Myrtol

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Myrtol

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Myrtol padronizado (ELOM-080)
Forma Farmacêutica Cápsulas moles gastrorresistentes
Classe Farmacológica Extrato fitoterapêutico, Mucolítico, Secretolítico
Foco de Uso Comum Depuração das secreções respiratórias
Origem Natural (destilado de óleos essenciais)

Definição do Myrtol: Identidade, Tipo e Classe

O Myrtol padronizado é um extrato fitoterapêutico de elevada pureza derivado de óleos essenciais, classificado oficialmente como um agente mucolítico, secretolítico e secretomotor. Esta designação confirma a função primária do medicamento no auxílio à mobilização e fluidez do muco persistente. Esta entidade medicinal, também referida como ELOM-080 na literatura clínica, é um produto medicinal à base de plantas padronizado, desenvolvido para administração oral e clinicamente reconhecido pela sua aplicação no cuidado respiratório de suporte. O medicamento é consistentemente fabricado em cápsulas moles gastrorresistentes especializadas, uma característica distintiva que garante que o óleo líquido ativo seja libertado eficazmente no intestino delgado, minimizando assim potenciais irritações gastrointestinais associadas aos óleos essenciais.

Composição Padronizada e Origem Natural

O Myrtol é um produto natural comprovável, resultante de um procedimento de destilação de várias etapas rigoroso e controlado de óleos essenciais obtidos de plantas como o eucalipto, a laranja doce, a murta e o limão. Os componentes ativos específicos no extrato são uma mistura complexa de monoterpenos, consistindo principalmente em 1,8-cineol (eucaliptol), d-limoneno e alfa-pineno. A natureza "padronizada" garante que cada lote de produção do destilado de óleos essenciais mantém um rácio preciso e verificado destes compostos chave, proporcionando um perfil farmacológico fiável e consistente. Estudos sobre fitomedicamentos confirmam as propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes dos componentes monoterpénicos, sugerindo um benefício de suporte tanto na depuração como na proteção das membranas mucosas.

Objetivo Geral: Apoio à Depuração Respiratória

O objetivo terapêutico geral do Myrtol padronizado é apoiar o processo natural e eficiente de autolimpeza do sistema respiratório, facilitando a eliminação da expetoração espessa e persistente. Um cenário de utilização típico envolve a sua aplicação quando um indivíduo apresenta uma congestão persistente, caracterizada pela acumulação excessiva ou tenaz de muco nos seios nasais e nos brônquios. O Myrtol funciona auxiliando na redução da viscosidade do muco, ao mesmo tempo que exerce uma ação secretomotora, que ajuda a acelerar o movimento e a evacuação das secreções. Este mecanismo duplo serve para desobstruir as vias respiratórias congestionadas, promovendo a restauração da função normal das membranas mucosas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Myrtol?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O Myrtol padronizado, uma preparação derivada de óleos essenciais, é geralmente considerado bem tolerado em estudos clínicos realizados para condições respiratórias. Os efeitos secundários documentados são habitualmente de gravidade ligeira a moderada e envolvem principalmente o sistema gastrointestinal.

Reações Adversas e Frequência

Os ensaios clínicos estabeleceram uma baixa incidência global de eventos adversos, com um perfil de segurança comparável ao de um placebo em muitos aspetos. A maioria das reações adversas documentadas enquadra-se na Classe de Sistemas de Órgãos de Doenças gastrointestinais.

Classe de Sistemas de Órgãos Reações Adversas Comuns
Doenças gastrointestinais Eructação (arrotos), náuseas, vómitos, diarreia ligeira e dor abdominal

Em casos muito raros, podem ocorrer reações de hipersensibilidade. Estas reações podem ter relevância clínica e requerem atenção médica imediata. Os sinais documentados de uma potencial reação grave incluem o desenvolvimento de erupção cutânea, prurido (comichão), inchaço facial, falta de ar ou perturbações circulatórias.

Restrições de Segurança e Contraindicações

O Myrtol padronizado é contraindicado em doentes com hipersensibilidade ou alergia conhecida aos seus componentes (tais como óleo de eucalipto, óleo de laranja doce, óleo de murta ou óleo de limão) ou a qualquer outro ingrediente da formulação do produto.

Adicionalmente, recomenda-se geralmente a não utilização do produto em doentes com as seguintes condições:

  • Doenças inflamatórias do trato gastrointestinal.
  • Inflamação das vias biliares.
  • Doença hepática grave.

Recomenda-se também precaução na utilização em indivíduos com pólipos nasais, infeções crónicas do trato respiratório, asma brônquica ou predisposição para reações alérgicas, uma vez que o medicamento pode, em instâncias raras, desencadear um ataque de asma ou uma reação alérgica cutânea grave. As contraindicações podem também especificar restrições para a utilização em crianças abaixo de uma determinada idade.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil regulamentar oficial do Myrtol padronizado descreve as potenciais manifestações de uma exposição excessiva com base na concentração dos seus componentes de óleos essenciais. As apresentações documentadas de sobredosagem podem incluir mal-estar gastrointestinal, como náuseas, vómitos e cólicas, possivelmente acompanhados de dificuldade respiratória.

Os resultados sistémicos graves requerem atenção imediata. A ingestão de doses elevadas acarreta o risco de efeitos potencialmente fatais no sistema nervoso central (SNC), incluindo sonolência severa, convulsões e, nas situações mais graves, coma. Além disso, reações de hipersensibilidade graves, como o choque anafilático ou perturbações circulatórias significativas, são categorizadas como resultados críticos.

Os documentos regulamentares determinam ações de emergência específicas. Em caso de suspeita de sobredosagem, deve contactar-se imediatamente um médico ou um centro de informação antivenenos. É necessária assistência médica urgente e o contacto com os serviços de emergência se forem observados sintomas graves, tais como atividade convulsiva, perda de consciência ou dificuldade respiratória severa. A gestão clínica é definida como tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a intoxicação com os componentes de óleos essenciais do Myrtol. Procedimentos como a lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado são medidas oficialmente descritas para casos de ingestão substancial. As orientações regulamentares referem ainda que é necessário um rigor particular na dosagem para a população pediátrica, incluindo lactentes e crianças pequenas, devido à sua potencial sensibilidade acrescida.

Usos terapêuticos de Myrtol

Factos Rápidos: Domínios Terapêuticos

  • Visa apoiar a gestão dos sintomas associados à bronquite aguda e crónica.
  • Destinado à utilização no contexto de rinossinusite e inflamações dos seios perinasais.
  • Pode auxiliar na manutenção geral das vias respiratórias desobstruídas e da função respiratória.

O Myrtol, frequentemente apresentado como um destilado padronizado de óleos essenciais, está indicado para os cuidados de suporte de condições respiratórias. Esta terapêutica é habitualmente utilizada na gestão de sintomas associados à bronquite aguda e à bronquite crónica. A sua aplicação terapêutica estende-se também à abordagem da rinossinusite aguda e crónica, que envolve a inflamação das passagens nasais e dos seios nasais.

O tratamento com Myrtol pode contribuir para tornar o muco mais fluido e auxiliar os processos naturais do organismo na limpeza das vias respiratórias, promovendo, assim, um estado respiratório mais confortável. Os componentes ativos estão associados a potenciais propriedades anti-inflamatórias que podem ajudar a mitigar certos processos inflamatórios no sistema respiratório. Para obter informações completas sobre as utilizações aprovadas e o estatuto regulamentar na União Europeia, deve consultar-se a visão geral terapêutica relevante.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Myrtol

Os documentos regulamentares oficiais definem critérios rigorosos de elegibilidade para o Myrtol padronizado (ELOM-080), baseando-se na idade, em condições de saúde pré-existentes e no estado fisiológico do doente.

Âmbito de Elegibilidade

Categoria Declaração Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 6 anos estão autorizados a utilizar o medicamento de acordo com as condições normais de rotulagem.
Populações para as quais o uso é contraindicado Lactentes e crianças com menos de 6 anos de idade, bem como doentes com hipersensibilidade conhecida ao medicamento ou aos seus componentes.
Regras de elegibilidade por patologia Contraindicado em doentes com doenças inflamatórias do trato gastrointestinal ou das vias biliares, e em doentes com doença hepática grave.
Restrições relacionadas com a elegibilidade Recomenda-se precaução em doentes com antecedentes de cálculos renais ou cálculos biliares.

Classificações de Elegibilidade

Classificação Detalhes Definidos nos Documentos Oficiais
Populações para as quais o uso não é recomendado A utilização em mulheres grávidas ou em período de aleitamento não é recomendada sem uma avaliação cuidadosa da relação benefício-risco realizada por um médico.
Classificação de gravidade da elegibilidade Contraindicado (Proibição Absoluta); Uso Condicional (Precaução/Avaliação de Benefício-Risco).

Ligação ao perfil global de elegibilidade

O perfil regulamentar estabelece proibições absolutas com base num limite de idade mínima e em condições inflamatórias ou hepáticas específicas. O uso é adicionalmente condicional para populações vulneráveis, como mulheres grávidas ou que estejam a amamentar, estruturando-se assim os grupos de doentes permitidos e restritos de acordo com as normas regulamentares.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Myrtol padronizado (ELOM-080) possui um perfil de interações focado, sendo dominado por uma interação farmacocinética fármaco-alimento específica, conforme documentado na sua informação oficial de prescrição.

Categoria Informação Regulamentar Oficial
Substâncias de Interação Alimentos/Refeições
Base Mecanística Interação farmacocinética (perfil de absorção alterado)
Restrição de Horário Administração obrigatória com o estômago vazio

Esta interação é classificada como clinicamente relevante porque a coadministração com uma refeição altera significativamente o perfil de absorção do principal componente ativo, o eucaliptol (1,8-cineol). Tomar o medicamento com alimentos leva a um aumento da extensão da absorção (Cmax e AUC) e a um atraso na taxa de absorção (Tmax).

As normas regulamentares impõem uma Restrição no Momento da Administração, exigindo que o medicamento seja tomado com o estômago vazio (em jejum) para garantir um perfil farmacocinético consistente e controlado que esteja em conformidade com a documentação aprovada. Os resumos regulamentares oficiais não listam interações específicas mediadas por enzimas CYP, interações com transportadores de fármacos ou contraindicações formais com outros produtos medicinais, sejam estes sujeitos ou não a receita médica.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Myrtol

O mecanismo de ação do Myrtol é mediado pela absorção sistémica e subsequente localização dos seus constituintes monoterpénicos no trato respiratório. O composto apresenta uma atividade secretagoga através da sua influência nas células glandulares e nos canais iónicos presentes no epitélio brônquico. Esta interação direcionada regula o transporte de fluidos epiteliais e modifica as propriedades reológicas (viscosidade e elasticidade) e as características biofísicas das secreções exócrinas.

Simultaneamente, o composto modula a atividade das proteínas motoras ciliares, o que afeta diretamente a taxa de movimento da camada ciliar epitelial. Esta ação contribui para a depuração da acumulação mucoide no trato respiratório. Subsequentemente, a presença sistémica dos monoterpenos afeta o ambiente local ao modular a libertação e a concentração de importantes mediadores inflamatórios na mucosa respiratória. Estes efeitos farmacodinâmicos coletivos resultam na modulação ao nível do sistema do aparelho mucociliar.

Informações sobre dosagem e administração

Instruções Oficiais de Administração do Myrtol

O Myrtol (ou o destilado padronizado presente em produtos como o GeloMyrtol e o GeloMyrtol forte) é uma cápsula mole gastrorresistente aprovada para administração oral, de acordo com a rotulagem oficial de medicamentos. O cumprimento das seguintes diretrizes estruturadas de administração é necessário, conforme especificado nos documentos regulamentares oficiais de diversas agências de saúde.

Procedimentos Passo a Passo

  1. Preparação: A cápsula deve ser engolida inteira (sem ser esmagada nem mastigada) para garantir a integridade do revestimento gastrorresistente. A dose deve ser tomada com uma quantidade suficiente de líquido frio, como um copo de água.
  2. Momento da Toma: Cada dose deve ser tomada aproximadamente 30 minutos antes de uma refeição.
  3. Frequência: A frequência diária necessária depende do tipo de patologia e da idade do paciente:
População e Condição Cápsula Normal (Dosagem de 120 mg) Cápsula Forte (Dosagem de 300 mg)
Adultos e Adolescentes (≥ 12 anos), Aguda 3-4 vezes ao dia 3-4 vezes ao dia
Adultos e Adolescentes (≥ 12 anos), Crónica 2 vezes ao dia 2-3 vezes ao dia
Crianças (6-11 anos), Aguda 3-4 vezes ao dia 1-3 vezes ao dia (se utilizar a dosagem forte)
Crianças (6-11 anos), Crónica 2 vezes ao dia 1-2 vezes ao dia (se utilizar a dosagem forte)

Condições Especiais

Para a administração em situações crónicas, existe um regime especial para facilitar a expetoração matinal: pode ser tomada uma cápsula adicional à noite, antes de deitar.

Caso ocorra o esquecimento de uma dose, as orientações regulamentares geralmente recomendam que não se tome uma dose dupla para compensar; o paciente deve simplesmente continuar com o esquema de toma habitual.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Myrtol Padronizado

Evidência para Uso na Bronquite Aguda

A investigação que explora o Myrtol padronizado no contexto da bronquite aguda baseou-se principalmente em ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes estudos foram desenhados para monitorizar e avaliar a mudança nos sintomas utilizando ferramentas validadas, como o Bronchitis Severity Score (BSS), que acompanha indicadores relacionados com o desconforto físico. Os estudos monitorizaram resultados relatados pelos doentes, descrevendo a perceção de desconforto para determinar o número total de dias até os participantes atingirem um nível predefinido de melhoria dos sintomas. Estes ensaios descrevem os padrões observados nos estudos relativamente à resolução da sintomatologia.

A evidência permanece limitada quando se considera a recuperação para além da fase imediata da doença. A investigação foca-se essencialmente em mudanças de curto prazo durante a fase aguda, sendo que os resultados a longo prazo relacionados com a recuperação funcional ou a prevenção de recorrências não estão bem caracterizados pelos ECA existentes.


Evidência para Uso na Bronquite Crónica e Condições Relacionadas

Para condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas, como a bronquite crónica, a investigação explorou o Myrtol padronizado em ensaios clínicos aleatorizados de longo prazo que se estenderam por vários meses. Estes estudos examinaram doentes com o fenótipo de bronquite crónica da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC).

Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, acompanhando a frequência e o número total de exacerbações agudas (AECB) ao longo da duração do estudo. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos relativos à monitorização da frequência de exacerbações e à avaliação que os doentes fazem do seu estado geral de saúde.

Os dados ainda são emergentes e estão concentrados principalmente no fenótipo da bronquite crónica. A investigação foca-se em acompanhar a frequência de episódios agudos e monitorizar mudanças nos sintomas, existindo informação limitada disponível sobre alterações funcionais objetivas a longo prazo na capacidade pulmonar.


O que ainda não é claro sobre o Myrtol: Lacunas de Investigação

Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que muitos estudos se focam no período agudo ou numa janela de observação de exacerbações de seis meses. Existe informação limitada relativamente aos seus efeitos em medidas funcionais objetivas da capacidade pulmonar (por exemplo, o FEV1) ao longo de vários anos.

Além disso, carece de evidência comparativa face a todos os tratamentos padrão atualmente utilizados para estas condições. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, e as conclusões descrevem padrões de grupo e não resultados pessoais. Estas limitações na investigação significam que os dados para certos grupos e determinados resultados a longo prazo permanecem insuficientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Myrtol (FAQ)

P: Por que razão o Myrtol é, por vezes, mencionado como alternativa a certos antibióticos?

Estudos investigaram o Myrtol padronizado em comparação com alguns tratamentos antibióticos no contexto da bronquite aguda. Além disso, a informação oficial descreve a capacidade do composto de inibir o crescimento de certas bactérias comuns em ambientes in vitro (laboratório). Estas conclusões referem-se ao seu papel de suporte na saúde respiratória.

P: Qual é a diferença entre o Myrtol e suplementos de óleos essenciais com nomes semelhantes?

A documentação regulamentar oficial define o Myrtol como um extrato fitoterapêutico altamente purificado e padronizado. O termo "padronizado" confirma que os componentes ativos mantêm uma proporção precisa e verificada em cada cápsula, distinguindo-o de muitos suplementos de óleos essenciais não regulamentados disponíveis comercialmente.

P: A alteração do paladar ou um ligeiro odor no hálito são efeitos secundários conhecidos do Myrtol?

A informação oficial de segurança, constante nos documentos regulamentares, inclui a alteração do paladar como um possível efeito secundário. Este evento é geralmente reportado como uma ocorrência muito rara. As orientações regulamentares sugerem que qualquer alteração persistente deve ser comunicada a um profissional de saúde para avaliação.

P: A informação oficial de segurança menciona a possibilidade de reação alérgica ao revestimento da cápsula?

As contraindicações regulamentares estão listadas não só para a hipersensibilidade conhecida aos componentes ativos, mas também para qualquer outro ingrediente utilizado na formulação. Doentes com alergias conhecidas a excipientes como a gelatina ou o sorbitol são, tipicamente, aconselhados no perfil regulamentar a procurar uma avaliação junto de um profissional de saúde.

P: É comum os efeitos secundários serem ligeiros e temporários ao tomar Myrtol?

As revisões de ensaios clínicos indicam que o Myrtol padronizado é geralmente considerado bem tolerado. A maioria dos eventos adversos documentados é descrita como sendo de gravidade ligeira a moderada, sendo que as reações de hipersensibilidade graves são referidas como muito raras.

P: Existem interações conhecidas entre o Myrtol e medicamentos comuns para a constipação de venda livre (MNSRM)?

Os resumos regulamentares oficiais não listam interações específicas com medicamentos comuns para a constipação não sujeitos a receita médica. A principal interação reportada na documentação oficial é uma interação farmacocinética relacionada com a ingestão de alimentos.

P: O Myrtol interage com analgésicos comuns ou medicamentos anti-inflamatórios (AINEs)?

Os resumos regulamentares oficiais não listam interações específicas com analgésicos comuns ou medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). A documentação nota ainda a ausência de interações medicamentosas específicas mediadas por enzimas hepáticas.

P: Que informação é fornecida sobre potenciais interações entre o Myrtol e a contraceção hormonal?

De acordo com os resumos regulamentares, não existem contraindicações específicas ou interações formais listadas para o Myrtol padronizado e a contraceção hormonal. A principal restrição de horário do medicamento continua a ser a sua interação com os alimentos.

P: Que tipo de informação sobre interações medicamentosas está disponível relativamente a medicação crónica?

Os resumos regulamentares oficiais não listam contraindicações ou interações formais com medicação crónica. O foco regulamentar recai sobre a obrigatoriedade de restrição de horário em relação à ingestão de alimentos para garantir um perfil de absorção consistente.

P: Quanto tempo demora, normalmente, até que o efeito pretendido do Myrtol seja percetível?

Os dados farmacocinéticos indicam que os componentes ativos atingem a sua concentração máxima no sangue cerca de 2 horas após a administração. No entanto, os estudos de investigação monitorizam tipicamente as melhorias na sintomatologia relatadas pelos doentes após cerca de uma semana de tratamento consistente.

P: Qual é a duração habitual de utilização descrita para condições respiratórias agudas?

Os documentos oficiais descrevem, geralmente, a duração da utilização como não limitada. As orientações regulamentares incluem o requisito de consultar um médico ou farmacêutico se os sintomas persistirem por um período prolongado, se piorarem ou se recorrerem regularmente.

P: A evidência científica foca-se principalmente no alívio da tosse ou dos seios nasais?

A evidência de investigação para o Myrtol padronizado foca-se tanto em condições do trato respiratório inferior, como a bronquite aguda e crónica, quanto do trato respiratório superior, o que inclui a rinosinusite aguda e crónica (alívio dos seios nasais).

P: Por que razão algumas pessoas sentem desconforto estomacal se tomarem a cápsula com o estômago vazio?

Embora a cápsula tenha um revestimento entérico para garantir que o óleo ativo seja libertado no intestino delgado e minimizar a irritação, a informação oficial de segurança lista a dor abdominal e a náusea como possíveis efeitos secundários. Estes efeitos podem ocorrer independentemente do cumprimento do requisito de toma em jejum.

P: É normal notar uma sensação de menta ou de óleo essencial após tomar a cápsula?

A informação de segurança regulamentar lista a eructação (arrotos) como um efeito secundário comum do Myrtol padronizado. Como o medicamento contém óleos essenciais, a eructação pode naturalmente resultar num sabor ou odor percetível.

P: O que deve um doente fazer se os seus sintomas não melhorarem após um certo período de tempo?

As orientações regulamentares indicam que, se os sintomas persistirem por muito tempo, piorarem ou durarem além de um período especificado (frequentemente 10 dias), a consulta com um médico ou farmacêutico é uma medida obrigatória. Esta é uma consideração factual importante para a continuidade dos cuidados.

P: As revisões clínicas indicam que o Myrtol tem um elevado perfil de segurança?

As revisões clínicas indicam, geralmente, que o Myrtol padronizado é considerado bem tolerado. Estudos demonstraram que o seu perfil de segurança é comparável ao de um placebo em muitos ensaios clínicos aleatorizados.

P: Qual é a diferença na composição entre o Myrtol e o Myrtol forte?

Tanto a cápsula normal como a cápsula forte contêm Myrtol padronizado, definido por uma proporção fixa dos seus componentes monoterpénicos ativos. A diferença entre as duas formulações reside exclusivamente na quantidade (dosagem) do destilado padronizado contido em cada cápsula individual.

P: O revestimento entérico da cápsula de Myrtol pode afetar a forma como o medicamento é absorvido?

O revestimento entérico da cápsula foi especificamente concebido para evitar que o medicamento se dissolva prematuramente no ácido do estômago. Esta configuração garante que o óleo líquido ativo seja libertado no intestino delgado, o que permite uma absorção sistémica ideal e consistente.

Como Myrtol deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Myrtol?

Esta secção descreve os procedimentos necessários para a conservação e eliminação do Myrtol, conforme definido pela documentação regulamentar oficial para garantir a estabilidade do produto e uma eliminação segura.


Conservação e Manuseamento

Requisito Instrução Oficial
Temperatura Conservar a uma temperatura não superior a 25 °C.
Proteção Manter na embalagem original bem fechada e proteger da luz e do ar.
Nota de Estabilidade A proteção contra o ar é necessária para evitar que a preparação venha a escurecer e a tornar-se mais viscosa.
Segurança Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Myrtol não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os procedimentos regulamentares padrão.

O método preferencial é a utilização de um programa de retoma de medicamentos (como os pontos de recolha em farmácias) ou de um envelope de devolução por correio. Caso não esteja disponível um programa de retoma, misture o medicamento com uma substância pouco atrativa (como terra ou borras de café), coloque-o num recipiente selado e coloque-o no lixo doméstico. Não deite o medicamento na sanita nem num ralo, a menos que receba instruções específicas nesse sentido por parte de uma fonte autorizada.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Myrtol encontrado em:

ÍNDICE A-Z: