Nesina

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Nesina

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Nesina

Identidade e Classificação: O Inibidor da DPP-4

O Nesina é um medicamento anti-hiperglicémico sintético de administração oral, disponível apenas mediante receita médica. É caracterizado pela sua substância ativa, a Alogliptina (benzoato de alogliptina), utilizada na gestão dos níveis elevados de açúcar no sangue associados à Diabetes Mellitus Tipo 2. Com base em estudos farmacológicos, a Alogliptina é reconhecida clinicamente pelo seu mecanismo de ação direcionado no âmbito do tratamento da diabetes.

A Alogliptina está classificada como um inibidor da dipeptidil peptidase-4 (DPP-4), integrando a classe de medicamentos denominada "gliptinas". Esta classificação reflete o seu papel na melhoria da tolerância à glucose. Diferencialmente de classes de tratamento de diabetes mais antigas, a Alogliptina é um composto de origem sintética, derivado quimicamente e desenvolvido especificamente como uma opção oral para grupos de doentes adultos.

Composição e Forma: Comprimido de Dose Única ou de Combinação Fixa

O medicamento é fornecido na forma de comprimido para administração oral, contendo a substância química isolada Alogliptina. Esta formulação constitui um fator diferenciador central, uma vez que oferece flexibilidade ao regime terapêutico do doente.

A Alogliptina encontra-se disponível tanto como um produto de ingrediente único, como em combinações de dose fixa. A Alogliptina pode ser formulada em conjunto com outros agentes anti-hiperglicémicos complementares, tais como a Metformina ou a Pioglitazona, num único comprimido. Esta versatilidade permite a combinação de duas ações terapêuticas distintas sem que o doente tenha de tomar dois medicamentos separados.

Objetivo Geral: Reforço do Controlo Glicémico

O objetivo geral da Alogliptina é reforçar o controlo glicémico, apoiando os processos reguladores naturais do organismo. A sua ação é conseguida através da proteção das hormonas incretinas, que são libertadas naturalmente após a ingestão de alimentos. Ao preservar estas hormonas fundamentais, a Alogliptina promove a libertação adequada de insulina e limita a produção excessiva de açúcar pelo fígado de uma forma dependente da glucose. Este efeito regulador e direcionado é o benefício fundamental que a Alogliptina oferece na gestão do açúcar elevado no sangue, como a melhoria dos níveis de glucose no sangue quando estes se encontram elevados após uma refeição.

Quais efeitos secundários são possíveis com Nesina?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Como todos os medicamentos, este fármaco pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. É fundamental monitorizar a resposta do organismo e consultar um profissional de saúde se surgirem sintomas persistentes ou preocupantes.

Efeitos secundários graves

Deve interromper a toma do medicamento e contactar assistência médica imediata se verificar sinais de uma reação alérgica grave, tais como inchaço da face, lábios, língua ou garganta, que podem causar dificuldade em respirar ou engolir, bem como urticária ou erupções cutâneas graves.

A pancreatite (inflamação do pâncreas) é um efeito secundário grave e potencialmente fatal. Contacte o seu médico se sentir uma dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas, acompanhada ou não de náuseas e vómitos.

Foram comunicados casos de insuficiência cardíaca em doentes que utilizam este tipo de medicação. Os sinais de alerta incluem falta de ar invulgar, cansaço excessivo ou inchaço nos tornozelos e pés.

Outros efeitos secundários comuns

Alguns dos efeitos secundários mais frequentemente relatados incluem:

  • Sintomas de infeção do trato respiratório superior, como dor de garganta, nariz entupido ou corrimento nasal.
  • Dores de cabeça.
  • Dor abdominal.
  • Erupção cutânea e comichão.

Advertências e precauções

Antes de iniciar o tratamento, informe o seu médico se tem ou já teve problemas renais ou hepáticos, uma vez que pode ser necessário ajustar a dosagem. Este medicamento não deve ser utilizado em doentes com diabetes tipo 1 ou para o tratamento da cetoacidose diabética.

Embora este fármaco, por si só, raramente cause níveis baixos de açúcar no sangue (hipoglicemia), o risco aumenta se for utilizado em combinação com outros antidiabéticos, como a insulina ou as sulfonilureias. Se sentir tonturas, tremores, fome excessiva ou sudação, poderá estar perante um quadro de hipoglicemia.

O uso deste medicamento não foi estabelecido em crianças e adolescentes com menos de 18 anos. Mulheres grávidas ou em período de amamentação devem consultar o médico antes de utilizar este produto, embora, por norma, a sua utilização não seja recomendada nestas circunstâncias.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Esta secção baseia-se exclusivamente na informação oficial sobre sobredosagem documentada em fontes regulamentares governamentais, como as informações de prescrição da alogliptina (Nesina).


Dados Regulamentares Oficiais sobre Sobredosagem

Estudos clínicos formais que envolveram a administração de doses elevadas de alogliptina documentaram um perfil de manifestações limitado.

Observação de Sobredosagem Detalhe da Rotulagem Regulamentar
Sintoma Documentado Cefaleia (dor de cabeça) ligeira (observada numa dose única 32 vezes superior à dose diária máxima recomendada).
Resultados Graves Nenhum especificamente documentado ou relatado na dose máxima testada.

Medidas de Emergência e Gestão

No caso de ocorrer uma sobredosagem, as autoridades regulamentares estabelecem ações imediatas específicas:

  • Procurar Assistência Médica: O doente deve procurar assistência médica de imediato ou contactar o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) para obter aconselhamento.
  • Estado do Antídoto: Não existe nenhum antídoto específico documentado para a sobredosagem com alogliptina.
  • Medidas de Suporte: A gestão clínica deve ser de suporte e sintomática, incluindo a monitorização clínica de acordo com o estado do doente. Procedimentos como a lavagem gástrica podem ser considerados.
  • Nota sobre Hemodiálise: A alogliptina é parcialmente removível por hemodiálise, o que pode ser uma consideração na gestão do quadro clínico, particularmente em doentes com compromisso renal.

Usos terapêuticos de Nesina

O Nesina (Alogliptina) é habitualmente utilizado como uma ferramenta para melhorar o controlo da Diabetes mellitus Tipo 2, uma doença que envolve um desequilíbrio sistémico na qual o organismo tem dificuldade em manter níveis normais de açúcar no sangue. A Alogliptina desempenha um papel na gestão e redução dos níveis de açúcar no sangue em adultos, quando a dieta e o exercício, por si só, não permitem obter um controlo adequado. Este medicamento é indicado em situações que envolvem hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) persistente e valores elevados de marcadores como a HbA1c (hemoglobina glicada). A sua utilização principal foca-se no apoio à gestão do açúcar no sangue quando a condição não está devidamente controlada.

Este medicamento é relevante para atenuar sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, incluindo a elevação crónica da média de açúcar no sangue e os picos de glucose pronunciados que ocorrem após as refeições. É geralmente utilizado em situações onde a gestão de suporte dos sintomas é apropriada, servindo como um complemento à dieta e ao exercício ou como uma terapia adicional a outros medicamentos para a diabetes. Esta abordagem auxilia na manutenção da estabilidade funcional de adultos, incluindo adultos mais velhos e indivíduos com risco cardiovascular existente. Ao apoiar a gestão das flutuações do açúcar no sangue, o medicamento contribui para a melhoria do conforto diário e promove uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis.


Facto Rápido: Alívio da Hiperglicemia e dos Picos Pós-Refeição

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Nesina (Alogliptina)

O perfil regulamentar oficial do Nesina (alogliptina) define rigorosamente a elegibilidade da população com base no estado da doença, idade e função dos órgãos.

Categoria Estatuto Regulamentar / Regra Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Adultos (com idade igual ou superior a 18 anos) com Diabetes Mellitus Tipo 2 (DMT2).
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com antecedentes de reações graves de hipersensibilidade à alogliptina, incluindo anafilaxia ou angioedema.

Declarações oficiais de elegibilidade:

  • O uso não é recomendado em doentes com Diabetes Mellitus Tipo 1, Cetoacidose Diabética ou Insuficiência Hepática Grave.
  • O uso pediátrico (menores de 18 anos) não é recomendado, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas neste grupo etário.
  • A elegibilidade é condicional para doentes com insuficiência renal moderada ou grave; o uso é permitido, mas exige um ajuste obrigatório da dose com base no grau de declínio da função renal.
  • O uso durante a gravidez e a amamentação é, geralmente, não recomendado devido aos dados humanos limitados ou insuficientes disponíveis para estas populações.

Ligação ao perfil geral de elegibilidade:

Os documentos regulamentares estabelecem a elegibilidade focando-se na doença específica (Diabetes Tipo 2) e na idade mínima (adultos), proibindo a utilização em pessoas com histórico de hipersensibilidade. A utilização condicional é definida para doentes com função reduzida de órgãos (insuficiência renal), e a não recomendação aplica-se quando os dados humanos são insuficientes (gravidez/lactação).

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Âmbito das Interações

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de interação da alogliptina (Nesina) principalmente pela sua ausência de impacto significativo no processamento metabólico da maioria dos medicamentos administrados em simultâneo.

As categorias de produtos medicinais com interações documentadas incluem os secretagogos de insulina (por exemplo, sulfonilureias) e a insulina. Os medicamentos específicos que não demonstraram interações farmacocinéticas clinicamente relevantes incluem a metformina, pioglitazona, digoxina, atorvastatina e varfarina.

Declarações Oficiais sobre Interações

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Farmacodinâmica A coadministração com insulina ou um secretagogo de insulina está documentada como resultando num efeito aditivo que aumenta o risco de hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue).
Farmacocinética A alogliptina apresenta um metabolismo negligenciável pelo sistema CYP450 e não é um inibidor de enzimas ou transportadores fundamentais, resultando na ausência de interações farmacocinéticas esperadas com fármacos testados, como o cetoconazol ou a ciclosporina.
Alimentação/Horários Não está documentado qualquer efeito clinicamente significativo dos alimentos na exposição à alogliptina; o medicamento pode ser tomado independentemente das refeições.

Restrições no Contexto de Interação

Quando a alogliptina é utilizada numa combinação de dose fixa com metformina, a coadministração com outros fármacos que possam comprometer a função renal (por exemplo, AINEs, diuréticos) está associada a um risco acrescido de acumulação de metformina, particularmente em populações vulneráveis.

Mecanismo de ação

Como funciona o Nesina: Mecanismo de Ação

Inibição Direcionada da Enzima DPP-4

A Alogliptina atua através do bloqueio seletivo da enzima Dipeptidil Peptidase-4 (DPP-4). Esta inibição impede a desativação rápida das hormonas incretinas endógenas: o Péptido-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) e o Polipéptido insulinotrópico dependente da glucose (GIP). Como resultado, verifica-se um aumento dos níveis destas hormonas ativas em circulação no organismo.

Regulação Pancreática Dependente da Glucose

A presença prolongada de hormonas incretinas ativas modula sistemas fisiológicos fundamentais através da sua ação no pâncreas. Esta sinalização estimula a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas e, em simultâneo, suprime a libertação de glucagon pelas células alfa, mas apenas quando os níveis de açúcar no sangue estão elevados. Esta atividade dependente da glucose ajusta os padrões de secreção endócrina, influenciando a manutenção do equilíbrio fisiológico.

Controlo da Produção de Glucose no Fígado

A alteração resultante no equilíbrio entre a insulina e o glucagon induz mudanças fisiológicas sistémicas, particularmente ao nível do fígado. A redução da sinalização do glucagon diminui o estímulo para a Produção Hepática de Glucose (PHG), o que limita a quantidade de açúcar (tanto o armazenado como o recém-formado) que é libertada para a corrente sanguínea. Este mecanismo aciona um ciclo de regulação que influencia a homeostase da glucose a nível sistémico.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Nesina (Alogliptina)

A administração de Nesina é estritamente regida por diretrizes regulamentares oficiais, que definem os meios exatos, a frequência e os ajustes de dose necessários para uma utilização correta.

Protocolo de Administração e Posologia

O Nesina (Alogliptina) é tomado sob a forma de um comprimido oral único, uma vez por dia. O regime padrão oferece flexibilidade ao utilizador, uma vez que o medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos. Os comprimidos foram formulados para administração única e devem ser engolidos inteiros; não devem ser divididos nem esmagados.

No caso de esquecimento de uma dose, esta deve ser tomada assim que o doente se lembrar. No entanto, os doentes não devem tomar uma dose dupla para compensar uma administração omitida. Este medicamento destina-se, geralmente, a uma utilização a longo prazo como parte de um plano de gestão contínua.

Doses Padrão e Ajustadas

A dose diária recomendada mais comum para doentes adultos com função renal normal é de 25 mg. Este valor de 25 mg representa também a dose máxima recomendada por dia.

Um componente procedimental fundamental na utilização da Alogliptina envolve o ajuste da dose com base na função renal (rins) do doente, a qual deve ser avaliada antes do início do tratamento. Para doentes com função renal reduzida, a dose deve ser diminuída:

Grau de Insuficiência Renal Dose Diária (Uma Vez por Dia)
Moderada 12.5 mg
Grave ou Doença Renal em Fase Terminal (ESRD) 6.25 mg

Estes ajustes posológicos garantem que a administração é consistente com os padrões oficiais de segurança e utilização estabelecidos por organismos reguladores. Os doentes com ESRD ou que se encontrem em hemodiálise devem tomar a dose de 6.25 mg, independentemente do momento da sua sessão de diálise.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos do Nesina (Alogliptina)

Esta visão geral resume a estrutura e as observações relatadas na investigação clínica da alogliptina, incluindo os tipos de estudos realizados, as populações envolvidas e as áreas onde a investigação permanece incompleta.


Evidência para a Melhoria do Controlo da Glicose no Sangue na Diabetes Tipo 2

A investigação central que analisou a utilização da alogliptina para a melhoria do controlo glicémico em adultos com Diabetes Tipo 2 envolve múltiplos ensaios controlados e aleatorizados (ECA) de curto prazo (12–26 semanas) e de prazo intermédio (até 2 anos). Estes estudos compararam a alogliptina com um placebo ou com outros medicamentos ativos para a diabetes. Os investigadores estudaram o medicamento tanto quando utilizado isoladamente (monoterapia) como quando adicionado a outros tratamentos existentes em doentes cuja glicose no sangue não estava adequadamente controloada.

O que os Estudos Analisaram e Comunicaram

Nestes ensaios, os investigadores monitorizaram as alterações no marcador da glicose no sangue a longo prazo, a HbA1c, juntamente com a Glicose Plasmática em Jejum (GPJ) e a Glicose Pós-Prandial (GPP). Os ensaios relataram medições que demonstraram padrões de valores mais baixos de HbA1c, GPJ e GPP ao comparar o grupo da alogliptina com o grupo do placebo. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos, que incluíram medições destes biomarcadores-chave da glicose no sangue no contexto específico do estudo.


Foco da Investigação nos Resultados Cardiovasculares

Os organismos reguladores exigiram estudos dedicados de grande escala para investigar o perfil cardiovascular dos novos tratamentos para a diabetes. A alogliptina foi avaliada num ensaio clínico importante, de longo prazo, aleatorizado e controlado por placebo, conhecido como EXAMINE. Este estudo recrutou principalmente uma população de alto risco que tinha sofrido recentemente um evento cardiovascular agudo.

O principal resultado medido foi o tempo até à primeira ocorrência de um indicador combinado denominado Eventos Cardiovasculares Adversos Major (MACE). O ensaio principal de resultados cardiovasculares foi desenhado para avaliar se a taxa de ocorrência do indicador MACE não era pior (não inferioridade) com a alogliptina em comparação com o placebo; as observações do estudo alinharam-se com este objetivo de desenho de não inferioridade.


Lacunas na Investigação e Incertezas Remanescentes

A duração do acompanhamento foi limitada nos estudos de eficácia iniciais, o que significa que existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo na manutenção da glicose no sangue ao longo de muitos anos, particularmente quando comparada com todas as outras opções de tratamento. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e os dados para certos grupos, tais como crianças, mulheres grávidas e doentes com insuficiência hepática grave, permanecem insuficientes ou não foram estudados. A investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante aos padrões de grupo observados nestes estudos, e os resultados pessoais dos doentes podem variar.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Nesina (FAQ)


P: O Nesina é igual à metformina? Quais são as diferenças?

O Nesina (alogliptina) não é o mesmo que a metformina; pertencem a classes diferentes de medicamentos para a diabetes e atuam de formas distintas. As informações oficiais referem que o Nesina é um inibidor da DPP-4 que aumenta a libertação natural de insulina pelo organismo. A metformina é uma biguanida que atua principalmente reduzindo a quantidade de glicose produzida pelo fígado. Devido a estes mecanismos diferentes, são frequentemente utilizados em conjunto para auxiliar no controlo da glicemia.


P: O Nesina provoca aumento ou perda de peso?

De acordo com os dados dos ensaios clínicos, o Nesina utilizado isoladamente é geralmente considerado neutro em relação ao peso, o que significa que as alterações no peso corporal foram semelhantes entre os doentes que tomaram o medicamento e os que tomaram um placebo (uma substância inativa). As alterações no peso podem variar se o Nesina for tomado em combinação com outros medicamentos para a diabetes.


P: Existem grupos de alimentos ou suplementos que interagem com o Nesina?

Os documentos regulamentares confirmam que o Nesina não apresenta interações clinicamente significativas com os alimentos e pode ser tomado independentemente das refeições. Contudo, as informações oficiais sublinham que os doentes devem informar o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos não sujeitos a receita médica ou suplementos que estejam a tomar, uma vez que alguns podem conter ingredientes que afetam os níveis de glicose no sangue ou o tratamento global.


P: Porque é que os médicos prescrevem frequentemente o Nesina com outros fármacos para a diabetes?

O Nesina está aprovado para utilização como complemento à dieta e ao exercício e está também indicado para a terapia combinada com outros medicamentos antidiabéticos, como a metformina, as sulfonilureias ou a insulina. A terapia combinada, que utiliza fármacos com diferentes mecanismos, é uma abordagem aprovada que visa apoiar o controlo global da glicemia.


P: Quais são os benefícios a longo prazo do controlo da glicemia com o Nesina?

O objetivo central é melhorar o controlo glicémico através da redução da HbA1c (uma medida da média da glicose no sangue ao longo de dois a três meses). A manutenção do controlo glicémico está geralmente associada a um menor risco de complicações da diabetes a longo prazo. Os ensaios clínicos não estabeleceram evidência específica de redução de doenças cardíacas ou vasculares major (risco macrovascular) para a alogliptina.


P: O Nesina pode interagir com analgésicos comuns de venda livre?

Alogliptina (Nesina) apresenta, por si só, um baixo potencial de interações medicamentosas gerais. No entanto, as informações oficiais advertem que, se o doente estiver a tomar um produto de combinação de dose fixa que contenha metformina, é necessária precaução com certos medicamentos de venda livre, como os AINEs (por exemplo, analgésicos ou antipiréticos específicos). Estes podem afetar a função renal e aumentar o risco de efeitos secundários da metformina.


P: O Nesina é seguro para idosos com diabetes tipo 2?

A informação oficial indica que não foram observadas diferenças globais na segurança ou eficácia entre doentes idosos (65 anos ou mais) e doentes mais jovens nos ensaios clínicos. No entanto, uma vez que os adultos mais velhos têm maior probabilidade de apresentar alguma diminuição da função renal, os ajustes de dose baseados no estado renal são frequentemente considerados pelo profissional de saúde para esta população.


P: O Nesina pode ser esmagado ou partido se eu tiver dificuldade em engolir comprimidos?

Não. Os documentos regulamentares estipulam que os comprimidos de Nesina são formulados para serem engolidos inteiros. Não devem ser partidos, esmagados ou mastigados.


P: Preciso de verificar a glicose no sangue com mais frequência ao iniciar o Nesina?

Embora o Nesina isolado tenha um baixo risco de causar hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue), esse risco aumenta quando o fármaco é utilizado em conjunto com a insulina ou com um medicamento que estimule a libertação de insulina (como uma sulfonilureia). Nestas situações, o aumento da monitorização da glicose no sangue pode fazer parte do plano de tratamento determinado pelo profissional de saúde.


P: As reações alérgicas ao Nesina são comuns? Como se manifestam?

As reações de hipersensibilidade estão descritas na informação oficial. Reações menos graves, como erupções cutâneas, são consideradas pouco comuns (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas). No entanto, foram notificadas reações imunitárias raras mas graves, como o inchaço severo da face, lábios ou garganta (angioedema), que devem ser comunicadas de imediato a um profissional de saúde.


P: Qual é a "semivida" do Nesina no organismo?

A informação farmacocinética oficial refere que a semivida de eliminação terminal (o tempo necessário para que metade do fármaco seja eliminado do corpo) da alogliptina é de aproximadamente 12 a 21 horas.


P: O Nesina é um tipo de sulfonilureia?

Não. Os documentos regulamentares classificam o Nesina (alogliptina) como um inibidor da Dipeptidil Peptidase-4 (DPP-4). As sulfonilureias são uma classe diferente de medicamentos utilizados no tratamento da diabetes tipo 2.


P: Quais são as contraindicações para o uso do Nesina?

A rotulagem oficial indica que o Nesina está contraindicado (não deve ser utilizado) se o doente tiver um historial de reação alérgica grave à alogliptina ou a qualquer componente do medicamento. Isto inclui reações graves como anafilaxia ou inchaço da face, lábios ou garganta (angioedema).


P: O Nesina ajuda na resistência à insulina?

O mecanismo de ação do Nesina consiste principalmente em potenciar os processos naturais do organismo de libertação de insulina e suprimir a produção de glicose no fígado de forma dependente da glicose. A informação regulamentar oficial foca-se neste efeito de melhoria da secreção de insulina, e não num efeito direto na redução da resistência à insulina.


P: O Nesina interage com medicamentos para a constipação ou gripe?

As informações oficiais de aconselhamento ao doente salientam a importância de informar o profissional de saúde sobre todos os medicamentos, incluindo produtos de venda livre para a tosse ou constipação. Isto deve-se ao facto de muitos destes produtos poderem conter ingredientes (como açúcar ou álcool) que podem afetar os níveis de glicemia e complicar a gestão da diabetes.


P: É necessária uma dieta especial enquanto se toma Nesina?

Sim. A informação regulamentar indica que o Nesina deve ser utilizado como complemento à dieta e ao exercício para melhorar o controlo da glicose no sangue. Destina-se a ser utilizado como parte de um plano abrangente de gestão da diabetes que inclua medidas específicas de estilo de vida recomendadas por um profissional de saúde.


P: É comum os médicos prescreverem o Nesina como tratamento de primeira linha?

O Nesina está aprovado para utilização em monoterapia (utilizado sozinho) quando o programa de dieta e exercício do doente não controla adequadamente a glicose no sangue e o uso de metformina não é apropriado devido a intolerância ou outros motivos. Pode ser utilizado como tratamento inicial nestas condições específicas.


P: O Nesina tem algum impacto na função hepática?

Sim. As informações oficiais de segurança destacam o risco de insuficiência hepática, que foi relatado na vigilância pós-comercialização. Elevações clinicamente significativas das enzimas hepáticas devem levar o profissional de saúde a interromper o tratamento com o Nesina. O uso não é recomendado em pessoas com insuficiência hepática grave preexistente.


P: Com que rapidez devo esperar que o Nesina comece a baixar a minha glicose no sangue?

Os estudos clínicos mostram que o Nesina, à semelhança de outros medicamentos para a diabetes, tem impacto nos marcadores de glicose no sangue ao longo do tempo. As alterações na Glicose Plasmática em Jejum (GPJ) ocorrem tipicamente antes de se observarem alterações na HbA1c, que é medida após vários meses de tratamento contínuo (por exemplo, 26 semanas) e reflete o controlo a longo prazo.


P: Quais são os efeitos secundários mais comuns relatados ao iniciar o Nesina?

De acordo com as tabelas de reações adversas regulamentares, os efeitos secundários comuns (observados em até 1 em cada 10 pessoas nos ensaios clínicos) incluem nasofaringite (nariz entupido ou corrimento nasal), cefaleia (dor de cabeça) e infeção do trato respiratório superior.


P: É normal sentir ligeiras náuseas ao tomar Nesina pela primeira vez?

Os dados dos ensaios clínicos listam a dor abdominal como um efeito secundário comum. Embora a náusea em si não esteja listada como comum, tem sido associada a efeitos adversos mais graves, como pancreatite ou problemas hepáticos, relatados na pós-comercialização. Náuseas persistentes ou graves devem ser comunicadas a um profissional de saúde.


P: Qual a percentagem de pessoas que vê uma melhoria na A1C com o Nesina?

Clinical estudos reportam que o Nesina reduz tipicamente os níveis de HbA1c cerca de 0,48% a 0,61% mais do que o placebo quando utilizado sozinho em doentes com controlo inadequado da glicose no sangue. Esta redução foi observada nas populações em estudo.


P: O Nesina pode causar dores nas articulações?

Sim. A rotulagem oficial inclui um aviso relativo a artralgia grave e incapacitante (dor nas articulações) que foi relatada com medicamentos da classe dos inibidores da DPP-4. Dores articulares novas ou agravadas que ocorram durante o tratamento devem ser discutidas com um profissional de saúde.

Como Nesina deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Nesina (Alogliptina)

Requisitos de Conservação

Os comprimidos de Nesina devem ser mantidos a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20 °C e os 25 °C, sendo permitidas variações pontuais até aos 30 °C. O medicamento deve ser conservado na sua embalagem original, devidamente fechada e protegida do calor excessivo, da humidade e da luz direta. É obrigatório evitar o congelamento do produto.

Segurança Infantil e Manuseamento

É obrigatório conservar o Nesina fora da vista e do alcance das crianças, num local seguro. Não utilize este medicamento se o prazo de validade tiver expirado ou se o fármaco já não for necessário.

Instruções de Eliminação

Qualquer unidade de Nesina não utilizada ou fora do prazo de validade, bem como os seus materiais residuais, deve ser eliminada de acordo com os requisitos locais. As diretrizes oficiais recomendam a consulta de um farmacêutico ou de um profissional de saúde para obter instruções sobre como descartar corretamente o medicamento, confirmando que este não deve ser deitado no lixo doméstico comum nem na rede de esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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