Omifin

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Omifin

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Omifin

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Citrato de Clomifeno
Forma Comprimido Oral
Classe farmacológica Modulador Seletivo do Recetor de Estrogénio (SERM)
Uso comum Indução da Ovulação
Origem Sintética, Não esteroide

Omifin: Identidade, Origem e Forma Farmacêutica

O Omifin é uma preparação farmacêutica cujo princípio ativo é o Citrato de Clomifeno, um composto sintético administrado sob a forma de comprimido oral. A substância base, o Citrato de Clomifeno, é classificada quimicamente como um derivado não esteroide do trifeniletileno. O clomifeno não tem origem natural, sendo um composto sintético fornecido em comprimidos, o que confirma a via de administração oral. A molécula de clomifeno existe como uma mistura racémica de dois isómeros geométricos distintos, o zuclomifeno e o enclomifeno, que contribuem para o seu perfil farmacológico global. O Omifin é reconhecido como um dos nomes comerciais de longa data para esta formulação, servindo frequentemente como identificador principal em mercados globais específicos.


Que Tipo de Medicamento é o Omifin?

O Omifin pertence à classe farmacológica conhecida como Modulador Seletivo do Recetor de Estrogénio (SERM) e é categorizado funcionalmente como um estimulante ovulatório sintético. O fármaco está indicado para o tratamento da disfunção ovulatória em mulheres, o que demonstra o seu estatuto estabelecido como uma opção terapêutica fundamental para abordar problemas na libertação de óvulos. Estudos farmacológicos confirmaram amplamente a sua ação como antagonista de estrogénio em tecidos-chave, modulando o sistema de feedback endócrino do corpo em vez de fornecer um suplemento hormonal direto.


O Papel do Omifin como Estimulante Ovulatório

O papel fundamental do Omifin é induzir a ovulação, iniciando a cascata hormonal interna do organismo necessária para a libertação do óvulo. Ao influenciar o eixo hipotálamo-hipófise, a medicação facilita a produção endógena subsequente das gonadotropinas FSH e LH. Esta ação permite a restauração de uma ovulação funcional e previsível em pacientes que experienciam ausência ou irregularidade no seu ciclo natural, servindo assim como uma terapia crucial e fundamental para abordar a disfunção ovulatória. O seu cenário típico de utilização ocorre em mulheres com um diagnóstico estabelecido de anovulação, onde o objetivo terapêutico é restabelecer um ciclo ovulatório regular.

Quais efeitos secundários são possíveis com Omifin?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O Omifin (citrato de clomifeno) está associado a uma variedade de efeitos adversos documentados na rotulagem regulamentar. O seu perfil de segurança reflete a sua ação principal como um modelador seletivo dos recetores de estrogénio. Determinadas condições clínicas proíbem a utilização deste medicamento devido a preocupações de segurança.

Frequência Efeitos Secundários Comuns (1–10%) Reações Adversas Graves (Raras)
Muito Comuns (>10%) Aumento ovárico reversível (frequentemente assintomático). Síndrome de Hiperestimulação Ovárica (OHSS) (pode ser grave ou colocar a vida em risco).
Comuns (1–10%) Afrontamentos vasomotores (ondas de calor), cefaleias (dores de cabeça), visão turva ou outros sintomas visuais (escotomas, flashes), hemorragia uterina anormal e desconforto abdominal (inchaço, dor, distensão). Distúrbios visuais graves (incluindo neurite ótica, trombose retiniana ou perda de visão permanente).
Raros (<1%) Perda de cabelo reversível, inflamação hepática, hipertrigliceridemia. Cancro do ovário (associado ao uso prolongado, geralmente superior a seis ciclos), pancreatite, eventos tromboembólicos (coágulos sanguíneos).

Considerações de Segurança e Contraindicações

O citrato de clomifeno é contraindicado em pacientes com condições como:

  • Gravidez (o medicamento deve ser interrompido se houver suspeita de gravidez).
  • Doença hepática ou historial de disfunção do fígado.
  • Hemorragia uterina anormal de causa indeterminada.
  • Aumento dos ovários (exceto o resultante da Síndrome do Ovário Poliquístico).
  • Lesão intracraniana orgânica (ex.: tumor na hipófise).
  • Disfunção não controlada da tiroide ou das glândulas suprarrenais.

As pacientes são formalmente informadas de que podem ocorrer sintomas visuais, cuja incidência pode aumentar com doses totais elevadas ou tratamentos prolongados; a interrupção imediata e uma avaliação oftalmológica são necessárias caso sejam observadas alterações visuais significativas. A utilização a longo prazo (além de um total de seis ciclos) não é, geralmente, recomendada devido a uma associação documentada, em alguns estudos, com um risco aumentado de Cancro do Ovário.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar oficial do citrato de clomifeno (Omifin) define manifestações clínicas específicas e as ações requeridas da paciente em caso de sobredosagem. As apresentações de sobredosagem documentadas na rotulagem oficial afetam primordialmente os sistemas visual e reprodutor.

Sistema Afetado Manifestações de Sobredosagem Documentadas
Visual/Ocular Visão turva, pontos ou flashes (escotomas cintilantes) e o risco de perturbações visuais potencialmente irreversíveis.
Reprodutor Aumento do tamanho dos ovários, que se pode apresentar com dor abdominal e pélvica associada.
Sistémico/GI Afrontamentos vasomotores (ondas de calor), náuseas e vómitos.

Medidas de Emergência Necessárias

A resposta de emergência exigida é rigorosa devido à gravidade dos potenciais resultados visuais. As orientações regulamentares determinam que as pacientes devem interromper o tratamento imediatamente e contactar um profissional de saúde perante o aparecimento de quaisquer sintomas visuais invulgares. É necessária assistência médica urgente perante sinais de sobredosagem grave.

Gestão da Sobredosagem

Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem com citrato de clomifeno. A gestão baseia-se em medidas de suporte, que podem incluir o tratamento sintomático e procedimentos como a lavagem gástrica. É necessária a monitorização ovárica contínua até que os órgãos regressem ao seu tamanho normal, conforme definido no contexto regulamentar.

Usos terapêuticos de Omifin

O que o Omifin trata: principais utilizações e benefícios


O Omifin, que contém o princípio ativo citrato de clomifeno, é considerado relevante para mitigar quadros relacionados com a disfunção ovulatória em contextos que envolvem o planeamento reprodutivo. O medicamento pode auxiliar no processo de ovulação, o que é pertinente quando a paciente experiencia manifestações relacionadas com um desequilíbrio sistémico.

Este domínio terapêutico é comumente utilizado em diversas condições que apresentam episódios agudos de anovulação. Os cenários clínicos onde se aplica incluem casos específicos de síndrome do ovário poliquístico (SOP), amenorreia psicogénica ou amenorreia pós-uso de contracetivos orais. Este tratamento auxilia na manutenção da estabilidade funcional e proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades quotidianas. Este domínio terapêutico é aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional e contribui para aliviar a carga sintomática global.

“O tratamento é comummente utilizado para auxiliar em condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados.”

Este medicamento de suporte pode ajudar as pacientes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas durante episódios de maior desconforto.

Facto Rápido: Alívio para Agrupamentos de Sintomas que Podem Tornar-se Disruptivos

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Omifin?

A elegibilidade para a utilização do Omifin (citrato de clomifeno) está estritamente definida nos documentos regulamentares, limitando o seu uso a mulheres adultas com disfunção ovulatória comprovada que pretendam engravidar. A utilização deste medicamento não está estabelecida em pacientes pediátricos.


Contraindicações Absolutas

A rotulagem oficial proíbe a utilização em diversos grupos de pacientes e condições clínicas:

O medicamento é formalmente contraindicado durante a gravidez, sendo obrigatório confirmar a ausência de gestação antes de cada ciclo de tratamento. Pacientes com doença hepática ativa ou historial de disfunção do fígado não devem utilizar o Omifin. O medicamento é também contraindicado em pacientes com quistos ováricos ou aumento do tamanho dos ovários não relacionado com a Síndrome do Ovário Poliquístico (SOP), bem como em casos de hemorragia uterina anormal de causa indeterminada. Adicionalmente, pacientes com disfunção não controlada da tiroide ou das glândulas suprarrenais, ou que apresentem uma lesão intracraniana orgânica, como um tumor na hipófise, não são elegíveis.


Restrições Relacionadas com a Elegibilidade

O tratamento exige precaução e monitorização em mulheres com miomas uterinos, devido ao potencial de aumento dos mesmos durante a terapia. Se as pacientes sentirem sintomas visuais, o tratamento deve ser interrompido imediatamente e deve ser realizada uma avaliação oftalmológica. O tratamento deve também ser suspenso caso os ovários apresentem um aumento de volume anormal no decorrer da administração.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Omifin com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar oficial do Omifin (citrato de clomifeno) destaca que as restrições relacionadas com interações se centram sobretudo em riscos farmacodinâmicos cumulativos e na função orgânica pré-existente, em vez de interações farmacocinéticas extensas entre fármacos.

Padrões e Restrições de Interação Documentados

1. Risco Farmacodinâmico com outros Tratamentos de Fertilidade

A administração conjunta com outros estimulantes ovulatórios potentes, como as gonadotropinas, está associada a um aumento significativo do risco de Síndrome de Hiperestimulação Ovárica (OHSS). Esta situação representa uma restrição crítica de interação farmacodinâmica oficialmente registada nas informações do medicamento, alertando contra a estimulação excessiva e cumulativa dos ovários.

2. Contraindicação baseada no Compromisso de Órgãos

A terapia com Omifin é formalmente contraindicada em pacientes que apresentem doença hepática ativa ou um historial de disfunção hepática. Esta é uma restrição de utilização obrigatória, uma vez que o metabolismo do medicamento e a sua circulação entero-hepática podem representar um risco acrescido para uma função hepática debilitada. Esta limitação não constitui uma interação típica entre medicamentos, mas sim uma restrição de interação específica para esta população, definida pelas autoridades regulamentares.

Considerações Farmacocinéticas e de Calendarização

As principais informações regulamentares não enumeram produtos medicinais específicos que devam ser evitados devido a interações farmacocinéticas, tais como as que envolvem as enzimas do citocromo P450 ou transportadores de fármacos. Consequentemente, não existem requisitos oficialmente documentados para o espaçamento temporal das tomas quando o Omifin é administrado simultaneamente com outros medicamentos. Da mesma forma, não se encontram listadas interações com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas.

Mecanismo de ação

O Omifin contém o princípio ativo citrato de clomifeno, um medicamento que pertence à classe dos indutores da ovulação. O seu mecanismo de ação baseia-se na interação com os recetores de estrogénio localizados em várias partes do sistema reprodutor, especialmente no hipotálamo e na hipófise.

Quando o medicamento é administrado, ele liga-se aos recetores de estrogénio no cérebro, impedindo que o organismo detete os níveis reais de estrogénio em circulação. Esta ação faz com que o corpo interprete que os níveis desta hormona estão baixos. Em resposta a esta perceção, a glândula hipófise aumenta a produção e a libertação de duas hormonas fundamentais: a hormona estimuladora dos folículos (FSH) e a hormona luteinizante (LH).

O aumento dos níveis de FSH estimula o crescimento e o desenvolvimento dos folículos nos ovários, cada um contendo um óvulo potencial. À medida que estes folículos se desenvolvem, produzem estrogénio natural, o que acaba por desencadear um pico de LH. Este processo culmina na libertação de um óvulo maduro, fenómeno conhecido como ovulação. Ao otimizar este ciclo hormonal, o Omifin ajuda a estabelecer a ovulação regular em mulheres que apresentam dificuldades em ovular naturalmente, aumentando as possibilidades de ocorrer uma conceção.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Omifin é Utilizado: Orientações de Administração Oficiais

A administração do Omifin (citrato de clomifeno) é estritamente regida por um protocolo específico, padronizado e cíclico, conforme definido na documentação regulamentar. O medicamento está disponível apenas na forma de comprimido oral e a sua utilização ocorre sob a supervisão de um especialista. O esquema de utilização caracteriza-se por períodos de tratamento fixos e por uma calendarização rigorosa em relação ao ciclo menstrual da paciente.


Âmbito da Administração

Categoria da Instrução Orientação Oficial
Via de Administração Apenas via oral; o comprimido deve ser deglutido.
Esquema Posológico Ciclo Inicial: 50 mg uma vez por dia durante 5 dias. Dose Diária Máxima: 100 mg uma vez por dia durante 5 dias em ciclos subsequentes, se necessário.
Padrão de Frequência Utilização intermitente em ciclos de 5 dias, seguidos de um período de observação, não devendo exceder um total de seis ciclos.
Restrição Temporal O tratamento deve ser iniciado no quinto dia do ciclo menstrual ou por volta dessa data (caso tenha ocorrido hemorragia).

Estrutura do Procedimento

O protocolo oficial determina que o ciclo completo de 5 dias seja concluído, sendo que os ciclos subsequentes apenas devem ser iniciados após a exclusão de uma eventual gravidez e a confirmação da inexistência de anomalias ováricas. Para grupos específicos, como pacientes com Síndrome do Ovário Poliquístico (SOP), as orientações regulamentares recomendam especificamente o ciclo inicial de 50 mg e a duração de tratamento mais curta possível. A estrutura do protocolo de utilização assegura que o medicamento seja administrado num padrão preciso e intermitente, ditado por prazos específicos e por reavaliações obrigatórias da paciente antes da continuação do tratamento.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão geral dos estudos sobre o Omifin

Evidência para o uso na Diabetes Mellitus Tipo 2

O Omifin foi estudado em indivíduos diagnosticados com Diabetes Mellitus Tipo 2 em diversos tipos de investigação, principalmente em grandes Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (RCTs). Estes estudos examinaram a forma como os marcadores de açúcar no sangue, como a hemoglobina glicada (HbA1c), e o peso corporal evoluíram nas populações observadas ao longo de intervalos de tempo definidos. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos onde os investigadores mediram alterações na HbA1c em períodos de acompanhamento de curto prazo (alguns meses) a médio prazo (cerca de um ano).

Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além da duração típica dos estudos de alguns anos. Os períodos de acompanhamento foram limitados para caracterizar totalmente a estabilidade sustentada das medições de açúcar no sangue e de peso ao longo de muitos anos.

Evidência para o uso na Redução do Risco Cardiovascular

A investigação também explorou o agente em relação a desfechos cardiovasculares. Esta investigação envolveu grandes Ensaios de Desfechos Cardiovasculares (CVOTs) dedicados, que avaliaram pessoas com Diabetes Tipo 2 que apresentavam doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida (ASCVD) ou múltiplos fatores de risco. Estes ensaios monitorizaram especificamente o tempo até à primeira ocorrência de um conjunto de eventos graves, incluindo morte cardiovascular, enfarte do miocárdio não fatal e acidente vascular cerebral (AVC) não fatal.

As conclusões descrevem padrões observados nos estudos, particularmente em populações com condições cardíacas existentes. Os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados.

Evidência para o uso na Doença Renal Crónica

O Omifin foi estudado em indivíduos com Diabetes Tipo 2 que também apresentam vários graus de Doença Renal Crónica (DRC). A investigação examinou resultados que refletem marcadores da função renal, focando-se especificamente em alterações na taxa de filtração (eGFR) e em marcadores de lesão renal (UACR).

A evidência é limitada para as fases mais avançadas da DRC. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes, tais como indivíduos que possam ter causas não diabéticas para a sua condição renal.

O que ainda é incerto sobre o Omifin

O panorama geral da investigação destaca o que é conhecido — e o que ainda é incerto. A certeza permanece baixa para certas medições de longo prazo, uma vez que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Faltam evidências comparativas sobre como o agente se equipara a todos os tratamentos alternativos disponíveis para a Diabetes Tipo 2. A investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante às médias do grupo, e estão em curso investigações adicionais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Omifin (FAQ)

Q: O Omifin é igual a outros tratamentos de fertilidade?

O Omifin está classificado como um Modulador Seletivo do Recetor de Estrogénio (SERM) não esteroide. Isto significa que atua influenciando os próprios sistemas hormonais do corpo, o que é diferente dos tratamentos de fertilidade injetáveis, conhecidos como gonadotropinas. As informações oficiais de segurança referem riscos potenciais quando o Omifin é utilizado em conjunto com outros estimulantes da ovulação.

Q: A hora do dia em que se toma o Omifin é relevante?

Os documentos regulamentares oficiais que regem a utilização do Omifin especificam o dia do ciclo menstrual em que se deve iniciar a medicação. No entanto, não determinam uma hora específica do dia, como a manhã ou a noite, para a toma do comprimido único diário.

Q: O Omifin é considerado uma terapia hormonal?

O Omifin é classificado como um Modulador Seletivo do Recetor de Estrogénio (SERM) não esteroide. A sua função é modular ou influenciar os sinais hormonais existentes, particularmente a sinalização estrogénica, em vez de fornecer diretamente hormonas externas ao organismo.

Q: Existem nomes comerciais diferentes para o medicamento no Omifin?

Omifin é um nome comercial para a substância ativa, que se chama citrato de clomifeno. Citrato de clomifeno é o nome genérico da substância e está disponível sob várias marcas em diversas regiões.

Q: Que investigação foi feita sobre os efeitos a longo prazo da utilização do Omifin?

Os documentos oficiais referem que a segurança a longo prazo não está totalmente estabelecida e o tratamento é, geralmente, limitado a um total de cerca de seis ciclos. A informação do produto inclui um aviso sobre a associação documentada entre a utilização prolongada e um risco acrescido de cancro do ovário, identificado em alguns estudos.

Q: O Omifin é utilizado em conjunto com outros medicamentos?

A informação regulamentar observa que está documentada a interação do Omifin com alguns outros medicamentos, como o fármaco para a tensão arterial benazepril. O medicamento é estritamente contraindicado para utilização em conjunto com outros estimulantes ovulatórios potentes conhecidos como gonadotropinas.

Q: Quais são as recomendações oficiais sobre conduzir ou utilizar máquinas durante a toma de Omifin?

A informação oficial do produto indica que é aconselhada precaução em atividades como conduzir ou operar máquinas. Isto deve-se ao facto de poderem ocorrer sintomas visuais, como visão turva ou visualização de pontos, durante o tratamento, o que poderia potencialmente comprometer as funções.

Q: Como é que a classificação do Omifin difere dos medicamentos de fertilidade injetáveis?

O Omifin é um medicamento oral que pertence à classe dos SERM. Atua indiretamente, estimulando o corpo a libertar as suas próprias hormonas. Os medicamentos de fertilidade injetáveis, como as gonadotropinas, são fundamentalmente diferentes porque são administrados por injeção e fornecem diretamente ao corpo hormonas reprodutivas específicas.

Q: Qual é o significado de 'aumento ovárico' no contexto das informações de segurança do Omifin?

O aumento do volume dos ovários é descrito como um efeito secundário muito comum no perfil de segurança oficial. Embora seja frequentemente reversível e possa não causar sintomas, a informação regulamentar observa que pode ser um sinal de uma complicação potencialmente grave conhecida como Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (OHSS).

Q: O Omifin pode afetar o humor ou as emoções?

Relatórios oficiais pós-comercialização incluíram efeitos psiquiátricos, tais como alterações de humor, ansiedade e irritabilidade. Estes são referidos como efeitos secundários que ocorreram após o medicamento ter sido disponibilizado ao público.

Q: O Omifin causa alterações de peso?

As alterações de peso são mencionadas nos relatórios de segurança. Especificamente, os documentos oficiais indicam que o aumento de peso foi relatado por alguns doentes que utilizam Omifin.

Q: Como é que o Omifin interage com analgésicos de venda livre?

Os documentos regulamentares oficiais relativos a interações medicamentosas não listam quaisquer restrições específicas ou a necessidade de separação de horários para analgésicos comuns de venda livre.

Q: Por que motivo os documentos oficiais mencionam a possibilidade de nascimentos múltiplos com o Omifin?

Os documentos regulamentares incluem a possibilidade de nascimentos múltiplos, como gémeos ou trigémeos, como um risco potencial. Este resultado está relacionado com a ação pretendida do fármaco de estimular os ovários a libertar múltiplos óvulos.

Q: A toma de Omifin pode afetar os resultados de exames laboratoriais?

Uma vez que o Omifin atua influenciando o sistema endócrino do corpo, sabe-se que afeta os resultados de certos exames laboratoriais. Especificamente, são esperados efeitos do medicamento nos valores séricos de gonadotropinas, tais como a FSH e a LH.

Q: O Omifin é descrito como causador de sensibilidade à luz?

Sim, a informação oficial de segurança lista sintomas visuais e foi relatada sensibilidade dos olhos à luz, também conhecida como fotofobia, associada à utilização de Omifin.

Q: Qual é a expetativa geral de acompanhamento para o doente durante a toma de Omifin?

Os documentos regulamentares definem que são necessárias reavaliações e monitorização obrigatórias do doente. Esta monitorização inclui a verificação de gravidez e a garantia de que não existe um aumento ovárico anormal antes de iniciar cada novo ciclo de tratamento.

Q: O Omifin apresenta risco de reação alérgica?

As reações alérgicas e a hipersensibilidade estão listadas entre os eventos adversos pós-comercialização relatados para o Omifin. Esta informação provém de documentos regulamentares oficiais.

Q: O Omifin interage com medicamentos comuns para a tensão arterial?

A informação oficial do produto observa que foi especificamente documentada uma interação com certos medicamentos para a tensão arterial, incluindo o inibidor da ECA chamado benazepril.

Q: O Omifin pode ser utilizado se eu estiver perto da menopausa?

A utilização oficial do Omifin é indicada para mulheres adultas que sofrem de disfunção ovulatória e que pretendem engravidar. Os documentos regulamentares não abordam especificamente a sua utilização perto da menopausa, mas a indicação limita o seu uso a mulheres que procuram a gravidez.

Q: Quais são alguns sinais de que o Omifin pode não estar a funcionar para alguém?

A ação pretendida do Omifin é induzir a ovulação. Por conseguinte, o principal sinal de que o fármaco pode não estar a produzir o efeito pretendido é a ausência de ovulação após a conclusão de um ciclo de tratamento.

Q: Existem grupos específicos de doentes onde o Omifin é estudado de forma mais extensiva?

Sim, protocolos específicos e estudos extensivos estão detalhados nos documentos regulamentares para certas populações de doentes. Isto inclui mulheres diagnosticadas com Síndrome do Ovário Poliquístico (SOP), para as quais são observadas condições iniciais específicas.

Q: Que precauções são mencionadas para doentes com depressão pré-existente ou condições de saúde mental?

Os relatórios oficiais pós-comercialização incluem ansiedade e alterações de humor como efeitos adversos. O potencial para estes efeitos está referido nos documentos regulamentares.

Q: Qual é o objetivo dos exames iniciais antes de começar o Omifin?

Os exames iniciais são um passo obrigatório exigido pelos textos regulamentares. O objetivo é confirmar que a doente não está grávida e excluir outros problemas subjacentes que possam impedir a gravidez ou que precisem de ser tratados primeiro.

Q: Existe informação oficial sobre a utilização do Omifin em indivíduos com mais de 40 anos?

A indicação oficial é para utilização em mulheres adultas com disfunção ovulatória que procuram a gravidez. Embora não exista uma contraindicação específica baseada puramente na idade superior a 40 anos, os documentos regulamentares confirmam que a elegibilidade está limitada à população adulta.

Como Omifin deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Omifin

As informações oficiais presentes na rotulagem do Omifin (comprimidos de citrato de clomifeno) estabelecem condições obrigatórias para o armazenamento e eliminação do produto, visando garantir a sua estabilidade e segurança.

Condições de Armazenamento

O Omifin deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 15 °C e os 30 °C. O medicamento tem de ser mantido num recipiente fechado e deve estar explicitamente protegido do calor, da luz e da humidade excessiva. O produto não deve ser congelado.

Para prevenir a ingestão acidental, o Omifin deve ser guardado fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

O Omifin que não tenha sido utilizado ou que se encontre fora do prazo de validade deve, preferencialmente, ser descartado através de um programa de retoma de medicamentos ou de um sistema de devolução por correio. Caso estas opções não estejam disponíveis, o medicamento deve ser misturado com uma substância desagradável, selado num saco e colocado no lixo doméstico comum. O Omifin não consta na lista de medicamentos recomendados para serem eliminados na sanita ou no lavatório.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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