Navalpro

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Navalpro

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Navalpro

O que é o Navalpro? Uma Visão Geral Fundamental

Propriedade Descrição
Substância Ativa Ácido Valproico, Valproato de Sódio (fração de valproato)
Formas de Apresentação Comprimidos Revestidos de Libertação Controlada (CR), Xarope, Solução Injetável
Classe Farmacológica Anticonvulsivante, Estabilizador de Humor
Origem Sintética (derivado de ácido gordo de cadeia curta ramificada)
Estatuto Medicamento Sujeito a Receita Médica (MSRM)

Que tipo de medicamento é o Navalpro? (Identidade e Classificação)

O Navalpro é uma marca de medicação de prescrição médica que contém os componentes ativos Ácido Valproico e Valproato de Sódio, os quais constituem, em conjunto, a fração terapêutica do valproato. É classificado de forma definitiva como um Anticonvulsivante de largo espetro (fármaco antiepiléptico) e um Estabilizador de Humor. Esta dupla classificação é reconhecida clinicamente pela sua capacidade de estabilizar a atividade neuronal. A utilidade central deste fármaco é proporcionar uma influência estabilizadora fundamental no sistema nervoso central para gerir condições associadas a uma sinalização elétrica excessiva. O Navalpro é um composto sintético e é formulado consistentemente como um produto de substância ativa única.


Composição e Formas do Navalpro (Estrutura Física)

A característica distintiva da linha de produtos Navalpro é frequentemente a sua formulação de Libertação Controlada (CR), que a diferencia dos produtos de valproato de libertação imediata. Este sistema é alcançado através da combinação de valproato de sódio e ácido valproico em comprimidos revestidos, uma estrutura concebida para libertar a substância ativa de forma gradual ao longo do tempo. Este mecanismo de libertação controlada foi desenhado para ajudar a manter concentrações estáveis do fármaco na corrente sanguínea. Este tipo de entrega estável do fármaco é particularmente benéfico para a consistência terapêutica a longo prazo. Além dos comprimidos revestidos CR, a fração de valproato está também disponível em xarope e em formas de solução injetável especializadas para uma administração flexível.


Qual é o Objetivo Geral do Navalpro? (Benefício Central)

O objetivo geral do Navalpro é alcançar a estabilidade neurológica, exercendo uma influência calmante e normalizadora em diversas vias cerebrais. Este efeito baseia-se na sua capacidade de potenciar a ação do GABA (ácido gama-aminobutírico), o principal neurotransmissor calmante do cérebro, enquanto regula simultaneamente o fluxo de iões através das membranas nervosas. Esta ação de largo espetro proporciona um efeito estabilizador fundamental que é essencial para a gestão de condições baseadas numa excitabilidade neuronal excessiva.

Quais efeitos secundários são possíveis com Navalpro?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Navalpro é caracterizado tanto por reações adversas reportadas frequentemente como por avisos rigorosos relativos a desfechos raros e graves. Os efeitos são classificados de acordo com a sua frequência e o sistema do organismo afetado, garantindo uma visão abrangente dos riscos potenciais.


Âmbito das Reações Adversas

Classificação Exemplos de Efeitos Documentados
Muito Frequentes (≥ 10%) Náuseas, Vómitos, Tremor, Sonolência (torpor), Cefaleia (dor de cabeça)
Frequentes (1% a 10%) Diarreia, Dor abdominal, Aumento de peso, Alopecia (queda de cabelo), Trombocitopenia (redução do número de plaquetas)
Raros Hepatotoxicidade grave (lesão no fígado), Pancreatite, Reações cutâneas graves (ex: SJS/TEN)
Frequência desconhecida Ideação e comportamento suicida, Hiperamonemia e Encefalopatia

As reações adversas graves incluem a Hepatotoxicidade (insuficiência hepática), a Pancreatite (inflamação do pâncreas) e a Teratogenicidade (risco de malformações congénitas e diminuição do QI após exposição in utero). O sistema nervoso, o sistema gastrointestinal e o sistema hepatobiliar são frequentemente envolvidos.


Condicionantes de Segurança e Populações Especiais

  • Contraindicações e Restrições: O uso é estritamente restrito ou contraindicado em doentes com doença hepática grave ou disfunção hepática significativa, Distúrbios do Ciclo da Ureia conhecidos ou certas doenças mitocondriais (ex: mutações na POLG).
  • Mulheres com Potencial Reprodutivo: Devido ao elevado risco de Teratogenicidade, o uso é severamente restrito ou contraindicado, a menos que sejam cumpridas as condições de um programa abrangente de prevenção da gravidez e que outros tratamentos tenham falhado.
  • Padrões Relacionados com o Tempo: Os casos de hepatotoxicidade grave ocorrem habitualmente durante os primeiros seis meses de tratamento, enquanto os efeitos gastrointestinais são frequentemente mais acentuados no início da terapêutica.
  • Doentes Pediátricos: As crianças, particularmente as que têm idade inferior a dois anos, apresentam um risco consideravelmente aumentado de hepatotoxicidade fatal.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com este medicamento representa um risco significativo de hepatotoxicidade grave (lesão no fígado), que pode evoluir para uma insuficiência hepática aguda, resultando frequentemente em morte ou na necessidade de um transplante de fígado. O aspeto mais crítico da sobredosagem é a possibilidade de os sintomas iniciais serem mínimos, inespecíficos ou tardios.

Manifestações Clínicas e Fatores de Risco

Os sinais iniciais podem limitar-se a sintomas não específicos, tais como anorexia (perda de apetite), náuseas, vómitos ou dor abdominal. Estes sintomas ligeiros podem não se manifestar antes de passarem 24 a 48 horas ou mais após a ingestão, enquanto a lesão hepática grave pode estar a progredir de forma assintomática. A sobredosagem está oficialmente associada tanto a uma ingestão aguda única como a doses supraterapêuticas repetidas. Para um adulto, uma ingestão de 7,5 g é um fator associado a um aumento do risco; para uma criança, o valor de referência é de 150 mg/kg.

Ação de Emergência Necessária

Devem procurar-se cuidados médicos de emergência imediatos perante qualquer suspeita de sobredosagem, mesmo que o indivíduo não apresente sintomas aparentes. Devido ao aparecimento tardio de toxicidade grave, é necessária uma avaliação urgente para determinar a necessidade de tratamento com o antídoto específico, a N-acetilcisteína (NAC). A administração do antídoto é sensível ao tempo e é mais eficaz quando efetuada o mais cedo possível, idealmente nas primeiras oito horas após a ingestão. O carvão ativado pode ser considerado se o doente for assistido na primeira hora após a ingestão.

Usos terapêuticos de Navalpro

O que o Navalpro trata: principais utilizações e benefícios

O Navalpro é um medicamento comummente utilizado para promover a estabilidade neurológica e afetiva em três domínios clínicos fundamentais. A sua aplicação é relevante em contextos que envolvem sintomas angustiantes com origem numa atividade neurológica ou do humor excessiva. A sua utilização clínica é pertinente para a gestão de condições neurológicas e psiquiátricas específicas.

O fármaco desempenha um papel na gestão de: distúrbios de crises epilépticas (incluindo crises de Ausência e Parciais Complexas), no apoio sintomático de episódios maníacos agudos na perturbação bipolar e na profilaxia de crises de enxaqueca crónica. Nestes cenários, o Navalpro é aplicado para abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos.

“O medicamento auxilia na redução da carga global de sintomas, particularmente durante episódios de maior atividade fisiológica.”

Este alívio de suporte é frequentemente utilizado, uma vez que ajuda os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.


Facto Rápido: Alívio para Extremos Neurológicos e Afetivos Recorrentes

Critérios de utilização e restrições

Âmbito de Elegibilidade

As seguintes regras definem quem pode e quem não pode utilizar o Navalpro (Valproato), conforme determinado pelas normas regulamentares de saúde a nível mundial.

Populações para as quais o uso é contraindicado (Não Devem Utilizar):

Este medicamento não deve ser utilizado por doentes com doença hepática ou disfunção hepática significativa, nem por aqueles com diagnóstico conhecido de distúrbios do ciclo da ureia (DCU). É igualmente contraindicado em doentes com doenças mitocondriais conhecidas causadas por mutações na POLG, bem como em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao valproato ou historial de porfíria. Adicionalmente, o Navalpro não pode ser utilizado por mulheres grávidas ou mulheres com potencial reprodutivo quando prescrito especificamente para a profilaxia da enxaqueca.

Elegibilidade Condicional e Relacionada com a Idade:

As crianças com menos de dois anos integram um grupo de alto risco e a utilização do medicamento requer extrema cautela, devido ao risco aumentado de toxicidade hepática grave. As crianças com 10 ou mais anos são tipicamente elegíveis para utilização em tipos específicos de crises epilépticas. No caso de mulheres com potencial reprodutivo, o medicamento apenas pode ser utilizado para a epilepsia ou perturbação bipolar se outros tratamentos forem ineficazes ou inaceitáveis, sendo obrigatório o cumprimento rigoroso de um programa de prevenção da gravidez. Em algumas regiões, doentes com menos de 55 anos (de ambos os sexos) que iniciem o tratamento podem necessitar de uma revisão independente e documentação por dois especialistas para confirmar que não existem outras opções de tratamento eficazes disponíveis.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Navalpro (Valproato) apresenta padrões de interação oficialmente documentados, caracterizados primordialmente por efeitos farmacocinéticos e farmacodinâmicos, conforme delineado nas informações de prescrição. O perfil de interação é complexo, envolvendo tanto a inibição como a indução da depuração de fármacos.

Interações Farmacocinéticas e Farmacodinâmicas

Tipo de Interação Substância ou Classe de Interação Declaração Oficial de Interação
Redução da Exposição ao Navalpro Antibióticos Carbapenémicos (ex: Meropenem) Documentado como causa de uma redução rápida e substancial nas concentrações de valproato, exigindo monitorização clínica.
Aumento da Exposição ao Co-fármaco Lamotrigina O Navalpro reduz o metabolismo da lamotrigina, o que resulta num aumento de quase duas vezes na sua semivida e num risco acrescido de erupção cutânea (rash).
Risco Farmacodinâmico Topiramato A coadministração está associada a uma advertência específica relativa a hiperamonemia e/ou encefalopatia.
Efeitos no SNC Antipsicóticos, Benzodiazepinas, Antidepressivos O Navalpro pode potenciar os efeitos psicotrópicos destes depressores do sistema nervoso central (SNC).

Restrições Oficiais e Advertências

A coadministração com Salicilatos (Aspirina) é formalmente contraindicada em crianças com idade inferior a três anos, devido a um risco específico e documentado de toxicidade hepática grave. Adicionalmente, indica-se que os Indutores das Enzimas Hepáticas (como a Fenitoína e a Carbamazepina) aumentam a depuração (clearance) do Navalpro. O consumo de Álcool não é recomendado durante o tratamento, devido ao potencial de potenciação dos efeitos secundários no sistema nervoso.

Mecanismo de ação

Potenciação da Via Inibitória Principal (Modulação do GABA)

Este domínio central envolve o efeito do fármaco no equilíbrio dos neurotransmissores, visando o sistema GABAérgico. O Navalpro aumenta a disponibilidade do neurotransmissor inibitório, o GABA, ao inibir a enzima GABA Transaminase (GABA-T), que normalmente o degrada. Este mecanismo inicia uma cascata que leva ao aumento da concentração de GABA na sinapse e contribui para um tónus inibitório reforçado global no seio do sistema nervoso central.

Redução do Disparo Neuronal através do Bloqueio de Canais Iónicos

Este domínio aborda a ação molecular direta e rápida nas membranas nervosas. O Navalpro inibe a função dos Canais de Sódio Dependentes de Voltagem (VG Na^+) e de Canais de Cálcio do tipo T específicos (VG Ca^2+). Esta ação limita a entrada rápida de iões necessária para a geração de potenciais de ação de alta frequência e disparos rítmicos em rajada, alterando subsequentemente a propagação sincronizada da atividade elétrica através das redes neuronais.

Modulação da Função Neuronal através da Regulação Epigenética

O terceiro domínio independente envolve a interação do fármaco com os processos de regulação genética da célula. O Navalpro atua como um inibidor das enzimas Histona Desacetilase (HDAC), resultando numa alteração da expressão genética relacionada com a estrutura neuronal e a resiliência celular. Este mecanismo de início mais lento contribui para a modulação da expressão dos genes, influenciando as propriedades a longo prazo e a resiliência das redes neuronais.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização do Navalpro é estritamente regida por protocolos estabelecidos em documentos regulamentares oficiais. O principal método de administração para a terapia de longo prazo é a via oral, que abrange várias formas, tais como xaropes, cápsulas e comprimidos de Libertação Prolongada (LP). Os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros e não podem ser esmagados ou mastigados, uma vez que isso comprometeria a formulação concebida para uma libertação lenta e controlada.

A dosagem é inicialmente determinada pelo peso do doente e pela indicação clínica. Para muitos distúrbios de crises epilépticas, a dose inicial oficial é geralmente de 10 a 15 mg/kg/dia, sendo que a dose diária máxima está fixada nos 60 mg/kg/dia. Após o início, a dose é ajustada gradualmente utilizando um esquema de titulação semanal. Enquanto as formas orais convencionais são tomadas em doses diárias divididas, a formulação de libertação prolongada foi desenhada para uma toma única diária.

Para utilização temporária, está disponível uma solução intravenosa, mas esta possui um limite de duração estrito, não tendo sido estudada além dos 14 dias; os doentes devem transitar para a terapia oral assim que for medicamente viável. As instruções oficiais determinam também que se utilize uma dose inicial reduzida e um esquema de titulação mais lento em adultos de idade avançada (doentes geriátricos), clarificando ainda que uma dose esquecida nunca deve resultar na duplicação da dose seguinte.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Navalpro

A informação abaixo resume a investigação clínica realizada sobre o Navalpro (fração de valproato). Esta visão geral descreve os tipos de estudos existentes, o que foi medido e o que permanece incerto na base de investigação, sem oferecer qualquer aconselhamento clínico ou orientação sobre como utilizar o medicamento.


Evidência para Utilização em Distúrbios Convulsivos Epilépticos

A evidência do Navalpro em contextos relacionados com distúrbios convulsivos baseia-se amplamente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Estes estudos foram desenhados para testar o Navalpro contra placebo ou comparadores ativos. Os investigadores focaram-se em resultados que refletem o funcionamento diário, tais como o tempo até à primeira convulsão e resultados relacionados com a remissão de convulsões. Os ensaios incluíram adultos e doentes pediátricos com condições como convulsões simples, complexas ou de ausência. A evidência que apoia esta indicação é categorizada como Alta, mas a evidência comparativa face aos mais recentes Fármacos Antiepiléticos (FAE) não está totalmente estabelecida para todos os tipos de convulsões.


Evidência para Utilização em Episódios Maníacos Agudos na Perturbação Bipolar

A investigação que explora o Navalpro no contexto de episódios maníacos agudos baseou-se em ECCA de curto prazo, que frequentemente duraram apenas algumas semanas. Estes estudos utilizaram escalas especializadas, como a Young Mania Rating Scale (YMRS), para acompanhar resultados relacionados com a resposta aos sintomas e a remissão. A evidência que apoia esta indicação na fase aguda é categorizada como Alta. Uma limitação fundamental da investigação é que a avaliação dos resultados foi tipicamente limitada a três semanas, e os resultados a longo prazo para uma avaliação contínua não estão totalmente estabelecidos.


Evidência para a Profilaxia de Enxaquecas

A investigação que explora a utilização do Navalpro para a profilaxia de enxaquecas recorrentes envolveu principalmente ECCA controlados por placebo e Revisões Sistemáticas. Estes estudos monitorizaram medições da frequência de enxaquecas e alterações na gravidade das crises. A evidência que apoia esta indicação é categorizada como Moderada. As limitações incluem durações de acompanhamento tipicamente restritas a 12 a 24 semanas, e a qualidade da evidência varia entre os estudos incluídos.


Investigação a Longo Prazo e Incertezas

A investigação explorou certos grupos de doentes, incluindo doentes pediátricos com epilepsia e adultos mais velhos em coortes gerais, embora os dados para este último grupo específico permaneçam insuficientes quando analisados isoladamente. A literatura científica destaca áreas onde a investigação está em curso ou onde a certeza permanece baixa, observando especificamente que falta evidência comparativa face a muitos dos medicamentos mais recentes disponíveis e que os efeitos funcionais a longo prazo não estão totalmente estabelecidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Navalpro (FAQ)


P: O Navalpro pertence ao mesmo tipo de medicamentos que outros tratamentos comuns para a patologia em causa?

A informação oficial do produto classifica o Navalpro, que contém uma fração de valproato, simultaneamente como um Anticonvulsivante de largo espetro (ou Fármaco Antiepilético) e como um Estabilizador de Humor. Esta classificação indica que o medicamento é utilizado para exercer uma influência estabilizadora no sistema nervoso central. A sua ação farmacológica reflete a amplitude de atuação do medicamento na atividade nervosa.


P: Em quanto tempo devo esperar que o Navalpro comece a fazer efeito?

De acordo com as informações regulamentares, a terapêutica com Navalpro envolve o início com uma quantidade reduzida e o aumento gradual da dose ao longo de várias semanas. Embora possam ser notadas algumas alterações iniciais, a resposta terapêutica ideal é frequentemente observada após um período de duas a seis semanas. Este processo gradual visa otimizar a estabilidade terapêutica.


P: É normal sentir uma alteração no apetite após iniciar o Navalpro?

Os documentos regulamentares indicam que as alterações de peso, incluindo o aumento de peso, estão listadas como efeitos secundários comuns do Navalpro. A perda de apetite (anorexia) é também um sintoma documentado que pode ocorrer, especialmente em casos de problemas hepáticos graves. O aumento do apetite está listado em alguns documentos regulamentares, particularmente quando coadministrado com outros medicamentos psicotrópicos.


P: Qual é a duração típica do tratamento com Navalpro?

As formas orais do Navalpro são geralmente utilizadas na gestão a longo prazo de condições crónicas, e a documentação regulamentar estabelece que a duração do tratamento é determinada pela condição específica que está a ser tratada. No entanto, a formulação intravenosa destina-se estritamente a uma utilização temporária, estando oficialmente documentado que não foi estudada por um período superior a 14 dias.


P: Por que razão é descrito que o Navalpro deve ser tomado a uma determinada hora do dia?

A recomendação relativa ao horário está relacionada com a formulação específica do produto que está a ser utilizada. As instruções oficiais descrevem que os comprimidos de Libertação Prolongada (LP) são concebidos para uma toma única diária, de modo a manter níveis estáveis do fármaco ao longo do dia. Independentemente do esquema, a orientação oficial indica que o medicamento deve ser tomado consistentemente à mesma hora todos os dias para apoiar a estabilidade terapêutica.


P: O Navalpro pode ser tomado com analgésicos como o ibuprofeno ou a aspirina?

O perfil oficial de interações observa que a Aspirina (um salicilato) é especificamente contraindicada em crianças com menos de três anos de idade, devido a uma associação documentada com um risco específico de toxicidade hepática grave. Relativamente a outros analgésicos, como os Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs), como o ibuprofeno, os estudos indicam que estes podem afetar as concentrações de valproato no organismo. O protocolo oficial pode envolver monitorização quando estes medicamentos são coadministrados.


P: O que devo fazer se estiver listada uma potencial interação entre o Navalpro e outro medicamento que eu tome?

O protocolo oficial descreve que, quando se utiliza um medicamento que interaja, a monitorização clínica reforçada e os potenciais ajustes na dose são requisitos estabelecidos para a gestão do caso. Os rótulos regulamentares sublinham que a decisão de gerir qualquer interação requer a consulta de um profissional de saúde.


P: O Navalpro requer monitorização especial ou consultas de acompanhamento?

Sim, o protocolo oficial estabelece uma monitorização laboratorial de rotina antes e durante a terapêutica com Navalpro. Esta inclui tipicamente a monitorização de testes de função hepática, contagem de plaquetas e testes de coagulação. A monitorização dos níveis de amoníaco é também descrita como um requisito de protocolo se ocorrerem sintomas específicos, tais como letargia ou vómitos.


P: Quanto tempo permanece o Navalpro no organismo após a última dose?

O tempo que o Navalpro permanece no corpo está relacionado com a sua semivida, que pode ser altamente variável dependendo da formulação específica do produto e de estarem a ser tomados outros medicamentos em simultâneo. Os protocolos de monitorização regulamentar envolvem a medição das concentrações plasmáticas para ajudar os profissionais de saúde a medir o nível da fração de valproato no plasma.


P: O que significa "contraindicação" em relação à utilização do Navalpro?

O termo contraindicação é utilizado na informação oficial do medicamento para descrever uma situação específica em que a utilização do fármaco é impedida. Os organismos reguladores impõem estas restrições porque a situação está associada a um elevado risco de danos para o doente, podendo por vezes conduzir a um evento adverso grave.


P: Existem limitações na condução ou na utilização de máquinas durante a toma de Navalpro?

A informação oficial do produto refere que o Navalpro pode causar efeitos comuns no sistema nervoso central, tais como sonolência ou alterações no estado de alerta. A orientação oficial estabelece que deve ser exercida cautela ao realizar atividades que exijam concentração, como conduzir ou operar máquinas, até que o indivíduo tenha consciência de como o medicamento o afeta.


P: Os doentes sentem habitualmente sintomas de abstinência se interromperem a toma de Navalpro?

Os documentos oficiais descrevem que a descontinuação abrupta não é recomendada. Fazê-lo pode resultar em efeitos de abstinência, tais como a recorrência ou o agravamento da condição subjacente (por exemplo, recorrência de convulsões). Qualquer decisão de ajustar ou interromper a terapêutica com Navalpro é descrita nos protocolos regulamentares como uma decisão a ser tomada por um profissional de saúde.


P: O Navalpro pode ser tomado com o estômago vazio?

De acordo com a informação oficial do produto, os medicamentos com valproato podem geralmente ser tomados com ou após as refeições, o que está associado a menos desconforto gástrico. Também pode ser tomado sem alimentos. A informação regulamentar descreve que tomar o medicamento sempre da mesma forma apoia a manutenção de níveis terapêuticos consistentes.


P: O que diz o folheto informativo para o utilizador sobre o perfil de segurança do Navalpro?

Os organismos reguladores oficiais exigem que o Folheto Informativo (FI) inclua informações fundamentais sobre riscos graves de segurança. Isto inclui avisos documentados sobre o risco de malformações congénitas (teratogenicidade), diminuição do QI após exposição no útero e o risco de insuficiência hepática (hepatotoxicidade).

Como Navalpro deve ser armazenado e descartado?

Condições de Conservação

O Navalpro (fração de valproato) deve ser conservado sob condições específicas para garantir a sua estabilidade. O produto, tal como o pó e o solvente para solução injetável, deve ser armazenado a uma temperatura igual ou inferior a 25 °C e deve ser protegido da luz.

Para cumprir estes requisitos, o frasco para injetáveis e a ampola têm de ser mantidos dentro da embalagem exterior. Todos os medicamentos devem ser guardados fora do alcance e da vista das crianças, e a solução injetável não deve ser guardada na casa de banho.

Estabilidade e Manuseamento

A solução injetável preparada deve ser utilizada imediatamente após a mistura. Se necessário, o armazenamento em condições de refrigeração não deve exceder as 24 horas. O medicamento não deve ser utilizado após o prazo de validade indicado no rótulo.

Regras Oficiais para Eliminação

O Navalpro não utilizado ou fora de validade não deve ser eliminado na canalização ou no lixo doméstico, como por exemplo na sanita. Todos os medicamentos nestas condições devem ser entregues num farmacêutico para um tratamento de resíduos farmacêuticos seguro e adequado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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