,4 mg uma vez ao dia por via oral. O comprimido ou cápsula deve ser engolido inteiro com água, sem qualquer alteração física. Deve ser cumprida a instrução de administrar com uma refeição ou de forma independente, dependendo da formulação específica que está a ser utilizada.

Ligação ao protocolo global de utilização:

Estas instruções definem um regime oral diário contínuo obrigatório utilizando a dosagem de 0,4 mg. A obrigatoriedade de engolir a unidade de libertação modificada intacta e o momento específico em relação às refeições asseguram o perfil de absorção pretendido do fármaco. A regra procedimental para o reinício com a dose inicial após uma interrupção estabelece o protocolo obrigatório para a manutenção da administração a longo prazo.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente: Tansulosina para a HPB

A investigação clínica tem estudado extensivamente a tansulosina (a substância ativa do Omnic) no tratamento de Sintomas do Trato Urinário Inferior (STUI) associados à Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB) em homens adultos.

Eficácia e Melhoria dos Sintomas

Ensaios clínicos de grande escala, duplamente cegos e controlados por placebo, investigaram o efeito da tansulosina nos STUI. Os principais resultados relacionados com a eficácia incluem:

  • Melhoria na Pontuação de Sintomas: Os estudos avaliaram as alterações na gravidade dos sintomas utilizando medidas estabelecidas, como a Escala Internacional de Sintomas Prostáticos (IPSS). Foram observadas diferenças nas pontuações totais de IPSS em comparação com o placebo, com melhorias reportadas tanto nos sintomas de esvaziamento (ex.: jato fraco, hesitação) como nos sintomas de armazenamento (ex.: urgência, frequência).

  • Taxa de Fluxo Urinário: A investigação registou consistentemente aumentos na taxa de fluxo urinário máximo (Qmax) em relação às medições iniciais. Este efeito foi frequentemente observado pouco tempo após o início da administração e manteve-se em estudos de extensão a longo prazo.

Resultados a Longo Prazo e Tolerabilidade

Estudos de extensão a longo prazo, alguns com duração até seis anos, exploraram a utilização continuada na gestão da HPB. Estas investigações forneceram dados sobre a persistência da melhoria dos sintomas e o perfil de segurança global.

Foco do Estudo Observação Principal
Efeito Sustentado As melhorias no IPSS total e no Qmax registadas durante os ensaios iniciais de curto prazo foram, de um modo geral, mantidas ao longo de vários anos de tratamento contínuo.
Tolerabilidade A tansulosina foi estudada para examinar o seu perfil de segurança, que é considerado favorável devido à sua urosseletividade. Os eventos adversos mais comummente documentados estiveram relacionados com a ejaculação e tonturas.

A investigação continua a explorar o papel da tansulosina em terapias combinadas, particularmente quando os STUI são acompanhados por outras condições da bexiga.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Omnic (FAQ)

Q: Quanto tempo demora normalmente o Omnic a começar a atuar?

De acordo com a informação clínica oficial, a taxa de fluxo urinário máximo pode aumentar e os sintomas podem melhorar com a terapêutica contínua. Estudos clínicos demonstraram que o efeito terapêutico pleno é geralmente mantido durante a terapia a longo prazo.


Q: O Omnic é seguro para homens mais velhos, por exemplo, com mais de 75 anos?

A informação oficial indica que, geralmente, não é necessário um ajuste da dose com base na idade. Os estudos sugerem que, embora a exposição ao medicamento possa ser ligeiramente superior em homens idosos, o perfil de segurança global do medicamento é considerado consistente para este grupo de doentes, não sendo necessário um ajuste posológico específico.


Q: O que diz a investigação sobre a segurança a longo prazo do Omnic?

Estudos clínicos demonstraram que as melhorias nos sintomas urinários alcançadas precocemente no tratamento são geralmente mantidas ao longo de vários anos de utilização contínua. Estudos de extensão a longo prazo sugerem que o perfil de segurança e tolerabilidade observado em ensaios de curto prazo é geralmente mantido com o tratamento contínuo.


Q: O Omnic deve ser tomado com alimentos ou pode ser tomado em jejum?

Isto depende da formulação específica. Para a cápsula de libertação modificada, as instruções oficiais recomendam a toma do medicamento aproximadamente meia hora após a mesma refeição todos os dias. No entanto, para o comprimido de libertação prolongada europeu, este pode ser tomado independentemente da ingestão de alimentos.


Q: Os efeitos secundários do Omnic melhoram com o tempo?

Os documentos regulamentares referem que os sintomas relacionados com a hipotensão ortostática — uma queda na pressão arterial ao mudar de posição — ocorrem com maior frequência no início do tratamento. O aviso indica que alguns efeitos ocorrem mais frequentemente ao iniciar o tratamento, mas a documentação não faz uma afirmação geral de que todos os efeitos secundários melhorem com o tempo.


Q: Quais são os sinais de que o Omnic está realmente a funcionar?

Estudos e informações oficiais indicam que o medicamento atua aumentando a taxa de fluxo urinário máximo e aliviando a obstrução. Os efeitos terapêuticos esperados incluem melhorias nos sintomas de esvaziamento (como jato fraco ou hesitação) e nos sintomas de armazenamento (como urgência ou frequência).


Q: A toma de Omnic pode levar a uma redução do volume de sémen?

A ejaculação anómala foi reportada como um efeito secundário comum. Isto pode envolver a redução ou ausência de volume de sémen, o que é medicamente designado por anejaculação, ou a passagem do sémen para a bexiga (ejaculação retrógrada). Este efeito secundário está geralmente documentado em fontes regulamentares como um evento de ejaculação anómala.


Q: O Omnic é um tratamento de longo prazo ou apenas para um curto período?

Estudos clínicos demonstraram que os efeitos positivos nos sintomas urinários são geralmente sustentados durante a terapêutica contínua a longo prazo.


Q: As mulheres podem tomar Omnic? Se sim, para quê?

De acordo com as informações oficiais do produto e documentos regulamentares, este medicamento não está indicado para utilização em mulheres.


Q: O que devo evitar comer ou beber enquanto tomo Omnic?

Embora não existam proibições alimentares específicas, a informação oficial indica que o consumo de álcool pode potenciar o efeito de redução da pressão arterial do medicamento, o que pode levar a um aumento do risco de tonturas ou atordoamento.


Q: O Omnic pode causar um cansaço invulgar?

Os relatórios oficiais listam a astenia, que é o termo médico para a falta de energia ou força, como um efeito secundário pouco frequente associado à utilização do medicamento.


Q: Existem casos documentados de reações alérgicas ao Omnic?

O medicamento é contraindicado em doentes com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade à tansulosina. As reações adversas reportadas incluíram erupções cutâneas, angioedema (inchaço do rosto ou da garganta) e sintomas respiratórios.


Q: Qual é a diferença entre o Omnic e a abordagem de "terapia combinada" para a HPB?

O Omnic é um bloqueador alfa isolado que atua relaxando a tensão muscular para aliviar a obstrução (a componente dinâmica da HPB). A terapêutica combinada envolve geralmente a associação de um bloqueador alfa a uma segunda classe de fármacos, como um inibidor da 5-alfa redutase, para tratar o tamanho físico da próstata (a componente estática).


Q: Quais são os ingredientes do Omnic além da tansulosina?

O princípio ativo é o Cloridrato de Tansulosina. Além da componente ativa, a cápsula ou comprimido contém vários ingredientes inativos, conhecidos como excipientes, que podem variar ligeiramente dependendo da formulação específica do produto.


Q: Existem efeitos secundários graves, embora raros, que eu deva conhecer?

Os avisos oficiais mencionam vários efeitos secundários graves, embora raros, que foram reportados. Estes incluem desmaio (síncope), inchaço do rosto ou da garganta (angioedema), ereção dolorosa persistente (priapismo) e uma reação cutânea grave conhecida como Síndrome de Stevens-Johnson.


Q: Que tipo de exames médicos são habitualmente feitos antes de iniciar o Omnic?

A informação regulamentar indica que deve ser realizado um exame médico para excluir outras condições que possam causar sintomas semelhantes à HPB. Isto inclui tipicamente o Toque Retal e, quando necessário, a determinação dos níveis de Antigénio Específico da Próstata (PSA).


Q: O Omnic é alguma vez prescrito a mulheres com problemas de bexiga?

A indicação oficial para este medicamento é especificamente para homens adultos. Os documentos regulamentares afirmam que o medicamento não está indicado para utilização em mulheres.


Q: Existem avisos sobre a toma de Omnic e o consumo de álcool?

As informações oficiais para o doente referem que o consumo de álcool pode aumentar o risco de pressão arterial baixa. Isto pode aumentar a probabilidade de experienciar efeitos secundários como tonturas ou atordoamento.


Q: Que ensaios clínicos apoiam o uso do Omnic para a HPB?

A eficácia do medicamento é apoiada por evidências de ensaios clínicos aleatorizados, duplamente cegos e controlados por placebo. Estes estudos demonstraram melhorias significativas na Escala Internacional de Sintomas Prostáticos (IPSS) e na taxa de fluxo urinário máximo em comparação com o placebo.


Q: Posso tomar Omnic se tiver uma doença cardíaca?

Estudos oficiais não mostraram interações quando o medicamento foi coadministrado com certos fármacos cardíacos comuns, como o atenolol ou o enalapril. No entanto, relatórios pós-comercialização registaram alguns problemas de ritmo cardíaco, incluindo fibrilação auricular e taquicardia, associados à sua utilização.

Como Omnic deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Omnic

Os requisitos regulamentares oficiais determinam que as cápsulas de Omnic (Cloridrato de Tansulosina) devem ser conservadas a uma temperatura ambiente controlada, geralmente entre os 20°C e os 25°C. O medicamento deve ser mantido no seu recipiente original, bem fechado, e protegido do calor excessivo, da humidade e da luz direta para manter a sua estabilidade. É especificamente exigido que se evite o congelamento do medicamento.

Por motivos de segurança, o produto deve ser guardado fora do alcance das crianças. O Omnic não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado através de um programa de recolha de medicamentos, quando disponível. Se não houver um programa disponível, o produto deve ser misturado com uma substância desagradável e selado antes de ser colocado no lixo doméstico, evitando a sua eliminação através de lavatórios ou sanitas.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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