Omeprazid

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Omeprazid

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Omeprazol
Forma Cápsula ou Comprimido de Libertação Retardada
Classe Farmacológica Inibidor da Bomba de Protões (IBP)
Uso Comum Redução da produção de ácido gástrico
Origem Derivado Sintético do Benzimidazol

Que Tipo de Medicamento é o Omeprazid?

O Omeprazid é uma preparação farmacêutica cujo princípio ativo é o Omeprazol, um derivado sintético do benzimidazol classificado como um potente agente antissecretor. A sua identidade fundamental é a de um Inibidor da Bomba de Protões (IBP), uma classe de medicamentos amplamente reconhecida para o tratamento de condições que envolvem o excesso de ácido gástrico. O composto Omeprazol é uma mistura racémica de dois estereoisómeros. Esta composição é apoiada por estudos farmacológicos que confirmam a sua eficácia como um redutor de ácido robusto e sustentado.

Como é que o Omeprazid Reduz o Ácido Gástrico?

O Omeprazid atua visando o sistema enzimático H^+K^+-ATPase — comummente conhecido como a Bomba de Protões — que é o mecanismo biológico responsável pela etapa final da secreção de ácido no estômago. O mecanismo do fármaco envolve a formação de uma ligação irreversível com esta bomba, desativando assim eficazmente a sua capacidade de libertar ácido. A literatura clínica afirma que a função primária do Omeprazol é a supressão ácida. Esta inibição sustentada é clinicamente reconhecida por criar um ambiente onde os tecidos digestivos podem recuperar dos efeitos corrosivos do ácido gástrico.

Formas e Formulação: Porque é que o Omeprazid é de Libertação Retardada?

O medicamento é fornecido para uso oral em várias formas farmacêuticas, nomeadamente como Cápsula ou Comprimido de Libertação Retardada, utilizando uma formulação gastro-resistente crucial. Esta formulação especializada é uma necessidade porque o composto Omeprazol é sensível à degradação pelo ácido do estômago. O revestimento polimérico protetor garante que o princípio ativo passe intacto pelo estômago e seja absorvido no intestino delgado, onde pode viajar até às células parietais para inibir a Bomba de Protões de forma eficaz. Este método de entrega especializado assegura uma absorção sistémica fiável e uma eficácia antissecretora constante.

Quais efeitos secundários são possíveis com Omeprazid?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Omeprazid (Omeprazol) está estruturado de acordo com as classificações de frequência e o sistema fisiológico afetado.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas documentadas com maior frequência envolvem principalmente perturbações do foro Gastrointestinal e do Sistema Nervoso.

  • Frequentes: Incluem cefaleias (dores de cabeça), dor abdominal, diarreia, obstipação (prisão de ventre), flatulência, náuseas e vómitos.
  • Pouco Frequentes: Estão listadas reações como tonturas, insónia, dermatite e o aumento das enzimas hepáticas.
  • Raras: Estas reações menos frequentes incluem alterações no sangue (leucopenia, trombocitopenia), reações de hipersensibilidade (anafilaxia, angioedema) e desequilíbrios eletrolíticos (hiponatremia).

Considerações de Segurança Documentadas

Existem preocupações de segurança específicas destacadas na rotulagem oficial, frequentemente associadas à duração da exposição ao fármaco. O uso a longo prazo (tipicamente um ano ou mais) está associado a um risco acrescido de Hipomagnesemia (baixos níveis de magnésio) e fraturas ósseas (anca, punho ou coluna), o que constitui uma consideração particular para os adultos mais velhos.

Os documentos técnicos detalham também reações adversas raras mas graves, incluindo Nefrite Intersticial Aguda, reações cutâneas graves e diarreia associada a Clostridium difficile. Adicionalmente, são observadas preocupações de segurança relativamente a doentes com insuficiência hepática grave, devido ao risco documentado e raro de falência hepática.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Sinais Clínicos

Os documentos regulamentares classificam a maioria das manifestações de sobredosagem com Omeprazid como benignas e transitórias. Os sintomas relatados em casos que envolvem doses orais elevadas incluem um conjunto de efeitos gastrointestinais, tais como náuseas, vómitos, dor abdominal e diarreia. Estão também documentados efeitos no sistema nervoso central, incluindo cefaleias e alterações da consciência descritas como sonolência e confusão. Sinais menos comuns registados nos resumos regulamentares incluem taquicardia (ritmo cardíaco elevado), secura da boca, sudação e visão turva.

Ação de Emergência Obrigatória

As orientações regulamentares oficiais orientam no sentido de os doentes procurarem assistência médica imediata perante qualquer evento de suspeita de sobredosagem. Os cuidados urgentes são necessários quando o doente apresenta sintomas graves ou que colocam a vida em risco, conforme definido por profissionais de saúde.

Estado do Antídoto e Gestão de Suporte

O tratamento deve ser inteiramente sintomático e de suporte, uma vez que o folheto oficial confirma que não se conhece um antídoto específico para o Omeprazid. Os procedimentos de gestão clínica descritos no texto regulamentar incluem a necessidade de monitorização clínica do estado do doente, juntamente com a potencial consideração de lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado. Refere-se que o composto não é prontamente dialisável.

Usos terapêuticos de Omeprazid

O Omeprazol é utilizado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, sendo considerado relevante para o alívio de sintomas associados a estados inflamatórios ou irritativos. Este medicamento contribui para a melhoria do conforto durante períodos de sintomas mais acentuados e apoia o doente durante episódios difíceis ao atenuar o mal-estar.

Este medicamento é comumente utilizado em diversas condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes, onde os sintomas se tornam mais percetíveis. Ajuda a abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, tais como o desconforto físico e estados inflamatórios ou irritativos. A sua aplicação é pertinente para suavizar sintomas que interferem com o funcionamento diário, podendo auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.

O Omeprazol é considerado relevante em contextos que envolvem uma carga sistémica aumentada, sendo aplicável em cenários clínicos que incluam padrões de sintomas agudos ou disruptivos. É frequentemente utilizado em condições caracterizadas por manifestações episódicas ou flutuantes em que a estabilidade funcional é afetada, uma área terapêutica confirmada pela visão geral de saúde sobre Inibidores da Bomba de Protões.


Facto Rápido: Apoia o conforto em situações que envolvem Azia Recorrente

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Omeprazid — Informação Regulamentar Oficial

O perfil de elegibilidade do Omeprazid é rigorosamente definido por documentos regulamentares governamentais, estabelecendo critérios claros para a utilização ou não do medicamento por parte dos doentes.


Âmbito de Elegibilidade

Categoria Estatuto Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Adultos para todas as indicações aprovadas. Doentes pediátricos com idade ge 1 ano para o tratamento sintomático da DRGE e esofagite erosiva. Adultos idosos, geralmente, não necessitam de ajuste posológico.
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao Omeprazol ou a benzimidazóis substituídos. A coadministração com produtos que contenham rilpivirina ou nelfinavir é proibida.
Regras de elegibilidade por idade A segurança e eficácia não foram estabelecidas para doentes pediátricos com < 1 ano de idade.
Regras de elegibilidade por condição específica A insuficiência hepática pode exigir a consideração de uma dose diária reduzida. A insuficiência renal tipicamente não requer ajuste de dose.
Elegibilidade na gravidez e lactação O uso durante a gravidez é aconselhado apenas se o benefício esperado superar o risco potencial. O uso durante a lactação não é recomendado, a menos que seja considerado essencial.
Restrições de elegibilidade O uso é restrito até que a malignidade gástrica tenha sido excluída em doentes com suspeita de úlcera gástrica. Doentes com problemas hereditários raros de má absorção de certos açúcares estão impedidos de utilizar algumas formulações.

Estrutura de Elegibilidade Resultante

Os documentos regulamentares oficiais definem a elegibilidade estabelecendo contraindicações absolutas baseadas no histórico alérgico e em interações medicamentosas específicas, que proíbem o uso em todas as populações. São definidos limiares de idade claros para o uso pediátrico e são impostas restrições condicionais relacionadas com a função de órgãos e estados fisiológicos (ex.: gravidez) para estruturar quem pode ou não utilizar o medicamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais classificam as interações do Omeprazid com base em dois mecanismos primários: o efeito do medicamento no pH gástrico e o seu efeito em enzimas metabólicas específicas.

Efeitos Farmacocinéticos e Farmacodinâmicos

O Omeprazid, ao reduzir o ácido gástrico, pode diminuir significativamente a absorção de medicamentos que requerem um ambiente ácido para serem eficazes, tais como os antivirais Atazanavir e Nelfinavir, e certos antifúngicos como o Cetoconazol. O uso concomitante com Nelfinavir está contraindicado, e o uso com Atazanavir e Rilpivirina é, geralmente, desencorajado devido aos baixos níveis plasmáticos resultantes dos agentes antivirais.

O Omeprazid é um inibidor da enzima Citocromo P450 2C19 (CYP2C19). Esta inibição pode levar a uma exposição sistémica aumentada a outros medicamentos metabolizados por esta enzima, incluindo o Diazepam, a Fenitoína e o anticoagulante Varfarina, o que poderá exigir uma monitorização cuidadosa. Inversamente, o efeito do Omeprazid na enzima CYP2C19 pode reduzir a formação do metabolito ativo do antiagregante plaquetário Clopidogrel, resultando num efeito antiagregante diminuído; esta combinação é frequentemente restringida.

Outras Interações Documentadas

A coadministração com indutores enzimáticos, tais como a Rifampicina ou o produto à base de plantas Erva de São João, pode diminuir as concentrações sistémicas de Omeprazid. Além disso, o uso prolongado de Omeprazid pode estar associado à redução da absorção da Vitamina B12 (Cianocobalamina).

Mecanismo de ação

Como é que o Omeprazid Bloqueia a Produção de Ácido

O Omeprazid é um precursor inativo, ou pró-fármaco, concebido para sofrer uma ativação química quando exposto à elevada acidez no interior das células do estômago responsáveis pela secreção ácida. Uma vez ativado, o composto foca-se especificamente na enzima H^+/K^+-ATPase — conhecida como a bomba de protões — na superfície das células parietais, estabelecendo com esta uma ligação covalente. Esta modificação química permanente inibe de forma irreversível a etapa final da secreção de ácido, que consiste na troca de potássio por iões de hidrogénio (H^+). Este mecanismo leva a uma redução substancial e sustentada na concentração de ácido no estômago, resultando num aumento do pH gástrico.

Regulação Sustentada da Secreção Ácida

A duração do efeito inibidor é mantida porque a forma ativa estabelece uma ligação molecular permanente com a bomba de protões. Consequentemente, o regresso da secreção ácida aos níveis anteriores ao tratamento não é determinado pela eliminação do medicamento do organismo, mas sim pelos processos celulares do próprio corpo. Especificamente, as células parietais têm de sintetizar e inserir novas bombas de protões, que não estejam bloqueadas, na sua membrana. Este processo de regeneração celular assegura uma modulação prolongada e previsível da taxa de secreção ácida, influenciando o ambiente químico do trato gastrointestinal superior até que o processo fisiológico de renovação enzimática permita o retorno gradual da secreção normal de ácido.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Omeprazid

A administração do omeprazol é definida por diretrizes regulamentares rigorosas quanto à via, ao momento da toma e ao manuseamento físico, assegurando a entrega correta do medicamento. A principal via de administração é a oral, embora esteja oficialmente disponível uma infusão intravenosa (IV) para utilização quando os doentes não conseguem ingerir medicamentos por via oral.

O omeprazol é habitualmente prescrito sob a forma de Cápsula ou Comprimido de Libertação Retardada; esta formulação especializada exige que o medicamento seja engolido inteiro e não deve ser esmagado nem mastigado, uma vez que esta ação destrói o revestimento gastro-resistente essencial para a absorção. Os doentes que não consigam engolir a cápsula inteira podem misturar os grânulos do seu interior com uma colher de um alimento macio, como puré de maçã, e engolir imediatamente.

Posologia Normal e Frequência

O omeprazol é geralmente tomado uma vez ao dia, sendo a dose determinada pelo contexto clínico. Para as utilizações mais comuns, as doses variam entre 20 mg e 40 mg. Para condições que exijam uma supressão ácida significativamente maior, como em Contextos de Hiper-secreção Patológica, as doses diárias podem ser ajustadas até 120 mg, três vezes ao dia; qualquer dose que exceda os 80 mg por dia deve ser administrada em doses divididas.

Restrição de Uso Instrução
Momento da toma Tomar antes de comer (ex.: 30 a 60 minutos antes de uma refeição), de preferência de manhã.
Duração do Tratamento O uso é geralmente de curta duração (ex.: 4 a 8 semanas). O uso sem receita médica está limitado a um período de 14 dias, que não pode ser repetido com uma frequência superior a cada 4 meses.
Ajuste Hepático Pode ser necessária uma dose diária inferior (10 mg a 20 mg) para doentes com função hepática comprometida.

No caso de se esquecer de uma dose, esta deve ser tomada assim que se lembrar, a menos que esteja próxima da hora da dose seguinte; nesse caso, a dose esquecida deve ser ignorada; nunca tome uma dose dupla para compensar.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Omeprazid


Evidências na Cicatrização de Úlceras Duodenais e Gástricas

A investigação científica analisou o Omeprazid essencialmente através de ensaios clínicos controlados e aleatorizados de curta duração. Estes estudos foram desenhados para explorar o processo de cicatrização de úlceras duodenais e úlceras gástricas, condições que se caracterizam por manifestações flutuantes ou episódicas. Os investigadores monitorizaram resultados como a taxa de cicatrização completa da mucosa e o tempo necessário para a resolução dos sintomas.

Nos ensaios onde o Omeprazid foi estudado para prevenir a recorrência, este foi frequentemente incluído em esquemas terapêuticos de vários fármacos em estudos que analisavam a infeção por H. pylori. A investigação acompanhou os resultados destes regimes em doentes com H. pylori; no entanto, a evidência é limitada no que diz respeito à eficácia a longo prazo do tratamento de manutenção para além de um ano.


Evidências na Gestão da DRGE e Esofagite Erosiva

O Omeprazid foi avaliado em diversos ensaios clínicos e revisões sistemáticas para a gestão da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e para o tratamento da Esofagite Erosiva. A investigação explorou resultados relacionados com o desconforto físico, medindo especificamente a cicatrização das erosões esofágicas e focando-se em resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas da azia e da regurgitação.

Os estudos reportaram medições da cicatrização da esofagite observadas ao longo de períodos de estudo de curta duração. Estudos farmacodinâmicos registaram medições do controlo da acidez (pH intragástrico). Estas evidências contribuem para a compreensão dos padrões de sintomas nestas patologias, que se apresentam com ciclos de estabilidade e de exacerbação.


Lacunas na Investigação e Incertezas

A base de evidência, embora abrangente para resultados de curto prazo, destaca o que se sabe — e o que ainda permanece incerto. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para tratamentos que se prolonguem além de um ano. No caso dos doentes pediátricos, a qualidade da evidência varia entre os estudos e as conclusões em subgrupos são incertas quando comparadas com a população adulta. A investigação sobre a influência a longo prazo nas alterações das células gástricas continua em curso; os estudos existentes têm um poder estatístico ou períodos de acompanhamento insuficientes para permitir avaliações definitivas a longo prazo nesta área.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Omeprazid (FAQ)


P: O Omeprazid é igual a outros medicamentos "bloqueadores de ácido"?

R: O Omeprazid é classificado como um Inibidor da Bomba de Protões (IBP), que é um tipo específico de agente antissecreção. Embora seja categorizado como um "bloqueador de ácido", o seu mecanismo de ação é distinto de outras classes, como os bloqueadores H2. A informação oficial indica que a sua classificação como IBP se deve à forma direcionada como reduz a produção de ácido.

P: Quais são as principais condições para as quais o Omeprazid está aprovado?

R: O Omeprazid está autorizado para o tratamento de múltiplas condições relacionadas com a acidez gástrica. Estas incluem habitualmente a cicatrização de úlceras no estômago e no intestino delgado, o tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e a gestão da Esofagite Erosiva (danos no esófago causados pelo ácido). As indicações aprovadas constam da documentação oficial do produto.

P: O efeito do Omeprazid dura o dia todo?

R: O mecanismo do Omeprazid envolve a formação de uma ligação permanente com as bombas produtoras de ácido no estômago. Devido a esta ação irreversível, a secreção ácida é reduzida por um período prolongado. O retorno da produção total de ácido depende da síntese de novas bombas pelo organismo, o que fundamenta um esquema posológico de uma toma única diária para um efeito prolongado.

P: Existem diferentes dosagens ou formas de Omeprazid disponíveis?

R: O Omeprazid está disponível em várias formas farmacêuticas, mais frequentemente como cápsulas ou comprimidos de libertação retardada para administração oral. O princípio ativo, omeprazol, é também formulado em diferentes dosagens para responder a diversas necessidades clínicas. A informação oficial do produto contém a lista das dosagens e formulações disponíveis.

P: Porque é que o Omeprazid é utilizado para tratar infeções por Helicobacter pylori (H. pylori)?

R: O Omeprazid é incluído em esquemas terapêuticos de vários fármacos para o tratamento de infeções bacterianas por H. pylori. Nestes casos, o seu papel principal não é tratar a bactéria diretamente, mas sim suprimir a produção de ácido gástrico. Ao elevar o pH gástrico, o Omeprazid ajuda a criar um ambiente mais favorável para que os antibióticos incluídos no regime atuem eficazmente.

P: Porque é que se recomenda frequentemente a toma de Omeprazid por um número definido de semanas?

R: A duração do tratamento com Omeprazid é geralmente de curto prazo, como 4 a 8 semanas, de forma a alinhar-se com os tempos de cicatrização observados em estudos clínicos para condições como as úlceras. Além disso, a utilização a longo prazo (tipicamente superior a um ano) tem sido associada a considerações de segurança documentadas, o que justifica a duração estruturada da recomendação.

P: Com que rapidez é que o Omeprazid começa normalmente a reduzir o ácido?

R: O Omeprazid começa a atuar pouco tempo após a toma da dose. Podem ser necessários 1 a 4 dias de toma diária consistente para que o efeito total e o alívio da azia se manifestem. Para condições que requerem uma cicatrização significativa dos tecidos, como a esofagite erosiva, a melhoria pode ser observada após 4 ou mais semanas de tratamento.

P: Qual é a diferença entre o Omeprazid e o esomeprazol?

R: O omeprazol (Omeprazid) é uma mistura racémica de duas formas do composto ativo. O esomeprazol é um fármaco semelhante que consiste apenas num único isómero S. Esta diferença na composição química significa que o organismo processa os dois fármacos de forma diferente, conforme assinalado na informação técnica relativa ao metabolismo.

P: A toma de Omeprazid pode causar secura de boca?

R: A secura de boca foi documentada em relatórios pós-comercialização ou em relatos pouco frequentes associados ao uso de omeprazol. Se for sentida uma secura de boca persistente ou incómoda, esta deve ser tida em conta como uma reação associada ao fármaco.

P: É comum sentir cansaço ao iniciar o Omeprazid?

R: Cansaço, fraqueza (astenia) e mal-estar geral foram comunicados com o uso de omeprazol. Os perfis de segurança listam estes sintomas entre as reações pouco frequentes ou como observações pós-comercialização, não sendo classificados como os efeitos secundários mais comuns.

P: Que informação está disponível sobre a interrupção do Omeprazid?

R: Para indivíduos que tomam omeprazol há um período prolongado, é recomendada a consulta de um profissional de saúde antes da interrupção. O processo de redução gradual da dose é uma estratégia por vezes utilizada, uma vez que a interrupção súbita pode levar a um aumento temporário na produção de ácido gástrico.

P: O Omeprazid é considerado um fármaco seguro para a maioria das pessoas?

R: O Omeprazid está autorizado para o tratamento de condições relacionadas com o ácido. No entanto, existem contraindicações específicas, avisos e precauções relativos à elegibilidade do doente, interações medicamentosas e riscos potenciais, particularmente com o uso a longo prazo, que definem as circunstâncias da sua utilização.

P: O Omeprazid pode ser tomado ao mesmo tempo que antiácidos?

R: Sim, a informação oficial refere que o omeprazol pode ser utilizado em simultâneo com antiácidos. Algumas formulações específicas de omeprazol estão inclusivamente disponíveis em combinação com um antiácido, não havendo registo de preocupações de interação com antiácidos comuns.

P: O Omeprazid afeta os resultados de certos exames médicos?

R: O omeprazol pode interferir com os resultados de certas investigações diagnósticas. Pode afetar a medição da cromogranina A (CgA), utilizada em testes para tumores neuroendócrinos, e pode também levar a resultados falsos negativos em alguns testes de respiração ou de fezes para a bactéria H. pylori.

P: Quais são os sinais de um efeito secundário grave do Omeprazid?

R: Sinais de efeitos secundários graves ou raros podem incluir reações alérgicas súbitas, como erupção cutânea grave ou inchaço do rosto, lábios ou língua. Potenciais indicadores de problemas hepáticos ou renais, como o amarelecimento da pele ou dos olhos ou alterações na micção, bem como dor abdominal grave ou persistente, são também aspetos a observar.

P: Em que medida é que o Omeprazid é diferente dos bloqueadores H2, como a famotidina?

R: O Omeprazid é um IBP que bloqueia irreversivelmente a enzima final responsável pela produção de ácido no estômago. Os bloqueadores H2, como a famotidina, pertencem a uma classe diferente; reduzem a produção de ácido ao bloquear os recetores de histamina nas células do estômago, limitando os sinais que estimulam a libertação de ácido.

P: O Omeprazid tem um efeito de "rebound" (ressalto) quando a utilização é interrompida?

R: Após uma utilização a longo prazo, a interrupção do medicamento pode fazer com que o estômago produza mais ácido, levando potencialmente ao retorno dos sintomas (efeito de ressalto). A redução gradual da dose é uma estratégia frequentemente mencionada para mitigar esta ocorrência.

P: É seguro conduzir ou utilizar máquinas enquanto se toma Omeprazid?

R: O omeprazol não tem geralmente influência na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. No entanto, se ocorrerem efeitos secundários como tonturas, perturbações visuais ou sentimentos de confusão, deve ser evitada a condução ou a operação de máquinas.

P: Os estudos sugerem alguma ligação potencial entre o Omeprazid e a pneumonia?

R: Estudos observacionais sugeriram que o omeprazol, tal como outros Inibidores da Bomba de Protões, pode estar associado a um risco aumentado de certos tipos de pneumonia. Esta informação é disponibilizada para que os profissionais de saúde considerem esta potencial ligação.

P: O Omeprazid interage com o consumo de álcool?

R: Não foram comunicadas interações significativas entre o omeprazol e o consumo de álcool. No entanto, o álcool pode afetar a produção de ácido no estômago, o que pode influenciar a condição clínica subjacente.

P: Existem sintomas específicos que signifiquem que o Omeprazid não está a funcionar como esperado?

R: A resposta sintomática ao omeprazol não exclui a presença de condições subjacentes graves. Se os sintomas persistirem ou reaparecerem apesar do tratamento, é importante realizar uma avaliação por um profissional de saúde para determinar a causa do desconforto continuado.

Como Omeprazid deve ser armazenado e descartado?

Condições de Conservação e Eliminação do Omeprazid

As condições oficiais de conservação das preparações de omeprazol de libertação retardada exigem o armazenamento a uma Temperatura Ambiente Controlada, tipicamente definida entre 20 °C e 25 °C. O produto deve ser rigorosamente protegido da humidade e mantido na embalagem de origem.

Requisito de Conservação Condição Oficial
Intervalo de Temperatura 20 °C a 25 °C; Não conservar acima de 25 °C ou 30 °C
Proteção Ambiental Proteger da humidade; Manter o recipiente bem fechado
Regra do Recipiente Conservar na embalagem de origem; Manter a embalagem exterior
Segurança Infantil Deve ser mantido fora do alcance das crianças
Eliminação Eliminar o produto não utilizado de acordo com os requisitos locais

Relativamente à eliminação, se não estiver disponível um programa de recolha, os medicamentos que não devem ser deitados na sanita, como o Omeprazid, devem ser misturados com uma substância desagradável, colocados num saco selado e descartados no lixo doméstico. Todas as informações pessoais devem ser riscadas do rótulo ou da embalagem antes do descarte para proteger a sua privacidade.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Omeprazid encontrado em:

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