Nipaxon

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Nipaxon

O Nipaxon é uma preparação farmacêutica cujo principal composto ativo é a noscapina, um medicamento de ação central utilizado para o alívio sintomático da tosse. Está classificado como um agente antitússico, especificamente concebido para suprimir o reflexo da tosse.

Propriedade Descrição
Princípio ativo Noscapina (DCI)
Forma Forma sólida oral (ex: comprimido)
Classe farmacológica Agente antitússico / Supressor da tosse
Uso comum Alívio sintomático da tosse não produtiva
Origem Derivado de produto natural (alcaloide do ópio)

Que tipo de medicamento é o Nipaxon (Noscapina)?

O Nipaxon é um supressor da tosse que pertence à classe farmacológica dos agentes antitússicos, os quais atuam através do controlo central do reflexo da tosse. A sua função principal é proporcionar alívio sintomático ao diminuir a frequência e a intensidade dos episódios de tosse. O princípio ativo, a noscapina, está listado no Sistema de Classificação Anatómica Terapêutica Química (ATC) sob o código R05DA07, confirmando a sua designação entre os agentes utilizados para a supressão da tosse. Estudos farmacológicos publicados em revistas científicas reconhecidas têm sustentado a eficácia da noscapina como uma escolha terapêutica padrão para a tosse crónica e irritativa.


Composição e Origem: A noscapina é um derivado narcótico do ópio?

O princípio ativo é a noscapina, um alcaloide benzilisoquinolínico derivado da papoila do ópio (Papaver somniferum), o que a categoriza como um alcaloide do ópio e um derivado de produto natural. No entanto, esta substância é fundamentalmente não narcótica; não apresenta as propriedades analgésicas, eufóricas ou aditivas significativas dos derivados opioides tradicionais. Esta distinção é importante, estabelecendo o seu perfil como um antitússico geralmente não sedativo. Uma vez que o Nipaxon é habitualmente formulado como um produto de princípio ativo único, a sua composição foca-se inteiramente nos efeitos da noscapina, combinada com os excipientes farmacêuticos necessários para a formulação oral.


Como é utilizado o Nipaxon no alívio da tosse?

O Nipaxon é utilizado geralmente para proporcionar um controlo central eficaz da tosse em episódios de tosse não produtiva ou seca. A substância cumpre o seu propósito geral ao atuar em recetores sigma específicos no tronco cerebral, o que eleva eficazmente o limiar necessário para que o corpo inicie o reflexo da tosse. Esta distinção é clinicamente reconhecida por permitir o alívio sem o risco de sedação, tornando-o uma opção preferencial para doentes que necessitam de manter as suas funções habituais durante o dia sem interrupções.

Quais efeitos secundários são possíveis com Nipaxon?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Como todos os medicamentos, o Nipaxon pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. A maioria dos efeitos relatados é de natureza ligeira e transitória, desaparecendo frequentemente com a continuação do tratamento ou após a interrupção da utilização.

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem distúrbios gastrointestinais, tais como náuseas, desconforto abdominal ou obstipação. Em casos mais raros, podem ocorrer reações de hipersensibilidade, que se podem manifestar através de erupções cutâneas, comichão ou urticária. Se sentir sintomas de uma reação alérgica grave, como inchaço do rosto, lábios ou garganta, ou dificuldade em respirar, deve interromper a utilização e procurar assistência médica imediata.

Foram também referidos casos isolados de tonturas ou sonolência. Se for afetado por estes sintomas, deve ter precaução ao conduzir veículos ou ao utilizar máquinas.

Precauções e advertências

O Nipaxon não deve ser utilizado por indivíduos com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer outro componente da formulação. É fundamental respeitar a dose recomendada, uma vez que o uso excessivo não aumenta a eficácia e pode elevar o risco de reações adversas.

Antes de iniciar a utilização, os doentes com antecedentes de problemas respiratórios crónicos, como asma ou enfisema, devem consultar um profissional de saúde. A utilização de supressores da tosse em doentes que produzem uma quantidade excessiva de muco deve ser feita com cautela, pois a inibição do reflexo da tosse pode dificultar a expulsão das secreções.

Interações e grupos especiais

Embora não existam interações medicamentosas amplamente documentadas para o Nipaxon, recomenda-se precaução ao combinar este medicamento com outros depressores do sistema nervoso central ou outros fármacos para a tosse e constipações.

Relativamente à gravidez e amamentação, a segurança do Nipaxon nestes períodos não foi estabelecida de forma definitiva. Nestas situações, o medicamento só deve ser utilizado sob orientação direta de um médico, após uma avaliação cuidadosa da relação benefício-risco. No caso da população pediátrica, deve-se seguir estritamente as instruções de dosagem específicas para a idade e peso da criança, conforme indicado no folheto informativo ou prescrito por um clínico.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As manifestações de sobredosagem com Nipaxon (noscapina) documentadas em fontes regulamentares envolvem principalmente efeitos agudos no Sistema Nervoso Central (SNC) e efeitos autonómicos. Os sinais documentados de exposição excessiva incluem distúrbios neurológicos como alucinações, perda de coordenação e tremores, juntamente com pupilas dilatadas e efeitos gastrointestinais, tais como náuseas e vómitos.

Uma sobredosagem grave pode levar a resultados com risco de vida, incluindo depressão respiratória grave, falência circulatória e o aprofundamento do estado de coma. Estas consequências documentadas confirmam o potencial para resultados fatais e exigem uma intervenção clínica urgente.

Deve ser procurada assistência médica imediata sem demora caso se suspeite de uma sobredosagem, uma vez que o tratamento hospitalar urgente é frequentemente necessário. A abordagem de gestão oficial consiste num programa de tratamento sintomático e de suporte. Isto inclui a correção imediata da anóxia através da manutenção da desobstrução das vias respiratórias e do fornecimento de oxigénio. Procedimentos como a descontaminação gástrica podem também estar indicados. Está documentado que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem com noscapina.

Usos terapêuticos de Nipaxon

O que o Nipaxon trata: principais utilizações e benefícios

O Nipaxon é habitualmente utilizado para proporcionar o alívio sintomático de padrões de tosse seca ou tosse não produtiva em diversos contextos clínicos comuns. O seu princípio ativo, a noscapina, está indicado principalmente para tratar a tosse não produtiva e irritativa, frequentemente descrita como uma sensação de picada ou formigueiro na garganta. Esta aplicação torna o medicamento adequado em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou disruptivos.


Foco nos Sintomas e Benefício Terapêutico

O fármaco é geralmente utilizado em condições que apresentam episódios agudos de constipação comum e gripe, ajudando também a gerir os sintomas relacionados com a irritação persistente de uma tosse pós-infeciosa. Estas indicações inserem-se em áreas terapêuticas onde é necessário um suporte sintomático adicional, visando sobretudo sintomas que são irritativos, de frequência elevada e que prejudicam o funcionamento normal do indivíduo.

Este alívio sintomático ajuda a atenuar a carga global dos sintomas, o que favorece o conforto diário durante os períodos de doença. Sendo um antitússico não narcótico, o Nipaxon é geralmente não sedativo, o que é relevante em situações onde é apropriado manter o estado de alerta e a estabilidade funcional. Este perfil auxilia o doente durante episódios de maior desconforto, proporcionando um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.


Facto Rápido: Alívio para Tosse Disruptiva
Foco: Gestão de sintomas que criam um esforço funcional percetível resultante de tosses secas e não produtivas e episódios intensos de elevada frequência.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Nipaxon?

A elegibilidade para o uso de Nipaxon (noscapina) é determinada por critérios regulamentares oficiais, focados em grupos populacionais específicos e no estado clínico.

Estado de Elegibilidade População ou Condição Aplicável
Uso Autorizado Adultos e adolescentes (a partir de uma idade mínima especificada) que apresentem uma tosse seca e não produtiva e que não possuam contraindicações listadas.
Contraindicado Indivíduos com hipersensibilidade conhecida à noscapina ou aos seus excipientes. O uso é também oficialmente contraindicado para mulheres grávidas em algumas classificações regulamentares.
Não Recomendado O uso é geralmente não recomendado em mulheres a amamentar. O medicamento também não é indicado para tosses que sejam produtivas (tosse com expetoração) ou para aquelas associadas a asma grave ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC).

O perfil de elegibilidade pediátrica impõe restrições regulamentares rigorosas, com a noscapina a ser não recomendada para crianças abaixo de uma determinada idade (por exemplo, seis anos, dependendo do produto e da formulação). Foram emitidos avisos de segurança pública específicos contra a utilização de xaropes ou supositórios de noscapina de manipulação extemporânea em crianças pequenas. A rotulagem oficial disponível não especifica uma contraindicação ou restrição explícita para doentes com insuficiência renal ou hepática grave. A elegibilidade está, assim, limitada a populações adultas e adolescentes que estejam isentas das condições de não elegibilidade documentadas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Nipaxon (noscapina) detalha restrições farmacocinéticas e farmacodinâmicas específicas para a sua administração concomitante com outras substâncias.

Combinações contraindicadas e restrições

A coadministração com inibidores da monoamino-oxidase (IMAO) é estritamente proibida, com base em avisos regulamentares relativos ao potencial para resultados de interação desconhecidos e graves. Aplica-se também uma restrição à combinação de Nipaxon com expetorantes ou mucolíticos, uma vez que esta ação contraria o efeito farmacológico pretendido do agente antitússico.

Interações farmacocinéticas e de alteração da exposição

A noscapina está documentada como um inibidor das enzimas hepáticas Citocromo P450 2C9 (CYP2C9) e CYP2C19. Esta inibição pode levar a concentrações plasmáticas significativamente alteradas de medicamentos metabolizados por estas enzimas. O resultado documentado com maior relevância clínica é a interação com anticoagulantes como a varfarina e derivados cumarínicos relacionados (por exemplo, acenocumarol e fencuprocomona). A coadministração pode aumentar o Rácio Internacional Normalizado (INR), potenciando, desta forma, o efeito anticoagulante.

Efeitos farmacodinâmicos e populações especiais

A noscapina pode produzir efeitos aditivos no sistema nervoso central. Dados regulamentares indicam que os efeitos do álcool e de outras substâncias de ação sedativa central (tais como hipnóticos) podem ser aumentados quando tomados simultaneamente. Além disso, recomenda-se precaução em doentes com insuficiência hepática ou renal grave, uma vez que a alteração da sua farmacocinética pode aumentar a relevância global e a gravidade das interações medicamentosas documentadas.

Mecanismo de ação

Modulação Central do Limiar do Reflexo da Tosse

O principal mecanismo farmacodinâmico da noscapina (o composto ativo do Nipaxon) reside na sua ação como agonista do recetor sigma-1 (sigma1). Esta interação molecular de elevada afinidade ocorre de forma seletiva no sistema nervoso central, especificamente no centro bolbar da tosse, localizado no tronco cerebral. A ativação do recetor sigma-1 modifica a excitabilidade neuronal, o que resulta funcionalmente num aumento do limiar para o início da tosse. A alteração fisiológica daí resultante consiste numa modulação direcionada do estímulo central responsável pelo reflexo da tosse.

Regulação da Potenciação do Sinal Aferente

Para além do seu efeito central, a noscapina atua como um antagonista não competitivo do recetor B2 da bradicinina. A bradicinina é um mediador peptídico que sensibiliza as fibras nervosas aferentes que transportam os sinais de irritação das vias respiratórias para o sistema nervoso central. Ao interferir com o recetor B2, a noscapina reduz a potenciação química desta sinalização aferente. Este mecanismo secundário contribui para a regulação global da via da tosse através da redução da sensibilização periférica.

Informações sobre dosagem e administração

O Nipaxon, cujo composto ativo é a noscapina, é administrado por via oral, estando disponível em formulações de comprimidos e xarope. O protocolo oficial de utilização estabelece esquemas posológicos claros e restrições de administração que devem ser respeitados.


Posologia e Frequência Registadas

O esquema de administração padrão define um intervalo e uma frequência posológica específicos. Para adultos, a dose oral típica varia entre 15 mg e 30 mg por dose individual, a ser tomada a cada quatro a seis horas, conforme necessário. A dose diária total máxima é geralmente limitada a 180 mg em 24 horas. Os limites de dose estabelecidos não devem ser excedidos.


Contexto da Toma e Limite de Duração

Uma condição fundamental para a administração especifica o momento da toma em relação às refeições: o medicamento deve ser tomado aproximadamente uma hora antes das refeições. O uso de noscapina destina-se apenas a um curto período de tempo. O protocolo oficial de utilização inclui uma restrição definitiva quanto à duração da administração: se a tosse persistir por mais de duas semanas, o doente deve procurar uma avaliação profissional adicional.


Administração em Populações Específicas

As regras de dosagem para doentes pediátricos também estão documentadas. Para crianças com idade compreendida entre os 6 e menos de 12 anos, a dose recomendada é geralmente de 7,5 mg a 15 mg a cada quatro ou seis horas, com um limite máximo de 90 mg em 24 horas. Para crianças mais novas, com idade entre os 2 e menos de 6 anos, a dose é inferior, variando entre 3,75 mg e 7,5 mg por dose, não excedendo os 45 mg diários. Para crianças com menos de dois anos de idade, uma dosagem padronizada não é geralmente recomendada em documentos regulamentares de alto nível. A utilização de formas líquidas exige o uso de um dispositivo de medição calibrado para garantir uma dosagem precisa.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Nipaxon


Base de Evidência para o Alívio Sintomático da Tosse Seca

A investigação científica estudou a noscapina, a substância ativa do Nipaxon, em ensaios concebidos para explorar como esta foi observada em estudos que analisam a alteração dos sintomas ao longo do tempo. Estes estudos incluíram principalmente Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados e ensaios comparativos, que são desenhos aplicados em estudos que examinam as experiências relatadas pelos doentes sobre a gravidade da tosse. As populações observadas foram, geralmente, adultos em regime de ambulatório com tosse aguda associada a episódios agudos ou disruptivos, frequentemente derivados de infeções do trato respiratório superior. Os ensaios monitorizaram resultados relacionados com a frequência e intensidade da tosse, utilizando tipicamente questionários para doentes e escalas de avaliação para acompanhar resultados relacionados com o funcionamento diário ou nível de atividade.

Os resultados destes estudos de curto prazo descrevem padrões observados nas investigações ao longo de intervalos de tempo definidos. A investigação explorou a forma como os sintomas evoluíram nas populações observadas quando a noscapina foi estudada em comparação com um placebo (uma substância inativa). A investigação contribui para a descrição dos padrões de sintomas durante períodos de maior atividade sintomática.


O Papel dos Estudos Farmacocinéticos

A noscapina foi estudada quanto à sua farmacocinética, um campo de investigação que examina como o corpo processa o medicamento — especificamente, como este é absorvido, metabolizado e eliminado. Estes estudos envolvem ensaios de bioequivalência e de dose única, realizados principalmente em voluntários adultos saudáveis. A investigação focou-se em resultados como a concentração máxima do fármaco na corrente sanguínea e a taxa à qual este é eliminado do corpo.

Os investigadores também descreveram que a exposição medida ao fármaco foi observada, em alguns estudos, como aumentando desproporcionalmente com o aumento da dose, indicando um padrão de processamento não linear. As descobertas ajudam a contextualizar a forma como os doentes relataram a sua experiência, mas a investigação fornece contexto e não previsões individuais.


Principais Lacunas e Incertezas na Investigação

A maior parte da evidência disponível relativa ao efeito do fármaco foi observada em investigações que exploram alterações sintomáticas de curto prazo durante doenças agudas. As durações de acompanhamento foram limitadas, o que significa que existe informação limitada para resultados a longo prazo ou para a durabilidade da alteração sintomática.

A investigação explorou o uso de noscapina em grupos de doentes para além da população adulta geral, e foi observada investigação e vigilância pós-comercialização estruturada em crianças. No entanto, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Uma limitação notável é que a evidência comparativa é escassa face a muitos dos supressores da tosse de geração mais recente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Nipaxon (FAQ)


P: O Nipaxon afeta os rins ou o fígado?

As informações oficiais do produto referem que é recomendada precaução para doentes que já apresentem insuficiência renal ou hepática (fígado) grave. Isto deve-se ao facto de a capacidade do organismo para processar o fármaco poder estar alterada nestas condições. Os documentos oficiais focam-se principalmente na necessidade de precaução em doentes com compromisso grave existente.


P: O Nipaxon é seguro para adultos mais velhos (idosos)?

A informação regulamentar indica que o fármaco deve ser objeto de precaução na população idosa. As notas de segurança oficiais observaram um potencial de insuficiência respiratória neste grupo de doentes quando a substância ativa é utilizada.


P: O Nipaxon está aprovado nos EUA (FDA) ou na Europa (EMA)?

Os documentos regulamentares da FDA (EUA) e a Classificação ATC internacional da OMS contêm informações de classificação e revisão para a substância ativa do fármaco. Isto confirma a sua classificação e inclusão sob supervisão regulamentar nestes sistemas globais.


P: O Nipaxon causa "névoa mental" ou dificuldade de concentração?

A informação oficial de segurança inclui a menção de efeitos adversos relacionados com o sistema nervoso central, tais como sonolência e tonturas. No entanto, termos específicos como "névoa mental" ou "dificuldade de concentração" não constam geralmente nos resumos regulamentares do medicamento.


P: O Nipaxon é utilizado para outras condições além das listadas nos documentos oficiais?

A substância ativa, noscapina, é classificada e utilizada principalmente como um agente antitússico para o alívio da tosse. No entanto, a investigação também explorou as suas propriedades noutras áreas, com alguns estudos a investigar a sua potencial atividade antineoplásica (anticancerígena).


P: O Nipaxon perde a sua eficácia ao longo do tempo?

As revisões de investigação oficial indicam que a evidência se foca primordialmente em alterações sintomáticas de curto prazo durante doenças agudas. Os dados atuais incluem informações limitadas sobre resultados a longo prazo, como, por exemplo, se a eficácia do fármaco poderá diminuir ao longo de períodos prolongados.


P: O Nipaxon pode afetar a minha capacidade de conduzir?

Os avisos regulamentares advertem que os efeitos do Nipaxon, particularmente quando combinado com substâncias de ação sedativa central, como o álcool, podem ser aumentados. Esta potenciação de efeitos está associada a um risco potencial que poderá afetar a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas.


P: O Nipaxon é isento de glúten ou adequado para pessoas com alergias?

Os documentos regulamentares estabelecem que o fármaco é contraindicado para qualquer pessoa com hipersensibilidade conhecida (alergia grave) à substância ativa ou aos seus excipientes (ingredientes inativos). Os resumos regulamentares gerais não fornecem habitualmente detalhes específicos abrangentes sobre alergias, como se o produto é isento de glúten.


P: O Nipaxon pode interagir com medicamentos comuns para a constipação de venda livre?

Os documentos regulamentares oficiais desaconselham a coadministração de Nipaxon com certos tipos de remédios para a constipação. A combinação com expetorantes ou mucolíticos é restrita porque estes são ingredientes comuns em preparados para a tosse de venda livre e podem contrariar o efeito farmacológico pretendido do fármaco.


P: Tomar Nipaxon requer monitorização regular ou análises ao sangue?

A toma do fármaco não requer geralmente monitorização regular para todos os doentes. No entanto, se o Nipaxon for coadministrado com anticoagulantes como a varfarina, os doentes poderão necessitar de monitorização regular (como o teste de INR) devido ao risco de aumento do efeito anticoagulante.


P: Quais são os ingredientes do comprimido/cápsula de Nipaxon?

O produto contém o composto ativo, a noscapina, juntamente com vários excipientes farmacêuticos (ingredientes inativos). Embora a lista completa de excipientes esteja documentada na rotulagem detalhada do produto, apenas a substância ativa é nomeada nos resumos regulamentares gerais.


P: Existe uma ligação entre o Nipaxon e alterações de humor?

A informação oficial de segurança inclui a menção de efeitos adversos relacionados com o sistema nervoso central, tais como cefaleias, sonolência e tonturas. No entanto, as alterações de humor não estão especificamente listadas como uma reação adversa documentada nos resumos regulamentares gerais.


P: Qual é a taxa de eficácia documentada do Nipaxon em ensaios clínicos?

A investigação estudou a eficácia do fármaco monitorizando resultados relacionados com a frequência e intensidade da tosse. Estes estudos utilizam questionários para doentes e escalas de avaliação para acompanhar as mudanças nos sintomas, mas não é fornecida uma taxa de eficácia numérica específica (por exemplo, uma percentagem de sucesso) nos resumos regulamentares.


P: Com que rapidez é que o Nipaxon começa a atuar após a sua toma?

Estudos farmacocinéticos indicam que a concentração máxima do fármaco na corrente sanguínea, que frequentemente se correlaciona com o início do efeito, é atingida aproximadamente uma hora após a sua toma oral.


P: Qual é a duração média de ação do Nipaxon?

Estudos farmacocinéticos indicam que o fármaco tem uma semivida de eliminação de aproximadamente 2,6 horas. As concentrações do fármaco na corrente sanguínea tornam-se tipicamente indetetáveis num período de quatro horas após a administração, fornecendo um intervalo de tempo para a sua atividade.


P: Posso tomar Nipaxon se tiver tensão arterial alta?

Os documentos regulamentares oficiais listam a doença hipertensiva (tensão arterial alta) como uma contraindicação para o uso do fármaco. A informação refere ainda um risco potencial de hemorragia intracraniana associado à hipertensão.


P: O Nipaxon é seguro para tomar com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

A literatura científica regulamentar indica que a noscapina poderá inibir o metabolismo (degradação) de certas substâncias, incluindo o analgésico comum ibuprofeno. Este efeito poderá potencialmente levar a níveis de concentração mais elevados de ibuprofeno no corpo quando os dois são tomados em conjunto.


P: Quanto tempo após interromper o Nipaxon é que os seus efeitos desaparecem?

Estudos farmacocinéticos indicam que o fármaco tem uma semivida de eliminação de aproximadamente 2,6 horas. As concentrações do fármaco na corrente sanguínea são tipicamente indetetáveis num período de quatro horas após a administração.


P: O Nipaxon tem algum efeito secundário sexual conhecido?

Algumas fontes encontradas na literatura publicada, que contribuem para o perfil de segurança mais amplo, citaram o potencial para uma perda de desejo sexual como um possível efeito adverso. Esta informação não é listada de forma consistente em todos os principais documentos regulamentares.

Como Nipaxon deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento e Manuseamento

O Nipaxon (noscapina) deve ser armazenado sob condições específicas definidas nos documentos regulamentares para manter a sua estabilidade e eficácia.

Requisito Condição
Temperatura Conservar abaixo de 30°C, habitualmente definida como Temperatura Ambiente Controlada.
Proteção Deve ser mantido fora da luz solar direta e armazenado num ambiente seco e controlado para evitar a degradação pela humidade.
Recipiente Mantenha o recipiente bem fechado para proteger o conteúdo higroscópico do ar e da humidade.
Segurança Infantil Guarde o medicamento fora da vista e do alcance das crianças para evitar a ingestão acidental.

Instruções de Eliminação

O Nipaxon não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com as diretrizes oficiais. A eliminação deve ser efetuada em conformidade com os regulamentos locais e através dos canais de resíduos farmacêuticos aprovados. O produto não deve ser deitado na sanita nem descartado no esgoto doméstico, uma vez que deve ser mantido afastado de cursos de água ou do solo para evitar a contaminação ambiental.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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