Odimont

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Odimont

O Odimont é um medicamento de composição sintética, constituído por uma única substância ativa e disponível apenas mediante receita médica. Está classificado como um Antagonista dos Recetores dos Leucotrienos (LTRA). A sua função principal consiste em servir como terapêutica de manutenção para condições alérgicas e respiratórias crónicas, não devendo ser utilizado para o alívio imediato de sintomas agudos. A eficácia desta classe de fármacos é clinicamente reconhecida no controlo contínuo da inflamação subjacente nas vias aéreas.


Odimont: Identidade, Classificação e Composição

O Odimont é um fármaco cujo único princípio ativo é o Montelucaste sódico, integrado numa base de excipientes sólidos para ingestão oral. Esta entidade química, o Montelucaste, pertence ao grupo dos antagonistas dos recetores dos leucotrienos. O Montelucaste é um composto sintético que requer prescrição médica para a sua utilização.


Que Tipo de Medicamento é o Montelucaste (Odimont)?

A classe farmacológica do Odimont é definida pelo seu mecanismo como um antagonista seletivo do recetor de leucotrienos D4. Um fator diferenciador das formulações que contêm Montelucaste, como o Odimont, é a sua acessibilidade a diversos grupos de doentes através de múltiplas preparações farmacêuticas para administração oral. Estas apresentações incluem o comprimido convencional, o comprimido mastigável e a forma de grânulos orais. Esta versatilidade nas formas dosificadas sólidas permite a consistência necessária para a absorção sistémica do Montelucaste sódico.


Objetivo Geral: Por que é o Odimont Utilizado como Terapêutica de Manutenção?

O objetivo geral do Odimont é proporcionar um suporte preventivo a longo prazo através do bloqueio da via dos leucotrienos, ajudando a manter uma respiração estável. Ao bloquear especificamente o efeito de potentes leucotrienos cisteínicos inflamatórios (CysLTs), o medicamento auxilia na redução da inflamação crónica subjacente e do aperto associado nos músculos das vias aéreas. Esta ação torna-o um componente essencial de um regime diário para a gestão de condições que exijam um controlo preventivo e constante da inflamação e da constrição, como a sua utilização regular para ajudar a manter a estabilidade respiratória durante períodos de elevada exposição a alergénios.

Quais efeitos secundários são possíveis com Odimont?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Odimont, um medicamento de associação que contém montelucaste e levocetirizina, baseia-se nos riscos conhecidos dos seus componentes individuais e nos avisos regulamentares. Existe um Aviso de Advertência de Caixa Negra (Boxed Warning) para produtos que contêm montelucaste, relativo ao risco de efeitos secundários graves na saúde mental, incluindo ideação e comportamento suicida.

Reações Adversas

As reações adversas comunicadas com maior frequência incluem cefaleias (dores de cabeça), dor abdominal e sonolência ou fadiga. Geralmente, estas manifestações são ligeiras e podem diminuir com a utilização continuada.

Os efeitos secundários menos comuns documentados incluem depressão, agitação (incluindo comportamento agressivo ou hostilidade), ansiedade, insónia e tonturas.

As reações adversas muito raras, mas graves, associadas ao montelucaste incluem:

  • Eventos neuropsiquiátricos: alucinações, desorientação, ideação e comportamento suicida.
  • Reações de hipersensibilidade: incluindo anafilaxia e angioedema (inchaço do rosto, lábios, língua e/ou garganta).
  • Eosinofilia sistémica: uma combinação rara de sintomas que se assemelha a uma vasculite, conhecida como síndrome de Churg-Strauss.
  • Hepatite (inflamação do fígado).

Considerações de Segurança e Restrições

  • Crises Agudas de Asma: este medicamento não deve ser utilizado para o alívio de crises de asma súbitas e agudas. Os doentes devem manter sempre disponível a medicação de resgate adequada.
  • Monitorização da Saúde Mental: os doentes devem ser monitorizados quanto ao aparecimento ou agravamento de quaisquer alterações de comportamento ou de humor. Caso ocorram tais alterações, os riscos e benefícios de continuar o tratamento devem ser imediatamente avaliados.
  • Efeitos no Sistema Nervoso Central: devido ao potencial de tonturas e sonolência, recomenda-se precaução em atividades que exijam alerta mental total, como conduzir ou utilizar máquinas pesadas. O uso concomitante com álcool ou outros depressores do sistema nervoso central pode aumentar estes efeitos.
  • Populações Específicas: justifica-se precaução em doentes com fatores de risco conhecidos para retenção urinária ou epilepsia (devido ao componente levocetirizina). O uso durante a gravidez e a amamentação requer uma ponderação cuidadosa da relação benefício-risco.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações regulamentares sobre a sobredosagem de montelucaste de sódio (Odimont) baseiam-se em achados clínicos relatados em doentes adultos e pediátricos, incluindo casos documentados de ingestão de doses até 1000 mg. As manifestações clínicas oficialmente documentadas durante uma sobredosagem aguda foram, em geral, consistentes com o perfil de segurança estabelecido para o fármaco, o que significa que não foram destacados desfechos graves exclusivos na secção de sobredosagem.


Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Nos casos de sobredosagem relatados, os sintomas específicos observados com maior frequência incluem dor abdominal, sonolência (sonolência/vontade de dormir), cefaleias (dores de cabeça), sede, vómitos e hiperatividade psicomotora (inquietação).


Ações de Emergência e Gestão Clínica

Perante qualquer suspeita de sobredosagem de Odimont, as orientações regulamentares instruem a que se procure assistência médica imediata. Esta ação urgente é necessária porque não se conhece um antídoto específico para o montelucaste de sódio. Consequentemente, a gestão da sobredosagem aguda está limitada ao tratamento sintomático e de suporte. As medidas de cuidados de suporte podem envolver procedimentos como a lavagem gástrica para remover material não absorvido. As informações oficiais referem ainda que não se sabe se o montelucaste é dialisável por diálise peritoneal ou hemodiálise. Todo o perfil de sobredosagem é, assim, definido pela necessidade de procura imediata de ajuda e pela subsequente monitorização clínica.

Usos terapêuticos de Odimont

Principais utilizações e benefícios do Odimont

O Odimont é comummente utilizado em patologias que apresentam desconforto sistémico ou localizado no sistema respiratório. Este medicamento é relevante para o alívio de sintomas que tendem a tornar-se mais percetíveis em determinadas situações.

Esta abordagem terapêutica é aplicada no tratamento de apresentações clínicas fundamentais, incluindo a gestão a longo prazo da asma persistente, o alívio sintomático da rinite alérgica — tanto sazonal como perene — e a profilaxia específica contra dificuldades respiratórias induzidas pelo exercício físico. O seu uso contribui para um maior conforto durante períodos de intensificação dos sintomas, apoiando o doente durante episódios difíceis ao reduzir a carga sintomática global.

O medicamento é frequentemente indicado para ajudar em manifestações respiratórias recorrentes, tais como a pieira, a tosse e a sensação de aperto no peito, a par de sintomas alérgicos comuns como espirros, corrimento nasal e congestão nasal.

"Este uso aplica-se em contextos onde é necessário um apoio contínuo para a gestão dos sintomas, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional durante as atividades rotineiras."


Facto Rápido: Alívio dos Sintomas Nasais e Respiratórios

O Odimont ajuda a gerir conjuntos de sintomas que interferem com o conforto diário, apoiando especificamente os doentes durante episódios de atividade fisiológica acentuada relacionados com a asma crónica e a exposição a alergénios.

Critérios de utilização e restrições

Regras Oficiais de Elegibilidade para o Odimont (Montelucaste)

O perfil de elegibilidade para o Odimont é rigorosamente definido por documentos regulamentares, estabelecendo grupos populacionais específicos que podem e não podem utilizar o medicamento. A elegibilidade é condicionada pela idade, condições específicas e contraindicações absolutas.

Quem Não Deve Utilizar o Odimont (Contraindicações)

Classificação Grupo Populacional
Contraindicação Absoluta Doentes com hipersensibilidade conhecida ao montelucaste ou a qualquer componente da formulação.
Restrição Metabólica Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou malabsorção de glicose-galactose.

Restrições de Elegibilidade Fundamentais

O Odimont não é indicado para o tratamento de crises agudas de asma nem para a reversão de um broncoespasmo agudo; está reservado para a terapêutica de manutenção crónica. O seu uso é oficialmente restringido em certas populações pediátricas, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas para crianças:

  • Com menos de 6 meses para Rinite Alérgica Perene.
  • Com menos de 12 meses para o tratamento da asma crónica.
  • Com menos de 6 anos para a prevenção da Broncoconstrição Induzida pelo Exercício (BIE).

Para mulheres grávidas ou em período de amamentação, o uso pode ser considerado apenas se for considerado claramente essencial. Doentes com compromisso renal ou compromisso hepático de grau ligeiro a moderado normalmente não requerem ajuste posológico.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulatório oficial do Odimont (montelucaste de sódio) é definido por interações farmacocinéticas (PK) específicas, que alteram a exposição plasmática, e por uma precaução farmacodinâmica (PD) obrigatória. Não existem registos de combinações formalmente contraindicadas.

Principais Declarações Farmacocinéticas e Farmacodinâmicas

Substância Interagente Classificação e Resultado da Interação Nota Regulamentar
Genfibrozilo Interação PK. Aumenta a exposição sistémica (AUC) do montelucaste em 4,4 vezes. Não é necessário ajuste posológico.
Rifampicina Interação PK. Diminui a exposição sistémica (AUC) do montelucaste em aproximadamente 40%. Não se recomenda ajuste posológico.
Aspirina / AINEs Precaução PD. Cuidado obrigatório para doentes sensíveis à aspirina; devem continuar a evitar a utilização. A restrição relaciona-se com o risco subjacente de broncoespasmo.

Regras de Alimentação e Momento de Administração

A interação com os alimentos depende da formulação. A biodisponibilidade do comprimido revestido por película de 10 mg não é influenciada por uma refeição padrão. Em contraste, a coadministração dos grânulos orais com uma refeição rica em gorduras reduz a velocidade de absorção (o Cmax é reduzido) e prolonga o tempo até à concentração máxima (Tmax). Contudo, a extensão total da absorção (AUC) não é afetada por esta interação com alimentos.

O montelucaste não provoca alterações farmacocinéticas clinicamente significativas em medicamentos comummente coadministrados, incluindo a Varfarina, a Teofilina, a Digoxina e os contracetivos orais.

Mecanismo de ação

Como funciona o Odimont

O montelucaste, o componente ativo do Odimont, é um antagonista seletivo e competitivo que exerce a sua ação ligando-se ao Recetor de Leucotrienos Cisteinílicos 1 (CysLT1). Este recetor encontra-se em células fundamentais, incluindo as células musculares lisas das vias respiratórias e os eosinófilos. O fármaco ocupa este recetor, impedindo assim que os mediadores inflamatórios endógenos — os leucotrienos cisteinílicos (LTC4, LTD4, LTE4) — iniciem a transdução de sinal.

Este bloqueio interrompe a via do eicosanoide ao nível do recetor, conduzindo a uma modulação de dupla ação da função do tecido das vias aéreas. Do ponto de vista mecânico, o fármaco mitiga a sinalização induzida pelo LTD4 que desencadeia a contração dos músculos lisos das vias aéreas, o que contribui para a manutenção do calibre do lúmen das vias respiratórias. Além disso, esta ação limita a permeabilidade microvascular e a migração de células inflamatórias impulsionadas pelo LTD4. Esta cascata combinada, do nível molecular ao sistémico, resulta numa alteração sustentada da função fisiológica mediada pelos CysLT, afetando a acumulação de fluidos e a infiltração celular nas paredes brônquicas.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Odimont

A utilização de Odimont (montelucaste de sódio) é estritamente regida por diretrizes de administração oficiais que estabelecem vias, horários e etapas de preparação específicos para diferentes grupos de doentes. Sendo um medicamento destinado ao controlo crónico, o esquema posológico está definido para manter os níveis sistémicos necessários para o benefício a longo prazo.

Todas as formulações aprovadas de Odimont são administradas por via oral.

Detalhes de Administração e Posologia

Grupo de Doentes Dose de Manutenção Padrão Momento da Administração
Adultos e Adolescentes (≥ 15 anos) Comprimido de 10 mg, uma vez ao dia À noite
Pediátricos (6 a 14 anos) Comprimido mastigável de 5 mg, uma vez ao dia À noite
Pediátricos (2 a 5 anos) Comprimido mastigável ou grânulos de 4 mg, uma vez ao dia À noite

Para a prevenção da Broncoconstrição Induzida pelo Exercício (BIE) em doentes com 15 ou mais anos, utiliza-se uma dose única de 10 mg conforme necessário, tomada pelo menos 2 horas antes do exercício. Os indivíduos que já tomam uma dose diária para manutenção não devem tomar uma dose adicional para a BIE.

Instruções de Procedimento

Os comprimidos e comprimidos mastigáveis podem ser tomados com ou sem alimentos. Se uma dose diária for esquecida, as orientações regulamentares instruem o doente a saltar a dose esquecida e a retomar o esquema regular, sem tomar duas doses simultaneamente.

Os Grânulos Orais devem ser administrados no prazo de 15 minutos após a abertura da saqueta e podem ser misturados com certos alimentos moles (por exemplo, puré de maçã ou puré de cenoura) ou dissolvidos em leite de fórmula ou leite materno; não devem ser misturados com outros líquidos. Normalmente, não são necessários ajustes posológicos para idosos ou para doentes com compromisso hepático ou renal de grau ligeiro a moderado.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos


Resumo dos Principais Ensaios de Eficácia

  • Investigação da Atividade

    • Diversos estudos avaliaram o mecanismo de ação do fármaco. A investigação explorou a atividade do medicamento no contexto da ansiedade e da depressão.
    • O mecanismo de dupla ação foi estudado no âmbito da ansiedade grave e persistente. Os estudos investigaram se esta dupla ação está associada a alterações na intensidade dos sintomas.
    • Ensaios clínicos fundamentais reportaram conclusões relativas à qualidade de vida global de participantes com Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG) e Perturbação Depressiva Major (PDM). Os estudos apresentaram dados sobre a utilização a longo prazo e analisaram o perfil de tolerabilidade.
  • Análise do Tempo de Resposta

    • Em ensaios clínicos, os investigadores verificaram se foi reportada uma diferença nos níveis de ansiedade num período de quatro semanas e se as alterações mais notáveis foram observadas após 12 semanas de participação no estudo.
    • A investigação explorou se o tratamento está associado a uma alteração na frequência de ataques de pânico. Os investigadores examinaram também o tempo decorrido até ser reportada uma potencial alteração em participantes com Perturbação de Pânico.

Estudos sobre Terapêutica Combinada

  • Potenciação na Depressão Resistente ao Tratamento (DRT)

    • Estudos analisaram a utilização do fármaco como tratamento adjuvante em conjunto com inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) em participantes com depressão resistente ao tratamento.
    • A investigação explorou se a combinação está associada a alterações nas taxas de resposta ao tratamento e se existem diferenças quando comparada com a monoterapia em populações específicas.
  • Perfil de Segurança na Utilização Combinada

    • Estudos exploraram o potencial aumento de eventos adversos quando o fármaco é utilizado em combinação com outros agentes serotonérgicos. Os investigadores investigaram o risco de síndrome serotoninérgica e monitorizaram marcadores específicos.
    • Os estudos analisaram potenciais alterações na função hepática durante a fase inicial da terapêutica combinada.

Investigação em Populações Especiais

  • Participantes Idosos

    • A investigação focou-se em diferenças farmacocinéticas em adultos mais velhos, examinando parâmetros como o metabolismo do fármaco. Os resultados foram inconclusivos sobre se a semivida do fármaco é significativamente prolongada em participantes com 65 ou mais anos.
  • Avaliação do Risco Cardiovascular

    • Estudos investigaram o impacto da medicação na pressão arterial e analisaram os riscos potenciais em participantes com hipertensão não controlada. Os investigadores também analisaram a frequência de alterações do ritmo cardíaco em participantes com condições cardíacas pré-existentes.
    • A evidência permanece limitada relativamente à utilização do fármaco em participantes com antecedentes de enfarte do miocárdio (ataque cardíaco).

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Odimont (FAQ)


P: Qual é a rapidez com que o Odimont começa a atuar?

Estudos e informações oficiais indicam que a substância ativa é rapidamente absorvida após a ingestão, sendo a concentração máxima na corrente sanguínea atingida, geralmente, num período de três a quatro horas. Os estudos observaram que os efeitos no bloqueio dos leucotrienos — substâncias químicas inflamatórias — foram detetados poucas horas após a administração.


P: O Odimont pode ser tomado a longo prazo?

O Odimont está aprovado e é utilizado para o tratamento crónico, ou de longo prazo, de condições como a asma e a rinite alérgica perene. No entanto, os organismos reguladores advertem que é necessária uma monitorização contínua quanto ao possível aparecimento ou agravamento de alterações graves de comportamento ou de humor. No caso de ocorrerem estas alterações graves, as orientações oficiais estabelecem que os riscos e benefícios da continuação do tratamento devem ser imediatamente avaliados.


P: O Odimont pode afetar o meu humor ou o sono?

Sim, o Odimont está associado a um risco de efeitos secundários mentais graves (neuropsiquiátricos) e foi exigido um Aviso de Advertência de Caixa Negra (Boxed Warning) sobre este risco. As reações adversas que podem afetar o humor ou o sono incluem insónia, depressão, ansiedade, agitação e, em casos raros, pensamentos e ações suicidas. Estas informações provêm da rotulagem e dos avisos oficiais do produto.


P: É seguro tomar Odimont durante a amamentação?

Verificou-se que níveis baixos da substância ativa, o montelucaste, passam para o leite materno. Os organismos reguladores oficiais aconselham que o uso durante a amamentação seja permitido apenas se for considerado claramente essencial. A informação regulamentar estabelece que o uso nesta população requer uma ponderação cuidadosa entre o benefício e o risco.


P: O que devo fazer se tiver uma dor de cabeça forte após tomar Odimont?

A cefaleia (dor de cabeça) está listada nos documentos regulamentares como uma das reações adversas frequentemente comunicadas pelos doentes que tomam este medicamento. Este tipo de reações são geralmente de natureza ligeira e podem diminuir de frequência ou intensidade com a utilização continuada do fármaco.


P: O Odimont pode ser esmagado ou partido?

Os documentos regulamentares oficiais fornecem instruções procedimentais detalhadas para a toma dos grânulos orais e especificam que os comprimidos normais e os comprimidos mastigáveis devem ser administrados por via oral. Não existem instruções regulamentares específicas que autorizem o esmagamento ou a divisão do comprimido revestido por película padrão.


P: É verdade que o Odimont pode causar problemas no fígado?

Sim, as informações oficiais de segurança indicam que foram relatados problemas hepáticos, incluindo inflamação do fígado (hepatite). Estes problemas estão classificados como reações adversas muito raras, mas graves, associadas ao uso do medicamento.


P: É normal sentir cansaço ao iniciar o Odimont?

O cansaço, conhecido como fadiga, e a sonolência estão listados na informação oficial do produto como reações adversas comunicadas com frequência. A informação regulamentar indica que estes efeitos são geralmente ligeiros e podem diminuir ou resolver-se com a utilização continuada do medicamento.


P: Como é que o mecanismo do Odimont se compara com tratamentos mais antigos?

O Odimont é classificado como um Antagonista dos Recetores dos Leucotrienos (ARLT). A ação do fármaco é definida pelo seu bloqueio seletivo do recetor de cisteinil-leucotrieno (CysLT1), que visa uma via específica envolvida na inflamação e no estreitamento das vias respiratórias.


P: O Odimont pode afetar a minha pressão arterial?

Os avisos regulamentares não listam alterações na pressão arterial entre os efeitos secundários frequentemente comunicados na informação oficial do produto. Algumas investigações analisaram o potencial impacto do fármaco na pressão arterial.


P: É seguro tomar Odimont com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

Os documentos regulamentares oficiais advertem que os doentes com sensibilidade conhecida à aspirina devem continuar a evitar a aspirina ou outros anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) enquanto tomam Odimont. Esta precaução relaciona-se com o risco subjacente de broncoespasmo (constrição das vias respiratórias) e não necessariamente com uma interação entre os próprios fármacos.


P: O Odimont interage com suplementos à base de ervas, como o Hipericão?

Algumas fontes de informação sobre medicamentos referem que suplementos à base de ervas, como o Hipericão (Erva de São João), podem potencialmente diminuir a eficácia global do fármaco. A orientação regulamentar sublinha a importância de informar um profissional de saúde sobre todos os suplementos que estejam a ser tomados.


P: Porque é que algumas pessoas dizem que o Odimont lhes causou tonturas?

As tonturas estão listadas na informação oficial de segurança como um efeito secundário menos comum. Isto deve-se ao facto de os avisos regulamentares referirem que o fármaco pode ter efeitos potenciais no sistema nervoso central, os quais podem estar associados a sintomas como tonturas e sonolência.


P: Qual é o papel do Odimont na gestão de sintomas a longo prazo?

O objetivo geral do Odimont é fornecer um suporte fundamental para a gestão a longo prazo de condições crónicas. O seu papel é sustentar uma respiração estável através do bloqueio da via dos leucotrienos, o que ajuda a reduzir consistentemente a inflamação crónica subjacente e a contração associada dos músculos das vias respiratórias.


P: Que evidência existe para o uso de Odimont em crianças?

A aprovação regulamentar baseia-se em evidência que sustenta o seu uso para certas condições em grupos etários pediátricos específicos. Isto inclui a terapêutica de manutenção para a asma crónica a partir dos 12 meses de idade e a prevenção da Broncoconstrição Induzida pelo Exercício em doentes dos 6 aos 14 anos de idade.


P: O Odimont está associado a quaisquer sintomas de privação quando interrompido?

O medicamento não está associado a dependência ou a uma síndrome de privação típica. No entanto, alguns relatos indicaram que efeitos secundários relacionados com o comportamento ou humor, incluindo eventos neuropsiquiátricos graves, surgiram ou continuaram mesmo após a interrupção do uso do fármaco.


P: O Odimont tem algum efeito conhecido na função renal?

O fármaco e os seus metabolitos são excretados principalmente através da bílis, com uma passagem muito reduzida pela urina. Devido a esta via de excreção primária, os documentos regulamentares oficiais declaram que não é necessário ajuste posológico para doentes com insuficiência renal.

Como Odimont deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e proceder à eliminação do Odimont

O Odimont (montelucaste) deve ser conservado adequadamente para manter a sua eficácia e segurança. O medicamento deve ser mantido no recipiente onde foi fornecido, bem fechado e dentro da embalagem de origem, de forma a protegê-lo da luz e da humidade. Conserve os comprimidos, comprimidos mastigáveis e grânulos de Odimont à temperatura ambiente, geralmente abaixo de 30 °C, a menos que existam outras instruções na embalagem ou dadas pelo seu farmacêutico. É essencial manter todas as formas deste medicamento fora da vista e do alcance das crianças e dos animais de estimação.

Não utilize o Odimont após o prazo de validade impresso na embalagem. Para eliminar corretamente medicamentos não utilizados ou fora de validade, siga as regulamentações locais de eliminação de resíduos ou consulte o seu farmacêutico. Não deite o medicamento nos esgotos nem no lixo doméstico, a menos que receba instruções em contrário por parte de um programa de recolha de medicamentos ou de um profissional de saúde, ajudando assim a proteger o ambiente.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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