Omesol

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Omesol

O que é o Omesol? Definição e Classificação

Propriedade Descrição
Substância ativa Omeprazol (um benzimidazole substituído)
Forma Cápsula gastrorresistente ou comprimido de libertação retardada
Classe farmacológica Inibidor da Bomba de Protões (IBP), Agente antissecretor
Uso comum Redução do excesso de ácido no estômago
Origem Sintética

O que é o Omesol e qual a sua Classe Farmacológica?

O Omesol é um medicamento sintético cujo principal componente ativo é o Omeprazol, um composto quimicamente identificado como um benzimidazole substituído. Este medicamento pertence à classe farmacológica dos Inibidores da Bomba de Protões (IBP), sendo designado como um agente antissecretor utilizado na gestão de condições relacionadas com a produção excessiva de ácido no estômago. A eficácia do Omeprazol na obtenção de uma supressão ácida profunda é clinicamente reconhecida e apoiada por extensos estudos farmacológicos.

O Omeprazol é, fundamentalmente, uma mistura racémica de duas moléculas que são imagens especulares uma da outra, necessitando de ativação pelo organismo antes de poder exercer o seu efeito. A classificação como IBP é fundamental, pois significa que o Omesol proporciona uma supressão ácida potente e sustentada ao atuar diretamente sobre o sistema enzimático ATPase H+/K+, a fase final da geração de ácido no revestimento gástrico. Este mecanismo constitui o benefício terapêutico base no controlo da hiper-secreção de ácido gástrico, um cenário de utilização típico quando ocorrem sintomas como azia frequente ou indigestão ácida.


Compreender a Formulação Gastrorresistente

O Omesol é um medicamento de administração oral, habitualmente administrado como uma cápsula gastrorresistente ou um comprimido de libertação retardada, formas que são essenciais para a eficácia do fármaco. Esta apresentação é necessária porque o Omeprazol é naturalmente ácido-lábil, o que significa que seria rapidamente destruído pelo ácido corrosivo do estômago antes de poder ser absorvido e tornar-se terapeuticamente ativo. O revestimento protetor é essencial para garantir que o medicamento funcione conforme pretendido.

O revestimento gastrorresistente serve como uma barreira protetora, garantindo que o produto de substância única é transportado em segurança através do estômago para o ambiente de pH mais elevado do intestino delgado. Só então o fármaco é devidamente absorvido e concentrado nas células parietais, onde atinge seletivamente as bombas de protões. Esta entrega controlada garante que o composto, que funciona como um pró-fármaco, chegue intacto ao seu local de ação, um mecanismo well-documented na literatura clínica para esta classe de medicamentos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Omesol?

Reações Adversas e Informações de Segurança

O Omesol (que, na documentação oficial, representa tanto o Omeprazol como produtos de elevada potência contendo Fentanilo) apresenta um perfil de segurança duplo.

Reações Adversas Comuns

Relativamente à componente de Omeprazol, as reações adversas mais comuns (reportadas com uma incidência de 2% em adultos) envolvem os sistemas gastrointestinal e nervoso, incluindo cefaleias, dor abdominal, náuseas, diarreia, vómitos e flatulência.

Riscos de Segurança Graves e de Longo Prazo

A utilização de Omeprazol a longo prazo (por exemplo, por mais de um ano) tem sido associada a um risco acrescido de fraturas ósseas relacionadas com a osteoporose na anca, punho ou coluna. Outros riscos documentados em fontes regulamentares incluem o desenvolvimento de Pólipos das Glândulas Fúndicas, deficiência de Vitamina B-12 (em utilizações superiores a três anos) e reações raras mas graves, como Nefrite Intersticial Aguda e hipomagnesemia. A terapia pode também estar associada a um risco aumentado de diarreia associada a Clostridium difficile.

Restrições e Avisos de Segurança Críticos

Para a componente que contém Fentanilo de elevada potência, é emitido um Aviso de Advertência (Boxed Warning) devido ao risco de depressão respiratória potencialmente fatal, ao potencial de overdose mortal por ingestão acidental (especialmente em crianças) e aos riscos de interações com outros depressores do sistema nervoso central. Este produto está contraindicado em doentes não tolerantes a opioides e para o tratamento de dor aguda ou pós-operatória. O fármaco está disponível apenas através de um programa restrito (programa de acesso TIRF REMS) para gerir estes riscos. A utilização concomitante com certos medicamentos, tais como inibidores potentes do CYP3A4, é restrita, pois pode aumentar o risco de depressão respiratória fatal.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A informação oficial relativa à sobredosagem com o Omesol é limitada, sublinhando que a experiência em casos de toma excessiva é, habitualmente, de natureza benigna e não grave. Os sintomas reportados em situações de sobredosagem, que incluíram doses até 2.400 mg (um valor significativamente superior à dose terapêutica comum), têm sido geralmente reversíveis.


Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Os sintomas descritos em associação com uma sobredosagem afetam principalmente os sistemas gastrointestinal e nervoso central, podendo incluir:

  • Náuseas e vómitos
  • Dor abdominal e diarreia
  • Cefaleias e tonturas

Em instâncias raras, foram relatados efeitos mais pronunciados no Sistema Nervoso Central, tais como letargia e confusão.


Gestão da Sobredosagem

Os documentos regulamentares oficiais referem que o tratamento para a sobredosagem de Omesol deve ser sintomático e de suporte. Devido à natureza geralmente reversível e não grave dos sintomas descritos, não estão explicitamente definidas nas informações oficiais ações de emergência específicas além dos cuidados de suporte. Não existe indicação de um antídoto específico.

Quando procurar assistência médica: Caso se suspeite ou ocorra uma sobredosagem, é prudente procurar o conselho de um profissional de saúde ou contactar o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) para obter orientação. Este passo é essencial se os sintomas persistirem ou se agravarem, ou caso a sobredosagem envolva uma dose extremamente elevada ou a ingestão de múltiplas substâncias.

Usos terapêuticos de Omesol

Factos Rápidos: Omesol

  • Apoio no controlo de: Azia e sintomas relacionados mediados pelo ácido.
  • Utilidade terapêutica: Gestão de úlceras do estômago (gástricas) e do intestino (duodenais).
  • Uso pretendido: Auxilia na cicatrização de danos erosivos no esófago (esofagite erosiva).
  • Gestão de condições: Utilizado no regime de tratamento da síndrome de Zollinger-Ellison, uma patologia associada à produção excessiva de ácido gástrico.

Para que é Utilizado o Omesol: Principais Utilizações e Benefícios

O Omesol é utilizado clinicamente para tratar diversas patologias relacionadas com o excesso de ácido gástrico. Os principais domínios terapêuticos incluem o alívio de sintomas da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), tais como a azia frequente e a regurgitação ácida. Este medicamento está indicado para o tratamento de úlceras ativas no duodeno e no estômago, apoiando o processo natural de cicatrização dos tecidos afetados.

Além disso, o Omesol integra a terapia combinada em adultos para a erradicação da infeção por Helicobacter pylori (H. pylori), um fator estabelecido na recorrência de úlceras duodenais. Oferece também suporte na cicatrização e gestão contínua da esofagite erosiva, uma condição que envolve danos no revestimento do esófago causados pelo refluxo ácido. Em casos específicos que envolvem uma secreção ácida excessiva, como a síndrome de Zollinger-Ellison, o Omesol permite uma gestão a longo prazo dos níveis de acidez. Para uma lista abrangente de utilizações aprovadas e contexto clínico, deverão ser consultadas as orientações oficiais de saúde. O benefício global é facilitar a recuperação e o alívio dos sintomas em quadros clínicos onde o ácido é um fator que contribui para a irritação ou lesão.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Omesol?

O Omesol está contraindicado para diversas populações, conforme documentado na rotulagem regulamentar oficial. Indivíduos com uma hipersensibilidade conhecida ao omeprazol, a qualquer outro medicamento da classe dos benzimidazóis substituídos ou a excipientes específicos da formulação não devem utilizar este medicamento. O uso concomitante com os fármacos antirretrovirais Nelfinavir e Atazanavir constitui também uma contraindicação absoluta.

Elegibilidade por grupo etário é definida por restrições. O medicamento não é recomendado para crianças com menos de um ano de idade. Está aprovado para certas indicações em doentes pediátricos com idade igual ou superior a 1 ano (e pelo menos 10 kg) e para a erradicação de H. pylori naqueles com idade igual ou superior a 4 anos.

A elegibilidade é adicionalmente definida pela condição clínica. O uso é restrito em doentes com insuficiência hepática grave, nos quais pode ser necessária uma dose diária inferior. A possibilidade de malignidade gástrica deve ser excluída antes de se iniciar o tratamento de úlceras gástricas. O uso durante a gravidez e a lactação é também restrito; o rótulo oficial aconselha o uso apenas se o benefício for claramente necessário e se os riscos forem cuidadosamente considerados.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Omesol baseia-se na sua capacidade de inibir a enzima CYP2C19 e na sua faculdade de provocar uma supressão ácida profunda no estômago.

Restrições Documentadas de Interação

A coadministração com o agente antirretroviral Rilpivirina é contraindicada, dado que o Omesol reduz significativamente a concentração plasmática da Rilpivirina. O uso com Nelfinavir também não é recomendado. Deve evitar-se o uso concomitante com o agente antiagregante plaquetar Clopidogrel, uma vez que o Omesol diminui o seu efeito antiplaquetário através da inibição da CYP2C19. Da mesma forma, os indutores enzimáticos Rifampicina e o produto fitoterapêutico Erva de S. João reduzem as concentrações de omeprazol, devendo a sua utilização ser evitada.


Interações que Alteram a Exposição

Está documentado que o Omesol aumenta a exposição sistémica de medicamentos como o Cilostazol e a Digoxina, o que exige uma monitorização cuidadosa. De igual modo, a coadministração com Metotrexato pode elevar e/ou prolongar as suas concentrações séricas, especialmente em regimes de doses elevadas. Inversamente, a supressão ácida do Omesol pode reduzir a absorção e a eficácia de fármacos como o Cetoconazol e os sais de ferro, que necessitam de um ambiente ácido para a sua captação. O uso diário de Omesol a longo prazo pode também reduzir a absorção da Vitamina B-12.


Restrições de Tempo

Para procedimentos de diagnóstico específicos, o Omesol deve ser descontinuado durante pelo menos 14 dias antes da realização de testes aos níveis de Cromogranina A (CgA).

Mecanismo de ação

Bloqueio Irreversível da Bomba de Protões

O Omeprazol (Omesol) atua especificamente sobre o sistema enzimático ATPase H+/K+, conhecido como a bomba de protões, localizado nas células parietais gástricas. A forma ativa do fármaco estabelece uma ligação covalente com a enzima, o que conduz à sua inibição irreversível e à interrupção da secreção de iões de hidrogénio (H+) para o lúmen do estômago.


Mecanismo e Ativação Dependentes do pH

O composto utiliza uma cascata de ativação dependente do pH, funcionando como um pró-fármaco inativo que apenas é convertido no seu estado ativo após se concentrar no ambiente altamente ácido dos canalículos secretores. Esta conversão seletiva resulta numa elevada concentração e ativação do fármaco no local exato de produção do ácido, tornando o seu efeito inibidor independente de estímulos fisiológicos externos (como a histamina ou a gastrina).


Efeito Antissecretor Sustentado

A duração prolongada do efeito fisiológico é um resultado direto da ligação irreversível. A atividade antissecretora persiste não devido à curta presença do fármaco no sangue, mas sim ao tempo necessário para que a célula parietal sintetize e incorpore novas bombas de protões não inibidas para restaurar a produção de ácido. Este mecanismo resulta numa elevação sustentada do pH gástrico, uma vez que a inibição persiste até que a renovação das enzimas esteja concluída.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Omesol

O Omesol (omeprazol) é administrado principalmente por via oral, sob a forma de cápsulas ou comprimidos de libertação modificada, embora exista uma formulação intravenosa (IV) aprovada para doentes que não conseguem deglutir a medicação. O medicamento deve ser tomado antes de comer, geralmente uma vez ao dia pela manhã, para garantir que o composto ativo esteja posicionado de forma ideal para inibir a produção de ácido. O esquema de administração altera-se para doses fracionadas (por exemplo, duas vezes ao dia) no tratamento da infeção por Helicobacter pylori ou quando a dose diária total para condições hipersecretoras excede os 80 mg.


Orientações Oficiais de Administração

Domínio da Orientação Resumo das Instruções
Manuseamento Físico As cápsulas e comprimidos devem ser engolidos inteiros; não podem ser esmagados, mastigados ou partidos para preservar o revestimento gastrorresistente.
Ingestão Alternativa Para quem não consegue engolir, o conteúdo da cápsula pode ser misturado com um alimento pastoso, como puré de maçã, ou disperso num líquido ligeiramente ácido, sendo consumido imediatamente.
Ajustes de Dose Doentes com insuficiência hepática grave podem necessitar de uma redução da dose, que geralmente não deve exceder 20 mg uma vez ao dia. Em regra, não é necessário ajuste para idosos ou doentes com insuficiência renal.
Padrões de Duração O uso é definido por ciclos estruturados de curta duração (ex: 4 a 8 semanas) para a cicatrização inicial, ou uso contínuo a longo prazo para condições que exijam gestão prolongada do ácido. O uso de venda livre limita-se a um ciclo de 14 dias, repetível apenas a cada quatro meses.

Estas instruções oficiais estabelecem o rigoroso enquadramento procedimental para a utilização do Omesol, assegurando que o revestimento protetor do medicamento permanece intacto e que o momento da toma é respeitado em relação à produção de ácido.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos

Local de Ação Molecular

Diversos estudos investigaram o local de ação molecular do composto e a sua relação com vias celulares específicas associadas à resposta inflamatória. A investigação em fase inicial, incluindo modelos in vitro e animais, focou-se na análise das propriedades do composto. O foco principal destas investigações envolveu a análise das propriedades do composto, explorando a existência de uma associação com a qualidade de vida.


Ensaios Clínicos: Avaliação de Resultados e Segurança

Realizaram-se várias séries de ensaios controlados por placebo, aleatorizados e duplamente cegos (RCTs) para avaliar o composto em participantes adultos. Estes ensaios incluíram indivíduos com uma condição crónica específica, com o objetivo de recolher dados sobre a gravidade dos sintomas ao longo de um período de 12 semanas.

  • Ensaios de Fase II: Os protocolos de investigação envolveram o teste de diferentes níveis de dosagem para informar o desenho de estudos posteriores. Os objetivos primários destes ensaios envolveram medições de marcadores bioquímicos, enquanto os objetivos secundários se focaram em resultados relatados pelos doentes.
  • Ensaios de Fase III: Foram realizados estudos multinacionais de maior dimensão para avaliar detalhadamente os resultados observados na Fase II. Estes estudos avaliaram alterações nos níveis de dor relatados, utilizando uma escala validada, e analisaram também o início da alteração dos sintomas após a administração inicial. Os estudos indicaram se foi observada uma alteração sustentada dos sintomas ao longo da duração do estudo.

Dados de Segurança e Tolerabilidade

O perfil de segurança foi avaliado em pessoas em todas as fases do desenvolvimento clínico. Os eventos adversos comunicados com maior frequência nos estudos incluíram desconforto gastrointestinal ligeiro e cefaleias. Os protocolos de investigação salientaram a importância de monitorizar parâmetros laboratoriais específicos em indivíduos com problemas renais graves, devido a alterações observadas nos níveis de metabolitos em estudos com animais.

As informações destinadas aos indivíduos indicam a importância de discutir as opções de tratamento com um médico para rever as circunstâncias de saúde individuais e os riscos potenciais.


Investigação sobre Terapia Combinada

Foram realizados vários estudos de pequena dimensão para avaliar o composto em relação a tratamentos específicos administrados em simultâneo. Os protocolos de investigação exploraram se a combinação estava associada a alterações nos resultados clínicos, particularmente quando comparada com a administração do composto isoladamente. Um estudo comparou o composto com outras terapias utilizadas para gerir a condição, mas os resultados foram limitados pela pequena dimensão da amostra e pela curta duração. São necessários estudos adicionais para explorar mais aprofundadamente a utilização combinada.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Omesol (FAQ)

P: Existem vitaminas ou minerais cuja absorção possa ser afetada pelo uso prolongado de Omesol?

A informação oficial do produto indica que o uso diário a longo prazo, especialmente por períodos superiores a três anos, pode levar a uma deficiência de Vitamina B-12 devido à redução da sua absorção. Além disso, foram relatados casos raros de hipomagnesemia (níveis baixos de magnésio no sangue) associados a tratamentos prolongados. Os indivíduos que utilizam o medicamento a longo prazo podem discutir estes potenciais efeitos com um profissional de saúde.


P: O Omesol pode causar tonturas ou sensação de cansaço?

Embora a informação regulamentar liste a cefaleia (dor de cabeça) como um efeito secundário comum, foram comunicados sintomas como tonturas e fadiga. Estes sintomas podem também estar associados a outros efeitos secundários raros, como níveis baixos de Vitamina B-12, que podem ocorrer com o uso prolongado.


P: O que devo fazer se os meus sintomas de refluxo parecerem piorar após iniciar o Omesol?

Se os sintomas se agravarem, persistirem ou regressarem rapidamente após a interrupção do tratamento, as fontes oficiais sugerem que deve ser consultado um profissional de saúde. Esta consulta é importante porque o alívio proporcionado pelo medicamento pode, por vezes, mascarar sintomas de outras condições subjacentes graves, que requerem avaliação profissional.


P: O Omesol tem algum efeito sobre os meus rins?

A informação de segurança regulamentar documenta reações raras mas graves que afetam os rins, como a Nefrite Tubulointersticial (NTI). Trata-se de uma condição inflamatória e, perante a suspeita desta reação, os doentes são geralmente instruídos a procurar avaliação médica.


P: O Omesol pode ser utilizado para o refluxo ácido que não é frequente?

A versão de venda livre (OTC) do omeprazol (Omesol) destina-se especificamente ao tratamento da azia frequente, definida no rótulo do produto como ocorrendo dois ou mais dias por semana. Geralmente, não é recomendado para pessoas que sentem azia de forma infrequente ou apenas ocasionalmente.


P: Existe alguma ligação conhecida entre o Omesol e o agravamento dos sintomas de lúpus?

A rotulagem oficial menciona a existência de relatos de novos casos ou do agravamento de Lúpus Eritematoso Cutâneo e Sistémico preexistente. Se um doente suspeitar de um aumento destes sintomas, os relatórios oficiais indicam que poderá ser recomendada a descontinuação do medicamento e a consulta de um especialista para avaliação.


P: Qual a rapidez de atuação do Omesol após a primeira dose?

O Omesol não foi concebido para o alívio imediato dos sintomas. A informação oficial indica que, embora se possa sentir alguma melhoria dos sintomas nas primeiras 24 horas, poderá ser necessário tomar o medicamento durante 1 a 4 dias para que o efeito total pretendido seja alcançado.


P: O Omesol contém lactose ou outros alergénios comuns?

Os ingredientes inativos em produtos de omeprazol, como cápsulas e comprimidos, incluem frequentemente compostos como a sacarose (esferas de açúcar). Como as formulações podem variar consoante o fabricante, recomenda-se a verificação do rótulo da formulação específica para confirmar a presença de ingredientes como a lactose ou outros alergénios.


P: O Omesol pode interagir com suplementos à base de ervas, como o Hipericão?

Sim, as fontes regulamentares afirmam que certos indutores enzimáticos, como o produto herbário Hipericão (também conhecido como Erva de São João), devem ser evitados. Isto deve-se ao facto de estes produtos poderem reduzir a concentração de Omesol no organismo, o que poderá diminuir o efeito pretendido.


P: O Omesol pode fazer com que se sinta mais inchado ou com gases?

A documentação oficial lista a flatulência (gases) como uma das reações adversas mais comuns relatadas em adultos que tomam o medicamento. O inchaço não está especificamente listado como um efeito comum, mas podem ocorrer alterações nos sintomas gastrointestinais.


P: Como deve o Omesol ser armazenado — necessita de refrigeração?

O Omesol geralmente não requer refrigeração. As instruções oficiais estabelecem que o medicamento deve ser conservado a uma temperatura não superior a 30°C e mantido protegido da luz e da humidade, idealmente na sua embalagem original bem fechada.


P: O Omesol poderá afetar os resultados de uma gastroscopia ou de outros exames gastrointestinais?

Sim, o Omesol pode interferir com certos testes de diagnóstico. Por exemplo, pode elevar os níveis de Cromogranina A (CgA), um marcador utilizado para tumores neuroendócrinos. As orientações regulamentares indicam que poderá ser necessária a interrupção temporária do medicamento pelo menos 14 dias antes da realização dos testes.


P: O que é a síndrome de Zollinger-Ellison e por que razão o Omesol é utilizado no seu tratamento?

A síndrome de Zollinger-Ellison é classificada nos documentos oficiais como uma das condições hipersecretoras patológicas, em que o estômago produz quantidades excessivas de ácido. O Omesol (omeprazol) é indicado para o tratamento a longo prazo desta condição devido ao seu potente efeito de supressão ácida.


P: É normal sentir um sabor metálico ou invulgar após iniciar o Omesol?

Os dados oficiais indicam que a alteração do paladar (sabor invulgar ou metálico) não é um efeito secundário comum do Omesol isoladamente. No entanto, é uma reação adversa frequentemente relatada quando o Omesol é utilizado em combinação com certos antibióticos para o tratamento da infeção por H. pylori.


P: Qual é o impacto potencial do Omesol no microbioma gástrico?

Ao reduzir significativamente o ácido estomacal, as fontes regulamentares reconhecem que a contagem de bactérias normalmente presentes no estômago pode aumentar. Esta alteração está associada a um risco ligeiramente elevado de certas infeções gastrointestinais, como a diarreia associada a Clostridium difficile (DACD).


P: Existem fatores genéticos que afetam a eficácia do Omesol em cada pessoa?

Sim, a informação oficial de farmacologia clínica refere que o Omesol é processado no organismo principalmente pela enzima CYP2C19. Esta enzima pode estar sujeita a polimorfismo genético, o que significa que diferenças nos genes de um indivíduo podem afetar a rapidez ou lentidão com que metabolizam o medicamento.


P: A eficácia do Omesol diminui com o uso a longo prazo?

De acordo com a informação oficial do produto e estudos clínicos, não foi observada evidência de taquifilaxia (uma diminuição rápida da resposta a um fármaco) com o tratamento com omeprazol. A eficácia sustentada deve-se ao seu mecanismo de ação irreversível.


P: Existem diferentes dosagens ou formulações de Omesol e para que servem?

O Omesol (omeprazol) está disponível em várias dosagens, tais como 10 mg, 20 mg e 40 mg, sob a forma de cápsulas ou comprimidos gastrorresistentes. Estas diferentes dosagens são utilizadas para tratar diversas condições, incluindo a DRGE, úlceras e condições hipersecretoras patológicas.


P: O Omesol ajuda a cicatrizar úlceras ou apenas alivia a dor?

As indicações oficiais mostram que o Omesol é utilizado para o tratamento a curto prazo de úlceras duodenais e gástricas ativas. Isto confirma o seu papel na facilitação do processo de cicatrização do tecido ulcerado, além de proporcionar o alívio dos sintomas.


P: Porque é que o Omesol é por vezes prescrito para prevenir hemorragias gastrointestinais superiores em doentes críticos?

Formulações específicas de Omesol (omeprazol/bicarbonato de sódio) estão oficialmente indicadas para a redução do risco de hemorragia gastrointestinal superior em doentes em estado crítico. Isto baseia-se na sua capacidade de suprimir o ácido estomacal de forma rápida e profunda.

Como Omesol deve ser armazenado e descartado?

A conservação e a eliminação do Omesol (Omeprazol) devem seguir rigorosamente as orientações regulamentares para manter a integridade do produto e garantir a segurança.

Condições de Conservação

O omeprazol é sensível a fatores ambientais. O produto deve ser conservado a uma temperatura não superior a 30°C e requer proteção tanto da luz como da humidade. Para o conseguir, o Omesol deve ser mantido bem fechado e, se aplicável, guardado na sua embalagem original. Por segurança, o medicamento deve ser sempre mantido fora da vista e do alcance das crianças.


Instruções de Eliminação

O Omesol fora de validade ou não utilizado não deve ser eliminado na canalização ou no lixo doméstico quando existem alternativas disponíveis. As instruções oficiais aconselham a consulta de um farmacêutico ou a utilização de um programa de recolha de medicamentos para uma eliminação adequada, o que ajuda a proteger o ambiente. Qualquer informação de identificação pessoal no rótulo da receita deve ser removida antes de eliminar a embalagem.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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