Norspan

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Norspan

Forma selecionada

Opção de tratamento: Pain, Cancer

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Norspan

O Norspan é um medicamento analgésico forte, classificado como um opioide, utilizado para o alívio da dor crónica de intensidade moderada que não responde a outros tipos de analgésicos não narcóticos. É habitualmente prescrito para condições de dor prolongada e persistente, em que é necessário um controlo analgésico contínuo ao longo do tempo.

A substância ativa presente no Norspan é a buprenorfina. Este componente atua sobre o sistema nervoso central para diminuir a perceção da dor. O medicamento é apresentado sob a forma de sistemas transdérmicos, vulgarmente conhecidos como adesivos, que são aplicados sobre a pele. Estes adesivos foram concebidos para libertar a buprenorfina de forma gradual e constante através da barreira cutânea para a corrente sanguínea durante um período de sete dias.

Ao contrário dos analgésicos de ação rápida, o Norspan não se destina ao tratamento de dores agudas ou súbitas. A sua principal função é manter níveis estáveis da substância no organismo para proporcionar um alívio prolongado. Devido à sua natureza, o uso de Norspan deve ser rigorosamente monitorizado por um profissional de saúde, de modo a garantir que a dosagem é adequada às necessidades específicas do doente e para gerir a transição de outras terapias analgésicas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Norspan?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Esta secção descreve as reações adversas documentadas oficialmente e os avisos de segurança críticos para o sistema de buprenorfina em adesivo transdérmico, conforme publicado nos documentos regulamentares governamentais.

Reações Adversas por Frequência

A rotulagem regulamentar classifica os efeitos secundários comunicados com base na sua taxa de ocorrência em ensaios clínicos:

  • Muito Frequentes (Ocorrem numa frequência superior ou igual a 10%): Náuseas, cefaleia (dor de cabeça), tonturas, sonolência, obstipação, vómitos e prurido (comichão) no local de aplicação.
  • Frequentes (Ocorrem entre 1% e menos de 10%): Edema periférico (inchaço), boca seca, eritema (vermelhidão) no local de aplicação, erupção cutânea no local de aplicação, fadiga, insónia, diarreia e prurido (comichão) generalizado.

Os efeitos secundários são categorizados pelos sistemas que afetam, incluindo o Gastrointestinal, o Sistema Nervoso, a Pele/Local de Aplicação e as Perturbações Gerais.

Avisos de Segurança Graves

As informações regulamentares oficiais incluem avisos importantes sobre riscos potencialmente fatais associados a este analgésico opioide:

  • Depressão Respiratória: O risco de respiração lenta ou superficial, grave ou fatal, é mais elevado quando o tratamento é iniciado ou após um aumento da dose.
  • Dependência, Abuso e Utilização Indevida: A utilização deste medicamento acarreta o risco de desenvolvimento de perturbação do uso de opioides.
  • Exposição Acidental: A aplicação ou ingestão acidental, particularmente em crianças, representa um risco significativo de sobredosagem fatal.
  • Síndrome de Abstinência Opioide Neonatal: A utilização prolongada durante a gravidez pode levar a uma abstinência grave no recém-nascido.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

As limitações rigorosas e os avisos específicos para determinadas populações estão documentados na rotulagem oficial:

  • Restrição de Calor Externo: O local de aplicação não deve ser exposto a calor externo direto (por exemplo, almofadas térmicas, saunas) devido ao risco de aumento da absorção de buprenorfina e consequente sobredosagem.
  • Compromisso Hepático: A utilização geralmente não é recomendada em doentes com compromisso hepático grave devido à alteração na depuração do fármaco.
  • Utilização Concomitante: A coadministração com depressores do SNC (por exemplo, álcool) ou fármacos serotonérgicos acarreta o risco de consequências adversas graves, incluindo sedação profunda ou Síndrome Serotoninérgica.
  • Idosos e Doentes Debilitados: Este grupo enfrenta um risco acrescido de depressão respiratória e deve ser monitorizado de perto.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações abaixo resumem as descrições de sobredosagem oficialmente documentadas para os sistemas transdérmicos de buprenorfina, baseando-se estritamente na rotulagem regulamentar governamental.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

A sobredosagem é reconhecida principalmente por sinais de depressão profunda do sistema nervoso central (SNC) e do sistema respiratório.

Sistema Afetado Sinais e Sintomas Desfechos Graves
Respiratório Respiração lenta ou superficial (hipoventilação) Depressão respiratória potencialmente fatal, paragem respiratória, morte
SNC Sonolência extrema, incapacidade de resposta, coma, confusão Coma
Circulatório Tensão arterial baixa (hipotensão), batimentos cardíacos lentos (bradicardia) Depressão circulatória

Medidas de Emergência Necessárias

Na eventualidade de uma sobredosagem confirmada ou suspeita, deve ser procurada assistência médica imediata contactando os serviços de emergência. O adesivo transdérmico de buprenorfina deve ser removido imediatamente após o reconhecimento dos sintomas de sobredosagem.

Tratamento de Suporte e Monitorização

A gestão da sobredosagem é sintomática e de suporte, o que inclui a manutenção de uma via aérea desimpedida e a garantia de uma ventilação adequada. A rotulagem oficial observa que a elevada afinidade de ligação da buprenorfina pode exigir doses mais elevadas ou repetidas do antagonista opioide naloxona para a reversão dos efeitos. Devido à libertação contínua do fármaco pelo adesivo, é necessária uma monitorização prolongada de 24 a 48 horas para detetar uma depressão respiratória tardia ou recorrente. A exposição acidental em crianças resultou em casos de sobredosagem fatal.

Usos terapêuticos de Norspan

O que o Norspan trata: principais utilizações e benefícios

Alívio da dor crónica grave e persistente

O Norspan é considerado relevante para o alívio de sintomas relacionados com dor grave e persistente que exija medicação opioide de forma contínua e a longo prazo. É habitualmente utilizado em doentes adultos para a gestão de dor grave, tanto persistente como contínua, tal como a dor associada a certas condições crónicas não oncológicas ou ao desconforto relacionado com doenças oncológicas. O principal benefício poderá ser a prestação de um alívio de suporte que ajuda a atenuar a carga sintomática global associada ao desconforto incessante.

Suporte sintomático estável e de base

Este medicamento foi concebido para proporcionar um efeito analgésico de base através de uma libertação contínua e sustentada. Isto poderá auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e contribuir para um melhor conforto durante períodos de intensificação dos sintomas. Esta abordagem apoia a melhoria do conforto e ajuda a reduzir o impacto da dor contínua no funcionamento diário, o que é relevante em situações onde os doentes experienciam desconforto de elevada intensidade a longo prazo.

Utilidade em cenários de tratamento complexos

O Norspan pode fazer parte da gestão sintomática em situações onde a dor é classificada como responsiva a opioides, mas em que as opções alternativas de tratamento são inadequadas. É também aplicado em cenários onde existem dificuldades com a medicação por via oral, tais como problemas gastrointestinais ou dificuldade em engolir, tornando a via transdérmica uma escolha apropriada para alcançar um suporte sintomático consistente. Isto proporciona um alívio de suporte que ajuda os doentes a lidar com a sua condição de forma mais estável.


Facto rápido: Alívio para dor grave e persistente (O medicamento é geralmente aplicado em cenários onde o suporte sintomático diário, contínuo e a longo prazo é adequado para gerir o desconforto de elevada intensidade.)

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Norspan

O Norspan (buprenorfina em adesivo transdérmico) está oficialmente indicado para utilização em adultos (com 18 ou mais anos de idade) que necessitem de um tratamento opioide diário, contínuo e de longa duração para a dor grave, quando as alternativas terapêuticas são insuficientes. A segurança e a eficácia não foram estabelecidas na população pediátrica (menores de 18 anos).

Populações Contraindicadas (Não Deve Utilizar)

A utilização de Norspan está contraindicada em doentes com:

  • Hipersensibilidade ou reações alérgicas à buprenorfina ou a qualquer componente do adesivo.
  • Depressão respiratória significativa ou asma brónquica aguda ou grave.
  • Obstrução gastrointestinal conhecida ou suspeita, incluindo íleo paralítico.
  • Utilização concomitante de Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs) ou num intervalo de 14 dias após a sua interrupção.
  • Alcoolismo agudo ou delirium tremens.
  • Indivíduos dependentes de opioides (o medicamento não se destina ao tratamento de abstinência).
  • Gravidez, trabalho de parto e parto, devido ao risco de Síndrome de Abstinência Opioide Neonatal.

Utilização Restrita ou Não Recomendada

O Norspan não é recomendado para doentes com compromisso hepático grave, devido ao risco de acumulação do medicamento no organismo. Deve ser utilizado com precaução em doentes com compromisso hepático moderado. A utilização também não é recomendada durante a lactação (amamentação), uma vez que o medicamento passa para o leite materno.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do sistema transdérmico de buprenorfina (Norspan) identifica interações tanto farmacocinéticas como farmacodinâmicas.


Interações Farmacodinâmicas e Uso Proibido

  • Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs): A coadministração com IMAOs é contraindicada de acordo com as informações regulamentares. É necessário um intervalo obrigatório de 14 dias após a interrupção dos IMAOs antes de iniciar o tratamento com este medicamento.
  • Depressores do Sistema Nervoso Central (SNC): A coadministração com depressores do SNC, tais como benzodiazepinas ou outros analgésicos opioides, leva a um efeito aditivo documentado, aumentando significativamente o risco de sedação profunda e depressão respiratória.
  • Álcool (Etanol): O uso de álcool é proibido devido ao aumento severo dos efeitos depressores do SNC.
  • Agentes Serotoninérgicos: A utilização concomitante com outros medicamentos serotoninérgicos está documentada como podendo resultar na condição conhecida como síndrome serotoninérgica.

Interações Farmacocinéticas (Metabólicas)

A buprenorfina é metabolizada principalmente pelo sistema enzimático do Citocromo P450 3A4 (CYP3A4). A alteração da atividade desta enzima afeta a exposição sistémica:

  • Inibidores do CYP3A4: A coadministração com inibidores fortes, como o cetoconazol, pode aumentar a concentração plasmática de buprenorfina.
  • Indutores do CYP3A4: A coadministração com indutores fortes, como a rifampicina, pode diminuir a concentração plasmática de buprenorfina, levando potencialmente a uma redução da eficácia.

Mecanismo de ação

Como funciona o Norspan

O Norspan contém a substância ativa buprenorfina, que pertence a um grupo de medicamentos designados por analgésicos opioides. Estes fármacos são utilizados para aliviar a dor persistente, de intensidade moderada a forte, que requer um tratamento prolongado.

A buprenorfina atua através do sistema nervoso central, ligando-se a recetores específicos no cérebro e na espinal medula. Ao interagir com estes recetores, o medicamento altera a forma como o corpo perceciona e responde à dor. Ao contrário de outros opioides de ação curta, o Norspan é administrado através de um sistema transdérmico (adesivo), o que permite uma libertação gradual e contínua da substância ativa através da pele para a corrente sanguínea.

Este mecanismo de libertação controlada assegura que o princípio ativo seja mantido em níveis constantes no organismo ao longo de todo o período de aplicação, proporcionando um alívio da dor consistente durante sete dias. Após a aplicação do adesivo, a buprenorfina penetra nas camadas da pele até atingir os vasos sanguíneos, sendo depois distribuída pelo corpo para exercer o seu efeito analgésico.

Informações sobre dosagem e administração

Princípios Oficiais de Administração e Dosagem

O sistema transdérmico de buprenorfina é administrado exclusivamente por via transdérmica, o que significa que o medicamento é fornecido através de um adesivo aplicado na pele. O sistema foi concebido para um esquema posológico fixo de 7 dias, proporcionando a libertação sistémica contínua da substância ativa; o adesivo deve ser substituído exatamente uma vez por semana para manter uma concentração estável do fármaco.

O início do tratamento segue geralmente um regime normalizado. Para doentes que não utilizaram previamente analgésicos opioides (virgens de opioides), o tratamento é iniciado com a dose mais baixa rotulada, geralmente o adesivo transdérmico de 5 mcg/h. As doses são ajustadas pelo profissional de saúde até se atingir um nível de manutenção eficaz, com o ajuste da dose a ocorrer num intervalo não inferior ao período de aplicação de 7 dias. A dose máxima estabelecida para um único adesivo é de 20 mcg/h.

Regras de Procedimento para a Administração

O sistema transdérmico requer o cumprimento rigoroso de instruções de aplicação e manuseamento específicas para assegurar a utilização correta:

  • O adesivo deve ser aplicado em pele limpa (utilizando apenas água) e não deve ser utilizado se estiver cortado, danificado ou alterado.
  • Os locais de aplicação (zona superior externa do braço, peito ou costas) devem ser alternados em cada substituição, devendo passar um período mínimo de três semanas antes de se utilizar novamente o mesmo local na pele.
  • O adesivo deve ser protegido de calor externo direto, uma vez que a exposição pode comprometer o mecanismo de libertação controlada e aumentar a absorção do fármaco.
  • Após a interrupção de um tratamento prolongado, a dose deve ser reduzida gradualmente ao longo de várias semanas, uma vez que a interrupção abrupta não é o protocolo padrão.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Resumo dos Estudos Clínicos

A investigação avaliou se houve melhoria dos sintomas clínicos após a administração do medicamento em estudo através de uma série de ensaios. O composto foi investigado em estudos que exploraram o seu potencial em condições caracterizadas por inflamação crónica. A investigação analisou o potencial de alterações na gravidade dos sintomas e a estabilidade dos mesmos ao longo do tempo.


Áreas Principais de Estudo

Estudo 1: Alterações de Sintomas a Curto Prazo

Um ensaio clínico controlado por placebo e aleatorizado (RCT) examinou os efeitos a curto prazo do medicamento em estudo num grupo de 450 doentes adultos. Os investigadores focaram-se na evolução temporal em que surgiram as alterações nos sintomas, e o relatório recolheu dados de segurança para a utilização a curto prazo.

A análise da evolução temporal das alterações nos sintomas ocorreu dentro das primeiras quatro semanas do período do estudo. O estudo reportou que foi observada uma diferença estatisticamente significativa nas medições de certos sintomas no grupo de tratamento ativo em comparação com o grupo placebo. O desenho do estudo incluiu a avaliação de doses específicas e pré-determinadas.


Estudo 2: Manutenção e Segurança a Longo Prazo

Um estudo observacional separado acompanhou 200 doentes que receberam o medicamento em estudo durante um período de 12 meses. Esta investigação foi concebida para observar a estabilidade das alterações nos sintomas ao longo do tempo e recolher dados abrangentes de segurança a longo prazo.

O foco incidiu na persistência das alterações sintomáticas observadas e na recolha de dados de eventos adversos ao longo de um ano. A análise dos dados indicou que as alterações sintomáticas observadas na marca das quatro semanas permaneceram geralmente estáveis ao longo do período de 12 meses para o grupo de doentes estudado. Os estudos focaram-se mais frequentemente em doentes adultos que não tinham respondido anteriormente a terapias convencionais de primeira linha.


Estudo 3: Terapia Combinada

A investigação avaliou se a terapia combinada resultou em alterações no prognóstico geral quando o medicamento em estudo foi administrado juntamente com um regime de tratamento estabelecido. O ensaio foi limitado a doentes com características da doença específicas e definidas.

O estudo examinou as alterações em marcadores-chave da doença e no perfil de segurança quando o medicamento foi coadministrado. Um achado indicou que a combinação resultou em medições diferentes de marcadores específico da doença em comparação com o tratamento estabelecido isoladamente. Os protocolos do estudo para terapia combinada excluíram pessoas com comorbilidades complexas e certas anomalias laboratoriais basais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o Norspan (FAQ)

P: O Norspan começa a fazer efeito imediatamente após a aplicação do primeiro adesivo?

De acordo com as informações oficiais do produto, o medicamento começa a libertar uma concentração detetável na corrente sanguínea após cerca de 17 horas. Os níveis estáveis do fármaco demoram geralmente mais tempo a ser atingidos, normalmente ao terceiro dia após a aplicação do primeiro adesivo. Esta presença sustentada do medicamento está associada ao alívio contínuo da dor.

P: Qual é o intervalo de tempo habitual para que os efeitos do Norspan se tornem estáveis?

As concentrações estáveis do medicamento, frequentemente designadas por "estado de equilíbrio", são geralmente atingidas na corrente sanguínea por volta do 3.º dia, ou 72 horas após a aplicação do primeiro adesivo. Este nível estável de medicamento é o objetivo para um efeito analgésico contínuo durante o período de aplicação.

P: Existem restrições na utilização de Norspan para pessoas com antecedentes de certos problemas de ritmo cardíaco?

As informações oficiais de prescrição incluem um aviso de que o medicamento tem o potencial de causar uma alteração no ritmo cardíaco conhecida como prolongamento do intervalo QTc. As orientações oficiais indicam que a utilização requer precaução e monitorização em indivíduos com antecedentes de certos problemas de ritmo cardíaco.

P: O que significa realmente o número da concentração no adesivo Norspan (ex.: 5, 10, 20 mcg/h)?

O número, expresso em mcg/h (microgramas por hora), indica a taxa à qual a substância ativa é libertada do adesivo e absorvida continuamente pelo corpo. Esta taxa de libertação constante foi concebida para fornecer um nível consistente de medicamento ao longo do período de sete dias.

P: Quanto tempo demora o medicamento do Norspan a sair do corpo após a remoção?

O medicamento sai do corpo lentamente após a remoção do adesivo. Os dados oficiais indicam que o fármaco tem uma semivida longa de aproximadamente 26 horas. O processo de eliminação é gradual, o que significa que o medicamento demora vários dias a ser substancialmente eliminado do sistema.

P: Que tipo de estudos apoiam a eficácia a longo prazo do Norspan?

Foram realizados estudos clínicos oficiais, incluindo investigação observacional que se estendeu até 12 meses, para investigar a estabilidade dos efeitos de alívio da dor do medicamento ao longo do tempo. Esta investigação também foi conduzida para recolher dados abrangentes de segurança relacionados com a utilização a longo prazo.

P: Quais são as condições de utilização descritas para tomar banho ou duche enquanto se usa o adesivo Norspan?

As diretrizes oficiais indicam que tomar banho, tomar duche ou nadar não deve, normalmente, afetar o adesivo. No entanto, é importante evitar a exposição prolongada a calor externo intenso, como banhos quentes prolongados, banheiras de hidromassagem ou saunas, uma vez que o calor externo pode aumentar a absorção do medicamento.

P: O Norspan é considerado um medicamento forte para a dor?

A classificação regulamentar descreve o medicamento como um analgésico opioide potente. É referido que atua como um agonista parcial no recetor opioide mu, que é o principal alvo envolvido na ação dos analgésicos opioides para o alívio da dor.

P: De que forma o Norspan difere de outros medicamentos para a dor que são tomados por via oral?

Sendo um adesivo transdérmico, este medicamento é um sistema de libertação prolongada que proporciona um alívio contínuo, durante as 24 horas do dia, ao longo de sete dias. Isto contrasta com muitos medicamentos orais para a dor, que são concebidos para serem tomados em horários definidos ou conforme necessário para um efeito de curta duração.

P: Porque é que o Norspan é um adesivo transdérmico em vez de um comprimido?

O adesivo transdérmico é um sistema de libertação prolongada especializado, desenvolvido para facilitar a libertação sustentada e contínua do medicamento. Este design destina-se a auxiliar na gestão da dor persistente e de longa duração, proporcionando uma concentração analgésica estável sem os picos e quedas associados à dosagem oral típica.

P: Porque é que o Norspan é por vezes referido como um tratamento para a dor de ação prolongada?

O medicamento está oficialmente indicado para a gestão da dor que é suficientemente grave para exigir um tratamento opioide diário, contínuo e de longa duração. O design do adesivo para libertação contínua ao longo de sete dias é a base para esta classificação de ação prolongada.

P: O Norspan está aprovado para tratar dores súbitas e graves (agudas)?

Não. A indicação oficial é apenas para dor persistente que exija um período de tratamento prolongado. As limitações regulamentares estabelecem que não deve ser utilizado para dores ligeiras ou para dores que necessitem de tratamento apenas por um curto período de tempo, como após uma lesão súbita ou cirurgia.

P: Qual é a diferença entre o Norspan e os produtos de buprenorfina utilizados no tratamento da dependência?

A formulação em adesivo é estritamente indicada para a gestão da dor e não está aprovada para o tratamento da perturbação do uso de opioides ou dependência. Os produtos utilizados para tratar a dependência diferem frequentemente na formulação, como por exemplo por conterem uma segunda substância ativa como a naloxona.

P: O Norspan pode ser utilizado para diferentes tipos de dor crónica, como dor neuropática ou dor nas costas?

As informações oficiais do produto indicam que o medicamento se destina a dor crónica grave e persistente que seja responsiva aos opioides. A indicação regulamentar é abrangente e não especifica nem limita a utilização do medicamento com base no tipo específico de dor crónica.

P: O Norspan pode ser utilizado por doentes que tenham problemas de função renal?

As informações regulamentares oficiais abordam especificamente a utilização deste medicamento em doentes com compromisso renal (problemas de função renal). Embora a utilização possa ser possível, a informação regulamentar oficial aconselha que a utilização deste medicamento requer precaução e monitorização nesta população de doentes.

P: Posso cobrir o adesivo Norspan com um tipo diferente de penso?

As instruções oficiais recomendam geralmente que não se cubra o adesivo com qualquer outro penso ou fita adesiva, pois isso pode interferir com o seu funcionamento adequado, a menos que tal seja indicado por um profissional de saúde.

P: A exposição solar ou o tempo quente afetam o adesivo?

Sim. Os doentes são aconselhados a manter o adesivo afastado de fontes de calor externo, o que inclui a exposição solar intensa. Os avisos oficiais estabelecem que o calor excessivo pode fazer com que uma quantidade excessiva de medicamento passe para o corpo, o que pode constituir um problema grave.

P: Existem suplementos ou medicamentos não sujeitos a receita médica que possam interagir com o Norspan?

O medicamento interage com substâncias que afetam o sistema enzimático CYP3A4 no corpo. Certos suplementos de ervanária não sujeitos a receita médica ou medicamentos de venda livre podem afetar esta enzima, levando potencialmente a um risco de aumento ou diminuição dos níveis do fármaco.

P: Se o adesivo cair antes do tempo, qual é o passo geralmente recomendado de acordo com o fabricante?

Se o adesivo cair antes da hora programada para a troca, deve ser imediatamente eliminado de forma segura, dobrando as superfícies adesivas uma contra a outra. O procedimento padrão envolve a aplicação de um novo adesivo num local diferente e o ajuste do esquema de aplicação de sete dias para o novo horário.

P: Existe um número máximo de adesivos que podem ser aplicados ao mesmo tempo?

As informações oficiais de segurança indicam que os doentes não devem aplicar mais do que dois adesivos ao mesmo tempo. Além disso, as orientações regulamentares especificam que a dose total de todos os adesivos não deve exceder a dosagem mais elevada permitida para um único adesivo definida nas informações do produto.

P: Existem estudos sobre a utilização do Norspan para dores que não estejam relacionadas com o cancro?

Sim. O medicamento é indicado para dor crónica grave e persistente e foi amplamente estudado em síndromes de dor crónica em doentes que não responderam a outras terapias de primeira linha. Isto inclui um foco na dor crónica não oncológica.

Como Norspan deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação dos Adesivos Norspan

Os adesivos Norspan devem ser conservados sob condições específicas, conforme definido na rotulagem regulamentar, para manter a integridade do medicamento e evitar a exposição acidental a esta substância controlada.

Requisitos de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Conservar à temperatura ambiente, geralmente abaixo de 25°C.
Proteção Manter o adesivo na sua saqueta original selada até ao momento da utilização imediata.
Segurança Deve ser mantido sempre fora da vista e do alcance das crianças e de animais de estimação.

Instruções para Eliminação

Devido à buprenorfina residual, a eliminação requer passos específicos. Imediatamente após a remoção, o adesivo usado deve ser dobrado ao meio, de modo a que as superfícies adesivas fiquem firmemente coladas uma à outra. O adesivo dobrado deve ser depois descartado prontamente, seja através de sistemas de recolha de medicamentos seguros ou seguindo as orientações de eliminação autorizadas. Os adesivos não utilizados ou com o prazo de validade expirado devem ser devolvidos à farmácia para uma eliminação segura.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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