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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de N.A.C.

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Acetilcisteína, Edetato de Cálcio e Sódio
Classe farmacológica Agente de Dupla Ação (Mucolítico, Antioxidante e Quelante)
Forma Solução (para uso oral, inalatório ou intravenoso), Comprimido, Cápsula
Origem Produto de combinação sintética
Objetivo Geral Desobstrução das vias respiratórias e suporte à desintoxicação sistémica

Qual é a Composição e o Tipo Farmacológico do N.A.C.?

O N.A.C. é uma preparação farmacêutica sintética de combinação especializada, classificada como um Agente de Dupla Ação, concebida para potenciar os benefícios terapêuticos distintos de dois princípios ativos. Esta formulação única contém o composto tiol Acetilcisteína (N-acetilcisteína) e o Edetato de Cálcio e Sódio (também conhecido como edetato de cálcio dissódico), que atua como um agente quelante. Estudos farmacológicos têm apoiado consistentemente a classificação da Acetilcisteína como um agente mucolítico e antídoto eficaz. A classificação de alto nível deste fármaco reflete a sua dupla função, o que constitui um fator diferenciador face a produtos com um único princípio ativo, encontrando-se disponível em várias formas farmacêuticas, incluindo uma solução aquosa para administração oral, por inalação (nebulização) ou por via intravenosa.


O N.A.C. é um Fármaco de Substância Única ou uma Combinação Sintética?

O N.A.C. é rigorosamente um produto de combinação, contendo dois princípios ativos farmacêuticos distintos e potentes, derivados de síntese química. Tanto a Acetilcisteína como o Edetato de Cálcio e Sódio resultam de modificação química ou síntese direta, confirmando a origem sintética da preparação. A Acetilcisteína é, especificamente, um derivado N-acetil sintético do aminoácido L-cisteína. A sua natureza como produto de combinação é fundamental para proporcionar uma abordagem simultânea e multifacetada nos cuidados ao paciente, uma característica única quando comparada com regimes onde estes compostos possam ser administrados separadamente.


Qual é o Objetivo Terapêutico Geral do N.A.C.?

O objetivo terapêutico geral do N.A.C. é proporcionar um suporte combinado tanto para a função respiratória como para a desintoxicação sistémica, uma ação dual frequentemente aplicada em contextos clínicos específicos. A Acetilcisteína atua na desobstrução das vias aéreas congestionadas, decompondo a estrutura viscosa do muco espesso. Simultaneamente, a formulação apoia o sistema de defesa celular do organismo: a Acetilcisteína ajuda a repor a glutationa, um antioxidante celular crítico, enquanto o Edetato de Cálcio e Sódio se liga ativamente a certos iões metálicos pesados ou tóxicos, auxiliando na sua eliminação segura. Esta capacidade dupla oferece uma base terapêutica abrangente.

Quais efeitos secundários são possíveis com N.A.C.?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Reações Adversas Oficiais e Sistemas de Órgãos

O perfil de segurança dos componentes combinados do N.A.C. baseia-se nas reações documentadas na rotulagem reguladora oficial para a Acetilcisteína e para o Edetato de Cálcio Dissódico. As reações adversas estão classificadas em diversas Classes de Sistemas de Órgãos (SOCs), incluindo os sistemas Respiratório/Torácico, Renal/Urinário, Gastrointestinal, Imunitário, e o sistema da Pele e Tecido Subcutâneo. As reações comuns associadas à Acetilcisteína são essencialmente dermatológicas, tais como erupção cutânea, prurido e rubor facial, descritos como os mais frequentes em estudos clínicos. Efeitos gastrointestinais, como náuseas e vómitos, também são frequentemente enumerados.


Reações Adversas Graves e Condicionalismos

Os documentos oficiais detalham explicitamente reações adversas graves. O componente Acetilcisteína está associado ao potencial de reações anafilactoides fatais ou que colocam a vida em risco e hipotensão. O componente Edetato de Cálcio Dissódico acarreta um risco grave documentado de necrose tubular proximal aguda, que pode levar a nefrotoxicidade severa, estando também ligado a irregularidades do ritmo cardíaco.

A segurança é formalmente condicionada por patologias pré-existentes do paciente. O uso do componente quelante é contraindicado durante períodos de anúria ou em pacientes com doença renal ativa ou hepatite. Adicionalmente, observam-se padrões de segurança específicos: as reações anafilactoides associadas à Acetilcisteína ocorrem tipicamente entre 30 a 60 minutos após o início da perfusão, e a nefrotoxicidade associada ao componente quelante é reconhecida como sendo dependente da dose. Em pacientes pediátricos com peso inferior a 40 kg, o volume administrado deve ser reduzido devido ao risco de restrição hídrica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda: Informações Regulamentares Oficiais

O perfil oficial de sobredosagem do N.A.C. detalha riscos graves potenciais relacionados com os seus dois componentes, a Acetilcisteína e o Edetato de Cálcio Dissódico, e estabelece medidas de emergência específicas.


Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Sistema Afetado Manifestações Listadas nos Documentos Regulamentares
Sistémico/Alérgico Anafilaxia fatal ou potencialmente fatal, hipotensão, erupção cutânea, rubor, pieira.
Renal/Urinário Nefrose fatal, nefrotoxicidade dependente da dose, oligúria, anúria (interrupção da produção de urina), proteinúria.
Neurológico Convulsões, edema cerebral, potencial aumento letal da pressão intracraniana, confusão, cefaleias.
Outros Sobrecarga hídrica, hiponatremia, náuseas, vómitos, deficiência grave de zinco.

Medidas de Emergência Obrigatórias

As normas regulamentares estipulam que deve ser procurada assistência médica imediata perante sinais de toxicidade grave, tais como anúria, convulsões ou reações alérgicas potencialmente fatais.

A administração deve ser interrompida imediatamente ao primeiro sinal de uma reação grave ou perante o aparecimento de toxicidade renal. É assinalado que os pacientes pediátricos com baixo peso são especialmente vulneráveis a danos causados pela sobrecarga hídrica. A gestão clínica é sintomática e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem de qualquer um dos componentes, o que exige uma monitorização intensiva da função renal e do equilíbrio de fluidos.

Usos terapêuticos de N.A.C.

Principais Utilizações e Apoio Sintomático

De acordo com as Informações sobre Medicamentos da NIH MedlinePlus, este fármaco é habitualmente utilizado em domínios terapêuticos específicos. É aplicado em diversas áreas onde é necessário apoio sintomático adicional, particularmente em situações que envolvem certas condições e sintomas penosos.

O medicamento é utilizado para abordar sintomas que geram um esforço fisiológico percetível, como certos problemas respiratórios, sendo também aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou disruptivos, tais como a prestação de assistência durante fases de maior mal-estar ou desconforto. Esta utilização abrangente significa que o fármaco é relevante em condições caracterizadas por períodos de sintomas intensificados ou episódios de maior stress fisiológico.


Alívio de Sintomas e Estabilização

Este medicamento oferece um suporte que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas em duas áreas principais: na abordagem de sintomas que criam um esforço fisiológico evidente e na prestação de assistência durante fases de maior desconforto ou mal-estar. O benefício terapêutico consiste em ajudar os pacientes a lidar de forma mais constante com episódios difíceis e a manter um sentido de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis.

“O produto é aplicável em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou disruptivos, sendo frequentemente utilizado quando os sintomas se intensificam e é necessário um alívio de suporte.”

Facto Rápido: Utilizado na gestão do Esforço Respiratório

O medicamento é comummente utilizado em diversas condições que apresentam episódios agudos onde a estabilidade funcional é afetada, contribuindo para um maior conforto durante os períodos de sintomas acentuados ao reduzir a carga sintomática global.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Oficial e Contraindicações

O perfil de elegibilidade para o N.A.C. é estritamente definido por critérios regulamentares, refletindo as limitações combinadas dos seus dois princípios ativos.

Populações para as quais o uso é Contraindicado

O uso do N.A.C. é estritamente proibido em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ou reação anafilactoide prévia à Acetilcisteína ou a qualquer um dos seus componentes. O medicamento está também contraindicado em pacientes que apresentem anúria, doença renal ativa ou hepatite.


Utilização Condicional e Restrita

Existem limites de idade e peso específicos, sendo que determinados regimes intravenosos estão restritos, excluindo pacientes pediátricos com peso inferior a 5 kg.

Relativamente à função orgânica, é necessária precaução em pacientes com comprometimento renal ligeiro pré-existente, o que requer uma redução da dosagem. O medicamento é também restrito em pacientes com antecedentes de úlceras gástricas ou hemorragia esofágica.

No que concerne a comorbilidades, é necessária prudência em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva ou hipertensão, devido ao teor de sódio da formulação.

Quanto ao estado fisiológico, o uso em mulheres grávidas é permitido apenas se claramente necessário. Recomenda-se precaução em mulheres a amamentar, uma vez que é desconhecido se o componente quelante é excretado no leite humano.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve os padrões de interação oficialmente documentados para o N.A.C. (Acetilcisteína / Edetato de Cálcio e Sódio), conforme detalhado nas informações de prescrição regulamentares.


Padrões de Interação Documentados

Categoria Interação Oficialmente Documentada
Conflito Farmacodinâmico A coadministração com antitússicos (supressores da tosse) é uma restrição documentada devido ao risco de inibição da ação mucolítica, o que pode levar à retenção de secreções brônquicas.
Potenciação de Efeitos A coadministração com nitratos, como a Nitroglicerina, está documentada como potenciadora dos efeitos vasodilatadores do nitrato. Esta interação pode resultar em resultados hemodinâmicos intensificados e está associada à redução da agregação plaquetária.
Alteração da Absorção O Carvão Ativado é uma substância documentada como capaz de reduzir significativamente a absorção oral da Acetilcisteína quando administrados em conjunto.
Risco de Inativação Química A administração de certos antibióticos orais está sujeita a uma regra de intervalo temporal para evitar uma potencial inativação química. A informação regulamentar recomenda uma separação da administração de, pelo menos, duas horas.

Resumo Regulamentar

O perfil de interações oficial do produto estrutura-se em torno de conflitos farmacodinâmicos e de efeitos que alteram a exposição ou a ação. A restrição formal contra o uso de antitússicos baseia-se num conflito com a função do produto, enquanto a potenciação da ação da nitroglicerina representa um efeito de exposição clinicamente relevante. A separação temporal exigida para antibióticos orais é uma limitação administrativa específica que visa evitar o risco de interferência química.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do N.A.C. envolve uma estratégia farmacodinâmica dupla, baseada na utilização da Acetilcisteína (NAC) e do Edetato de Cálcio e Sódio. A NAC modifica a reologia das secreções ao iniciar uma reação de permuta tiol-dissulfureto, que cliva quimicamente as pontes de dissulfureto que ligam as proteínas de mucina. Este processo resulta na rápida despolimerização da matriz de mucina, reduzindo assim a viscosidade e a elasticidade físicas das secreções.

Em simultâneo, a NAC atua como um precursor ao fornecer L-cisteína, o substrato limitante para a síntese do principal antioxidante intracelular, a Glutationa (GSH). O aumento das reservas de GSH reforça a capacidade da célula para neutralizar as espécies reativas de oxigénio e de azoto (ROS/RNS), estabilizando o equilíbrio redox no interior das células.

O segundo princípio ativo, o Edetato de Cálcio e Sódio, atua como um agente quelante, formando um complexo estável e solúvel em água com os iões metálicos tóxicos divalentes e trivalentes circulantes. Este processo de quelação torna o metal inerte, facilitando a sua excreção renal eficiente a partir da circulação sistémica.

Informações sobre dosagem e administração

Como o N.A.C. é Utilizado: Administração e Posologia Oficial

A utilização clínica do N.A.C. (uma combinação que contém Acetilcisteína) é orientada pelas informações oficiais de prescrição das autoridades reguladoras, as quais especificam as vias de administração necessárias, os regimes posológicos precisos e os passos de preparação.

Vias de Administração e Formas Farmacêuticas Aprovadas

O N.A.C. está aprovado para múltiplas vias de administração, refletindo as suas diferentes aplicações clínicas.

Via de Administração Contexto Geral de Utilização (Nível Elevado) Formas Farmacêuticas Oficiais
Perfusão Intravenosa (IV) Administração Sistémica Solução Injetável
Via Oral Uso Sistémico ou de Manutenção Solução, Comprimido Efervescente
Inalação (Nebulização) Desobstrução Localizada das Vias Aéreas Solução (10% e 20%)

Regimes Posológicos Padrão

As utilizações sistémicas mais comuns seguem protocolos estruturados de várias etapas que são baseados no peso do paciente.

O protocolo padrão para uso sistémico intravenoso consiste num regime de 3 doses ao longo de 21 horas, totalizando 300 mg/kg de peso corporal, administrados de forma sequencial. A dose total é limitada através da aplicação de um limite de peso de 110 kg para os cálculos de dose em pacientes com peso superior, conforme detalhado no Resumo das Características do Medicamento oficial.

O regime para uso sistémico oral é composto por um total de 18 doses administradas durante 72 horas. Este inicia-se com uma dose de carga de 140 mg/kg, seguida, 4 horas depois, por 17 doses de manutenção de 70 mg/kg, repetidas a cada 4 horas.

Regras de Preparação e Procedimento

As instruções oficiais exigem passos de preparação específicos. Tanto a solução intravenosa como a oral devem ser diluídas antes da administração. A solução IV deve ser misturada com fluidos específicos (por exemplo, Dextrose a 5% em água) e a solução oral é habitualmente diluída até uma concentração de 5% com uma bebida para facilitar a ingestão. No caso de pacientes pediátricos, o volume total de fluido IV utilizado para a diluição é frequentemente restrito para prevenir a sobrecarga hídrica, embora a dose em mg/kg permaneça inalterada.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente / Visão Geral dos Estudos sobre a Semaglutida


Evidência para Uso na Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2)

A semaglutida foi avaliada em investigações que analisaram a Diabetes Mellitus Tipo 2 (uma condição caracterizada por um desequilíbrio sistémico ou funcional relacionado com o açúcar no sangue). A investigação examinou o composto através de ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA), que avaliaram adultos que nunca tinham realizado tratamento e indivíduos que já utilizavam outros medicamentos para a diabetes. Os resultados medidos nos estudos incluíram os níveis de hemoglobina glicosada (A1C), que medem a média de açúcar no sangue ao longo de vários meses, e os níveis de glicemia plasmática em jejum.

A investigação descreve medições da A1C e dos valores de glicose em jejum nos participantes dos estudos. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com estes parâmetros metabólicos. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos além das durações específicas dos ensaios, o que significa que a evidência sobre medições sustentadas de açúcar no sangue ao longo de muitos anos ainda está a ser recolhida. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes, particularmente para pacientes pediátricos e idosos frágeis.


Evidência para Monitorização do Risco Cardiovascular na DM2

A investigação explorou a semaglutida em estudos que envolveram pacientes com DM2 que também apresentam Doença Cardiovascular (DCV) estabelecida ou múltiplos fatores de risco para condições cardíacas. Esta utilização foi avaliada em Ensaios de Resultados Cardiovasculares (CVOTs) de larga escala e longa duração. Estes estudos monitorizaram a ocorrência de Eventos Cardiovasculares Adversos Major (MACE), tais como enfarte do miocárdio não fatal ou acidente vascular cerebral (AVC), durante um período de até cinco anos.

Os CVOTs registaram as taxas de eventos para estes importantes resultados cardíacos nos grupos que receberam semaglutida e nos grupos de controlo. Os resultados em subgrupos são incertos para condições específicas, como a doença renal avançada, e estão ainda a surgir dados relativos às observações em indivíduos com síndromes coronárias agudas recentes.


Evidência para a Gestão Crónica do Peso (Obesidade)

A semaglutida foi avaliada em investigações que exploraram a gestão crónica do peso em adultos com obesidade ou excesso de peso com uma condição de saúde associada. Estes ensaios examinaram os resultados através da medição da alteração na percentagem de peso corporal desde o início do estudo. Os estudos monitorizaram tanto a alteração média nas medições de peso como a proporção de participantes que atingiram limiares específicos de medição de peso.

A investigação apresenta medições observadas para outros fatores de saúde, tais como a pressão arterial e os níveis de colesterol, que foram observados nas populações estudadas em simultâneo com as alterações nas medições de peso corporal. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo no que diz respeito à durabilidade das medições de peso corporal além da duração típica de um a dois anos dos ensaios clínicos. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes, incluindo adolescentes e indivíduos com distúrbios alimentares complexos específicos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o N.A.C. (FAQ)

P: O N.A.C. é o mesmo que N-Acetilcisteína?

R: De acordo com as informações oficiais do produto, o N.A.C. é descrito como um produto farmacêutico de associação. Contém N-Acetilcisteína (Acetilcisteína) como um dos seus dois princípios ativos, em conjunto com o Edetato de Cálcio e Sódio. Assim, embora a Acetilcisteína seja um componente fundamental, o N.A.C. define-se tecnicamente como o produto combinado.


P: Existem interações conhecidas entre o N.A.C. e medicamentos comuns para a tensão arterial?

R: Os documentos regulamentares oficiais abordam potenciais interações com certos medicamentos cardíacos ou para a tensão arterial. Especificamente, a coadministração de N.A.C. com nitratos, como a nitroglicerina, pode potenciar a ação de dilatação dos vasos sanguíneos do nitrato.


P: O N.A.C. pode ser tomado com alimentos ou isso é relevante?

R: As instruções oficiais para a administração por via oral referem frequentemente que a solução deve ser diluída, habitualmente com uma bebida ou sumo, para facilitar a ingestão. Contudo, os documentos regulamentares não incluem restrições gerais específicas quanto à toma do medicamento em simultâneo com alimentos sólidos.


P: Como é que o N.A.C. afeta o fígado?

R: O princípio ativo Acetilcisteína é conhecido por apoiar o fígado, funcionando como um precursor do Glutatião, um antioxidante celular essencial. No entanto, o uso de N.A.C. está oficialmente contraindicado em pacientes com inflamação hepática ativa ou hepatite.


P: O N.A.C. é adequado para uso em crianças?

R: As orientações oficiais dos organismos reguladores incluem regimes de dosagem específicos para pacientes pediátricos, baseados no peso corporal. Existem medidas de segurança especializadas, como a restrição do volume total de fluidos utilizado para a administração em crianças com peso inferior a 40 quilogramas, com o objetivo de prevenir a sobrecarga hídrica.


P: O N.A.C. afeta a absorção de outros medicamentos?

R: Os documentos oficiais de interações registam dois padrões principais. Está documentado que o carvão ativado reduz significativamente a absorção oral da Acetilcisteína se tomado ao mesmo tempo. Além disso, as regras oficiais de interação estabelecem que a toma de certos antibióticos orais requer um intervalo temporal em relação à administração de N.A.C. para evitar a inativação química.


P: Quais são os sinais de que o N.A.C. pode não estar a ser bem tolerado?

R: As informações oficiais do produto listam reações comuns como erupção cutânea, prurido e náuseas, que podem indicar que o produto não está a ser tolerado pelo organismo. Reações mais graves, embora raras, como sintomas anafilactoides, exigem uma revisão médica imediata.


P: Existe alguma diferença no funcionamento das diferentes formas de N.A.C. (ex: comprimido vs. solução)?

R: Os documentos regulamentares descrevem que as diferentes formas se destinam a aplicações funcionais distintas, dependendo da via de administração. Por exemplo, a solução intravenosa é utilizada para aplicação sistémica, enquanto a solução para inalação é utilizada para a depuração localizada das vias respiratórias.


P: O N.A.C. altera a cor ou a consistência do muco?

R: O componente mucolítico do N.A.C. atua através da decomposição química da estrutura viscosa das proteínas do muco. Este processo é descrito nos documentos oficiais como redutor da viscosidade e da elasticidade das secreções. Os documentos regulamentares não mencionam qualquer alteração na cor do muco.


P: O N.A.C. é considerado seguro durante a gravidez?

R: As orientações oficiais permitem o uso de N.A.C. em mulheres grávidas apenas quando o produto é claramente necessário. Os potenciais benefícios devem ser avaliados de forma a garantir que superam os riscos potenciais para o feto em desenvolvimento.


P: Quais são os avisos oficiais sobre o N.A.C. e dificuldades respiratórias?

R: Os avisos oficiais detalham o potencial para reações anafilactoides fatais ou potencialmente fatais, que envolvem dificuldade respiratória severa. Refere-se que estas reações graves ocorrem tipicamente entre 30 a 60 minutos após o início de uma perfusão intravenosa.


P: O N.A.C. está associado a problemas cardíacos ou de tensão arterial?

R: Os avisos regulamentares oficiais aconselham que, devido ao teor de sódio na formulação, é necessária precaução em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva ou hipertensão. As reações adversas graves reportadas incluem hipotensão e irregularidades no ritmo cardíaco.


P: Qual a diferença entre o N.A.C. e os supressores da tosse?

R: O N.A.C. tem como função primária a ação mucolítica, o que significa que torna mais fluido o muco espesso e viscoso. Os documentos oficiais indicam que a coadministração com antitússicos é restrita porque estes podem inibir a função de depuração do muco do N.A.C.


P: O N.A.C. pode ser guardado em condições húmidas?

R: Os requisitos oficiais de conservação determinam explicitamente que o produto deve ser protegido tanto da luz como da humidade. Esta restrição indica que o armazenamento em locais húmidos ou molhados não é adequado para manter a qualidade e estabilidade do fármaco.


P: Os efeitos secundários são os mesmos para todos os grupos etários?

R: As orientações oficiais assinalam considerações de segurança especializadas. Por exemplo, o volume de fluido utilizado para a administração deve ser restringido em pacientes pediátricos com peso inferior a 40 quilogramas, para prevenir o risco de sobrecarga hídrica.


P: Quais as principais diferenças entre o N.A.C. e outros fluidificantes do muco?

R: Os documentos oficiais descrevem o N.A.C. como um agente de dupla ação. Além das suas propriedades mucolíticas, tem também um papel na desintoxicação sistémica, atuando como precursor do antioxidante Glutatião e como agente quelante.


P: É normal sentir um cheiro ou sabor a enxofre ao tomar N.A.C.?

R: Os folhetos informativos indicam frequentemente que o componente Acetilcisteína possui um odor forte característico, o que se deve à sua estrutura química que contém enxofre.


P: Qual é a ligação entre o N.A.C. e a sobredosagem de paracetamol?

R: A documentação oficial lista como uma das principais utilizações do N.A.C. a prevenção ou redução de lesões hepáticas, especificamente para pacientes com sobredosagem potencialmente hepatotóxica de paracetamol.


P: O N.A.C. interfere com testes laboratoriais comuns?

R: Os documentos regulamentares oficiais referem que o componente Acetilcisteína pode interferir com certos testes de diagnóstico, incluindo ensaios colorimétricos para salicilato e testes de medição de cetonas na urina.


P: O N.A.C. é utilizado em hospais para situações de emergência?

R: Os documentos oficiais incluem regimes de dosagem para uso sistémico, como o protocolo para a sobredosagem de paracetamol administrado em contextos clínicos hospitalares.


P: Pessoas sensíveis a sulfitos podem utilizar o N.A.C.?

R: Algumas formulações de N.A.C. podem conter sulfito de sódio ou metabissulfito como excipientes. O uso está contraindicado em caso de hipersensibilidade conhecida a qualquer ingrediente da fórmula.

Como N.A.C. deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação do N-Acetilcisteína (N.A.C.)

Os documentos regulamentares estabelecem condições rigorosas para a conservação e eliminação do N.A.C., de modo a preservar a sua qualidade e garantir a segurança ambiental.

Condições de Conservação e Estabilidade

Tipo de Requisito Declaração Oficial
Temperatura e Proteção Conservar a Temperatura Ambiente Controlada (20°C a 25°C), ao abrigo da luz e da humidade.
Integridade da Embalagem Manter na embalagem de origem e garantir que esta se encontra bem fechada.
Estabilidade após Abertura As soluções não diluídas conservadas sob refrigeração (2°C a 8°C) devem ser utilizadas num prazo de 96 horas. As soluções diluídas têm um período de utilização muito limitado, frequentemente de apenas 1 a 3 horas.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções para Eliminação

Qualquer quantidade de N.A.C. não utilizada, fora de prazo ou sobrante deve ser eliminada em conformidade com os regulamentos locais e nacionais. Para proteger o ambiente, o produto não deve ser deitado no sanitário nem despejado em canos ou esgotos. Recomenda-se a consulta das diretrizes locais para identificar locais de recolha aprovados ou programas de retoma de medicamentos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a N.A.C. encontrado em:

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