Omacor

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Omacor

Forma selecionada

Método de ação: Lipid Modifying Agents

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Omacor

O Omacor é um medicamento sujeito a receita médica classificado como um regulador lipídico, especificamente indicado para o controlo de níveis gravemente elevados de certas gorduras no sangue. É administrado por via oral numa formulação de elevada pureza.

Propriedade Descrição
Substância ativa Ésteres etílicos de ácidos ómega-3
Forma farmacêutica Cápsula mole (com conteúdo líquido)
Classe farmacológica Regulador lipídico
Objetivo geral Redução dos triglicéridos no sangue
Origem Derivado altamente purificado de óleos de peixe

Qual o Tipo de Medicamento e a sua Classificação?

O Omacor é um agente antilipémico ou regulador lipídico pertencente à categoria farmacológica dos ésteres de ácidos ómega-3. Este medicamento é clinicamente reconhecido e prescrito para abordar o risco significativo para a saúde associado a concentrações elevadas de triglicéridos na corrente sanguínea. O seu papel terapêutico consiste em servir como uma intervenção para doentes adultos que não conseguem reduzir os níveis de gordura no sangue apenas através da dieta.

Composição e Origem do Omacor

A substância ativa do Omacor é constituída por ésteres etílicos de ácidos ómega-3, uma combinação altamente concentrada de éster etílico do ácido eicosapentaenóico (EPA) e éster etílico do ácido docosahexaenóico (DHA). Esta substância é derivada de óleos naturais de peixe, sendo submetida a um extenso processo de purificação e modificação química — especificamente a esterificação — para alcançar uma concentração de grau farmacêutico. Este processamento rigoroso garante que os componentes ativos cumpram padrões estritos de qualidade e consistência, um fator distintivo fundamental face aos produtos de ómega-3 de venda livre, que apresentam uma composição variável.

Objetivo Geral do Omacor

O objetivo geral do Omacor é proporcionar uma opção terapêutica para a redução dos triglicéridos no sangue, devendo ser utilizado em conjunto com uma dieta adequada. O fármaco auxilia na regulação do equilíbrio lipídico do organismo, intervindo nas vias metabólicas de produção e eliminação destas gorduras. Ao focar-se na redução de níveis de triglicéridos perigosamente elevados, o Omacor atua como uma ferramenta importante na gestão da hipertrigliceridemia grave.

Quais efeitos secundários são possíveis com Omacor ?

A documentação oficial de segurança do Omacor (ésteres etílicos de ácidos ómega-3) classifica as possíveis reações adversas de acordo com a sua frequência e a classe de sistemas de órgãos afetada, seguindo uma abordagem regulamentar normalizada.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos classificados como Frequentes, reportados em um a dez por cento dos doentes, são maioritariamente gastrointestinais, incluindo a eructação (arrotos), a dispepsia (indigestão) e a perversão do paladar. Um risco grave classificado como Frequente é a Fibrilhação Auricular, observada em doentes com doença cardiovascular estabelecida ou com fatores de risco específicos. As reações Pouco Frequentes incluem cefaleias (dores de cabeça), tonturas e eventos hemorrágicos ligeiros, como a epistaxe (hemorragia nasal). Os efeitos documentados como Raros incluem distúrbios hepáticos específicos (indicados pelo aumento das transaminases) e urticária.


Considerações de Segurança para Populações Específicas

As informações oficiais definem diversas condicionantes e requisitos de monitorização. Em doentes que tomam simultaneamente terapêutica anticoagulante ou antiagregante plaquetária, é necessária a monitorização do tempo de hemorragia, devido ao efeito do fármaco na coagulação do sangue. Para indivíduos com insuficiência hepática, é necessária a monitorização regular da função do fígado (níveis de ALT e AST). A utilização na população pediátrica não é recomendada devido à insuficiência de dados relativos à segurança e eficácia. Adicionalmente, o fármaco está formalmente contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa, à soja ou a qualquer um dos excipientes.


Padrões Temporais e Notas Relevantes

Notou-se que o risco de Fibrilhação Auricular é dependente da dose, podendo ser observadas recorrências nos primeiros dois a três meses após o início do tratamento. Recomenda-se também precaução em doentes com alergia documentada a peixe ou marisco devido à origem do medicamento, uma vez que podem enfrentar um risco acrescido de reação alérgica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

No caso de uma sobredosagem com Omacor, não existem sinais ou sintomas clínicos agudos, específicos ou únicos, que estejam formalmente documentados. Não se prevê que uma sobredosagem produza sintomas que ponham a vida em risco.

Se houver suspeita de uma sobredosagem, deverá procurar assistência médica imediata ou contactar um Centro de Informação Antivenenos, de acordo com as orientações oficiais.

O tratamento de uma sobredosagem deve envolver a administração de cuidados sintomáticos e de suporte, sendo esta a intervenção procedimental necessária. Não se conhece nenhum antídoto específico que reverta os efeitos das substâncias ativas e não existem recomendações especiais detalhadas para procedimentos de monitorização ou observação prolongada na documentação oficial.

O perfil oficial de sobredosagem para este medicamento exige atenção médica imediata para todos os casos suspeitos. Este perfil confirma que não se antecipa toxicidade aguda grave, o que é corroborado pela ausência de manifestações documentadas específicas. A gestão da situação é procedimental e de suporte, exigindo avaliação profissional e cuidados sintomáticos, uma vez que não está disponível um agente de reversão específico.

Usos terapêuticos de Omacor

O que o Omacor trata: Principais Utilizações e Benefícios

O domínio terapêutico deste medicamento está relacionado com a abordagem de sintomas de desequilíbrio sistémico. Os produtos que contêm ésteres etílicos de ácidos ómega-3 são relevantes em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis associados à hipertrigliceridemia grave. Este foco na abordagem de condições metabólicas internas, frequentemente silenciosas, define as suas principais utilizações.

O Omacor é habitualmente utilizado para ajudar a gerir sintomas relacionados com desequilíbrios graves das gorduras no sangue e para proporcionar um benefício terapêutico de suporte para o desequilíbrio sistémico. Esta aplicação é relevante quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada, ou para indivíduos com condições marcadas por um aumento do stresse fisiológico. É utilizado em situações que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes de níveis elevados de gordura no sangue. Este medicamento contribui para atenuar a carga global de sintomas associada a condições marcadas por um stresse fisiológico acrescido, proporcionando um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.

Factos Rápidos

Utilização Terapêutica Aplicado em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional.
Foco nos Sintomas Ajuda a abordar conjuntos de sintomas que criam uma sobrecarga funcional percetível relacionada com o desequilíbrio sistémico.
Benefício para o Doente Apoia o doente durante episódios difíceis, atenuando o mal-estar e ajudando a lidar com a situação de forma mais constante.

Critérios de utilização e restrições

Âmbito de Elegibilidade

O Omacor está autorizado exclusivamente para utilização em doentes adultos com níveis gravemente elevados de triglicéridos. A elegibilidade para este medicamento é definida e restringida pela documentação oficial em vários domínios.

Contraindicação Absoluta Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes, incluindo a soja ou o amendoim, devido à presença de componentes derivados da soja.

Não Recomendado Crianças e adolescentes: A utilização em menores de 18 anos não é recomendada devido à ausência de dados estabelecidos sobre a eficácia e segurança.

Gravidez e aleitamento: O uso não é recomendado durante a gravidez ou lactação, uma vez que o risco potencial é desconhecido ou não existem dados sobre a excreção no leite materno, salvo se a utilização for considerada estritamente necessária.

Utilização com Precaução Doentes idosos com mais de 70 anos: Existem dados clínicos limitados para este grupo. No caso de doentes com compromisso hepático, é necessária a monitorização regular da função do fígado. Para doentes com compromisso renal, os dados são limitados. Deve também existir cautela em doentes a receber terapêutica anticoagulante, devido ao risco de aumento do tempo de hemorragia.

A elegibilidade é também condicionada pelas comorbilidades do doente, exigindo precaução em casos de alergia conhecida ao peixe ou em determinados tipos de hipertrigliceridemia secundária, como a diabetes não controlada.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e outros produtos

Se estiver a tomar medicamentos anticoagulantes (medicamentos que impedem a formação de coágulos sanguíneos, como a varfarina), poderá necessitar de análises ao sangue adicionais e a sua dose habitual de anticoagulante poderá ter de ser ajustada. Isto deve-se ao facto de a toma de Omacor em conjunto com estes medicamentos poder aumentar o tempo de hemorragia.

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Mecanismo de ação

O Omacor (ésteres etílicos de ácidos ómega-3) exerce o seu efeito através de um mecanismo de ação preciso e de alvos múltiplos que remodela o metabolismo das gorduras, principalmente ao nível do fígado. A ação conjunta destes mecanismos resulta numa redução dos níveis de triglicéridos em circulação.


Controlo Enzimático da Síntese Hepática de Gordura

Os componentes ativos do medicamento, o Ácido Eicosapentaenóico (EPA) e o Ácido Docosahexaenóico (DHA), alcançam o seu efeito principal através da inibição de enzimas-chave, como a Acil-CoA:1,2-diacilglicerol aciltransferase (DGAT), necessária para as etapas finais da formação de triglicéridos. Este processo é complementado pela ativação de recetores nucleares (PPARs) que promovem a rápida degradação dos ácidos gordos (beta-oxidação), limitando eficazmente os materiais disponíveis para a formação de gordura. Esta ação coordenada suprime a capacidade do fígado de sintetizar novos triglicéridos.


Modulação da Secreção de Gorduras e Cinética de Eliminação

Ao suprimir a síntese de gordura, o fármaco também reduz a atividade do regulador mestre da produção lipídica, a Proteína de Ligação ao Elemento Regulador do Esterol-1c (SREBP-1c), levando a uma diminuição na montagem e secreção de partículas de Lipoproteínas de Densidade Muito Baixa (VLDL) para a corrente sanguínea. Simultaneamente, este mecanismo aumenta a atividade da Lipoproteína Lipase (LPL), uma enzima que acelera a eliminação de partículas de gordura do sangue. O efeito combinado resulta numa redução da concentração total de triglicéridos no plasma.


Modulação Sistémica Secundária

Para além do metabolismo dos lípidos, os ingredientes ativos são incorporados nas membranas celulares, substituindo competitivamente os precursores de mensageiros pró-inflamatórios. Este mecanismo resulta numa alteração na reserva de substratos para a síntese de eicosanóides, levando a uma redução na produção de moléculas pró-trombóticas, como o Tromboxano A2 (TXA2). Esta ação constitui uma modulação secundária das vias de regulação sistémica.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Omacor: Diretrizes Oficiais de Administração

O Omacor é um agente regulador de lípidos sujeito a receita médica. A sua utilização está estritamente definida pelas normas regulamentares, que detalham a via, a dosagem e as condições de administração adequadas como adjuvante da dieta para doentes com níveis severamente elevados de triglicéridos no sangue.

Dosagem Oficial e Administração

O único método aprovado para a administração de Omacor é a via oral, através de cápsulas moles de gelatina. Este medicamento foi concebido para uma gestão a longo prazo e deve ser utilizado em conjunto com uma dieta hipolipemiante apropriada.

Instrução Detalhe
Via de Administração Oral (engolir a cápsula inteira)
Dose Diária Padrão 4 gramas (quatro cápsulas de 1.000 mg)
Frequência Toma única diária, ou dividida em duas tomas de 2 gramas (duas vezes ao dia)
Momento da Toma Deve ser tomado com as refeições
Preparação As cápsulas devem ser engolidas inteiras (não esmagar nem mastigar)

Regras para Populações Específicas

As informações oficiais do medicamento contêm instruções específicas para determinados grupos de doentes, de modo a garantir uma utilização segura baseada nos dados revistos pelas autoridades regulamentares.

  • Crianças e Adolescentes: A utilização não é recomendada devido à escassez de dados sobre a eficácia e segurança neste grupo etário.
  • Idosos (Mais de 70 anos): O medicamento deve ser utilizado com precaução, uma vez que a experiência clínica disponível é limitada.
  • Insuficiência Hepática: Doentes com problemas de fígado requerem uma monitorização regular da função hepática (nomeadamente os níveis de ALT e AST), particularmente quando é administrada a dose diária de 4 gramas.

Requisitos de Administração

Em caso de omissão de uma dose de Omacor, as instruções oficiais estipulam que o doente não deve tomar uma dose dupla para compensar o valor em falta. O tratamento deve ser continuado a longo prazo, mantendo-se o regime alimentar adequado, conforme as indicações do profissional de saúde.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Omacor

Evidência na utilização em níveis muito elevados de triglicéridos (Hipertrigliceridemia)

O Omacor, um medicamento de prescrição à base de ésteres etílicos de ácidos ómega-3, foi avaliado principalmente em ensaios controlados e aleatorizados de curta duração que envolveram adultos com níveis de triglicéridos no sangue muito elevados (geralmente iguais ou superiores a 500 mg/dL). Estes estudos focaram-se na medição de alterações em marcadores lipídicos específicos, incluindo os triglicéridos, o colesterol de lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL-C) e o colesterol de lipoproteínas de densidade elevada (HDL-C), durante períodos que variaram entre algumas semanas e vários meses.

A investigação indica que, nas populações estudadas, observaram-se padrões de alteração nestes marcadores lipídicos. Os resultados de múltiplos ensaios descrevem reduções nas medições de triglicéridos. No entanto, alguma evidência sugere que a utilização neste contexto pode estar associada a aumentos do colesterol de lipoproteínas de densidade baixa (LDL-C) em certos indivíduos. A duração do acompanhamento foi frequentemente limitada, o que significa que os efeitos a longo prazo nos resultados cardiovasculares clínicos para doentes com triglicéridos muito elevados não estão ainda totalmente estabelecidos através destes estudos específicos.

Evidência na utilização após um enfarte do miocárdio (Pós-Enfarte)

A investigação explorou o produto como terapia adjuvante em indivíduos que sofreram recentemente um enfarte do miocárdio. Tratou-se, habitualmente, de estudos abertos de larga escala que monitorizaram a ocorrência de eventos cardíacos major, tais como morte cardíaca, recorrência de enfarte do miocárdio não fatal e acidente vascular cerebral.

A certeza permanece baixa relativamente a esta indicação, face aos resultados divergentes de ensaios e meta-análises posteriores. A investigação fundacional original baseou-se num desenho de estudo aberto. A investigação subsequente e importantes meta-análises que examinaram os ácidos gordos ómega-3 em geral levantaram questões; alguns estudos indicaram ausência de benefício significativo para resultados cardiovasculares major em ensaios recentes de grande dimensão e ocultos (blinded), enquanto outros sugerem um risco menor para certos eventos. Faltam evidências comparativas provenientes de ensaios modernos controlados por placebo para esta formulação específica no contexto pós-enfarte.

Evidência em Populações Especiais e Incertezas

Os dados para determinados grupos permanecem insuficientes, particularmente no que toca à população pediátrica (crianças e adolescentes) com hipertrigliceridemia. Investigação limitada explorou a utilização desta formulação específica de prescrição em combinação com outros fármacos hipolipemiantes, como as estatinas, monitorizando alterações no colesterol não-HDL e outros parâmetros lipídicos. Por fim, um risco conhecido, observado em doentes com doença cardiovascular estabelecida ou fatores de risco que tomam doses elevadas de ésteres etílicos de ácidos ómega-3, é o aumento do risco de fibrilhação auricular (batimento cardíaco irregular) dependente da dose.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Omacor (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente o Omacor a começar a reduzir os níveis de triglicéridos?

Os estudos e a informação oficial indicam que o Omacor se destina a uma utilização prolongada em conjunto com uma dieta. Os ensaios clínicos que mediram as alterações nos níveis de triglicéridos no sangue acompanharam geralmente os doentes durante períodos que variaram entre algumas semanas e vários meses para observar uma resposta terapêutica.


P: É melhor tomar o Omacor com alimentos ou com o estômago vazio?

A informação oficial do produto estipula que o Omacor deve ser tomado com as refeições. Esta instrução serve para ajudar a reduzir a possibilidade de efeitos secundários gastrointestinais, como arrotos ou indigestão.


P: O Omacor pode afetar os resultados das minhas análises às enzimas hepáticas?

Sim. Os avisos oficiais indicam que os doentes que tomam o medicamento podem registar um aumento pequeno, mas potencialmente significativo, em certas enzimas hepáticas (chamadas AST e ALT). Por este motivo, os testes de função hepática devem ser monitorizados periodicamente, conforme indicado por um profissional de saúde.


P: O Omacor pode interagir com medicamentos para a tensão arterial?

Os documentos regulamentares alertam para o facto de o Omacor poder interagir com certos medicamentos conhecidos por elevar os níveis de triglicéridos, tais como alguns diuréticos tiazídicos e bloqueadores beta, que são por vezes utilizados para tratar a tensão arterial elevada. Esta potencial interação deve ser considerada durante o seu tratamento.


P: Existe alguma interação conhecida entre o Omacor e a aspirina ou outros anticoagulantes?

O Omacor pode causar um aumento moderado no tempo de hemorragia, o que é um efeito conhecido do medicamento. Devido a este efeito potencial, deve ser utilizado com precaução e o estado da coagulação deve ser monitorizado periodicamente se o medicamento for tomado em conjunto com agentes antiagregantes plaquetários (como a aspirina) ou anticoagulantes (como a varfarina).


P: Quais são os efeitos secundários digestivos mais comuns reportados pelas pessoas que tomam Omacor?

A informação oficial de segurança do produto relata que os efeitos secundários digestivos mais comuns incluem eructação (arrotos), dispepsia (indigestão ou mal-estar estomacal) e perversão do paladar (um sabor alterado ou desagradável). É por isso que as orientações oficiais aconselham a toma das cápsulas com alimentos.


P: É normal ter «arrotos com sabor a peixe» ao começar a tomar Omacor?

Sim, a eructação (ou arrotos) é frequentemente descrita como «arrotos com sabor a peixe» e está listada como um efeito secundário comum relatado. Isto deve-se geralmente ao conteúdo de óleo da cápsula.


P: Porque é que o Omacor causa por vezes erupções cutâneas ou comichão?

A erupção cutânea é um efeito secundário comum relatado e a urticária é considerada um efeito secundário raro listado na informação do produto. Reações de hipersensibilidade ou alérgicas são possíveis, de acordo com as informações de segurança.


P: O Omacor pode ser tomado por pessoas com alergia a marisco?

Uma vez que a substância ativa do Omacor é derivada de óleos de peixe, os doentes com uma alergia ou sensibilidade conhecida a peixe ou marisco devem utilizar o produto com precaução. Devido a esta preocupação, é importante comunicar todas as alergias conhecidas ao seu profissional de saúde antes de iniciar o Omacor.


P: Que tipo de melhorias devo esperar ver nas minhas análises ao sangue após 3 meses de Omacor?

Os ensaios clínicos relataram reduções significativas nos níveis de triglicéridos. No entanto, os avisos oficiais também referem que alguns indivíduos podem registar um aumento no LDL-C (muitas vezes chamado «mau» colesterol), o que requer monitorização periódica pelo seu profissional de saúde.


P: Existem versões genéricas do Omacor disponíveis que sejam igualmente eficazes?

As autoridades regulamentares aprovaram versões genéricas terapeuticamente equivalentes do Omacor. Isto significa que os produtos genéricos são considerados bioequivalentes, cumprindo os mesmos padrões de qualidade e eficácia que o medicamento de referência.


P: O Omacor pode causar dores de cabeça ou tonturas em some pacientes?

Sim, os documentos regulamentares listam tanto a dor de cabeça como as tonturas como efeitos secundários pouco frequentes que têm sido relatados por doentes que utilizam Omacor.


P: Qual é a diferença na formulação (pureza) entre o Omacor e o óleo de peixe comum?

O Omacor é uma mistura altamente concentrada e purificada de ésteres etílicos de ácidos ómega-3 específicos, principalmente EPA e DHA. Este processamento rigoroso para atingir uma concentração de grau farmacêutico distingue-o das formulações variáveis encontradas em suplementos de óleo de peixe de venda livre.


P: O que acontece se me esquecer de tomar a minha dose de Omacor por um dia?

Se falhar uma dose, a informação oficial ao doente aconselha a tomá-la assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da sua próxima dose agendada, deve saltar a dose esquecida. As instruções oficiais estabelecem que não deve tomar uma dose dupla para compensar uma dose em falta.


P: O Omacor pode interferir com as pílulas contracetivas?

A informação oficial refere que certos medicamentos, como os estrogénios, podem exacerbar a hipertrigliceridemia e potencialmente diminuir a eficácia do Omacor. Esta interação potencial deve ser discutida com o seu profissional de saúde.


P: O que acontece se tomar acidentalmente mais Omacor do que o receitado?

É improvável que a toma acidental de uma quantidade ligeiramente superior à receitada exija um tratamento médico específico. No entanto, se estiver preocupado com uma sobredosagem acidental, deve contactar um profissional de saúde para obter orientações adicionais.


P: Posso beber álcool enquanto estiver em tratamento com Omacor?

A informação oficial do medicamento indica que os doentes devem evitar ou limitar a ingestão de álcool enquanto tomam Omacor. Isto deve-se ao facto de o consumo de álcool poder, de forma independente, elevar os níveis de triglicéridos no sangue, o que poderia potencialmente contrariar o efeito pretendido do medicamento.


P: Quais são as preocupações de segurança a longo prazo ao tomar Omacor?

Omacor é receitado para a gestão a longo prazo de triglicéridos elevados. No entanto, a informação oficial refere que os dados clínicos que sustentam os efeitos a longo prazo em eventos cardiovasculares major em doentes com triglicéridos muito elevados não estão totalmente estabelecidos a partir dos estudos originais.


P: O Omacor pode ser administrado a crianças com níveis de triglicéridos extremamente elevados?

Os documentos regulamentares oficiais estabelecem que a utilização em crianças e adolescentes (com menos de 18 anos de idade) não é recomendada. Isto deve-se à falta de dados suficientes que estabeleçam a segurança e eficácia do medicamento nesta faixa etária.


P: O Omacor é apenas para pessoas que já tiveram um enfarte?

Não. O Omacor é indicado para duas utilizações principais: como complemento da dieta para o tratamento de níveis de triglicéridos muito elevados e como tratamento adicional utilizado após um enfarte do miocárdio.


P: É verdade que o Omacor pode aumentar ligeiramente o colesterol LDL (mau) em algumas pessoas?

Sim. Os avisos oficiais indicam que o Omacor pode aumentar os níveis de LDL-C (colesterol de lipoproteína de baixa densidade) em alguns doentes. Por esta razão, o seu médico é aconselhado a monitorizar periodicamente os seus níveis de LDL-C enquanto estiver em tratamento.


P: O que fazer se sentir náuseas após tomar as cápsulas de Omacor?

A náusea está listada como um efeito secundário gastrointestinal comum do Omacor na secção oficial de reações adversas. Quaisquer efeitos secundários persistentes ou graves, incluindo náuseas, devem ser discutidos com um profissional de saúde.


P: O Omacor ajuda com a inflamação em todo o corpo?

Os documentos oficiais sobre o mecanismo de ação do produto mencionam um efeito sistémico secundário. Este efeito envolve a incorporação dos ingredientes ativos nas membranas celulares, o que reduz os precursores de certas moléculas pró-inflamatórias.

Como Omacor deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Omacor

O Omacor (ésteres etílicos de ácidos ómega-3) deve ser conservado sob controlos ambientais específicos para manter a integridade das cápsulas, conforme definido na rotulagem regulamentar.

Requisitos de conservação

Temperatura: Conservar o Omacor a temperatura ambiente controlada, especificamente entre 15 °C e 30 °C. O produto não deve ser refrigerado nem congelado.

Proteção: O medicamento deve ser protegido do calor, da luz e da humidade, devendo ser mantido na sua embalagem de origem.

Segurança infantil: Manter o Omacor fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de eliminação

Não utilize o Omacor após o prazo de validade. Os medicamentos não utilizados ou fora do prazo não devem ser eliminados no lixo doméstico nem em águas residuais. Elimine o produto de acordo com os requisitos locais, consultando um farmacêutico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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