Ocrevus

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Ocrevus

Forma selecionada

Opção de tratamento: Multiple Sclerosis

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ocrevus

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância Ativa Ocrelizumab
Forma Farmacêutica Concentrado para solução para infusão
Classe Farmacológica Imunossupressor, anticorpo direcionado ao CD20
Uso Comum Terapêutica modificadora da doença (DMT)
Origem Anticorpo monoclonal humanizado (produto biológico)

O que é o Ocrevus (Ocrelizumab)?

O Ocrevus é o nome comercial do medicamento sujeito a receita médica cujo princípio ativo é o Ocrelizumab, classificado como um produto biológico altamente especializado utilizado para imunomodulação direcionada. Este fármaco pertence à classe farmacológica dos imunossupressores, sendo especificamente definido como um anticorpo citolítico direcionado ao CD20. Enquanto Terapêutica Modificadora da Doença (DMT), o Ocrelizumab foi concebido para intervir diretamente nos processos imunitários subjacentes que contribuem para condições inflamatórias. Ocupa uma posição única, uma vez que foi a primeira terapia dirigida às células B a ser aprovada para determinadas formas da doença em que é habitualmente utilizado.


Composição e Tipo de Apresentação

O princípio ativo, o Ocrelizumab, é um anticorpo monoclonal humanizado — um composto complexo de base proteica criado através de tecnologia de ADN recombinante. Esta estrutura humanizada constitui um diferencial importante, pois foi desenhada para interagir de forma precisa com o seu alvo no sistema imunitário, melhorando o seu perfil terapêutico global.

O produto é fornecido sob a forma de um concentrado para solução para infusão, tratando-se de um líquido aquoso estéril que deve ser diluído antes da utilização. A administração é efetuada exclusivamente por infusão intravenosa sob a supervisão de um profissional de saúde. Este método de entrega assegura a introdução sistémica e controlada do agente biológico complexo, necessária para a sua ação prolongada.


Objetivo Geral e Mecanismo de Ação (Nível Geral)

O objetivo terapêutico geral do Ocrelizumab é atuar como um agente focado na redução do número de células imunitárias específicas que se acredita impulsionarem o processo da doença. O seu mecanismo é altamente seletivo: o Ocrelizumab liga-se ao antigénio CD20 presente na superfície de certos linfócitos B (glóbulos brancos), desencadeando a depleção seletiva das células B da circulação. Esta ação celular direcionada alcança a imunomodulação ao atenuar a atividade imunitária anómala e ao modificar o curso da condição clínica subjacente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ocrevus?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

As reações adversas ao Ocrelizumab são formalmente classificadas com base na frequência e no sistema afetado. Os eventos documentados com maior frequência são as Reações Relacionadas com a Perfusão e as Infeções, que definem o perfil de segurança global.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas estão agrupadas por categorias de frequência normalizadas, encontradas na rotulagem oficial:

  • Muito Frequentes (afetam 1 em cada 10 pessoas ou mais): Reações relacionadas com a perfusão, Infeção do trato respiratório superior.
  • Frequentes (afetam entre 1 em cada 100 e menos de 1 em cada 10 pessoas): Infeções por vírus herpes (ex.: Herpes zoster), Cefaleia (dor de cabeça), Dor nas costas.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

As informações documentam o risco de eventos específicos e clinicamente graves, definindo limitações de segurança de alto nível.

  • Reações Adversas Graves: Os riscos oficialmente listados incluem a Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP), Infeções Graves, Reativação do Vírus da Hepatite B (VHB) e o potencial de Malignidade (tumores malignos), como o cancro da mama.
  • Padrões Relacionados com o Tempo: As reações relacionadas com a perfusão são observadas com maior frequência na primeira perfusão e ocorrem tipicamente durante a administração ou nas 24 horas seguintes. A neutropenia de início tardio pode ocorrer quatro ou mais semanas após a última dose.
  • Restrições de Segurança: O tratamento está contraindicado em doentes com uma infeção ativa e grave no momento, ou em doentes gravemente imunocomprometidos. A administração de vacinas vivas ou vivas-atenuadas não é geralmente recomendada devido ao efeito imunosupressor.

Notas de Segurança para Populações Específicas

As informações abordam grupos específicos de doentes, referindo que o Ocrelizumab pode causar a depleção de células B fetais em mulheres grávidas. Consequentemente, as mulheres com potencial reprodutivo são aconselhadas sobre a necessidade de contraceção eficaz. Adicionalmente, o rastreio do VHB é obrigatório para indivíduos com historial de infeção crónica por Hepatite B, devido ao risco de reativação viral.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com Ocrevus e Quando Procurar Ajuda

As Informações de Prescrição oficiais do Ocrevus (ocrelizumab) não contêm uma secção específica que detalhe os sinais, sintomas ou a gestão de uma sobredosagem resultante de uma dose supraterapêutica. Em vez disso, as orientações regulamentares focam-se na gestão de Reações Relacionadas com a Perfusão graves e potencialmente fatais, que representam os eventos mais agudos e sérios que exigem atenção médica imediata.

Manifestações Agudas Documentadas e Ações de Emergência

O perfil oficial determina ações específicas com base na gravidade da reação aguda, que servem como instrução sobre quando é necessária ajuda urgente:

Manifestação Aguda Ação Regulamentar Obrigatória (Ajuda Médica Imediata)
Reação Relacionada com a Perfusão Potencialmente Fatal ou Incapacitante (ex.: síndrome de dificuldade respiratória aguda, anafilaxia) Interromper imediatamente a perfusão e descontinuar permanentemente o Ocrevus.
Sintomas Pulmonares Graves (ex.: broncoespasmo, exacerbação da asma) Interromper imediatamente a perfusão e descontinuar permanentemente o Ocrevus.
Reação Relacionada com a Perfusão Grave (ex.: dispneia, rubor, febre, complexo de dor de garganta) Interromper imediatamente a perfusão e administrar tratamento de suporte adequado.

Gestão e Monitorização

Não existe nenhum antídoto específico para o ocrelizumab listado na rotulagem regulamentar. A gestão consiste num tratamento sintomático e de suporte adequado para a reação aguda. É necessário que os doentes permaneçam sob observação durante, pelo menos, uma hora após a conclusão da perfusão para monitorizar sinais de uma reação grave.

Usos terapêuticos de Ocrevus

O que o Ocrevus trata: Principais utilizações e benefícios

De acordo com as autoridades de saúde europeias, o Ocrevus é habitualmente utilizado em condições caracterizadas por períodos de agravamento dos sintomas, tanto em formas de esclerose múltipla por surtos (incluindo EMRR, Síndrome Clínica Isolada — CIS e EMSP ativa) como na Esclerose Múltipla Progressiva Primária (EMPP). Isto torna-o relevante para atenuar a progressão da incapacidade, o que auxilia na manutenção da estabilidade funcional ao longo do tempo.

O foco principal reside na gestão de patologias que envolvem processos inflamatórios ou irritativos e naquelas que afetam a estabilidade funcional. O medicamento é utilizado para gerir surtos agudos da doença e é relevante para reduzir o número de episódios sentidos por ano. Ao limitar estes sintomas associados a alterações agudas ou episódicas, o fármaco contribui para uma maior estabilidade clínica.

“O benefício apoia o doente durante episódios difíceis ao atenuar o sofrimento e pode ajudar a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais evidentes.”

O medicamento é aplicado na abordagem de conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, apoiando o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Facto Rápido: Alívio da Inflamação O tratamento é aplicado em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional para condições que se apresentam com desconforto sistémico ou localizado.

Critérios de utilização e restrições

O Ocrevus (ocrelizumab) está aprovado para doentes adultos com diagnóstico de Formas Recidivantes de Esclerose Múltipla (EMR) ou Esclerose Múltipla Progressiva Primária (EMPP).

Populações que Não Devem Utilizar Ocrevus (Contraindicações)

O tratamento com Ocrevus está contraindicado (não deve ser utilizado) se o doente apresentar:

  • Uma infeção ativa pelo Vírus da Hepatite B (VHB) (é obrigatório o rastreio antes de iniciar o tratamento).
  • Historial de uma reação relacionada com a perfusão potencialmente fatal ao ocrelizumab.

Restrições e Considerações Especiais

A utilização de Ocrevus não é recomendada ou está sujeita a restrições em determinadas situações:

  • Infeção Ativa: A administração deve ser adiada até que qualquer infeção ativa presente esteja totalmente resolvida.
  • Vacinações: Os doentes não devem receber vacinas vivas ou vivas atenuadas durante o tratamento e até que as células B tenham recuperado (idealmente, as vacinações devem estar concluídas pelo menos quatro semanas antes do início do tratamento).
  • Estado de Imunossupressão: A utilização é restrita em doentes com um estado de imunossupressão grave.
  • Idade: A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em doentes pediátricos.
  • Gravidez/Amamentação: Doentes com potencial reprodutivo devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e durante seis meses após a última dose.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve as interações com outros medicamentos e vacinas, conforme detalhado nos documentos regulamentares oficiais, tendo em conta os efeitos do Ocrevus no sistema imunitário.

Categoria do Produto de Interação Requisito ou Restrição de Interação
Vacinas Vivas ou Vivas Atenuadas Contraindicadas/Não recomendadas durante o tratamento e até que a contagem de células B tenha recuperado. Devem ser administradas, pelo menos, 4 semanas antes do início do Ocrevus.
Vacinas Não Vivas (ex.: inativadas) O Ocrevus pode interferir com a eficácia da vacina. Sempre que possível, estas devem ser administradas pelo menos 2 semanas antes do início do tratamento com Ocrevus.
Outras Terapias Imunossupressoras O uso concomitante com outros imunossupressores ou agentes imunomoduladores (ex.: corticosteroides sistémicos, natalizumab) pode aumentar o risco de imunossupressão e de infeção. É necessária a consideração do risco acrescido ao alterar entre terapêuticas.

Adicionalmente, a presença de uma infeção ativa exige o adiamento da administração de Ocrevus até que a infeção esteja resolvida. No caso de bebés de mães que receberam Ocrevus durante a gravidez, as vacinas vivas ou vivas atenuadas não devem ser administradas até que se confirme a recuperação das contagens de células B do bebé, devido ao potencial de depleção de células B fetais.

Mecanismo de ação

Depleção Direcionada de Células B que Expressam CD20

O Ocrevus (ocrelizumab) é um anticorpo monoclonal humanizado recombinante (IgG1 kappa) que atua através da ligação precisa à proteína CD20, encontrada na superfície dos linfócitos pré-B e linfócitos B maduros. Esta interação molecular desencadeia dois mecanismos primários para destruir estas células: a Citotoxicidade Celular Dependente de Anticorpos (ADCC) e a Citotoxicidade Dependente do Complemento (CDC). Este processo resulta numa depleção profunda e sustentada das células B que expressam CD20 na circulação periférica.

Modulação da Atividade das Vias Autoimunes

A consequência fisiológica da remoção das células B é uma redução da atividade das vias inflamatórias no sistema nervoso central (SNC). Ao eliminar as células B, o Ocrevus reduz a fonte de células autorreativas e de mediadores químicos inflamatórios (como certas citocinas e quimiocinas) que contribuem para a ativação das vias imunitárias no sistema nervoso. O mecanismo é seletivo, preservando as células estaminais e a maioria das células plasmáticas de vida longa, o que determina a duração finita da depleção das células B e permite a manutenção da produção de anticorpos já existentes, mediada pelas células plasmáticas preservadas.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Ocrevus (Ocrelizumab) – Diretrizes Oficiais de Administração

A administração do Ocrevus é efetuada num contexto clínico supervisionado, seguindo rigorosamente os protocolos delineados nos documentos regulamentares oficiais.


Método e Esquema de Administração

Âmbito da Administração Detalhe
Via Infusão Intravenosa (IV) (após diluição) ou Injeção Subcutânea (SC) (onde aprovado).
Dose Inicial (IV) Total de 600 mg, administrada em duas infusões separadas: 300 mg inicialmente, seguidos de 300 mg duas semanas depois.
Dose de Manutenção (IV) 600 mg administrados numa infusão única a cada 6 meses.
Padrão de Frequência Semestral (a cada seis meses) para manutenção, precedida por um esquema de indução em duas partes.

Requisitos do Procedimento

Preparação e Administração:

O medicamento é fornecido como um concentrado que deve ser diluído em solução injetável de Cloreto de Sódio a 0,9% (soro fisiológico) antes da infusão IV. Deve ser administrado através de uma linha intravenosa dedicada com um filtro em linha de 0,2 ou 0,22 micra; não deve ser administrado por bólus ou injeção intravenosa direta ("IV push"). O frasco não deve ser agitado.

Pré-medicação e Monitorização:

É necessária pré-medicação obrigatória antes de cada infusão para gerir possíveis reações relacionadas com a infusão. Isto envolve habitualmente um corticoesteroide IV (ex: metilprednisolona) e um anti-histamínico, administrados 30 a 60 minutos antes do início da infusão. Os doentes devem ser monitorizados durante toda a infusão e durante, pelo menos, uma hora após a sua conclusão.

População e Doses Omitidas:

Não é necessário ajuste de dose para doentes idosos. A segurança e eficácia na população pediátrica (idade inferior a 18 anos) não foram estabelecidas. Se uma dose de manutenção for omitida, esta deve ser administrada o mais rapidamente possível, devendo a dose seguinte ser agendada para seis meses após a data em que a dose em atraso foi administrada.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos do Ocrevus

A evidência clínica para o Ocrevus (ocrelizumab) provém principalmente de diversos ensaios clínicos de grande dimensão, incluindo Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA), que são um modelo de estudo fundamental na investigação médica. Esta evidência contribui para a compreensão científica dos padrões observados com a utilização do Ocrevus em populações específicas e sob condições controladas.


Evidência para Utilização em Formas Recidivantes de Esclerose Múltipla (EMR)

A investigação relativa às formas recidivantes de esclerose múltipla — que inclui a Esclerose Múltipla de Surtos-Remissão (EMSR) e a Esclerose Múltipla Secundária Progressiva (EMSP) ativa — foi estabelecida através de dois Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) de grande dimensão e quase idênticos. Estes estudos envolveram um elevado número de adultos e utilizaram um fármaco comparador ativo num grupo e Ocrevus no outro, ao longo de um intervalo de tempo definido de cerca de dois anos.

Nestes estudos, os investigadores monitorizaram vários resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, tais como a Taxa Anualizada de Surtos (TAS). Monitorizaram também a evolução dos sintomas nas populações observadas, medindo o tempo até à confirmação do agravamento da incapacidade. Os estudos decisivos analisaram as medições da Taxa Anualizada de Surtos (TAS) no grupo que recebeu Ocrevus face ao grupo do comparador ativo. Os estudos descreveram padrões relacionados com um atraso no tempo até ao início da progressão sustentada da incapacidade no grupo Ocrevus em comparação com o comparador. A investigação também monitorizou o aparecimento de novas lesões cerebrais inflamatórias durante o estudo.


Evidência para Utilização em Esclerose Múltipla Progressiva Primária (EMPP)

A evidência do Ocrevus na EM Progressiva Primária foi avaliada num único ensaio controlado de grande dimensão (ORATORIO), que utilizou um comparador placebo e foi monitorizado durante aproximadamente dois anos e meio. O ensaio incluiu adultos em fases iniciais da doença.

Os principais resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional avaliados neste ensaio incluíram o tempo até ao início da progressão sustentada da incapacidade, uma métrica crucial para condições marcadas por limitações funcionais. Os investigadores estudaram também alterações no desempenho funcional, medindo a velocidade da marcha através do teste de marcha cronometrada de 25 pés (Timed 25-Foot Walk).

A investigação descreveu padrões no tempo até à progressão sustentada da incapacidade no grupo Ocrevus face ao grupo placebo durante a fase controlada. Os estudos analisaram padrões de perda de volume cerebral no grupo Ocrevus em comparação com o grupo placebo. A investigação descreveu as descobertas mais proeminentes no subgrupo pré-especificado de doentes que apresentavam sinais de inflamação ativa no início do estudo.


Investigação a Longo Prazo e Acompanhamento Alargado

Após a conclusão dos estudos controlados iniciais para a EMR e EMPP, muitos participantes optaram por entrar em ensaios de Extensão de Rótulo Aberto (OLE). A investigação a longo prazo explora a forma como os sintomas se alteram ao longo do tempo e monitoriza a evolução dos padrões inicialmente observados. Esta recolha contínua de dados contribui para o panorama geral da evidência, fornecendo informações sobre os resultados em intervalos de tempo muito mais longos do que os dos ensaios originais.


Investigação em Grupos Específicos de Doentes

A evidência de investigação disponível reflete principalmente as características específicas dos adultos recrutados para os principais ensaios controlados. Os estudos iniciais para a EMR e EMPP excluíram geralmente doentes com incapacidade avançada e aqueles com idade superior a 55 anos. Por conseguinte, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas. Como resultado, a evidência é limitada para doentes fora da faixa etária típica de 18–55 anos.


Principais Limitações da Investigação e Incertezas

Embora a investigação principal do Ocrevus seja apoiada por ensaios clínicos de relevo, as revisões científicas destacam várias áreas onde a certeza permanece baixa ou onde é necessária mais investigação. A evidência para a indicação em EMPP foi derivada de um único ensaio decisivo, e ainda não foram reportados ensaios independentes com um desenho semelhante. Tanto para a EMR como para a EMPP, carece de evidência comparativa relativa ao Ocrevus face a alguns dos outros tratamentos modificadores da doença de elevada eficácia. Além disso, as conclusões de maior duração provêm de estudos não controlados e a qualidade da evidência varia entre os estudos, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos com a mesma certeza que os dados dos ensaios controlados iniciais de curto prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ocrevus (FAQ)


P: Existem alimentos ou bebidas que devam ser evitados durante o tratamento com Ocrevus?

As informações oficiais do produto, como o folheto informativo, não listam quaisquer alimentos ou bebidas específicos que devam ser evitados durante a administração de Ocrevus. Isto indica que não foram observadas interações alimento-fármaco significativas nos estudos clínicos. Questões relativas a fatores de estilo de vida, incluindo o consumo de álcool, devem ser dirigidas ao profissional de saúde responsável pela prescrição.


P: Que programas de apoio ao doente estão disponíveis para o Ocrevus?

O fabricante do Ocrevus disponibiliza habitualmente programas de assistência ao doente e apoio à comparticipação para doentes elegíveis. Estes programas são concebidos para ajudar a reduzir o encargo financeiro associado ao custo do medicamento e da sua administração. Informações detalhadas sobre os critérios de elegibilidade, que se baseiam frequentemente na cobertura do seguro e no nível de rendimentos, podem ser consultadas nos recursos oficiais de apoio ao doente fornecidos pelo fabricante.


P: Há quanto tempo é que o Ocrevus está aprovado para utilização?

O Ocrevus foi aprovado pela primeira vez pela U.S. Food and Drug Administration (FDA) em março de 2017. Esta aprovação abrangeu a sua utilização tanto para formas recidivantes de Esclerose Múltipla (EMR) como para a Esclerose Múltipla Progressiva Primária (EMPP). Os documentos regulamentares oficiais especificam a sua data de aprovação e as formas específicas de EM para as quais é indicado.


P: Em que fase de ensaios clínicos está o Ocrevus para outras patologias?

A substância ativa do Ocrevus, o ocrelizumab, é continuamente investigada para diferentes utilizações e métodos de administração. Informações sobre a investigação clínica em curso, incluindo ensaios para patologias além da EM, podem ser encontradas em bases de dados governamentais, como o ClinicalTrials.gov. Estes registos fornecem detalhes sobre a fase e o foco dos estudos de investigação ativos.


P: O tratamento com Ocrevus requer alguma alteração específica no estilo de vida?

A rotulagem oficial do Ocrevus não impõe alterações específicas no estilo de vida. Os ensaios clínicos iniciais envolveram geralmente doentes com um estado de saúde estável e, frequentemente, excluíram indivíduos com determinados fatores de estilo de vida. Questões sobre a saúde geral e o estilo de vida, incluindo o uso de tabaco ou álcool, devem ser abordadas com o profissional de saúde prescritor.


P: Quais são os sinais de uma infeção grave durante o tratamento com Ocrevus?

As informações oficiais de segurança destacam o risco de infeções graves. Os sinais potenciais incluem febre ou calafrios, tosse persistente ou dor ao urinar. No caso de infeções graves por herpes, os sintomas podem envolver alterações na visão, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço ou confusão. O aparecimento de quaisquer sinais de uma infeção grave justifica uma discussão com um prestador de cuidados de saúde.


P: É comum sentir náuseas logo após a perfusão de Ocrevus?

As náuseas foram reportadas como um sintoma potencial de uma reação relacionada com a perfusão. Estas reações estão listadas como um efeito secundário muito frequente, ocorrendo mais frequentemente durante ou pouco após a perfusão inicial. Qualquer experiência de náuseas durante ou após o tratamento deve ser comunicada à equipa de saúde que acompanha o tratamento.


P: O Ocrevus pode causar aumento ou perda de peso?

As alterações no peso corporal não constam entre as reações adversas comunicadas com maior frequência nas informações de prescrição oficiais do Ocrevus. Embora sejam possíveis diversas reações com qualquer medicamento, o aumento ou a perda de peso não são designados como efeitos secundários frequentes. Qualquer alteração inesperada ou significativa no peso pode ser discutida com o médico prescritor.


P: Existem recomendações dietéticas específicas para utilizadores de Ocrevus?

A rotulagem oficial do produto não fornece uma lista obrigatória de recomendações dietéticas específicas a seguir durante o tratamento com Ocrevus. Os ensaios clínicos não se focaram em dietas especializadas. Aconselhamento personalizado sobre nutrição e saúde pode ser solicitado a um médico ou a um nutricionista.


P: O Ocrevus pode afetar o humor ou causar depressão?

Sim, a depressão foi comunicada como uma reação adversa em doentes que receberam Ocrevus durante os ensaios clínicos. Esta informação está incluída nos dados oficiais de segurança do medicamento. Alterações novas ou agravamento do estado de humor, bem como sentimentos de depressão, devem ser discutidos com um profissional de saúde.

Como Ocrevus deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Ocrevus (Ocrelizumab)

Os requisitos oficialmente documentados para o Ocrevus focam-se no controlo rigoroso da temperatura e na proteção contra a luz.


Condições Obrigatórias

Item Requisito
Frascos não abertos Conservar no frigorífico entre 2°C e 8°C, dentro da embalagem exterior original para proteger da luz. Não congelar e não agitar os frascos.
Solução diluída Utilizar num prazo de 24 horas se conservada no frigorífico ou de 8 horas se mantida à temperatura ambiente (até 25°C); este período inclui o tempo de perfusão.

O Ocrevus é fornecido num frasco para utilização única. A sua preparação requer a utilização de uma técnica assética. Qualquer porção não utilizada deve ser eliminada e a eliminação de todos os resíduos deve ser efetuada de acordo com os requisitos regulamentares locais. O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Ocrevus encontrado em:

ÍNDICE A-Z: